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        <title><![CDATA[Stories by Luanda Rosa Ribeiro on Medium]]></title>
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            <title>Stories by Luanda Rosa Ribeiro on Medium</title>
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            <title><![CDATA[Colecionador]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Luanda Rosa Ribeiro]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 17 Dec 2025 18:39:33 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2025-12-17T19:17:54.625Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h4><em>Crônica. Desconforto. Horror. Cerrado.</em></h4><p>Possível gatilho.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/736/0*08Ft0ksl5Y4v45u9.jpg" /></figure><blockquote>(…) porque a alma é bela, porque não concebeis que esse ideal posse tornar-se em loco e podridão, como as faces belas da virgem morta, não podeis crer que ele morra? — Noite na Taverna, Álvares de Azevedo</blockquote><p>Se tem algo que eu gosto são borboletas.</p><p>E se tem algo que eu odeio, é ver o tempo corroendo-as, subordinando as menores das formigas a reduzir todos os seus pedacinhos, em milésimos da magnitude das cores, de nutrientes trabalhados e adquiridos com a sua luta árdua, contra predadores e crianças malvadas — pois você sabe, existem pestes. Tenho o hábito de sair para caminhar à noite, não é algo muito comum, mas, satisfaz os meus desejos. Gostos do brilhos circulares da lua cheia e seu filtro reluzinho na seda das asas. Puro e angelical. Sempre penso na vida, nas estrelas e sua magnitude em como são lindas, triunfantes e suntuosas, contudo, não aparecem durante o dia e nós, os únicos que as observam, além de ter um pequeno tempo útil para apreciar sua beleza, não vão ter consciência de sua partida — já que elas estarão reluzindo até o nosso fim, que é o nosso sempre. Os pequenos pedaços do brilho do que já está morto no chão, também são a minha motivação. Vejo borboletas e as levo para mim, guardo-as conservando com alguns produtos químicos e se estiverem com as pequenas aproveitadoras corrosivas, pego o que restou e esmago as formigas. Quando essas, ainda não abandonaram o seu crime. Hoje, estou aqui a vagar no meio das relvas, a fim de encontrar mais uma beldade para a minha coleção. A pureza é o que importa. No fim, sou um homem simples que gosta de taxidermia. Gosto de observar, flanar e guardar recordações. Não gosto que me observem.</p><p>Ao encontrá-las, aprecio sua magnitude. Deslizo meus dedos sobre a fragilidade sedosa que compõem seus membros, já desfalecidos e agora, agraciados com a vazão da vida expressa no tom frio, que reside sob a sua superfície. Não gosto de borboletas pretas, vejo-as aos montes. Nunca estão inteiras, sempre estão despedaçadas, cortadas, rasgadas e maltratadas. Nada que existe aos montes é valioso demais… não concorda comigo? Quando as encontro, termino o serviço. Adentrando mais a fundo, encontro no meio da mata — deste parque ao fim do mundo — um mar de luz, vivacidade e alto contraste. Natureza úmida e mórbida de dezembro, reflete do solo os pequenos resquícios do imenso clarão da lua. No solo coberto pelas pétalas de Ipê Branco, encontro a minha aquisição da noite: o meu amor anil. Seus pedaços estavam inteiros e numa pequena autópsia parecia uma morte recente, o que era bom, mesmo que parte da asa estivesse deslocada. Inteira. Bela e usual, não precisaria construir ou simplesmente descartar — recompor é uma tarefa horrível. Sua cor era fria, viva, um azul inebriante que poderia muito mais explicar sua partida do que toda a sua vida. Ao tocar, sentia seu frio. “Deve ter morrido por água”, foi o que pensei. Morte por asfixia é a pior das formas de ir. Uma batalha intensa contra algo, seja por fenômeno humano ou natural, você não vai vencer…é cruel. É como desejar algo que você nunca vai conseguir. Tirei-a de seu descanso. Seu repouso agora seria ao meu lado. Não precisaria mais passar sozinha. Me apossei de seu corpo e voltei a andar. Gosto das borboletas azuis de Vinícius de Moraes. Não gosto de coisas espaços pequenos.