Mês: novembro 2009
Histórias extraordinárias

Nunca havia lido um livro do Edgar Allan Poe, somente alguns contos aqui e ali. Quando vi esse livro na coleção Companhia de Bolso, resolvi comprar.
Esta é uma coletânea de contos. Eles não chegam a ser propriamente contos de terror mas algumas situações são tão bizarras que chegam a arrepiar. As vezes é pura maldade.
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“Nestes contos – selecionados e traduzidos por José Paulo Paes -, Edgar Allan Poe (1809-1849) imaginou algumas das mais conhecidas histórias de terror e suspense da literatura, tramas que migraram da ficção direto para o imaginário coletivo do Ocidente. É o caso de ‘O gato preto’, a tenebrosa história de um assassinato malogrado, ou de ‘O poço e o pêndulo’, que apresenta uma visão macabra da ansiedade da morte. Pioneiro dos contos de mistério, como ‘A carta roubada’ e ‘O escaravelho de ouro’, Poe deu a seus personagens notável profundidade psicológica. Usando diversos artifícios narrativos inovadores, criava climas e situações aterrorizantes.”
POE, Edgar Allan. Histórias extraordinárias. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. 272 p.
Mudança…

Mudei de sala outra vez aqui no trabalho, já é a terceira vez só esse ano. Espero que a próxima vez seja a definitiva. Mas realmente, no meio de toda aquela poeira não estava mais dando para ficar.
A biblioteca já está fechada desde setembro de 2007. Nossa ! O tempo passou tão rápido que parece que foi ontem.
Em dezembro de 2008 foi feita a mudança dos livros da antiga casa da Biblioteca Circulante para o prédio principal.
Reinauguração mesmo acho que só ano que vem, mas não tem problema. O bom é que eu vou poder emprestar os livros com mais facilidade, logo, logo …
Ôba !!!
Pobres professores …
Vi essa charge e achei a mais pura verdade.
Tenho uma amiga que é professora da rede pública e ela vive me dizendo que a situação está realmente feia. Isso quando os pais se interessam pelas notas dos filhos…
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Almoço em agosto
Não é sempre que lançam filmes em italiano aqui no Brasil. As produções, além das americanas, são sempre inglesas, francesas, argentinas, iranianas …
Por ser um filme em italiano resolvi assistir para poder desenferrujar um pouco a língua. Achei o filme simpático mas não é nada de mais.
A história se passa no feriado de Ferragosto,um feriado típicamente italiano que é comemorado no dia 15 de agosto.
Nesta época o calor está sempre muito forte pois estamos em alto verão. Geralmente as pessoas vão para a praia ou para as montanhas e as cidades ficam praticamente vazias.
Encontrei uma boa explicação da origem do feriado no Blog do Ale’ Itália.
O termo “Ferragosto” deriva do latim FERIAE AUGUSTI, dias festivos criados pelo Imperador Augusto que aconteciam no mês de agosto, quando eram suspensas todas as atividades lavorativas e o costume daquela época era dar alegria e presentear um aos outros. Ferragosto, não era uma festa limitada ao dia 15 de agosto, mas durava todo o mês, a partir de quando o primeiro imperador romano instituiu as FERIAE AUGUSTI, isto é, as festas em homenagem a Augusto. Esta festa esta coligada as férias que eram celebradas na Roma antiga: no dia primeiro de agosto eram feitas as colheitas, em homenagem ao Deus Conso ( do latim “Concedere”) , protetor da agricultura. No dia 13 de agosto acontecia uma outra festa religiosa importante para os romanos: a festa da Deusa Diana, a Deusa da vida dos bosques, das fases lunares e da maternidade. Todos podiam participarem da festa, patrões e empregados, sem distinção de classe social. Nessa ocasião, os trabalhadores davam “auguri” aos seus padrões e recebiam gorgetas em trocas. A festa do mês de agosto, como outras que aconteciam no mesmo período, na verdade representam o momento em que o verão esta terminando e o final da colheita.
