Uma análise crítica dos impactos das emissões de gases de efeito estufa no clima dos EUA

Segue a tradução livre em português do Brasil do sumário executivo do relatório do Departamento de Energia dos Estados Unidos da América. O documento completo, publicado em 23 de julho de 2025, está disponível no link.

Este relatório analisa certezas e incertezas científicas sobre como as emissões antropogênicas de dióxido de carbono (CO₂) e outros gases de efeito estufa afetaram, ou afetarão, o clima do país, eventos climáticos extremos e métricas selecionadas de bem-estar social. Essas emissões estão aumentando a concentração de CO₂ na atmosfera por meio de um ciclo de carbono complexo e variável, em que parte do CO₂ adicional persiste na atmosfera por séculos.

Concentrações elevadas de CO₂ aumentam diretamente o crescimento das plantas, contribuindo globalmente para tornar o planeta mais verde e aumentar a produtividade agrícola [Seção 2.1, Capítulo 9]. Elas também tornam os oceanos menos alcalinos (reduzem o pH). Isso é possivelmente prejudicial aos recifes de corais, embora a recente recuperação da Grande Barreira de Corais sugira o contrário [Seção 2.2].

O dióxido de carbono também atua como um gás de efeito estufa, exercendo uma influência de aquecimento sobre o clima e o tempo [Seção 3.1]. As projeções de mudanças climáticas exigem cenários de emissões futuras. Há evidências de que cenários amplamente utilizados na literatura sobre impactos superestimaram as tendências de emissões observadas e prováveis no futuro [Seção 3.1].

As várias dezenas de modelos climáticos globais disponíveis no mundo oferecem pouca orientação sobre o quanto o clima responde ao aumento de CO₂, com o aquecimento médio da superfície sob a duplicação da concentração de CO₂ variando de 1,8°C a 5,7°C [Seção 4.2]. Métodos baseados em dados produzem uma faixa menor e mais estreita [Seção 4.3]. Os modelos climáticos globais geralmente apresentam uma descrição “quente” do clima das últimas décadas — aquecimento excessivo na superfície e amplificação excessiva do aquecimento na troposfera inferior e média [Seções 5.2-5.4]. A combinação de modelos excessivamente sensíveis e cenários extremos implausíveis para emissões futuras produz projeções exageradas do aquecimento futuro.

A maioria dos eventos climáticos extremos nos EUA não apresenta tendências de longo prazo. Alegações de aumento na frequência ou intensidade de furacões, tornados, inundações e secas não são corroboradas por dados históricos dos EUA [Seções 6.1 a 6.7]. Além disso, as práticas de manejo florestal são frequentemente negligenciadas na avaliação de mudanças na atividade de incêndios florestais [Seção 6.8]. O nível global do mar subiu aproximadamente 20 centímetros desde 1900, mas há variações regionais significativas, impulsionadas principalmente pela subsidência local do solo; as medições de marégrafos dos EUA, em conjunto, não mostram nenhuma aceleração óbvia na elevação do nível do mar além da taxa média histórica [Capítulo 7].

A atribuição de mudanças climáticas ou eventos climáticos extremos às emissões humanas de CO₂ é questionada pela variabilidade climática natural, limitações de dados e deficiências inerentes dos modelos [Capítulo 8]. Além disso, a contribuição da atividade solar para o aquecimento global do final do século XX pode estar subestimada [Seção 8.3.1].

Tanto os modelos quanto a experiência sugerem que o aquecimento induzido pelo CO₂ pode ser menos prejudicial economicamente do que comumente se acredita, e políticas de mitigação excessivamente agressivas podem se mostrar mais prejudiciais do que benéficas [Capítulos 9, 10, Seção 11.1]. As estimativas do Custo Social do Carbono, que tentam quantificar os danos econômicos das emissões de CO₂, são altamente sensíveis às suas premissas subjacentes e, portanto, fornecem informações independentes limitadas [Seção 11.2].

Espera-se que as ações políticas dos EUA tenham impactos diretos indetectáveis no clima global e quaisquer efeitos surgirão apenas com longos atrasos [Capítulo 12].

EPA desafia “descoberta de perigo”: o CO₂ NÃO é um poluente

A odiosa regra sobre gases de efeito estufa da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) que sustenta as políticas climáticas que sufocam o crescimento econômico e o desenvolvimento humano em todo o mundo aparentemente está à beira da extinção.

Conhecida como “endangerment finding” (“descoberta de perigo”), a regulamentação trata o dióxido de carbono e certos outros gases como poluentes que ameaçam superaquecer o planeta com seu efeito “estufa”.

No entanto, os meios de comunicação relataram em 26 de fevereiro que o administrador da EPA, Lee Zeldin, havia recomendado contra a regra em uma comunicação à Casa Branca. Embora ainda não se saiba exatamente o que o Sr. Zeldin recomendou e qual processo levaria à revogação da “descoberta de perigo” de 2009, estamos certos de que já passou da hora de ela ser descartada.

Abandonar a regra necessariamente reverteria políticas que contribuíram para o fechamento de minas de carvão e usinas de energia movidas a combustíveis fósseis, a perda de milhares de empregos nos setores de energia e manufatura, maiores preços de eletricidade e combustível e um risco maior de apagões. Na última década, as regulamentações contribuíram para o fechamento de mais de 40% das usinas de energia a carvão do país — uma das geradoras de eletricidade mais econômicas e confiáveis.

Toda essa destruição é resultado de uma regulamentação que coloca a ideologia à frente da ciência.

Nacionalmente, o “Clean Power Plan” (Plano de Energia Limpa), a “Affordable Clean Energy Rule” (Regra de Energia Limpa Acessível) e os rigorosos padrões de emissões de veículos derivam da “descoberta de perigo”.

Os estados apontam para a regulamentação para justificar suas próprias iniciativas climáticas. A Califórnia, por exemplo, a usou para defender sua isenção para padrões mais rigorosos de emissões de veículos, enquanto os estados do Nordeste confiaram nela para manter a “Regional Greenhouse Gas Initiative” (RGGI, Iniciativa Regional de Gases Estufa), um programa de limitação das emissões e comercialização de créditos de carbono.

De todos os absurdos da regra, nenhum é maior do que a alegação de que o CO₂ é um poluente que está superaquecendo catastroficamente o planeta. Mais de um século de ciência aceita estabeleceu que o potencial de aquecimento de cada molécula de CO₂ diminui à medida que sua concentração na atmosfera aumenta. Esse fenômeno de retornos decrescentes significa que, mesmo dobrando a quantidade de CO₂ dos níveis atuais, teríamos apenas um efeito modesto na temperatura.

