Últimas indefectivações

terça-feira, 5 de maio de 2026

Segunda Bola

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BI: Rescaldo - Famalicão...

3 Toques: Famalicão...

Oliveira: Famalicão...

BF: Mercado...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Cinco figuras-chave do FC Porto campeão

Observador: E o Campeão é.... - Sporting "mostra dentes" na luta pelo segundo lugar?

Observador: Três Toques - Tem 17 anos, é campeão e só acaba o secundário esta semana

SportTV: Primeira Mão - 🔥 Fim de semana de festa… e de decisões!

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca #131

Zero: 5x4 - S06E33 - Última jornada épica antes da Champions

Comunicado

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"Perante a circulação de informações falsas no espaço mediático, o Sport Lisboa e Benfica esclarece que inexiste qualquer direito de preferência atribuído ao Sport Lisboa e Benfica relativamente à alienação do lote de ações pertencente a José António dos Santos.
O Sport Lisboa e Benfica encontra-se a avaliar todos os contornos desta operação e os seus potenciais impactos, no estrito respeito pelos interesses do Clube e dos seus associados.
Uma posição definitiva será assumida em breve, no cumprimento dos deveres e responsabilidades do Sport Lisboa e Benfica."

Últimos resultados

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"A mais recente atividade desportiva do Benfica na BNews.

1. Perto do título 25 anos depois
O Benfica ganhou por 38-7 ao CR São Miguel e está a uma vitória do título nacional de râguebi, o qual não conquista desde 2001. O próximo desafio é com o CDUL, no sábado, 9 de maio, às 17h00, no Estádio Universitário de Lisboa.
Em entrevista à BTV, António Aguilar, treinador dos três-quartos, defende que é preciso "manter os jogadores com os pés na terra, com calma".

2. Na final
A equipa feminina de andebol ganhou, por 40-29, ao Madeira SAD e assegurou a presença na final da Taça de Portugal.

3. Outros resultados
Em voleibol, a equipa feminina terminou o Campeonato Nacional no 3.º lugar, ao ganhar por 3-2 ao Sporting.
Em basquetebol, no masculino, derrota na final da Taça Hugo dos Santos com o Sporting por 77-79, e, no feminino, desaire no jogo 2 da final dos play-offs com o Quinta dos Lombos por 80-64.
A equipa feminina de hóquei em patins venceu por 3-8 no rinque da Stuart Massamá.

4. Títulos na formação
Os Juniores masculinos de voleibol e as Sub-15 femininas de futsal são campeões nacionais. 5. Bom desempenho Atletas do Benfica em bom plano no Mundial de Estafetas.

6. Recorde de participantes
Foram mais de 300 crianças presentes nos treinos de captação do futebol."

ESPN: Futebol no Mundo #562

TNT - Melhor Futebol do Mundo...

DAZN: The Premier Pub - Arsenal dispara os canhões e agora é com o City

Tuga Fut: Semana da Bola #17 - PORTO É CAMPEÃO NACIONAL

Transforma: Passa a Bola #222 - "PORTO CAMPEÃO. EM FAMALICÃO, A FAMOSA DUPLA DA LADROAGEM VOLTOU"

Falsos Lentos - S06E35 - Batáguas celebra titulo

O Resto é Bola #50 - FC Porto campeão, o árbitro que não viu nada no Famalicão-Benfica e os cantos do Tondela ⚽️

Futebol à Parte #41 - PORTO CAMPEÃO e luta acesa pela CHAMPIONS

Zero: Ataque Rápido - SO7E40 - Méritos do FC Porto e deméritos na Segunda Circular

Throne: The Biggest Flops in Liga Portugal 2025/26

Chuveirinho #171

Renascença: Jogo de Palavra - Luís Freire. "Queremos ser campeões da Europa pela primeira vez na história"

BolaTV: Entrevista Nabil Touaiz

BolaTV: Entrevista Cristiano Almeida...

DAZN: F1 - Três, a conta que Kimi fez

Três heróis 'interrompidos'

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"Ayrton Senna, Henri Toivonen e Alessandro Zanardi. Três destinos cruzados pela velocidade, pelo risco e pela tragédia. Mas é em Zanardi que a narrativa deixa de ser apenas sobre morte – e passa a ser, sobretudo, sobre a forma de viver

Há coincidências que não são apenas datas – são convites à memória. Entre 1 e 3 de maio, o desporto lembra três nomes que viveram no limite: Ayrton Senna, Henri Toivonen e Alessandro Zanardi. Três destinos cruzados pela velocidade, pelo risco e pela tragédia. Mas é em Zanardi que a narrativa deixa de ser apenas sobre morte – e passa a ser, sobretudo, sobre a forma de viver.
Senna e Toivonen representam o arquétipo clássico do herói interrompido: talento puro, carreiras brilhantes, vidas ceifadas no auge. Há neles uma dimensão quase mitológica – como se o desporto exigisse, por vezes, um preço demasiado alto pela grandeza. Zanardi, pelo contrário, desmonta essa lógica. A sua história não termina no acidente de 2001. Na verdade, começa aí.
Quando perdeu ambas as pernas num circuito alemão, seria expectável que o mundo o colocasse na prateleira das tragédias inspiradoras – aquelas que comovem por instantes e depois se desvanecem. Zanardi recusou esse papel. Não quis ser símbolo de pena, mas de ação. Reinventou-se no paraciclismo e, com uma naturalidade quase desconcertante, voltou a competir, a ganhar, a dominar. Quatro ouros paralímpicos não são apenas medalhas; são uma declaração de princípio: o limite não é imposto pelo corpo, mas negociado pela vontade.
Há algo profundamente desconfortável – e ao mesmo tempo admirável – na forma como Zanardi lidava com a adversidade. A frase recordada por Mario Andretti, sobre encomendar pernas novas e perguntar quão alto deveria ser, não é apenas humor. É uma filosofia. É a recusa em dramatizar o inevitável e a capacidade rara de reconfigurar a própria narrativa.
Mesmo o segundo acidente, em 2020, não apaga essa marca. Pelo contrário, reforça-a. Porque, ao contrário dos heróis que partem cedo demais, Zanardi obrigou-nos a acompanhar o processo – a luta, a fragilidade, a lenta degradação. E isso é mais difícil de romantizar. Mas talvez mais importante de compreender.
Numa era obcecada com resultados imediatos e sucesso visível, o exemplo de Zanardi é quase subversivo. Ele lembra-nos que a grandeza não está apenas em vencer quando tudo corre bem, mas em redefinir o que significa vencer quando tudo corre mal. Não é uma história de superação no sentido banal; é uma história de reconstrução contínua.
Entre Senna, Toivonen e Zanardi, há um fio comum: a coragem. Mas enquanto os dois primeiros a demonstraram no instante final, Zanardi fez dela um modo de vida prolongado. E isso muda tudo. Porque morrer no limite pode ser heróico – mas viver depois dele exige algo ainda mais raro.
Talvez seja essa a verdadeira lição destes dias de maio: não apenas recordar quem partiu, mas perceber como viveu. E, nesse campo, Alessandro Zanardi não deixou nada no depósito. Nem na pista, nem na vida."

