Mobilizações sobre liberdade na Internet – Ativismo, Comunicação e Cultura
Posted on: agosto 24, 2011
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Enquanto correntes tentam cercear a liberdade na Internet e com isso frear as possibilidades abertas de radicalização da democracia, várias mobilizações contrárias estão bombando essa semana. Internet, Comunicação, Cultura e ativismo embolados pra tentar ampliar os caminhos pra transformação.
Vamo que vamo!
Hoje, quarta-feira, 24/08/11
Acontecendo agora Seminário sobre Segurança Digital e Cidadania no plenário da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara Federal.:
Transmissão ao vivo em: http://migre.me/5yiuW
Revolução 2.0: da Crise do Capitalismo Global à Constituição do Comum
A partir das 14h no Auditório João Alberto Lins de Barros, prédio do CBPF
Rua Lauro Müller, 455 – Botafogo, ao lado do Campus da Praia Vermelha
http://www.ppgci.ufrj.br/acontece/seminario_internacional/
Transmissão ao vivo em: http://itv.cbpf.br/
No Facebook: http://www.facebook.com/event.php?eid=122474051182104
Gilberto Gil e Lawrence Lessig no Ibirapuera, em Sampa
Transmissão ao vivo em: http://is.gd/kxGemG a partir das 19h15min
Quinta-feira, 25/-8/11
Pierre Lévy e Gilberto Gil no Oi Futuro
Transmissão ao vivo em: http://www.oifuturo.org.br/
Amanhã e sexta:
As Redes e a Rua – Comunicação e Democracia , na UFF
http://redeserua.blogspot.com/
Transmissão ao vivo em: www.uff.br/webtv
Pelo Twitter fique ligado nas hashtags #CulturaDigital #Meganao #AI5digital
Se você usa Gmail veja esse arquivo com explicações detalhadas sobre o perigo da Lei Azeredo:https://docs.google.com/a/idec.org.br/document/d/1pEmLTAhFVQ_z7pUt3nV96bMHLKVjieJZQSAwUX0GJtk/edit?hl=pt_BR
Para entender a discussão sobre Marco Civil na Internet: http://culturadigital.br/marcocivil/sobre/
SESSÃO MALDITAS FÁBULAS
Posted on: agosto 23, 2011
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Uma noite em companhia das curupiras, dos lobisomens, vampiros, sácis e da antropofagia zumbi.
Depois que um mangue é contaminado de forma inexplicável, uma comunidade humilde é chacinada por zumbis. Mocinho e mocinha lutam para sobreviver e, como se fosse possível, encontrar uma cura.
Rua Sebastião de Oliveira, 72 (paralela à Nilo Peçanha), Centro – Duque de Caxias
digratis!
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Nove anos… Caraca, 9 anos!! Nove intensos anos de Cinema, amizade, estudos, realizações e criação de caso – é o Mate Com Angu na área, cineclube barulhento da porra.
9 anos, nove luas, nove meses de gravidez, nove buracos no corpo humano, nove dedos do Lula, o eneagrama dos sábios da Pérsia, o Corredor X do Speed Racer, o clássico Plan Nine, do Ed Wood…
A soma dos componentes dos múltiplos de nove, resulta no numero nove. Muita coisa pra dizer e o tempo urge. E quando a gente vê, estamos aqui de novo em noite de festa.
E com felicidade explosiva de estar comemorando o aniversário da melhor forma possível: lançando filmes e fazendo festa. Fazendo música, jogando bola…
E lançando filmes com toque especialíssimos: pratas da cidade, caxienses mundiais, antenados, inquietos e com tesão de primeiro filme na direção. Na direção do infinito.
Um deles, O Vento Forte do Levante, traz ainda por cima a figura inspiradora de Solano Trindade, um cara incrível que sonhou muito e lutou por um país melhor; pôs na poesia a dor e a delícia que ainda não tinha sido dita com o toque talentoso da Poesia viva. E um cara que viveu em Caxias, cidade onde produziu obras primas, onde bebeu cerveja com o povo, onde trouxe vários intelectuais para dar uns bordejos nas quebradas, onde curtiu o carnaval da Cartolinhas, morando na mesma rua que o Seu Hélio Cabral, outro cabra da peste bom de arte e ação.
Enfim, Solano é nós.
Embora, passados mais de 50 anos do poema, ainda tem gente passando fome; o trem hoje é mais limpo, mas ainda se dá chicotada no povo, herança maldita de um tempo que teima em querer não morrer.
Mas há gente que não desiste nunca, pois é feita de matéria solana e deliciosamente brasileira, tateando novos caminhos, na luta diária, mas sem esquecer o poder da festa, da kizomba, do mosh e da Arte.
É isso… 9 anos e o Mate continua cheio de nove horas, todo prosa, assim como a gente escrevia lá atrás: na fé, na humildade, da moral. Cultura para uma melhor digestão.
Afinal, é sempre bom ter os amigos por perto, portanto vida longa aos novos cinemas nascentes e viva a alegria! Partiu comemorar?
Abraços novísticos,
Cineclube Mate Com Angu
o cerol fininho da baixada
——-
Sem fome e famélicos…Quem dera que a nossa fome fosse exterminada do mesmo jeito que exterminamos nosso tédio ocasional com um mate gelado e um angu tenro e terno…
O poeta está vivo e hoje nem estou falando do Cazuza, tou falando de um que está mais pra preto velho, ou preto zuza…ZUZUBEM….
Solano vem solando as calçadas cheias de chafariz(chafarizes? Torto feito nariz de bruxa…Com letras versos um universo de letras e tretas, pois ser poeta em Dallas City é barra ou carga pesada…
Viva a trindade…VIVER…AMAR…SER…
Viva o trindade…ESCREVER…LER…VER…
Sumariamente estamos aqui nessa noite pra falar que sim, a fome tá aí, boladona ainda batendo com os nós dos dedos na nossa porta…E sabemos que no pais do futuro o futuro nem é tão “futurístico”assim, enfim…
Abram as cortinas, soltem o verbo, limpem a retina pois o mate tem o prato cheio de poemas e vale a pena ser, amar e viver..
Retornar ao primeiro momento do encantamento de ver algo belo é como comer um prato de feijão com tudo dentro…
E o trem agora grafitado e ainda atrasado nos traz nos trilhos o brilho de estrofes ritmadas… So-la- no-so-la-no-tchatac-thatac…
Libertariamente e abusadamente tomando a porra da praça de assalto com duas magnun 44 de poemas até a ponta…Tipo Taxi Driver correndo contra a insônia sempre lembrando que com amônia causa insônia!!
Sonoro, cáustico e corrosivo, mas leve, lúdico e fugaz mate com angu mata a fome de geral e nem é 1 real, nem pra vc nem pro garotinho…
E tome poesia e filmes goela abaixo porque pra baixo todo “canto” ajuda!!
[slow]
———-
“Quem diria”
5 horas
Já estou acordado
5 e vinte
Caminhando pela rua
À luz da lua
Os braços cruzados ajudam a suportar o frio
Perdi um trem
Tá com fo-me
Tá com fo-me
“Trem com destino à Central do Brasil. 5 e 44, plataforma B”
Lotado
Lembrei de Solano Trindade
Tá com fo-me
Tá com fo-me
Daqui a pouco estou na Central
“Aê! Me vê um pastel e um caldo”
Quem diria
Que seria
Poesia
O dia a dia
Da periferia
[cacau amaral]
———
E o brilho do sol aumenta o devaneio do ácido estomacal violento…
E o trilho do trem treme com o rugido que sai do esôfago para o vento…
E o sucrilho do boy desce pelo ralo aberto do esgoto do apartamento
E a fome da poesia de Solano segue atravessando aqui por dentro…
[slow]
———
e você tem fome de quê?
tem gente com fome
essa gente é você?
eu sinto fome todo dia
de cor, tempero, rima, flor, doce, ponte,
pedal, pedaleira
de sabor, tênis macio, pele macia,
cama quente, roque pesado.
tem dia que tem fome até de dor.
e caminho entre famintos!