A EPA também falhou em levar em conta os benefícios do CO₂. Níveis mais altos do gás aumentam o crescimento das plantas e a produtividade agrícola por meio do efeito de fertilização do CO₂ — um fator no “esverdeamento” da Terra nas últimas décadas, conforme afirmado pela NASA.

Declaração de Gregory Wrightstone, Diretor Executivo da CO₂Coalition:

A “descoberta de perigo” da EPA deve ser revogada. É a base da regulamentação climática equivocada que coloca a ideologia à frente da ciência. A regulamentação tem sido um impedimento ao crescimento econômico, uma causa do aumento dos custos de energia e um destruidor de milhares de empregos em usinas de energia, minas de carvão e instalações de fabricação.

Confiando em falsos modelos de computador e pseudociência, a EPA erroneamente alega que o dióxido de carbono e outros chamados gases de efeito estufa ameaçam superaquecer a Terra. A agência desconsidera as complexidades da dinâmica climática – de ciclos solares a nuvens e correntes oceânicas – e uma montanha de dados do mundo real acumulados ao longo de décadas e séculos que refutam a “descoberta do perigo”.

Revogar a regra desarmaria os alarmistas climáticos alarmistas e a guerra jurídica que emana da ONU e permitiria um retorno do bom senso e da integridade científica condizentes com uma sociedade livre.

O texto acima é uma tradução livre de uma publicação do CO₂Coalition.

Área queimada

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Mais importante que contabilizar os focos de queimadas é verificar a área afetada pelas queimadas.

No site do INPE, esses dados estão disponíveis e mostram que a área afetada pelas queimadas no Brasil vinha se reduzido significativamente nos últimos anos, mas voltou a subir no primeiro e ainda mais no segundo ano desse desgoverno Lula 🔥.

Comparando-se 2024 com a média dos últimos 22 anos, os aumentos na área queimada foram os seguintes:
Amazônia, +117%
Caatinga, +139%
Cerrado, +62%
Mata Atlântica, +138%
Pampa, -75%
Pantanal, +109%
Total anual, +94%

Ursos polares, corais mortos e outras ficções climáticas

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As desgraças vaticinadas pelos ativistas não acontecem, mas eles nos deixam mal informados e alimentam más políticas.

O que aconteceu com os ursos polares? Eles costumavam ser os ativistas climáticos que podiam falar, mas agora estão essencialmente ausentes das manchetes. Nos últimos 20 anos, os ativistas climáticos inventaram várias estórias de catástrofes climáticas, depois as abandonaram silenciosamente sem pedir desculpas quando as evidências opostas se tornaram esmagadoras. A única constante são as táticas de medo.

Os manifestantes costumavam se vestir como ursos polares. O filme de Al Gore de 2006, “Uma Verdade Inconveniente”, retratava um triste urso polar de desenho animado flutuando até sua morte. O Washington Post alertou em 2004 que a espécie poderia enfrentar a extinção, e o cientista-chefe do World Wildlife Fund afirmou que algumas populações de ursos polares não seriam capazes de se reproduzir até 2012.

Então, na década de 2010, os ativistas pararam de falar sobre eles. Após anos de deturpação, finalmente se tornou impossível ignorar a montanha de evidências que mostram que a população global de ursos polares aumentou substancialmente. Qualquer efeito negativo das mudanças climáticas foi apagado pela redução da caça de ursos polares. A população aumentou de cerca de 12.000 na década de 1960 para cerca de 26.000.

A mesma coisa aconteceu com o clamor dos ativistas sobre a Grande Barreira de Corais da Austrália. Durante anos, eles gritaram que os recifes estavam morrendo pelo aumento da temperatura do mar. Depois que um furacão danificou extensivamente os recifes em 2009, as estimativas oficiais australianas da porcentagem de recifes cobertos de corais atingiram um mínimo recorde em 2012. A mídia transbordou com histórias sobre a grande catástrofe dos recifes, e os cientistas previram que a cobertura dos corais seria reduzida em mais uma metade até 2022. O Guardian até publicou um obituário em 2014.

As últimas estatísticas oficiais mostram um quadro completamente diferente. Nos últimos três anos, a Grande Barreira de Corais teve mais cobertura de corais do que em qualquer outro momento desde que os registros começaram em 1986, com 2024 estabelecendo um novo recorde. Esta boa notícia recebe uma fração da cobertura que as previsões de pânico tiveram.

Mais recentemente, ativistas verdes estavam alertando que pequenas ilhas do Pacífico se afogariam à medida que o nível do mar subisse. Em 2019, o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, voou até Tuvalu, no Pacífico Sul, para uma foto de capa da revista Time. Vestindo um terno, ele molhou as calças até as coxas na água atrás da manchete “Nosso Planeta Afundando”. O artigo que a acompanha alertou que a ilha — e outras como ela — seriam removidas “totalmente fora do mapa” pelo aumento do nível do mar.

Cerca de um mês atrás, o New York Times finalmente compartilhou o que chamou de notícias climáticas “surpreendentes”: Quase todas as ilhas de atol estão estáveis ou aumentando de tamanho. Na verdade, a literatura científica documenta isso há mais de uma década. Enquanto o aumento do nível do mar corrói a terra, areia adicional de corais antigos é lavada para as costas baixas. Estudos extensos há muito tempo mostraram que esse acréscimo é mais forte do que a erosão causada pelo clima, o que significa que a área terrestre de Tuvalu e muitas outras pequenas ilhas está aumentando.

Hoje, as ondas de calor assassinas são a nova história de terror climático. Em julho, o presidente Biden afirmou que “o calor extremo é o assassino nº 1 relacionado ao clima nos Estados Unidos”.

Ele está errado por um fator de 25. Enquanto o calor extremo mata quase 6.000 americanos a cada ano, o frio mata 152.000, dos quais 12.000 morrem de frio extremo. Mesmo incluindo as mortes por calor moderado, o número chega a menos de 10.000. Apesar do aumento das temperaturas, as mortes por calor extremo padronizadas por idade realmente diminuíram nos EUA em quase 10% por década e globalmente ainda mais, em grande parte porque o mundo está ficando mais próspero. Isso permite que mais pessoas comprem condicionadores de ar e outras tecnologias que os protegem do calor.