O exemplo de Zanardi

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"Morreu Alex Zanardi. Para todos aqueles que amam o desporto, é uma notícia triste. Zanardi encarnava tudo aquilo que o desporto tem de melhor! Foi um piloto de automobilismo e de Fórmula 1 de eleição contudo, em 2001, na sequência de um gravíssimo acidente, foi amputado em ambas as pernas. Apesar deste revés, Zanardi afirmou: “Após amputação das minhas pernas olhei para a parte com que fiquei, e não para a parte que perdi”.
Uma frase extraordinária, cheia de sentido e significado, que diz tudo de um verdadeiro campeão. É uma frase que cito bastantes vezes quando vou a escolas ou a clubes, dando o exemplo desportivo deste atleta, afirmando que com persistência e força de vontade tudo se consegue. Zanardi, na dificuldade descobriu uma oportunidade! Esta foi o paraciclismo, uma modalidade desportiva para deficientes, à qual se dedicou de corpo e alma.
Com 34 anos teve de reaprender quase tudo, na vida, como na nova modalidade desportiva que abraçou. O seu carácter e a sua determinação levaram-no a um novo Olimpo, conquistando quatro medalhas de ouro e duas de prata nos Jogos Paralímpicos de Londres e Rio de Janeiro. Zanardi, com o seu testemunho de vida, deixa-nos um legado, quer no desporto quer no âmbito da cidadania, cheio de valores como a determinação, o sacrifício, a tenacidade, o empenho, a persistência… e o mote: nunca devemos desistir.
Zanardi um verdadeiro exemplo!"

Paraguai: José Luis Chilavert, o guarda-redes goleador que cuspiu em Roberto Carlos e que Asprilla salvou da morte por sicários

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"O mítico guarda-redes paraguaio, duas vezes mundialista, marcou 67 golos ao longo da carreira, de livre direto e penálti, e o seu pontapé era tão forte quanto a tendência para se meter em polémicas.

Os pés que andaram descalços até José Luis Chilavert fazer 7 anos foram os mesmos que, anos mais tarde, se fartaram de marcar golos. O que fica mais estranho quando todos sabemos que Chilavert, nascido há 60 anos em Luque, um subúrbio de Assunção, capital do Paraguai, ganhou a vida a ser guarda-redes, o melhor do mundo três vezes de acordo com a Federação Internacional da História e Estatísticas do Futebol.
Personagem de culto e polarizador como todas elas, Chilavert é um desses espécimes que recusou quintinhas. A linha de baliza nunca foi o seu único feudo e também gostava de balançar as redes alheias, fosse de penálti ou com os seus temíveis livres diretos, marcados com precisão e força. 
Ao longo da carreira foram 67 os golos marcados, oito deles pela seleção nacional do Paraguai, que representou em 74 ocasiões. Em 1999, tornou-se o primeiro guarda-redes a marcar um hat-trick, três penáltis ao Ferro Carril Oeste - até hoje, não há mais registos oficiais de tal feito de um guarda-redes. Anos antes, já na sua fase dourada no Vélez Sarsfield, onde ganhou a Libertadores e a Intercontinental, acertaria em cheio na baliza com um remate ainda dentro do seu meio-campo, a 60 metros de distância. O guardião rival era Germán Burgos, do River Plate, que voltaria a ser vítima de Chila num confronto de seleções, aquando de um jogo de qualificação para o Mundial 1998. Em ambos, Chilavert usava a sua mítica camisola adornada com uma cara de bulldog, uma metáfora para a sua personalidade aguerrida e sem desculpas.
Por vezes, até demasiado, diga-se.
O jeito para as bolas paradas, contou em 2003 numa entrevista à FIFA, não foi exatamente matéria de aptidão, mas sim de muito trabalho e repetição. Quando chegou à liga espanhola no final dos anos 80, para jogar no Saragoça, criticavam-lhe as saídas com a bola, gritavam-lhe para voltar para trás. Mas Chilavert sabia que podia ajudar a equipa com o seu tiro: “Ficava sempre no final dos treinos a bater livres, 80, 120 remates. Foi assim que melhorei.” Mas seria apenas no regresso à Argentina, onde já tinha representado o San Lorenzo e voltaria para jogar no Vélez, que a veia goleadora se tornaria decisiva.
Tanto essa como a veia para as polémicas. Em 2001, foi condenado a pena suspensa por agressão a um funcionário do Gimnasia La Plata ocorrida sete anos antes. No Mundial de 2002, o segundo em que representou o Paraguai, depois de 1998, não jogou na estreia da sua equipa. Estava ainda castigado depois de cuspir na cara de Roberto Carlos durante um encontro de qualificação. Tudo foi gravado em direto, em grande plano, enquanto o lateral dava uma entrevista rápida para a televisão - Chilavert justificou-se dizendo que o brasileiro lhe tinha chamado “índio”.
Numa entrevista já depois de deixar o futebol revelou que, quando chegou ao Estrasburgo, em França, em 2000, agrediu um colega, que seria o luso-francês Corentin Martins, depois deste lhe chamar “sudaca”, um termo depreciativo para pessoas da América do Sul.
Mais bizarra - e quase fatal - foi a história do dia em que, num jogo de qualificação para o Mundial 1998, em Assunção, Chilavert agrediu o colombiano Faustino Asprilla com um murro na cara depois de ambos terem sido expulsos. O avançado revelou anos mais tarde, num canal da TV colombiana, que nesse próprio dia recebeu uma chamada de um conhecido narcotraficante do país, antigo braço direito de Pablo Escobar, mostrando a sua disponibilidade para matar Chilavert por causa da agressão. Asprilla recusou a simpática oferta.
Estar vivo permitiu a José Luis Chilavert candidatar-se nas Presidenciais do Paraguai, em 2023, com uma plataforma conservadora, onde arrecadou menos de 1% dos votos. Sempre um crítico da classe política do seu país, o antigo guarda-redes recusou-se a participar na Copa América organizada pelo Paraguai em 1999, argumentando que o dinheiro seria mais bem investido na educação.
Educação que é coisa que nem sempre parece fazer parte do cânone de Chilavert por estes dias. Aos 60 anos, soma aparições nos jornais e rádios com declarações torpes e até discriminatórias. Em 2018, exigiu a expulsão do embaixador britânico no Paraguai depois deste opinar sobre um assunto de justiça do país. Pelo caminho, usou insultos homofóbicos. Mais recentemente têm-se atirado a Vinícius Jr., criticando o brasileiro por denunciar o racismo de que é alvo. No recente caso com Gianluca Prestianni, do Benfica, o discurso ignóbil atingiu também Kylian Mbappé. “Fala de valores e de tudo mais e depois vive com um travesti. Não é normal”, atirou na argentina Radio Rivadavia.
A sua razão teria César Luís Menotti, treinador campeão mundial pela Argentina em 1978, que algures nos anos 90, quando era treinador do Independiente e Chilavert jogava no Vélez, atirou a seguinte consideração: “O Chilavert deveria andar pelas escolas e pelas universidades para que os jovens saibam como era o homem há 40 milhões de anos. Primeiro veio o Chilavert, depois o macaco e depois o ser humano.”"

segunda-feira, 4 de maio de 2026

A pergunta

Nada muda...

