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        <title><![CDATA[Stories by Bruna Said on Medium]]></title>
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            <title>Stories by Bruna Said on Medium</title>
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            <title><![CDATA[Luto, do verbo lutar]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Bruna Said]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 10 Nov 2024 23:41:49 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2024-11-10T23:41:49.365Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/0*2PgUU-wh--YZnoyo" /><figcaption>Photo by <a href="https://unsplash.com/@enric_moreu?utm_source=medium&amp;utm_medium=referral">Enric Moreu</a> on <a href="https://unsplash.com?utm_source=medium&amp;utm_medium=referral">Unsplash</a></figcaption></figure><p>Luto por elas.</p><p>Luto por Marielle, Isabela, Nice, Tatiana, Elaine, Jane e Marília.</p><p>Luto pelas Marias, Anas, Joanas, Helenas que estão por vir.</p><p>Luto por mim, por todas as mulheres.</p><p>Luto.</p><p>Do substantivo da dor e do verbo lutar. Porque ser mulher é isso.</p><p>Doer, temer, mas nunca parar de lutar. É resistir o tempo todo.</p><p>É morrer lutando, para não morrer por simplesmente ser assim, mulher.</p><p>Luto é o que representa o dia de hoje.</p><p>8 de março de 1857.</p><p>Mulheres queimadas e assassinadas por policiais americanos.</p><p>Mulheres que morreram lutando por seus direitos. Nossos.</p><p>Luto por elas.</p><p>Luto pela morte delas e de todas as outras.</p><p>Que 162 anos depois, ainda são queimadas por serem mulheres.</p><p>Enforcadas, esfaqueadas, estupradas, espancadas.</p><p>Luto por elas.</p><p>Para que a luta delas não tenha sido em vão.</p><p>Luto porque “o mundo não é assim”.</p><p>Luto porque é preciso.</p><p>É exaustivo, mas é a única alternativa.</p><p>Luto, porque muito foi feito, mas muito está por vir ainda.</p><p>Luto, para que vocês entendam o que nós queremos.</p><p>É simples.</p><p>Queremos igualdade social, econômica, polícia.</p><p>Queremos não morrer por ciúmes ou qualquer descontrole emocional.</p><p>Queremos tomar decisões por nós mesmas.</p><p>Queremos ser donas do nosso corpo.</p><p>Queremos poder escolher quem entra ou permanece nele.</p><p>Nosso corpo.</p><p>Nossa voz.</p><p>Nossos direitos.</p><p>Simples assim.</p><p>Feministas morreram lutando este dia, queira você ou não.</p><p>A rosa que você me dá hoje, é para elas.</p><p>Por isso, luto por elas.</p><p>Esqueça os tabus e entenda.</p><p>Luto por elas, por mim, por nós todas.</p><p>Pelas minhas filhas que ainda não nasceram.</p><p>Luto para que seja menos substantivo e mais verbo.</p><p>Um dia de luto e de luta para todas nós, meninas.</p><p>Que unidas somos sempre melhores.</p><p>Luto como uma garota.</p><p>#LutoPorElas</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=a1ced2877192" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Desculpa, foi engano]]></title>
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            <category><![CDATA[sentimentos]]></category>
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            <dc:creator><![CDATA[Bruna Said]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 10 Nov 2024 23:39:35 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2024-11-10T23:39:35.895Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/0*7jZNGneEcT_EP_aq" /><figcaption>Photo by <a href="https://unsplash.com/@mishotek?utm_source=medium&amp;utm_medium=referral">Misho Tektumanidze</a> on <a href="https://unsplash.com?utm_source=medium&amp;utm_medium=referral">Unsplash</a></figcaption></figure><p>Não sei se me enganei ou se me deixei enganar, só sei que me afundei ao deixar me levar. Você veio doce, leve como o vento, mas se transformou em ácido e me corroeu por dentro. Eu fiz do meu coração casa, arrumei a bagunça que o passado deixou, te entreguei a chave da porta, mas você nunca entrou. Aí que percebi que você só estava de passagem, eu era lar enquanto você só procurava mais uma cama para dormir em meio a sua viagem.</p><p>Eu queria alguém corajoso o suficiente para ficar, mas você fez suas malas correndo, dizendo <em>“não quero te magoar”</em>. A sua intenção é nobre, mas sabemos que na prática foi diferente. Se não pretendia ficar, porque deixou que existisse “a gente’’? Era só você ter partido na primeira oportunidade, seria ruim, confesso, mas pelo menos não daria tempo de sentir saudade.</p><p>Será?</p><p>Agora você, aquele vento que eu pensava ser leve, acabou com tudo feito um furacão, e aquela bagunça toda voltou a ocupar espaço dentro do coração, agora magoado, ao contrário do que me prometeu, mas nunca surpreso, devido aos amores passados que já acolheu.</p><p>Eu te pedi sinceridade, mas tu foi incapaz de me dar, porque fugir é mais fácil do que me encarar. <em>“Eu gosto de você, mas não estou preparado”,</em> você me disse como se sentir algo fosse errado. Desculpa, foi engano, imaginei que você fosse outra pessoa, a toa, aceitei a sua escolha, feito garoa, que chove e não molha, mas me olha, como quem quer mais. Não dá mais, para sentir demais. Infelizmente, esse sentimento latente briga com a minha mente, intransigente, não entende que não é fácil assim.<em> “Esqueça e siga em frente”</em>, de repente, é demais para mim.</p><p>Desculpa, me enganei. Pensei que você fosse diferente, do tipo que não mente, que sente, tudo o que diz. Condiz. Mas não, você se contradiz. É mas não é, quer mais não quer, sequer, é capaz de largar esse osso, esboço de felicidade. Maldade, isso sim. Você é apenas mais um garoto, enfim, que sem mim, sem nós, a sós, segue teu caminho. Sozinho. Na busca de uma garota, inocente, inconsciente da sua ideia marota (escrota). Fácil de enganar, cegar, pegar e largar.