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        <title><![CDATA[Stories by born_lab on Medium]]></title>
        <description><![CDATA[Stories by born_lab on Medium]]></description>
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            <title>Stories by born_lab on Medium</title>
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            <title><![CDATA[Compreendendo o Zeitgeist]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[born_lab]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 17 Apr 2024 17:28:24 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2024-04-17T17:29:11.417Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>A importância da conexão cultural</em></strong></p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*kA2etZl3HiAgaBFi2ysC5A.jpeg" /></figure><p>Parece absurdo que em pleno 2024 ainda existam pessoas, marcas e negócios que não compreendam a importância de estar conectados ao Zeitgeist. Compreender o “espírito do tempo”, não apenas permite que as empresas estejam mais sintonizadas com mudanças culturais, mas também desenvolvam estratégias de comunicação, marketing e branding mais eficazes, criando assim uma conexão mais autêntica com seu público.</p><p>Você pode se perguntar: mas por que é tão importante permanecer no <em>Zeitgeist</em>? Afinal, não é igualmente vital focar em valores e princípios atemporais, em vez de perseguir constantemente as últimas modas e tendências?</p><p>Vamos retomar algumas casas no tabuleiro…</p><h3><strong><em>O que é o Zeitgeist?</em></strong></h3><blockquote>O Zeitgeist, frequentemente referido como o “espírito do tempo”, descreve as tendências, estados de espírito, atitudes e clima cultural predominantes de uma época ou momento específico. Ele captura a essência de uma época específica, refletindo a mentalidade coletiva e os valores da sociedade durante esse período. Em vez de prever o futuro, oferece insights sobre as características e influências que definem um momento específico.</blockquote><p>Em essência, é a força dinâmica que molda a cultura, as artes e a própria essência da sociedade. Compreender o Zeitgeist não é apenas uma busca acadêmica, mas uma chave para decifrar as tendências culturais e artísticas que definem diferentes épocas.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/818/1*GOX0gRJ4kY-mxsaemETqlQ.jpeg" /><figcaption><em>A arte tem a capacidade única de funcionar como um espelho e refletir o clima predominante de uma época. Ao longo da história, os artistas abraçaram o Zeitgeist contemporâneo, incorporando mudanças sociais, avanços tecnológicos e tendências culturais nas suas obras.</em></figcaption></figure><h3>O papel do Zeitgeist</h3><p>Na sua essência, o Zeitgeist é um reflexo da consciência coletiva de uma sociedade. Representa os valores, crenças e prioridades que são compartilhados por um grupo de pessoas em um determinado momento. Para os indivíduos, permanecer no Zeitgeist significa ser capaz de acender a esta consciência coletiva e usá-la para navegar no mundo que nos rodeia. Significa ser capaz de compreender e antecipar as necessidades, desejos e expectativas daqueles que nos rodeiam e de se adaptar às novas circunstâncias e situações.</p><p>Mas permanecer no Zeitgeist não é apenas uma questão de praticidade. Trata-se também de permanecer conectado com o mundo que nos rodeia e fazer parte da conversa. No mundo interconectado de hoje, é mais importante do que nunca estar ciente do que está acontecendo no mundo e poder contribuir para discussões e debates sobre questões importantes.</p><p><strong><em>Linha do tempo do conceito de “Zeitgeist”</em></strong></p><p>A relevância duradoura do Zeitgeist reside na sua adaptabilidade e mutabilidade, oferecendo informações valiosas sobre as tendências culturais, artísticas e intelectuais de vários períodos de tempo.</p><p><strong>O passar dos século e seus principais eventos e desenvolvimentos no conceito Zeitgeist</strong></p><p>séc.18 — Surgimento do termo “Zeitgeist” na filosofia alemã para descrever o espírito ou clima intelectual de um período</p><p>séc.19 — O filósofo Friedrich Hegel populariza o termo “Zeitgeist”. Ele enfatiza seu papel na compreensão da progressão da história e da cultura.</p><p>início do séc. 20 — O conceito de Zeitgeist torna-se central para movimentos artísticos como o Expressionismo e o Surrealismo. Os artistas usam seu trabalho para refletir e criticar o espírito de sua época.</p><p>meados do séc. 20 — Zeitgeist é um tema chave na literatura e na filosofia, especialmente no que diz respeito ao existencialismo e ao movimento da contracultura.</p><p>final do séc. 20 — O pós-modernismo desafia a ideia de um Zeitgeist singular, sugerindo que a cultura é marcada pela fragmentação e pela diversidade.</p><p>séc. 21 — O Zeitgeist continua relevante, com a era digital influenciando o espírito da época através da tecnologia, da globalização e da consciência ambiental. Os movimentos artísticos contemporâneos, como a arte digital, a eco-arte e a arte da justiça social, continuam a captar e a responder ao Zeitgeist do século XXI.</p><h3>Permanecendo no Zeitgeist</h3><p>Há muitas maneiras de permanecer no Zeitgeist. Uma das mais óbvias é acompanhar as notícias e a atualidade, seja através dos meios de comunicação tradicionais ou de fontes online. Isto pode ajudá-lo a manter-se informado sobre o que está a acontecer no mundo e dar-lhe uma compreensão mais profunda das forças que estão a moldar a nossa sociedade.</p><p>Outra forma de permanecer no Zeitgeist é envolver-se com a cultura popular. Isso significa manter-se atualizado sobre os últimos filmes, músicas e programas de televisão, bem como sobre as tendências da moda e da tecnologia. Ao acompanhar a cultura popular, você pode obter uma compreensão mais profunda dos valores e prioridades de seus colegas e usar esse conhecimento para se conectar com eles em um nível mais profundo.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/414/1*s3wgiQu21QPvdPCP7oKpYw.jpeg" /><figcaption><em>É mais importante do que nunca estar ciente do que está acontecendo</em></figcaption></figure><p>Mas permanecer no Zeitgeist não envolve apenas consumir mídia e tendências. Trata-se também de participar da conversa e contribuir com suas próprias ideias e perspectivas. Seja através das redes sociais, de blogs ou simplesmente participando de discussões com amigos e colegas, é importante ser um participante ativo nas conversas que estão moldando o nosso mundo.</p><p>É claro que é importante equilibrar a importância de permanecer no Zeitgeist com foco em valores e princípios atemporais. Sempre haverá tendências e modismos que vão e vêm, mas é importante permanecer fundamentado em seus próprios valores e crenças e usá-los como um guia para suas ações e decisões.</p><h3>Navegando pelo Zeitgeist</h3><p><strong>Acompanhe os eventos e tendências atuais</strong>: Faça um esforço para se manter informado sobre o que está acontecendo no mundo e no seu setor. Isso o ajudará a entender o que as pessoas estão falando e no que estão interessadas, além de permitir que você participe de conversas relevantes.</p><p><strong>Mantenha-se ativo nas redes sociais:</strong> use plataformas de mídia social para se conectar com outras pessoas e compartilhar seus pensamentos, ideias e conteúdo. Isso pode ajudá-lo a ficar em mente e conquistar seguidores.</p><p><strong>Seja autêntico e genuíno:</strong> as pessoas são atraídas pela autenticidade e por conexões genuínas. Não tente ser alguém que você não é nem se force a seguir um molde que não se encaixa. Em vez disso, seja fiel a si mesmo e deixe sua personalidade única brilhar.</p><p><strong>Colabore e faça networking:</strong> colaborar com outras pessoas e construir relacionamentos pode ajudá-lo a permanecer relevante e conectado. Participe de eventos do setor, junte-se a grupos e organizações profissionais e busque oportunidades de trabalhar com outras pessoas em sua área.</p><p><strong>Aprenda e cresça continuamente</strong>: permanecer relevante requer aprendizado e crescimento contínuos. Faça um esforço para se manter atualizado com os novos desenvolvimentos em sua área, aprender novas habilidades e buscar oportunidades de desenvolvimento profissional.</p><p>Em última análise, permanecer no Zeitgeist significa ser um membro ativo e engajado da sociedade. Trata-se de permanecer conectado ao mundo ao seu redor e usar essa conexão para informar suas ações e decisões. Ao permanecer no Zeitgeist, você poderá compreender melhor as necessidades e desejos das pessoas ao seu redor, ser mais resiliente no trabalho e contribuir para a conversa contínua sobre as questões que mais importam neste mundo em constante mudança.</p><p><strong>Como as áreas de comunicação e marketing podem tirar proveito disso</strong></p><p><strong>Compreensão do Público-alvo:</strong> O Zeitgeist reflete os valores, crenças e prioridades da sociedade em um determinado momento. Ao entender o Zeitgeist atual, as empresas podem alinhar suas estratégias de comunicação e marketing com as necessidades e expectativas do público-alvo, garantindo um ajuste cultural mais forte.</p><p><strong>Relevância e Ressonância</strong>: Ao permanecer no Zeitgeist, as empresas podem criar campanhas de marketing e mensagens de comunicação que sejam relevantes e ressoem com o público-alvo. Isso aumenta a probabilidade de engajamento e conexão emocional com a marca.</p><p><strong>Identificação de Tendências Emergentes</strong>: O Zeitgeist muitas vezes antecipa tendências emergentes na cultura e na sociedade. Ao estar atento ao zeitgeist, as empresas podem identificar oportunidades para inovar em suas estratégias de comunicação e marketing, posicionando-se à frente da concorrência.</p><p><strong>Construção de Marca Autêntica</strong>: O Zeitgeist pode informar a construção de uma marca autêntica que ressoa com os valores e aspirações do público-alvo. As empresas podem usar o Zeitgeist como inspiração para desenvolver uma narrativa de marca autêntica e relevante.</p><p><strong>Engajamento Significativo</strong>: Ao participar das conversas e debates que moldam o Zeitgeist, as empresas podem demonstrar um compromisso genuíno com as questões que são importantes para o público-alvo. Isso pode levar a um engajamento mais significativo e duradouro com a marca.</p><p><strong><em>Em resumo, o Zeitgeist é muito mais do que apenas uma tendência passageira; é o reflexo da consciência coletiva de uma sociedade em constante evolução</em></strong>.</p><p>Para empresas e indivíduos, permanecer conectado ao Zeitgeist não é apenas uma vantagem, mas uma necessidade vital. <strong><em>É a chave para compreender as nuances culturais, antecipar mudanças e desenvolver estratégias autênticas e impactantes.</em></strong> Ao abraçar o zeitgeist, podemos não apenas estar sintonizados com o mundo ao nosso redor, mas também moldá-lo de maneira significativa. É uma jornada contínua de aprendizado, crescimento e adaptação, mas os benefícios são inegáveis. Em última análise, ao permanecer no Zeitgeist, podemos não apenas seguir o fluxo da cultura, mas também deixar nossa marca na história.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=5319a7667aa3" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[A ascensão da Death Tech: O que o futuro da morte, pós-morte e vida após a morte digital nos…]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[born_lab]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 26 Jun 2023 12:52:46 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2023-06-26T17:45:30.799Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h3><strong>A ascensão da Death Tech: O que o futuro da morte, pós-morte e vida após a morte digital nos reserva.</strong></h3><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/850/1*sbeTVQiViN54Ooqv3ElC1w.png" /><figcaption>fonte: getty images</figcaption></figure><p>Todo ano, a mesma coisa, chega fevereiro e me pego lembrando da minha mãe, em razão do seu aniversário no dia 27, só que esse ano foi diferente, me dei conta que agora em 2023, fará 10 anos que minha mãe fez sua passagem. Entre um mix de nostalgia e melancolia fui arrastada a um turbilhão de pensamentos e nesse emaranhado chamado pensar, acabei usando meu lado profissional e fui pesquisar sinais sobre o que o universo das tendências teria para me falar sobre esse assunto e me deparei com algumas coisas curiosas, intrigantes e até mesmo fascinantes…como vocês poderão entender melhor até o final deste texto.</p><p>A real é que morte costuma ser um assunto desconfortável, mas como parte inevitável da vida, acredito eu que deveria ser algo com o qual estivéssemos acostumados a conversar mais abertamente, e quem sabe encontrar conforto nessa troca.</p><p><strong><em>‘A única certeza que temos é a morte’</em></strong>, era uma frase que minha mãe repetia em inúmeras situações. No entanto, mesmo tendo ciência disso, esse tema — a morte, a passagem ou como você costuma chamar — sempre foi um assunto que eu (e creio que uma grande parcela de pessoas) se acostumou a colocar debaixo de um tapete em um cômodo isolado de casa.</p><p>O fato é que a morte de um amigo ou familiar pode ser uma das experiências mais traumatizantes na vida de alguém. Quando se está de luto, a última coisa que se quer fazer é lidar com os assuntos do ‘pós-morte’, um processo extremamente estressante, desagradável e caro em meio a um período de turbulências emocionais.</p><p>Ao perder alguém, você percebe que nossa sociedade não está pronta para falar sobre o assunto e que discutir aspectos que permeiam esse tema ainda é um grande tabu em nossa cultura. <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2014/11/01/sociedad/1414853802_175512.html"><em>(confesso que nesse aspecto, admiro os mexicanos, que celebram a vida na hora da morte)</em></a></p><p>Atualmente, além dos detalhes da escolha para esse momento tão delicado de despedida, há uma nova questão que há anos atrás não existia; como lidar com os ativos digitais, como mídias sociais, álbuns de fotos virtuais, neo bancos e criptomoedas etc e tal…</p><p>Nos tempos atuais, a tecnologia se faz presente permeando todos os aspectos de nossas vidas, portanto faz sentido que ela também nos ajude na experiência emocional e traumática da morte.</p><p>Obviamente, todo esse assunto — tecnologia e morte, não passaria despercebido pelo mercado.</p><p>Surge um campo emergente que busca melhorar a forma como lidamos com o fim da vida. Esse campo, chamado de ‘tecnologia da morte ou do luto’ (Death Tech ou Grief Tech), está crescendo rapidamente. Surgem cada vez mais startups que oferecem ajuda nesse momento difícil. Muitas dessas startups estão introduzindo ferramentas digitais que ajudam as pessoas a enfrentar o luto. Elas abordam o tema da morte de maneiras novas, mais compreensivas e ainda ambientalmente sustentáveis.</p><p>As startups de tecnologia estão evoluindo para enfrentar desafios importantes. Elas ajudam as pessoas a se prepararem para a morte, aliviando o peso emocional dos que ficam e permitindo que familiares e entes queridos vivenciem o luto de forma mais tranquila. Além disso, essas tecnologias podem oferecer cuidados paliativos aos pacientes (ainda em vida), permitindo que eles comuniquem seus desejos finais aos seus entes queridos com algum conforto enquanto ainda estão vivos.</p><p>Confesso que fiquei bastante intrigada com os dados iniciais da minha pesquisa. É impressionante como a falta de espaços funerários se tornou um problema global nos dias de hoje. Voltemos ao ano de 1950, quando havia apenas 2,5 bilhões de pessoas no mundo e uma abundância de áreas disponíveis para enterros. No entanto, com o crescimento da população para cerca de 8 bilhões de pessoas atualmente, a disponibilidade de espaços diminuiu drasticamente. Isso nos leva a repensar as tradições funerárias e buscar alternativas como a cremação, <a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-59867034">hidrólise alcalina</a> ou até mesmo a compostagem humana. É incrível como nunca havia parado para refletir sobre essa realidade, mesmo vivendo em São Paulo e conhecendo apenas quatro cemitérios em toda a cidade<em>.</em></p><p>Outro fato curioso é que o impacto ambiental da indústria funerária tornou-se uma preocupação cada vez maior devido às controvérsias em torno dos impactos socioculturais e ambientais dos procedimentos realizados após a morte.</p><p><strong>Impactos da morte no meio ambiente</strong></p><p>Se há algo que nos preocupa profundamente nos dias de hoje, é o tema das mudanças climáticas e todas as consequências que elas acarretam. Estamos cada vez mais conscientes de como o meio ambiente nos mostra, de maneira alarmante, os possíveis sofrimentos que nos aguardam num futuro próximo. E quando se trata da morte, percebemos que os métodos tradicionais de sepultamento têm um impacto prejudicial no planeta em várias frentes.</p><p>O embalsamamento, por exemplo, retarda a decomposição do corpo de uma pessoa para que ele seja apresentável em um funeral — mas após o enterro, os produtos químicos usados para preservar o corpo afetam o solo.</p><p>Os caixões exigem enormes quantidades de madeira e metal, e os cemitérios muitas vezes constroem suportes de concreto no solo para protegê-los. Mesmo a cremação requer muito combustível e gera milhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono por ano.</p><p>De acordo com estatísticas da <a href="https://www.cremationassociation.org/">Cremation Association of North America</a>, é previsto que o número de pessoas optando pela cremação ao invés do enterro aumente para 71% nos próximos 10 anos. Por que então não começarmos a aceitar opções “mais sustentáveis” para o momento de partida?