Unânime...

Mafia Soldier !!!

A PIDE anti-vermelha continua viva!!!

Miserável...

Propositado...

Jogo 1, decidido assim:

O Benfica Somos Nós - S05E55 - Famalicão

Backstage | Sporting CP 0-1 #SLBenficaB | Campeonato Nacional

Talento sob pressão

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"Nunca foi tão exigente crescer no futebol, num contexto de vigilância constante e exposição acelerada pela velocidade das redes sociais. Não por falta de oportunidades, essas até parecem surgir cada vez mais cedo, mas pelo ritmo a que tudo acontece. Um bom jogo já não é apenas um bom jogo. Em poucos minutos transforma-se num vídeo viral, num nome em tendência, numa promessa inflacionada. E, muitas vezes, numa expectativa impossível de sustentar.
As redes sociais mudaram o ritmo do crescimento. Antes, um jovem talento tinha margem para errar longe dos holofotes. Evoluía em silêncio, protegido pelo anonimato relativo da formação ou por uma integração gradual na equipa principal. Hoje, basta um lance para transformar um desconhecido numa sensação. E basta outro, menos conseguido, para o transformar numa desilusão. O problema não é a visibilidade, é a exposição sem filtro.
Casos como Ansu Fati, Jadon Sancho ou Dele Alli ilustram bem esta montanha-russa. Apontados muito cedo como herdeiros de algo maior, carregaram expectativas desproporcionais à sua idade. O talento estava lá. O contexto é que deixou de ser humano.
Esta realidade não faz parte do passado recente, está a acontecer agora. O caso de Lamine Yamal é paradigmático. Ainda em fase de crescimento, já é tratado como uma exceção, uma promessa permanente que parece obrigada a confirmar, jogo após jogo, aquilo que o mundo decidiu antecipar sobre ele. A sua ascensão meteórica no futebol de elite colocou-o no centro de uma atenção global constante. Cada decisão, cada toque, cada jogo - sem esquecer a vida pessoal fora das quatro linhas - é analisado como se já não fosse o adolescente que ainda é, como se não estivesse a aprender, mas antes obrigado a confirmar. Yamal é, hoje, o expoente máximo desta nova fronteira do futebol moderno: talentos que deixam de ter tempo para simplesmente crescer, porque passam a viver sob a expectativa de já serem aquilo que ainda estão a construir. Como se o futuro tivesse de ser provado no presente. É aqui que o futebol deixa de ser apenas jogo…
Hoje, um erro já não termina com o apito final. Prolonga-se. Amplifica-se. Um falhanço, um passe errado, um momento infeliz… tudo se transforma em conteúdo. Conteúdo que circula, se repete, se comenta - muitas vezes em forma de meme - uma imagem, um vídeo ou uma frase - partilhado e replicado por milhares, quase sempre com humor, ironia ou crítica. Aquilo que deveria ficar encerrado com o apito final do árbitro extravasa para o plano pessoal, estendendo-se para lá do tempo de jogo, num extra time que nunca deveria existir. O erro deixa de ser apenas desportivo e passa a ser identitário. Já não se critica apenas o jogador; atinge-se a pessoa, o ser humano que joga futebol.
Há, por isso, um detalhe cada vez mais inquietante: há jovens que, depois de errar, sentem necessidade de desaparecer. Fecham redes sociais, desativam comentários, afastam-se. O erro deixa de ser apenas competitivo e passa a ser profundamente pessoal.
E depois há o outro lado, o da construção artificial. Jogadores que ainda estão a aprender a complexidade do jogo já são obrigados a gerir uma imagem. Likes, seguidores, comentários - métricas que nada têm a ver com rendimento, mas que influenciam a perceção num mundo que desliza o dedo no ecrã. O risco é evidente: começa-se a jogar para fora antes de se saber jogar por dentro.
Se não estás nas redes sociais, não existes. A frase tornou-se regra. Mas há quem escolha sair desse jogo. Casos como Michael Olise mostram que é possível ir contra a corrente, optando pelo silêncio digital. Num contexto em que a exposição é quase obrigatória e o ambiente está saturado de estímulos e julgamentos constantes, afastar-se pode tornar-se uma forma de proteção: mental, emocional e até competitiva. Desligar pode ser, paradoxalmente, a forma mais lúcida de continuar ligado a si próprio e de manter o foco no essencial: o jogo. Talvez este seja um dos maiores desafios da nova geração: perceber que existir não pode depender apenas de ser visto e que, por vezes, crescer exige exatamente o contrário.
Treinadores e estruturas reconhecem o problema. Pep Guardiola tem defendido a necessidade de proteger os jovens do ruído exterior. José Mourinho alerta para os riscos de uma maturidade apressada. Ambos tocam no mesmo ponto: talento sem contexto raramente sobrevive.
Também os jogadores mais experientes deixam avisos. Cristiano Ronaldo fala frequentemente da importância da disciplina mental. Jude Bellingham, pela forma como gere a exposição, surge como exceção, não como regra.
Porque a pressão já não vem apenas do jogo. Vem de todo o lado. A toda a hora. O futebol sempre foi exigente. Mas nunca foi tão público. E há uma diferença entre competir sob pressão e crescer sob vigilância constante. A primeira forma jogadores. A segunda pode consumi-los antes do tempo.
Talvez o verdadeiro desafio esteja em reaprender a proteger o talento. Dar espaço para errar. Para falhar. Para cair. E, sobretudo, tempo para crescer.
No fundo, criar silêncio no meio do ruído. Porque nem tudo o que é imediato é sustentável. E nem todo o talento precoce está preparado para carregar, no presente, o peso de ser futuro."