</p><p>Continuo andando e encontro outras, mas, já estando em posse de uma, não poderia mais ter nenhuma — pelo menos naquele momento. O sol ameaça raiar, porém ainda é noite. Aperto o meu passo. Sou um homem invadindo um parque na madrugada. Não que nunca tenham me visto ou que já tenha acontecido algum problema comigo. É sempre bom prevenir do que remediar. Escuto passos. Gosto de sacos pretos, tapetes e cordas. Não gosto de pessoas enxeridas. Chego em casa, acho que agora já são quatro horas. Tiro ela do porta-malas e levo para a fossa seca que se encontra no meu lote. Seu peso, está começando a inchar. Corro, para que ninguém veja. Não gosto de pessoas enxeridas. Jogo a sob a mesa, retiro as facas. Escuto batidas no meu portão. Não gosto de pessoas inconvenientes. Seria muito mais fácil se eu tivesse um tanque. As batidas persistem. Não gosto de pessoas insistentes. Beijo os seus lábios, me lavo e decido ir até o portão. Era pra entregar folheto. Não dirijo uma palavra, apenas pego e bato o portão. Volto para a fossa. Tiro seu azul. Limpo-a por dentro. Não gosto de invadi-las. Sinto raiva, nada está bom suficiente. Eu sou péssimo. Não gosto de pessoas incompetentes.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=b220f23e8e38" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Papoulas]]></title>
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            <category><![CDATA[crônicas]]></category>
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            <category><![CDATA[mistério]]></category>
            <category><![CDATA[terror]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Luanda Rosa Ribeiro]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 01 Sep 2025 13:12:38 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2025-09-01T13:12:38.478Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*JjAZgvuR5YYAge57M92Cpg.jpeg" /></figure><p>Hoje acordei às seis horas como de costume, revisei tudo aquilo que estava pendente, refiz algumas coisas e pensei em todos os momentos em que uma borracha ajudaria para com as minhas atitudes, que ao longo do texto, percebi que eram erros. A vida é uma tinta borrada.<br>Às oito vi uma mensagem do meu filho, estava morando em São Paulo. Coisas da juventude. Me perguntou como estavam “as coisas” além de avisar que chegaria hoje, ainda a noite, em Confins, para passar as férias da faculdade aqui e traria sua nova namorada para que eu a conhecesse. Me assustei, até por que a última sumiu sem que lhe desse notícia, desde então, não havia arranjado ninguém. Disse que estava tudo indo muito bem e que ele poderia chegar a hora que quiser. Acho perigoso jovens como ele se envolverem nestas circunstâncias, namorar e morar sozinho, mas não o critico, vivi bem intensamente os anos 70. Eu sabia que ele estava usando opióides para o recreativo mas, é difícil acompanhar coisas do seu segundo casamento. Corretivo também borra.</p><p>Fui em direção à sacada, conseguia ter uma grande visão de Belo Horizonte, coisa que só as ladeiras da capital proporcionam. O que mais me incomodava era o jardim no andar de baixo. O jardim que aquele menino não me deixava tacar fogo. O jardim que ele insistia que eu devia manter. Meus mais velhos diziam que eu cedia muito quando se tratava do meu caçula. Mas eu sei o quanto ele sofreu. A falta da mãe, a falta de amor dos outros, pela diferença de idade e pelo novo casamento. Tudo que ele necessitava era de atenção e encontrou justamente naquele maldito jardim. Uma vez, durante esta estadia dele em outro estado, tentei arrancar aquele matagal, mas no mesmo dia, ele apareceu em casa, como um demônio cobrando um pacto antigo, dizendo que veio para fazer esta surpresa. Ao me ver segurando a primeira flor, começou a berrar dizendo que era a única memória da mãe e que era a sua força. Só quem tem um mais novo sabe que, quando se é tem mais filhos na velhice, não se presa mais a educação da prole e sim a paz terrível de um cumulativo de saúde mental desgastada. Apenas aceitei a minha derrota e segui.