Cineclube Mate com Angu

Baixada é Arte

Na próxima terça feira em comemoração ao dia da Baixada o Mate com Angu estará marcando presença no SESI de Duque de Caxias! De grátis.
Chega mais.
Cerol fininho da Baixada!

“Panela batendo, toca fogo no pneu, põe barricada
Velhos, senhoras e crianças
A mulecada pula, debocha e dá risada
Parece brincadeira, mas não é
Tumulto, corra que o tumulto está formado”

Escuta, Zé, prestenção que esse papo vem de loonge… Palmares, Canudos, Cabanagem, Praieira, Farroupilha, Balaios, Sabinos, mocambos, Central do Brasil, Cinelândia, Candelária, Pinheirinho, 1962… Opressão, pressão, pressa. Corra, Zé.

A linha do orgasmo, o poder do clímax em um roteiro, o silêncio que precede o esporro, a boréstia antes da tempestade, o deslocamento de ar numa explosão, a mãe que sente a morte do filho a quilômetros de distância…

Se pudéssemos parar o tempo antes que tudo vá pelos ares, antes da explosão de confusão, caos e detritos, antes que as redes de tv nos chamem de baderneiros… Se pudéssemos analisar esse momento, poderíamos perceber o quanto é autêntico, visceral, real e necessário um tumulto eclodindo em plena Central, em plena estação da Barcas S.A ou em qualquer outro coração do músculo capitalista, selvagem e miliciano. Daria pra ver claramente o clarão.

Mas tudo é tão rápido, incontrolável e afiado, Zé…

Do alto, o tumulto pode ser uma dança, uma poluição visual fluida, orgânica, simbiótica, semiótica, sem definição… Uma tragédia? Uma festa? Nas fotos dos grandes tumultos dá sempre pra ver alguém correndo e rindo, rindo de quando alguém destroça bens públicos de plástico e sorriso amarelo. Rindo do impacto em seu coração, da onda que invade o espírito de todos ali. O tumulto nos tira de nós; de repente você é apenas mais um elo na corrente incontrolável – o tumulto é coletivo, um mar de vontades contra um muro de estupidez e medo.

A opressão diária, o chicote, com aquele dos guardas da Supervia, só são possíveis, porque todos temos um pouco de medo, um pouco de subverniência e um pouco de ditador dentro de nós. E um dia isso vaza. O tumulto explode quando não há mais espaço para a mentira, para a máscara…. E aí até o mais (c)ordeiro cidadão parte pra cima e quer ver tudo explodir.
E com esse momento explodem também o levante, a poesia, a liberdade. Alguma coisa que mora dentro do peito, mesmo que negada, mesmo que inconsciente, mesmo que massacrada.

Um dia, tenha certeza, o tumulto estará aí
Corra, Zé, corra que o tumulto tá formado e talvez você não possa se livrar dele assim tão fácil.

Com amor e raiva,
Cineclube Mate Com Angu

noite dedicada a banda Rogério Águas e a Parede.

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Local: Sociedade Musical e Artística Lira de Ouro
Rua Sebastião de Oliveira, 72
(paralela à Av Nilo Peçanha)

 

Queremos GUERRA!!!!
Sessão Tumulto!
Banda Gente Estranha no Jardim
DJ Cavalcanti
quarta – 28 de março – 21h

Filmes de Baderna:

AnguTV – uma repreportagem sobre o Meeting of Favela. dir, Cacau Amaral

A Matadeira, Jorge Furtado 14 min – Casa de Cinema de Porto Alegre
O filme conta o massacre de Canudos a partir de um canhão inglês, apelidado pelos sertanejos de a matadeira, que foi transportado por vinte juntas de boi através do sertão para disparar um único tiro.

“Coturnos e Bicicletas” de Bárbara Moraes, Luisa Pitanga, Julia Barreto, Lívia Uchoa e Rodrigo Dutra.  8 min – Oficina do RECINE.
A influência italiana no Brasil está no cinema, na arquitetura e na política.

Torres Gêmeas – Projeto Torres Gêmeas – 20 min
Nasce da vontade de algumas pessoas ligadas ao meio audiovisual pernambucano de falar do Recife e de suas relações de poder a partir do projeto urbano que vem sendo desenvolvido na cidade.