Atualmente, no dia 15 de agosto, è celebrado a festa de Ascenção da Virgem Maria, a “festa della Madonna”.
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FICHA TÉCNICA
Título original: Pranzo di Ferragosto
2008, Itália, 75 minutos
Comédia
Diretor: Gianni Di Gregório
Roteiro: Gianni Di Gregório
Argumento: Gianni Di Gregório, Simone Riccardini
Produção: Matteo Garrone
Figurino: Silvia Polidori
Som: Filippo Porcari
Cenário: Susanna Cascella
Uma produção Archimede, em colaboração com Rai Cinema
Distribuição nacional: Imovision
ELENCO
Gianni di Gregório – Gianni
Valeria di Franciscis – Mãe de Gianni
Marina Cacciotti – Mãe de Luigi
Maria Calì – Tia Maria
Grazia Cesarini Sforza – Grazia
Alfonso Santagata – Alfonso
Luigi Marchetti – o Viking
Marcello Ottolenghi – o amigo médico
SINOPSE
Gianni, homem de meia-idade, mora com a velha mãe viúva em Roma. Suas contas se acumulam, e o tradicional feriado de 15 de agosto se aproxima. Sabendo de sua dificuldade financeira, o proprietário do apartamento lhe faz uma proposta: se Gianni hospedar a mãe dele no feriado, perdoará parte de suas dívidas com o aluguel. Ao saber disso, seu médico e um de seus amigos também lhe pedem que fique com suas mães. Subitamente, o pequeno apartamento de Gianni se vê repleto de senhoras e ele assume a contragosto o papel de babá.
CURIOSIDADES
Prêmio de obra estreante (prêmio oficial Luigi De Laurentis), melhor filme (prêmio SNGCI, Francesco Pasinetti), prêmio Isvema de melhor obra estreante e prêmio Arca Cinemagiovani por melhor filme italiano no Festival de Veneza 2008.
Gianni di Gregorio foi um dos roteiristas de Gomorra, filme dirigido por Matteo Garrone, produtor de Almoço em Agosto.
Paulo Leminski

Amor Bastante
quando eu vi você
tive uma idéia brilhante
foi como se eu olhasse
de dentro de um diamante
e meu olho ganhasse
mil faces num só instante
basta um instante
e você tem amor bastante
um bom poema
leva anos
cinco jogando bola,
mais cinco estudando sânscrito,
seis carregando pedra,
nove namorando a vizinha,
sete levando porrada,
quatro andando sozinho,
três mudando de cidade,
dez trocando de assunto,
uma eternidade, eu e você,
caminhando junto
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Paulo Leminski nasceu aos 24 de agosto de 1944 na cidade de Curitiba, Paraná. Em 1964, já em São Paulo, SP, publica poemas na revista “Invenção”, porta voz da poesia concreta paulista. Casa-se, em 1968, com a poeta Alice Ruiz. Teve dois filhos: Miguel Ângelo, falecido aos 10 anos; Áurea Alice e Estrela. De 1970 a 1989, em Curitiba, trabalha como redator de publicidade. Compositor, tem suas canções gravadas por Caetano Veloso e pelo conjunto “A Cor do Som”. Publica, em 1975, o romance experimental “Catatau”. Traduziu, nesse período, obras de James Joyce, John Lenom, Samuel Becktett, Alfred Jarry, entre outros, colaborando, também, com o suplemento “Folhetim” do jornal “Folha de São Paulo” e com a revista “Veja”. No dia 07 de junho de 1989 o poeta falece em sua cidade natal. Paulo Leminski foi um estudioso da língua e cultura japonesas e publicou em 1983 uma biografia de Bashô. Sua obra tem exercido marcante influência em todos os movimentos poéticos dos últimos 20 anos. Seu livro “Metamorfose” foi o ganhador do Prêmio Jabuti de Poesia, em 1995. Em 2001, um de seus poemas (“Sintonia para pressa e presságio”) foi selecionado por Ítalo Moriconi e incluído no livro “Os Cem Melhores Poemas Brasileiros do Século”, Editora Objetiva — Rio de Janeiro.