</p><p>Ele chegou às dezenove horas. A moça era bonita e lembrava muito a sua mãe, assim como a outra, asiática, baixa. Todas são muito iguais, porém ao mesmo tempo. Muito diferentes. Poderia dizer até que ela lembrava perfeitamente aquele jardim de papoulas. Conversei com ela, percebi que vinha de uma boa família, tinha bons indicativos. Nada relacionado ao uso destas substâncias jovens. Afinal, meu filho estava feliz, acreditei, por um momento, que o perigo não era eminente. Fiz uma ótima sopa. Comemos e dormimos.</p><p>Às vinte e três horas, quando todos estavam apagados, surgiu a criatura. Ele insistia na ideia da melancolia e da solidão, apenas para esconder que era ninado no berço da maldade. A semelhança era gritante, aquilo nunca poderia passar batido. Não para aquele ser que habitava em seu corpo mas, sim, aquele ser que necessitava de sangue para sobreviver. Ele se anestesiava com cada gota de sangue que pingava das partes cortadas. Havia arrastado o corpo do segundo andar até o porão, nunca seria notado. Afinal, eram as papoulas.</p><p>Infelizmente, para o azar, o filho saiu do transe do ópio, acordou de súbito. Não viu a namorada ao lado e procurou por todo o quarto. Apenas achou uma mensagem, dizendo que não era para procurá-lo mais. Suou frio e não quis lembrar, mas inevitavelmente lembrou da infância. Passou à noite em claro, decidido a não voltar mais naquele lugar. O outro, no entanto, ao terminar a sua carnificina triturando toda a pele e carne em um liquido consistente, regou com esmo cuidado as papoulas.</p><p>No dia seguinte, às cinco horas, quando o sol já estava raiando, debrucei sobre a janela para me acalmar, mas a minha respiração ofegava, só de olhar e ver as papoulas.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=2bd7309dea79" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[“ Male Gaze: o desespero para atenção do feminino”]]></title>
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            <category><![CDATA[crônicas]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Luanda Rosa Ribeiro]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 24 Aug 2025 13:16:17 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2025-08-25T00:51:23.477Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/608/1*sF8SdleHwF6Fgn5GQIqXwQ.jpeg" /><figcaption>Disturbing the Male Gaze, Corey Brickley, 2015.</figcaption></figure><p>Duas crônicas que abordam a visão masculinas (male gaze) empregada à mulher na sociedade, com base em perguntas feitas na plataforma Reddit.</p><p>escrito por: <a href="https://medium.com/u/99e1e3825392">Luanda Rosa Ribeiro</a> e <a href="https://medium.com/u/8bd10c259bae">sara vitória</a>.</p><h3>Em memória</h3><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/938/0*OOX8V4xIBxWxjTOW" /></figure><p><em>Pergunta feita pelo usuário “leopontes01” na plataforma Reddit</em></p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/943/0*OC8Dn35snwAMj6Jq" /></figure><p><em>Resposta do usuário “Firm_Celbration_473” ao comentário de “leopontes01”</em></p><p>Acordei de madrugada e senti um calafrio. Vi minha esposa ao lado. Estava tudo aparentemente bem, quando, meu celular, começou a tocar. Era minha mãe. Não sentia que viria uma boa notícia e realmente não veio. Atendi o telefone e recebi a notícia: “Antônio, seu pai faleceu”.<br>Naquele momento não contive minhas lágrimas, chorava e soluçava feito uma criança. Desde cedo sempre fui muito apegado ao Papai. Um homem rígido que criou seus 4 filhos, homens.</p><p>Com esta situação, comecei a ter devaneios do passado e lembrei que não poderia chorar. Faz atualmente 30 anos que eu não choro e lembro como se fosse hoje de quando chorei pela última vez aos meus 5 anos. Vivíamos em uma fazenda, um pouco longe da cidade, como se fosse uma região metropolitana, mas ainda sim era próximo. Só conseguíamos sair de carro. Papai ficava fora durante o dia, mamãe cuidava de nós integralmente. Ela nos permitia mostras as nossas emoções, mesmo que às vezes, ela própria não transparecesse a surras que levava do esposo. Poderíamos chorar, gritar e chutar que ela sempre nos abraçava e nos acolhia, mesmo quando estávamos errados.