</p><p>Pulei desse barco enquanto é tempo, para não afundar em alto mar. Aprendi a nadar com sua incapacidade de amar.</p><p>Me desculpa, foi engano. Boa sorte com seu novo plano.</p><p>Fulano.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=2d3672c990c9" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Sinto muito que você sinta tão pouco]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Bruna Said]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 10 Nov 2024 23:35:47 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2024-11-10T23:35:47.927Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/0*xSxzYYvpw2PAIugC" /><figcaption>Photo by <a href="https://unsplash.com/@amberjmartin?utm_source=medium&amp;utm_medium=referral">Amber Martin</a> on <a href="https://unsplash.com?utm_source=medium&amp;utm_medium=referral">Unsplash</a></figcaption></figure><p>Sentir demais, pensar demais, querer demais. Viver de excessos é uma tortura, mas alguém tem que compensar a falta por parte dos outros. E eu percebi que esse é meu papel. Compensar suas faltas.</p><p>Eu sinto muito que você sinta tão pouco. Sinto pelo que poderia ter sido, mas não foi. Não há nada de errado em querer, o ruim é não saber o que quer, e disso você entende muito bem. Só que a vida é curta demais pra esperar você se decidir.</p><p>Talvez o que eu tenho a lhe oferecer não seja o suficiente. Talvez seja demais. Mas, sinceramente desisti de entender. Sabe por quê? Porque isso é tudo que eu sou. É o que eu posso te dar. Minhas confusões, minhas imperfeições, minha proteção e algumas risadas no meio do caminho. Só que não adianta plantar uma semente numa terra que não está preparada para o plantio. Ela não floresce. E você não está preparado pra receber nada disso, muito menos pra me oferecer algo em troca.</p><p>Por isso sinto muito por sentir demais, mas fique sabendo que não dá pra sentir por dois. Enquanto você espera que cresça alguma flor nessa terra desnutrida e reclama que a grama do vizinho é mais verde que a sua, eu sigo por aí, lamentando que você tenha que me ver florescer em outros campos para perceber a beleza da primavera.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=7a3ffa8e6205" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[[Crônica] O corpo é apenas um corpo]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Bruna Said]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 10 Nov 2024 23:32:08 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2024-11-10T23:32:08.940Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/0*fZxfFU6VAze1y79y" /><figcaption>Photo by <a href="https://unsplash.com/@nseylubangi?utm_source=medium&amp;utm_medium=referral">Nsey Benajah</a> on <a href="https://unsplash.com?utm_source=medium&amp;utm_medium=referral">Unsplash</a></figcaption></figure><p>Por muitos anos ela acreditou que toda mudança deveria começar de fora para dentro. Deixava tudo para “quando fosse magra”.</p><p>Aquele piercing no umbigo, aquele feriado na praia com os amigos, aquela tatuagem na costela, aquele convite para tomar um chopp. Ela topava tudo, mas só quando fosse magra. Porque estar magra era o cenário ideal de felicidade, onde nada podia dar errado.</p><p>Acontece que, por mais que a sociedade tentasse, arduamente, convencê-la de que ser bonita e magra é o único caminho para uma vida feliz, parte dela sabia que um corpo era apenas um corpo.</p><p>E ponto.</p><p>Parte dela sabia que se alguém se aproximasse ou se afastasse pelo corpo que ela tinha, essa pessoa não merecia as maravilhas que ela tinha a oferecer.</p><p>Mas outra parte acreditava que era melhor arriscar do que estar fadada a uma vida julgada, solitária e infeliz. Não que ela acreditasse piamente nisso, mas foi esse o discurso que ela ouviu a vida toda e está inserido nela.</p><p>Foi esse discurso que a fez se achar inferior, que a fez pensar em emagrecer toda vez que conhecia alguém interessante ou que foi rejeitada pelo simples fato de não ter o corpo considerado ideal.</p><p>Foi esse discurso que a fez atacar para se defender, rejeitar para não ser rejeitada. Esse discurso que a fez se sentir solitária e infeliz, não a falta de magreza.</p><p>O corpo continuou sendo só um corpo. Magro ou gordo, diferente ou igual, continuou lá, fazendo suas funções básicas de corpo.</p><p>Com o tempo ela percebeu que a mudança, ao contrário do que sempre acreditou, tinha que ser de dentro para fora. Não que houvesse, de fato, algo errado com ela, mas o que faltava era um novo olhar para si mesma.</p><p>Ela passou a se tratar como sua melhor amiga, a se admirar, se defender e se incentivar. Passou a focar no que realmente importava e a deixar o corpo fazer sua função de corpo.</p><p>Obviamente não foi da noite para o dia. Da mesma maneira que lhe custou anos para acreditar que a magreza era o pote de ouro no fim do arco-íris, essa desconstrução foi feita todos os dias, aos poucos.</p><p>Hoje ela percebe que a felicidade depende única e exclusivamente dela. Que ela tem que se amar e se respeitar, porque ela mesma é a única certeza de felicidade que tem.</p><p>Ela é a única pessoa que, com 100% de certeza, estará lá em todos os momentos, bons ou ruins, até o último suspiro. O resto são suposições. Se ela não conseguir conviver com ela mesma até o fim da vida, não será feliz mesmo.</p><p>Foi aí que ela descobriu que o pote de ouro é feito de amor próprio e que ela é o arco-íris, que ilumina, embeleza e deixa tudo mais colorido.</p><p>E o corpo? Continua lá, sendo apenas um corpo.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=74ad0b52c931" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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