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        <title><![CDATA[Stories by Allex Moon on Medium]]></title>
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            <title>Stories by Allex Moon on Medium</title>
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            <title><![CDATA[Poeira estelar]]></title>
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            <category><![CDATA[literature]]></category>
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            <dc:creator><![CDATA[Allex Moon]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 25 Jan 2026 23:19:31 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-01-25T23:52:03.318Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>A escuridão me abraça todas as noites</p><p>e em seus braços eu me reconforto</p><p>A solidão me permeia e preenche meu âmago</p><p>mesmo rodeado de muitos<br>As vezes eu choro, mas na maior parte do tempo,<br>apenas sofro e fujo de tudo e todos</p><p>Sumo<br>Desapareço<br>Entro tão dentro de mim mesmo<br>que nem eu consigo me achar</p><p>Mas será que me achar, eu quero?<br>Ou só quero me afundar<br>Me eternizar, evaporar<br>Ser pó<br>E como pó<br>Me cheirar,<br>espalhar<br>Ir para as estrelas <br>E ser poeira estelar</p><p>Não sei se tudo isso que sinto é real<br>Ou apenas uma fantasia depressiva<br>Mas só sei que sou um animal<br>Que luta todos os dias com sua raiva</p><p>Queria estar nos braços de um homem neste momento<br>Mas o momento não quer isso agora<br>Então me deito<br>Com a solidão <br>Escuridão <br>E com elas eu durmo o melhor do meu sono</p><p>Um sono que às vezes<br>Nem mesmo me permite <br>Que nos domínios de Oneiros eu adentre</p><p>E eu só durmo<br>E esse dormir é como uma pequena morte<br>Que eu tenho todos os dias<br>Que eu quero ter todos os dias<br>Para não ser<br>Para esquecer</p><p><a href="https://medium.com/u/7768e765e97c">Allex Moon</a></p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/783/1*Z1zU-iiRfowI5McXXikdjA.jpeg" /></figure><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=69941353b604" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[O ser e a ilusão do ser]]></title>
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            <category><![CDATA[literature]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Allex Moon]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 17 Oct 2025 11:39:45 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2025-10-21T10:18:30.158Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h4>O SER E A ILUSÃO DO SER</h4><h4>E tudo o que imaginamos poder não ser, mas somos</h4><blockquote>“Viado tem é arte, viu”</blockquote><p>Venho refletindo e refletindo e assim percebi o quanto a arte sempre foi um escape para os horrores da minha vida. Pode ter sido literatura, cinema, vídeo games, música, ou teatro, que só fui conhecer já adulto. Mesmo estando rodeado do fazer artístico eu nunca, em nenhum momento se quer, cogitei ser arte, todavia ela sempre esteve lá. Isto era claro quando eu não fazia aula de educação física para poder ler ou quando em um trabalho interdisciplinar eu sugeri ao meu grupo fazermos origami. Coisas simples, mas que já mostravam o meu pequeno gosto com as coisas singelas da arte.</p><p>Houve um dia durante uma atividade de artes em que eu ouvi de um hétero: “viado tem é arte, viu”! Isso porque eu fiz um desenho abstrato usando várias linhas curvilíneas que se encontravam e desencontravam. Cheia de cores, muitas cores, todas as cores que existiam em mim e que na época, às vezes, eu deixava escapar um pouco até que um dia que elas vieram a transbordar com a força de um dilúvio que não duraria apenas quarenta dias, mas dura até hoje e vai durar até depois que deixe este plano e me una a divindade que sou e que demorei de perceber ser por sonhar ser apenas um erro imperfeito.</p><p>Naquele meu passado, não percebia que o que sonhava em ser não era o que de fato eu viria a ser!</p><p>Sempre quis ser biólogo, estudar animais, e bem cedo eu descobri que o que eu quero se torna real, só precisando ter consciência do desejo. E assim foi feito, biólogo me tornei, biólogo sou, mas só quase no fim deste processo, me percebi outra coisa.</p><p>Das ciências naturais fui para as humanidades, para as letras, as literaturas e um amigo meu um dia me disse:</p><blockquote>“Tudo o que é mitologia é você”.</blockquote><p>E ele nunca esteve mais certo sobre mim, pois sempre estive imbuido nos mitos, nos deuses, no universo, acho que desde que li: O livro de ouro da Mitologia de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Thomas_Bulfinch">Thomas Bulfinch</a>, mas acho que o que me fisgou academicamente para esse tema foi ler: O Universo, os Deuses, os Homens, do grandioso e uma valiosa referência para mim e todos greco-classicistas, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Jean-Pierre_Vernant">Jean Pierre Vernant</a>.</p><p>E nas letras eu fui entrando, cada vez mais fundo neste universo, se expandindo infinitamente como o próprio e aí então fui me percebendo ser o que eu realmente sou: Artista e vou a cada momento percebendo que aquilo que sonhava ser era apenas um passatempo, que serviu para o meu amadurecer, a minha APOTEOSE!