</p><p>Assistindo agora, acho que ela tentava nos acolher do jeito que não era acolhida. <br>Em um desses dias, vi a caminhonete de meu Pai entrando, naquele momento eu sentia que algo de ruim estava prestes a acontecer. Papai abriu a porta como se estivesse arrombando a porta, perguntou onde estava a comida e mandou que a minha mãe oa servisse. Ele colocou uma garrafa de cachaça sob a mesa e começou a reclamar da comida, que estava ruim e queimadas. Tive um lapso. Vi mamãe sendo agredida com a garrafa e depois, sendo ameaçada com a garrafa que havia sido quebrada. Aquilo poderia cortar.</p><p>Corri com as minhas perninhas, marcadas de surras, para tentar segurar ou ajudar, mas a minha força só era o suficiente para desviar a sua ira pra mim. A cada lágrima que escorria dos meus olhinhos era mais um tapa que eu levava, ele gritava “Não chora não, você não queria me enfrentar. Ninguém liga pros seus sentimentos. Seu fim é ser igual à mim”. E assim, convivi com essa dor pelo resto da minha vida, essa e qualquer outra que havia surgido após aquele episódio. Era tudo meu, só meu. Olhei para o lado e vi minha esposa, ela me perguntou em meio aos meus soluços o que estava acontecendo, assim como a minha mãe fez com meu pai. Então eu dei um tapa em seu rosto. Aquela dor era minha… só minha.</p><h3>Casamento de mão única</h3><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/958/0*0mszlJn8bc8G1e2z" /></figure><p><em>Pergunta deletada (usuário não identificado)</em></p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/967/0*bvFsRSIpuGtxVSBe" /></figure><p><em>Pergunta da plataforma reddit feita por Neat_Grapefruit_1047</em></p><p>Nos conhecemos aos 15 anos, ela pegava o mesmo ônibus que eu, no mesmo horário e eu sempre soube o que ela pensava. Tudo começou quando eu a vi na rua e senti que ela iria casar comigo. Modéstia à parte, eu João, sou um cara de beleza chamativa, sempre roubei a atenção de mulheres e homens por onde eu passava (#sempreconceito), sem contar o fato de todas as mulheres sentirem essa necessidade de “mim: quando me conhecem. Acho que é por que eu sou Alfa Blackpilado.</p><p>Não interagimos de primeira, inicialmente aquilo seria um período de observação. Comecei a segui-la nas redes sociais . Até que ela postava muita coisa sobre a sua vida, sentia tudo o que ela queria dizer, até na foto de coqueiro que ela postou em 2015 quando estava em Búzios, quando morava na casa de sua mãe, divorciada do seu pai à 15 anos e que tem uma loja de sucos na praia. Eu sabia que ela sentia falta de seus pais juntos. Eu sabia que ela sentia a necessidade de uma figura masculina para formar família. Aquela era a minha deixa. Comecei a segui-la oficialmente no instagram e ela não me seguiu de volta mas, estava tudo dentro do planejado (além de ter curtido todas as publicações do seu perfil).</p><p>No dia seguinte, a vi chegando no ponto de ônibus, ela me olhou, não me cumprimentou como de costume. Mas tudo bem, aquilo ainda fazia parte do meu plano. O ônibus chegou, ela entrou e eu entrei logo atrás. Sentei na cadeira atrás delas. Ela me olhava frequentemente, ela tinha notado o meu olhar romântico para ela, não tinha como não resistir, já estava na hora dela descer e era visível em seu olha a tristeza que a nossa troca de olhares iria acabar, ela até parou de ter o contato visual.</p><p>Ela deu o sinal e eu desci logo atrás. A minha noiva, começou a apertar o passo, não entendi o porquê. A segui rapidamente. Comecei a gritar pelo seu nome e ela corria cada vez mais e mais. Era difícil acompanhar. Até que, em uma praça muito movimentada, ela virou e disse: “Seu maluco doente, me esquece. Para de me seguir”.</p><p>Maluco? Doente? Não. Eu, com essa beleza de um anjo. Com certeza ela que não boa o bastante para mim.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=587e6dd25c92" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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