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Por Fred Ribeiro — de Belo Horizonte


O enfraquecimento do Real diante do Dólar e do Euro, fora multas e juros por dívidas antigas, fizeram o Atlético-MG precisar pagar verdadeiras "boladas" na Fifa. Mas é um problema perto de ser erradicado no clube. O ge apurou que, para zerar as pendências com clubes internacionais, o Galo ainda tem mais R$ 8 milhões em dívidas protestadas na entidade máxima do futebol.

As situações mais evidentes são cobranças do Independiente Santa Fe, de 645 mil euros (R$ 4 milhões), sem contar sanções e correções, que devem elevar o pagamento final para a casa dos R$ 5 milhões. É um valor referente à compra do jovem Dylan Borrero, no início de 2020. Há também uma "mixaria" cobrada pelo Apollon, do Chipre, a título de "compensação de treino" do volante Allan.

Sede da Fifa em Zurique — Foto: Divulgação

2021 começou pro Atlético com orçamento traçando R$ 30 milhões para sanar "dívidas da Fifa". O clube mais do que cumpriu a meta e, nos cálculos internos, são mais de R$ 70 milhões quitados. Mais recentemente, o Galo pagou R$ 32 milhões ao Junior Barranquilla para riscar a dívida pela compra de Yimmi Chará, de 2018, do mapa.

As "dívidas da Fifa" viraram ponto de alerta para ser resolvido pelo Galo na gestão do ex-presidente Sérgio Sette Câmara, e seguiu nas mãos de Sérgio Coelho. Com ajuda dos parceiros/investidores, Atlético se aproxima de zerar problema e já recupera credibilidade no mercado internacional.

O que impressiona, entretanto, é o prejuízo financeiro. Chará custou ao Atlético, há quase três anos, US$ 6 milhões (era o jogador mais caro da história do clube, em reais). Mas só uma parte foi paga em dia e o resto virou ação na Fifa. Acontece que a dívida por inadimplência parcial, de R$ 32 milhões, dão mais do que os 6 milhões de dólares que 70% dos direitos econômicos do colombiano custaram.

Chará acabou vendido pelo Atlético, no fim de 2019, pelo mesmo preço que custou: 6 milhões de dólares, pagos pelo Portland Timbers, dos Estados Unidos. E, por ter direito a 30% dos direitos, o Junior foi novamente à Fifa cobrar esse percentual nas parcelas que o clube tinha recebido, até janeiro de 2021, num total parcial de US$ 5 milhões. Falta, assim, 1 milhão de dólares (R$ 5 milhões) que o Atlético receberá em janeiro de 2022, e precisará repassar 30% (300 mil dólares, ou R$ 1,5 milhão) ao clube colombiano.

Pagamentos na Fifa foram norte de gestão de Sette Câmara e seguiram com o presidente atual, Sérgio Coelho — Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG

Problemas resolvidos pelo Galo, na Fifa, em 2021:

  • Udinese: R$ 8 milhões (Maicosuel)
  • Vélez Sarsfield: R$ 7,8 milhões (Lucas Pratto)
  • Sevilla: R$ 9,9 milhões (Guilherme Arana)
  • Rentistas: R$ 5,8 milhões (David Terans)
  • Junior Barranquilla: R$ 7,9 milhões (Yimmi Chará)
  • Junior Barranquilla: R$ 32 millhões (Yimmi Chará)
  • Rafael Dudamel: R$ 3 milhões

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