Je Vous Salue Sarajevo – Jean-Luc Godard – 3 min
Uma reflexão sobre a cultura européia, nacionalismos e a guerra da Bósnia, a partir de uma foto de guerra dos fotógrafos Ron Haviv e Luc Delahaye.

Sem Medo do Medo – Coração de Pedra  7 min
Videoclipe realizado na 1ª SEDA – Semana do Audiovisual de São Carlos – SP

Orquestra Voadora, de Bento Marzo e Lincoln Fonseca, 8 min – Tapioca Filmes.
Carnaval de 2011 – dia da mulher.

espalhaê:

Aê, gentes boas! Agenda frenética do Mate para as próximas semanas. Ah, e já tem o tema da próxima sessão, hein: Tumulto – corra, Zé, corra.

Dia 17/03, sábado – Aniversário de 55 anos da Lira de Ouro
Música à vera, com muita gente envolvida e interação entre os grupos que dão vida ao espaço.
Entrada franca. A partir das 17h. Sonzeiras rolarão.
http://lurdinha.org/site/?p=2474

Dia 18/03, domingo – Festa Conexão Caxias
Além de um super baile de charme e hip hop, o Mate vai estar lá batizando o novo cineclube caxiense boladão da praça!
Em Santa Lucia, Imbariê, terra da ReFem, próximo à Faetec
http://conexaocaxiasbf.blogspot.com/

Dia 25/03, domingo – Grito Rock!
Produção do Mate e Reginaldo Ferreira. Show com as bandas El efecto, Chinese cokies poets, Doo doo doo, Aerobus, The cheddars e Elefante.
http://liradeouro.com.br/bandas-selecionadas-para-o-grito-rock-duque-de-caxias/

Dia 28/03, quarta – Sessão Tumulto – Corra, Zé, Corra
Filmes + show com Gente Estranha no Jardim
na Lira de Ouro, a partir das 20h30min

Chega mais!!!

Dois emails do direto do túnel do tempo… dezembro de 2003 e fevereiro de 2004.

Catado na pesquisa que está sendo feita no acervo do Cineclube – aguarde novidades! 🙂

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O maior festival de música independente da América Latina terá uma edição em Duque de Caxias. O Grito Rock 2012, que já passou por várias cidades brasileiras e da América do Sul, vai desembarcar no dia 25 de março, na Lira de Ouro, com produção de Reginaldo Ferreira e do cineclube Mate Com Angu.

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As bandas que tiverem interesse em participar, tem até o dia 10 de março para se inscreverem, no site: http://www.tnb.art.br.

É a primeira sessão do nosso décimo ano de inquietude e de transformação.

Se liga galera! A exibição irá começar pontualmente as 21h do dia 15 de feveiro – próxima quarta -. Esperamos todos vocês!

Venham fantasiados, após a sessão teremos o tradicional baile a fantasia orquestrado pela Banda Lira de Ouro.

Partiu? Pra galera que não mora em Caxias, um bonde do Mate Com Angu vai se concentrar a partir das 17h e 30min na Central, bem em frente do quiosque de informações. Vamos de busão e a idéia é sair no máximo até 18h pra mó de chegar cedo em Caxias. Pra voltar geralmente alugamos uma van ou uma kombi, garantimos uma recepção calorosa e uma noite especial.

Vamos lá galera, muita energia positiva! Compartilhem e tragam sua familia.

Mais informações: [email protected]

 

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É papo de velho, mas a cada ano que passa o tempo parece andar mais
rápido. Ontem mesmo passamos uma sessão cineclubista carnavalesca,
crítica e cheia de novidades. E num delírio catapultávamos filmes ao espaço
na sessão do mês passado. O Mate é uma teia onde filmes que navegam
perdidos no espaço vão parar. E desse encontro misterioso vamos inventando
conclusões, cenários particulares do que é o audiovisual independe nacional.
 
Podemos dizer que surgiram filmes curtos mais longos. Filmes rompendo a
barreira dos 20 minutos, o que há alguns anos era considerado sacrilégio.
Os tempos dos filmes também se dilataram, planos longos tencionando a sede
por um corte que salve.