O tom petrificado da cobertura das ondas de calor distorce a política de forma ilógica. Seja do calor ou do frio, a maneira mais sensata de salvar as pessoas de mortes relacionadas à temperatura seria garantir o acesso a eletricidade barata e confiável. Dessa forma, não seriam apenas os ricos que poderiam se dar ao luxo de se manter a salvo do clima fervente ou gelado. Infelizmente, grande parte das políticas climáticas tornam a energia acessível ainda mais difícil de se obter.

Os ativistas fazem um enorme desserviço ao mundo ao se recusarem a reconhecer fatos que desafiam sua visão de mundo intensamente desgraçado. Há amplas evidências de que as emissões provocadas pelo homem causam mudanças no clima, e a economia climática geralmente descobre que os custos desses efeitos superam os benefícios. Mas o resultado final não está nem perto de ser catastrófico. Os custos de todas as políticas extremas que os ativistas pressionam são muito piores. Ao todo, os políticos de todo o mundo estão agora gastando mais de US$ 2 trilhões por ano — muito mais do que o custo estimado das mudanças climáticas que essas políticas impedem a cada ano.

As táticas de medo deixam todos — especialmente os jovens — estressados e desanimados. O medo leva a escolhas políticas ruins que frustram ainda mais o público. E as narrativas em constante mudança de desastres corrói a confiança do público.

Dizer meias-verdades enquanto se finge piedosamente “seguir a ciência” beneficia os ativistas com sua arrecadação de fundos, gera cliques para os meios de comunicação e ajuda os políticos preocupados com o clima a reunir suas bases. Mas isso deixa todos nós mal informados e em pior situação.

O texto acima é uma tradução livre do artigo de Bjørn Lomborg publicado no The Wall Street Journal em 1º de agosto de 2024. Para ver a versão digital com links, clique aqui. Bjorn Lomborg é presidente do Consenso de Copenhague, membro visitante da Hoover Institution da Universidade de Stanford e autor de “Best Things First”.

Políticas “Net Zero” terão um efeito ínfimo sobre as temperaturas, mas efeitos desastrosos sobre as pessoas em todo o mundo

Richard Lindzen, Professor Emérito de Ciências da Terra, Atmosféricas e Planetárias, Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), e William Happer, Professor Emérito de Física, Universidade de Princeton. 14 de julho de 2024

Os Estados Unidos e os países de todo o mundo estão perseguindo vigorosamente regulamentações e subsídios para reduzir as emissões líquidas [emissões menos capturas] de dióxido de carbono a zero (“Net Zero”) até 2050, baseados no pressuposto – tal como declarado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) – de que “as provas são claras de que o dióxido de carbono (CO₂) é o principal motor das mudanças climáticas” e que o CO₂ é o “responsável por mais de 50% das mudanças”.

Somos físicos de carreira com experiência especial em física da radiação, que descreve como o CO₂ afeta o fluxo de calor na atmosfera da Terra. A física do dióxido de carbono mostra que a capacidade do CO₂ de aquecer o planeta é determinada pela sua capacidade de absorver calor, que diminui rapidamente à medida que a concentração de CO₂ na atmosfera aumenta. Este fato científico sobre o CO₂ muda tudo sobre a visão preponderante do CO₂ e das mudanças climáticas.

O dióxido de carbono é um gás de efeito estufa muito fraco. Na atual concentração de CO₂ na atmosfera, de aproximadamente 420 partes por milhão, quantidades adicionais de CO₂ têm pouca capacidade de absorver mais calor e, portanto, é um gás com efeito estufa muito fraco. Em concentrações mais elevadas, no futuro, a capacidade dos incrementos de aquecerem o planeta serão ainda menores. Isto também significa que a suposição comum de que o dióxido de carbono é “o principal motor das mudanças climáticas” é cientificamente falsa.

Em suma, mais dióxido de carbono não pode causar um aquecimento global catastrófico ou condições meteorológicas mais extremas. O mesmo acontece com os outros gases com efeito estufa, como o metano ou o óxido nitroso, cujos níveis são tão pequenos que são irrelevantes para o clima.

Referir-se ao CO₂ atmosférico adicional como “poluição por carbono” é um completo absurdo. Mais CO₂ não faz mal. Muito pelo contrário, faz duas coisas boas para a humanidade: (1) Proporciona um aumento benéfico da temperatura, embora ligeiro e muito menor que as flutuações naturais; (2) Permite a produção de mais alimentos para as pessoas em todo o mundo, o que abordaremos a seguir.

Implicações

Primeiro. Esforços “Net Zero” terão um efeito ínfimo na temperatura. Uma maior quantidade de CO₂ como gás de efeito estufa atmosférico aumentará a temperatura, mas apenas ligeiramente. A forma como as mudanças nos gases de efeito estufa atmosféricos afetam a transferência de radiação é descrita por equações físicas precisas que nunca deixaram de descrever as observações do mundo real. Aplicamos estas fórmulas aos enormes esforços nos EUA e em todo o mundo para reduzir as emissões de CO₂ para o tal “Net Zero” até 2050 num documento simples que recomendamos a quem tem formação técnica. Mostramos que todos os esforços para alcançar emissões líquidas zero de dióxido de carbono, se totalmente implementadas, terão um efeito ínfimo na temperatura:

  • “Net Zero” nos Estados Unidos até 2050 evitariam um aumento de temperatura de apenas 0,008 °C sem feedback positivo, e de apenas 0,03 °C com um feedback positivo de 4, o que normalmente é incorporado aos modelos do IPCC.
  • “Net Zero” no mundo até 2050 evitaria um aumento de temperatura de apenas 0,07 °C, ou, com um fator de feedback positivo de 4, 0,28 °C.

Estes números são ínfimos, mas o custo para os alcançá-los seria desastroso para as pessoas em todo o mundo.

Segundo. As políticas de “Net Zero” serão desastrosas para as pessoas em todo o mundo. Nos Estados Unidos e em todo o mundo, as regulamentações e subsídios para atingirem o “Net Zero” terão efeitos desastrosos, incluindo a eliminação de centrais termoelétricas a carvão e a gás, que fornecem hoje a maior parte da eletricidade mundial, a eliminação de aquecedores e fogões a gás, a eliminação de motores de combustão interna para transporte e outros usos, a eliminação de fontes de energia e matérias-primas para a produção de fertilizantes nitrogenados que alimentam quase metade do mundo e para a fabricação de quase tudo que é usado na vida diária. Os investimentos em tecnologias energéticas “verdes” ineficientes desviariam recursos de fins mais úteis. Estes e outros efeitos destruiriam economias inteiras.

