Dia: 19/12/2007

Chuva

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Hoje choveu o dia inteiro. Está chovendo desde ontem à noite. Meu Deus ! Neste momento São Paulo deve estar completamente alagada e com quilômetros de congestionamento. Resumindo… um inferno … Ainda bem que eu volto para casa de metrô…

Neste momento fico pensando nas pessoas que vivem na rua sem ter um lugar seco para se abrigar, muitas vezes sem ter o que comer e ainda correndo o risco de sofrer alguma violência por parte de pessoas inescrupulosas (fato que parece que está virando moda hoje em dia …). Na maioria das vezes, os motivos que levam essas pessoas para as ruas são semelhantes: alcoolismo, drogas ou desentendimentos familiares. Eles vivem dentro de uma total exclusão social e sem muita perspectiva de se reintegrar à sociedade. Entretanto todos eles tem o sonho de voltar a ter uma vida melhor com emprego e moradia fixa.

Trabalho no centro da cidade e posso dizer que é impressionante a quantidade de desabrigados que existe por lá. Velhos, adultos e crianças … O número é tão grande e a situação se tornou tão corriqueira e muitas vezes eles passam despercebidos sem mesmo incomodar a visão dos transeuntes.

“Segundo dados de uma pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas-Fipe, realizada em outubro de 2003, São Paulo tem 10.500 pessoas morando nas ruas durante a noite. A área central da cidade concentra o maior número de pessoas nessas condições. Ainda segundo a mesma pesquisa, predominam pessoas do sexo masculino (83,60%), em idade ativa (18 a 55 anos, 70,06%) e residindo na rua há até um ano. Esses dados aumentaram em torno de 30% desde a última pesquisa feita em 2001 pelo mesmo instituto.

Muitos desses moradores de rua não possuem família e muitos consomem álcool e drogas. O mais interessante apontado por essa pesquisa é que 20% desses moradores possuem nível superior. Isso mostra que essas pessoas não são bandidos como pensam muitos paulistanos e possuem potencial para voltar reabilitados para sociedade. O que falta é uma oportunidade e a redução do preconceito que há contra essas pessoas.” Fonte: http://www.terceirosetor.org.br

Os dados não são tão recentes mas acho que a situação continua a mesma …