</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*mUg0lfbsb0680yEyvFWHSQ.jpeg" /><figcaption>fonte: <a href="https://nowthisnews.com/">Now This</a></figcaption></figure><p>Segundo dados do estudo <a href="https://www.jstor.org/stable/24562834">A Lei dos Mortos: Uma Revisão Crítica da Lei do Enterro, com vistas ao seu Desenvolvimento</a>, até a década de 2010, as únicas opções legalmente estabelecidas para o destino final dos restos mortais de uma pessoa após seu falecimento eram a cremação e o enterro.</p><p>Porém, o impacto que os caixões tradicionais causam no meio ambiente levou ao advento de novas tecnologias que oferecem às pessoas alternativas aos caixões tradicionais. Com o surgimento de novas tecnologias para esse mercado crescem as alternativas ecológicas, algumas startups de tecnologia da morte oferecem maneiras de reduzir os impactos tóxicos de rituais pós-morte.</p><p>Por exemplo, devido à liberação de grandes quantidades de dióxido de enxofre (SO2), compostos voláteis, óxidos de nitrogênio e outros poluentes do combustível usado para queimar, existem preocupações ambientais sobre a cremação, que inclusive pode ser extremamente prejudicial aos trabalhadores dos crematórios que são expostos a essas toxinas.</p><p><strong>Pensando nisso algumas startups de Death Tech preocupadas com essas informações se esforçaram para reduzir a pegada de carbono da cremação de fogo</strong>…</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*r_VoMQiiM4oX-63TYRkYWA.jpeg" /><figcaption>fonte: <a href="https://recompose.life/">Recompose</a></figcaption></figure><p>A <a href="https://aquamationmachines.com/">Aquamation International</a> uma startup australiana, utiliza um método ecologicamente correto para a cremação chamado hidrólise alcalina. É um método de cremação que libera menos de um décimo do dióxido de carbono da cremação de fogo.</p><p>Já a visão da startup sueca<a href="https://translate.google.com/website?sl=en&amp;tl=pt&amp;hl=pt-BR&amp;prev=search&amp;u=http://www.promessa.se/"> </a><a href="https://promessa.se/">Promessa</a>, gira em torno da ideia de combinar inovação biológica e tradição, apresentando uma forma mais digna e ética de ser enterrado ou cremado gerando um impacto significativamente menor no meio ambiente.</p><p>A <a href="https://recompose.life/">Recompose</a> é uma das startups pioneiras nos Estados Unidos, juntamente com outras duas empresas importantes, a <a href="https://www.herlandforest.org/">Herland Forest</a> e a <a href="https://returnhome.com/">Return Home</a>. Essas empresas oferecem a compostagem humana como uma alternativa à cremação, proporcionando uma grande vantagem para o meio ambiente. A prática de <a href="https://www.instagram.com/p/CKzZ9YgHdel/">compostagem humana</a> permite que as famílias transformem os corpos de entes queridos falecidos em solo utilizável para o cultivo de árvores.<a href="https://www.instagram.com/p/CKzZ9YgHdel/"> </a>Isso representa uma maneira sustentável e significativa de honrar a memória dos falecidos, promovendo a renovação e o crescimento da natureza.</p><p><em>Para as pessoas com uma mentalidade mais holística esse tipo de alternativa nos lembra que fazemos parte de algo maior do que nós mesmos e o ato de retornar organicamente à terra, juntando os elementos de nossos corpos à mãe natureza é uma maneira de integrar o círculo da vida.</em></p><p>Um dado a nível de curiosidade, mundialmente, Washington foi o primeiro estado a permitir que os humanos se transformassem em adubos sendo seguido por outros estados americanos. No <a href="http://blog.cicloorganico.com.br/sustentabilidade/compostagem-humana-ja-e-realidade-em-muitos-paises/">Brasil</a>, esse processo ainda não existe e há uma escassa discussão sobre o tema. Ainda há muito a ser debatido, especialmente em relação aos aspectos culturais e religiosos.</p><p>Outra empresa que transforma rituais postmortem em atos ecologicamente corretos é uma startup com sede em Barcelona, ​​<a href="https://urnabios.com/">Bios Urn</a> oferece uma alternativa mais verde para urnas de cremação. Fundada em 2013, desenvolveu a primeira urna sustentável e plantável do mundo. Cada urna contém um compartimento para cápsulas para adicionar uma semente ou muda de sua preferência. Se você não tem um jardim, não se preocupe, há também o <a href="https://urnabios.com/product/incube-lite/">Bios Incube® Lite</a>, um produto de jardinagem que permite cultivar uma árvore usando os restos mortais de um ente querido em sua própria casa.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*oueT81-CMGgKxi1zv4xpWA.jpeg" /><figcaption>fonte <a href="https://urnabios.com/">Bios Urn</a></figcaption></figure><p>Outra opção é usar um traje funerário biodegradável chamado <a href="https://www.dwell.com/article/go-green-all-the-way-to-the-grave-in-this-mushroom-death-suit-a6b74c0f">Infinity Burial Suit</a> criado por uma empresa “funerária verde” a <a href="https://www.instagram.com/infinityburial/">Coeio</a>. O traje é feito de cogumelos e outros microorganismos que auxiliam na decomposição do corpo. Segundo a empresa, o resultado final é que os corpos são transformados em nutrientes vitais que enriquecem a terra e promovem uma nova vida. Esse <a href="https://deathcareindustry.com/the-coeio-infinity-mushroom-burial-suit/">traje funerário</a> foi co-criado com o estilista de desperdício zero <a href="https://www.danielsilverstain.com/">Daniel Silverstein</a> e outro fato curioso <em>(uma coisa meio Sheldon Cooper)</em>: Luke Perry, o Dylan da série Beverly Hills, 90210, foi enterrado usando um desses trajes.</p><blockquote>“O Infinity Burial Suit começou como uma provocação artística que estreou em um desfile de moda. Agora é um produto comercial que está mudando nossas atitudes culturais em relação à morte e ao morrer.” — Jae Rhim Lee, fundador/CEO da Coeio</blockquote><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*9uJU1V69yUiU-E_xBjHiqw.jpeg" /><figcaption>fonte: Science Alert</figcaption></figure><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2F_7rS_d1fiUc%3Fstart%3D1%26feature%3Doembed%26start%3D1&amp;display_name=YouTube&amp;url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D_7rS_d1fiUc&amp;image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2F_7rS_d1fiUc%2Fhqdefault.jpg&amp;key=a19fcc184b9711e1b4764040d3dc5c07&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=youtube" width="854" height="480" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/ba93d8cd965a8fdb8f0dcfa31275b390/href">https://medium.com/media/ba93d8cd965a8fdb8f0dcfa31275b390/href</a></iframe><p><a href="https://www.eterneva.com/">Eterneva</a>, outra startup de death tech de Austin acredita que precisamos de uma maneira positiva de manter quem amamos por perto, e por isso eles transformam as cinzas da cremação em diamantes personalizados. <em>Para as pessoas com mais apego e amantes da beleza eterna de uma joia, ter uma lembrança com alma, pode ter um lindo significado e </em>muito bem precificado.</p><p>Já<a href="https://translate.google.com/website?sl=en&amp;tl=pt&amp;hl=pt-BR&amp;prev=search&amp;u=https://www.andvinyly.com/"> a empresa </a><a href="https://www.andvinyly.com/">And Vinyly</a>, transforma as cinzas cremadas em um disco de vinil para você oferecer essa lembrança a seus entes queridos, podendo deixar gravações de uma mensagem pessoal com sua última vontade ou testamento, ou até mesmo sua própria trilha sonora ou quem sabe apenas o som do silêncio.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*nt9YdYwFerOHTp0XMkX3IA.jpeg" /><figcaption>fonte: <a href="https://medium.com/allraise/the-future-of-deathtech-interview-with-adelle-archer-ceo-and-founder-of-eterneva-25b8cd9ce878">Medium</a></figcaption></figure><p><strong>Existem outros problemas com a mortalidade que as startups estão tentando ajudar a resolver: O que acontece com nossos ativos digitais no pós morte?</strong></p><p>A <a href="https://mygoodtrust.com/">GoodTrust</a> ajuda indivíduos e famílias que perderam alguém a proteger e preservar sua presença e memória digital. A plataforma digital é legalizada e segura para administrar seus sites, mídias sociais, contas online e documentos com função de compartilhamento fácil para o momento presente ou para quando você falecer.</p><p>A <a href="https://guardadoria.com.br/">Guardadoria</a>, é uma plataforma brasileira criada neste ano que se dedica ao planejamento para o futuro, abordando a temática da finitude humana. Seu propósito é incentivar a reflexão sobre esse tema por meio da preservação de memórias e documentos significativos, oferecendo serviços como testamento digital, criação de holding familiar, memorial de autobiografias e assistência profissional abrangente em questões práticas, patrimoniais e emocionais.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*xtm_JzNL00QlhvsIAuyyeQ.jpeg" /><figcaption>fonte: <a href="https://cartograma.com.br/portfolio/naming-identidade-visual-guardadoria/">internet</a></figcaption></figure><p><a href="https://www.instagram.com/fabriciofsantana/">Fabricio Santana</a>, o criador da Guardadoria, destaca que a forma como a morte é encarada difere entre culturas. Enquanto europeus e americanos possuem abordagens distintas, os latinos têm o costume de bater na madeira três vezes ao mencionar o assunto. Segundo Santana, é crucial reverter essa situação no país para evitar mais conflitos familiares e perdas patrimoniais.</p><p>Unindo se a essa série de empresas, o aplicativo de “aconselhamento” <a href="https://everdays.com/">Everdays</a>, com sede em Detroit, permite que as pessoas assumam o controle de seu planejamento de fim de vida muito antes de morrerem comprando seu próprio funeral com antecedência, tudo de forma prática e online.</p><p>A <a href="https://inheriti.com/">Inheriti</a> visa proteger o legado digital de uma pessoa falecida ou incapacitada e garantir que sua família ou partes interessadas possam obter acesso quando necessário. Uma combinação de blockchain, contratos inteligentes e hardware patenteado oferece uma proteção significativa à herança de seus entes queridos.</p><p>A empresa <a href="https://www.closure.nl/">Clousure</a>, sediada na Holanda, oferece um serviço para cancelar assinaturas, contratos e contas de pessoas falecidas. Eles utilizam um software baseado em inteligência artificial para verificar o atestado de óbito. Em seguida, uma notificação padronizada é gerada e enviada para as organizações pertinentes (como bancos, governo, estado..entre outros)</p><p>Com um vibe meio Upload (a série), a<strong> </strong><a href="https://www.hereafter.ai/">HereAfter AI</a>, uma empresa com sede nos Estados Unidos que permite que as pessoas carreguem suas memórias, que serão transformadas em um “avatar de história de vida” que poderão se comunicar com amigos e familiares. Ao invés de usar a pegada digital que as pessoas deixam para trás — e todos os dilemas éticos que isso gera — o modelo da HereAfter AI depende exclusivamente do consentimento dos usuários, que devem optar por ser entrevistados e podem escolher com quem compartilharam seu “avatar da história de vida”.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*BuMsNWrTWpjlofvdsW_bnA.jpeg" /><figcaption>Fonte: <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/isso-e-muito-black-mirror-app-de-inteligencia-artificial-permite-conversar-com-os-mortos/">CNN Brasil</a></figcaption></figure><p><em>Preservar memórias e repassar heranças é um desejo humano inato que é evidente em tudo, desde artefatos antigos até a arquitetura, por isso não é surpresa que as empresas de tecnologia estejam procurando novas maneiras de avançar e elevar esse processo.</em></p><p>Em outubro do ano passado, aconteceu pela primeira vez na Austrália a conferência <a href="https://www.redesigningdeathcare.org/">Redesigning Deathcare</a>, que convidou seus participantes através de contribuições de diversas perspectivas a imaginar e construir coletivamente um sistema holístico de cuidados com a morte.</p><p>A conferência foi aberta a todos que tivessem interesse em participar: artistas, acadêmicos, profissionais de cuidados com a saúde e com a morte, governo, grupos comunitários, ONGs, jornalistas e muito mais. Foram variados os tipos de contribuições no evento em vários formatos: apresentações, pôsteres, mesas redondas, palestras, sessões de networking acadêmicas/industriais e vitrines artísticas. No <a href="https://www.redesigningdeathcare.org/online-showcase">site deles</a>, vocês poderão conferir um pouco mais sobre o que rolou por lá e pra quem se interessar quem sabe ajudá-los a responder: Como podemos reimaginar o futuro dos cuidados com a morte?</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*ZntIXTCyNXtwhJoGCPf6mw.jpeg" /></figure><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FY1NUryYTuz4%3Ffeature%3Doembed&amp;display_name=YouTube&amp;url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DY1NUryYTuz4&amp;image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FY1NUryYTuz4%2Fhqdefault.jpg&amp;key=a19fcc184b9711e1b4764040d3dc5c07&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=youtube" width="854" height="480" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/4a2f63983e5e0e23c0a142d2ec7addd4/href">https://medium.com/media/4a2f63983e5e0e23c0a142d2ec7addd4/href</a></iframe><p><strong>Da ressurreição digital a imortalização, viver além da morte através de pós vidas digitais, alguns spoilers de amostras tecnológicas da ficção;</strong></p><p>Em<strong> </strong><a href="https://www.netflix.com/br/title/70264888">Black Mirror</a>, o episódio <a href="https://tvtropes.org/pmwiki/pmwiki.php/Recap/BlackMirrorBeRightBack"><strong><em>“Be Right Back”</em></strong></a> explora o tema do luto onde a personagem paralisada pela dor da dor da perda, encomenda uma tecnologia que produz um avatar robótico, com o uso de inteligência artificial, do seu falecido namorado. O que acontece a seguir levanta questões fundamentais sobre as coisas que a tecnologia não pode replicar ou substituir.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*4jj8_4-6oRysA2pu55Pczg.png" /><figcaption>fonte: <a href="https://www.thesun.co.uk/tech/5568422/black-mirror-true-real-life/">The Sun</a></figcaption></figure><p>Em <a href="https://www.primevideo.com/detail/Upload/0NQ1QFP6B4R6TM8O2590IV5716">Upload</a>, a série nos mostra uma perspectiva de futuro de um mundo pós morte. Imagine morrer e ter a garantia de que a eternidade lhe espera em um ambiente de realidade virtual, como se o <strong><em>Game Not Over</em></strong>. Na série, a ideia é de que sua consciência pode ser carregada, que você pode viver num luxuoso local onde você não apenas pode fazer qualquer coisa e onde você também consegue interagir com os que ainda estão vivos através de uma linha telefônica. A memória de uma pessoa poderá ser arquivada na nuvem, e sua pós-vida transformada num reality show online melhorado com a ajuda da tecnologia, dependendo do quanto você pode investir.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/602/1*6ymz4jzxazhr_gSJoMs9yw.png" /><figcaption>fonte: <a href="https://revistamonet.globo.com/Series/noticia/2022/02/upload-com-data-de-estreia-da-2-temporada-definida-serie-ganha-trailer-divertido-e-com-varias-novidades-assista.html">Globo.com</a></figcaption></figure><p>No imaginário dessa narrativa, os paraísos para o qual as pessoas são transportadas funcionam como serviços de assinatura de empresas. <em>Quanto mais caro você paga, mais benefícios pós-vida você tem</em>, assim como é possível adquirir itens dentro do “jogo” também.</p><p>Segundo o autor Greg Daniels;<strong><em> “Quando você pensa no valor que grandes empresas capitalistas de tecnologia irão cobrar por experiências após a morte, você percebe o quão sem esperança nós estamos.”</em></strong></p><p><strong>Seres humanos às vezes tentam ser DEUS</strong></p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/500/1*qIFSdHMpnGh6eI7SBb9cAw.gif" /><figcaption>fonte: giphy.com</figcaption></figure><p><strong><em>E se a morte não puder ser vencida, mas adiada?</em></strong></p><p>Apesar de ser uma certeza assim que se nasce, o ser humano sempre tentou burlar a mortalidade. Ao longo da história aconteceram diversas tentativas principalmente em séries e filmes que adoram abordar o tema.</p><p>Algumas pessoas vão um passo além e pagam fortunas para congelar seus corpos depois que morrerem. A <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Anima%C3%A7%C3%A3o_suspensa">animação suspensa</a> e a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Criogenia">criogenia</a> são dois dos métodos usados ​​para preservar os corpos até que possam ser reanimados. A <strong><em>criogenia</em></strong>, faz o processo de resfriamento de corpos com nitrogênio líquido até atingir os -196ºC. A esperança é de que a ciência, no futuro, seja capaz de trazer corpos preservados de volta à vida.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*VMgchTU4zhBQebmwl6-auQ.jpeg" /><figcaption>fonte: <a href="https://olhardigital.com.br/2016/04/18/pro/criopreservacao-veja-quanto-custa-manter-um-corpo-congelado/">Olhar digital</a></figcaption></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/660/1*xB_fY_M2drNBhQdpMkulow.jpeg" /><figcaption>fonte: Cryonics_institute</figcaption></figure><p><strong>Uma corrida silenciosa permitida somente há alguns bilionários — a busca por uma fonte da vida eterna.</strong></p><p>Peter Thiel, bilionário e cofundador do PayPal, <a href="https://www.businessinsider.com/peter-thiel-cryogenically-preserved-but-doubts-the-tech-works-2023-5">disse que será congelado e preservado quando morrer para que tentem revivê-lo no futuro</a>. Apesar de ter se inscrito para o congelamento, Thiel diz não acreditar que a tecnologia vá funcionar.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/972/1*KIhYhcCrbNweYW1cyHAUGQ.png" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/564/1*HexY_noN2EnFgs-5QPv79Q.png" /><figcaption>fonte: business insider</figcaption></figure><p>Outro bilionário excêntrico, <a href="https://fortune.com/2013/04/04/5-billionaires-who-want-to-live-forever/">Don Laughlin</a>, um empresário do ramo de jogos de azar (leia-se cassinos), já foi atrás de deixar seus restos mortais preservados após a morte, seu corpo será criopreservado a 360 graus negativos após sua morte até que ele possa ser revivido e curado de qualquer problema de saúde, tudo isso por míseros $ 5 milhões de dólares, somente para ter “uma chance melhor de voltar”. Ele também planeja levar com ele, no congelamento seu dinheiro e seus bens.</p><p>Já o bilionário russo e magnata da mídia <a href="https://fortune.com/2013/04/04/5-billionaires-who-want-to-live-forever/">Dmitry Itskov</a> causou uma grande sensação no ano passado quando criou a <a href="http://2045.com/">Iniciativa 2045</a>, que trouxe 30 dos principais cientistas russos a bordo para criar um centro de pesquisa internacional para estudar a imortalidade. Dmitry implorou a outros bilionários que comecem a financiar a “imortalidade cibernética e o corpo artificial”. Seu plano é transferir a consciência humana para um avatar controlado remotamente, ou um cérebro sintético — o que ele vê como o próximo passo na evolução humana.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/704/1*xzbLxejf80eczwZ5oupSkA.jpeg" /><figcaption>fonte: Facebook</figcaption></figure><p><strong>A arte imita a vida ou…a vida imita a arte.</strong></p><p>Na despedida final, você encararia o derradeiro momento e compareceria ao seu próprio funeral?</p><p>No ano passado, Marina Smith, uma mulher de 87 anos <a href="https://www.techtudo.com.br/noticias/2022/08/idosa-conversa-com-familiares-no-proprio-funeral-gracas-a-ia-entenda.ghtml">compareceu ao seu próprio funeral no Reino Unido</a> graças a uma startup chamada <a href="https://storyfile.com/">StoryFile,</a> que semelhante a startup HereAfter AI — grava imagens e áudio antes da morte de uma pessoa e depois o torna interativo por meio do poder da conversação através da AI e um avatar holográfico.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/912/1*ONNOZJgVbq8_qimoWIUNFQ.png" /><figcaption>Foto: Divulgação/Marina H. Smith Foundation</figcaption></figure><p>A explosão do <a href="https://www.euronews.com/next/2022/12/14/chatgpt-why-the-human-like-ai-chatbot-suddenly-got-everyone-talking">ChatGPT</a> acelerou o desenvolvimento de outras “tecnologias do luto”, incluindo sua integração ao modo “viver para sempre” do metaverso. O projeto da empresa <a href="https://somniumspace.com/">Somnium Space</a> espera criar uma versão do “você” digital para que você possa viver imortalmente dentro do metaverso (um conceito ainda a ser totalmente definido e que podia estar inserido em algum episódio do Black Mirror).</p><p>Embora esses avatares de IA certamente possam ser benéficos para o processo de luto, fornecendo um conforto durante um período turbulento, também existe o risco de que eles possam nos manter presos ao passado, incapazes de seguir em frente.</p><p><strong>Paradigmas do Futuro da Death Tech</strong></p><p>Em resumo: existem várias áreas em que a Death Tech está impactando ou pode impactar no futuro:</p><p>- Planejamento e preparação para a morte: através de apps e plataformas online que ajudam as pessoas a planejar e organizar seus desejos relacionados à morte, como testamentos, disposição de bens, preferências funerárias e até mesmo mensagens finais.</p><p>- Funerais digitais: A tecnologia possibilita a realização de funerais virtuais, nos quais as pessoas podem participar de cerimônias e prestar homenagens online, independentemente da sua localização geográfica. Isso pode incluir streaming de vídeo, salas de bate-papo para compartilhar memórias e até mesmo realidade virtual para uma experiência mais imersiva.</p><p>- Preservação de memórias: Há uma variedade de serviços que permitem às pessoas preservar suas memórias e histórias para as gerações futuras. Isso pode incluir a criação de álbuns digitais, diários online, armazenamento de fotos e vídeos, e até mesmo a criação de avatares virtuais que podem interagir com as pessoas após a morte.</p><p>- Luto e apoio emocional: Existem aplicativos e plataformas que oferecem suporte emocional para pessoas em luto, fornecendo recursos, aconselhamento e comunidades de apoio online. Essas ferramentas podem ajudar as pessoas a lidar com a perda, encontrar conforto e se conectar com outras pessoas que estão passando por situações semelhantes.</p><p>- Disposição ecológica dos corpos: A preocupação com a sustentabilidade também está impactando a indústria funerária. Surgiram opções mais ecológicas, como o enterro em cápsulas biodegradáveis, cremação aquática, compostagem humana e até mesmo a transformação de cinzas em árvores.</p><p><em>É importante observar que a Death Tech está em evolução e nem todas as ideias e tecnologias mencionadas são amplamente adotadas ou legalmente aceitas em todos os lugares do mundo. Muitas delas enfrentam barreiras religiosas, crenças e tradições.</em></p><p><em>Além disso, a aplicação da tecnologia no contexto da morte e do luto levanta questões éticas e emocionais complexas, que precisam ser consideradas ao desenvolver e adotar essas soluções.</em></p><p>Mas uma coisa é <strong>fato</strong>:</p><p>A maneira como experimentamos a morte e o morrer mudará rapidamente nas próximas décadas, à medida que começarmos a ser mais perceptivos de como a tecnologia se entrelaça com a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Tanatologia">tanatología</a> (estudo científico da<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Morte"> morte</a>) e a psicologia. Combinado com forças culturais e ideológicas, o cuidado e a tecnologia da morte seguirão uma trajetória muito interessante.</p><p>A discussão sobre o planejamento do fim da vida será mais onipresente e normalizada. Ao ser capaz de decidir como seus legados físicos e digitais serão tratados ou ter a oportunidade de planejar uma despedida mais significativa para si,<strong><em> o processo de morrer nos agrega um maior senso de responsabilidade e dignidade</em></strong>.<strong><em> Se a vida parece incontrolável e imprevisível desde o início, pelo menos o futuro nos permite ter alguma noção de controle sobre como ela termina.</em></strong></p><p>A tecnologia da morte não é totalmente nova, mas, até o momento, a maioria das startups não conseguiu derrubar tradições de longa data. A pandemia acelerou uma mudança de atitude, e mais pessoas acreditam que se preparar para morrer bem <em>depois</em> é essencial para viver bem <em>agora</em>.</p><p><em>Outro fato é bem claro, nenhuma forma de tecnologia da morte poderá aliviar a dor de perder um ente querido. Essas tecnologias permitem que os vivos honrem a memória de quem foi.</em></p><blockquote><em>“</em><strong><em>A tecnologia não pode prometer acabar com a dor, mas pode segurar sua mão durante o processo [e oferecer] orientação no terreno muitas vezes desconhecido do luto.</em></strong><em>” diz </em>David Kessler, CEO e co-fundador de uma das startups de Death Tech, a <a href="https://www.empathy.com/news-room">Empathy</a></blockquote><p><strong><em>A indústria da tecnologia da morte pode ter um nome sombrio, mas está repleta de vida e movida pelo amor.</em></strong></p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*Ocqz6RSEcei8N0k_mCuklQ.jpeg" /><figcaption>fonte: internet</figcaption></figure><p>Nota: Como coolhunter, sempre faço uma espécie de uma grande colcha de retalhos com os mais diversos tipos de sinais sobre o mesmo tema, para complementar essa leitura e amplia repertório acho que vale a pena dar uma olhadinha no <a href="https://shop.theuglylab.com.br/cards/onna-personas-edicao-essencial-versao-impressa-digital">relatório ONNA</a>, do pessoal aqui da <a href="https://www.instagram.com/theuglylab/">The Ugly Lab</a> e dedicar uma uma atenção a certos grupos comportamentais; dos espiritualizados aos laicos e teocratas, passando pelos descentralizadores de moeda, indo até o grupo de saúde e bem estar, fazendo um link com os regenerativos e os adoradores de startups. Com certeza sua cabeça irá fervilhar de pensamentos, opiniões e ideias.</p><p>#pesquisadetendencias #sinais #deathtech #future</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=cd56cf1fb1bc" width="1" height="1" alt=""><hr><p><a href="https://medium.com/theuglylab/a-ascens%C3%A3o-da-death-tech-o-que-o-futuro-da-morte-p%C3%B3s-morte-e-vida-ap%C3%B3s-a-morte-digital-nos-cd56cf1fb1bc">A ascensão da Death Tech: O que o futuro da morte, pós-morte e vida após a morte digital nos…</a> was originally published in <a href="https://medium.com/theuglylab">The Ugly Lab</a> on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.</p>]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[O Caminho do Cool: Uma análise do passado, presente e futuro]]></title>
            <link>https://born-lab.medium.com/o-caminho-do-cool-uma-an%C3%A1lise-do-passado-presente-e-futuro-41c180b02b31?source=rss-c965420640c9------2</link>
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            <dc:creator><![CDATA[born_lab]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 12 Apr 2023 15:53:08 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2023-04-12T15:53:08.459Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h3>Esses dias estava revendo alguns dos materiais da minha pós graduação em Coolhunting lá em 2007 <em>(caraca faz tempo hein) </em>e comecei a me questionar sobre o <strong>conceito do “cool”</strong> e como a busca por “cool seeds” independente do momento cultural permanece com seu DNA quase intacto e imutável. Naquele momento perdida entre anotações e textos, quando vi já estava divagando sobre <strong>qual será o futuro do cool?</strong></h3><p>Como coolhunter, que basicamente junta pistas para chegar a uma conclusão incial, resolvi fazer uma volta pelo roteiro passado, presente para vislumbrar um possível futuro.</p><blockquote><strong><em>O termo “cool” desempenha um papel importante na transformação do mundo e em torná-lo um lugar melhor para todos nós. Sua influência na arte e moda tem sido predominante desde a década de 1950, quando surge na cena do jazz afro-americano. A sua relevância transcendeu o tempo e a cultura e é importante entender o contexto histórico do “cool” e discutir seu futuro.</em></strong></blockquote><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/568/1*P23t_2pvdoZKc0qI2mvwdA.jpeg" /></figure><p>Inicialmente, o “cool” era uma expressão da música e cultura jazz afro-americana. Os músicos negros criaram seu próprio estilo que refletia sua identidade cultural única, diferenciando-se da música tradicional. O jazz era considerado cool porque tinha um som enérgico e poderoso, diferente da música tradicional. Esse estilo cool nasceu num cenário de subcultura (ou contra cultura, depende de como você prefere chamar) e a partir daí, o estilo “cool” se espalhou internacionalmente, influenciando a moda e a arte em todo o mundo.</p><h4>O “cool” pode ser considerado como uma ideia abstrata ou um atributo estipulado pelos consumidores. É altamente dinâmico e muda rapidamente com o tempo. O “cool” tem como sua característica o “ser” desejável que reflete a uma posição social e a uma associação com comunidades cool.</h4><p>Na arte e na moda, o conceito de “cool” tornou-se uma importante fonte de criatividade e inovação. Designers e artistas usam a ideia de “cool” para desafiar o status quo e ultrapassar limites. Por exemplo, na década de 1960, designers como Yves Saint Laurent e Jean-Paul Gaultier criaram estilos revolucionários misturando silhuetas europeias tradicionais com influências do jazz afro-americano. Esses designers impulsionaram a indústria da moda e inspiraram as futuras gerações de designers.</p><h4>É importante ressaltar que o que é considerado “cool” pode variar muito de acordo com a época, cultura, idade e outros fatores. Como exemplo citado anteriormente, na década de 1950, a cultura do jazz era vista como “cool”, enquanto nos anos 90, a cultura grunge e a música alternativa eram consideradas “cool”. Atualmente, pode-se dizer que, em muitos círculos, o minimalismo, a sustentabilidade, a tecnologia de ponta e o ativismo social são vistos como “cool”.</h4><p>Além de ser uma fonte de criatividade e expressão, o “cool” também é adotado como estilo de vida e atitude. Tornou-se sinônimo de auto-expressão e individualismo, inspirando as pessoas a se vestir e agir de uma maneira única. Isso levou ao nascimento de subculturas como hip hop, punk e grunge na música e grafiteiros como Banksy e Shepard Fairey, que abraçaram o ideal de “cool” e a usaram como uma ferramenta para auto-expressão, reflexão, comentário político e expressão cultural.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*kexr7ttK_h_pi1W4RDVakg.png" /></figure><h4>Em resumo, “cool” é um conceito multifacetado e em constante evolução. Vislumbrando seu futuro, é provável que o “cool” continue sendo uma influência chave tanto na moda quanto na arte. Com as culturas globais se misturando cada vez mais, é provável que a noção de “cool” se torne ainda mais diversificada e variada. Novas subculturas podem surgir e novos estilos que misturam o melhor de muitos mundos podem ser introduzidos.</h4><p>Como um conceito que evolui ao longo do tempo e é influenciado por diferentes fatores culturais, sociais e tecnológicos, é difícil antever exatamente qual será o futuro do “cool”. No entanto, irei arriscar em apontar algumas perspectivas.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/563/1*GQb8mCzZ8BcZGwxfaF827w.jpeg" /></figure><p>Com o aumento da conscientização social e ambiental, é possível que o “cool” se torne mais associado a comportamentos e escolhas sustentáveis e responsáveis considerando os efeitos das mudanças climáticas, Além disso, a valorização da diversidade e da inclusão pode ampliar a percepção de “cool” para além de estereótipos e padrões estéticos tradicionais.</p><p>Também é possível que, com o avanço da tecnologia, o “cool” se torne mais associado a inovações e tendências tecnológicas, como dispositivos de realidade virtual e aumentada, inteligência artificial e outras tecnologias emergentes.</p><p><strong>Por outro lado, é importante lembrar que o conceito de “cool” sempre será influenciado por fatores culturais e sociais em constante mudança, e que o que é considerado “cool” em um determinado momento pode rapidamente se tornar ultrapassado ou irrelevante. Portanto, é possível que o “cool” continue a evoluir de maneiras imprevisíveis e surpreendentes.</strong></p><h4>O “cool” continuará sendo uma força na arte e na moda, ao mesmo tempo em que evolui para refletir a cultura em mudança e as necessidades ambientais. Em resumo, o “cool” tem um papel importante em transformar o mundo e torná-lo um lugar melhor para todos nós.</h4><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=41c180b02b31" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Tik Tok - “A” plataforma que está moldando como toda uma geração está aprendendo a perceber o mundo.]]></title>
            <link>https://born-lab.medium.com/tik-tok-a-plataforma-que-est%C3%A1-moldando-como-toda-uma-gera%C3%A7%C3%A3o-est%C3%A1-aprendendo-a-perceber-o-mundo-b30ce71c2713?source=rss-c965420640c9------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/b30ce71c2713</guid>
            <dc:creator><![CDATA[born_lab]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 08 Nov 2022 20:05:05 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2022-11-08T20:18:31.027Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<blockquote><strong>Esqueça a ideia ultrapassada de que o Tik Tok é só um aplicativo de dança.</strong></blockquote><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/646/1*doHvEW7OgvB7roWwjXzYbA.jpeg" /></figure><p>Quem não assistiu a um vídeo no <a href="https://www.tiktok.com">TikTok</a> nos últimos tempos, que atire a primeira pedra. E caso você ainda não tenha usado a plataforma, saiba que você rapidamente está se tornando uma exceção global.</p><p>A plataforma de entretenimento criada em 2016 viveu um boom durante a<a href="http://vogue.globo.com/Wellness/noticia/2022/07/importancia-de-resgatar-felicidade-apos-pandemia.html"> pandemia</a> e popularizou o formato de vídeo rápido e espontâneo que prende a atenção instantaneamente e tem um potencial de viralizar até então visto poucas vezes em outros aplicativos.</p><p><strong><em>Além de um espaço de entretenimento, o TikTok é também um local de descobertas.</em></strong> <strong><em>O que acontece por lá vira pauta para fora dele</em></strong>. Isso demonstra o seu poder de alcance e faz com que o TikTok se torne o assunto do momento, influenciando tendências, conversas, concorrentes e também a indústria.</p><p>Diferentemente das outras plataformas no TikTok, não importa o número de seguidores, mas sim a história que a pessoa tem para contar.</p><p>Em cinco anos, o aplicativo, uma vez descartado como uma moda boba de vídeos de dança, tornou-se um dos mais proeminentes, discutidos, desconfiados, tecnicamente sofisticados e geopoliticamente complicados da internet — um fenômeno que garantiu uma compreensão incomparável da cultura e a vida cotidiana e intensificou o conflito entre as maiores superpotências do mundo.</p><p>Só para ter uma ideia, o site do TikTok foi visitado no ano passado com mais frequência do que o Google. O espectador médio assiste ao TikTok por 80/90 minutos por dia — mais do que o tempo gasto no Facebook e no Instagram juntos.</p><p>Segundo um artigo do <a href="https://www.washingtonpost.com/">The Washington Post</a>, metade do público do TikTok tem menos de 25 anos, porém o aplicativo também está ganhando a atenção dos adultos; espera-se que o público acima de 65 anos aumente este ano em quase 15%.</p><p>O TikTok começa a estudar seus usuários desde o momento em que abrem o aplicativo pela primeira vez. Ele mostra a eles um único vídeo em tela cheia, em loop infinito, e então avalia como os usuários reagem: um segundo de visualização ou hesitação indica interesse; uma fuga sugere um desejo por outra coisa. A cada #datapoint, o algoritmo do TikTok se reduz de uma massa disforme de conteúdo para um feed refinado e irresistível.</p><p>O algoritmo “For You” ou traduzido “Para você”, como o TikTok o chama, gradualmente constrói perfis baseado nos gostos dos usuários e não a partir do que eles escolhem, mas de como eles se comportam. Enquanto as outras redes sociais dependem de seus usuários para se “auto” definirem digitando seus interesses ou seguindo pessoas famosas, o TikTok observa e aprende, explorando tendências e desejos que seus usuários podem não identificar.</p><p>O sistema é executado em um sofisticado mecanismo de aprendizado de máquina — os pesquisadores da ByteDance defenderam sua “<a href="https://arxiv.org/abs/2007.07203?itid=lk_inline_enhanced-template">complexidade computacional sublinear</a>” — mas para os TikTokers, o processo não poderia ser mais simples. Inicie o aplicativo. Veja o vídeo. Consuma passivamente.</p><p>Do lado de fora, assistir alguém usando o TikTok parece principalmente um deslizar sem sentido. Mas existe um sistema de recompensa #serendipity que é a espinha dorsal do aplicativo e transforma o entretenimento em um jogo sem fim.</p><p>Cada deslizar de tela pode trazer algo melhor, mas os espectadores não sabem quando isso vai acontecer, então eles seguem deslizando tentando antecipar se a algo que talvez eles nunca encontrem. É satisfatório o suficiente para manter as pessoas interessadas e tão insatisfatórias que elas não querem parar.</p><p>A influência cultural do TikTok em uma nova geração de mídia levou a alguns efeitos surpreendentes. Vídeos virais de pessoas se deliciando com seus livros favoritos, muitos deles com a hashtag <a href="https://www.tiktok.com/tag/booktok?itid=lk_inline_enhanced-template">#BookTok</a> , que tem 88 bilhões de visualizações, ajudou a fazer de 2021 um dos melhores anos de vendas da indústria editorial de todos os tempos. Livros como; “É assim que acaba” e “É assim que começa”, da autora <a href="https://www.amazon.com.br/Livros-Colleen-Hoover/s?rh=n%3A6740748011%2Cp_27%3AColleen+Hoover">Colleen Hoover</a>, que tornou -se a maior estrela do #BookTok e vendeu mais cópias este ano do que a Bíblia, de acordo com dados do <a href="https://www.npd.com/news/entertainment-top-10/2022/top-10-books/">NPD BookScan</a>.</p><p>Por ex <a href="http://vogue.globo.com/lifestyle/noticia/2020/04/6-hashtags-para-se-unir-e-seguir-ja.html">hashtag</a> #TikTokMadeMeBuyIt (“O TikTok me fez comprar isso”, em português) conta com quase 29 bilhões de visualizações e é uma das provas da influência que a plataforma tem para impulsionar compras. “Oferecemos muitas ferramentas para que a nossa comunidade se expresse de forma criativa e autêntica e nos enche de orgulho saber que os usuários podem ditar tendências e pautar discussões atuais”, disse Ronaldo Marques, head de parcerias de conteúdo do TikTok Brasil.</p><p>O professor de literatura do ensino médio em St. Louis, Drew Maxey, disse que se acostumou a ver vislumbres do TikTok nas aulas e ouvir seus sons nos corredores da escola. Segundo o professor, a plataforma tornou-se a principal maneira que a maioria dos alunos socializam e passam o tempo; ele até se tornou um <a href="https://www.tiktok.com/@drewxdeficit?itid=lk_inline_enhanced-template">TikToker</a>, conquistando mais de 50.000 seguidores com vídeos que usam histórias em quadrinhos como ferramentas literárias.</p><p><em>“Tudo o que eles precisam, eles obtêm do TikTok”, disse ele. “No entanto, uma coisa me preocupa, estamos treinando toda uma geração de pessoas para não dizer o que realmente querem dizer.”</em></p><p>Para os jovens espectadores que veem o influenciador de mídia social como uma carreira popular, o fascínio é óbvio. Professores falam sobre alunos cabulando aula para gravar danças no banheiro; Os santuários budistas no Nepal apresentam placas “<a href="https://restofworld.org/2022/nepals-historic-sites-banning-tiktok-creators/?itid=lk_inline_enhanced-template">No TikTok</a>”.</p><p><a href="https://www.tiktok.com/@jc.dombrowski?itid=lk_inline_enhanced-template">John Christopher Dombrowski</a> , um estudante da Universidade de Cornell cujos TikToks sobre fatos científicos lhe renderam 2,8 milhões de seguidores, disse ao Information que pagou sua faculdade com dinheiro de Adidas e Lancôme. “A mídia social é o novo sonho americano”, disse ele.</p><p>Os TikTokers estão cada vez mais usando o aplicativo como uma ferramenta de busca visual; 40% dos entrevistados da Geração Z em uma <a href="https://techcrunch.com/2022/07/12/google-exec-suggests-instagram-and-tiktok-are-eating-into-googles-core-products-search-and-maps/?tpcc=tcplustwitter&amp;itid=lk_inline_enhanced-template">pesquisa</a> do Google este ano disseram que abriram o TikTok ou o Instagram, não o Google, ao procurar por locais para almoço nas proximidades. (Um <a href="https://twitter.com/ClaudeLukkz/status/1534454960045309952?itid=lk_inline_enhanced-template">tweet </a>em junho, “Eu não pesquiso mais no Google, eu TikTok”, foi ‘curtido’ 120.000 vezes.)</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/594/1*MUlZ-6jQ7Ct-ZT76xjmzmw.png" /></figure><p>E como a <a href="https://news.gallup.com/poll/394283/confidence-institutions-down-average-new-low.aspx?itid=lk_inline_enhanced-template">confiança dos americanos nas organizações de notícias</a> caiu, o papel do TikTok como fonte de notícias aumentou. Um em cada três espectadores do TikTok nos Estados Unidos disse que o usa regularmente para aprender sobre eventos atuais, disse o Pew Research Center no mês passado. No Reino Unido, é a<a href="https://www.ofcom.org.uk/research-and-data/tv-radio-and-on-demand/news-media/news-consumption?itid=lk_inline_enhanced-template"> fonte de notícias </a>para adultos que mais cresce. (A conta <a href="https://www.tiktok.com/@washingtonpost?itid=lk_inline_enhanced-template">TikTok do The Washington Post</a> tem mais de um milhão de seguidores, já no Brasil o perfil de noticias com mais seguidores é a conta do <a href="https://www.tiktok.com/@estadao">Estadão</a>).</p><p>Graças à atração gravitacional sobre os criadores e o público, os vídeos do aplicativo agora abrangem praticamente todos os tópicos do planeta. Há pesca (<a href="https://www.tiktok.com/tag/fishtok?itid=lk_inline_enhanced-template">#fishtok</a>), agricultura (#<a href="https://www.tiktok.com/tag/farmtok?itid=lk_inline_enhanced-template">farmtok</a>), #<a href="https://www.tiktok.com/tag/medievaltiktok?itid=lk_inline_enhanced-template">medievaltiktok</a>, <a href="https://www.tiktok.com/tag/policeoftiktok?itid=lk_inline_enhanced-template">policiais</a>, <a href="https://www.tiktok.com/tag/lumberjack?itid=lk_inline_enhanced-template">lenhadores</a>, <a href="https://www.tiktok.com/tag/nursesoftiktok?itid=lk_inline_enhanced-template">enfermeiras</a> e <a href="https://www.tiktok.com/tag/nunsoftiktok">freiras</a> do TikTok . Há felicidade na limpeza doméstica (<a href="https://www.tiktok.com/tag/cleantok?itid=lk_inline_enhanced-template">#cleantok</a>) e no caos (<a href="https://www.tiktok.com/tag/cluttercore?itid=lk_inline_enhanced-template">#cluttercore</a>), alegria <a href="https://www.tiktok.com/tag/happiness?itid=lk_inline_enhanced-template">(#happiness</a>) e dor <a href="https://www.tiktok.com/tag/pain?itid=lk_inline_enhanced-template">(#pain</a>).</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*A3IAmtpeEyoHJtxUFKiHcg.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*jaB6lltvpAX4EjFYU367Fw.jpeg" /><figcaption>Realidade Aumentada e Tradução Simultanea, novas tecnologias do TikTok</figcaption></figure><p>Com esse case, os maiores inovadores de tecnologia da América estão se reinventando à imagem do TikTok, não apenas desenvolvendo cópias de vídeos curtos — Meta’s Reels, YouTube’s Shorts — mas trocando redes de amigos e familiares por feeds de estranhos em busca de glória viral. <strong>O modelo do TikTok poderá em breve moldar toda a internet.</strong></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=b30ce71c2713" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Qual o real valor da moda, das roupas e sobre ser ou não ser a manifestação de arte?]]></title>
            <link>https://born-lab.medium.com/qual-o-real-valor-da-moda-das-roupas-e-sobre-ser-ou-n%C3%A3o-ser-a-manifesta%C3%A7%C3%A3o-de-arte-f47f810c9fd6?source=rss-c965420640c9------2</link>
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            <category><![CDATA[fashion]]></category>
            <category><![CDATA[art]]></category>
            <category><![CDATA[inovação]]></category>
            <category><![CDATA[runway]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[born_lab]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 03 Oct 2022 19:23:49 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2022-10-03T19:30:30.755Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>As roupas e não os olhos, como os poetas gostam de dizer, são o primeiro elemento que capta nossa atenção na sociedade contemporânea. A moda desperta em muitos o nosso lado imaginário, lúdico, sonhador e em conexão com o inesperado alguns desfiles trazem a moda para um lugar de um espetáculo teatral, mesclando arte, performance &amp; tecnologia.</p><p>Se olharmos para trás é impossível não se lembrar das passarelas de <a href="https://chalayan.com/">Hussien Chalayan</a>, <a href="https://www.johngalliano.com/fr/">John Galliano</a> e <a href="https://www.alexandermcqueen.com/en-br">Alexander McQueen</a>, que estabeleceu uma maneira experimental e destemida de criar acontecimentos que levavam a moda além de meras exibições de roupas para os reinos da experiência inesquecível e emocional.</p><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FbeOFenB2qkg&amp;display_name=YouTube&amp;url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DbeOFenB2qkg&amp;image=http%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FbeOFenB2qkg%2Fhqdefault.jpg&amp;key=a19fcc184b9711e1b4764040d3dc5c07&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=youtube" width="854" height="480" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/737c24a2d70e3378d2aaebb1d6ce3245/href">https://medium.com/media/737c24a2d70e3378d2aaebb1d6ce3245/href</a></iframe><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/480/1*-Rsa6J4A4fiDZDYp0hUS5g.jpeg" /><figcaption>John Galliano</figcaption></figure><p>Em setembro de 1998, o estilista britânico McQueen apresentou sua coleção de primavera/1999, trazendo uma reflexão sobre a relação entre homem e máquina, em uma antiga rodoviária de Londres. Nesse desfile McQueen conseguiu mais uma vez se mostrar um criador disruptivo, a atleta paralímpica que teve as duas pernas amputadas, <a href="https://www.instagram.com/aimeemullins/">Aimee Mullins</a>, apareceu no show vestindo um par de pernas desenhadas e esculpidas à mão desenhadas por McQueen, e ninguém esperava o que estava por vir.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/480/1*dDtK6ScwKC-jERKdjF2-bw.jpeg" /><figcaption>Aimee Mullins</figcaption></figure><p>Nesse mesmo desfile a modelo <a href="https://www.instagram.com/shalomharlow/">Shalom Harlow</a> sai a passarela com um vestido de musselina com uma saia esvoaçante de tule branco e um cinto no peito e segundo depois posicionada sobre uma plataforma giratória posicionada, entre dois robôs mecânicos, um espetáculo inesquecível estava preste a começar.</p><p>Os robôs de pulverizacão cedidos por uma fábrica de automóveis italiana, a envolveram em uma dança assustadora e ameaçadora, e então começaram a atirar tinta contra ela, cobrindo seu vestido com grafite amarelo preto e neon.</p><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FP13oZsD-t4s%3Ffeature%3Doembed&amp;display_name=YouTube&amp;url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DP13oZsD-t4s&amp;image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FP13oZsD-t4s%2Fhqdefault.jpg&amp;key=a19fcc184b9711e1b4764040d3dc5c07&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=youtube" width="640" height="480" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/689e79c1dffc8cb0a87bfcf9fcc57a68/href">https://medium.com/media/689e79c1dffc8cb0a87bfcf9fcc57a68/href</a></iframe><p>Isso é algo que ninguém vai esquecer. Uma performance, um golpe de teatro de McQueen que fez história para sempre, certamente está entre as 10 maiores emoções dos desfiles de moda de todos os tempos.</p><p>Não importa quantas vezes você o reproduza em vídeo, a fascinação e o choque nunca diminuem: Harlow de pé, agitando seus lindos braços acima da cabeça, protegendo-se enquanto uma máquina programada entra, atirando tinta preta e tinta amarela neon. Volta atrás de volta, a mulher contra a máquina. É comovente, e ao mesmo tempo sexual também.</p><p>Nas fotos, todos os espectadores estão inclinados para a frente, com as mãos segurando os rostos. <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Isabella_Blow">Isabella Blow</a> está lá; a mãe de McQueen, <a href="https://www.philiptreacy.co.uk/en">Philip Treacy</a>…todos estão arrebatados ao ver o vestido virginal de Harlow se tornar uma peça de arte de ação de grafite.</p><p>Em de junho de 2004, no maior evento de moda da América Latina, SPFW, elaboradíssimas roupas construídas em papel delicados foram desfiladas por modelos com perucas playmobil na passarela de <a href="https://www.jumnakao.com.br/">Jum Nakao</a>, estavamos diante de uma performance que simulava um desfile de moda. As roupas confeccionadas em papel vegetal de diversas gramaturas e modeladas milimetricamente sobre os corpos das modelos reproduziam rendas, gravações em altos e baixos relevos simulavam brocados.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/309/1*uSnHjNrxSKEwvo12xRRf-A.jpeg" /><figcaption>Jum Nakao</figcaption></figure><p>Na entrada final, a que todas as modelos entraram juntas, se posicionaram diante do público de mais de 1000 pessoas e em uma reviravolta sonora, elas rasgaram toda a obra de arte que vestiam e assim, naquele momento, marcaram a moda brasileira pra sempre.</p><p>Essa foi a forma que Nakao encontrou de protestar contra o consumismo exagerado, desnecessário e avassalador. O objetivo de Nakao foi de provocar o choque, o questionamento.</p><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2F5cLrpVuNtPI%3Ffeature%3Doembed&amp;display_name=YouTube&amp;url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D5cLrpVuNtPI&amp;image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2F5cLrpVuNtPI%2Fhqdefault.jpg&amp;key=a19fcc184b9711e1b4764040d3dc5c07&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=youtube" width="640" height="480" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/1d74f8f26acf1758a7ba43dd8b935203/href">https://medium.com/media/1d74f8f26acf1758a7ba43dd8b935203/href</a></iframe><p>O público ficou estarrecido diante daquela manifestação de raiva e tristeza. Algo inesquecível!</p><p>Nestes novos dias, quando “experiencial” e “imersiva” são as aspirações atuais de todas as casas de moda, marcas e designers — o desejo de nos fazer sentir algo — olhar novamente para trás em busca de referências, traz o que McQueen fez nos anos 90 que ainda é atual e inspirador e de parar o coração.</p><p>Muito além da nostalgia atual pelos estilos dos anos 90 (<em>Y2k</em> ), tudo parece tão relevante — até mesmo presente — para nosso desejo de significado nesta era digital.</p><p>Vinte e quatro anos depois do desfile primavera/verão de 1999 de Alexander McQueen, as pessoas ainda falam sobre aquele momento final quando Shalom Harlow subiu em uma plataforma giratória e foi encharcado de tinta spray por robôs.</p><p>Em tempo real, a arte estava sendo criada e o público tinha um lugar na primeira fila. A tecnologia avançou nos últimos vinte anos, mas ninguém chegou perto do momento icônico criado naquele palco — nem muitos tentaram na verdade — pelo menos até agora.</p><p>Na última sexta, no desfile primavera/verão 2022 da <a href="https://coperniparis.com/">Coperni</a>, os designers <a href="https://www.businessoffashion.com/community/people/sebastien-meyer-and-arnaud-vaillant">Sébastien Meyer e Arnaud Vaillant</a> homenagearam McQueen atualizando o momento para o século 21 e tornando-o seu desfile um espetáculo teatral de mãos dadas com a inovação tecnológica.</p><p>Harlow foi trocada por <a href="https://www.instagram.com/bellahadid/">Bella Hadid</a>,<a href="https://www.wmagazine.com/fashion/fashion-beauty-standards-essay-w-50th-anniversary"> </a>os robôs foram substituídos por homens reais e, embora isso possa inicialmente parecer menos que uma façanha tecnológica, o que eles conseguiram criar era provavelmente impossível quando McQueen pensou, vinte e quatro anos atrás.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/778/1*TYOFr4G7J3VvLKneVL_1MA.png" /><figcaption>Coperni</figcaption></figure><p>Esses homens na passarela imediatamente começaram a pulverizar Hadid, trabalhando em torno dela enquanto ela ficava parada, posando como um vestido formado em seu corpo.</p><p>Dos pulverizadores, uma substância espumosa começou a emergir dos dispositivos cobrindo o corpo de Hadid com um material branco semelhante a uma teia de aranha. Quando os homens terminaram de pulverizar, uma mulher subiu ao palco e assumiu o controle como uma boa modelista arrumando a roupa para que estivesse pronta para a passarela. Ela criou um decote caído nos ombros e com uma tesoura, cortou uma fenda na lateral.</p><p>A substância branca parecia congelada e formou um tecido maleável que se movia enquanto Hadid caminhava, como se tivesse sido criado em um ateliê e não apenas alguns minutos antes na própria passarela.</p><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FObi65c6XSXw%3Ffeature%3Doembed&amp;display_name=YouTube&amp;url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DObi65c6XSXw&amp;image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FObi65c6XSXw%2Fhqdefault.jpg&amp;key=d04bfffea46d4aeda930ec88cc64b87c&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=youtube" width="854" height="480" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/1ea7d3de8b3b70c5b4ef6086f0a50322/href">https://medium.com/media/1ea7d3de8b3b70c5b4ef6086f0a50322/href</a></iframe><p>A técnica de spray-on foi desenvolvida pela <a href="https://www.fabricanltd.com/">Fabrican</a>, empresa de ciência de materiais fundada pelo estilista e cientista espanhol <a href="https://www.linkedin.com/in/manel-torres-4785369/?originalSubdomain=uk">Manel Torres</a>. O líquido Fabrican contém fibras de algodão ou sintéticas, suspensas em uma solução polimérica que evapora ao entrar em contato com o corpo. Após o uso, ele pode ser removido e transformado em solução, pronto para ser reutilizado. Os cofundadores da Coperni, Sébastien Meyer e Arnaud Vaillant, têm trabalhado com Torres e sua equipe no Centro de Inovação em Biociências de Londres nos últimos seis meses para desenvolver o vestido em spray.</p><p>“Na moda você sempre precisa de sonho e de pragmatismo. Somos criativos, mas é claro que existem restrições”, diz Vaillant.</p><p>“É nosso dever como designers experimentar coisas novas e mostrar um futuro possível”, diz Meyer, que também é diretor de criação (Vaillant é CEO). “Não vamos ganhar dinheiro com isso, mas é um momento lindo — uma experiência que cria emoção.”</p><p>Peças inovadoras, novidades e momentos virais de shows são cruciais para os negócios como ferramentas para capturar a atenção do setor.</p><p>Em momentos como esse que nos perguntamos: Qual o real valor da moda, das roupas e sobre ser ou não ser a manifestação de arte?</p><p>A moda, pelo menos com eu a vejo, era pra ser arte antes de qualquer coisa, uma forma de expressão, mas qual a real relação do mundo com a moda?</p><p>A moda não é apenas tecido. Moda são as pessoas. Moda é o que você ouve, os lugares que frequenta, os livros que você lê, os filmes que assiste. E o modo como as coisas acontecem na moda é assunto para uma vida inteira.</p><p>Enfim…a relação humana com a moda é inerente à vida.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=f47f810c9fd6" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