ânsias insaciáveis…
antropófagos de nós mesmos. e de chips
e de sonhos, virtuais…
vejo a fome de hoje
no reflexo de ontem.
na bandeja suja dos que comem
sob nossas cabeças, nos oferecem migalhas.
queremos o pote!
se a arte é o que nos nutre,
a cultura o que nos diversifica.
vamos celebrar nessa mesa posta,
vamos nos saciar. e depois, sentir outras fomes,
que nos farão continuar amassando a massa.
fortalecidos. em nossa busca pelo múltiplo e orgânico.
evoé solano trindade.
.[biapimenta]
Entrevista com Rodrigo Dutra
Posted on: julho 26, 2011
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Rodrigo Dutra é caxiense de militância e coração. Tem 28 anos, é historiador, poeta, documentarista e pai de Sofia. Lança na próxima quarta o filme mais esperado do ano “O Vento Forte do Levante”, sobre o poeta do povo, Solano Trindade. O Lançamento faz parte da Sessão Tem Gente Com Fome – 9 anos de Mate Com Angu. A expectativa do filme é grande. É tanta, que fez o Mate promover sua tradicional sessão mensal no Teatro Raul Cortez. Noite de Gala, que teima em não chegar. Pra suavizar a espera, um papo franco com Rodrigo Dutra.
Mate Com Angu: Qual é a sua relação com a cidade? Quando as contradições dessa cidade fisgaram seu coração?
Rodrigo Dutra: Minha relação com Caxias é de mulher traída… no caso eu sou a mulher…
Por mais que eu critique os (des)governos, não consigo deixar de amar essa cidade. comecei a me rebelar com uns 15 anos, na UEDC, não parei mais.
MCA: O que Duque de Caxias tem de bom?
Rodrigo: São três coisas que me encantam: as pessoas que conheço, os terreiros de macumba – terreiros igual aqui não existe no Brasil – e as cachoeiras.
MCA: E como se deu o encontro com o Solano?
Rodrigo: Foi ridículo… Eu historiador e não o conhecia. Foi o Antônio da Biblioteca que me apresentou e me cativou a fazer um filme sobre o Solano, ele havia visto os filmes da AnguTV! E como tínhamos estudado juntos na FEUDUC, ele me pilhou.
MCA: A relação deste filme com a Academia?
O debate teórico que eu faço é sobre a relação cinema-história. O historiador é treinado a interpretar documentos escritos e a imagem sempre foi um adereço para a maioria deles. Pretendo escrever a história filmicamente coisa que os historiadores poderiam fazer melhor do que qualquer um, pois tecnicamente são treinados para dar sentido ao passado. Cinema e história se confundem pois as duas trabalham com a idéia de TEMPO e a manipulação deste faz a história e o filme.
MCA: Tudo bem que o Antônio botou a pilha. Mas o que em Solano te mobilizou a ponto de fazer tu se dedicar três anos a esta história?
Rodrigo: Sei lá… me apaixonei pelo cara. Ele foi comunista e se vivesse na nossa contemporaneidade seria um artista multimídia. Essa coisa de paixão não se explica muito.
MCA: Mas o que Solano tem de atual? Porque fazer um filme sobre ele?
Rodrigo: Solano é atual por que está sendo redescoberto por uma juventude carente de identidade. Quem são nossos heróis? Duque de Caxias que não é! Solano é atual por que ainda TEM GENTE COM FOME. E o freio de ar todo autoritário ainda cala o trem.
MCA: O que faz de Solano um herói?
Rodrigo: Acho que o Solano é um herói (sem endeusamento e o filme é bem crítico em relação a isso) por que enquanto negro se inseriu na sociedade capitalista sem se curvar, sem se acomodar, sem se deixar cooptar, morreu na miséria mas/contudo/conquanto/porque escolheu a liberdade.
MCA: E nos dias de hoje, há espaço pra novos heróis?
Rodrigo: Na sociedade pós-moderna? não! Absolutamente. Nossa juventude é egoísta demais “é muita estrela pra pouca constelação”.
