Já foram feitos alguns estudos sobre relacionamentos amorosos por meio da internet. Algumas conclusões comuns a estes são de que a forma de contato inicial, ou flerte, é semelhante à tradicional, começa-se com um conhecimento superficial que se aprofunda com o tempo.
Mas uma grande diferença é em relação às expectativas iniciais, que frequentemente resultam em frustração e decepção. Por um lado, porque a possibilidade de mentir sobre si é maior, por outro porque há uma tendência à fantasia, gerada pelo mistério em relação àquele que está se revelando.
Também é uma conclusão comum a de que o relacionamento só evolui efetivamente a partir do contato real, face a face. Uma pesquisa realizada nos EUA, em 2002, mostrou que há um grande número de casamentos resultantes da internet, o que mostra a sua viabilidade para este fim.
Muitas pessoas que se relacionam virtualmente relatam ter maior facilidade de se expressar dessa forma, mas também consideram o contato real como essencial para tornar o relacionamento sólido.
Por fim, alguns estudos chamam a atenção para a possibilidade de uma espécie de vício, em que a pessoa passa excessivas horas usando a internet. Se esta é forma que a pessoa tem de se comunicar com mais facilidade, talvez não possamos chamar de vício, ou teríamos que chamar assim o uso da boca e do ouvido para a comunicação. Porém, o uso da internet pode tornar-se compulsivo e, assim, significar algum sintoma.
Negativo ou positivo, o fato é que os relacionamentos virtuais vão continuar se expandindo.