Um FC Porto cada vez mais próximo

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"O FC Porto conquistou o seu 31º campeonato. Já só está a 7 do Benfica. Pensar que quando Pinto da Costa foi eleito Presidente o seu clube só tinha 7 campeonatos e o Benfica 24. Ou que em 1996 o Benfica tinha o dobro dos campeonatos do seu rival do norte (30 contra 15). A verdade é que por mais que isto custe a um benfiquista, o Porto já nos ultrapassou no palmarés europeu, com mais taças conquistadas, apesar do Benfica ter mais finais, mais jogos, mais golos, mais presenças em 1/2 finais ou 1/4 de final e estarmos igualados na principal competição europeia. Mas as taças não enganam, são 2 (ou 3 se inserirmos a Taça Latina na contagem) contra 7. E qualquer dia arriscamo-nos a que nos ultrapassem também nas taças nacionais. Não naquelas contagens absurdas de juntar os troféus todos, como se todos tivessem a mesma importância, mas chegarmos a um dia em que o FC Porto possa ter mais campeonatos e mais Taças de Portugal que o Benfica.
Se poderá ser verdade afirmar que a hegemonia do FC Porto acabou com o golo do Kelvin em 2013, pois o clube do Norte que até aí e desde 1985 vencia aos bis, tris, tetras e pentacampeonatos de cada vez e deixou de vencer com essa regularidade esmagadora, a verdade é que também não deixou de ter conquistas e não atravessa um Vietname como o Benfica atravessou ou até a tal Singapura que o Benfica atravessa neste momento. Nos últimos 13 anos o FC Porto venceu 4 campeonatos (contra 6 do Benfica e 3 do Sporting), mas não tem tido secas muito prolongadas e tem vencido várias Taças de Portugal pelo meio. Já o Benfica nos últimos 7 anos leva apenas 1 Campeonato e 0 Taças de Portugal. Souberam os adeptos do FC Porto mudar o ciclo a tempo em relação a Pinto da Costa e André Villas Boas finalmente acertou na sua 3ª tentativa com treinadores. Veremos se isto será o início de novas grandes conquistas para o clube do Norte com Farioli ou algo momentâneo, como foi Roger Schmidt no Benfica ao chegar, ver, vencer, perder e ir embora.
Quanto ao Benfica, terminará a época com apenas a Supertaça no bolso e reduzido a uma feroz luta pelo 2º lugar com o Sporting. Fruto de algum mérito em não ter caído totalmente, daí ainda estar invicto, o que não deixa de ser algo notável após 32 jogos, mesmo que com 10 empates pelo meio e uma queda enorme do Sporting no rendimento nos últimos jogos. Após o empate com o Famalicão, o Benfica ainda depende de si, mas terá que somar pontos na recepção a um Braga em busca de nova final Europeia e na deslocação derradeira a Estoril. Se conseguir o 2º lugar será um consolo na rivalidade com o Sporting e importante do ponto de vista financeiro, se perder a posição para os leões será o falhanço total dos objetivos propostos a um José Mourinho para o difícil desafio que lhe foi proposto de apanhar um comboio em movimento.
É impossível nesta crónica não referir que o Benfica foi profundamente prejudicado pela arbitragem em Famalicão. Desde um penalty por marcar, ao amarelo ao Rios, ao canto que não existe e dá o golo à equipa do norte a uns inacreditáveis 15 (!) minutos de desconto dados pelo árbitro, fica a sensação que este tudo fez para dificultar a vida ao Benfica. Rui Costa no final e bem reclamou, mas se o Benfica não é respeitado ou não tem soft power, seja na arbitragem ou na questão da centralização, é também culpa dele que sempre apoiou o status quo na Liga e na Federação, chegando a dizer numa Assembleia Geral aos sócios que o avisavam do perigo que não se revoltava porque o Benfica tinha que ir atrás dos outros e não entrar em contra-mão na auto-estrada. Como dizia Pedroto, Rui Costa quis ser um bom rapaz e agora é comido...
Mas é essa a personalidade do Maestro. É um tipo indeciso, de vistas curtas e incapaz de roturas. Tanto nos poderes e domínios do futebol português, como com a equipa que o acompanha, tantos ainda vindos da Presidência de Vieira, como nas alterações de treinador. Acaba por ser sempre as circunstâncias a fazerem-no mudar e não ele a ter o rasgo ou a antecipação. Por isso tivemos Roger Schmidt despedido no início da temporada 24/25, Bruno Lage no início da 25/26 e agora também sentimos que Rui não sabe bem o que fazer com José Mourinho. Ou se sabe, não quer ou não se consegue comprometer. Por alguma coisa em todas as conferências os jornalistas perguntam a Mourinho se continua ou não continua. Tal como tanta coisa no Benfica, as coisas para 26/27 irão ser feitas em cima do joelho. Estamos à espera para ver se ficamos em 2º ou em 3º lugar para saber o nível de investimento que será feito, ficamos à espera se José Mourinho recebe propostas da Seleção ou do Real Madrid para ver se fica ou vai e depois ficaremos à espera para ver se o Benfica acerta nas contratações para a próxima época e Mourinho arranca bem ou se começa mal, irá ser despedido, como Schmidt e Lage e pediremos a outro para apanhar novamente um comboio em movimento.
É um Benfica mal gerido que vai vendo FC Porto e Sporting vencendo troféus (ao ponto que estes já têm até mais picardias entre si do que com o Benfica), aproximando-se ambos cada vez mais do seu em tempos invejável e inigualável palmarés, sob aprovação de uma maioria de sócios benfiquistas que se habituou a este novo mundo. Vivem no seu síndrome de Estocolmo, revoltam-se é com quem critica o estado do Benfica, não querem mudar, e depois chegamos ao estádio e ainda os vemos a fazer a onda e a gritar pela Norauto."

BF: Rumores...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Farioli é o principal obreiro do "titulo saboroso" do FC Porto?

Troféu perdido...

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Benfica 77 - 79 Sporting
13-19, 29-25, 19-15, 16-20

Mais um mau jogo, mais um troféu perdido! Com 21% nos Triplos é impossível esta equipa ganhar! A ausência do Yussuf e do Edu, não explica, perder para uma equipa claramente inferior! O Broussard tem carregado a equipa às costas esta época, nas últimas semanas baixou claramente de forma, mas alguém tem que assumir...

Arbitragem prejudicial

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"O Benfica empatou 2-2 na visita ao Famalicão, prejudicado pela equipa de arbitragem de forma descarada. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Inaceitável
O Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa, tece duras críticas à arbitragem: "O árbitro tentou impedir que o Benfica vá à Liga dos Campeões! Manifesto a minha indignação e a indignação de todos os Benfiquistas. Ninguém tem o direito de decidir quem ganha Campeonatos, quem vai à Liga dos Campeões sem serem os jogadores e os treinadores dentro do campo. A equipa sente-se injustiçada como se sente qualquer Benfiquista neste momento."

2. Homem do jogo
O Sport Lisboa e Benfica oferece o prémio de Homem do Jogo ao árbitro Gustavo Correia e à restante equipa de arbitragem.

3. Na final
Benfica e Sporting disputam, às 17h00 em Gondomar, a final da Taça Hugo dos Santos de basquetebol. Nas meias-finais, as águias ganharam à Oliveirense por 104-76.