MCA: Os historiadores tendem a serem pessimistas e céticos…
Rodrigo: Nossa sociedade caminha para o colapso total. Principalmente em relação ao meio ambiente. Daqui a 100 anos não teremos mais agua para beber. Nosso corpo é 70% água e sem ela não teremos humano. E sem humano, sem história, sem documentos, sem arte, sem nada!!!
MCA: Fazer um filme de forma independente é um ato utópico, quase romântico. Por que se meter nessa aventura? Qual é o papel da arte?
Rodrigo: Por acreditar que só se pode combater as ilusões no terrenos das ilusões. Hoje as questões são mais simbólicas que materiais, então o que quero é fazer contra-hegemonia. Já fui um entusiasta da arte engajada, mas hoje acredito que escolas e ideologias atrapalham o processo criativo, a arte deve ser crítica quando há inspiração, não é legal forçar a barra, pois a catarse também cabe a arte! E se cabe.
MCA: E sobre quarta, quais são as expectativas?
Rodrigo: Bicho, vou estrear no cineclube mais famoso do estado do Rio de Janeiro, minha expectativa é bombar e quem sabe arrumar uma namorada. 🙂
MCA: Mate Com Angu, 9 anos…e ai?
E aí que toda essa aventura estética-documental-conceitual iniciou para mim no Mate através da AnguTv! A única coisa que posso dizer é vida longa ao Mate Com Angu para que possamos ver filmes vários e articular a contravenção.
Entrevista com Guilherme Zani
Posted on: julho 25, 2011
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Gulherme Zani tem 27 anos e é um apaixonado. Seja pelas artes, pelo quotidiano ou por sua profissão na construção civil. Cursa arquitetura por que “é uma arte que engloba todas as outras”. Lança seu primeiro curta, “Expera” na Sessão Tem Gente Com Fome – 9 anos de Mate Com Angu. Vai abrir para o esperadíssimo média-matragem “O Vento Forte do Levante”, de Rodrigo Dutra. Filme sobre a vida e obra do poeta, folclorista, pintor, ator, teatrólogo, cineasta e militante, Solano Trindade.
A Sessão Tem Gente com Fome será no Teatro Raul Cortez.
Quarta-feira, dia 27 de julho, às 19hrs.
Cineclube Mate Com Angu: E esse lance de fazer curta-metragem, como surgiu?
Guilherme: Vontade de fazer algo. Eu acho que muitos começaram por ai. Vontade de fazer algo. No cinema, surgiu com o Mate Com Angu. Comecei no audiovisual com a série AnguTV, participei desde o primeiro até o último e daí….deu nisso. Estou acabando este curta já pensando no próximo. E sem dinheiro de ninguém
MCA: O “Expera” é sobre o que?
GUI: O “Expera” fala sobre um quotidiano conturbado e imposto. O filme narra o climax de um de um ser humano saturado, que não aceita mais qualquer tipo de imposição. Seja social, politica ou moral. Ele quer viver de outra maneira. Daí tem a questão do tempo o tempo que passa e não volta, o tempo que persegue, que enlouquece, que nos contraria…
É baseado num personagem de Bertold Brecht, o Senhor Keuner, Filósofo e conhecedor de muitas questões.
MCA: Mas me explica mió, porque diacho fazer um curta? Essa aventura foda, mas sem sentido prático algum…
GUI: Então…acho que é uma aventura super válida. Eu fiquei 2 anos fazendo este filme, pesquisando e tentando ao máximo expurgar uma série de aflições que me perseguiam antes do filme. Acho que o resultado final foi excelente. Além do mais pra mim, foi super fácil. Tenho uma ideia, tenho uma câmera, tenho um ilha de edição e muitos amigos
MCA: Vamos falar desse modelo de produção. E como foi produzido? Quem compôs o mutirão pra tirar “Expera” do papel?
GUI: É o modelo guerrilha assalto. E observo que entra uma outra palavra nisso aí: Tempo. Guerrilha, assalto, tempo! O tempo é essencial, a luta contra ele. Todos os amigos agora trabalham, estudam, namoram, e fazem suas coisas que não são poucas. Daí a necessidade de desenrolar o tempinho de um aqui, de um ali e ir montando. O “Expera” é a cara disso. Rodrigo Dutra e eu fotografamos, Marcio Bertoni esta editando comigo, Pablo Pablo fez os Créditos, o Tubarão atuou, a Dani Francisco preparou o elenco, o Igor Barradas emprestou seu mac para a finalização. O Henrique finalizou o som, a Tanimar e a Dani Francisco fizeram still, o Amenduim fez o boom….e assim sai do forno digital um novo curta.