As próprias sessões mateanas parecem que teve seu tempo dilatado – esse ano exibimos três longas metragens nas sessões regulares de quarta, coisa que nunca tínhamos feito. E outra: filmes baratos. Obras, que, se não foram feitas sem orçamento (qual filme é?), custaram 5%, 10%, do valor de um longa de mercado. Provando que dá pra fazer um cinema mais sustentável e menos deslumbrado. Ou seja, o Mate exibiu três longas porque estão começando a fazer longas com a cara do Mate. Eita.
 
Outro desenho que vem assim na cabeça é que os filmes parecem que estão
perdendo o medo da ficção, da invenção. Um cinema desvinculado da sociologia
dos editais e da lógica do marketing empresarial; um Cinema sem rancor com
muita coisa pra mostrar sem intelectualizações bestas. Um cinema da ação e
não da reflexão (a reflexão tá na ação!). Um Cinema que parece ser a aurora
de uma estética popular. Direta, sem atravessadores. Que não vê oposição entre
a experimentação e o popular.
 
2011 ano foi o ano também que caiu a ficha de que os Festivais de Cinema não dão mais conta da produção do país. Mesmo. Se antes toda curadoria era predatória, hoje ela é um ponto de crochê. Um recorte no mar gigantesco de produções. Recorte esse, que pode ser sofisticado ou criminoso. Dar o recorte nos dias de hoje é um profissão perigosa.
 
Na noite de hoje, mais um recorte. Imperfeito, infiel, torto, extrato. Mas vistoso,
saboroso, nutritivo. Filmes curtas longos, pra dilatar a mente e o coração, para
uma nova possibilidade de mundo.

PROGRAMA

“Recife Frio”, de Kleber Mendonça Filho
Cor, 35 mm. 23 min, Documentário ;-), 2009, PE
A cidade brasileira de Recife, que já foi tropical, agora é fria, chuvosa e triste, depois de passar por uma desconhecida mudança climática.

“Dias de Greve“, Ardiley Queiroz
Cor, 35mm, 24min, Ficção, 2009, Ceilândia – DF
Uma greve de metalúrgicos tem início em uma cidade nos arredores de Brasília. Muito mais do que o despertar para uma consciência de classe, os grevistas redescobrem uma cidade que já não lhes pertence.

“ACERCADACANA”, de Felipe Peres Calheiros
20′, cor, Doc, 35mm, 2010 – PE
Os anos 90, com a valorização do etanol e a expansão do latifúndio canavieiro, 15 mil famílias foram expulsas dos seus sítios na zona da mata de Pernambuco. Maria Francisca decidiu resistir.

“Salomé”, de Fernando Gerheim
[20 min | HD | cor | fic | COPACABANA – RJ]
Com Marcela Moura, João Velho, Alexandre Dacosta e Rodrigo Lacerda
Participações especiais: mona Rubi e mona Estefani
Um exemplar do baixo surrealismo. Um cruzamento de Georges Bataille com Zé do Caixão. Cinema marginal digital. O defeito de fabricação da indústria dos sonhos. O vídeo pensa o cinema. Tecnoartesania ou morte.

Lavagem, de Shiko.
[20 min | HD | cor | fic | Brasil]
COM: MARIAH TEIXEIRA, TAVINHO TEIXEIRA, OMAR BRITO E JOÃO FAISSAL
Quando o disco da Xuxa gira ao contrário, não se assuste, muita coisa pode acontecer.

“Ensaio de Cinema”, de Allan Ribeiro.
Com: Gatto Larsen e Rubens Barbot
Cor, HD/35mm, 15min, Ficção, 2009, RJ
Ele dizia que o filme começava com uma câmera muito suave, com um zoom muito delicado, e avançava em busca de barbot.

É isso, camaradas: mais um outubro dedicado a lançamento de filmes no terreiro audiovisual do Mate Com Angu – u-hú e evoé!
E com isso mil reflexões, um milhão de questionamentos, um bilhão de poréns, mas sempre com a certeza de que é na ordem do fazer que a gente vai construindo alguma coisa melhor dessa vida
louca nesse planeta estranho.

