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        <title><![CDATA[Stories by Dario Kosugi on Medium]]></title>
        <description><![CDATA[Stories by Dario Kosugi on Medium]]></description>
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            <title>Stories by Dario Kosugi on Medium</title>
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            <title><![CDATA[Como responder a feedbacks que você discorda]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Dario Kosugi]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 14 Apr 2017 18:14:07 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2017-04-14T18:20:28.016Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p><em>Texto original por Sheila Heen e Debbie Goldstein, publicado no Harvard Business Review em: </em><a href="https://hbr.org/2017/04/responding-to-feedback-you-disagree-with">https://hbr.org/2017/04/responding-to-feedback-you-disagree-with</a><em>. Traduzido e livremente adaptado por Dario Kosugi.</em></p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/800/0*3gIQRkUixcmSC00J.png" /></figure><p>Talvez seja a sua avaliação de desempenho. Ou o relatório da avaliação 360. Ou aquele conselho do seu amigo que você recebeu sem ter pedido. Talvez você tenha recebido uma bronca de um cliente nervoso. Ou ouviu sem querer o apelido que sua equipe dá para você. Não importa o que for — estava errado. Injusto. Eles não entenderam a situação. Eles nem sabem exatamente o que você faz. E, além disso, o conselho dado nem funcionaria.</p><p>Receber um feedback que parece estar completamente errado pode ser difícil, doloroso e inaceitável. O que fazer quando isso acontecer com você?</p><p><strong>A primeira coisa a ser feita é: nada.</strong></p><p>Não tente decidir se você concorda ou não com o feedback… ainda. Isso não é fácil. Mas você precisa deste tempo para compreender com mais clareza o feedback antes de aceitá-lo ou rejeitá-lo.</p><p>Considere Marcelo, um famoso diretor criativo na indústria de mídias digitais que estava em seu novo trabalho há três meses quando sua chefe lhe chamou para dizer: “Preciso que você seja mais criativo”.</p><p>Os pensamentos de Marcelo eram todos relacionados a como esse feedback era ridículo. “Eu sou o diretor criativo dessa empresa. Cri-a-ti-vo está no nome do meu cargo! Isso vai contra todos os feedbacks que eu já recebi em toda minha carreira. Você não reconheceria criatividade de verdade mesmo que ela estivesse na sua cara. Criatividade está na minha essência”.</p><p>Por fora, Marcelo forçou um sorriso, agradeceu sua chefe e saiu, procurando pelo número do headhunter no celular.</p><p>A reação de Marcelo é natural. Para decidirmos se iremos aceitar ou rejeitar um feedback, automaticamente procuramos o que há de errado com ele: quem foi que nos deu, por que suspeitamos que nos deram, quando, onde ou como nos foi dado, e por que ele não é verdadeiro ou não funcionaria.</p><p>Existem dois problemas com essa caça aos erros. Primeiro, você sempre vai conseguir encontrar algo de errado com o feedback; e, segundo, você irá dispensá-lo rápido demais — antes de realmente entender o que a pessoa está tentando te dizer.</p><p><strong>Então vá mais a fundo.</strong></p><p>A maior parte dos feedbacks chega de forma extremamente vaga: “Você precisa dar um jeito nisso”. “Seja um líder melhor”. “Pense de forma mais estratégica”. Ou “seja mais criativo”. É fácil chegar a uma conclusão errada do que estes rótulos significam para nós, e presumir que sabemos o que eles significam para a pessoa que nos disse. Ainda assim, tais rótulos são — se muito — aproximações vagas do que eles estavam querendo dizer.</p><h4>O feedback que recebemos sempre tem um passado.</h4><p>Olhando para trás, a chefe de Marcelo estava tentando descrever uma série de observações, exemplos e expectativas sobre o que ela faria em seu lugar, ou o que ele deveria fazer, ou ainda oportunidades que ela percebeu que ele perdeu, que poderiam ter impactado sua criatividade.</p><h4>O feedback também tem um futuro.</h4><p>A chefe deve ter formas específicas que ela gostaria que Marcelo tratasse as coisas. Por isso, antes de Marcelo poder decidir o que há de errado — ou certo — com o feedback, ele precisa entender de onde o feedback está vindo, e para onde está indo. Ele precisa fazer perguntas como:</p><p>- Quando você fala “criativo”, pode me explicar um pouco mais o que você quer dizer?</p><p>- Você pode ser um pouco mais específica sobre momentos em que eu não fui criativo?</p><p>- Você pode me dar exemplos do que “criativo” significa para você? O que especificamente você sugere que eu faça diferente?</p><p>Após algumas respirações profundas e um papo auto motivacional no espelho do banheiro, Marcelo resolveu voltar e fazer estas perguntas à sua chefe. Ele descobriu que sua chefe não estava se referindo ao trabalho apresentado aos clientes. Ela quis dizer que gostaria que ele repensasse a forma como conduzia as reuniões em equipe. Ela observou que Marcelo falava muito, deixando pouco espaço para os integrantes mais quietos, porém muito talentosos. E ela tinha ideias excelentes de como deixar os mais tímidos falarem. Havia muito mais valor no feedback dela do que Marcelo percebeu inicialmente.</p><p>É fácil criticar a chefe por não ser clara — a distância entre o que ela quis dizer com “criativo” e o que qualquer pessoa teria imaginado é enorme. Mas qualquer rótulo que ela utilizasse precisaria de mais explicações para tornar claras suas preocupações ou recomendações.</p><p><strong>Por isso, sempre presuma que as pessoas dando feedback vão precisar de ajuda para articular o que realmente querem dizer.</strong></p><p>E que a melhor forma de ajudá-las — e ajudar a si mesmo — é fazendo perguntas claras e curiosas, sem um tom defensivo.</p><p>Às vezes, ao recebermos um feedback de melhoria, recorremos a amigos para negá-los. E normalmente eles nos dizem “Que bobagem! Eles não sabem o que estão falando”. É isso que normalmente buscamos — um amigo que nos apoie e sempre confirme que o feedback negativo está errado.</p><p>A maioria de nós pára por aí, convencidos desta ‘verdade’. Entretanto, se quiser verificar seus pontos de melhoria, faça uma segunda pergunta aos seus amigos. “Tá, será que não existe algo neste feedback que possa ser verdade?”.</p><p>Se por um lado sempre haverá algo de errado com os feedbacks que recebemos, por outro também sempre haverá algo verdadeiro do qual podemos aprender. Nossos amigos e colegas são capazes de nos ajudar a enxergar este lado, mas não conseguirão fazer isso se não pedirmos em alto e bom tom, e demonstrarmos que não iremos matar o mensageiro.</p><p><strong>Receber feedback bem não significa que você deve aceitá-lo como verdade absoluta.</strong></p><p>Ser bom em receber feedback significa apenas isso: que você o recebe. Que você ouve. Que você faz um esforço para entendê-lo. Que você compartilha sua perspectiva sobre ele. Que você reflete sobre ele. