<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0" xmlns:cc="http://cyber.law.harvard.edu/rss/creativeCommonsRssModule.html">
    <channel>
        <title><![CDATA[Stories by Beatriz Araujo on Medium]]></title>
        <description><![CDATA[Stories by Beatriz Araujo on Medium]]></description>
        <link>https://medium.com/@bglops?source=rss-f5dadb35416------2</link>
        <image>
            <url>https://cdn-images-1.medium.com/fit/c/150/150/1*9tCBiUATQoHm8ChPxNsNug.jpeg</url>
            <title>Stories by Beatriz Araujo on Medium</title>
            <link>https://medium.com/@bglops?source=rss-f5dadb35416------2</link>
        </image>
        <generator>Medium</generator>
        <lastBuildDate>Sat, 16 May 2026 16:24:06 GMT</lastBuildDate>
        <atom:link href="https://medium.com/@bglops/feed" rel="self" type="application/rss+xml"/>
        <webMaster><![CDATA[yourfriends@medium.com]]></webMaster>
        <atom:link href="http://medium.superfeedr.com" rel="hub"/>
        <item>
            <title><![CDATA[Cristo é o melhor método de aconselhamento]]></title>
            <link>https://bglops.medium.com/cristo-%C3%A9-o-melhor-m%C3%A9todo-de-aconselhamento-95529eec0c06?source=rss-f5dadb35416------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/95529eec0c06</guid>
            <dc:creator><![CDATA[Beatriz Araujo]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 05 Jan 2024 15:33:10 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2024-01-05T15:33:10.670Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Vivemos tempos onde o aconselhamento de pessoas tem se tornado cada vez mais impessoal, genérico, seguindo fórmulas humanas e reducionistas onde o ego é apenas massageado e não confrontado mediante a Palavra. Além disso, é cada vez mais comum o entendimento de que para haver aconselhamento bíblico é indispensável utilizar de outras ferramentas como psicologia, técnicas de autoajuda e até movimentos coach. Todavia, estaria a Palavra sendo usada como último recurso nesse processo?</p><p><strong>Ferramentas de ajuda não chegam ao coração</strong></p><p>Não podemos negar que a existência da psicologia é fruto da graça comum aos homens, mediante a ciência, por permissão e misericórdia divina. Afinal, muitos irmãos necessitam de cuidados mentais que somente profissionais capacitados nesta área da saúde poderiam fornecer. Contudo, é notório que o aconselhamento bíblico tem sido colocado como uma ferramenta no aconselhamento psicológico.</p><p>Estamos vivendo uma tendência de muitos irmãos, líderes e pastores de acharem necessidade em se tornarem psicólogos para só então, poder aconselhar a Igreja do Senhor. Entretanto, esquecem que a psicologia, bem como métodos de autoajuda e movimentos coach, não são e nunca serão o Evangelho de Cristo revelado por Deus a nós, assim como nos ensina Heath Lambert, em seu livro <em>Teologia do aconselhamento bíblico:</em></p><blockquote>Jesus Cristo é a chave para todo aconselhamento. Tudo o que precisamos de Deus requer que confiemos em Jesus para que recebamos. No aconselhamento, a única esperança e ajuda que importa em longo prazo é aquela que Jesus Cristo traz. Outras abordagens podem falar sobre estratégias para minimizar a ansiedade, exercícios para reduzir a depressão, táticas para diluir o estopim da ira e remédios para entorpecer a dor. Nada disso conduzirá a uma mudança real, e nenhuma delas durará. É Jesus — e somente Jesus — que aborda os problemas que enfrentamos num nível de profundidade e poder indisponível em qualquer intervenção secular de aconselhamento (2016, p. 169).</blockquote><p>Métodos prontos de aconselhamento podem parecer servir de grande ajuda, como um guia para aqueles que estão iniciando suas trajetórias neste ministério, mas eles podem ser uma pedra de tropeço, nos impedindo de gerar empatia e compaixão uns pelos outros, nos levando a total impessoalidade e compaixão nesses momentos tão preciosos de aconselhamentos.</p><p>Assim, quando nos esvaziamos da Palavra e colocamos outras doutrinas no lugar do Evangelho, estamos deixando de realizar a principal função do aconselhamento bíblico: chegar ao coração humano e o levar aos pés de Jesus. Nisso corremos o grande risco de termos corações não redimidos por Cristo e libertos pela verdade do Evangelho.</p><p><strong>Cristo é a mudança real</strong></p><p>Temos hoje várias disciplinas que buscam ajudar o ser humano a viver uma vida com menos dor e limitações e, por mais que todas elas tenham como objetivo cuidar de cada um de nós, não podemos negar que todas elas nunca serão suficientes como a Palavra é. Sobre isso, Wadislau Gomes discorre, em seu livro <em>Prática de aconselhamento redentivo:</em></p><blockquote>Não é apenas a ajuda para quem tem problemas maiores ou mais intrincados. É ajuda para pessoas diante do problema do ser humano: somos criaturas de Deus, criados maravilhosamente e para participar da sua maravilha, mas somos decaídos. Decaímos a um nível não só de perversão de conhecimento, mas também de natureza: somos rebeldes contra Deus porque temos culpa verdadeira, reversos quanto aos pensamentos porque mudamos a verdade em mentira, inversos quanto à teorreferência porque queremos ser deuses de nós mesmos — e somos fugidios quanto ao seu amor. Se ímpios, vivemos sob a presença, o poder e a penalidade do pecado. Se redimidos, estamos livres da penalidade do pecado, mas vivemos ainda a tensão da presença e do poder do pecado (2014, p. 24–25).</blockquote><p>Afinal, somente em Cristo entendemos que o pecado nasce em nossos corações, uma vez distantes Dele, e o pecado não atrapalha somente alguns aspectos da vida, ele é a pior coisa que nos poderia acontecer e distorce toda a realidade em que vivemos, assim como John Frame nos ensina, em seu livro <em>Doutrina da Palavra de Deus:</em></p><blockquote>Porém, suficiência, no presente contexto, não é suficiência de informações específicas, mas suficiência de palavras divinas A Escritura contém palavras divinas suficientes para tudo na vida. Ela tem todas as palavras divinas de que o encanador precisa e todas as palavras divinas que o teólogo precisa. Assim, ela é tão suficiente para o trabalho de encanação quanto para a teologia. E, nesse sentido, ela também é suficiente para a ciência e a ética. Ou é expressamente declarado na Escritura ou pode ser lógica e claramente deduzido dela. O conteúdo suficiente da Escritura inclui não só seu ensino explícito, mas também aquilo que dele pode ser logicamente deduzido.(2010, p. 195).</blockquote><p><strong>Conclusão</strong></p><p>Precisamos entender que todos fomos chamados a cuidar uns dos outros, como parte do corpo de Cristo, se preocupando em fazer uma interpretação dos textos bíblicos de forma cuidadosa, revelada no Espírito através da própria Palavra. Assim como Heath Lambert nos diz em seu livro <em>Teologia do Aconselhamento Bíblico:</em></p><blockquote>A boa teologia não está em desacordo com a cuidadosa interpretação bíblica, mas permanece fiel à interpretação de textos individuais, procurando entender estes textos junto no contexto de toda a Bíblia.Heath Lambert — Teologia do Aconselhamento Bíblico (2016, p.16)</blockquote><p>Somente Jesus será suficiente para adentrar nas entranhas mais profundas dos pecados em nossos corações, dilacerar os ídolos mais escondidos, trazer o alívio mais profundo para nossa alma e preencher nosso ser com o fôlego de Vida.</p><p><strong>Referências Bibliográficas</strong></p><p>LAMBERT, Heath. <strong>Teologia Do Aconselhamento Bíblico: </strong>fundamentos doutrinários do ministério de aconselhamento. Tradução. 1ª Edição. São Paulo: Editora Peregrino, Brasil, 2019, 364 p.</p><p>FRAME, John. <strong>A Doutrina da Palavra de Deus. </strong>Tradução. 1ª Edição. São Paulo: Editora Cultura Cristã, Brasil, 2019, 540 p.</p><p>GOMES, Wadislau. <strong>Prática de Aconselhamento Redentivo. </strong>Tradução. 1ª Edição. São Paulo: Editora Monergismo, Brasil, 2017, 340 p.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=95529eec0c06" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[O racismo como pecado]]></title>