Não é à toa que a sessão tá linkada na Seda, Semana do Audiovisual-RJ, braço ponta-firme do Circuito Fora do Eixo, iniciativa que vem tesudamente experimentando caminhos novos e
reconfigurando ideias não tão novas. O momento líquido atual pede ação ousada e essa malucada de todos os cantos do país vem mostrando que responsabilidade não precisa de sisudez e que Arte
e Economia podem conviver de boa nesse novo modelo de Ação Cultural. Subvertendo; inovando; recriando. Humanizando.

E não importa se muitos ainda insistem em dividir o audiovisual brasileiro entre os que são do Estabelecido e os que se auto-proclamam o Novíssimo Cinema – a cada dia uma Onda vigorosa vem crescendo, absorvendo, e mais filmes tem surgido com força pra levar as dicotomias limitadoras pra bem longe, dinamitando rótulos castradores. O mundo é grande, rapá.

E pensar que os filmes lançados no Mate sempre têm dado sorte em suas caminhadas mundo à fora… Que continue assim! 🙂

Então aproveite essa cauda de cometa e viaje com os filmes da sessão; aproveite também o show e a festa para deixar a alma levitar pelos novos rumos que têm se apresentado no horizonte. Enquanto houver maluco fazendo filme é porque a coisa tem jeito.

Abraços ba-lançantes
Cineclube Mate Com Angu
9 anos catapultando sonhos

“Salomé”, de Fernando Gerheim
[20 min | HD | cor | fic | COPACABANA – RJ]
Com Marcela Moura, João Velho, Alexandre Dacosta e Rodrigo Lacerda
Participações especiais: mona Rubi e mona Estefani

Um exemplar do baixo surrealismo. Um cruzamento de Georges Bataille com Zé do Caixão. Cinema marginal digital. O defeito de fabricação da indústria dos sonhos. O vídeo pensa o cinema. Tecnoartesania ou morte.

Imagem: Eduardo Gripp, Marcão Oliveira e Rômulo Fritscher
Montagem: Fernando Gerheim, Marta Luz e Pedro Bento
Trilha sonora: Fábio Bola
Animação 3D: Luis Dourado
Muiraquitã e prótese de adamantium: Franklin Cassaro

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Salomé - a X Girl de Copacabana

“Somos Todas Vadias”, de Luisa Godoy Pitanga
[6 min | HD | cor | doc | COPACABANA – RJ]

um filme-protesto #marchadasvadiasrj

Câmera: Luisa Godoy Pitanga e Du Freire
Edição: Josinaldo Medeiros e Luisa Godoy Pitanga

“Cânticos”, de Angelah Dantas e Eliandro Martins
[15 min | MINI-DV | cor | fic | ARARUAMA – RJ]
Com: Alexandre Marinho
Núcleo Experimental de Cinema Operários da Arte

Em uma época em que todos os homens vivem à sua maneira as adversidades e as misérias do mundo, um homem se entrega a verdade. Baseado no livro Cânticos de Cecília Meirelles

Roteiro: Angelah Dantas e Eliandro Martins
Figurino: Perla Duarte
Costureira: Luzinete Martins
Fotografia e Edição: Eliandro Martins
Produção Executiva Christiane Moreira e Thiago Barros

Nêgo, Marcelo Coutinho
[7min | HD | cor | DOC | PARAIBA]
realização: mundano / tomada única filmes

e quando fura o pneu do dia? trilhas sacodem o celular e o prego chama o herói da madrugada. o olho da motocicleta avisa que nêgo se aproxima, cheio de truques pra remendar a sola da borracha ferida. látex costurado com fios de parafernália.

produção, direção, roteiro e montagem: marcelo coutinho
produção e assistente de direção: diego benevides
direção de fotografia e som: diego benevides / luís barbosa / marcelo coutinho
trilha sonora: ubella preta

“Hearts Out – Corações Para Fora”, de Igor Cabral
[11 min | 35MM | cor | fic | EUA]
Elenco: Fabrícia Miterhof, William Rodriguez, Hanna Winter

O mistério do amor pulsa, e após o veneno ele vai além do inesperado.