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            <title><![CDATA[Você já ouviu falar em “situationship”?]]></title>
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            <category><![CDATA[relationships]]></category>
            <category><![CDATA[gen-z]]></category>
            <category><![CDATA[behavior]]></category>
            <category><![CDATA[trends]]></category>
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            <dc:creator><![CDATA[born_lab]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 28 Sep 2022 18:39:23 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2022-09-28T18:39:23.073Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/480/1*7WuXEOcZzcTNJOA5NQr3kw.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/703/1*LxdsjDbz_dorJjJF_5jdmw.png" /></figure><p>Desde o começo dos anos 2000, <a href="http://www.belladepaulo.com/">Bella DePaulo</a>, uma psicóloga social Ph.D em Harvard, se baseou em dados de ciências sociais para desafiar os estereótipos de pessoas solteiras. DePaulo também oferece seminários e workshops sobre a ciência da solteirice onde comenta que até 2025 os solteiros serão mais de 50% da população. O que nos leva a refletir não só sobre o futuro dos relacionamentos, como também pensar de que forma o mercado vai se dirigir a essa comunidade.</p><p>Encontrar o amor nos tempos atuais traz uma série de desafios. A pandemia, por exemplo, mudou completamente a forma como as pessoas conhecem parceiros e namoram. E a mudança em larga escala para o namoro online também trouxe suas próprias dificuldades.</p><p>Além disso, muitos jovens simplesmente não estão enfatizando intencionalmente o namoro como no passado. A crise climática, a economia instável com inflação crescente e a atual convulsão política e social fizeram com que os jovens ficassem mais envolvidos com o ativismo e buscassem sua estabilidade pessoal, profissional e financeira em primeiro lugar.</p><p>“Os jovens diriam que os relacionamentos os distraem dos seus objetivos educacionais e profissionais — e que é melhor não se comprometerem demais, para não sacrificar sua própria trajetória de vida por outra pessoa”, afirma a professora de Sociologia <a href="https://lisa-wade.com/">Lisa Wade</a>, da Universidade Tulane, nos Estados Unidos,</p><p>Numa eterna pesquisa sobre sinais do presente e caminhos futuros possíveis, me deparei com um termo que me despertou curiosidade e venho aqui compartilhar…</p><p>Você já ouviu falar em “<a href="https://www.bbc.com/worklife/article/20220831-situationships-why-gen-z-are-embracing-the-grey-area"><em>situationship</em></a><em>”?</em></p><p><em>Traduzido para o nosso contexto; “A Situação”: Uma Nova Tendência de Relacionamento (não sei se bem nova…mas com certeza muito melhor explicada e debatida na sociedade ultimamente).</em></p><p>Atualmente, é um tanto quanto difícil acompanhar todas as palavras disponíveis para definir o status de um relacionamento. As pessoas não estão mais apenas “solteiras” ou “em um relacionamento” — elas têm amigos com benefícios, amor livre, polígonos, parceiros mongamish,<a href="https://www-menshealth-com.translate.goog/sex-women/a38439469/polyamory-open-relationships-swinging/?_x_tr_sl=en&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt-BR&amp;_x_tr_pto=sc"> </a>ligações de delivery…entre outros.</p><p>Namorar hoje em dia vem com um dicionário<a href="https://www-huffpost-com.translate.goog/entry/a-dictionary-of-all-the-annoying-dating-trends-modern-singles-deal-with_n_5a0ca8a7e4b0c0b2f2f77652?_x_tr_sl=en&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt-BR&amp;_x_tr_pto=sc"> </a>de jargões engraçados — desde “ficar a meia-noite” a “<a href="https://www.huffpost.com/entry/orbiting-dating-trend_n_5afc81dde4b06a3fb50d14fe">orbitar</a>”, “<a href="https://www.huffpost.com/entry/curving-is-the-latest-trend-to-make-your-dating-life-totally-miserable_n_5be33e8de4b0e8438892fa8d">curving</a>”, “<a href="https://www.huffingtonpost.co.uk/news/ghosting/">ghosting</a>” e “<a href="https://www.huffpost.com/entry/serendipidating-trend-online-dating_n_5ad4ce8de4b077c89ceb59da">serendipidating</a>”. Recentemente, dei de cara com um termo para um tipo específico de conexão romântica surgindo com mais frequência em memes <a href="https://twitter.com/bornceo/status/672472224465485825">memes</a>, <a href="https://www.elitedaily.com/p/5-signs-youre-not-over-someone-you-unofficially-dated-because-situationships-can-be-frustrating-18013277">artigos sobre amor</a> e observando o comportamento dos jovens: “<em>situationship” — A </em>“situação”.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/461/1*9Ydx7aHGYDwm0-r0RjYZzw.jpeg" /></figure><p>Isso apareceu em uma pesquisa que demonstra a postura da geração Z (os nascidos entre 1995 e 2010) frente ao namoro e ao sexo em comparação as relações das gerações anteriores.</p><p>Mas isso não quer dizer que eles não tenham interesse em romance e relacionamentos íntimos. Na verdade, eles estão descobrindo novas formas de satisfazer esses desejos e necessidades de maneiras que isso se encaixe melhor nas suas vidas. Só porque o namoro casual é a norma, isso não significa que eles não estão namorando por uma conexão real quando o fazem. Mas, diferentes tendências no namoro mostram que eles procuram gastar tempo com pessoas que realmente combinam com sua energia, independentemente de seu objetivo final.</p><p>A Gen. Z adota uma abordagem bastante pragmática sobre amor e sexo e, por isso, não priorizam compromissos românticos da mesma forma que as gerações anteriores.</p><p>Para entender como o namoro realmente é para os jovens, você precisa entender a linguagem deles.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*fR2XmQKcI7eOaAZwRDjTRw.jpeg" /></figure><p>Esta mudança comportamental gerou um novo termo em inglês — “situationship” (algo como “estar em uma situação”), que descreve exatamente a área cinzenta entre a amizade e o relacionamento amoroso. <em>Quem nunca passou por essa área na vida, você é um privilegiado ;)</em></p><p>De acordo com a psicóloga <a href="https://drsabrinaromanoff.com/">Dra. Sabrina Romanoff</a>, as pessoas estão em uma situação quando “agem como se estivessem namorando, mas não se comprometem”. A principal atração é que as situações “permitem que as pessoas experimentem os benefícios de um relacionamento e de serem solteiras”.</p><p>A Geração Z e os Millennials são namoradores casuais — cada vez menos procuram um relacionamento que termine em casamento. O <a href="https://www.ypulse.com/article/2022/02/14/these-3-stats-show-how-dating-has-changed-for-young-people/">layout da cena de namoro mudou</a> um pouco por causa disso também; muitos Millennials sempre souberam que o namoro gira em torno de aplicativos como Tinder, Bumble e Hinge, e a Geração Z está entrando em seus anos de namoro nos aplicativos de namoro como notícias antigas. Por causa do COVID, o estilo de vida e conexão que muitos jovens desenvolveram com o uso desses aplicativos foi interrompido (temporariamente) e suas vidas amorosas mudaram novamente.</p><p>Os especialistas afirmam que a popularidade deste estágio do namoro, que é difícil de definir, acabou designado pelo termo “situação”, e saiu disparado entre a geração Z.</p><p>“Atualmente, esses acordos resolvem algum tipo de necessidade de sexo, intimidade, companheirismo — o que seja — mas não têm necessariamente um horizonte de longo prazo”, segundo <a href="https://sites.lsa.umich.edu/elizabetharmstrong/">Elizabeth Armstrong</a>, professora de Sociologia da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. Suas pesquisas concentram-se especificamente na sexualidade e nas “situações”.</p><p>E as pessoas vêm adotando cada vez mais esta nova classificação de relacionamento. O termo “<em>situationship”</em> começou a ganhar força em inglês no final de 2020, até atingir recorde de pesquisas no Google em 2022.</p><p>Segundo Armstrong, o interesse pelas “situações” é mundial e independe de etnias, gêneros e orientações sexuais. A criação e o crescimento contínuo dessa expressão, especialmente entre os jovens, revelam muito sobre como a geração Z está redefinindo o significado do amor e do sexo, de forma diferente das gerações que a antecederam</p><p>O conceito da “situação” contraria essa noção de que estar com alguém em algo que não dará em nada é “perda de tempo”, afirma a professora — um sentimento que, segundo ela, a geração Z vem abraçando cada vez mais.</p><p>As pessoas que adotam esses acordos decidem voluntariamente entrar na área cinzenta dos relacionamentos indefinidos. Segundo Armstrong, eles acreditam que “a situação’’, por alguma razão, funciona no momento. E, no momento, não vou me preocupar em ter algo que ‘dê em alguma coisa’.</p><p>Pesquisas confirmam essas observações. Em entrevistas com 150 estudantes de graduação, a professora Lisa Wade, observou que a geração Z é mais relutante em definir o relacionamento ou mesmo admitir que deseja seu progresso.</p><p>Wade afirma que sua pesquisa demonstrou que “esconder as cartas não é algo exclusivo dos jovens de hoje em dia”, mas a geração Z está mais disposta a ocultar seus sentimentos.</p><p>Nas redes sociais TikTok e Twitter, os participantes — especialmente os da geração Z — compartilham muitas histórias de “situações”.</p><p>No TikTok, vídeos com a hashtag #situationship foram vistos mais de 839 milhões de vezes. Existem também muitas referências na cultura pop. O termo “situationship” aparece em programas populares de namoro na TV como o britânico <a href="https://www.hulu.com/series/love-island-uk-e3b93210-7e03-471f-8270-0e17161809a8"><em>Love Island UK</em></a> e em músicas como <a href="https://www.deezer.com/br/album/103263512"><em>Situationship</em></a>, da cantora millennial sueca Snoh Aalegra.</p><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2F98C1Jm2-peM%3Ffeature%3Doembed&amp;display_name=YouTube&amp;url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D98C1Jm2-peM&amp;image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2F98C1Jm2-peM%2Fhqdefault.jpg&amp;key=a19fcc184b9711e1b4764040d3dc5c07&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=youtube" width="854" height="480" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/d3d1988c130e368d72e2b1d230f341a5/href">https://medium.com/media/d3d1988c130e368d72e2b1d230f341a5/href</a></iframe><p>“Nós brincamos, eu e meus amigos, que estamos todos vivendo a mesma vida”, afirma <a href="https://www.tiktok.com/@amandahuhman">Amanda Huhman</a>, do Texas, nos Estados Unidos, sempre que ela e seus amigos comparam as observações sobre suas “situações”.</p><p>Com 26 anos de idade, Huhman documentou no TikTok sua experiência em uma “situação”. Pelas suas próprias interações e pelo engajamento que vem observando, ela acredita que esse tipo de acordo seja comum. “Acho que está se tornando uma parte muito popular da cultura do namoro, pelo menos para a geração Z e para os <em>millennials </em>(nascidos entre 1981 e 1995) mais jovens.”</p><p>Huhman está há mais de um ano no que ela descreve como uma “situação”. E, quando postou sua experiência no TikTok, ela conseguiu cerca de 8 milhões de visualizações e dezenas de milhares de comentários — muitos deles, de pessoas compartilhando suas próprias situações.</p><p>Por isso, as “situações” podem ser a melhor opção para os jovens da geração Z que desejam explorar suas identidades românticas e sexuais sem prejudicar outros compromissos. Este fenômeno “diversifica as opções disponíveis para uma pessoa”, segundo Armstrong, e tornou cada vez mais normal optar por essa área cinzenta, em vez de evitá-la.</p><p>Mas é claro que este acordo — obscuro, por definição — traz certa precariedade e até algum grau de risco.</p><p>Teoricamente, as “situações” podem funcionar como um abrigo de “honestidade radical”, segundo Wade, quando duas pessoas se abrem sobre o que realmente querem e concordam com os termos de uma situação transparente.</p><p>Mas, na prática, pode ser difícil alinhar as prioridades das duas pessoas e as “situações” podem acabar mal quando as duas partes estão fora de sintonia sobre o que querem da situação. O mais comum, segundo ela, é que isso aconteça quando uma pessoa está pronta para progredir para um compromisso, mas o medo da mudança pode impedir que os dois cheguem até mesmo a discutir esta possibilidade.</p><p><strong>Outro hábito comportamental da GEN Z a ser levado em consideração; “namorando devagar” antes mesmo de namorar casualmente.</strong></p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/885/1*fB1L_P-EklSjA-UmoZwbeA.png" /></figure><p>O namoro lento não é exatamente uma ideia nova, mas <a href="https://fortune.com/2022/04/06/what-is-slow-dating-gen-z-tinder-ceo/">a nova CEO do Tinder, Renate Nyborg, diz que é especialmente popular entre a geração Z</a> no aplicativo. Onde podem ter passado alguns dias ou algumas semanas conversando antes de um primeiro encontro. Nyborg diz sobre usuários mais jovens: “Você dá match com alguém, conversa, vai a um encontro virtual por ex numa plataforma de gaming, conversa mais um pouco, troca playlists do Spotify, e dois meses depois, você pode querer ir ou não a um encontro.”</p><p>Considerando <a href="https://www.ypulse.com/report/2022/02/10/dating-relationships-report/">que 52% dos jovens de 18 a 24 anos dizem que usam aplicativos de namoro para se divertir, ou apenas para passar o tempo</a>, não é tão surpreendente que eles não estejam com pressa para chegar a um encontro pessoal.</p><p>Mas o namoro lento é mais profundo do que isso; essa abordagem é uma maneira mais intencional de conhecer alguém em uma variedade de meios antes de conhecer pessoalmente. No ano passado, ainda no meio da ansiedade pandêmica, a chefe de insights do Bumble, Jemma Ahmed , <a href="https://www.refinery29.com/en-gb/2021/09/10693797/what-is-slow-dating">disse ao <em>Refinery29</em></a> que o tempo sozinho em quarentena deu às pessoas o espaço para se conhecerem melhor e, a partir daí, descobrir o que elas querem e esperam das pessoas que estavam dispostas a encontrar e fazer coisas com elas.</p><p>De qualquer forma, no mundo atual do namoro, o interesse crescente pelas “situações” indica uma mudança da forma em que os jovens podem redefinir o progresso do amor e do sexo — aceitando que o seu sentimento é um campo intermediário satisfatório que muitas pessoas das gerações anteriores costumavam evitar.</p><p>Se você, jovem ou não, está procurando um relacionamento, mas se encontrou em uma situação, você pode querer dar uma olhada mais profunda em como está se sentindo. Situações podem levar à decepção, sentimentos de insatisfação e não se sentir seguro. Se você quer um relacionamento e não está conseguindo isso da outra pessoa, você pode querer encontrar alguém que se comprometa com você e construa <a href="https://www.garbo.io/blog/relationship-skills">as bases de um relacionamento saudável.</a></p><p>fonte: <a href="https://www.bbc.com/worklife/lovelife">BBC</a></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=93db7675b007" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Como anda a espiritualidade em pleno 2022: as mudanças, a evolução e as táticas usadas pelo mercado.]]></title>
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            <category><![CDATA[oportunidade-de-negócios]]></category>
            <category><![CDATA[comportamento]]></category>
