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2 de fevereiro de 2026

O mundo mudou, mas...

 O mundo mudou, dizem. Em termos dialéticos diríamos que está num processo de profundas mudanças. Um processo em que a guerra na Ucrânia representou o fim do princípio das mudanças em curso, com dois blocos: um o liderado pela China e pela Rússia que procura estabilizar o mundo multipolar, o outro liderado pelos EUA quer impedi-lo a todo o custo.

O objetivo de Trump em aumentar o orçamento militar para 1,5 milhões de milhões de dólares, mais 50% que o anterior, significa que para defender a sua hegemonia a possibilidade de guerra mundial tem de ser assumida.

Esta arrancada militarista é simplesmente uma forma de reagir aos avanços da multipolaridade, com a correspondente desdolarização e declínio de influência dos EUA. Os países preferem lidar com a China porque os EUA lançam o seu poder militar por todo o mundo, ameaçando toda a gente, envolvendo-se em guerras, e a China não o faz. Porém, à medida que o império americano enfraquece e sente ameaçado o seu poder, torna-se mais agressivo.

O dito ocidente, a "comunidade internacional" ou como comentadores referem como o "mundo", só existe na cabeça deles seguindo os gurus de Davos. Para o presidente do World Economic Forum, o fórum pretende estabelecer as "condições certas para guiar o mundo". Mas que espécie de democracia é esta que querem impor? Somos transformados em carneirada hipnotizada pelas TV? E a que mundo se refere?!

O silêncio cúmplice da UE

 Direitos do Homem , valores , princípios , direito internacional , tudo treta de geometria variável  

A duplicidade , a hipocrisia , o cinismo , desmascararam a Comissão Europeia , e a maioria dos Estados da UE e a Grã Bretanha . O silêncio sobre o golpe na Venezuela e as inqualificáveis pressões e ameaças sobre a Colômbia , México ..tudo é aceitável para a Úrsula , Kajas , Costa... Não fossem as ameaças de Trump ao Canadá e à Groenlândia e estaria tudo bem , mesmo em Gaza .

 A relatora especial das Nações Unidas para os direitos humanos na Palestina, Francesca Albanese, afirmou que o que está a acontecer em Gaza não constitui um cessar-fogo humanitário, salientando os contínuos assassinatos e bombardeamentos, a falta de necessidades básicas e a morte de mais de 450 palestinianos pelas forças israelitas desde o anúncio do cessar-fogo em outubro de 2025.

1 de fevereiro de 2026

A vassalagem em números


A Europa está sendo explorada até a última gota; está financiando as próprias armas que os americanos usam para escravizá-la, e isto com suas próprias economias.

As poupanças europeias estão sendo drenadas e saqueadas pelos Estados Unidos com a cumplicidade das elites e dos governos atlantistas do extremo centro.

31 de janeiro de 2026

 

A tese de Luke Gromen sobre as escolhas de Trump: virar a mesa.

A "teoria do animal acossado" postula que as ações agressivas e aceleradas do governo Trump em 2026, incluindo escaladas geopolíticas, ameaças de tarifas e pressão sobre os aliados para escolherem entre os EUA e a China, não são irracionais ou caóticas.

Pelo contrário, refletiriam uma reação desesperada de uma superpotência que enfrenta uma iminente escassez de recursos essenciais para sua defesa e economia.

30 de janeiro de 2026

Cuba sitiada

 Estima-se que as reservas de combustível de Cuba cubram apenas 15 a 20 dias aos níveis actuais de consumo e produção, depois de o seu último fornecedor restante, o México, ter aparentemente interrompido um carregamento e os EUA terem bloqueado as entregas de petróleo da Venezuela, informa o FT. 

 Se os fornecimentos não forem repostos, o país poderá enfrentar um racionamento severo, agravando os apagões quase diários que já afectam grande parte da população."

Cuba . Não é só o bloqueio que continua e se intensifica , agora é também o cerco ao petróleo

Para o oligarca mor do império  não há lei , apenas a bestialidade da força.

Asfixiar Cuba

Trump Declara "Emergência Nacional" e Visa Países que Fornecem Petróleo a Cuba com Novo Sistema de Tarifas. 

Declaração completa:

ENFRENTANDO O REGIME CUBANO: Hoje, o Presidente Donald J. Trump assinou uma Ordem Executiva declarando uma emergência nacional e estabelecendo um processo para impor tarifas a bens de países que vendem ou fornecem petróleo a Cuba, protegendo a segurança nacional e a política externa dos EUA das acções e políticas malignas do regime cubano.

Fyodor Lukyanov: Eis os motivos da mudança na posição dos Estados Unidos em relação aos seus aliados da UE.

Após a Guerra Fria, o equilíbrio de poder ficou claro. Os Estados Unidos e seus aliados exerceram a sua dominação, impuseram um conjunto único de regras e apropriaram-se das vantagens políticas e económicas vinculadas à sua liderança global.   No entanto, as convulsões no poder global e os problemas estruturais no sistema capitalista reduziram essas vantagens, ao mesmo tempo que aumentaram o custo de manutenção dessa hegemonia.