Que experiência angustiante! Talvez essa seja a forma mais direta de descrever o impacto de Manas.
O filme aborda a exploração sexual infantil e os abusos que acontecem dentro de casa em comunidades ribeirinhas na ilha do Marajó — uma realidade que facilmente pode ser estendida a diversas regiões do Norte. O resultado é uma obra crua e dolorosa, que não se esconde atrás de metáforas ou suavizações.
A direção acertou muito em adotar uma estética próxima do documentário: a câmera quase invisível nos coloca dentro daquela rotina, como testemunhas. O som é outro elemento crucial, os efeitos sonoros da natureza, contrastando com caos e ao mesmo tempo destacando os gritos silenciosos da protagonista, cujo silêncio é carregado de dor…