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            <dc:creator><![CDATA[born_lab]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 02 Feb 2022 14:51:31 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2022-02-02T14:51:31.248Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="https://born-lab.medium.com/o-misticismo-em-tempos-incertos-2e052a6c7756">misticismo</a> como tendência emergente deu seus primeiro sinais em 2014, e viveu uma onda de apogeu muito forte antes da pandemia. Depois do baque que sofremos nesses dois últimos anos e de se esperar que o interesse das pessoas por temas místicos e ligados a espiritualidade esteja cada vez mais surfando em uma onda crescente, seja por meio do interesse em conhecer mais sobre o assunto, ou até mesmo frequentar atividades de curas, rituais xamânicos, cerimônias do cacau entre outras tantas ou até mesmo através de comunidades espirituais. <em>O fato é que a relação dos consumidores com o quesito fé e espiritualidade se fortificou durante a pandemia.</em></p><p>À medida que o interesse cresce, o consumidor espiritualizado busca experiências significativas que impactem a educação sobre o assunto, conhecimento espiritual, crescimento &amp; evolução.</p><p>Após o impacto inicial da pandemia, a confiança das pessoas nas instituições, religiões organizadas, governos e até na ciência está diminuindo. Em contrapartida, a confiança na espiritualidade está sendo aprofundada: <em>uma em cada cinco pessoas afirma que atualmente se sente mais propenso a usar a astrologia para orientação de vida do que antes de 2020.</em></p><p>Os consumidores estão procurando se conectar com sua espiritualidade de uma forma menos comercial (mercadorias com brasões da astrologia ou coleções com o tema do zodíaco que se tornaram populares nos últimos anos) e de maneiras mais significativas.</p><p><em>O apoio espiritual é um elemento-chave do cuidado holístico</em>. Algumas abordagens alternativas para a espiritualidade vem combinando práticas espirituais tradicionais, como o xamanismo, rituais religiosos centrados na figura de um guia espiritual, com a tecnologia e a rotinas não religiosas; como meditação e Yoga que estão correlacionados com um maior <a href="https://business.pinterest.com/pt-br/pinterest-predicts/2022/higher-frequency/">bem-estar físico, mental e espiritual</a>, pois dão um senso de propósito, conexão, esperança e pertencimento aos praticantes.</p><p>Essas abordagens emergentes usam a imaginação e o pensamento especulativo para explorar e dar respostas a questões modernas, desde a relação humana com a tecnologia até a sustentabilidade.</p><p>Se os consumidores apontam esse novo caminho, as marcas mais do que rapidamente respondem a essa mudança oferecendo produtos espirituais e experiências que vão além de estampar um símbolo celestial ou imprimir algo esotérico em um produto.</p><p>As marcas sejam elas espiritualizadas ou nem tão espiritualizadas estão explorando maneiras de reconhecerem e celebrar a fé crescente dos consumidores ao fazer a transição dos — “inspirados espiritualmente” para “fortalecidos espiritualmente”.</p><p><strong>Coaching espiritual</strong></p><p>O aumento do coaching espiritual reflete o crescimento da indústria de coaching pessoal, um negócio global de US $ 2,8 bilhões.</p><p>O crescente interesse pela espiritualidade influenciará as ofertas para infundir fé em novas categorias, incluindo coaching de carreira, aconselhamento financeiro e aconselhamento de relacionamento.</p><p>A espiritualidade corporativa está preparada para crescer graças às necessidades dos funcionários de rituais e significados, depois que a Covid-19 alterou as rotinas de trabalho tradicionais.</p><p>Em um <a href="https://www.nytimes.com/2020/08/28/business/remote-work-spiritual-consultants.html">artigo do NY Times</a> sobre os <em>consultores</em> da Divindade, que possuem diferentes nomenclaturas: consultores rituais, designers sagrados, anunciantes centrados na alma, estão projetando rituais sagrados para corporações e seus funcionários espiritualmente esgotados. Seu negócio é tomar emprestado da tradição religiosa para trazer riqueza espiritual para a América corporativa. Seu objetivo maior é suavizar o capitalismo cruel, abrindo espaço para a alma e incentivar os funcionários a perguntar se o que estão fazendo é bom em um sentido mais elevado.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*5cwvxe50F0MY5F18UJ0n1Q.png" /></figure><p>Consultorias espirituais como <a href="https://sacred.design">Sacred Design Lab</a> e <a href="https://www.ritualdesignlab.org">Ritual Design Lab</a> combinam práticas espirituais com protocolos corporativos para empresas como o <a href="https://br.pinterest.com">Pinterest</a> e a <a href="https://www.obama.org/">Fundação Obama</a>.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/640/1*grCmjol30wY7fHd5dUV3UA.gif" /></figure><p>A espiritualidade também pode influenciar o coaching financeiro, como visto que muitas pessoas ultimamente tomam decisões financeiras com base em seu horóscopo.</p><p>Inovadores e talentos emergentes estão explorando a ligação entre espiritualidade e tecnologia, dando a essa conexão um novo significado, como a criadora de conteúdo no Tik Tok <a href="https://www.tiktok.com/@marenaltman">@marenaltman </a>aponta como o financiamento espiritual pode ser praticado em breve. Intitulada de <strong><em>astróloga Bitcoin</em></strong>, essa jovem de 22 anos publica vídeos de astrologia de todos os tipos, incluindo aqueles focados em política e celebridades. Mas seus vídeos mais intrigantes aplicam a astrologia a um reino particularmente assustador: a criptomoeda.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/928/1*jnAWmFGfzPp9gMVj5k3_CQ.png" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/328/1*P6w58bk1uKJbXxln6R9grA.png" /></figure><p>Em um vídeo típico de <strong><em>criptoastrologia</em></strong>, Maren lê o mapa natal de uma determinada moeda e oferece pensamentos sobre seu futuro imediato. Maren prevê o preço futuro da moeda, usando a data usando a data do nascimento da blockchain, já que qualquer coisa com data de nascimento ou data de criação verificável tem um mapa de nascimento que pode ser lido, e de acordo com os astrólogos, recolhido para obter informações preditivas, isso significa que há astrologia para relacionamentos, animais de estimação, movimentos políticos e, sim, bitcoin. Os céticos não concordam, é claro</p><p>A astrologia financeira existe em várias formas há décadas. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=PdSLTMlLx8s">Robert Weinstein</a> se tornou um dos primeiros a se concentrar em criptomoeda — especificamente bitcoin — em 2017. Ele compartilha suas descobertas em seu site, o <a href="https://www.astrocryptoreport.com">Astro Crypto Report</a>, e através de seu Twitter, <a href="https://www.patreon.com/CryptoDamus1">@AstroCryptoGuru</a> , juntamente com outras previsões, como um tweet de 2019 em que ele previu “possíveis eventos inesperados de cisnes negros” em 2020.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/600/1*k3LJrdutG-q_aScoBeEGPQ.png" /></figure><p>Outro exemplo curioso, <a href="https://www.jardineliving.com">Jardine </a>um dos mais novos complexos de apartamentos em Hollywood, abriga um complexo residencial e também um complexo empresarial com escritório da Netflix e o Godfrey Hotel. O mais interessante desse empreendimento é Jardine oferece aos seus residentes uma comodidade incomum, um <a href="https://www.nytimes.com/2021/07/13/realestate/spiritual-concierge-condos.html">concierge espiritual </a>que pode preparar aos moradores desde cerimônias de intenção de lua cheia, do cacau e até banhos de som.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*eeTsmCbdCTQoXPB7joa6rQ.png" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*1_DyChy6ZRh387pfPWQ5IA.png" /><figcaption>Spiritual Concierge</figcaption></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*hq0KyI3nFqxHq8nMlUXtKg.jpeg" /><figcaption>Jardine</figcaption></figure><p>Conforme aumenta o interesse em “coaching espiritual”, empresas e marcas podem oferecer serviços de coaching para mostrar que se preocupam com a saúde espiritual e o crescimento de sua comunidade.</p><p><strong>Espiritualidade virtual — </strong><em>a tecnologia através das lentes da espiritualidade, dando um novo significado às ferramentas e serviços digitais</em></p><p>Durante a pandemia com os locais fechados e ausência de rituais religiosos presenciais, os consumidores foram atrás de comunidades online em busca de orientação espiritual.</p><p>Como um <em>novo espaço</em> espiritual, o mundo virtual deve mostrar que tem poder para praticar a fé com autenticidade e facilidade. A tecnologia está desenvolvendo serviços sob demanda para rituais digitais. Uma das vantagens da <strong><em>espiritualidade online</em></strong> é sua acessibilidade, conforme evidenciado no aumento dos serviços sob demanda.</p><p><a href="https://www.sanctuaryworld.co/">Sanctuary</a>, um app que oferece astrologia sob demanda e leituras psíquicas e recentemente recebeu US $ 3 milhões em financiamento. Eu mesma sou uma usuária do app, ao acordar e já corro no app pra ver o que o dia promete para o meu signo ;)</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*d4nry2JpUtlyIaYrGgKi5A.png" /><figcaption>App Sanctuary</figcaption></figure><p>A criação de serviços virtuais pode parecer simples, mas é fundamental que eles pareçam autênticos para os usuários.</p><p>Com <a href="https://digitalesoterism.com"><em>Esoterismo Digital</em></a>, <a href="https://www.ginevrapetrozzi.com">Ginevra Petrozzi</a> investiga o papel da bruxaria, adivinhação, magia e destino na era digital.</p><p><a href="https://digitalesoterism.com/">Digital Esoterism</a> é uma plataforma web em que a designer atua como uma bruxa digital, lendo e interpretando as previsões automatizadas geradas no telefone de uma pessoa como se fossem cartas de tarô.</p><p>A plataforma estuda os anúncios alimentados por algoritmos exibidos no app do usuário e extrai deles informações importantes sobre a personalidade do mesmo, seus desejos e necessidades futuras. <em>Aqui os algoritmos e dados são atribuídos ao papel de cartomante moderno, sendo o Big Data aquele que prevê nosso cenário pessoal do futuro.</em></p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*OyA5O8Nf2687x8LQKLpvWQ.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/525/1*FLCpf2tjfllhyPdtz8zoPg.png" /><figcaption>Plataforma Digital Esoterism</figcaption></figure><p>O pesquisador de IA, <a href="https://www.linkedin.com/in/shanen-boettcher-179467/">Shanen Boettcher</a>, estuda como assistentes de IA, como Alexa, da Amazon, discutirão espiritualidade e religião no futuro. A pesquisa atual de Boettcher pede aos participantes de diferentes origens religiosas que classifiquem várias respostas espirituais de dispositivos de IA. Como a tecnologia espiritual ainda é um campo nascente, espera-se que o projeto tenha um impacto significativo sobre como os líderes de tecnologia implementam conversas espirituais em seus algoritmos.</p><p>Vincular a tecnologia à espiritualidade pode oferecer às marcas uma nova perspectiva, fornecendo abordagens inusitadas para a resolução de problemas. Em um momento em que a confiança está em baixa e a segurança e a proteção são fundamentais para o consumidor, as marcas devem desenvolver estratégias que ajudem os clientes a abordar questões relacionadas à tecnologia, desde discurso de ódio à privacidade de dados. Colaborar com designers e jovens talentos para desenvolver abordagens únicas e inovadoras para essas questões, mantendo o consumidor no centro da estratégia e operações da marca.</p><p><strong>Espaços espirituais</strong></p><p>Antes do mundo pré pandêmico, vimos um aumento em espaços santuários — áreas onde os consumidores podiam encontrar momentos de descanso e solidão em um mundo agitado. Porém depois de um ano de solidão, o design desses espaços santuários deve mudar.</p><p>No começo da pandemia quando os consumidores não tinham para onde correr na busca por espaços espirituais e em vez de frequentar um serviço religioso ou meditar em um centro de bem-estar, muitos deles acabaram criando espaços privados em suas casas para um momento de conexão espiritual.</p><p>Como a espiritualidade é altamente interpretativa, ela acaba influenciado o design, e esse <strong><em>design espiritual </em></strong>pode apresentar uma série de relíquias, imagens ou designs especiais. As marcas devem desenvolver um mundo espiritual ou espaço que reflita sua comunidade e DNA para oferecer um significado autêntico e conexão.</p><p>Um exemplo é a loja <a href="https://www.ladoublej.com">La Double J</a> sediada em Milão, é um exemplo de como os espaços de varejo estão se transformando para abraçar o design de inspiração espiritual. A loja abriga sua própria Gruta Sagrada no porão, onde o proprietário JJ Martin pintou um panteão de deusas e criaturas místicas.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*RGdpK4zubJRMzZ0RvuWl3w.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1000/1*PwlzSYJQNJCM4HEO3mXSXQ.jpeg" /><figcaption>La Double J Jacarta</figcaption></figure><p>Em Jacarta, a boutique conceitual <a href="https://templ-store.com">TEMPL</a> inspirada na santidade de um templo antigo, com colunas e acessórios de pedra e com uma abordagem holística que define meticulosamente a identidade e sua visão de retail.</p><p>Ancorando no tema da santidade está uma sala isolada, totalmente mergulhada em um tom vermelho profundo, semelhante a uma sala de oração, e serve como um espaço versátil para exibições sazonais e eventos privados.</p><p>Por meio do design de loja, TEMPL sintoniza a importância da religião e da comunidade entre os jovens emergentes da Indonésia.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*ficAEw0_KW6ZCGe8LBWquQ.png" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*5QDwWsFT1TlMNiM2PovUaw.png" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*1lfOXzURfl2wki5NQj2toQ.png" /><figcaption>TEMPL Indonésia</figcaption></figure><p>A arquiteta americana <a href="http://www.rhgdesign.com">Rachael Grochowski</a>, cujo trabalho tem um foco profundo no espaço com design espiritual, vem construindo esses lugares santuários dentro das casas e empresas, segundo ela sua empresa viu um aumento nas solicitações dos clientes durante a Covid-19, onde surgiu uma necessidade visceral de muitos encontrarem calma e serenidade que faltava através designs espirituais, incluindo estúdios de ioga com paredes de sal, salas de oração e recantos de leitura.</p><p>Segundo Grochowski <a href="https://www.forbes.com/sites/valentinadidonato/2021/08/11/meet-the-architect-building-spiritual-spaces-in-peoples-homes-amidst-the-global-pandemic/?sh=47e590f63808"><em>o que define um espaço espiritual é amplo, pois tudo tem a possibilidade de ser espiritual</em></a>; “Pode ser qualquer coisa que qualquer um quiser. Baseia-se na forma como o indivíduo o aborda, através da sua cultura, da sua religião, o que o faz sentir-se em paz. Podem ser os materiais que você usa em uma cozinha, porque toda vez que eles olham para a pedra que escolheram para o balcão, se lembram da conexão com a terra. Então, mesmo algo tão funcional quanto a bancada da cozinha tem essa possibilidade de criar uma sensação de santuário que é muito diferente de uma sala de meditação.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/640/1*bCXa0SoLLzkF4NjOXuhNjQ.jpeg" /><figcaption><a href="http://www.rhgdesign.com">Rachael Grochowski</a></figcaption></figure><p><strong>Cura espiritual</strong></p><p>A saúde mental da Geração Z (jovens de 16 a 24 anos) um sido um tema recorrente da atualidade, e o quesito espiritualidade nos mostra que eles estão recorrendo mais a terapias da <em>nova era</em> para a mente e o corpo curarem-se espiritualmente ao invés de serviços médicos.</p><p>Muitos tratamentos espirituais mesclam práticas de medicina oriental com rotinas modernas de auto cuidado, como pode ser visto pelo aumento de 180% nas pesquisas do Pinterest por “banhos de limpeza espiritual”. Esse interesse aponta para uma cultura de auto cuidado que não está mais interessada em banhos, horóscopos, mas em uma verdadeira experiência espiritual que cure a mente e o corpo.</p><p>Outras práticas de cura espiritual usam a manifestação para ajudar a processar bloqueios mentais. A manifestação refere-se a estratégias de autoajuda destinadas a atingir um objetivo pessoal, principalmente focalizando os pensamentos sobre o resultado desejado, ou o velho ditado “se você pensa, ele virá”. O Pinterest relatou um aumento de 105% nas pesquisas por “técnicas de manifestação”.</p><p>As marcas podem sim combinar práticas entre fé, ciência e auto cuidado para ajudar os consumidores em jornadas de cura espiritual, mas devem recorrer a profissionais e líderes de confiança para garantir a confiabilidade</p><p><strong>Experiências “proféticas”</strong></p><p>Em um mundo de algoritmos e resultados gerados por computador, os consumidores estão se cansando de ter todas as suas decisões guiadas por máquinas.</p><p>Em vez de depender da IA, eles estão se voltando para experiências espirituais conduzidas por acaso, destino ou <em>serendipidade </em>para aprimorar sua jornada de compra.</p><p>Esta busca pelo acaso divino é refletida de melhor maneira através da ascensão do Tik Tok Tarot (#tarot- acumulou 12 bilhões de visualizações no aplicativo até o momento). Embora o Tik Tok use um algoritmo para recomendar conteúdo, essa tendência envolve os usuários que veem sua página inicial do <strong><em>Tik Tok For You</em></strong> (um feed de vídeos de criadores que os usuários geralmente não seguem) como um sinal do destino.</p><p>As marcas podem aproveitar o poder do destino, dando aos consumidores a oportunidade de randomizar sua experiência. Use geradores aleatórios ou experiências semelhantes a cartas de tarô para guiá-los e validar suas experiências por meio de temas espirituais e mensagens.