Direção, Fotografia e Montagem: Igor Cabral
Coreografia: Fabrícia Miterhof
Direção de Arte: Sabrina Bitencourt
Gaffer: Mauricio Saules Salgueiro
Operadores de Câmera: Guy Davies, Igor Cabral, Azim Moollan
Assistentes de Câmera: Azim Moollan, Roberto Caliman
Maquinista: Raghul Sridharam
Som: Noha El Ostaz
Produção: Igor Cabral

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De Nova Iorque à Dallas City - é tudo nosso

Da Maior Importância, de Tiago Aragão
[13 min | HD | cor | fic | BRASILIA – DF]
COM: Gabriel Ferreira Mesquita, Lucas Farage, Ana Rabelo, Bruna Seixas e Rodrigo Belluco..

Da epifania de lapsos criativos, Estela e Flavio se conhecem.

Ficção, Cor, Digital.
Duração: 12:05.
Ano de Produção 2011.
Estado: DF
Produção: Ana Rabelo.
Roteiro: Tiago de Aragão.
Fotografia: Kate Riedlsperger.
Montagem: Tiago de Aragão.
Som: Camila Machado.
Assistência de Direção: Anderson S. Vieira
Platô: Lucas Farage
Direção de Arte: Márcio Henrique Carvalho
Colorista: Ico de Oliveira
Still: Pedro Stoeckli, Márcio Henrique Carvalho e Lucas Fara

Lavagem, de Shiko
[20 min | HD | cor | fic | Brasil]
COM: MARIAH TEIXEIRA, TAVINHO TEIXEIRA, OMAR BRITO E JOÃO FAISSAL

Quando o disco da Xuxa gira ao contrário, não se assuste, muita coisa pode acontecer.

direção de fotografia BRUNO DE SALES
direção SHIKO
direção de arte GIGABROW
som direto GUGA S. ROCHA
montagem SHIKO / BRUNO DE SALES / DANIEL MONGUILHOT
produzido por DRICA SOARES / BRUNO DE SALES
produção executiva ANA BÁRBARA RAMOS
argumento e roteiro SHIKO / BRUNO DE SALES
trilha sonora CIBORGUE MORENO / GUGA S. ROCHA
figurino ANA ISAURA NOGUEIRA
edição de som BRUNO DE SALES
desenho de som, mixagem e efeitos sonoros GUGA S. ROCHA
colorista DANIEL MONGUILHOT

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será um orgasmo...

+ filme surpresa!!!
seleção de Filmes Arrebatadora!!!!
e ainda falta confirmar um filme.

Após a Sessão Catapulta 2011 vai rolar do Caô de Raiz! 🙂

Pra quem não conhece ou pra quem quer matar saudades, aqui vc pode escutar as músicas: http://tramavirtual.uol.com.br/cao_de_raiz Além dos trabalhos novos, vai rolar clássicos do repertório da banda.

E olha  os malucos em ação:

 

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ao infinito e além...

Uma noite só com lançamento de filmes, quentinhos saídos do forno 🙂

E ainda:
Show com a banda Caô de Raiz!
Festa com DJ Rodrigo Cavalcanti

quarta, 26 de outubro
20:00h

Lira de Ouro Ponto de Cultura
Rua Sebastião de Oliveira, 72 Centro
Duque de Caxias

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foto de Tomás Rangel

Hoje é dia de Buraco Cavernoso, o entrevistado da vez é o cineasta, diretor teatral, escritor e provocador cultural Marcus Faustini.
Ao vivo, diretamente da Febf / Uerj Baixada, onde o bagulho tá efervescente à vera.

Perde não, cumpadi! Às 19hrs, a AnguTV transmite.

http://www.ustream.tv/channel/buraco-cavernoso

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o mundo é uma tampinha de mineirinho...

