O mundo mudou, dizem. Em termos dialéticos diríamos que está num processo de profundas mudanças. Um processo em que a guerra na Ucrânia representou o fim do princípio das mudanças em curso, com dois blocos: um o liderado pela China e pela Rússia que procura estabilizar o mundo multipolar, o outro liderado pelos EUA quer impedi-lo a todo o custo.
O objetivo de Trump em aumentar o orçamento militar para 1,5 milhões de milhões de dólares, mais 50% que o anterior, significa que para defender a sua hegemonia a possibilidade de guerra mundial tem de ser assumida.
Esta arrancada militarista é simplesmente uma forma de reagir aos avanços da multipolaridade, com a correspondente desdolarização e declínio de influência dos EUA. Os países preferem lidar com a China porque os EUA lançam o seu poder militar por todo o mundo, ameaçando toda a gente, envolvendo-se em guerras, e a China não o faz. Porém, à medida que o império americano enfraquece e sente ameaçado o seu poder, torna-se mais agressivo.
O dito ocidente, a "comunidade internacional" ou como comentadores referem como o "mundo", só existe na cabeça deles seguindo os gurus de Davos. Para o presidente do World Economic Forum, o fórum pretende estabelecer as "condições certas para guiar o mundo". Mas que espécie de democracia é esta que querem impor? Somos transformados em carneirada hipnotizada pelas TV? E a que mundo se refere?!