</p><p>Empresas não espirituais estão empregando estratégias semelhantes para ajudar os consumidores a tomar decisões mais interessantes. O recurso aleatório Play Something da Netflix pode não usar o destino, mas usa o acaso para alimentar os telespectadores com novas sugestões de conteúdo. A Netflix e o Prime Video da Amazon sabem que algumas pessoas estão cansado de escolher uma opção entre tantas e por esse motivo ambos serviços de streaming introduziram recentemente o que pode ser o hack perfeito: um botão de reprodução aleatória que elimina a escolha e reproduz um programa selecionado aleatoriamente para o consumidor.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*oWI2KynJDkNhQusThnqaGA.jpeg" /></figure><p>Os pesquisadores de marketing Aekyoung Kim (Universidade de Sydney) e Felipe Affonso (Universidade da Flórida) sugerem que o poder de escolha pode sair pela culatra, porque <strong><em>a escolha deliberada apaga a magia do acaso.</em></strong></p><p>A professora norte-americana <a href="https://www.linkedin.com/in/kristina-durante-2675024/">Kristina Durante</a>, que estuda a serendipidade, nas decisões do consumidor, <a href="https://www.forbes.com/sites/ellevate/2021/05/04/more-than-a-good-surprise-the-magic-of-serendipity-enhances-consumer-satisfaction/?sh=3bee1d9174c2">descobriu</a> um aumento de 10 a 25% no prazer de um produto ou experiência se ele foi selecionado aleatoriamente. A serendipidade é semelhante ao ditado de estar no lugar certo na hora certa e envolve um pouco de magia invisível adicional na hora da escolha.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/763/1*q2eFTtz9RmYJLNDU5JCuFA.jpeg" /><figcaption>Serendipidade <strong>uma feliz descoberta ao acaso</strong>, ou a sorte de encontrar algo precioso onde não estávamos procurando</figcaption></figure><p>A plataforma canadense de varejo de luxo <a href="https://www.ssense.com">SSENSE</a> injeta serendipidade na experiência de compra online, adicionando um elemento de aleatoriedade em seus motores de recomendação, que são baseados no comportamento histórico do usuário. Ao integrar um item completamente único ou aleatório em uma página de recomendação de produto de outra forma curada, os usuários podem se sentir menos como se estivessem sendo direcionados com base em cookies de terceiros e mais como se estivessem experimentando uma jornada estimulante e conduzida por descobertas.</p><p>A pergunta que fica: A <em>serendipidade</em> poderá revitalizar o marketing? Segundo os cases acima, a resposta é provavelmente sim. Em um mundo digital impulsionado em grande parte pela velocidade e conveniência, <em>a sorte on-line da engenharia</em> é um desafio para os varejistas eletrônicos, que pode colher <em>recompensas poderosas</em>.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=c61076879b21" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Mercado de moda, uma coisa é certa se não mudarmos, seremos todos perdedores.]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[born_lab]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 11 Jun 2021 21:31:50 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2021-06-11T21:57:30.586Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/703/1*VUEblKHUTfuNIyMacV9uRQ.png" /><figcaption>significado de moda</figcaption></figure><p><strong>Moda</strong> — substantivo feminino que significa uma <strong>maneira ou costume mais predominante</strong> em um determinado grupo em um determinado momento. Também é uma palavra muito usada para designar, <strong>forma de se vestir</strong>.</p><p>O vestir-se é uma maneira de expressão, e para muitos é encarado como uma forma de arte.</p><p>Talvez por isso há anos o setor da moda se destaque como um mercado empolgante e sedutor.</p><p>A moda seduz mas também traz consigo questionamentos que não podem ser ignorados, já que essa indústria é a segunda mais poluente do mundo.</p><p>Antes de jogar a culpa somente nas costas da moda, sempre trago para a conversa como a sociedade de consumo vêm se comportando nos últimos tempos.</p><p>Algumas perguntas para reflexão;</p><p>Qual o significado e importância do consumo como um processo de práticas sociais?</p><p>Qual o impacto desse consumo na nossa vida cotidiana?</p><p>Muitas respostas são mostrada diariamente através de artigos, temas e tendências que permeiam nossa sociedade como: consumo consciente, low consumerism, sustentabilidade, pegada de carbono, impacto social, transparência, propósito, mercado de revenda e reuso, upcycling, aluguel de roupas e afins.</p><p>Estamos acompanhando uma era de transição, os novos paradigmas ainda não decolaram á 100% e os antigos paradigmas por sua vez também não desapareceram por completo, e isso abre lacunas e oportunidades.</p><p>Temos vistos grandes marcas presas num perdido algum tempo, ou não mudar agora por questões que desconhecemos, o que se supõe que em alguns anos caso essa marca não mude, a mesma possa estar fora do mercado.</p><p>A decisão das mudanças estratégicas estão mais do nunca nas pautas das reuniões indústria á fora. Se faz necessário mitigar os erros, regenerar a mercado para não sermos ignorados.</p><p>A urgência das mudanças climáticas e novos hábitos das gerações mais jovens — Millenials e Gen.Z, demanda uma produção em menor quantidade física, produzir melhor em termos de materiais e durabilidade lembrando que para isso não significa ganhar menos.</p><p>Uma coisa é certa se não mudarmos, seremos todos perdedores. Marcas consolidadas, estados, consumidores, start ups, freelances, instituições acadêmicas, pequenos produtores, enfim a mudança deve vir de todos juntos. Ou não vai adiantar nada.</p><p>O apelo é para todos os atores desse mercado para que estejam cientes da necessidade de mudança, e que está nas mãos de todos nós o futuro que vamos tecer nesse mercado.</p><p>Segundo o relatório da consultoria <a href="https://www.mckinsey.com/~/media/mckinsey/industries/retail/our%20insights/fashion%20on%20climate/fashion-on-climate-full-report.pdf">McKinsey</a>, a indústria da moda foi responsável pela emissão de 2,1 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa em 2018, número que representa 4% do total das emissões.</p><p>O relatório examinou toda a cadeia produtiva e conclui que cada um dos elos tem um papel a desempenhar na promoção da descarbonização. De fato, o relatório destaca que 70% das emissões são geradas no processo de fabricação e beneficiamento das matérias-primas e um terço corresponde às suas fases de utilização e ao fim da sua vida útil.</p><p>Empresas como Adidas, Everlane, H&amp;M Concious, Allbirds, Gucci, Kerin Group, Patagonia, C&amp;A, Renner, Inditex estão usando estratégias para enfrentar esse desafio, investindo em créditos e compensações de carbono.</p><p>As iniciativas de mercado de revenda também está sendo absorvida pelas marcas como a Nordstorm, H&amp;M entre outras.</p><p>Tudo isso por que o mercado despertou para o fato que a preferência do consumidor mudou, eles querem produtos mais “ecológicos”, com um impacto positivo para o meio ambiente, segundo pesquisas 88% dos consumidores desejam marcas que os ajudem a serem ecologicamente corretos.</p><p>A contribuição substancial da indústria da moda para as emissões globais GEE também cria uma oportunidade para instituir a mudança real. Em um mundo pós covid19, há uma chance para as marcas assumirem suas responsabilidades, entender suas próprias emissões e colaborar com parceiros para descarbonizar a cadeia.</p><p>Agora é a oportunidade para avaliar o que há de novo e que está a acontecendo em termos de soluções e, mais do que tudo, incentivar cada vez mais o conceito de “produzir melhor para consumir melhor”. Que estejamos atentos!</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/869/1*k8M8R0dqjyL2pVomBKjECg.png" /><figcaption>H&amp;M Rental Clothing</figcaption></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/676/1*yr2SASraazEJwHhqna1YMQ.png" /><figcaption>H&amp;M Rental Clothing</figcaption></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/974/1*nbhLR_qrjhhumb36hlFjuA.png" /><figcaption>Adidas &amp; Allbirds e o calçado mais sustentável do mercado menos de 3kg de CO2</figcaption></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/890/1*lsu6jkJt9OsaJp_ktGsohg.png" /><figcaption>Caminhão Elétrico para redução de carbono</figcaption></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/697/1*Uf6RSERFNbNyaZL5NxDBGQ.png" /><figcaption>Energia Limpa na Renner</figcaption></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/705/1*NHaEiLrzdlQFIzl3kGghnA.png" /><figcaption>Colab utilização de tecidos descartados</figcaption></figure><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=45e70c20252a" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Futuro Co.]]></title>
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            <category><![CDATA[future]]></category>
            <category><![CDATA[trends]]></category>
            <category><![CDATA[consumo]]></category>
            <category><![CDATA[zeitgeist]]></category>
            <category><![CDATA[colab]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[born_lab]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 30 Aug 2019 13:58:59 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2019-08-30T17:52:24.068Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1000/1*mhM_-eDpVYvLbgwZjT227A.png" /><figcaption>Futuro Co.</figcaption></figure><p>O ano era 2009, e o cenário um evento organizado pela Universitat Pompeu Fabra, em Barcelona, e foi ali que pela primeira vez que escutei a seguinte frase (que logo adotei como mantra para vida), <strong>o futuro é Co</strong>.</p><p><strong>Co.</strong>laborativo, <strong>Co.</strong>mpartilhado, <strong>Co.</strong>participativo, <strong>Co.</strong>mpartido, <strong>Co.</strong>perativo, <strong>Co.</strong>letivo e por ai vai…</p><h3><strong><em>E foi!</em></strong></h3><p>2019, dez anos depois, percebemos que empresas e certos setores mais que outros assimilaram esse conceito e estiveram á frente do seu tempo ao compreender que o <strong>Futuro Co.</strong> era um caminho a ser seguido.</p><p><strong>Co.</strong>Creation, <strong>Co.</strong>Society, <strong>Co.</strong>Sharing, <strong>Co.</strong>Learning, <strong>Co.</strong>Projects, <strong>Co.</strong>nexion, <strong><em>Co.Labs</em></strong> entre tantas nomenclaturas <strong>Co.,</strong> é sobre esse última que vamos falar.</p><p>A colaboração entre empresas na verdade foi uma maneira inteligente de competir, uma forma de construir um sistema para mesclar não só produtos de empresas diferentes, como ideias e valores e retornar a sociedade uma cultura de inovação. Essas parcerias deram as marcas a possibilidade de atingir novos negócios.</p><p>A necessidade de colaboração vem na fase conceitual, onde tendências e influências convergem arte, música, fotografia, vídeo ou inspiração de rua com inteligência de mercado, experiência de negócios e — é claro — nosso instinto criativo para a combinação mágica: novidade e comercialidade.</p><p>A Co.Lab entre empresas afeta todo o sistema desde o primeiro dia, do produto a recursos, processos, passando por vendas, cultura e sustentabilidade. Em todas as fases do fluxo de trabalho, é crucial buscar soluções mais intuitivas, criativas e colaborativas para as equipes envolvidas.</p><p>Acompanhamos de perto alguns dos cases de <strong><em>Co.Labs</em></strong> de sucesso estrondoso com a união de marcas inimagináveis acontecerem no transcorrer desses 10 últimos anos.</p><p>No começo “<strong><em>A</em></strong>” novidade mexeu com nossos corações e nos comoveu, uma infinidade de parcerias pipocaram e juntas conseguiram atingir novos mercados, explorando novas alternativas de produto/venda mas com o passar do tempo vemos sinais de declínio nessa fórmula, os consumidores já não ficam mais fascinados como antes, e por esta razão que nos dias de hoje para não ser só mais uma <strong>Co</strong>.lab, as estratégias de colaboração entre as marcas terão que ir além…das ações de marketing…das antigas estratégias, o momento pede investir em parcerias com propósito que sejam levadas a um longo prazo.</p><p><strong><em>“Don´t believe the hype.”</em></strong></p><p><strong><em>Mudanças no Zeigest</em></strong> trouxeram o consumidor para um novo patamar e fez com que algumas estruturas até então sólidas se abalassem por esse novo tipo de consumidor mais consciente, mais dinâmico, responsável e preocupado com questões que até então não eram tão relevantes, a maioria dos consumidores não deseja mais consumir desenfreadamente como antes, todo esse conjunto de novas características de consumo nos apresenta um novo consumidor que mudou suas prioridades. Consequentemente á isso, as empresas que estiveram mais atentas as mudanças nos traços de seus consumidores terão uma vantagem ao redefinir suas estratégias para lidar com isso.</p><p>As marcas diante desse novo panorama de consumo precisam mostrar que uma criação colaborativa não precisa se manifestar somente no design de produto. Compartilhar dados e conhecimentos para aumentar as vendas está se tornando uma prática com bons resultados.</p><p>Como um bom exemplo a marca de tênis<a href="https://www.allbirds.com/"> Allbirds</a> decidiu compartilhar seus avanços tecnológicos com seus concorrentes. A marca criou a primeira espuma com carbono negativo, chamada “Sweetfoam” e decidiu compartilhar sua fórmula com os concorrentes, para que todos possam criar melhores produtos e ainda ajudar o ecossistema. Segundo Jad Finck, vicepresidente de sustentabilidade e inovação; <strong><em>“Se você quer ser líder nas inovações de materiais, mas é o único a usá-las, você, na verdade não está ajudando o planeta.”</em></strong> Nem é preciso falar mais nada ❤</p><p>Em 2019, as parcerias buscam mais do que uma linguagem irônica e inusitada, estima-se que 38% das marcas de moda e beleza planejam parcerias para o transcorrer do ano migrando para 2020. Segundo um report do <a href="https://www.wgsn.com/pt/">WGSN</a>, 2020 será o ano que novas vozes serão ouvidas, iremos nos afastar dos conceitos ultrapassados de marketing e as futuras parcerias significativas devem resolver problemas da indústria, contar com uma dose extra de contextualização, serviços ou conveniência e aperfeiçoar a oferta atual.</p><p>Esse tal mundo V.U.L.C.A nos joga numa complexidade veloz que exige do mundo de colaborações; confiança, generosidade e atenção as novas demandas comportamentais de seus consumidores.</p><p><strong><em>O mundo está demasiado complexo para ser resolvido individualmente, por isso as forças da co.laborações.</em></strong></p><p>Uma abordagem mais cooperativa, colaborativa e inclusiva vai garantir que as próximas Co.Labs beneficie á todos, lembrando que pensar na melhor maneira de criar os bens pessoais em um mundo com espaço e recursos limitados vai ser crucial para um futuro melhor.</p><p>Alguns exemplos de Co. Labs que fazem cada vez mais sentido no nosso dia a dia;</p><p><a href="https://www.insectashoes.com/"><strong><em>Insecta Shoes</em></strong></a><strong><em> &amp; </em></strong><a href="https://www.farmrio.com.br/"><strong><em>Farm</em></strong></a></p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/563/1*K3pveuoSPsr1r3qzgMCgfQ.jpeg" /><figcaption>Insecta + Farm</figcaption></figure><p>“Caiu a ficha de que não adianta a gente se iludir achando que a cadeia produtiva da moda vai sofrer uma revolução de uma hora pra outra. Pra quem trabalha com grandes volumes, é muito mais difícil e custoso mudar, e não é o caso de achar que é tudo ou nada. Organizando direitinho todo mundo consegue refazer algumas rotas e dar fôlego ao futuro…</p><p>Feita colaborativamente, por mãos, cabeças e antenas que sabem que não são perfeitas, mas tentam ao máximo ser a mudança que querem ver no mundo.</p><p>Como já disse Audre Lorde: “sem comunidade, não há libertação“. É nisso que a gente acredita, é por isso que a gente luta.</p><p><em>Parte do texto do </em><a href="https://www.insectashoes.com/blog/lancamento-collab-insecta-farm/"><em>blog</em></a><em> da Insecta Shoes.</em></p><p><a href="https://www.adidas.com/"><strong><em>Adidas</em></strong></a><strong><em> &amp; </em></strong><a href="https://pharrellwilliams.com/"><strong><em>Pharell</em></strong></a><strong><em>, juntos desde 2014</em></strong></p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/768/1*y0bk8ZqWk9fVRAzGBsXWyQ.jpeg" /><figcaption>Adidas &amp; Pharell Williams</figcaption></figure><p>“Now Is Her Time”. A nova coleção trata sobre o empoderamento feminino através do poder de representação e escolhas ousadas, a campanha foi criada para defender os direitos das mulheres e apresenta roupas e calçados unissex. <br> Fotografado por <a href="https://www.instagram.com/collierschorrstudio/">@collierschorrstudio</a> que constantemente explora temas de gênero, sexualidade e identidade — a campanha apresenta mulheres poderosas e que se apoiam entre si.</p><p>Promovendo os direitos das mulheres, a coleção mostra uma profundidade de cor nos tênis. Cada estilo também apresenta slogans ao longo da parte superior, incluindo “GRATITUDE / EMPATIA”, “RESPIRAR / PENSAR” e “INFINITO / ESPÉCIE”. A campanha apresenta um elenco diversificado, incluindo o organizador da comunidade e co-fundador da Black Lives Matter, Patrisse Cullors; a cineasta e ativista de direitos humanos Sana Azim entre um grupo interessante de nomes de “peso”.