            <link>https://bglops.medium.com/o-racismo-como-pecado-e3b2ca68ea1e?source=rss-f5dadb35416------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/e3b2ca68ea1e</guid>
            <dc:creator><![CDATA[Beatriz Araujo]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 05 Jan 2024 15:32:05 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2024-01-05T15:32:05.563Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Vivemos numa época onde vemos o amor realmente se esfriando. Ao nosso redor, notícias de ódio e violência aumentam de forma rápida, mas pouco se fala de como o racismo cresce a cada dia, principalmente dentro de nossas igrejas.</p><p>Não importa a cor de pele ou nacionalidade, o racismo e o preconceito revelam corações endurecidos que pecam contra o próximo e primeiramente contra Deus, assim como Jacira Monteiro nos diz em seu livro “O Estigma da Cor”:</p><blockquote>Tendo em vista que todo pecado é cometido primeiramente contra Deus, o racista anda em desacordo com a lei de Deus. É por isso que, por ser o racismo uma prática tão frequente, há uma urgência no tratar do assunto, à luz da Bíblia, em nossas igrejas.(2021, p.20)</blockquote><p>Mas a visão de Deus na Bíblia sobre nossas diferenças e como lidarmos com elas já nos foi dada no texto de Gálatas 3:26–29:</p><blockquote>Pois todos vocês são filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus; porque todos vocês que foram batizados em Cristo de Cristo se revestiram. Assim sendo, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vocês são um em Cristo Jesus. E, se vocês são de Cristo, são também descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa.</blockquote><p><strong>O Batismo</strong></p><p>Analisando o texto Bíblico nos versículos 26 e 27, vemos que Paulo está escrevendo ao povo de Gálatas, os instruindo sobre as diferenças de sua época e também as divergências entre eles. Nesta instrução, vemos um cuidado carregado de esperança e fé, lembrando o povo do motivo pelo qual agora podem ser chamados filhos de Deus: o batismo em Cristo de Cristo.</p><p>Pelo Sacrifício de Cristo na Cruz, feito de sangue e entregando sua própria vida por todo aquele que Nele cresse, como está escrito em João 3:16, agora temos livre acesso ao Pai, nos tornando filhos com Ele em Seu reino de amor. Após este sacrifício, não existe mais nada que nos separe do amor de Deus e isto é aliançado no sacramento do Batismo.</p><p>O Batismo é o sacramento que nos reveste do próprio Cristo, como uma prova visível da conversão do coração, sendo assim, somos um com Ele e agora parte de Seu Corpo, a Igreja, Sua noiva que aguarda ansiosamente por Sua volta e a redenção de todas as coisas.</p><p><strong>Não há mais diferença</strong></p><p>Quando Paulo escreve aos Gálatas sobre a unificação em Cristo por meio do Batismo, o povo sofria de divisão no meio da igreja por suas diferenças políticas, sociais e trabalhistas da época, como podemos ver no versículo 28. Ao dizer que “não pode haver judeu nem grego”, ele cita o conflito político entre nacionalidades, a rivalidade e ódio entre eles, assim como trata dos conflitos trabalhistas entre “escravo e livre” e também sociais entre “homem e mulher”.</p><p>Por mais que estejamos falando de um contexto histórico muito distante, muitos deles se assemelham aos nossos conflitos atuais, e um deles é o racismo, o pecado cometido contra o irmão com uma cor de pele ou nacionalidade diferente da nossa. E mesmo que não tenhamos termos ou passagens bíblicas tratando do termo “racismo” e como isto é pecado diretamente, podemos nos atentar aos princípios bíblicos e mandamentos ao qual nosso Deus nos deixou em relação ao nosso amor ao próximo, por exemplo.</p><p>Seja de forma consciente ou inconsciente, o racismo é pecado pelos seguintes motivos:</p><blockquote>1.Negacionismo: Alguns irmãos defendem que o racismo não existe, por isso não se deve falar no assunto nas igrejas — e nem em nenhuma parte da sociedade. Outros irmãos ainda dizem que a Bíblia não fala do racismo e, por isso, não é necessário tratar do assunto em nossas comunidades;</blockquote><blockquote>2.Indiferença: alguns irmãos até sabem que o racismo existe e decidem, conscientes ou não, se tornar indiferentes; seja por não saber como lutar contra o racismo, seja por achar que é um assunto muito “pesado” a se envolver, permanecendo assim na inércia;</blockquote><blockquote>3.Perseguição ou policiamento excessivo aos que falam do tema: há uma visão de que o racismo é um assunto de grupos políticos somente, por isso há um policiamento excessivo aos cristãos que, dentro da igreja, se propõem a falar do tema — ainda que se fale de uma perspectiva bíblica e a partir da ortodoxia. Esse policiamento excessivo pode se tornar perseguição e silenciamento. (MONTEIRO, 2021. p. 19)</blockquote><p>Mas, de forma graciosa, o versículo 29 nos lembra que não existe mais nenhuma diferença, já que agora, tudo é consumado em Cristo Jesus. Todos nós somos agora, uma vez que salvos e batizados em Cristo de Cristo, herdeiros do Reino de Deus.</p><p>Portanto, somos chamados a exercer o Reino Vindouro de forma imediata, pedindo ao Espírito que nos revele os preconceitos mais profundos de nossos corações, principalmente os que não externalizados, para sermos perdoados e assim, praticar o amor a Deus e ao próximo como a nós mesmos. Como Igreja do Senhor, precisamos nos lembrar todos os dias que, ao ferir nosso próximo, ferimos a imagem de Deus, o <em>imago dei </em>que reflete Sua glória e nos leva a Sua adoração.</p><p><strong>Referências Bibliográficas</strong></p><p>MONTEIRO, Jacira Pontinta Vaz. <strong>O estigma da cor: </strong>COMO O RACISMO FERE OS DOIS GRANDES MANDAMENTOS DE CRISTO. 1ª Edição. São: Editora Quitanda, Brasil, 2021, 163 p.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=e3b2ca68ea1e" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[O cristão precisa ajustar as suas expectativas sobre a cultura pop]]></title>
            <link>https://bglops.medium.com/o-crist%C3%A3o-precisa-ajustar-as-suas-expectativas-sobre-a-cultura-pop-33325602d163?source=rss-f5dadb35416------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/33325602d163</guid>
            <dc:creator><![CDATA[Beatriz Araujo]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 05 Jan 2024 15:29:34 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2024-01-05T15:29:34.134Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>É comum notarmos que a média da população cristã subentende algo bom e belo somente no que se intitula de gospel, criando assim a incompatibilidade de existir correlação entre algo bom na cultura pop que não seja intitulado cristão.</p><p>Esse imaginário vem formando uma cosmovisão dualista, dizendo haver distinção entre sagrado e profano, entre o mundo vivido dentro das quatro paredes do templo aos domingos e o que vivemos fora dela, na maior parte da nossa semana.</p><p><strong>O crente em guerra contra a cultura</strong></p><p>Existe o incentivo de uma guerra contra tudo aquilo que não é vivido de forma gospel, uma guerra contra a sociedade e a cultura, estimulando que o cristão viva numa bolha se subtraindo de toda a realidade que o cerca para que não perca sua salvação, não seja corrompido pelo mundo perverso e obscuro.