4. Outros resultados
Nos masculinos, vitórias em andebol (25-31, Águas Santas), futsal (3-5, Torreense) e dos Juniores (6-0, Gil Vicente). Em voleibol, derrota por 0-3 com o Sporting. Em hóquei em patins, empate 5-5 com a Oliveirense.
Nos femininos, triunfo forasteiro no basquetebol frente ao Quinta dos Lombos no primeiro jogo da final dos play-offs (65-68) e vitória no futsal no reduto do Atlético por 2-5 no primeiro encontro das meias-finais do Campeonato Nacional.

5. Mais jogos do dia
Nos masculinos, embate com o CR São Miguel em râguebi no Estádio Universitário de Lisboa (16h00).
Nos femininos, receção ao Madeira SAD em andebol (14h30), jogo 2 da final do Campeonato Nacional de basquetebol em Carcavelos com o Quinta dos Lombos (17h00), visita ao Stuart Massamá em hóquei em patins (16h15) e segundo desafio de apuramento do 3.º e 4.º classificados do Campeonato de voleibol na Luz entre Benfica e Sporting (18h30).

6. Dia da Mãe
Veja a reportagem da BTV sobre a judoca do Benfica, Rochele Nunes.

7. Casa Benfica Ansião
Esta embaixada do benfiquismo celebrou o 31.º aniversário."

DAZN: Europa - SC Braga a um passo da final da Liga Europa

Argélia: Rabah Madjer, o argelino que virou Viena do avesso com um calcanhar

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"Antes do seu nome ficar ligado a um dos gestos mais icónicos da história do futebol europeu, Rabah Madjer já tinha conquistado os holofotes do mundo com golos (quase) sempre decisivos, tanto no FC Porto como na seleção argelina.

Há jogadores que entram num clube como promessas e saem como símbolos. Rabah Madjer foi um desses casos, no FC Porto: discreto na chegada, decisivo no relvado, foi autor de um gesto, um toque de calcanhar, que virou uma final europeia do avesso e o Bayern de Munique de pernas para o ar. Chegou a Portugal com 27 anos, já internacional consolidado, mas foi no FC Porto que atingiu o auge e reconhecimento mundial.
A “Raposa de Ouro” saiu das ruas poeirentas de Hussein Dey, nos arredores de Argel, onde aos 14 anos começou a jogar nas escolas do Onalait d’Hussein-Dey, antes de se estrear no NA Hussein Dey, dois anos depois. A Argélia vivia tempos turbulentos, mas o jovem avançado destacava-se pela técnica felina e pela calma de predador. Em 1978, levou o clube à final da Taça da Argélia e à qualificação para a Taça das Taças africana.
A história de Madjer com a seleção argelina começou a ganhar forma ainda antes do estrelato europeu. Foi ele quem marcou o 2-1 frente à Nigéria, no apuramento para o Mundial de 1982, garantindo a estreia absoluta da Argélia numa fase final. Em Espanha, ninguém acreditava que os magrebinos pudessem incomodar os gigantes, mas eis que, no jogo inaugural, a Argélia derrotou a RFA (Alemanha Ocidental) por 2-1, com Madjer a assinar o primeiro golo da seleção na história dos Mundiais, um momento que mudou também a forma como o futebol africano era visto.
Os seus golos quase sempre decisivos projetaram o seu nome para França, primeiro no Racing Club de Paris, onde chegou a ser um dos melhores marcadores da equipa e ganhou visibilidade no futebol europeu; depois, no Tours FC, onde não se adaptou tão bem. Mas o destino tinha reservado outro palco.
Em 1985, Madjer chegou ao FC Porto e estreou-se com uma vitória por 3-2 frente ao Belenenses, tendo participado nos três golos. Duas semanas depois, marcou os primeiros golos no Bessa frente ao Boavista. Sob o comando de Artur Jorge, integrou uma equipa que viria a dominar em Portugal e a surpreender a Europa. Mas o momento que o eternizou chegou em 1987, na final da Taça dos Clubes Campeões Europeus.

Aquele calcanhar
O Bayern vencia por 1-0, o FC Porto parecia condenado, até que surgiu o improvável, ou melhor, aconteceu futebol: uma jogada pela direita, cruzamento atrasado, e Madjer, de costas para a baliza, inventou um calcanhar impossível - um gesto técnico que viria a ser conhecido mundialmente como o “calcanhar de Madjer” - que ainda hoje é revisto e venerado. Como se não bastasse, dois minutos depois, assistiu Juary para o 2-1. O FC Porto era campeão europeu pela primeira vez. Madjer tornava-se lenda e o segundo africano de sempre a marcar numa final da competição.
Menos falado, mas igualmente extraordinário, é o que aconteceu meses depois, na final da Taça Intercontinental, no Japão: num relvado coberto de neve, Madjer marcou o golo decisivo frente ao Peñarol, num chapéu perfeito. Foi eleito o melhor jogador da partida, reforçando o estatuto internacional, e recebeu um automóvel que, segundo relatos amplamente citados, vendeu para dividir o dinheiro com os colegas, um gesto que ajudou a cimentar a sua imagem de líder de balneário.
A carreira internacional foi igualmente marcante: 87 jogos e 29 golos pela seleção da Argélia, dois Mundiais (1982 e 1986) - incluindo a histórica vitória sobre a Alemanha Ocidental em 1982 - e uma Taça das Nações Africanas, em 1990, conquistada em casa. Foi eleito Bola de Ouro Africana em 1987 e é amplamente considerado um dos maiores jogadores africanos de sempre, sendo frequentemente apontado como o maior da história da Argélia.
Madjer mantém uma ligação emocional profunda com o FC Porto e com Portugal. Em 2024, ao regressar ao Estádio do Dragão para receber o Dragão de Ouro na categoria Vintage, afirmou com emoção: “Portugal é o meu segundo país. O FC Porto é a minha família e sempre será a minha família.” Recordou amizades, convívios e a cumplicidade com Paulo Futre, o jogador com quem melhor se entendeu, formando uma das duplas mais decisivas da história do clube.
Depois de pendurar as chuteiras, foi treinador, comentador e tornou-se embaixador da Confederação Africana de Futebol. Também teve várias passagens como selecionador interino da Argélia e envolveu-se em projetos de desenvolvimento do futebol africano. Mas, para muitos, continua a ser o homem que, com um simples toque de calcanhar, mudou a história de um clube, de uma cidade e de um continente."

COM APITADORES DESTES NÃO HÁ VERDADE DESPORTIVA POSSÍVEL

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"Famalicão 2 - 2 BENFICA

Pré-jogo 1.
Disse ontem à noite no programa 'Livre e Direto' do canal V+ (sempre às sexta-feiras) que este é o jogo mais difícil dos que nos faltam até ao fim da liga. Perdemos nas duas últimas deslocações que lá fizemos, ambas por 0-2, e eles vão em 9 jogos sem perder - empataram até no Dragão. Todo o cuidado é pouco, dar tudo!