</p><p><a href="http://www.reroupa.com.br/"><strong><em>Re Roupa</em></strong></a><strong><em> &amp; </em></strong><a href="https://www.farmrio.com.br/"><strong><em>Farm</em></strong></a><strong><em> (olha ela aqui de novo)</em></strong></p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/640/1*-wCqsi2UDOa8Qtbr1tXfVQ.jpeg" /><figcaption>Re-roupa &amp; Farm</figcaption></figure><p>“O re-FARM, que nasceu com o propósito de ressignificar nossas formas de fazer e consumir roupa, começou com upcycling e hoje se tornou uma plataforma para pensar e testar iniciativas olhando para novos modelos de negócio e construção de uma nova cultura — empresarial e de consumo…</p><p>Desde o início da parceria com o <a href="http://loja.reroupa.com.br/">Re-Roupa</a>, a marca já conseguiu reaproveitar mais de 5 mil metros de tecido e gerar renda para mais de 20 pessoas.” Fonte: <a href="https://www.modefica.com.br/farm-re-roupa-re-farm/#.XVtMaVB7mdE">Modefica</a></p><p><strong><em>Ikea e empresas sem fins lucrativos</em></strong></p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/600/1*5tMbTU0E1TrvqWE3L2vPbA.png" /></figure><p>O gigante da decoração, a marca sueca <a href="https://www.ikea.com/">IKEA</a> fez parcerias com duas empresas sem fins lucrativos, a <a href="https://www.milbat.org.il/en/">Milbat</a> e a <a href="https://www.aisrael.org/eng">Access Israel</a>, para criar uma coleção de acessórios de móveis focados na acessibilidade.</p><p>A coleção intitulada <a href="https://thisables.com/en/about/">ThisAbles</a> elaborou uma lista de dezenas de produtos junto com a <a href="https://www.aisrael.org/eng">Access Israel</a> que podem acomodar pessoas com uma série de deficiências, como mesas que funcionam para cadeiras de rodas.</p><p>Com a <a href="https://www.milbat.org.il/en/">Milbat</a>, uma organização sem fins lucrativos israelense, eles projetaram e forneceram dispositivos e tecnologia para pessoas com deficiência.</p><p>A ideia veio de um funcionário israelense da agência de publicidade McCann, que trabalhou na equipe de criação de projetos para a <a href="https://www.ikea.com/">IKEA</a>, disse Shuki Koblenz, executivo-chefe da <a href="https://www.ikea.com/">IKEA</a> Israel. O funcionário, Eldar Yusupov, tem paralisia cerebral e disse que queria comprar móveis em lojas tradicionais, em vez de precisar encontrar sofás ou cadeiras especialmente feitos em outros lugares .</p><p>Além de oferecer um nov tipo de serviço aos seus clientes, parceria como essas, com organizações que representam pessoas com necessidades especiais é uma maneira de promover a inclusão.</p><p>Por Andrea S. Pinto</p><p>Se quiser acompanhar, algumas pílulas de tendências siga o perfil do insta:</p><p><a href="https://www.instagram.com/2b_born/">@2b_born</a></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=11bfdd4d8366" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[O misticismo em tempos incertos.]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[born_lab]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 29 Jul 2019 11:42:47 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2019-07-29T21:42:46.157Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/856/1*vLIvSEloGYSppifF5DfeCg.jpeg" /><figcaption>tumblr</figcaption></figure><p><em>…NO FUTURO…O QUE VAI SER…E SE…</em></p><p>Sol em Virgem, Lua em Sagitário, Vênus em Leão, com Ascendente em Peixes. Teoricamente se você entende algo sobre astrologia, é bem provável que tenha traçado o perfil dessa combinação que, no caso, é de quem está escrevendo esse texto. Isso, talvez, influencie você a desistir da leitura ou, caso eu tenha sorte, e a “empatia astrológica” nos acompanhará até o final e, quem sabe, assegurar que estava certo sobre a “leitura” que fez sobre a junção dos astros.</p><p>Estamos no meio de 2019, um ano de extremos, de uma sociedade polarizada que se divide em sentimentos e estratégias distintas.</p><p>Em meio a esse mundo <strong><em>V.U.C.A </em></strong>— volátil, incerto, complexo e ambíguo — nos sentimos jogados de lá pra cá, perdidos nesse turbilhão caótico, rodeados de incertezas e inseguranças, cheios de perguntas e, quase sempre, sem muitas respostas.</p><p>Talvez por isso, o Misticismo tenha se tornando uma tendência que deu seus passos iniciais lá em 2014 e está vivendo seu apogeu agora, em 2019.</p><p>Nesse momento, essa tendência é algo que nos faz entender melhor quem nós somos (uma forma de autoconhecimento) e, em muitas vezes, esse Misticismo supre a angustia que temos em querer saber alguma coisa sobre a qual ainda não sabemos.</p><p>A ideia abordada aqui sobre o Misticismo está desconectada de qualquer ligação com questões religiosas, dogmas ou crenças. Já passamos por essa fase, para a grande maioria de pessoas de 18 a 40 anos, existe um tema comum: parte delas foram criadas com um conjunto de crenças religiosas — católicas, judias, budistas — mas, quando se tornou adulta, sentiu que a fé não representa completamente quem ela era ou o quê ela acreditava.</p><p>Uma coisa é certa, os millennials não são como seus pais ou os pais de seus pais. Eles desafiaram noções tradicionais de tudo, desde religião, profissões e até casamento. E com esse rompimento, eles foram pioneiros em mercados antes impensáveis, como a economia de compartilhamento e o namoro on-line.</p><p>A história da astrologia começa há milhares de anos, na Babilônia, onde os primeiros astrólogos estudaram o céu pela primeira vez para prever a ocorrência das estações. Mas foram os romanos que eventualmente nomearam os signos do Zodíaco depois dos 12 ciclos lunares que levaram para o sol retornar à sua posição original.</p><p>A astrologia, naquela época, foi uma tentativa inicial de atribuir ordem, ritmo e significado as imprevisibilidades da vida. Uma forma inicial de teoria científica.</p><p>A astrologia, é claro, continuou, apesar de sua classificação como uma “pseudo-ciência”, e sua reputação de magia, de misticismo e maluquice. Sua posição, como parte da cultura ocidental popular, começou em 1930, quando um astrólogo chamado R.H. Naylor foi contratado pelo jornal britânico <a href="https://www.express.co.uk/news/sunday">Sunday Express</a> para fazer previsões astrológicas sobre o nascimento da princesa Margaret. A nova popularidade de Naylor fez com que o jornal publicasse uma coluna regular de previsões e conselhos ligados aos signos solares, começando em 1937.</p><p>A tendência Mística está crescendo? Quase como uma espécie de religião alternativa. À medida que a agitação social e política torna a religião tradicional menos atraente, os millennials estão buscando novas maneiras de canalizar suas crenças, desencadeando uma onda de “gastos” espirituais.</p><p><strong>Um estilo de vida espiritual</strong></p><p>As novas gerações moldam o comportamento social geral do nosso entorno e por isso é interessante observar como a geração do milênio substituiu a religião pelo misticismo/esoterismo.</p><p>Afinal, é normal que em tempos de incertezas, nos agarremos a tudo aquilo que nos conforta e, embora a religião possa parecer estar em declínio, a fé em si próprio está crescendo.</p><p>Um número crescente de jovens — em grande parte, da geração Millennial (embora a tendência se estenda à Gen X — agora com 40 anos, e até à Gen Z) se afastaram da religião tradicional e estão adotando mais crenças e práticas espirituais, como tarô, astrologia, meditação, cura energética e cristais.</p><p>Os conceitos de fé podem estar mudando regionalmente, mas uma coisa é certa: as pessoas ainda estarão em busca de algo em que acreditar. Um dos grandes atrativos para as pessoas mais jovens sobre as práticas espirituais é a capacidade de escolher.</p><p>As práticas espirituais apelam para o comprometimento dos cuidados: você pode se dedicar um pouco aos cristais, à astrologia, ao tarô…ou muito. Você pode comprar alguns quartzos rosa ou acender algumas velas e, se isso for significativo para você, mantenha-o, se não for, não é como se você tivesse passado por uma conversão religiosa completa que não possa abandonar-los.</p><p>Antes da internet, as pessoas que mantinham suas crenças fora do mainstream — fossem elas religiosas, políticas ou outras — careciam de um meio para se conectar umas com as outras. Com as mídias sociais, essas práticas como astrologia, cristais e tarô foram capazes de ocupar espaço em uma conversa pública. Isso favorece á todos. As comunidades de misticismo estão prosperando nas configurações on-line e off-line.</p><p>A astrologia, definitivamente, não é nova e a espiritualidade terrena ou viver de acordo com os rituais da Terra também não é novo, é <em>beeeeeeem</em> antigo. Isso só nos mostra como estamos desejando algo que a tecnologia e nem o capitalismo não pode nos dar.</p><p><strong>O negócio de misticismo está prosperando.</strong></p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/650/1*Q53duGSQgGmQhbn_a9QwPw.jpeg" /></figure><p>Por que não procurar respostas no céu? Segundo Platão, “A Astronomia obriga a nossa alma a olhar para cima e nos conduz deste mundo para outro.”</p><p>Talvez, essa seja a resposta que faz com que a tendência da astrologia e dos cristais é uma daquelas coisas que, uma vez que você começa a notar, está subitamente em toda parte. Cristal bruto em jóias, decoração e moda inspiradas na astrologia dominam os perfis do Instagram.</p><p>Os serviços místicos são um mercado de US $ 2,2 bilhões. E você deve estar se perguntando: Mas a astrologia é um nicho de mercado? Se levarmos em consideração que 40% das mulheres lêem seu horóscopo pelo menos uma vez por mês, somos levados a creer que é um nicho de mercado. Que outra coisa com esse nível de frequência você descreveria como nicho?</p><p>A oportunidade de negócio, é claro, requer demanda real, surgindo de algo como uma necessidade real. Então, esta aí algo que a astrologia pode reivindicar.</p><p>A astrologia coloca você no centro do seu próprio universo, com a promessa de que você é inteiramente único, como uma impressão digital. Talvez por esse sentimento de ser único, exclusivo, muitos Millennials tenham se identificado com ela.</p><p>Segundo o <a href="https://www.wgsn.com/pt/">WGSN</a>, em 2019 vemos o crescimento da importância de termos como “auto-cuidado” e “amor próprio”, passamos a aceitar e abraçar nossas imperfeições. Com essa mudança, o corpo humano será a próxima plataforma para a inovação. De 2020 em diante, iremos focar em ser mais humanos do que super-humanos.</p><p>Um estudo de 2019 da <a href="https://www.vice.com/en_us">VICE</a> e do <a href="https://insightstrategygroup.com/">Insight Strategy Group</a> descobriu que 54% dos Millennials e da Gen Z nos EUA e no Reino Unido disse que está procurando conectar-se a marcas que melhorem seu espírito e alma, e 77% procuram comprar de marcas que se alinham com seus valores. A espiritualidade é uma mercadoria crescente e o apetite do jovem consumidor pelo misticismo provocou um aumento nos serviços e produtos ocultos.</p><p><strong>A tendência mística está ao nosso redor.</strong></p><p><a href="https://www.selfridges.com/JP/en/"><strong>Selfridges</strong> </a>(2015) sediou o <a href="https://www.selfridges.com/JP/en/features/articles/give-me-five/give-me-five-astrolounge/">Astrolounge</a>, uma espaço que levava os consumidores a uma jornada de compras espiritual, guiada pelos signos do zodíaco, além de oferecer uma seleção de produtos e experiências espirituais para incentivar a autodescoberta, como leitura de mãos com <a href="http://www.psychicsisters.co.uk/">The Psychic Sisters </a>e <em>workshops</em> com a celebritie do instagram <a href="http://www.rubywarrington.com/">Ruby Warrington</a> do <a href="https://www.the-numinous.com/">The Numinous.</a></p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/926/1*BNEhh6FXFwp305nrw48dhQ.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/718/1*o1GzjdUfISpGLuK1rafGmg.jpeg" /><figcaption>Astrolounge — Selfridges &amp; Co.</figcaption></figure><p><a href="https://www.freepeople.com/crystals/"><strong>Freepeople </strong></a>— incluiu em seu website a venda de cristais das mais diversas formas, de acessórios a pedras para fins de cura.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*eyTiRV9pfJXBM4TPJnsIFQ.png" /><figcaption>freepeople.com</figcaption></figure><p><a href="https://www.urbanoutfitters.com/shop/mystic-mondays-tarot-a-deck-for-the-modern-mystic-by-grace-duong"><strong>Urban Outfitters</strong></a> — que não podia ficar para trás, espalhou o misticismo nas diversas categorias tanto nas lojas como no site.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*klwkOnEYjXIp6ri84sB11A.png" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*AuKLwZHy9G1lx2G_UVn7Ug.png" /><figcaption>urbanoutffiters.com</figcaption></figure><p>Maria Grazia Chiuri em sua coleção de estréia, à frente da marca francesa <a href="https://www.dior.com/en_us"><strong>Dior</strong></a> (2017), trouxe as passarela vestidos etéreos, delicadamente bordados com desenhos que remetem ao baralho do tarô.</p><p>O próprio Christian Dior era fascinado pelo mundo do misticismo. Além de ser viciado em astrologia, o couturier francês, sempre tirava algumas cartas de tarô antes de apresentar as suas coleções magníficas de alta-costura. Não à toa, que o mundo esotérico é uma das maiores fontes de inspiração de Maria Grazia Chiuri, a atual diretora criativa da marca.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1022/1*GDBOf820ik0MZ54KnHVZuQ.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*EB19whc6w7aUekHZxJGB8w.jpeg" /><figcaption>tag-walk</figcaption></figure><p>Já a <a href="https://www.gucci.com/int/en/">Gucci</a> com Alessandro Michele convocou a ilustradora <a href="https://jaydefish.com/">Jayde Fish</a> para criar estampas também inspiradas no tarô para o verão 2017.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/690/1*hJN9p0B7OoFj0uMs1nog-Q.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/630/1*J-puvHnTmOije7bthJ5DXQ.jpeg" /><figcaption>Pinterest</figcaption></figure><p><a href="https://www.amazon.com/primeinsider/tips/prime-march-horoscope.html"><strong>Amazon Prime</strong></a> — Os membros do Amazon Prime têm notado um novo recurso de horóscopo que atrela cada signo do zodíaco um tipo de produtos e/ou serviços.</p><p>A newsletter Insider da Amazon Prime está enviando horóscopos de compras mensais para seus membros. A empresa mapeia os melhores produtos e os principais benefícios do signo do zodíaco, porque, obviamente, toda a sua espiritualidade precisa estar alinhada com o consumo.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*gKS5MiTXIeDx6UEh-uv7Zg.png" /></figure><p>Em março de 2019, <a href="https://www.instagram.com/yungkundalini/?hl=pt-br">Bri Luna</a> (<a href="http://www.thehoodwitch.com/featured"><strong>Hoodwitch</strong></a>) fez uma parceria com a <a href="https://www.smashbox.com/crystalized-collection"><strong>Smashbox Cosmetics</strong></a><strong> </strong>para co-criar uma nova coleção inspirada no poder dos cristais, nasce uma coleção destinada a manifestar criatividade através de maquiagem e mantras. A colaboração soou autêntica para os Millennials, já que Luna havia expressado seu amor pela marca nas mídias sociais. Segundo a revista <a href="https://www.smashbox.com/crystalized-collection">Dazed</a>, a marca de beleza entrou em contato com a Luna via Instagram para propor a parceria.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*XW5C-E1vVrvuuvK3bStmww.png" /></figure><p><a href="https://www.spotify.com/br/"><strong>Spotify </strong></a>— podemos encontrar<strong> </strong>playlists cósmicas para cada signo do zodíaco.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/768/1*HyHBPp4GMf2rkiIJ2VeGYw.jpeg" /><figcaption>spotify</figcaption></figure><p>Essa tendência também inspirou uma série de novas <em>startups</em> e serviços que atendem aos millennials ansiosos por alguma orientação e aconselhamento. É por isso que existem caixas de assinatura de cristal, banhos, aromaterapia e afins, dos chamados “consultores de negócios intuitivos”. As <em>startups</em> estão tornando essas práticas mais fáceis e rápidas, centralizando-as em plataformas eficientes.</p><p><strong>Enquanto isso no Instagram</strong></p><p>Desde <a href="https://www.instagram.com/astrologyzone/?hl=pt-br">Suzan Miller</a> <a href="https://medium.com/u/f9926efc8728">Astrology Zone</a> até <a href="https://www.instagram.com/the_numinous/?hl=pt-br">The Numinous</a>, passando por terras brasilis temos as astrostarts Madama Brona, P<a href="https://www.instagram.com/papisa_/?hl=pt-br">apisa</a>, entre tantos outros perfis que trazem a astrologia, o tarô e todo misticismo para o nosso dia a dia.</p><p>Por sorte a nova era da astrologia milenar não é totalmente séria. Vide os memes:</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/750/1*j0Ju-1YySAALj38qlhEIOQ.png" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/750/1*GRzw3_Q5DOCGZWrLSCtR2w.png" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/750/1*QUVpcCagS20Sfb01rKwnXQ.png" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/750/1*XN_LsvFlVXEkSA1zP_e8FQ.png" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/750/1*krTtu8LKnyYEIuU7_IKSTg.png" /></figure><p>Por trás desse movimento está o anseio profundo que muitas pessoas sentem por um senso de orientação. No novo movimento místico, as mulheres do milênio se referem a si mesmas como “bruxas” e se consideram parte de um movimento feminista. Paralelamente ao aspecto político do movimento místico, há também um conceito contrário às religiões organizadas; uma nova espiritualidade comercial — de certa forma, a modernização do esoterismo.</p><p>Os sinais para isso já foram observados há muito tempo. Nos últimos anos, o festival hippie <a href="https://burningman.org/">Burning Man</a> se pôs de moda, enquanto o ritual de transcendência com a Ayahuasca está crescendo em sua popularidade, e ganhando cada vez mais adeptos.</p><p>A pergunta que fica é se essa tendência terá um impacto duradouro no acesso à espiritualidade ou será categorizada como um fenômeno de estilo de vida.</p><h4><strong><em>Já veremos…</em></strong></h4><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*Xr53gkiu1znXZh67t616Mg.png" /><figcaption><a href="http://www.rubywarrington.com/">Ruby Warrington</a> por <a href="http://ariannahuffington.com/">Arianna Huffington</a></figcaption></figure><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=2e052a6c7756" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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