terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Nikolas Ferreira vota contra o Gás do Povo

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Por Altamiro Borges


Nesta segunda-feira (2), a Câmara Federal aprovou a Medida Provisória 1313/25, que cria o “Programa Gás do Povo” de ajuda para a compra de gás pela população de baixa renda e institui a modalidade de retirada gratuita do botijão em revenda cadastrada. Um dia depois, o texto também foi ratificado pelo Senado. O que chamou atenção na votação foi a postura antipovo de 29 deputados bolsonaristas que votaram contra o projeto. O fascistinha Nikolas Ferreira (PL-MG) foi um deles. Foram 415 votos a favor e duas abstenções, em um total de 447 parlamentares votantes.

Caloteiro da Ultrafarma volta ao noticiário

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Por Altamiro Borges


Após um longo tempo de sumiço, talvez em função da fortuna investida em anúncios publicitários nos jornalões e nas emissoras de rádio e tevê, o famoso ricaço Sidney Oliveira, dono da rede de farmácias Ultrafarma, finalmente voltou ao noticiário na semana passada. O jornalista Rogério Gentile informou no site UOL que “a Justiça paulista bloqueou R$ 864,3 mil das suas contas bancárias”.

“A decisão foi tomada em uma ação de cobrança de dívida movida pelo empresário Anthony Wang. Originalmente, a ação foi aberta contra Edson Rodrigo Sanches, empresário do ramo farmacêutico que se uniu à Sidney Oliveira em 2019. A Justiça, no entanto, incluiu Sidney Oliveira e a Ultrafarma na ação de cobrança por considerar que eles participaram de uma série de manobras societárias com o objetivo de blindar o patrimônio e dificultar a cobrança de suas dívidas por parte dos credores”.

Master: os fatos e a manipulação midiática

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Por Bepe Damasco, em seu blog:


Os fatos:

1) Quem instaurou um inquérito para investigar as fraudes do Banco Master foi a Polícia Federal, subordinada ao Ministério da Justiça, quando tinha à frente o ministro Ricardo Lewandowski.

2) Daniel Vorcaro, dono do Master, foi preso pela PF. Depois, teve sua prisão relaxada por um juiz federal. Mas hoje ainda cumpre uma série de medidas cautelares, como a obrigatoriedade do uso de tornozeleira eletrônica.

3) O Banco Central liquidou o Master, diante da situação de descalabro financeiro da instituição, que não tinha liquidez para honrar seus compromissos com os investidores, fruto especialmente do oferecimento de taxas de retorno estratosféricas para seus CDBs, que atraiam os incautos.

4) O Rioprevidência e seu presidente Deivis Marcon Antunes foram alvos de uma ação de busca e apreensão da PF. O instituto de previdência do estado fez aporte de quase R$ 1 bilhão em fundos do conglomerado de Vorcaro, em operação que põe em risco os pagamentos de aposentadorias e pensões dos servidores do Rio.

A sinuca de bico de Trump no Irã

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Montagem do site Actualidad RT
Por Marcelo Zero, no site Viomundo:

Trump se colocou em uma ‘sinuca de bico”, ao exigir do Irã concessões que o regime jamais fará, pois o atendimento pleno a essas demandas poderia até mesmo levar à queda do atual governo.

Em apertada síntese Trump demanda:

1- a completa desnuclearização do Irã;

2- forte limitação dos seus programas de mísseis e drones;

3- a extinção total de quaisquer apoios do Irã a aliados regionais, como o Hezbollah, o Hamas e milícias xiitas no Iraque e no Iêmen, entre outros;

4- o reconhecimento, por parte do Irã, de Israel, seu arquirrival, como um país legítimo.

Em relação à total extinção do programa nuclear iraniano, tal exigência contraria frontalmente o Artigo IV do Tratado Sobre a Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP), o qual tem a seguinte redação:

Artigo IV

Grande mídia, enfim, 'descobre' abusos de Moro

PL E PP tentam barrar a CPI do Master

As novas ameaças de Trump ao Irã

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Chefão do MBL ataca Flávio Bolsonaro: ladrão!

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Por Altamiro Borges


Em entrevista postada nas redes digitais na sexta-feira passada (30), Renan Santos, pré-candidato à Presidência da República pelo Missão – partido recém-criado pelo fascistoide Movimento Brasil Livre (MBL) –, fez duros ataques a Flávio Bolsonaro, o principal presidenciável da extrema-direita no atual momento. Entre outros xingamentos, afirmou que o filhote 01 do presidiário, vulgo Flávio Rachadinha, “é corrupto, ladrão, vendilhão”. Totalmente surtado, Renan Santos ainda ameaçou: “Traíra tem que morrer. Ele precisa ser destruído. Eu vou acabar com a raça do Flávio Bolsonaro”.

O escândalo dos R$ 61 bilhões em emendas

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Charge: Nando Motta
Por Emiliano José, no site A terra é redonda:

1.

Caetano sem lenço e sem documento. “O sol nas bancas de revista me enche de alegria e preguiça”, ainda mais nesse início de ano novo. “Quem lê tanta notícia?” Quem? Mundo desencontrado, este. Tanta, tanta notícia, ou que se chamou um dia notícia, mercadoria vendida hoje sem muito critério.

Alegria, alegria é um hino para ser cantado “no sol de quase dezembro”, com este “sol a se repartir em crimes em cardinales bonitas e Brigite Bardot”, de partida tão recente. “Sem livros e sem fuzil no coração do Brasil”, porque a Bahia é o coração do Brasil, com licença de outros corações.

Quem lê tanta notícia?

Amanheci com essa pergunta, a me inquietar. Necessário recortar as notícias, esquadrinhá-las, as coisas estão no mundo só que eu preciso aprender, outro poeta, Paulinho da Viola, poeta e filósofo, como o menestrel de Santo Amaro da Purificação.

Banco Master e o véu do sistema financeiro

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Charge: Fraga/GZH
Por Paulo Cannabrava Filho, no site Diálogos do Sul Global:


É impressionante como a polêmica em torno do Banco Master passou a ocupar, diariamente, páginas inteiras dos jornais e longos minutos do noticiário televisivo. O entusiasmo da mídia hegemônica com o tema não é casual. O caso acabou funcionando como uma fresta por onde se pode enxergar, ainda que parcialmente, o modo como o sistema financeiro brasileiro opera: marcado por baixa transparência, forte blindagem institucional e intensa influência política.

A intervenção do Banco Central do Brasil, que resultou no fechamento da instituição, confirmou a gravidade das irregularidades acumuladas e desmontou qualquer tentativa de tratar o episódio como mera controvérsia midiática. Quando o órgão regulador é levado a adotar uma medida extrema dessa natureza, fica evidente que não se trata de um desvio pontual, mas de falhas estruturais de supervisão toleradas ao longo do tempo.

Um governo inerte ante o caso Master

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Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

É patético o amadorismo do governo, nesse caso Banco Master. É um episódio com todas as impressões digitais do Centrão.

O Ministro Dias Toffoli não entendeu a complexidade do tema e cavou sua própria sepultura. Até agora não tirou o sigilo total das investigações para demonstrar que as provas estão intactas. E para identificar os verdadeiros artífices desse escândalo.

A consequência é o vazamento ininterrupto de dados contra o governo, contra o Supremo Tribunal Federal e contra lideranças da Bahia. E não há orientação do governo, a criação de uma narrativa. O noticiário fica completamente entregue aos vazamentos do Centrão e à atuação do jornalismo lava jatista.