Terceiro. Mais dióxido de carbono significa mais alimentos. Contrariamente à demonização do dióxido de carbono como poluente, o aumento das concentrações de dióxido de carbono na atmosfera aumenta a quantidade de alimentos disponíveis para as pessoas em todo o mundo, inclusive nas zonas afetadas por secas. Duplicar o dióxido de carbono para 800 ppm, por exemplo, aumentará o abastecimento global de alimentos em muitas dezenas percentuais.

Assim, as emissões de dióxido de carbono não devem ser reduzidas, mas sim aumentadas para fornecer mais alimentos em todo o mundo. Não haveria risco de aquecimento global catastrófico ou de condições meteorológicas extremas porque o dióxido de carbono é um gás com efeito estufa muito fraco. A redução das emissões de dióxido de carbono reduzirá a quantidade de alimentos disponíveis para as pessoas em todo o mundo e não produzirá nenhum benefício para o clima.

Quarto. Os combustíveis fósseis não devem ser eliminados. “Net Zero” exigirá que os combustíveis fósseis sejam eliminados, pois são responsáveis por cerca de 90% das emissões de CO₂ produzidas pelo homem. Contudo, a eliminação dos combustíveis fósseis não terá praticamente qualquer efeito sobre o clima, uma vez que o dióxido de carbono é um gás com efeito estufa muito fraco. O uso de combustíveis fósseis deveria ser expandido, pois: (1) fornecem mais dióxido de carbono que induzirá a produção mais alimentos, (2) são usados para produzir fertilizantes nitrogenados que permitem a alimentação de cerca de metade da população mundial, e (3) fornecem recursos confiáveis e energia barata para pessoas em todo o mundo, especialmente para os dois terços da população mundial sem acesso adequado à eletricidade.

Conclusão

Todas as ações “Net Zero” em todo o mundo devem ser interrompidas imediatamente. Todas as regulamentações e os subsídios para o “Net Zero” do dióxido de carbono nos Estados Unidos e em todo o mundo devem ser interrompidos o mais rápido possível para evitar os efeitos desastrosos sobre as pessoas em todo o mundo, especialmente nos países em desenvolvimento.

O texto acima é uma tradução livre do artigo publicado pelo site co2coalition.org. Para ver a publicação original com os links para as referências bibliográficas, clique aqui.

Agropecuária e Gases de Efeito-Estufa

Luiz Carlos Baldicero Molion

Existe muita gente bem intencionada no que concerne a mudanças climáticas, aquecimento global e conservação do meio ambiente, mas que não tem conhecimento algum e nem raciocínio crítico sobre o que ouvem falar e sobre o que falam e escrevem. Tais pessoas simplesmente repetem o que ouviram de outras, teoricamente “cientistas”, consideradas conhecedoras da matéria. Porém, se esquecem de que muitos dos que se dizem conhecedores da matéria também têm interesses próprios e nem sempre querem revelar a verdade que são as limitações e incertezas do conhecimento atual que se tem sobre o tema.

Em primeiro lugar, não se pode confundir “mudanças climáticas” com conservação ambiental. São processos distintos! A conservação ambiental é necessária para que a espécie humana continue a sobreviver neste Planeta. Independentemente de o clima se aquecer ou se resfriar, a conservação ambiental se faz necessária. Mudanças climáticas têm ocorrido naturalmente ao longo dos milhões de anos e as globais se processam independentemente das ações humanas. Considere-se o caso dos gases emitidos pelas atividades agropecuárias, notadamente Dióxido de Carbono (CO₂), Metano (CH₄) e Óxido Nitroso (N₂O), na intensificação do erroneamente chamado “efeito-estufa” e consequente aquecimento global (GEE).

O efeito-estufa é definido como sendo o processo físico pelo qual gases constituintes minoritários da atmosfera (GEE) absorvem a radiação infravermelha térmica (IV) emitida pela superfície terrestre que é, essencialmente, aquecida pelo Sol. A radiação IV absorvida pelos GEE seria reemitida em direção à superfície e a manteria aquecida. Embora não haja comprovação, propala-se, então, que o aumento da concentração dos GEE reduziria a perda da radiação IV emitida pela superfície para o espaço exterior, aumentando a temperatura do Planeta. Daí a necessidade de se reduzirem as emissões dos GEE.

A atmosfera terrestre é constituída de Nitrogênio (N₂=78%), Oxigênio (O₂=21%) e Argônio (Ar=0,9%), que não absorvem IV, enquanto os GEE estão presentes em minúsculas concentrações medidas em partes por milhão por volume (1 ppmv= 0,0001%), como a do CO₂ igual a 390 ppmv (0,039%), a do CH₄ igual a 1,7 ppmv e a do N₂O igual a 0,33 ppmv. Teoricamente, o GEE mais importante é o vapor d’água (H₂O↑ = umidade atmosférica) que é produzido principalmente pela evaporação dos oceanos e tem concentração variável no tempo e espaço, chegando a 4% por volume (40.000 ppmv) em regiões oceânicas tropicais. Mas o vapor d’água não é considerado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) porque se torna difícil convencer as pessoas que o H₂O↑ seria produzido pelas atividades humanas e que estaria aquecendo o Planeta. Os GEE restantes, ao contrário, têm algum tipo de ligação com as atividades humanas e podem ser culpados por essa façanha. Demonstra-se, a seguir, que, à exceção do H₂O↑, os GEE não têm papel significativo no efeito-estufa e que, portanto, o aumento de suas emissões e concentrações não interfere no clima global, não havendo urgência ou necessidade de se reduzir suas emissões.