</p><p>Essa percepção nos trouxe até aqui e não com bons resultados. Por esse motivo temos hoje uma Igreja com dificuldade de se comunicar com a geração atual, com a sociedade e todos os seus dilemas. Uma Igreja que ao invés de ser resposta de Cristo influenciando a misericórdia, bondade e nova vida, demoniza e oprime com imposição um evangelho incompleto. Quanto a isso, Michael Horon nos diz:</p><blockquote>“Enquanto nos aproximamos do terceiro milênio cristão, o humor da cultura secular está claramente substituindo a desconsideração pela direção religiosa, espiritual e moral por um desejo renovado de escutar. Isso, naturalmente, significa que eles irão ouvir qualquer pessoa e cada uma delas, como a popularidade do misticismo da nova era, o crescimento rápido do Islamismo e o sentimento universalista em expansão demonstram. Mas, como demonstrado pelas principais pesquisas de opinião, há algo que nossos vizinhos seculares não suportarão por mais tempo e é o que um escritor chamou de “Zona de Inquisição da Bíblia”. Deve haver respostas, argumentadas de forma inteligente, que defendam a base das crenças centrais, não apenas afirmações, slogans e a retórica de jogos de força… O que realmente precisamos é de uma reeducação maciça quanto ao básico. E o mundo está mais pronto para isso agora do que estava há cinco anos (HORTON, 1993, p. 7–8).”</blockquote><p><strong>E de quem é a culpa?</strong></p><p>O dualismo presente na igreja permite que nossa ética e moral seja moldada por influências enganosas somente por carregar o nome de Deus, quando na verdade, não estão nada perto dos parâmetros éticos e morais bíblicos, muito menos de um coração transformado e rendido ao Senhorio de Cristo.</p><p>Isso acontece por termos uma cosmovisão parcial de quem Cristo é, do nosso papel enquanto igreja e até mesmo da Revelação da Palavra. Quando acreditamos e permitimos que um Evangelho parcial, aquele que pega apenas um aspecto da Palavra e o define como total tornando-se heresia, seja pregado e vivido nas igrejas não estamos medindo as consequências disso. Nisso, Vern S. Poythress nos aponta:</p><blockquote>“O tópico das artes… é significativo porque muitos cristãos vêem as artes como uma parte dispensável da sua experiência, um adorno superficial acrescentado às atividades que estão no cerne da vida. Desde os dias de Kuyper, as artes têm crescido em importância e influência cultural através da expressão de excelência artística em comunicação, mídia, publicidade e entretenimento (particularmente filmes e músicas). Expressões artísticas populares têm uma influência na cultura que pode igualar ou exceder a influência da educação formal. Por um lado, a expressão artística pode afetar nossas imaginações. E somos indiscutivelmente motivados tanto pelo que imaginamos como pela inferência racional. Mas essa motivação irá reforçar a ética cristã e a vida cristã ou minar essas coisas? (POYTHRESS, 2016, p. 135).”</blockquote><p>Sem a construção de uma cosmovisão cristã não poderemos construir uma boa ética, logo, não enxergamos as coisas do modo que Deus gostaria que enxergássemos e isso influencia o modo como lemos a sociedade, a cultura pop e tudo que é criado nela.</p><p>Desde a criação, fomos chamados para manter nossa inteligência alinhada com a interpretação que Deus faz de sua própria criação. Isso faz com que seja necessário submeter à obediência a Cristo em nossas ideias e leituras da realidade. Caso contrário, mesmo que tenhamos uma religião cristã, teremos uma prática de vida pagã e idólatra. (DULCI, 2023)</p><p>Precisamos nos lembrar de que existe a Graça Comum, a responsável para que existam boas criações nas várias expressões de arte, por mais que sejam feitas por não-cristãos. Deus permitiu que toda a sua criação exalasse aspectos da sua divindade que é boa, perfeita e agradável e, quando condenamos toda beleza que não foi feita por irmãos na fé, estamos anulando e negando a vontade permissiva de Deus. Além disso, estamos destruindo nosso entendimento e conhecimento para a glória de Deus, por conta de uma religiosidade danosa que nada tem a ver com a Palavra.</p><p><strong>Fazendo as pazes com o mundo não-gospel</strong></p><p>Nós, enquanto cristãos, fazemos parte da sociedade de forma plena, não somos apenas um grupo distinto que coabita os demais. Logo, não cabe a nós ficar reivindicando direitos e sim, enquanto cidadãos do Céu que somos, influenciar e abençoar tudo e todos. Nosso chamado, nossa vocação é sermos corpo de Cristo para que vivamos de forma revolucionária o mundo ao nosso redor.</p><p>Para que possamos fazer as pazes com o mundo não-gospel, precisamos de corações humildes e de uma cosmovisão cristã, entendendo que Cristo é Senhor sobre todo e qualquer aspecto da realidade, dessa forma, nada fugindo do seu controle permissivo.</p><p>Corações humildes esses que nos permitirão entender que seremos cristãos espirituais se estivermos produzindo os frutos do Espírito na nossa vida. Seja no meio da Igreja ou com o mundo, seja criando na cultura obras que glorifiquem a Deus por ter uma ética que O glorifique, levando beleza, bondade, misericórdia ou consumindo com um senso crítico alinhado com as Escrituras, sendo justos e misericordiosos. Desse modo, Pedro Dulci nos instrui:</p><blockquote>A nova vida em Cristo é experimentada através de uma série de recursos que nos permitem viver de uma forma totalmente nova. Desde o poder da ressurreição de Cristo até mesmo com disciplinas teológicas específicas, o cristão não pode prescindir dos instrumentos divinamente recebidos para nos orientarmos em nossa vida cristã. Sem cada um deles temos uma experiência existencial mais pobre e menos genuína. Nesse aspecto, a tradição kuyperiana tem muito a oferecer à igreja de todos os tempos. (DULCI, 2023)</blockquote><p><strong>Conclusão</strong></p><p>Só existe um modo de vivermos nossa realidade de forma plena e que exalte o nome do Senhor: entendendo que Ele reina e governa sobre toda e qualquer esfera de nossas vidas, seja no acordar e dormir, no trabalho, consumindo formas de arte, em nossos relacionamentos, em nossas decisões de compra ou também no nosso conhecimento.</p><p>Dessa forma conseguiremos viver numa realidade onde a sociedade e a cultura serão terrenos férteis onde o cristão pode e deve levar a semente do Evangelho e não um terreno hostil a qual precisa ser evitado de qualquer forma. Poderemos então, em paz e justiça, criar e consumir neste mundo caído mas coberto de Graça Comum para que a Graça Extraordinária se revele em cada coração.</p><p><strong>Referências Bibliográficas</strong></p><p>POYTHRESS, Vern S. <strong>O Senhorio de Cristo: </strong>SERVINDO O NOSSO SENHOR O TEMPO TODO, EM TODA A VIDA E DE TODO O CORAÇÃO<strong>.</strong> Tradução: Marcelo Herberts. 1ª Edição. São Paulo: Pilgrim Serviços e Aplicações; Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2019, 251 p.</p><p>DULCI, Pedro Lucas. <strong>E agora, como viveremos?: </strong>A nova ética dos que estão em Cristo. Invisible College. 2023. Vídeo (27:55) Disponível em: <a href="https://hubinvisiblecollege.com.br/course/tutoria-essencial-2023">https://hubinvisiblecollege.com.br/course/tutoria-essencial-2023</a></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=33325602d163" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[As maravilhas de Deus manifestas no Vestuário]]></title>
            <link>https://bglops.medium.com/as-maravilhas-de-deus-manifestas-no-vestu%C3%A1rio-58cafc858ce1?source=rss-f5dadb35416------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/58cafc858ce1</guid>