Vem aí a OFICINA DE CINEMA DA LIRA DE OURO. Você, você, você, você quer? Tá preparado?
Tá preparado pra acordar numa manhã qualquer e não conseguir mais deixar de enquadrar a rua, as pessoas, os assuntos?
De não conseguir mais ver televisão ou cinema como você via antes?
Tá preparado para perder a inocência em relação aos nossos grandes meios de comunicação?
Pra conhecer a história de sua cidade e com isso começar a amá-la?
Tá preparado para ser sua própria mídia e ter seu próprio canal de televisão?
Tem até o risco de você perder o namorado (a), se distanciar dos amigos e perder horas de sono com as inquietações do mundo…
Tá preparado para esse vício que é o cinema? VOCÊ TEM CERTEZA?
“A melhor coisa que você pode fazer por uma pessoa é inspirá-la.”
Bob Dylan

Se achar que é isso mesmo que você quer.. se inscreva na OFICINA DE CINEMA DA LIRA DE OURO
Uma iniciativa da Sociedade Musical Lira de Ouro, Secretaria Estadual de Cultura, Terreiro de Ideias e do Cineclube Mate Com Angu.
Aulas aos sábados, do dia 22/10 a 17/12.
das 13h30min às 18h
digrátis!
Idade: de 13 a 130 anos.
Local: Sociedade Musical e Artística Lira de Ouro
Rua Sebastião de Oliveira, 72
(paralela à Av Nilo Peçanha)

A droga se tornou um “problema” de 100 anos para cá, pois já é lugar comum afirmar que a droga faz parte da história da humanidade

Gilberta Acselrad, coordenadora do Núcleo de Drogas, Aids e Direitos Humanos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

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Clareando as idéias

CINEMA QUATRO E VINTE

Nesta próxima quarta feira a Lira de Ouro voltará a receber uma sessão matiana daquelas de fritar o cerébro, de cutucar a alma e provocar o coração para disparar contra a inércia e a monotonia que é vendida em 12 prestações sem juros. Quebrando paradigmas, o Mate Com Angu exibe o terceiro longa consecutivo em sua sessão master prime. “Cortina de Fumaça”, de Rodrigo Mac Niven, nos leva a uma jornada esclarecedora sobre as drogas, em especial a maconha. Planta mágica que viveu seu inferno astral durante o século 20. É impressionante a quantidade de informação que o filme nos joga na cara em uma hora em pouca de projeção. Filmaço, que esbanja sede pela informação que comprove o quanto a sociedade foi estúpida, escrota e vil com essa cósmica planta dos deuses.

GANJAH!!!

CORTINA DE FUMAÇA
Rodrigo Mac Niven – 2010 – 88 min – VOSTF

Roteiro: Rodrigo Mac Niven
Edição: Rodrigo Mac Niven
Fotografia: Rodrigo Mac Niven
Som: Dan Eisenberg, Analog Drink e Solarium Dubfamily
Produtor : Rodrigo Mac Niven
Co-produção: J.R. Mac Niven Produções e TVa2 Produções

Sinopse: O filme Cortina de Fumaça coloca em discussão a política de drogas vigente no mundo, dando atenção às suas conseqüências político-sociais em países como o Brasil e em particular na cidade do Rio de Janeiro.

Através de entrevistas nacionais e internacionais com médicos, pesquisadores, advogados, líderes, policiais e representantes de movimentos civis, o jornalista Rodrigo Mac Niven traz uma nova visão neste início do século 21 que rompe o silêncio e questiona o discurso proibicionista. Um documentário sobre um tema polêmico que precisa ser debatido de uma forma honesta.

Sessão Cortina de Fumaça – Cinema Quatro e Vinte
Local: Sociedade Musical Lira de Ouro
Hora: 20:30h
digratis

Endereço: Rua Sebastião de Oliveira, 72 (Paralelo à Nilo Peçanha)
Centro – Duque de Caxias – RJ

Contato: 21-7202-8957 / 8596-8492 / 7601-6700

Existe um tipo de cinema que pouco se faz no Brasil, um tipo de cinema popular e autoral.  Um cinema…

Bem, com os estudiosos do cinema, temos os filmes intelectualizados, de arte, que propõem a experimentação na linguagem; comandando a massa,  temos os  filmes-programas-esticados-de-TV, que têm o suporte vultoso da indústria de massa do Brasil, tomando mafiosamente conta dos espaços com conteúdos descerebrados e vazios de qualquer sentido. Temos também os favela-movies, que viveram o auge na decepcionante redenção do Capitão Nascimento, do competente Tropa de Elite 2, – um cinema popular de fato. De autor?  O tempo dirá.  – filme policial, embalado em uma danosa e superficial justificativa, sociológica e acadêmica, de buscar compreender o Brasil.