Um gás, cujas moléculas tenham mais de 3 átomos (poliatômico) que é o caso dos GEE, absorve radiação IV por meio de vibração e rotação de suas moléculas. Ao absorver um quantum de IV, a molécula se excita e roda, seus átomos vibram em torno do centro de massa, e ela passa para um estado energético mais elevado. Porém, vibração e rotação são resultantes da transformação da energia radiante (IV) absorvida em energia mecânica de vibração / rotação. A Física Quântica comprova que o decaimento da molécula excitada para seu estado básico de energia se dá primeiramente por meio de choques inelásticos e não por emissão de IV, sendo o processo de perda por choques inelásticos 10 mil vezes mais eficiente que o decaimento radiativo. Em volta de cada molécula de CO₂, que é o GEE que se apresenta em maior concentração, existem pelo menos 2.600 moléculas de outros gases, como N₂, O₂ e Ar. Ao vibrar e rodar, a molécula de CO₂ se choca com essas outras moléculas e transfere para elas a energia de excitação, contribuindo para um aquecimento do ar que é minúsculo, imensurável e, portanto, desprezível, uma vez que sua concentração é ínfima. Ora, se a molécula de CO₂ perde sua energia por choques, ela não pode emitir energia que já não mais a possui. Se o fizesse, estaria contrariando a Lei da Conservação da Energia! O mesmo processo ocorre com o CH₄ e N₂O, cujas concentrações são inferiores à do CO₂. Então, a afirmação que “os GEE absorvem radiação IV e emitem em direção à superfície terrestre, aquecendo-a”, é deveras questionável e o papel dos GEE no efeito-estufa, como descrito pelo IPCC, é improvável. A radiação IV medida na superfície, proveniente da atmosfera, é emitida pela mistura gasosa denominada “ar”, pois o ar possui “massa”. Um metro cúbico de ar pesa 1,2 kg a 20°C. Quando o ar se aquece, ele emite radiação IV de acordo com a Lei de Stefan-Boltzmann, como o faz todo corpo com temperatura acima do zero absoluto. Não são os GEE que emitem IV e, sim, o ar e sua umidade, composto quase que totalmente (99,9%) de N₂, O₂, Ar e H₂O↑.

Existe um argumento mais importante que comprova que os GEE não interferem na temperatura média global. As bandas de absorção de IV pelo CO₂ estão localizadas na região espectral de comprimentos de onda de 4,3 μm e 15 μm. As bandas de absorção do CH₄ em 3,3 μm e 7,5 μm e, as do N₂O, em 4,5 μm e 7,9 μm (1 μm = milionésima parte do metro). A superfície emite o máximo fluxo de radiação IV em 10 μm e emite muita pouca energia na região espectral dos comprimentos de onda em torno de 4 μm e após 20 μm. Portanto, embora os GEE sejam bons absorvedores nas bandas localizadas em torno de 4 μm, como a emissão da superfície é pequena nessa parte do espectro, a radiação IV absorvida é ínfima e não tem impacto na temperatura global. O H₂O↑ apresenta uma forte e larga banda de absorção em 6,3 μm e bandas de rotação a partir de 16 μm. A radiação IV emitida nas bandas de absorção do CH₄ em 7,5 μm e a do N₂O em 7,9 μm já é absorvida pelo H₂O↑, pois sua concentração é muito mais alta que a desses GEE. A concentração do CH₄, por exemplo, teria que aumentar de 20 mil vezes para ter efeito comparável ao do H₂O↑. Logo, esses gases não contribuem significativamente para aquecer o ar. Resta a banda de absorção do CO₂ em 15 μm. O cientista alemão Heinz Hug fez medidas de absorção do CO₂ nessa banda, e mostrou que a concentração atual desse gás já é suficiente para absorver toda radiação IV emitida nesse comprimento de onda nos primeiros 10 metros da atmosfera. Dobrar a concentração de CO₂ não aumentaria a absorção significativamente [apenas 3 W/m²] e sim diminuiria para 5 metros a espessura da camada de ar (caminho óptico) que absorveria totalmente a IV em 15 μm. Em adição, Heinz Hug contesta o modelo de banda de absorção adotado – por meio do qual a absorção se intensificaria não no centro, mas, nas asas da banda, devido ao seu alargamento em função do aumento de concentração desse gás – mostrando que o pico da banda é estreito e suas asas não se alargam quando a concentração do gás aumenta.

Em resumo, o aumento das emissões dos chamados GEE produzidos pelas atividades agropecuárias não aqueceriam o Planeta, pois esses GEE não têm papel importante no efeito-estufa. Faz 27 anos que a temperatura média global está estável, enquanto a concentração desses gases aumentou. O CO₂, por exemplo, aumentou cerca de 5% nesse período. Há uma grande hipocrisia quando se fala em reduzir as emissões, como nas Conferências das Partes [COP]. Na Alemanha, termelétricas foram postas em funcionamento, já que as energias renováveis não conseguem suprir as necessidades do país, e o Japão, depois do acidente de Fukushima, desativou a maior parte das nucleares e está usando termelétricas a carvão. Na COP 26, em Glasgow, Escócia, o primeiro ministro da Índia recusou-se a acabar com o uso do carvão mineral na geração de energia elétrica sob o argumento que, em seu país, 3% da população ainda não tem acesso a esse bem.

Os combustíveis fósseis ainda são a maneira mais prática e barata para gerar energia elétrica confiável e segura. Esses países estão conscientes que vão emitir mais CO₂ à medida que a população e a economia crescem? É claro que estão! Mas, o importante para eles é bem estar social e crescimento econômico e não o aquecimento global. Ou parece não estarem preocupados com o aumento dos GEE, ou sabem que os GEE não controlam o clima global. Não se nega que houve um aquecimento global entre 1976 e 2005. Diverge-se quanto a sua causa que, na opinião deste autor, foi natural e resultante da redução da cobertura de nuvens global e da frequência de eventos El Niño fortes que, sabidamente, liberam enormes quantidades de calor para a atmosfera a ponto de aquecê-la globalmente. A pergunta que fica é: se os GEE emitidos pela agropecuária não interferem no clima global, a quem interessa a redução de suas emissões, lembrando que, para reduzi-las, seria necessário diminuir tais atividades?

Luiz Carlos Baldicero Molion é físico, doutor em Meteorologia e pós-doutor em Hidrologia de Florestas, pesquisador sênior (aposentado) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), professor associado (aposentado) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

Climate The Movie

Assistam ao novo filme do Martin Durkin, as legendas em português do Brasil estão disponíveis nessa versão, revisadas por mim.

Este filme expõe o alarmismo climático como um medo inventado, sem qualquer base científica. Mostra que os principais estudos e dados oficiais não apoiam a afirmação de que estamos assistindo a um aumento de fenômenos meteorológicos extremos – furacões, secas, ondas de calor, incêndios florestais e todo o resto. Contraria enfaticamente a afirmação de que as atuais temperaturas e os níveis de CO₂ atmosférico são sem precedentes e preocupantemente elevadas. Pelo contrário, em comparação com os últimos 500 milhões de anos da história da Terra, tanto as temperaturas atuais como os níveis de CO₂ são extremamente e extraordinariamente baixos. Atualmente estamos em uma era glacial. Mostra também que não há provas de que a alteração dos níveis de CO₂ (que mudou muitas vezes) tenha alguma vez “impulsionado” as mudanças climáticas no passado.