            <dc:creator><![CDATA[Beatriz Araujo]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 09 Aug 2023 18:37:46 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2023-08-09T18:37:46.329Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Somos feitos à imagem e semelhança de Deus e, mesmo após a Queda, ainda temos vestígios da divindade, do Criador. O ser humano observa vestígios dessa divindade onde quer que ele olhe, seja na natureza, seja na arte e suas expressões, contemplando a beleza e se deleitando nela.</p><p>Além desse deleite, o ser humano busca sua identidade, busca pertencimento, mostrando, assim, uma necessidade de descobrir-se dentro para expressar-se fora. Esse senso divino nunca poderá ser perdido em nós. Embora incompleto ou corrompido pelo pecado, nosso coração busca o Criador, sendo impossível apagar os traços de Deus em nós. Nessa busca, ao encontrar e contemplar a beleza na moda, em tudo que podemos nos expressar na vestimenta, o ser humano se depara com criatividade, paixão e expressões entusiastas satisfatórias ao coração. Entretanto, o encontro com o Criador não pode ser limitado a isso.</p><p><strong>O bem disponível a toda humanidade</strong></p><p>Deus, em sua infinita bondade e misericórdia, nos permitiu, mesmo após a Queda, ter o vislumbre da Eternidade nos presenteando com a Graça Comum. Tudo de belo e bom que podemos viver, expressar, contemplar e criar se dá justamente ao fato dos vestígios divinos do Criador em nós e, uma vez imagem e semelhança D’Aquele que criou toda a beleza, criatividade e tudo que existe, somos agraciados com a Revelação Geral de Deus para conosco. Dessa forma, Herman Bavinck nos explica:</p><blockquote>No final das contas, a revelação de Deus na natureza e na história poderia não ter qualquer efeito sobre o homem se não houvesse algo no próprio homem que respondesse a ela. A beleza da natureza e da arte não poderia dar qualquer prazer ao homem, a menos que ele tivesse um sentimento pela beleza em seu peito. (BAVINCK, 2021, p. 72).</blockquote><h3>A Graça Comum na moda</h3><p>Podemos ver a Graça Comum se manifestando na moda de várias formas. Um exemplo disso são os grandes desfiles anuais, organizados por grandes marcas, com designers renomados e diretores criativos que trabalham em conjunto com conceitos capazes de nos levar a um estado tão gracioso e uma dúvida tão grande de como seria possível algo tão belo surgir de seres humanos tão limitados e falhos.</p><p>E, ao lembrar que a Revelação Geral nos mostra a divindade e grandiosidade do Deus transcendente, que ultrapassa tudo aquilo que Ele mesmo trouxe em forma a existência, onde a própria Palavra nos revela desde suas primeiras páginas, é mais compreensível ver os traços divinos em nós.</p><p>Nesse sentido, a moda é apenas uma fração onde é possível manifestar a divindade do nosso Senhor, seja escolhendo nosso vestiário cotidiano de uma forma bela e que glorifique ao Deus Santo, seja expressando a identidade cristocêntrica em nós com criatividade, bondade, justiça e beleza na criação e desenvolvimento de tendências e peças que moldam nossa sociedade. Ana Karolina Ortega nos traz uma perspectiva sobre o assunto em seu artigo para Cultivar &amp; Guardar:</p><blockquote>A moda faz parte da manifestação individual, cultural, religiosa e social das pessoas, comunicando, por meio das roupas, o seu lugar no mundo. Julgo essa ser uma das profissões mais complexas para se tratar dentro da igreja visto que o meio cristão, ou senso comum evangélico, carrega e reproduz vários rótulos equivocados a respeito da moda e do seu real significado. (ORTEGA, 2023)</blockquote><h3>A importância da Revelação Especial</h3><p>Não obstante, mesmo em tanta expressão de beleza e graça, o ser humano necessita de um Salvador, do encontro entre criatura e Criador, que o salva de sua condição pecaminosa e encontra Vida Eterna. Por isso, a Revelação Geral só tem seu sentido pleno se apontar para a Revelação Especial, se encontrar a Cristo. Nas palavras de Pedro Dulci:</p><p>A revelação especial de Deus é necessária para um entendimento correto da sua revelação geral na natureza, na história, no coração e na consciência. (…) A revelação geral tem uma importância rica para toda a vida humana e que, ainda assim, em toda a sua riqueza, ela é insuficiente e inadequada para alcançar o fim apropriado ao homem. (DULCI, 2023)</p><p>Assim, não importa o quão acostumados com a beleza nossos olhos estejam, ou o quanto nosso coração encontra propósito e satisfação na possibilidade que a Moda traz de nos expressarmos. Sem a Revelação Especial de Deus, nossa percepção ainda será incompleta, falha e superficial.</p><p>Uma vez caídos pelo pecado e sentenciados à morte, estamos longe de Deus. Logo, toda nossa visão de mundo, intelecto e expressão artística estão deturpados e incompletos. Nem todo o encantamento e admiração com tudo que é belo e bom neste mundo poderiam preencher em nossos corações a satisfação de sermos salvos, a qual somente Cristo Jesus é capaz de nos dar.</p><h3>Conclusão</h3><p>Como cristãos, temos Cristo como a lente que molda toda a nossa visão e percepção do mundo ao redor. Nele aprendemos que somos testemunhas vivas do Evangelho. Portanto, somos comissionados a anunciar a redenção de todas as coisas, criação e criaturas. Testemunhar do Reino exige de nós um coração comprometido com a verdade, frutificado no Espírito, anunciando tanto justiça como piedade. Não seria diferente na hora de nos expressarmos através do que vestimos.</p><p>Somente em Cristo nossos corações são transformados e nossas perspectivas renovadas. Somente com a Revelação na Palavra somos plenamente satisfeitos. Criaremos como forma de testemunho e, dessa forma, testemunharemos das maravilhas de Deus.</p><p><strong>Referências Bibliográficas</strong></p><p>BAVINCK, Herman. <strong>As maravilhas de Deus.</strong> Tradução: David Brum Soares. 1ª Edição. São Paulo: Pilgrim Serviços e Aplicações; Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2021, 2010, 736 p.</p><p>ORTEGA, Ana Karolina. A Moda é Importante para Deus. Expressão In: Cultivar e Guardar. <strong>Cultivar e Guardar</strong>. São Paulo-SP, 28 de junho de 2023. Disponível em: <a href="https://www.cultivareguardar.com/post/a-moda-e-importante-para-deus">https://www.cultivareguardar.com/post/a-moda-e-importante-para-deus</a></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=58cafc858ce1" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[A Cosmovisão Cristã como ferramenta para identificar corações não convertidos]]></title>
            <link>https://bglops.medium.com/a-cosmovis%C3%A3o-crist%C3%A3-como-ferramenta-para-identificar-cora%C3%A7%C3%B5es-n%C3%A3o-convertidos-f37cd6da05a3?source=rss-f5dadb35416------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/f37cd6da05a3</guid>
            <dc:creator><![CDATA[Beatriz Araujo]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 04 Jun 2023 21:43:26 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2023-06-04T21:43:26.550Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>É comum, ao conhecermos a cosmovisão cristã, nos acomodarmos no raso pensamento de que ela serve somente para analisarmos a nossa cultura e sociedade, como um filtro do que convém ou não consumir. Contudo, numa sociedade que revela desordem e caos como pilares para todos os seus preceitos, precisamos ir além e analisarmos a fundo a raiz disso tudo.</p><p><strong>Somos seres feitos religiosos (a procura de um deus para adoração)</strong></p><p>Somos feitos à imagem e semelhança de Deus, para termos um relacionamento com Ele. Porém, mesmo atingidos pela Queda, essa essência permanece em nós e, mesmo que de forma inconsciente e perdida, busca preencher o lugar de adoração e devoção que pertence ao Senhor em nossos corações, com qualquer coisa que lhes agrade os olhos, transformando-os em falsos deuses alvos de nossa adoração. Segundo Michael Goheen e Craig Bartholomew, ao tratarem do conceito de cosmovisão:</p><blockquote>Há vários desenvolvimentos significativos na definição de Sire, ênfases com as quais estamos de pleno acordo. Em primeiro lugar, sua ênfase no compromisso, o qual não precisa ser consciente. Essa ênfase está relacionada com o fato de Sire perceber que, primordialmente, uma cosmovisão não é intelectual e proposicional, mas sim uma questão do coração, de orientação espiritual, de religião. A semelhança de Herman Dooyeweerd e David Naugle, Sire abraça a ideia de que, no âmago de nosso ser, cada um de nós tem uma orientação religiosa, seja na direção do Deus verdadeiro, seja na direção de um ou mais ídolos (GOHEEN; BARTHOLOMEW, 2016, p. 45–46)</blockquote><p>Esse falso deus fica a critério de cada coração. Seja consumismo, ideologias, dinheiro e status, seja poder ou influência. Corações caídos continuarão a procurar por falsos deuses para a adoração enquanto não são regenerados e encontrados em Cristo.