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Making-off de "Mangue Negro" de Rodrigo Aragão

Falta um cinema mais liberto de tantas pretensões, um cinema que não seja filho das universidades, que não seja filho da tv e que não seja filho da sociologia. Faltam filmes antropofágicos e sem preconceito, filmes como “Mangue Negro” de Rodrigo Aragão. Filmaço produzido de forma independente no Espírito Santo. Com determinação, suor e alguns litros de sangue artificial, Rodrigo produziu um feito, um marco, um filme cheio de inventividade e tesão.  Sem apoio estatal. Feito na porrada.

Produzimos, em sua maioria, um cinema sem heróis, um cinema que parece ter medo da ficção, da fantasia, da aventura, do pop e do rebolado. Um cinema que hesita levar o espectador pra longe. É mais fácil viajar numa conversa de botequim, do que vendo um filme brasileiro. Por quê?

Talvez esse cenário venha do modo do Brasil encarar a cultura. Onde o artista é colocado com pires na mão. “Justifique sua obra“, pergunta-caô que exige resposta-caô. O que justifica um filme é o fogo no coração. O Estado como produtor, mesmo com toda a preocupação de  buscar a diversidade, impõe sim, uma perspectiva da história que é contada.

Mas fogo no coração não coloca comida dentro de casa.  Será? Sim, cinema é também uma arte industrial, que precisa da ajuda do Estado. Mas mais do que produzir, o Estado precisa dinamizar. A sede de audiovisual no Brasil não cabe mais em edital que premia 20 curtas por ano. Esse modelo já era. Está tudo distorcido. Hoje em dia o Mate Com Angu disputa grana pública com a Rede Globo. Não é uma maluquice? O cinema hoje não cabe mais na fôrma – é uma panela de pressão. A democratização da produção chegou com a tecnologia digital, falta agora democratizar a economia. Que tal abrirmos um banco? É preciso criar uma nova dinâmica econômica para o cinema brasileiro. Uma economia descentralizada e diversa. É preciso Criar, ser criativo nos modelos de negócio! E os fazedores de filmes são os maiores responsáveis dessa construção. Suportes como a internet, as salas independentes de cinemas, as lan-houses e os camelôs têm que ser considerados.  É preciso estar atento pra não levar um caldo e perder o bonde da história. Sejamos novos de fato!

E voltando a provocação inicial… Um viva ao cinema escapista brasileiro!

 

Abraços fortalecedores,
Cineclube Mate Com Angu
O cerol fininho da Baixada

 

PROGRAMA MALDITA FÁBULAS! – Um Viva ao Cinema Fantástico.
Quarta, 31 de agosto 2011 · 20h30min
No Bar do Luís (em frente à Lira de Ouro) Rua Sebastião de Oliveira, 72 (paralela à Nilo Peçanha), Centro – Duque de Caxias – digrátis!

Mangue Negro, de Rodrigo Aragão

Com: Ricardo Araújo, Kika de Oliveira, Walderrama dos Santos, Markus Konká.
Produtora: Fábulas Negras / Roteiro e Fotografia: Rodrigo Aragão / Música Original: Jaceguay Lins / Produção: Edilamar Fogo de Deus / Trilha Sonora: Orquestra Sinfônica do Espírito Santo sob regência de Helder Trefzger / Edição Musical: Hermano Pidner / Sonoplastia e Mixagem: Luciano Allgayer / Efeitos Especiais e Efeitos Visuais: Rodrigo Aragão / Pirotecnia: Victor Hugo Medeiros / Câmera: Bruno Maranhão, Maurício Ribeiro e Rodrigo Aragão / Produtor Executivo: Hermano Pidner / Assistente de direção: Mayra Alarcón / Produção de campo: Edilamar Fogo de Deus

Terror / 2008 / 105min / Digital / Espirito Santo – BR 


Depois que um mangue é contaminado de forma inexplicável, uma comunidade humilde é chacinada por zumbis. Mocinho e mocinha lutam para sobreviver e, como se fosse possível, encontrar uma cura.

 
Após o filme, Festa Groove com DJ CAVACANTI.

 

A Decomposição é Inevitável!

Cinema brazuca, na veia!