Por que então nos dizem repetidamente que a “mudança climática catastrófica provocada pelo homem” é um fato irrefutável? Por que nos dizem que não há evidências que o contradigam? Porque é que nos dizem que qualquer pessoa que questione o “caos climático” é um “terraplanista” e um “negacionista” da ciência?

O filme explora a natureza do consenso por trás da mudança climática. Descreve as origens do movimento do financiamento climático e a ascensão da indústria climática de um trilhão de dólares. Descreve as centenas de milhares de empregos que dependem da crise climática. Explica a enorme pressão sobre os cientistas e outros para não questionarem o alarmismo climático: a retirada de fundos, a rejeição por parte das revistas científicas, o ostracismo social.

Mas o alarmismo climático é muito mais do que um movimento de financiamento e empregos. O filme explora a política climática. Desde o início, o medo climático foi político. O culpado é o capitalismo industrial de livre mercado. As soluções são impostos mais elevados e mais regulamentação. Desde o início, o alarmismo climático apelou e foi adotado e promovido por aqueles grupos que defendem um governo maior.

Esta é a divisão política tácita por trás do alarmismo climático. O medo climático atrai especialmente todos aqueles que fazem parte do amplo sistema de financiamento público. Isto inclui a intelectualidade ocidental, em grande parte financiada publicamente, para quem o clima se tornou uma causa moral. Nestes círculos, criticar ou questionar o que o alarmismo climático se tornou é uma violação da etiqueta social.

O filme inclui entrevistas com vários cientistas muito proeminentes, incluindo o Professor Steven Koonin (autor de ‘Unsettled’, ex-reitor e vice-presidente da Caltech), o Professor Dick Lindzen (ex-professor de meteorologia em Harvard e MIT), o Professor Will Happer (professor de física em Princeton), Dr. John Clauser (vencedor do prêmio Nobel de Física em 2022), Professor Nir Shaviv (Instituto de Física Racah), Professor Ross McKitrick (Universidade de Guelph), Willie Soon e vários outros.

O filme foi escrito e dirigido pelo cineasta britânico Martin Durkin e é a sequência de seu excelente documentário de 2007, The Great Global Warming Swindle (A Grande Farsa do Aquecimento Global). Tom Nelson, um podcaster que examina profundamente as questões do debate climático há quase duas décadas, foi o produtor do filme.

Climate The Movie está disponível gratuitamente em vários locais online a partir de 21 de março de 2024.

O crescimento global das plantas acelera graças aos níveis mais elevados de CO₂, segundo novo estudo

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A taxa de ecologização global causada pelos recentes aumentos no CO₂ atmosférico acelerou durante as últimas duas décadas, de acordo com novas descobertas importantes publicadas recentemente por um grupo de cientistas chineses. Cerca de 55% da massa terrestre global revelou uma “taxa acelerada” de crescimento da vegetação, em comparação com apenas 7,3% mostrando um declínio aumentado ou “escurecimento”. A ecologização global devido a níveis mais elevados de CO₂ é um fato inconveniente que é frequentemente ignorado na ciência climática convencional. Na verdade, houve até tentativas de sugerir que a ecologização abrandou ou se inverteu. Estudos que mostram níveis mais elevados de escurecimento global utilizam fontes que “devem ser usadas com cautela”, aconselham os autores do novo estudo.

Sabe-se que o planeta tem se tornado mais verde desde, pelo menos, 1980, com algumas estimativas a sugerirem níveis aumentados que chegam aos 14%. Num artigo detalhado publicado em 2016 por 32 autores de oito países, observou-se que houve um “aumento persistente e generalizado” na ecologização da estação de cultivo em mais de 25-50% da área vegetal global. Agora, os cientistas chineses, incluindo o professor eco-climatologista Tiexi Chen, afirmam que “a ecologização global é um fato indiscutível”.

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Índice de área foliar (IAF, LAI em inglês) dos quatro principais conjuntos de dados

Os satélites permitem aos cientistas calcular um Índice de Área Foliar (IAF) e os quatro conjuntos de dados principais são representados acima. Verificou-se que a fertilização com CO₂ dominou as tendências do IAF que estão aumentando e acelerando. Ao monitorizar diferentes partes do planeta, os autores descobriram que a “tendência de seca” apenas abrandou a ecologização global, “mas estava longe de desencadear o escurecimento”. Os alarmistas climáticos, é claro, observam secas em todo o lado – isto é, quando não apontam para níveis bíblicos de inundações.

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Índice de área foliar (IAF) crescimento/tendência de 10 anos por região (azul/verde representa alto crescimento/tendência)

O mapa acima faz a média das informações dos quatro conjuntos de dados e mostra que a ecologização acelerou a partir de 2000 em 55,5% do planeta, entre os quais a aceleração na Índia e nas planícies europeias foi considerada a mais óbvia (observe a coloração azul escura). O crescimento saudável também pode ser observado na região amazônica, na África Oriental equatorial, na costa sul da Austrália e na Irlanda.

Há muito que se sabe que níveis mais elevados de CO₂ são bons para as plantas, havendo muitas provas científicas que mostram que elas crescem mais rapidamente como resultado do impulso. Roy Spencer, ex-cientista sênior da NASA, observa o efeito benéfico sobre as plantas, acrescentando: “Embora o CO₂ seja necessário para a existência de vida na Terra, há muito pouco dele na atmosfera terrestre”. Os níveis de CO₂ foram muito mais elevados do que os atuais ao longo dos 600 milhões de anos de existência de vida na Terra, e as plantas evoluíram quando havia mais CO₂ na atmosfera. Os recentes aumentos atmosféricos, quer por causas naturais, quer humanas, contribuíram para o aumento do rendimento das colheitas. A melhoria da tecnologia, os fertilizantes e a utilização dos solos desempenharam o seu papel, mas o aumento do CO₂ contribuiu para um aumento anual estimado de 2,4-3,8% no milho, arroz, soja e trigo – quatro alimentos básicos que fornecem 64% da ingestão calórica humana. No âmbito do projeto coletivista Net Zero, há tentativas de impedir a entrada de CO₂ na atmosfera, proibições de fertilizantes, cortes na produção de carne e transferências de terras agrícolas para selvagens novamente. Boa sorte para alimentar o mundo pode ser a única resposta de caridade a esta insanidade.

