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        <title><![CDATA[Stories by Daniel Machado on Medium]]></title>
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            <title><![CDATA[Nosso coração é um só em Cristo (Um ensaio sobre amizade)]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Daniel Machado]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 01 Apr 2026 18:24:26 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-04-01T18:50:34.241Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Diariamente faço meus filhos dormirem na rede. Enquanto os balanço, por vezes busco alguma literatura, seja para ler em voz alta e de algum modo prender a atenção deles, seja para distração pessoal enquanto se vão alguns bons minutos em pé ao lado da rede.</p><p>Entre as literaturas (ora conseguidas em alguma promoção digital que não lembro qual) encontrei “Cinco Semanas em um Balão” de Júlio Verne. Em determinado momento da leitura deparo-me com uma parte da história que narra a amizade entre dois personagens da trama e o seguinte texto saltou aos olhos:</p><p>“<em>O doutor Fergusson tinha um amigo. Não uma cópia dele mesmo, um alter ego, pois a amizade não pode existir entre dois seres exatamente idênticos. Contudo, embora possuíssem qualidades, aptidões e temperamentos diversos, Dick Kennedy e Samuel Fergusson tinham, por assim dizer, </em><strong><em>um só coração</em></strong><em>, o que não os incomodava muito. Ao contrário. (…) O destino, às vezes, os distanciava, mas a simpatia os reunia sempre.</em>”</p><p>Esse trecho espelhou uma antiga amizade que, mesmo sendo de filho de pastor como eu, é alguém totalmente diferente. Embora pessoas distintas, desde o berço (literalmente) partilhamos de uma amizade verdadeira. Ao compartilhar o trecho de minha leitura , sua resposta me fez pensar ainda mais profundamente no valor da verdadeira amizade. Disse ele depois de uma risada virtual: “<em>verdade, somos bem diferentes, mas </em><strong><em>nosso coração é um só em Cristo</em></strong><em>. E sou muito grato por isso, mano.</em>”</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/487/1*7TeMPoG2mEkR1yohZTZfQw.jpeg" /></figure><p>Essa afirmação me fez pensar em alguns textos que ressaltam o valor da verdadeira amizade, por exemplo a genuína amizade entre Davi e Jônatas narrada pelo profeta Samuel a ponto dele dizer que “Jônatas o amou como à sua própria alma” (<a href="https://ref.ly/logosref/bible$2Bjfa.9.18.1">1Sm 18.1</a>), ou ainda sobre o relato do evangelista Lucas (<a href="https://ref.ly/logosref/bible$2Bjfa.63.5.17-63.5.26">Lc 5.17–26</a>) quanto aos esforços dos amigos de um paralítico em Cafarnaum para descê-lo pelo telhado ao encontro de Jesus para ser curado (embora a amizade não seja o foco dessa passagem).</p><p>Qual o valor de uma verdadeira amizade? Eu diria é ter <strong>um só coração em Cristo</strong>.</p><p>Nossa união com Cristo produz em nossas amizades um sentido muito mais profundo do que imaginamos. Nos tornamos amigos reais, não só no sentido da realidade, mas no sentido de realeza mesmo, afinal reinamos juntamente com Cristo, partilhamos desse reinado uns com os outros, isso nos impede de sermos falsos, gananciosos ou até mesmo mentirosos. Nos tornamos sacerdotes que partilham desse dever de cuidado mútuo para a glória de Deus, verdadeiramente temos o mesmo sentimento uns para com os outros, naturalmente nos alegramos com os que se alegramos e choramos com os que choram (<a href="https://ref.ly/logosref/bible$2Bjfa.66.12.15-66.12.16">Rm 12.15–16</a>). Nos tornamos profetas, que ensinam, edificam e exortam, não sob o próprio escrutínio, mas conforme a Palavra de Deus.</p><p>Diante dessa verdade refleti muito na vida pastoral. Minha caminhada está só começando, eu sei! Porém, em meio a uma família pastoral, sei bem como a solidão pode acompanhar a vida de um pastor. Aliás, em meio ao instigante dia qualquer de março em que escrevo esse texto meu filho me fizera essa pergunta: “pai o que é solidão?”… na hora fui o mais simplista possível e não percebi a oportunidade que havia me dado, uma pena, mas agora penso: solidão é não estar unido à Cristo, ou mesmo unido à Ele, por vezes deixar de desfrutar da bênção que é estar unido à ele, incluindo ter verdadeiras amizades.</p><p>Obviamente há muitas amizades na vida pastoral no seio da Igreja, e não poderia ser diferente, mas… como parte de ser pastor, não é possível abrir certas intimidades do coração àqueles a quem são pastoreados (pelo menos é o que penso até o momento), nesse ponto entra a necessidade do pastor de ter verdadeiras amizades, uma rede de apoio centralizada na pessoa de Cristo Jesus.</p><p>Louvo a Deus porque desde o início dessa minha brevíssima caminhada de algumas semanas ministeriais posso dizer que Deus tem colocado no meu caminho amigos mais chegados que irmãos (<a href="https://ref.ly/logosref/bible$2Bjfa.20.18.24">Pv 18.24</a>) com que eu possa experimentar dessa bêncão de ter amigos em que <strong>nosso coração é um só em Cristo</strong>.</p><p>Não sei como a romance aventuresco de Julio Verne vai acabar, sinto-me cada vez mais empolgado pra saber como seguirá essa história e o desenrolar dessa amizade, mas é incrível como Deus fala ao nosso coração em pequenos momentos em que não esperamos e nos leva a refletir no quão bom e maravilhoso ele é sem que percebamos.</p><p>Seja você um pastor ou não, valorize uma verdadeira amizade firmada em Cristo Jesus.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=b919d00566cc" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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