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Posts Tagged ‘amor’

amor-virtualJá foram feitos alguns estudos sobre relacionamentos amorosos por meio da internet. Algumas conclusões comuns a estes são de que a forma de contato inicial, ou flerte, é semelhante à tradicional, começa-se com um conhecimento superficial que se aprofunda com o tempo.

Mas uma grande diferença é em relação às expectativas iniciais, que frequentemente resultam em frustração e decepção. Por um lado, porque a possibilidade de mentir sobre si é maior, por outro porque há uma tendência à fantasia, gerada pelo mistério em relação àquele que está se revelando.

Também é uma conclusão comum a de que o relacionamento só evolui efetivamente a partir do contato real, face a face. Uma pesquisa realizada nos EUA, em 2002, mostrou que há um grande número de casamentos resultantes da internet, o que mostra a sua viabilidade para este fim.

Muitas pessoas que se relacionam virtualmente relatam ter maior facilidade de se expressar dessa forma, mas também consideram o contato real como essencial para tornar o relacionamento sólido.

Por fim, alguns estudos chamam a atenção para a possibilidade de uma espécie de vício, em que a pessoa passa excessivas horas usando a internet. Se esta é forma que a pessoa tem de se comunicar com mais facilidade, talvez não possamos chamar de vício, ou teríamos que chamar assim o uso da boca e do ouvido para a comunicação. Porém, o uso da internet pode tornar-se compulsivo e, assim, significar algum sintoma.

Negativo ou positivo, o fato é que os relacionamentos virtuais vão continuar se expandindo.

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Temendo a solidão e o abandono, desejou nunca se separar. Mas os anos passaram e o amor foi substituído por algo entre a irritação e a aflição. Desejou nunca ter desejado, mas este desejo não foi atendido. Sequer consegue se livrar da tatuagem com o nome do casal e a frase “unidos para sempre”.

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Wilheim Reich, no livro “O Assassinato de Cristo”, fala de uma espécie de peste emocional, que ataca a própria capacidade de amar do homem, como uma doença que ataca o sistema imunológico. Esta doença teria causado o assassinato de Cristo, Giordano Bruno, Gandhi, Martin Luther King, e muitos outros. Mas alguns não chegaram a ser mortos, foram exilados, expulsos de suas casas. Atacados moralmente.

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Charles Chaplin, em New York, aos 83 anos

Charles Chaplin foi uma dessas pessoas. Chaplin não tinha medo de ser afetado pela loucura que acometeu sua mãe e sua avó. O que o perturbava era a sensação de não ter sido capaz de contar uma história com a competência e precisão que gostaria. Uma história, provavelmente, que portasse a mensagem que une todos os seus filmes: O amor, a doçura, a afeição. Chaplin era um perfeccionista. Ninguém pode imaginar uma maneira melhor de contar as histórias que ele contou. Nasceu no mesmo ano que Adolf Hitler, com quatro dias de diferença. Sua resposta ao ditador sanguinário foi  “O Grande Ditador”, seu primeiro filme falado. Não era sobre Hitler, e sim sobre o Vagabundo tomando seu lugar. Esta obra foi o pretexto para taxá-lo de comunista, acusação que resultou na sua expulsão do EUA. Só retornou aos 83 anos, vinte anos depois, para receber uma premiação especial do Oscar. Voltou para a Suíça logo depois, onde morreu aos 88 anos. A injustiça do tratamento que ele recebeu do Estado americano, por meio de alguns de seus representantes, é brutal. A sociedade americana foi omissa e não o defendeu. Mas era uma época de caça às bruxas, quem o defendesse seria também perseguido. Muito poucos tiveram coragem de enfrentar esta covarde campanha de perseguição.

Albert Einstein foi outro gênio perseguido nos EUA, vítima da mesma peste emocional. Dois pacifistas que sofreram violentos ataques por defenderem a paz e união dos povos.

Mas Reich profetizou que, enquanto a peste não for exterminada, Cristo continuará sendo assassinado, por meio do assassinato de todos os que praticarem o verdadeiro amor. Ele próprio foi vítima desta peste. Em 1956, Reich foi detido por se recusar a comparecer ao Tribunal para comprovar os efeitos terapêuticos dos acumuladores de orgônio, uma polêmica invenção sua. O sistema foi implacável e recusou todos os recursos judiciais para soltá-lo. Menos de um ano após sua prisão, morreu na cadeia.

Trecho do discurso proferido em O Grande Ditador: “Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.”

O discurso pode ser lido na íntegra aqui.

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Recentemente adicionamos um texto pelo qual se podia deduzir que, se a pessoa for amada e estiver confortável física e emocionalmente, será menos provável que se vicie em alguma droga. Mas é necessário ressaltar duas situações: drogas cada vez mais potentes, que viciam logo no primeiro contato (o cigarro é uma delas, como falaremos em breve) e a presença de doenças como a depressão. A depressão modifica a visão de mundo, tornando-o, muitas vezes, descolorido, apagado, sem graça. A pessoa afetada pela depressão tem dificuldade de sentir prazer e está em estado de sofrimento. As drogas (inclusive o cigarro) atuam nestes mecanismos, trazendo algum alívio. Daí porque, quando no texto anterior se conclui que a pessoa precisa saber que é amada, é possível que não se trate da falta de expressão do amor por quem ama, mas da incapacidade da pessoa amada sentir e ter consciência deste amor. Daí porque ela não “sabe” que é amada. Então, será preciso curar a depressão, antes ou durante o processo de cura do vício.

Leia também O amor e as drogas, parte 1

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No início da década de 80 dois cientistas fizeram uma experiência com ratos. Criaram um paraíso para os pequenos animais. Havia comida, calor, espaço. Colocaram dois recipientes, um com água pura, outro com morfina. Os ratos simplesmente não se viciavam na droga, preferiam a água. Experiências anteriores, com ambientes estressantes e desagradáveis, mostraram o contrário.

Pareceu claro para os cientistas que, num ambiente saudável e acolhedor, não havia motivos para o vício. Usei este exemplo numa palestra. Mas fui surpreendido pela pergunta de uma mãe. Ela disse que seu filho tinha muito amor em casa e o ambiente familiar era o melhor possível. Mesmo assim tornara-se viciado e encontrava-se preso. Por que isto teria acontecido?

Eu não soube o que responder.

Conversando com um amigo e professor sobre o meu constrangimento, ele sugeriu que, se isso acontecesse novamente, eu poderia responder com outra pergunta: “E ele sabia que era amado?”

(A referência ao experimento pode ser encontrada no livro de Paul Pearsall, “O seu último livro de auto-ajuda”. O amigo a que me referi é o Dr. Omar Mustafá, Diretor do Método Silva na América do Sul)

Leia também O amor e as drogas parte 2

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