A ecologização do CO₂ é largamente evitada como tema de conversas educadas no mainstream climático “estabelecido” porque ajuda a apoiar a noção de que a recente recuperação da temperatura da Pequena Idade do Gelo foi quase inteiramente benéfica. Há poucas evidências de que os desastres naturais estejam piorando, sejam eles furacões, secas, inundações ou incêndios florestais. A exploração da energia dos hidrocarbonetos permitiu aos seres humanos construir melhores proteções contra a Mãe Natureza e as mortes causadas por catástrofes naturais diminuíram mais de 95% nos últimos 100 anos. Nos últimos 25 anos, o único aquecimento global fora dos conjuntos de dados politizados ajustados retrospectivamente ocorreu como resultado de pequenos picos causados ​​pelos fortes efeitos naturais do El Niño. O crescimento dos recifes de coral disparou ultimamente e o gelo marinho do Ártico parece ter começado a subir numa tendência cíclica. Muitas vezes parece que a única resposta dos alarmistas a todas estas boas notícias é apontar para a janela e sugerir que o mau tempo do momento é um sinal do Armagedom iminente.

Um cientista italiano estimou recentemente que a redução do CO₂ de volta aos níveis pré-industriais levaria a um declínio de 18% na produção de muitos produtos alimentares básicos a nível mundial. O site de ciência climática No Tricks Zone destacou mais dois estudos científicos que demonstraram que os efeitos mais elevados da fertilização com CO₂ estavam impulsionando a ecologização global e melhorando a fotossíntese. Os níveis atuais de CO₂ na atmosfera rondam as 420 partes por milhão (ppm), e um grupo de agro-cientistas sugeriu que haveria um aumento de 30-50% na fotossíntese com CO₂ num intervalo de 451-720 ppm. Isso levaria a um aumento de 25% no rendimento das colheitas. Os cientistas analisaram em particular a cevada e encontraram um aumento no rendimento de 54% se o CO₂ subisse para 700 ppm.

Um dos grandes defensores do gás da vida é o Dr. Patrick Moore, que ajudou a fundar o Greenpeace na década de 1970. Há muito que ele aponta para o desnudamento gradual do CO₂ atmosférico , à medida que várias formas de vida esgotavam as reservas outrora abundantes ao longo de 500 milhões de anos. Ele aguarda com expectativa o dia em que os governos se reunirão para assinar tratados que prometem aumentar as suas emissões de carbono.

Jatos particulares por toda parte.

O texto acima é uma tradução livre do post de Chris Morrison, editor de meio ambiente do Daily Skeptic. Para ver o original, com links, clique aqui.

Enquanto a mídia fica obcecada com algum calor, o planeta vê muitos eventos frios incomuns

As temperaturas da superfície medidas onde as pessoas vivem mostram que há tanto frio quanto calor, veja em temperature.global.

A extensão de neve acumulada nos EUA atinge níveis recordes!

A primeira onda de frio da temporada no Ártico da América quebrou centenas de recordes de baixas temperaturas e levou à maior extensão de neve no início de novembro nos registros da NOAA.

Uma grossa camada de neve cobriu as Montanhas Rochosas, as planícies do norte, os Grandes Lagos e o norte da Nova Inglaterra, resultando em 17,9% dos 48 Estados sob um manto de neve quando o calendário mudou para novembro – um novo recorde nos livros que remonta a 2003.

Muitos lugares registraram o Halloween mais nevado de todos os tempos.

Com 56 centímetros, Muskegon – MI, não apenas registrou o Halloween com mais neve de todos os tempos, mas também o dia e mês de outubro com mais neve. Glasgow – MT, registrou o início de temporada com mais neve, com 91 centímetros.

O frio quebrou centenas de recordes de baixas temperaturas em todo o país, do Texas ao Maine, baixando a temperatura média dos 48 Estados para -0,5°C – mais de 5 graus Celsius abaixo do normal.

Frio histórico de novembro atinge Argentina e Austrália

Uma onda de frio tardio atingiu grande parte da América do Sul, especialmente a Argentina. O país registrou as temperaturas mais baixas em novembro desde o início dos registros.

Vários recordes de baixas caíram. Novas mínimas incluem os 0,1°C no Aeroporto de Córdoba, que quebrou o recorde de 2°C estabelecido em 4 de novembro de 1992, os 1,6°C em Chamical, que quebrou o recorde de 4,5°C estabelecido em 9 de novembro de 2010, e os 2,8°C em Mendoza, que superou os 3,2°C estabelecidos em 1992.

Novas mínimas incluem os 13,8°C de Gualeguaychú, que quebrou o antigo recorde estabelecido em 1992, e os 13,5°C de Paraná, que bateu o recorde estabelecido em 1936.

O frio foi intenso, até 24 graus Celsius abaixo do normal, e também foi generalizado, afetando grande parte da Argentina.

Na Austrália

Embora estivesse muito quente no oeste, o leste estava gelado. As novas mínimas de novembro caíram em Nova Gales do Sul, incluindo -2,5°C em Young e -0,1°C em Parkes.

Outubro frio no Uruguai

A geada sul-americana do início de novembro também atingiu o Uruguai, dando continuidade ao ano anormalmente frio de outubro. A média de outubro de 2023 ficou entre -0,5 °C e -1 °C abaixo da normal plurianual.

Tempestade de neve tira a vida de pastores na Mongólia

No ano passado, o frio e a neve perturbaram as migrações sazonais de pastores no norte da China, no Cazaquistão e na Mongólia.

Em novembro passado, pastores na região de Xinjiang, no noroeste da China, morreram sob as temperaturas mais baixas desde a década de 1980. Centenas de bovinos e ovinos morreram congelados quando tempestades de neve e temperaturas tão baixas quanto um recorde de -48,6°C sopraram do norte.

Há um vídeo assustador no Twitter sobre isso!

As aventuras de inverno na China e na Mongólia (que aparecem novamente na notícia abaixo) também voltaram ao blog alarmista wetteronline.de.

Queda de neve recorde na China

Trens e ônibus foram cancelados e escolas fechadas em todo o norte da China quando a primeira grande tempestade de neve da temporada atingiu o país. De acordo com o serviço meteorológico, a frente fria deverá trazer nevascas recordes.