</p><p>Hoje estou aqui, um jovem deus que cria e recria mitos, que tem o poder de tornar acessível línguas para aqueles que não as entendem e agora mais um antigo sonho vem despertando. Me lembro de quando era jovem, sempre gostei de “brincar” de atuar. Uma vez quase encenei o enterro da cachorra do Auto da Compadecida de Suassuna e também sempre dizia para mim mesmo que eu sempre atuei bem em ser hétero mesmo sabendo não ser isso, até que eu cansei dessa atuação e resolvi atuar a minha vida real, sem disfarces, mas agora eu volto a querer me disfarçar, mas não para deixar de ser quem sou e sim para mostrar o quão multifacetado eu posso ser, para poder contar as pessoas sobre histórias que elas nunca ouviram, ou se ouviram, que ouçam agora com uma pequena parte minha nela entrelaçada!</p><p>E assim, um menino que sonhava em ser biólogo, biólogo se tornou apenas para se perceber como aquilo que não era, assim como Brahman iludido por Maya, mas que um dia alcança o <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Satcitananda">Sat-chit-ānanda</a> e vê quem realmente é.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/804/1*-I6llnIgD8cLyYyARugSNQ.jpeg" /></figure><p>E pra mim, o meu ser real além de uma divindade é o viver a literatura, o teatro, as artes e o que quer mais possa vir por ai, eu só sei que não volto mais atrás na ilusão, a partir de hoje, que foi desde sempre, eu sou escritor, tradutor, mitólogo, mitógrafo, ator, sonhador e artista!</p><p>Pois o meu eu artista nunca me deixou, mas a gente tem idas e voltas, perdições e encontros que fazem de nossos caminhos um labirinto tão intrincado e enigmático como o de Dédalos. E basta um singelo fio como o de Ariadne para que nos encontremos e achemos a saída que é na verdade: Começo!</p><p><a href="https://medium.com/u/7768e765e97c">Allex Moon</a></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=fea46f30125e" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Temporal]]></title>
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            <category><![CDATA[anxiety]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Allex Moon]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 24 Dec 2024 20:02:41 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2025-10-17T14:25:22.742Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h4>Ou sobre os tempos que cabem nos meus eus.</h4><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*xxQw5SaXurc1xY7DJxNVww.png" /><figcaption>Arte por <a href="https://medium.com/u/1c2e11f49f6f">Cicero Proença</a></figcaption></figure><p>Em algum momento esse ano eu decidi que iria começar a escrever meus pensamentos, minhas artes e naquela que foi a primeira, em algum lugar, digo que em breve voltaria com mais divagações, mas o em breve seria breve mesmo?</p><p>Tal pergunta eu faço e refaço mais vezes do que gostaria. Será que seis meses é demasiado tempo e que eu já deveria ter escrito algo, pois tempo demais já se passou?</p><p>É nessa dúvida inconstante, angustiante que eu vou me deixando levar no tempo. Sem nem perceber que por mim ele está passeando e quando me dou conta mais perguntas me faço e me aperçebo que o tempo não nos cerca de forma linear. O meu tempo, por mais próximo que seja do seu , será sempre único. Pois somente eu sei ser eu. E é este eu que percebe o tempo, que o traduz e o interpreta. Portanto o tempo de um não é capaz, nunca, de ser o tempo do outro.</p><p>E nesse vai e vem do tempo, eu vou me mutando, mudando, e sendo cada dia mais o eu que sei, o que sou e o que gostaria que fosse. Vou sendo mais e mais esse eu-tempo, que sou eu mais os meus momentos.</p><p>Nesse meio tempo eu sorri, gritei, amei, chorei, briguei, sumi, me iludi, transei, dei, chupei, comi, e de novo transei, até mesmo reatei um relacionamento que verdadeiramente nem havia acabado, mas acabou por ser renovado, recriando os laços com essa pessoa que apesar da distância física, está presente de maneiras mais significativas que apenas a materialidade manifestada.</p><p>Foi em algum momento desse turbilhão que vivi, não vi, nem percebi, que a ansiedade se apoderou de mim. Era sufocante, me paralisava e me fazia querer gritar e tudo apenas por estar me aproximando de mais um aniversário, que depois de alguns anos nos faz questionar o que estamos fazendo com o nosso tempo. Mas será que isso é realmente importante?</p><p>Fiz 30 anos. Em uma comemoração que eu nem queria, metade do tempo eu só pensava em como seria bom não ter existido e na outra metade estava feliz por saber que sempre vão existir pessoas que te amam e se importam contigo anos após anos. No fim? Tudo deu certo, no geral sempre dá, ao menos pra mim, mas enquanto estamos ali naquele furacão de emoções não conseguimos pensar com clareza e isso nos dá medo.