</p><p><strong>O comprometimento do coração molda realidades</strong></p><p>Agora, comprometidos com sua própria demanda, corações caídos movem e existem nesse falso deus, corrompendo, assim, a sua visão do mundo e percepção da realidade, deformada, portanto, por cosmovisões errôneas que se tornam consistentes em nossos corações:</p><blockquote>Cosmovisões são mais bem compreendidas quando as vemos materializadas, incorporadas em modos reais de vida. Elas não são sistemas de pensamento, como teologia ou filosofia. Pelo contrário, cosmovisões são estruturas perceptivas, são formas de se ver. Se quisermos entender o que as pessoas veem ou a maneira como veem, precisamos prestar atenção na maneira como elas andam. Se colidem com certos objetos ou tropeçar neles, então podemos supor que elas não o estão vendo. Reciprocamente, seus olhos podem não apenas ver, mas fixar-se em outros objetos (WALSH; MIDDLETON, 2022, p. 16)</blockquote><p>Porém, corações regenerados são capazes de se comprometer com Cristo e o Evangelho, não por obra própria mas, sim, por serem alcançados pelo Espírito. Moldamos nossa realidade conforme o que nosso coração se dispõe a se comprometer. A cosmovisão cristã correta nos permite colocar nosso ser em obediência e humildade, pois encontramos nosso lugar em toda a História da Redenção.</p><p>O nosso coração é o centro de quem somos, nele concentramos todas as nossas capacidades. Ele se torna uma faculdade religiosa para nós, seja do Evangelho do Verdadeiro e Único Deus, seja de qualquer ídolo que coroarmos. Já uma relação restabelecida com Deus, regada de discernimento e intimidade, volta nosso coração e mente para Ele e isso reflete onde e com quem estivermos, pois nossos corações regenerados não passam despercebidos pelo mundo.</p><p><strong>Conclusão</strong></p><p>Nossa tarefa enquanto comissionados na missão de Cristo é apresentar o evangelho como cosmovisão. Quando estamos com nossos corações regenerados N’Ele, nos tornamos semelhantes a ministros da reconciliação da criação e de toda criatura, levando obediência a Cristo para cada aspecto das nossas vidas, seja na arte e na cultura, seja na ciência e na política e até em nossos relacionamentos.</p><p>Quando nossa cosmovisão está corretamente alinhada em Cristo e no Evangelho, adquirimos a capacidade de entender que as Escrituras são, na verdade, uma grande narrativa guiada pela Criação, Queda e Redenção. Percebemos que a boa notícia se dá sobre o total domínio cósmico de Deus através de Cristo, ampliando nossa noção de realidade e abrindo nossos olhos para a espessura e complexidade do Evangelho.</p><p><strong>Referências Bibliográficas</strong></p><p>GOHEEN, Michael W.; BARTHOLOMEW, G. Craig. <strong>Introdução à cosmovisão cristã</strong>: vivendo na intersecção entre a visão bíblica e a contemporânea. Tradução: Marcio Loureiro Redondo. 1ª Edição. São Paulo: Cultura Cristã, 2016, 272 p.</p><p>WALSH, Brian; MIDDLETON, Richard. <strong>A visão transformadora</strong>. Tradução: Valdecir dos Santos Jr. 1ª Edição. São Paulo: Cultura Cristã, 2022, 287 p.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=f37cd6da05a3" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Como tudo na Bíblia aponta para Jesus Cristo]]></title>
            <link>https://bglops.medium.com/como-tudo-na-b%C3%ADblia-aponta-para-jesus-cristo-48527fa56ba2?source=rss-f5dadb35416------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/48527fa56ba2</guid>
            <dc:creator><![CDATA[Beatriz Araujo]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 11 Apr 2023 18:23:40 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2023-04-11T18:23:40.970Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Durante a nossa trajetória na fé cristã, vemos com certa frequência irmãos em Cristo com a convicção de que as Escrituras são, de forma reducionista, um conjunto de livros com personagens bíblicos — os heróis da fé com suas histórias milagrosas e arcos façanhosos.</p><p>Vemos formações vazias e superficiais, frutos de um evangelho pregado de forma antropocêntrica e um olhar místico e distante para a Palavra revelada por Deus para nós.</p><p>Mas, existe uma forma de remodelarmos estes olhares desfalcados os preenchendo com teologia bíblica sólida, que nos aproxima da compreensão e discernimento bíblico, instruído pelo próprio Deus no decorrer de todo Provérbios.</p><p><strong>A Bíblia é a história da Revelação de Deus</strong></p><p>Com a Teologia Bíblica, temos um novo olhar para as Escrituras, travas são tiradas de nossos olhos, assim como escrito em Lucas 6.39–42 e somos chamados à Luz da interpretação bíblica que o próprio Autor nos trouxe.</p><p>Entendemos também que a Palavra é em suma verdade, um único Livro contendo a história da Revelação e Redenção de Deus, a qual Ele mesmo escolheu escrever por meio de Cristo, atuando em pessoas, sinais, maravilhas e promessas. Ora, assim também com o Novo Testamento, sendo a consumação de tudo aquilo antecipado no Antigo Testamento, através do Messias Ressurreto.</p><blockquote>“O Antigo Testamento, por meio de sua atitude profética, postula o Novo Testamento. E existem passagens nas quais o termo “NOVO” emerge de um modo semiconsciente, por assim dizer, para dar a impressão de fazer contraste entre o que é e o que será [Is 65.17; Ez 11.19]. Esse uso técnico de “novo” foi passado até mesmo para o vocabulário da dispensação do cumprimento [Mt 13.52; Mc 16.17; 2Co 5.17; Ap 2.17]” (VOS, GEERHARDUS, 2010, pág. 361 e 362)</blockquote><p>Sendo assim, vemos em Cristo, o elo e o ponto-chave para toda essa história da qual fazemos parte. Com nosso olhar alterado, somos capazes de, através da teologia bíblica, ver as Escrituras como relatos históricos, fatos e não somente personagens.</p><p>Conseguimos ver que, em todos os períodos, existe uma promessa vindoura, existe uma esperança messiânica no porvir que foi e tem sido consumada através da vinda encarnada de Jesus.</p><p><strong>Jesus é o elo de toda a Escritura</strong></p><p>A vinda de Cristo, relatada no Novo Testamento, carrega a mensagem da Nova Aliança de Deus para com seu povo, prometida desde o Antigo Testamento. Aliança essa que nos trouxe o Espírito Santo e o pacto da graça.</p><p>Esta nova aliança vinda mediante Jesus não nos traz novos aspectos da revelação de Deus no que diz respeito ao registro do Antigo Testamento e sim, consumar tudo aquilo prometido.</p><blockquote>No NT, o pacto da Graça passa a ser administrado de uma forma diferente das suas administrações no AT. Em vez das promessas, profecias, sacrifícios, circuncisão e a Páscoa, no NT temos a pregação da Palavra e a celebração dos sacramentos, nos quais a graça e a salvação são anunciadas com plenitude.<em> (DULCI, PEDRO, 2023, AULA 3.1 — A NATUREZA E A ESTRUTURA DA REVELAÇÃO DO NT)</em></blockquote><p>Todo o trajeto percorrido pelos nossos irmãos históricos na aliança feita na Lei por Deus, agora tem a oportunidade de ser cumprida em Graça, através do Cristo encarnado. Temos acesso a Deus através das Suas leis, agora gravadas em nossos corações pelo Evangelho que é Cristo e não mais em tábuas ou repetições memorizadas. Em Jesus, vivemos a Lei e a Graça de forma viva, através do Espírito em nós.