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Este post faz parte da blogagem coletiva“Abre Aspas Terceira Edição”, promovida pela Lunna do blog “Teorias Impossíveis”.
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O que eu li …

Pessoal, deem uma passadinha lá no blog “O que elas estão lendo!?”.
Hoje eu estou por lá.
Bjs.
Os jovens e a leitura
Esse livro me foi recomendado por uma colega de trabalho.
Sempre gostei muito de ler e tive esse exemplo em casa desde cedo. A leitura tem um espaço significativo em minha vida e não é só pelo lado profissional. Acho que mesmo que tivesse outra profissão leria da mesma forma.
Nesse livro podemos refletir qual é o papel da leitura em nossas vidas e como ela pode se transformar em um agente de mudança de perspectiva de vida e na busca por um futuro melhor.
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“Quer se trate de romances policiais, tratados de filosofia ou manuais agrícolas, ler é quase sempre uma atividade solitária que implica, paradoxalmente, uma abertura para a linguagem do outro. Nas quatro conferências aqui reunidas, a antropóloga Michèle Petit – pesquisadora do Laboratório de Dinâmicas Sociais e Recomposição dos Espaços, do CNRS, da França – discorre de forma extremamente inovadora sobre as múltiplas dimensões envolvidas na experiência da leitura.
Partindo de dezenas de entrevistas com leitores da zona rural e jovens de bairros marginalizados na periferia das grandes cidades francesas, bem como do testemunho de escritores e suas obras, a autora demonstra – com exemplos que se adequam perfeitamente à sociedade brasileira – a importância das bibliotecas públicas e de bibliotecários, mediadores de leitura e educadores de modo geral na luta contra os processos de exclusão e segregação.
Sem receitas mágicas, mas com profundo conhecimento de causa, Petit ilumina por vários ângulos as relações entre os jovens e o livro no mundo globalizado, apostando no papel fundamental que a leitura pode representar para a construção e reconstrução do sujeito, particularmente em contextos de crise ou de grande violência social.”
PETIT, Michèle. Os jovens e a leitura: uma nova perspectiva. São Paulo, Editora 34, 2008. 192 p.
Finalmente …
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Faz tempo que venho prometendo um post sobre a minha viagem à Itália.
Na verdade, como não foi uma viagem turística não há muito o que contar…
Ficamos hospedados na casa da minha tia, na mesma cidade em que meus avós moravam. Aliás, em Santo Ilário D’Enza também moram um outro tio meu (com a familia) e quase todas as minhas primas.
Tenho parentes também em Parma. Basicamente, fizemos o giro das cidadezinhas próximas onde temos alguns primos mais distantes.
Fomos também a Bolonha (cidade onde morei por cerca de um ano) e a Pádua para visitar amigos e depois ficamos alguns dias em um micro apartamento nas montanhas. No verão essa região é muito bonita.
A viagem valeu muito a pena para rever os parente e recordar a língua que já estava ficando um pouco enferrujada.
Participamos de vários almoços e jantares. Como a comida é gostosa …
Eu já estava com saudades pois minha última viagem tinha sido há 5 anos. Durante esse periodo aconteceram casamentos e nascimentos dos quais eu não participei …
Bem … Mas vamos ao que interessa.
Tiramos muitas fotos mas a maioria dos parentes. Entretanto, selecionei algumas para vocês verem. Como não cabe tudo aqui, coloquei no Flickr. Então, para quem ficar curioso é só clicar na janelinha aí na barra lateral que já cai direto no álbum.
Me desculpem se as fotos estão um pouco misturadas mas é que não consegui colocar em um ordem cronológica. Ainda preciso me entender melhor com aquilo.
É muito bom viajar…