As principais autoestradas de cidades do nordeste, como Harbin, capital da província de Heilongjiang, estão fechadas e os voos foram cancelados, segundo a emissora estatal chinesa CCTV.

Muita neve em Anchorage

Anchorage também viu sua primeira grande nevasca de domingo a segunda-feira, com mais de 15 cm caindo somente no dia 5 de novembro.

De acordo com o Serviço Meteorológico Nacional, esta foi a neve mais fresca que já caiu na cidade no dia 5 de novembro. O recorde anterior de 10 cm de 1964 foi assim claramente superado.

Novo estudo: Antártica esfria mais de 1°C desde 1999

O resfriamento significativo no século 21 no Pacífico Central, no Pacífico Leste e em quase toda a Antártica “implica incertezas consideráveis nas projeções de temperatura futura dos modelos CMIP6”. –Zhang et al, 2023

Conforme relatado por notrickszone.com, uma nova pesquisa indica que as temperaturas médias anuais na Antártica Ocidental caíram mais de -1,8°C entre 1999 e 2018. O resfriamento foi mais pronunciado na primavera, com o manto de gelo da Antártida Ocidental (WAIS) esfriando a uma taxa de temperatura de 1,84°C por década.

De acordo com os resultados de Zhang et al., a maior parte do continente Antártico arrefeceu mais de 1°C nas últimas duas décadas. Veja, por exemplo, a tendência de resfriamento de ~1 °C por década para a Antártica Oriental (2000 a 2018) mostrada aqui:

Um metro de neve no início da temporada nos Alpes

Nevou fortemente nos Alpes Europeus esta semana. “Parece bom”, relata planetski.eu.

A quantidade de neve excedeu um metro em algumas áreas, com a linha de zero grau caindo para 1.500 metros.

Altos níveis de neve foram registrados no norte dos Alpes franceses, como nas estâncias de esqui de Tgnes, Le Arcs, La Rosiere e Chamonix, assim como nos Alpes Suíços Ocidentais, em Glacier 3000 e Verbier, e em Courmayeur e em La Thuile, no noroeste de Itália, que registaram níveis incríveis no início do Inverno.

Numerosas estações de esqui europeias já abriram as suas pistas: 2 na Finlândia, 1 na Noruega, 7 na Áustria, 3 na Itália e 3 na Suíça. Mais estações de esqui devem abrir neste fim de semana, incluindo Verbier na Suíça (na sexta-feira, 10 de novembro).

Os operadores na França também estão se preparando para uma abertura antecipada, uma vez que o número de pedidos aumentou após a forte nevasca.

90% da Rússia coberta de neve

Segundo o diretor científico do Centro Hidrometeorológico Russo Roman Vilfand, 90% da Rússia está coberta de neve.

Toda a Sibéria e o sul dos Urais estão cobertos de neve, incluindo a Transbaikalia; no Território de Khabarovsk e Primorye há em média 20 cm de neve; em Sakhalin chega a 8 cm.

A maior parte da Carélia está coberta de neve, assim como a metade norte da região de Arkhangelsk, incluindo a própria Arkhangelsk; a neve vem se acumulando na República de Komi há muito tempo, enquanto no norte do Krai de Perm a cobertura de neve persiste.

No lado europeu, a fronteira da cobertura de neve corre ao norte de Moscou e São Petersburgo, de acordo com um relatório de hmn.ru.

“Agora podemos dizer que 90% do território está coberto de neve”, disse Vilfand para ilustrar a situação.

Mais neve recorde na China

Uma nevasca precoce e recorde atingiu o nordeste da China esta semana, levando a cancelamentos de voos, fechamento de estradas, cancelamento de trens e fechamento de escolas.

De acordo com um meteorologista sênior do Centro Meteorológico Nacional, a primeira nevasca no nordeste da China ocorre normalmente entre o final de novembro e o início de dezembro, pelo que a nevasca desta semana ocorreu excepcionalmente cedo.

Harbin emitiu um aviso de nevasca “vermelho” muito raro – o mais alto no sistema de alerta de quatro níveis da China.

Fortes nevascas atingiram várias províncias chinesas, causando perturbações generalizadas.

O Serviço Meteorológico Nacional da China emitiu um alerta laranja de nevasca para as províncias de Jilin, Heilongjiang e Mongólia Interior.

O frio persistente é o próximo problema e os trabalhadores estão agora a lutar para restaurar a energia e limpar as estradas cobertas de neve.

Esta é uma tempestade “adequada” no início do inverno no Ártico – não é de admirar que a comunicação social ocidental não a toque.

-40°C na Rússia

Após a notícia de que 90% da Rússia está coberta de neve, as baixas temperaturas também estão a aparecer precocemente e de forma omnipresente.

“O inverno russo está seguindo seu curso”, relata gismeteo.ru.

Os primeiros -20°C da temporada foram medidos na Rússia em 11 de outubro, e os primeiros -30°C foram registrados em 17 de outubro.

E agora o frio continental atingiu um novo pico: -40°C.

No fim de semana passado, no distrito de Tuguro-Chumikansky, no território de Khabarovsk, a temperatura foi de -40°C. Este clima é considerado “muito frio” mesmo no auge do inverno, muito menos no início de novembro, mesmo para os padrões russos.

O frio também não foi um caso isolado: em 7 de novembro, -40 °C também foram medidos em Tomponsky Ulus, em Yakutia:

Segundo o Gismeteo, essa geada não vai desaparecer. Pelo contrário, irá intensificar-se nos próximos dias e espalhar-se por novas áreas.

O texto acima é uma tradução livre de um post do wattsupwiththat.com compilado por Christian Freuer. Para ver o original, com links e imagens, clique aqui.

Carro elétrico é movido a combustíveis fósseis

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Os dados da imagem acima são do Statistical Review of World Energy de 2023 e mostram que 60,6% da energia elétrica que foi utilizada para carregar as baterias dos carros elétricos em 2022 veio de termoelétricas a carvão (35,4%), termoelétricas a gás natural (22,7%) e termoelétricas movidas a óleo (2,5%), fontes de energia pejorativamente conhecidas como “combustíveis fósseis”.

Se considerarmos também a energia nuclear (9,2%) e outras fontes “convencionais”, que, segundo a moçada, deveriam ser banidas, chegamos a 70,7% de energias “não renováveis”.

Mesmo incluindo entre as energias “renováveis” as hidroelétricas, não se chegou a 30%.

E la nave va…


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