MCA: E pra quarta agora. Dia de Estreia Mundial. Qual é a expectativa?
GUI: Muita, é a apresentação deste trabalho que demorou 2 anos e saiu com 9 minutos.
MCA: 9 minutos, 9 anos.
GUI: hum….legal hem. Esse filme é bruxaria desde o início…hehehe.
MCA: cinema é bruxaria?
GUI: Sim, sim. Muitas vezes é bruxaria, quantos cortes no “Expera” estão enfeitiçados? Nunca se sabe!!
MCA: O Cineclube Mate Com Angu, fazendo nove anos – fale um pouco sobre isso.
GUI: Maravilhoso…A guerrilha está ativa e mais viva do que nunca! Muitos anos e filmes virão!
FICHA TÉCNICA – EXPERA
Direção – Guilherme Zani / Em cena – Tubarão / Preparação de elenco – Dani Francisco / Edição – Guilherme Zani, Márcio Bertoni / Fotografia – Guilherme Zani, Rodrigo Dutra, Márcio Bertoni / Som direto – Marcelo Amenduim / Finalização de Som – Henrique Brandão / Still – Tanimar Silva, Dani Francisco / Produção – Terreiro de Idéias, Angutv / Finalização – Márcio Bertoni.
TRAILER “EXPERA” de Guilherme Zani
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Vinheta da sessão Tem Gente com Fome e mais um texto pra inspirar!
e você tem fome de que?
tem gente com fome
essa gente é você?
eu sinto fome todo dia
de cor, tempero, rima, flor, doce, ponte,
pedal, pedaleira
de sabor, tênis macio, pele macia,
cama quente, roque pesado.
tem dia que tem fome até de dor.
e caminho entre famintos!
ânsias insaciáveis…
antropófagos de nós mesmos. e de chips
e de sonhos, virtuais…
vejo a fome de hoje
no reflexo de ontem.
na bandeja suja dos que comem
sob nossas cabeças, nos oferecem migalhas.
queremos o pote!
se a arte é o que nos nutre,
a cultura o que nos diversifica.
vamos celebrar nessa mesa posta,
vamos nos saciar. e depois, sentir outras fomes,
que nos farão continuar amassando a massa.
fortalecidos. em nossa busca pelo múltiplo e orgânico.
evoé solano trindade.
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Na esteira da expectativa da exibição de especial de nove anos do cineclube Mate Com Angu muita gente, sobretudo uma galera mais nova, expressou curiosidade sobre o nome da sessão se chamar TEM GENTE COM FOME. Ainda bem que existe a Internet hoje e é possível com relativa facilidade fazer as conexões. Apesar disso, vale deixar claro que o nome se refere a um dos poemas mais conhecidos do poeta Solano Trindade, personagem do filme O Vento Forte do Levante, de Rodrigo Dutra, que será um dos lançamentos da noite do dia 27/07/11.
Aqui vai um conjunto de referências e links pra ajudar a capturar a força que o nome, a poesia e a figura representam para o espírito do Mate. Geral lá, hein? 🙂
Poema na íntegra:
Tem gente com fome
Trem sujo da Leopoldina
correndo correndo
pra dizer
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome
Piiiii
estação de Caxias
de novo a dizer
de novo a correr
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome
Vigário Geral
Lucas
Cordovil
Brás de Pina
Penha Circular
Estação da Penha
Olaria
Ramos
Bom Sucesso
Carlos Chagas
Triagem, Mauá
trem sujo da Leopoldina
correndo correndo
parece dizer
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome
Tantas caras tristes
querendo chegar
em algum destino
em algum lugar
Trem sujo da Leopoldina
correndo correndo
parece dizer
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome
Só nas estações
quando vai parando
lentamente começa a dizer
se tem gente com fome
dá de comer
se tem gente com fome
dá de comer
se tem gente com fome
dá de comer
Mas o freio do ar
todo autoritário
manda o trem calar
Psiuuuuuuuuuu
Poema musicado pela sensacional Secos e Molhados: http://lurdinha.org/site/Secos-e-Molhados_Tem_gente_com_fome.mp3
Ensaio A Antropofagia do Vento Forte do Levante, por Rodrigo Dutra: http://lurdinha.org/site/?p=123
Vídeos bons de referência:
yeah.