Pré-jogo 2.
Estou na Casa do Benfica de Olhão, é sempre aqui que vejo os jogos do Benfica quando me encontro no Algarve, gente boa, ambiente fantástico, hoje cheia como um ovo, mais de 80 a puxar como se fosse na bancada. Esteve fechada por algum tempo, saúdo fortemente a sua reabertura!

LA LA LA LA
LA LA LA LA
1904 - 1904

00 a equipa esperada, ou pelo menos a equipa que eu esperava. Com um banco cheio de (boas) soluções. Carrega, Benfica!
05 ainda agora começou e o apitador a marcar faltas umas atrás das outras - mas a deixar passar uma sobre o Prestianni na área. São os critérios.
08 crl que dei um salto para nada, Ivanovic fora de jogo, era tão lindo tet já vantagem no marcador... 09 falta sobre o Ivanovic, clarinha, é dentro da área! Apitador ignorou, fez de conta que não se passou nada, VAR chamou! SCHJEL-DE-RUP!!! Um-zero.
16 mas como é que esta entrada sobre o Schjelderup não é amarelo alaranjado?
19 goooooooooolooooooo! Tomem lá RÍ-OS, não perdoou, aí está ele a mostrar mais uma vez a razão da avultada contratação. Está a encher o campo.
21 fdx, Ivanovic, que a casa de Olhão já estava toda de pé a gritar pelo três-zero... sacana do defesa tirou-te o golo, vamos! O jogo tem sido todo nosso, que entrada, pressão de alto nível, quando eles levantam a cabeça já tem três à volta deles, bons desdobramentos ofensivos a dar água pela barba à defesa do Fama mal recuperamos a bola, é isto!
26 quantas faltas já sofreu o Schjelderup?
30 esta bola na mão não é penálti? Ó apitador, isto não é nada? Como não é? O VAR também não vê isto? Receiam que o jogo fique decidido à meia-hora da primeira parte? E foi este apitador que viu penálti no lance do António com o Casa Pia na Luz - tudo dito!
37 abrandámos um pouco o ritmo...
45 épá, Ivanovic, esta jogada com remate cruzado dava um golo lindo, tás a cheirar o golo, mereces o golo, tens sido enorme profissional sem ser opção, como opção mereces o melhor. 46 manter a pressão, continuar a impor o ritmo para garantir os três pontos.
52 ui, que esta assistência do Schjelderup foi mesmo à medida do Ivanovic, desperdício, não estava lá. 53 pisão como este do Otamendi já vi nesta liga sem falta, quanto mais amarelo, para nós é vermelho. VARgonha de critérios!!! Quem não sabia que ia ser assim com este apitador e com este VAR? Capitão pró baleário. Pagamos todos os nossos pecados com as arbitragens. Toca a sofrer!
67 golo do Fama, pkp, bola desvia, Trubin enganado, já se sabia que era para sofrer...
71 Schjelderup sai para entrar o Bah. Substituição inesperada, Mourinho é que sabe, não sou eu bem sentado na Casa do Benfica de Olhão a ver o jogo pela televisão, não tenho essa pretensão.
75 ponham os olhos no que trabalha o Ríos, sempre em prol da equipa, sempre a dar tudo.
78 dois-dois, como é possível? Ó Trubin, essa bola tem que ser tua, nossa senhora, como é que um jogo que era todo nosso se estraga assim? Não se podem sofrer golos assim.
85 Rafa pró lugar do Ivanovic. Este jogo vai ter no mínimo 10 minutos de tempo extra - vale a aposta?
89 ai, ai, ai, que perigo para nós... Trubin bem ao primeiro poste.
90 mais 15? 15?!? Este futebol português é mesmo uma comédia! Mesmo!
90+5 cada bola na nossa área é uma real ameaça para o normal funcionamento do meu coração. E ainda faltam 10 min para esta merda acabar.
90+10 esta agradeço-a aos deuses da fortuna, foi milagre para nós esta carambola na trave e nas costas do Trubin ter ido para canto e não para dentro da baliza. Obrigado!!!
90+14 Trubin no chão. O apitador vai dar mais 3 ou 4 em cima dos 15, é certinho.
90+16 precisamos de mais bola, porra! É guardá-la, trocá-la, mantê-la.
90+17 A-CA-BOU!!! A-CA-BOU!!! A-CA-BOU!!!Continuamos a depender de nós para garantir a Champions, só se foi a almofada de dois pontos - isto se o Sporting vencer o Guimarães.
Este jogo, que era dificílimo, torná-mo-lo fácil, facílimo, na primeira parte. A segunda, a partir da expulsão do Otamendi, por culpas do apitador, e também por culpas próprias, foi como viver uma experiência no inferno."

Um Benfica ultra pragmático agarrou-se com tudo ao pouco que lhe resta

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"Depois de desperdiçar dois golos de vantagem e ver Otamendi ser expulso, o Benfica fez tudo para defender o empate (2-2) que lhe permite manter o 2º lugar. Andreas Schjelderup e Mathias de Amorim deram ao jogo a estética que por vezes ficou esquecida

