Image

Posts tagged “lua

Ontem não te sabia

Image

Ontem não te sabia

mas o tempo é a quimera da recordação que desfolha os dias.
Não receies. Haverá sempre fluidez.
E a dádiva das esquinas é a manifestação das incógnitas, ou, se preferires, dos suspiros que envolvem os abraços. O que é a vida sem variáveis ou compassos?

Sim. Ontem não te sabia!
Mas a lua existia e a partitura, imaculada, exigia a redenção dos espasmos.
São teus. Tal como as lágrimas frágeis do sonho.

Assim, nesses momentos de reencontro,
sei-te, tenho-te,
em mim!

VFS, 20 Nov 2018


soubesse eu que eras ténue!

Image

 

soubesse eu que eras ténue!
brisa dos cinco elementos.
formada no rompimento dos tecidos humanos
ou em desejos momentâneos.
já idos! em Março.

vislumbrei-te sem halo.
intacta!
como a lua despida ao Outono.
e aceitaste-me com um sorriso de estrelas.

foi no hausto do instante,
inebriado pela miríade dos sentires,
que me deixei,
despercebidamente, sucumbir.
o tempo foi-se, exausto.
e nem sequer, os teus lábios provei.

soubesse eu que eras ténue!
mas não soube.
e despojando-me das vestes artificiais,
fui pregar às areias do vento.

o voo das aves corria no fluir das lágrimas
ou na força vital que pulsa nas artérias,
e foi nas águas do deserto
que reencontrei a dupla hélice da vida.

a lembrança? deixou de estar corrompida.

falhei o teu breve partir.
mas sei-te ténue, sei-te minha.
no profundo das sequóias vermelhas.

  

in Diálogos, Epístolas Inertes


Alma Azul

Image
7 Feb 2008: Sky Blue, originally uploaded by Alex España.

 

no infinito do mar azul,
existe um humilde olhar branco
que vislumbra a essência palpável do verbo.

abre a janela do espírito!

na fronteira dos desígnios,
há sonhos e universos por desenhar.

véus antigos. desfraldados.
entregues ao sabor do luar do equinócio.

mergulha nas sensibilidades da chuva.

e também serás,
na Água do tempo que é,
Alma Azul!

 

in Comentários na face da Noite


Prece à Lua

Image

Ó Princesa dos Astros!
Ó Senhora das marés!

Nos teus domínios me aventurei
em teu manto prateado me banhei.
Enquanto caminhei, a tua face nova vi.
E, quando naveguei, a tua face cheia vi.

Agora que a casa regresso,
isto é o que te peço:
Que a tua luz seja crescente,
a tua sombra minguante.

Faz deste pedido um dos teus desígnios.

in Geografia e outras Circunstâncias


Design a site like this with WordPress.com
Iniciar