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FICHA TÉCNICA
Direção, edição e pesquisa: Rodrigo Dutra
Cinegrafismo: Guilherme Zani, Márcio Bertoni, Pablo Pablo
Produção: Rodrigo Dutra, Antonio Carlos, AnguTV!
Trilha original: Michael Sexauer
Música Tema: Luciana Savina
Voz Over: Godot Quincas
Intervenção poética: Zinho Trindade
Ator: Amenduim Duim
Co-Produção: CRPH-BF, Nibrach, Biblioteca Comunitária Solano Trindade
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Retire da sua emoção qualquer espírito de contemporaneidade, assombrem seus medos e agucem seus desejos. Tudo retorna.
Sinta, não espere.
Expurgue o ócio para algum lugar bem vazio onde o tempo retroage em células. Observe o óbvio sem fugir, ainda há tempo.
Tempo sem espera, sem lições ou juízos alheios.
Direção – Guilherme Zani
Estrelando – Tubarão
ESTRÉIA – 27 DE JULHO
SESSÃO MATE COM ANGU NO TEATRO RAUL CORTEZ

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Sweet Karolynne, de Ana Bárbara Ramos
Documentário | 2009 | digital | 15 min | Paraiba
Com: Edmundo, Jarbas, Karolynne, Nice
Nem Elvis, nem Jarbas morreram. É tudo uma grande invenção.
Experimental | 2006 | digital | Duque de Caxias
Com: Igor Barradas, Bia Pimenta e Sabrina Bitencourt.
Um filme sobre Amor, poesia e amizade.
O Tronco, do Coletivo
Produção: W/SET.
Experimental | 2002 | Super-8 | 4min | Rio de Janeiro
Ensaio sobre a ancestral necessidade de liberdade da espécie que filma. Curta baseado no Poema de Manoel Filho.
Duas fatias de bife que despertam e acabam por se apaixonar e dançar, até seus respectivos e infelizes finais.
Ficção | 2007 | Digital | 23 min | São Paulo
Com: Larissa Salgado, Victor Hugo Carrizo, Paulo Tiefenthaler
Roadmovie. Um casal em crise parte do litoral para o interior de São Paulo, num Chevette, para salvar ou perder de vez sua relação. Aos poucos, se entregam a um estranho jogo sexual.
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Nesse momento histórico cidadãos de vários países do Médio Oriente e do Norte da África vão às ruas pra derrubar ditadores sanguinários e corruptos, buscando liberdade fora das amarras dos fundamentalismos islâmico e norteamericano.
E estudantes protestam na Espanha, colocando em xeque o modelo de representação política tocado por partidos políticos arcaicos e/ou corruptos, levando sua rebeldia pra mexer com os corações e mentes do mundo todo. E por aí vai, mundo literalmente bombando…
E no Brasil? Qual a notícia que aparece no seu jornal? O que anda rolando?
É nesse diapasão que o cineclube Mate Com Angu apresenta filmes do invisível, do que não é visto, do cotidiano e suas utopias efêmeras. Ah, se não tivesse uma câmera ligada registrando o caminho, as peças de um quebra-cabeças que não imaginamos o tamanho… É no dia a dia, no casual, que testamos nossas convicções, seja no passeio com as crianças pela vizinhança, seja na decisão de enfrentar uma multinacional jagunça que cismou com seu pedaço de terra. É no exercício diário que mora a força – não temos tempo de temer a morte.