</p><p>Se desesperar pela aproximação de mais um aniversário, que é nada mais do que a volta completa que o nosso planeta faz em torno de nossa estrela mais brilhante, parece uma imensa bobagem, mas é muito mais do que real, existe não só nos nossos pensamentos como nos domina por completo e quando menos esperamos deixamos passar coisas únicas na nossa vida. E seguindo este caminho cósmico, vamos lembrar que a percepção de tempo que temos, tem a ver com o fato de estarmos na terra. Viver e observar o tempo em outros astros sem nem pensar na terra, nos traria uma percepção totalmente diferente, agora imagina a possibilidade da existência de mais universos com tempos e eus vivendo totalmente alheios deste meu eu-tempo?</p><p>Não que a comemoração de mais um ano de vida possa ser simplesmente resumida em uma explicação física. Ela é muito mais sentida na psique e em todos os significados que nossa mente pode dar para nossa alma, e a nossa alma pode ser infinitamente criativa, sempre tentando resolver o impossível que as vezes é possivel, quando não se está só.</p><p>Levo tempo devaneando, mais do que gostaria e vou registrando tais percepções no meu ritmo, o qual é mais lento do que almejo. Porém de tempo em tempo, algo surge e brota, algo que foi cultivado, muitas vezes sem intenção alguma, e mantido guardado, no escuro, esperando seu momento, seu tempo, de poder aparecer e brilhar em alguns milésimos de segundos, mas brilhar, sendo especial e singular mesmo que apenas para mim.</p><p>E nisso eu só posso imaginar, que eu, você e cada pessoa nestes universos somos únicos por sermos eus-tempos, e vivermos cada um da nossa maneira, ligeira em ser só nossa. E entre a sensação corrente das urgências, metas, prazos, cobranças e tudo o mais que minha mente ansiosa e deslocada me trás e o torpor em que ela me faz ficar, em um conforto desconfortável e uma fuga incessante sem nem mesmo sair da cama, vou tentando passear entres esses dois extremos sem me perder no caminho e nem em mim, para que eu possa de fato poder dizer para mim e apenas para mim que eu consegui.</p><p><a href="https://medium.com/u/7768e765e97c">Allex Moon</a></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=a749d67d2fc6" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Novos caminhos a serem trilhados]]></title>
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            <category><![CDATA[pensamentos-aleatorios]]></category>
            <category><![CDATA[literatura]]></category>
            <category><![CDATA[novos-talentos]]></category>
            <category><![CDATA[escrita]]></category>
            <category><![CDATA[pensamentos-poéticos]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Allex Moon]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 01 Jul 2024 01:40:50 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2025-10-17T14:24:45.373Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Tem um tempinho que venho pensado em começar a escrever meus pensamentos, que são muitos, pois se tem algo que faço é pensar. Eu penso tanto que isso faz de mim uma pessoa ansiosa, mas esse texto não é sobre nenhum diagnóstico de saúde meu.</p><p>Esse texto é para dizer que aqui vai ter alguns pensamentos meus, ensaios, discussões sobre tradução, textos sobre literatura, principalmente literatura clássica latina, devaneios e curiosidades sobre línguas, as várias que estudo: Inglês, Latim, Francês e Alemão, apesar de só ter um domínio considerável mesmo no Inglês que é o que estudo de fato.</p><p>Latim eu venho aprendendo e esse eu garanto que em breve ou não tão breve também dominarei ele. As outras ficam como línguas que quero aprender mas sem nenhum compromisso real, além do puro prazer, por enquanto!</p><blockquote><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/E_pluribus_unum"><strong>“E Pluribus Unum”</strong></a></blockquote><p><strong>“Dentre muitos, o único”</strong></p><p>Frase criada por Pierre Eugene du Simitiere, pra ser o lema dos Estados Unidos da América, que gosto muito. Não por ser um seguidor da “grande e incrível” cultura norte americana, mas porque acredito que essa frase me define, talvez com uma leve inclinação narcisista, mas realmente me sinto único as vezes, não por ser a pessoa mais incrível ou melhor do mundo, mas que do meu jeitinho eu consigo me destacar nem que seja um pouco naquilo pelo que sou apaixonado.</p><p>E eu já estou falando de mais coisas do que eu pretendia, esse é o caos da minha cabeça que vocês irão ter o prazer ou desprazer de conhecer em breve, lendo sobre tudo aquilo que citei ali em cima, não exatamente naquela ordem, porque diferente do universo que surgiu do “<a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Chaos_(cosmogony)"><em>Kháos</em></a><em>”, </em>minha mente e meu ser ainda permanece deitado esplendidamente nele!</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*rZFZvhymhzNyJb1INQZsAg.jpeg" /></figure><p>Que eu possa não apenas seguir esse caminho pavimentado que corta o mar, pois isso seria pouco para tudo o que eu sou, eu irei além. Me jogarei da borda e desbravarei os mares, seja andando por cima das águas pelos lugares conhecidos, seja mergulhando na sua imensidão azul desconhecida e misteriosa.</p><p><a href="https://medium.com/u/7768e765e97c">Allex Moon</a></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=3791615eb537" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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