Esta é a fase da época em que todos os erros se unem para formar uma consequência de dimensão proporcional aos defeitos exibidos ao longo do caminho. Em termos práticos – não matemáticos –, a três jornadas do final do campeonato, nada mais restava ao Benfica do que escoltar o 2º lugar até ao final e, embora na iminência de perder o título para o FC Porto, o ciclo estimulado pela vitória no dérbi contra o Sporting até parecia positivo.
O epicentro de doçura é Andreas Schjelderup, o delicado extremo que sempre dá vontade de lhe pedirmos para sair do meio dos matulões antes que se aleije ao mesmo tempo que só o queremos ver brincar. O norueguês parecia ter encaminhado o Benfica para uma vitória tranquila, mas o inesperado aconteceu.
Apesar do empate (2-2) registado aos 90 minutos, José Mourinho foi exuberante nos protestos quando soube que o árbitro pretendia dar 15’ de descontos. Em Famalicão, os constantes duelos puseram peças a saltar por todos os lados sempre que um embate agressivo se proporcionava. Otamendi foi expulso pelo mau cálculo que fez de uma dessas situações e as coisas descambaram tanto que o Special One só queria ir para casa.
No onze inicial, Franjo Ivanović arredou Vangelis Pavlidis para o banco de suplentes e encarregou-se de ser um dente canino a perfurar os ousados defesas que tentavam construir nas suas barbas. Para ajudar a estabelecer um equilíbrio de sabores, esse índio comportamento foi equilibrado com o tato de Andreas Schjelderup. O futebol tutti-frutti serviu perfeitamente os interesses do Benfica na visita ao Minho.
Léo Realpe foi surpreendido pelo esganado Ivanović e cometeu grande penalidade devido à surpresa com que o avançado surgiu. Schjelderup lá marcou, assinalando a entrada impositiva do Benfica. O ímpeto foi tanto que António Silva, um dos centrais encarnados, estava a exercer a sua condição de último homem em cima do último terço. O povoamento daquela região facilitou a ligação de Schjelderup com Ríos, autor do 2-0.
Ver o talentoso meio-campo do Famalicão, mais preocupado em igualar a agressividade do que em recriar-se, demonstra o quanto o jogo saiu do controlo da equipa de Hugo Oliveira. Mathias de Amorim bem deu as pernas à luta e quase que Nicolás Otamendi lhe lascou um pedaço no lance que valeu a expulsão ao argentino.
Do Famalicão, em busca de preservar o 5º lugar e não hipotecar a possibilidade de chegar ao 4º, era esperada uma reação, que surgiu de imediato. Sorriso, outra potencial fonte de perigo até então bloqueada, arrancou um cruzamento para o desafortunado desvio de Gustavo Sá.
O Benfica sentiu o abalo da inferioridade numérica. O omnipresente Mathias de Amorim, depois de já ter posto tudo à disposição do jogo, deu a cara pela reviravolta. Primeiro, o internacional sub-21 marcou ao rematar na sequência de uma graciosa receção orientada. Depois, do mesmo corredor esquerdo, aquele que Mourinho quis tapar com Bah e Dedić, assistiu Umar Abubakar.
Naquele molho de minutos de compensação, Rodrigo Pinheiro esteve perto de dar o título ao FC Porto. O lateral rematou à barra e a reviravolta esteve a centímetros de acontecer. Perante o assombroso final de jogo, um Benfica ultra pragmático multiplicou-se em manobras de anti-jogo e deu-se por satisfeito. Nem uma vitória do Sporting pode arredar as águias do 2º lugar."

Um empate que sobreviveu ao jogo e ao prolongamento

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"Um jogo que teve de tudo: um grande Benfica durante uma hora (0-2 e um penálti por assinalar), uma expulsão de Otamendi (justa) que ressuscitou o Famalicão — belíssima equipa — e um tempo extra que só não foi exagerado porque foi exageradíssimo. Espetáculo emocionante, que ainda seria melhor se os protagonistas só fossem os jogadores…

Cinco momentos, facilmente situáveis no tempo, marcaram a história deste jogo em que o Benfica começou bem e acabou a pedir o apito final.
O primeiro aconteceu aos 32 minutos, quando o Benfica já ganhava por 0-2: Aursnes abriu, de forma excelente, na esquerda, em Schjelderup, que dominou com perfeição, ganhou a linha, entrou na grande área e cruzou de pé esquerdo, com a bola a ser travada pela mão direita de Rodrigo Pinheiro, que tinha o braço bem aberto. Face ao critério vigente, aplicado aqui e no estrangeiro, penálti claro que o árbitro começou por não ver e o VAR aos costumes disse nada.
O segundo foi a expulsão de Otamendi (55 minutos), que viu o VAR (e bem) transformar o cartão amarelo que o árbitro lhe tinha mostrado em vermelho.
O terceiro foi o momento em que o quarto árbitro (que tinha sido assistente e fora substituído por lesão), levantou a placa sinalizando 15 minutos de compensação. Sabia-se que a compensação seria longa, mas um quarto de hora de tempo extra, nem no campeonato da Arábia Saudita.
O quarto consistiu num remate belíssimo, de Rodrigo Pinheiro (aos 90+10), que fez abanar a baliza de Trubin (a bola bateu-lhe nas pernas e acabou por sair pela linha de fundo.)
O quinto foi o cartão amarelo mostrado a Richard Ríos (90+12), por uma questão de lana caprina a que o árbitro não tinha dado importância até àquele momento, que tirou o colombiano do jogo com o SC Braga. Nos finais de temporada há quase sempre jogos destes, que não beneficiam em nada, mesmo que bem jogados, a imagem do futebol e adjacentes. Este foi um desses…

Enorme Benfica
Contra um Famalicão que não está nos lugares de luta à Europa por acaso, o Benfica entrou de forma imperial, com pressão alta e uma grande qualidade de passe, e podia ter resolvido o jogo, porque, além dos dois golos, teve outras duas oportunidades soberanas (por Ivanovic), além do lance que deveria ter dado grande penalidade. José Mourinho optou por lançar uma equipa defensivamente muito agressiva — Ivanovic em ponta, Prestianni e Schjelderup na pressão aos laterais nas saídas de bola e Aursnes, Barreiro e Ríos a manterem os setores juntos, sem deixar respirar o Famalicão — que mandou nas operações até à expulsão de Otamendi.
Foi um tempo em que só deu Benfica, estando mais perto de cair o 0-3 do que o 1-2 quando o argentino, via VAR, viu (bem) o vermelho direto. José Mourinho, sem central de raiz no banco, prescindiu de Prestianni, colocou Barrenechea como defesa central e mandou recuar as duas linhas de quatro que protegiam Trubin. Poder-se-á dizer que foi uma opção pragmática, porque vencia por 0-2, ou que foi uma decisão conservadora, porque abdicou de ir à procura de mais. O que é certo é que o Famalicão, com Gustavo Sá e Mathias de Amorim em grande plano, começou por apostar no jogo aéreo (sem Otamendi o Benfica, nesse particular, não é a mesma coisa), e logo que a sua equipa se foi sentindo mais confortável, passou a apresentar diagonais perfeitas que mudavam de plano, às quais, o Benfica com dez, tinha dificuldade em responder: quanto mais a equipa que está em vantagem numérica apostar na largura, maiores hipóteses tem de desmontar o adversário.
Foi já com o Benfica em modo defensivo (que aos 58 minutos viu Gustavo Sá desperdiçar incrivelmente um cruzamento da esquerda de Sorriso) que a equipa da casa reduziu (grande trabalho de Mathias de Amorim com a bola a raspar em Dedic e a trair Trubin). Nesse minuto (67), o jogo abriu-se, o Benfica só pensou em defender e o Famalicão convenceu-se de que podia até ganhar. E vieram as substituições.