É tempo de palavras que talvez estejam um pouco empoeiradas, dessas palavras de estômago: postura, convicção, firmeza. A cada dia que passa a chapa esquenta, o debate se polariza e a possibilidade de perdermos conquistas importantes bate à porta. Uma onda conservadora promete vir com tudo. Afinal, você acredita em quê? Acredita mermo? O mundo está pronto pra ser algo que ele nunca foi antes em nossa história ocidental. Tá preparado? A possibilidade histórica de fazer revolução taí: união homo afetiva; código florestal; direitos autorais; fome; legalização das drogas, do aborto; saneamento básico; marco civil da internet… Luta é o que não falta. “O tempo passa, o tempo voa e a poupança do bamerindos continua numa boa”… Aliás, pra banqueiro o negócio tá é bom como sempre, né?
É preciso estar atento e forte!

PROGRAMA
Videocabines São Caixas Pretas, de Sandra Kogut
10′, cor, experimental, vídeo, 1990 – RJ
uma coleção de depoimentos, mensagens ou performances de pessoas comuns, tomados de cabines fechadas, individuais, instaladas em locais públicos do Rio de Janeiro, onde as pessoas tinham liberdade de jogar com sua própria imagem.
Entrevãos, de Luisa Caetano
20′, cor, Doc, HD CAM, 2010 – DF
Localizada nas proximidades de Cavalcante (GO), Vão das Almas é uma comunidade remanescente quilombola Kalunga – palavra que, em banto, quer dizer lugar sagrado, de proteção. Guiados pela menina Lizeni, de 10 anos, tenta-se descobrir esse lugar, que lida com dificuldades materiais, ao mesmo tempo que preserva partes de um modo de vida ancestral. Olhando para uma história baseada na tradição oral, ao mesmo tempo, elaboram-se estratégias para a mudança e a realização de sonhos e projetos para o futuro.
[email protected]
Bicho Lamparão (novo corte), de Rodrigo Folhes e Rafael Mazza
15′, cor, Doc, Mini-DV, Shutter 8, 2011 – RJ
A filosofia metafísica do Bicho Lamparão e seu “belo discernimento” numa performatização transcendente em que enaltece a natureza e os limites do conhecimento.
[email protected] / [email protected]
Perto de Casa, de Sérgio Borges
10′, cor, Doc, Mini-DV, 2009 – MG
Um passeio perto de casa entre irmãos e pai é a porta para um mundo repleto de sensibilidade e significados.
[email protected]
ACERCADACANA, de Felipe Peres Calheiros
20′, cor, Doc, 35mm, 2010 – PE
Os anos 90, com a valorização do etanol e a expansão do latifúndio canavieiro, 15 mil famílias foram expulsas dos seus sítios na zona da mata de Pernambuco. Maria Francisca decidiu resistir. [email protected]
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Que beleza… Mais uma noite de celebração da arte do encontro tendo de novo o Cinema e a Música como generosos anfitrões. É bom demais.
Como um baile da pesada do Big Boy a gente vai porrando as dificuldades, com a potência da Maldita e a tiração de onda de um passeio louco de cadilac por aí. Com bom senso. No amor e na malandragem.
E a vida segue fluindo como uma melodia andando numa relax, numa tranqüila, dentro de uma harmonia ordenada e desordeira. Organizando pra desorganizar – Não ao Maestro! 🙂
A música é a liga que falta pra uma real possibilidade de convivência entre os seres desse planeta, antídoto pra deter a máquina de se-matar que roda software proprietário pelos vários cantos desse mundão.
A música é a religião universal. Os festivais, os bailes, os shows, as rodas de violão, as rodas de danças sagradas, a capoeira, os batuques em geral… É cantando, tocando e dançando junto que a energia vai costurando algo diferente do que o auto-aniquilamento delineado pelo egoísmo e o consumismo vazio.
Como você sai levinho de uma boa roda de pogo, como a paz pode ser algo tão simples, vinda do encontro, da respiração, da partilha dos momentos em que a música é o centro; mexendo com as auras, com os quadris, com o tesão…
Que beleza é sentir a natureza. E a Música é a verdadeira imunização racional.
Abraços tim-máiacos,
Cineclube Mate Com Angu
cultura para uma melhor digestão