</p><blockquote>“O funcionamento da revelação de Cristo durante o Antigo Testamento e depois de sua ascensão não completa, contudo, toda a tarefa revelatória desempenhada por ele, além do seu ministério público. Pois tudo isso pertence à esfera da redenção, e, ao lado dela, temos de colocar sua mediação do conhecimento de Deus na natureza. Tudo aquilo que é revelado sobre Deus à mente do homem por meio da natureza vem por intermédio de Cristo. E nós não devemos conceber isso como puramente preliminar, havendo cessado tão logo sua atividade no Antigo Testamento houvesse começado ou sua encarnação houvesse acontecido. Isso continua ainda agora e continuará para sempre interligado com tudo aquilo a que a revelação redentora se sobrepõe.” (VOS, GEERHARDUS, 2010, pág. 414)</blockquote><p><strong>Conclusão</strong></p><p>Não precisamos de uma revelação extra vinda de Deus, pois tudo o que havia de ser revelado a nós, Ele já o fez. Agora, assim como o povo e os relatos históricos do Antigo Testamento, aguardamos o cumprimento das promessas já escritas sobre o porvir para nós, enquanto Igreja, onde serão consumadas na segunda finalmente vinda vinda de Cristo.</p><p>A Teologia Bíblica nos possibilita enxergar toda a história redentiva com seu começo, meio e fim, como um conjunto fielmente amarrado por Aquele que a escreveu. Agora, podemos aguardar com fé e esperança que as promessas sejam cumpridas, a Nova Aliança em Jesus consumada e a História da Redenção, finalizada em Glória e Esplendor.</p><p><strong>Referências Bibliográficas</strong></p><p>VOS, Geerhardus. <strong>Teologia Bíblica</strong>: Antigo e Novo Testamentos. Tradução: Alberto Almeida de Paula. 1ª Edição. São Paulo: Cultura Cristã, 2019, 496p.</p><p>DULCI, Pedro. Tudo se fez novo: AULA 3.1 — A NATUREZA E A ESTRUTURA DA REVELAÇÃO DO NT .Invisible College. 2023. Vídeo (22.55) Disponível em: <a href="https://hubinvisiblecollege.com.br/course/tutoria-essencial-2023">https://hubinvisiblecollege.com.br/course/tutoria-essencial-2023</a></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=48527fa56ba2" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[3 motivos pelos quais a igreja brasileira precisa estudar sobre Teologia Bíblica no Antigo…]]></title>
            <link>https://bglops.medium.com/3-motivos-pelos-quais-a-igreja-brasileira-precisa-estudar-sobre-teologia-b%C3%ADblica-no-antigo-b831e89c1cb?source=rss-f5dadb35416------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/b831e89c1cb</guid>
            <dc:creator><![CDATA[Beatriz Araujo]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 22 Mar 2023 17:01:28 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2023-03-22T17:01:28.399Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h3><strong>3 motivos pelos quais a igreja brasileira precisa estudar sobre Teologia Bíblica no Antigo Testamento</strong></h3><p>Como cristãos, é muito comum conhecermos ou até mesmo presenciarmos igrejas brasileiras que, por uma simples falta de estudo de uma teologia bíblica correta e coesa, perecem por ignorância ou levam fiéis a sofrerem sem discernimento.</p><p>A falta de aprofundamento numa base teológica bíblica correta, leva a nós e a muitos irmãos a esvaziar a Palavra ou até mesmo a superficialidade das Escrituras e a Revelação Divina contida nela, principalmente quando estamos tratando do Antigo Testamento, onde existe muitas confusões de interpretação e aplicação na vida cristã prática.</p><p>Pensando nisso e, segundo aprendido em aula, trago três pontos que acredito ajudaram nessa formação enquanto igreja, onde a Teologia Bíblica pode nos ajudar e guiar, enquanto ferramenta para aprender e conhecer mais do nosso Único e Supremo Deus.</p><p><strong>A Teologia Bíblica concede vida e vigor</strong></p><p>Quando entendemos que a Teologia Bíblica nada mais é do que o estudo das doutrinas e revelações divinas, podemos ver nela uma grande fonte para aprendermos mais sobre Aquele que, em infinita Graça, escolheu se revelar para o seu povo escolhido. A Teologia Bíblica também nos ensina que a Palavra não é apenas um livro qualquer, um oráculo para consultas e, até mesmo, um livro cheio de dogmas e costumes a serem seguidos e sim, a própria revelação do Deus Vivo que nos trouxe Vida Eterna.</p><blockquote><em>“A melhor abordagem para o entendimento da natureza da teologia bíblica e o lugar pertencente a ela no círculo das disciplinas teológicas passa por uma definição de teologia em geral. De acordo com sua etimologia, teologia é a ciência concernente a Deus… Da definição de teologia como ciência concernente a Deus segue-se a necessidade de que isso se baseie em revelação.” </em>(DULCI, PEDRO LUCAS apud GEERHARDUS VOS, <em>TEOLOGIA BÍBLICA, 1948</em>).</blockquote><p>Com isso, entendemos que só podemos estudar a Palavra, estudar Teologia Bíblica pois o próprio Deus escolheu se revelar a nós. E, segundo a própria Palavra, Ele se revela através do tempo, das histórias de irmãos na fé e em épocas totalmente diferentes. Sua Revelação foi se desdobrando através de vários atos suscetíveis de Deus entrando na história.</p><p>Por isso, é importante, enquanto cristãos, entendermos que nas Escrituras contém relatos históricos de irmãos na fé, de como Deus escolheu se revelar para cada um deles e já se revelando a nós é muito importante. Não só por ser verdadeira em seus acontecimentos históricos mas também pela história ter importância para a Revelação Divina, apontando para Cristo e toda a História da Redenção.</p><p>Toda essa revelação bíblica nos informa quem Deus é, seus atributos e criação, mas não somente isso, ela também tem interesse de nos moldar segundo a própria natureza divina, isso inclui todo nosso ser e também nossa cosmovisão.</p><blockquote><em>“A teologia bíblica concede nova vida e vigor à verdade ao mostrá-la a nós em seu ambiente histórico. A Bíblia não é um manual dogmático, mas um livro histórico cheio de interesse dramático. A familiaridade com a história da revelação nos habilitará a utilizar todo esse interesse dramático” </em>(DULCI, PEDRO LUCAS apud GEERHARDUS VOS, <em>TEOLOGIA BÍBLICA, 1948</em>).</blockquote><p>Não há nada mais belo e romântico do que criaturas buscando se aprofundar e conhecer mais d’Aquele que os criou, o encontro entre obra e Artista.</p><p><strong>A teologia Bíblica ensina que Deus se revela de forma natural e especial</strong></p><p>Dentro do estudo da Teologia Bíblica, somos apresentados a dois aspectos muito importantes sobre a revelação divina: a revelação natural e a revelação especial. A revelação natural é aquilo que podemos saber a respeito de Deus na natureza, na realidade tanto interna aos seres humanos quanto externa.</p><p>A Revelação Natural é a expressão da auto revelação de Deus na natureza, na realidade tanto interna a nós seres humanos quanto externa, em toda a sua criação e também, na aliança com seu povo.</p><p>Esse aspecto precisa ser compreendido antes e depois da Queda no pecado, pois, após a Queda, nossa relação com o Autor fica corrompida, dificultando nosso olhar para sua Glória em toda a criação e seres viventes, na beleza e criatividade de Deus em tudo que Ele criou.</p><p>Com a entrada do pecado em nós e em tudo que existe, a revelação natural em si é deturpada em nosso olhar e ser e é posta numa posição que precisa de uma correção divina em nós. “A queda do ser humano no pecado não só inutilizou a revelação natural como também fez com que fosse necessária a revelação especial.” (DULCI, PEDRO, 2023, AULA 2.2 — AS DIVISÕES ORGÂNICAS ENTRE REVELAÇÃO NATURAL E REVELAÇÃO ESPECIAL).</p><p>A Revelação Especial, também conhecida como Revelação Sobrenatural é a revelação bíblica, registrada posteriormente nas escrituras e compilada no cânon que nós temos hoje. Ela contém estruturas que nos dão a base e a possibilidade de uma visão de mundo segundo a própria Palavra. E isso só é possível a partir do ato de aproximação de Deus através de sua revelação especial.</p><p>É na Revelação Especial de Deus, contida no Antigo Testamento, que temos informação sobre quem Ele é. Temos possibilidade de conhecê-Lo íntima e profundamente, mesmo em nossa condição pecaminosa.