Grande Famalicão
Ao mesmo tempo (71 e 72 minutos), Mourinho, que já tinha prescindido de Prestianni, tirou Schjelderup (entrou Bah para lateral direito e Dedic colocou-se na frente do dinamarquês, derivando Barreiro para a esquerda do meio-campo), enquanto Hugo Oliveira deu poder de luta ao ataque com Abubakar e versatilidade ao lado direito com o fantasista Benéy.
O pendor atacante do Famalicão intensificou-se e o Benfica defendeu-se como podia, até que Abubakar desviou um remate de Mathias de Amorim e empatou tudo a dois (78). Faltava muito tempo para o apito final (27 minutos!!!) e curiosamente o jogo acalmou, aproveitando Mourinho para fazer entrar Rafa para o lugar do esgotadíssimo Ivanovic, com a mesma missão, de obstaculizar saídas de bola e tentar ser eficiente nos ataques rápidos.
Até ao fim, o Famalicão, que podia ter feito o 3-2 aos 90+10 por Rodrigo Pinheiro, foi mais contido e o Benfica, finalmente, conseguiu ter mais bola. Uns pareceram mais saciados com o empate e para os outros, perante a conjuntura, o empate até foi um mal menor.
Haverá sempre a velha questão, que é um pouco como a da galinha e do ovo: quem ganhou um ponto? Quem perdeu dois pontos? Atendendo a tudo o que aconteceu, prolongamento incluído, no fim do jogo o empate não terá frustrado nenhum dos treinadores, cada um sabedor de que podia ter sido pior.
Quanto ao resto — nas situações já identificadas — mesmo concedendo que na fase final dos campeonatos tudo é hiperbolizado, haverá muita ilação a tirar com vista ao futuro, sabendo-se que ao longo da temporada foi levado a cabo um refrescamento geracional dos protagonistas da arbitragem, com apostas que, em muitas situações, se revelaram prematuras."

Precipitação do general atirou as tropas para a trincheira

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"Com a expulsão de Otamendi 'acabou' o jogo dominado pelo Benfica e 'começou' a outra partida da tarde em Famalicão, com os encarnados a permitirem o empate, mas a segurarem o segundo lugar

A figura: Schjelderup (7)
Continua num excelente momento. Mostrou-se inspirado desde o início, tornando a vida de Rodrigo Pinheiro um pequeno pesadelo do ponto de vista defensivo. Ao primeiro minuto já estava a cometer uma falta sobre o norueguês, aos 17 poderia mesmo ter visto cartão amarelo por nova jogada dura. Depois de ser decisivo em Alvalade, Schjedelrup voltou a marcar de penálti, embora Carevic tenha ficado perto de o defender, e pouco depois inventou mais uma boa jogada para o golo de Richard Ríos. Até ao momento de viragem do jogo — a expulsão de Otamendi — continuou a ser o mais perigoso dos encarnados, tendo estado envolvido em jogadas de possível ampliação da vantagem. Já depois de o capitão ver o vermelho e o Famalicão reduzir, foi sacrificado para a entrada de Bah.

5 Trubin Tocou pela primeira vez na bola aos 14 minutos e na primeira parte só teve de sair a um cruzamento e defender um remate fraquinho na recarga. Nada a fazer no primeiro golo famalicense, mas no segundo fica a sensação de que poderia ter sido mais lesto a sair na direção de Abubakar. No tremendo remate de Rodrigo Pinheiro aos 90+10 minutos quase foi rei da infelicidade, mas a bola que tabelou nas pernas dele saiu para canto.

6 DedicExibição em crescendo, que terminou com esgotamento físico pelo que trabalhou. Uma ou outra distração não lhe retiram a nota positiva. E muito menos o infortúnio de a bola ter batido nele após o remate de Mathias de Amorim para o 1-2. Subiu para médio direito com a entrada de Bah. 6 António Silva — Seguro durante todo o jogo, sobretudo na fase em que a equipa recuou e por isso a bola passou a estar muito mais vezes na sua zona de ação. Nota alta para uma interceção, à meia hora de jogo, a um passe de Gustavo Sá que prometia perigos.

3 Otamendi Incompreensível como um jogador com a experiência de Otamendi se coloca a jeito para uma expulsão-VAR que, na verdade, dada a repetição deste tipo de lances em vários jogos, só peca por acontecer poucas vezes. Pisar ostensivamente o tornozelo de um jogador que tem o pé apoiado é grosseiro. E feio. Ainda por cima em lance absolutamente inofensivo. Uma precipitação que esteve na base de dois pontos perdidos, apesar de o ponto conquistado saber a vitória.

5 Dahl Pouco exuberante e com uma ou outra desatenção que poderia ter custado mais caro, nomeadamente quando ficou especado a ver Gustavo Sá antecipar-se-lhe e cabecear ao lado quando tinha tudo para marcar, logo ali a seguir à saída de Otamendi.

6 Ríos Na fase normal do Benfica esteve quase sempre colado à linha de jogadores que apoiavam Ivanovic, e assim surgiu em boa posição para marcar o 2-0. Mas também apareceu a defender, com corte de luxo sobre Gustavo Sá aos 28 minutos. Importante na pressão encarnada sobre a saída de bola minhota.

7 Aursnes O senhor das transições. Recuava para junto dos centrais nas saídas para o ataque e depois lá aplicava aqueles passes de filigrana para os extremos, sobretudo Schjelderup. É o homem dos equilíbrios e aparece em quase todos os bons momentos da equipa, que ontem teve muitos até à expulsão. Depois também vestiu o fato-macaco, obviamente.

5 PrestianniExibição meio-discreta, ainda que com bons apontamentos. Andou mais vezes pelo meio que pela direita, dada a inclinação natural do Benfica para o lado de Schelderup e a tentativa de dar corredor a Dedic. Escolha natural para o sacrifício quando Otamendi viu vermelho, a fim de entrar Barrenechea.

6 Leandro Barreiro Esteve apagado na fase boa da equipa, mas revelou-se importantíssimo na hora de recuar linhas e não perder o jogo. É certo que Mathias ganhou sobre ele no 1-2, mas quer à direita, quer depois à esquerda foi determinante nos equilíbrios exigidos.

7 IvanovicInício tremendo, altamente pressionante e a não deixar os famalicenses construirem a partir de trás. Sofreu o penálti do 1-0 e aos 21 minutos quase fazia o 3-0 com toque sublime da bola sobre Carevic, que depois Justin de Haas conseguiu cortar.

4 Barrenechea Entrou para terrenos estranhos, no centro da defesa, e fica com o pecado de ter deixado Abubakar caminhar sozinho para o golo do empate.

6 Bah Ajudou na fase difícil, compensando algum cansaço de Dedic e conseguindo, até, esticar a equipa para a frente em duas ou três ocasiões.

5 Rafa Entrou para impor algum respeito ao Famalicão e lutou o que pôde. Aos 87 minutos sacudiu a pressão com um remate forte que deu canto a favor do Benfica e permitiu à equipa respirar após minutos bem difíceis."

Vinte e Um - Como eu vi - Famalicão...

AA9: This Needs To Stop...

Observador: Relatório do Jogo - Famalicão...

BF: Famalicão...

Zero: Monteiro - Famalicão...

Terceiro Anel: Famalicão...

5 MInutos: Live - Famalicão