</p><p>Estando nós, seres disfuncionais e sem faculdades cognitivas por conta do pecado, sem capacidade de conhecer à Deus, o próprio Autor da Revelação escolhe se auto revelar com atos milagrosos, permitindo que Seu povo o escute e veja Seus sinais, permitindo experimentar Seus atributos, uma assimilação da realidade à nossa volta segundo a Palavra, Sua Misericórdia e Graça.</p><p><strong>A bíblia é um único livro que conta a história da redenção, sempre apontando para Cristo</strong></p><p>Através da Teologia Bíblica, podemos ver nas Escrituras, Deus se revelando e apontando para a vinda de Cristo desde o princípio. Temos como exemplo, todos os aspectos e narrativas históricas contidas em Gênesis, ensinamentos e profecias sobre libertação e salvação, que apontam para Aquele que viria libertar Seu povo de uma vez por todas do pecado, lhes trazendo salvação.</p><p>Além disso, temos marcos de prefigurações sacramentais que antecipam a consumação em Cristo de elementos como o princípio da vida apresentado pela Árvore da Vida; o princípio da provação simbolizado pela Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal; o princípio da tentação e do pecado simbolizado na serpente e o princípio da morte simbolizado na dissolução do corpo em Adão e Eva. Todos esses princípios podem ser vistos em Cristo e no tempo de sua obra enquanto andou na Terra. São eles ensinamentos de Deus sobre dependência, obediência, vida e salvação.</p><blockquote><em>“Nas primeiras promessas redentivas de Deus ao seu povo conseguimos enxergar o pacto da graça em meio às declarações de justiça que são feitas ao pecado do ser humano.”(DULCI, PEDRO, 2023, AULA 2.4 — O CONTEÚDO DA REVELAÇÃO REDENTIVA)</em></blockquote><p>Quando olhamos para esse desenrolar da redenção e pré-redentivo, ao longo da história, começamos a ter noção da sabedoria insondável de Deus nos conduzindo pela graça.</p><p><strong>Conclusão</strong></p><p>Como cristãos, é nosso chamado conhecer mais e mais de Deus, de forma íntima e profunda, através de uma boa e concisa teologia bíblica para que tenhamos uma visão de mundo moldada pelas Escrituras.</p><p>E, só teremos essa vida terrena de forma plena e bíblica, se nos aprofundarmos em conhecimento d’Aquele que já se revelou a nós e está, de forma Graciosa e Misericordiosa, ao dispor do nosso entendimento para que sejamos moldados à Sua imagem e semelhança.</p><p><strong>Referências Bibliográficas</strong></p><p>KAISER JR, C. WALTER e SILVA, MOISÉS. <strong>Introdução à Hermenêutica Bíblica</strong>: Como ouvir a Palavra de Deus apesar dos ruídos de nossa época. Tradução: Paulo César Nunes dos Santos, Tarcízio José Freitas de Carvalho e Susana Klassen. 3ª Edição. São Paulo-SP. Editora Cultura Cristã, 2014. 284 p.</p><p>DULCI, Pedro Lucas. <strong>OLD BUT GOLD: </strong>O Antigo Testamento e a aliança de Deus para o seu povo, AULA 2.2 — AS DIVISÕES ORGÂNICAS ENTRE REVELAÇÃO NATURAL E REVELAÇÃO ESPECIAL, Invisible College. 2023. Vídeo (26.13) Disponível em: <a href="https://hubinvisiblecollege.com.br/course/tutoria-essencial-2023">https://hubinvisiblecollege.com.br/course/tutoria-essencial-2023</a></p><p>DULCI, Pedro Lucas. <strong>OLD BUT GOLD: </strong>O Antigo Testamento e a aliança de Deus para o seu povo, AULA 2.4 — O CONTEÚDO DA REVELAÇÃO REDENTIVA, Invisible College. 2023. Vídeo (17.39) Disponível em: <a href="https://hubinvisiblecollege.com.br/course/tutoria-essencial-2023">https://hubinvisiblecollege.com.br/course/tutoria-essencial-2023</a></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=b831e89c1cb" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[O cristão sem hermenêutica é levado ao extremismo político]]></title>
            <link>https://bglops.medium.com/o-crist%C3%A3o-sem-hermen%C3%AAutica-%C3%A9-levado-ao-extremismo-pol%C3%ADtico-10bcbaf5fcfb?source=rss-f5dadb35416------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/10bcbaf5fcfb</guid>
            <dc:creator><![CDATA[Beatriz Araujo]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 07 Feb 2023 20:19:41 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2023-02-07T20:19:41.598Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>No começo deste ano, o país presenciou ataques extremistas ligados a ideologias políticas dentro do meio cristão. Ataques estes, sendo apenas a consequência de algo muito mais profundo, enraizado, que revela estados de corações.</p><p>Ao ver tudo o que aconteceu, tanto os atos quanto a divisão política dentro das igrejas, nosso primeiro pensamento pode ser “será que estas pessoas não eram pastoreadas? Não liam a Palavra?”. Muito pelo contrário, tudo isso revela ovelhas com pastores, dentro de seus cercados, mas com uma interpretação bíblica errônea.</p><p>Tudo isso se dá a falta de hermenêutica bíblica correta. Vimos rebanhos dentro de seus apriscos, ensinadas de que existe um vilão político do lado de fora, quase como a figura do próprio diabo, espreitando a espera de uma brecha para poder adentrar e corromper tudo de bom que existe.</p><p><strong>A raiz da hermenêutica política errada</strong></p><p>Muitos destes nossos irmãos foram ensinados, dentro das próprias igrejas e em sua maioria, por líderes pouco capacitados ou mal-intencionados. Este fato é importante para nos atentarmos de que muitas interpretações erradas, tendenciosas ou superficiais das Escrituras foram levadas durante os anos sem se atentar à sua real importância e problema.</p><p>Também pode se dizer que essa divisão e ensinamentos errôneos são frutos de corações egocêntricos, ao ponto de olhar para as Escrituras, não compreender algumas abordagens e identificar o problema como sendo da própria Palavra Divina, revelada pelo próprio Deus Legítimo. Seja por nossas limitações ao interpretar ou por preguiça, soberba e outros pecados, que levam a Igreja ao tendencialismo de suas próprias verdades.</p><blockquote>“[…] uma interpretação satisfatória da Bíblia requer uma pré-disposição submissa. O que nos motiva a estudar a Bíblia? O desejo de sermos eruditos? Considere o alvo do salmista:<em> “Dá-me entendimento, e guardarei a tua lei; de todo o meu coração a cumprirei” (Sl 119.31)” (KAISER, JR, C. WALTER e SILVA, MOISÉS, 2014, p. 25).</em></blockquote><p>Assim como definido por Walter C. Kaiser e Moisés Silva, uma interpretação correta das Escrituras exige de nós reconheceremos nossa limitação, nossa condição de forma submissa e humilde, na posição de servos e aprendizes, com fim de sermos preenchidos pela Verdade Bíblica.</p><p><strong>Maniqueísmo político de valores</strong></p><p>Toda essa consequência presenciada por nós brasileiros e assistida mundo afora vem sendo cultivada por anos, mais precisamente no período de 2018. As igrejas começaram um movimento dualista entre bem e mal, definidos por seus líderes, moldados por seus próprios interesses, ignorância, falta de discernimento e uma cosmovisão antropológica.</p><p>Divididas entre si, entre direita e esquerda, muitas igrejas brasileiras tomaram decisões distintas, diante de tantas interpretações bíblicas sobre as adversidades à sua frente. Seja em instruir suas ovelhas em parâmetros bíblicos sobre política, questões de gênero e sexualidade e até o esquecimento da sociedade diante dos valores cristãos. Essas igrejas, utilizaram do método texto-prova para suas interpretações bíblicas:</p><blockquote>“O método texto-prova […] enfatiza o lado prático e pastoral da vida. Comumente, um significado bíblico é necessário para algum propósito da vida real e, por isso, o intérprete procura alguns textos escriturísticos que apoiem o tema atual ou a posição pastoral desejada” (<em>KAISER, JR , C. WALTER e SILVA, MOISÉS, 2014, p.31)</em></blockquote><p>Este método pode fazer com que igrejas e líderes desprezem a profundidade do texto, o propósito de sua revelação, contextos históricos e gêneros literários que foram escritos, já que se preocupam mais em pescar na Palavra, textos que baseiam suas próprias crenças, ideias, valores, opiniões e visão de mundo, do que inclinar suas mentes e corações para a auto interpretação das Escrituras.</p><p>Walter C. Kaiser, Jr e Moisés Silva (2014, p.31), ao apresentarem o conceito do método texto-prova, também citam algumas consequências deste método:</p><blockquote>“[…] é vulnerável à alegorização, psicologização, espiritualização, e outras formas de ajustes rápidos e fáceis das palavras escriturísticas para dizer aquilo que se deseja que elas digam no mundo contemporâneo[…]”.</blockquote><p><strong>Apaziguador político ou isenção</strong></p><p>A divisão entre igrejas, a quase canonização de alguns líderes e instituições e a demonização de outros, pode ser um dos problemas da falta de hermenêutica. Mas, existe outro fenômeno decorrente da má interpretação bíblica ou falta dela: a abstenção de interpretação.</p><p>Tentando fugir dos extremos, é comum perceber e conhecer igrejas que escolheram não interpretar as Escrituras, abraçar toda e qualquer ideologia, desde que não mexesse em alguns pilares centrais da fé como: Criação, Queda, Redenção, Consumação e Trindade. Isso acontece com alguns temas que seriam de suma importância a participação da igreja e discussões em discipulados, como, por exemplo, a conduta de um cristão, valores, dualismo e cosmovisão.</p><p>Ao escolherem não adentrarem nestes temas, líderes e igrejas colaboram para a anemia de suas ovelhas, as deixando sem rumo, perdidas e suscetíveis a compactuar com qualquer definição que lhes for mais atraente, mesmo que sem preceitos bíblicos algum, já que “qualquer coisa serve”.</p><p>Esse fenômeno pode ocorrer com o medo ou até aversão de alguns líderes e igrejas a qualquer semelhança com os extremos políticos de opiniões cristãs.</p><blockquote>“Dada toda essa diversidade, tanto dentro quanto fora da igreja, e todas as diferenças até o mesmo entre os estudiosos, que alegadamente conhecem “as regras”, não é de se maravilhar que alguns argumentam em prol de nenhuma interpretação, em prol da simples leitura. Esta, porém, é uma opção falsa, conforme vimos. O antídoto da má interpretação não é simplesmente nenhuma interpretação, mas, sim, a boa interpretação.” (DULCI, PEDRO LUCAS apud GORDON FEE, ENTENDES O QUE LÊS?, 1982).</blockquote><p><strong>Conclusão</strong></p><p>Como intérpretes bíblicos, nossa tarefa é manter uma boa relação entre Deus (o Autor), o texto (as Escrituras) e nós, meros leitores de toda a História da Redenção. Com humildade, discernimento que provém do Espírito Santo e corações mansos e humildes, buscando entender que uma visão dualista da Palavra serve apenas para distanciar a intenção do autor humano com a intenção Divina.</p><p>Como Igreja, devemos cultivar um cenário onde deixaremos de fazer a Palavra se encaixar em nossos próprios interesses, ou como esse oráculo mágico onde buscamos apenas respostas para nossos problemas. Nossa função é sermos servos e mordomos da Palavra, a vendo devidamente como o Livro Sagrado que é, onde existe a revelação do próprio Deus Criador.</p><p><strong>Referências Bibliográficas</strong></p><p>KAISER JR, C. WALTER e SILVA, MOISÉS. <strong>Introdução à Hermenêutica Bíblica</strong>: Como ouvir a Palavra de Deus apesar dos ruídos de nossa época. Tradução: Paulo César Nunes dos Santos, Tarcízio José Freitas de Carvalho e Susana Klassen. 3ª Edição. São Paulo-SP. Editora Cultura Cristã, 2014. 284 p.</p><p>GONÇALVES, Lucas. Queda e Graça na Política. Expressão In: Cultivar e Guardar. <strong>Cultivar e Guardar</strong>. São Paulo-SP, 02 de fevereiro de 2023. Disponível em: Cultivar e Guardar: Queda e Graça na Política.</p><p>DULCI, Pedro Lucas. <strong>COMEÇANDO DO COMEÇO: </strong>A Hermenêutica e os desafios da interpretação Bíblica, AULA 1.1 — POR QUE PRECISAMOS DE HERMENÊUTICA? Invisible College. 2023. Vídeo (22.33) Disponível em: <a href="https://hubinvisiblecollege.com.br/course/tutoria-essencial-2023">https://hubinvisiblecollege.com.br/course/tutoria-essencial-2023</a></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=10bcbaf5fcfb" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[querer casar é cultivar misericórdia.]]></title>
            <link>https://bglops.medium.com/querer-casar-%C3%A9-cultivar-miseric%C3%B3rdia-21465e5c667b?source=rss-f5dadb35416------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/21465e5c667b</guid>
            <dc:creator><![CDATA[Beatriz Araujo]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 18 Jan 2022 14:01:42 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2022-01-18T14:01:42.921Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/485/1*3-GvM-unyVCN8dvPegWkDA.png" /></figure><p>Nessa fase final do noivado, tenho vivido cada vez mais o que se escuta, de que “o casamento deixa os noivos à flor da pele”. Isso é muito real.</p><p>Na maioria dos casos isso acontece mas o que nunca escutei é que me render aos meus sentimentos “à flor da pele” é pecado. Isso porque nossos sentimentos podem se direcionar ao pecado, por conta da Queda.</p><p>Por isso, arrisco dizer que querer casar é um sinônimo para querer cultivar misericórdia. Uma vez que entendo que, quando me deixo levar pelos meus sentimentos estou deixando o meu eu pecador, minha “carne” me controlar, muito provavelmente a pessoa ao meu lado recebe minha raiva (e muitos outros sentimentos ruins) o que faz com que eu peque contra o meu próximo.</p><p>Quando entendo plenamente no meu coração de que sou pecadora POR NATUREZA e sem Deus sou incapaz, posso então reconhecer minha limitação e pedir ao Espírito Santo que me transforme, me preencha com os frutos do espírito.</p><p>A fase de noivado não pode ser uma desculpa para pecar. Por isso, precisamos estar em constante oração e vigilancia de nós mesmos.</p><p>Jesus morreu na cruz para nos libertar de nós mesmos, da nossa condição pecaminosa e através da Salvação, nos ensinar a viver em santidade e isso inclui nossos sentimentos.</p><p>Tenho aprendido isso e quis compartilhar. Que nossa oração seja sempre para que o Espírito nos domine para que possamos cultivar a misericórdia, assim como Cristo tem por nós.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=21465e5c667b" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[contentamento]]></title>
            <link>https://bglops.medium.com/contentamento-609539ce97ec?source=rss-f5dadb35416------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/609539ce97ec</guid>
            <category><![CDATA[dependencia]]></category>
            <category><![CDATA[contentamento]]></category>
            <category><![CDATA[fé-cristã]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Beatriz Araujo]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 18 Jan 2022 14:00:41 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2022-01-18T14:00:41.846Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/488/1*N5VOIAq1QnrifEiE2U_S3Q.jpeg" /></figure><p>exercer contentamento é entender que nem tudo está no meu controle e sim no de Deus, é ter consciência de que a vida tem seu próprio ciclo.</p><p>Se contentar em olhar a natureza e ver beleza naquilo que normalmente já faz parte da rotina. A própria rotina foi feita por Deus, ela é boa.</p><p>O extraordinário é bom, mas pra o termos, precisamos do ordinário, das coisas simples, da rotina, da calma, do “normal”.</p><p>Contentamento não é se acomodar e deixar a vida passar pela nossa frente, é entender que não temos o controle de tudo e Deus nos fez limitados pois viu que era bom.</p><p>Contentamento é exercer dependência Nele e então conseguir ver a beleza na própria dependência.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=609539ce97ec" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
    </channel>
</rss>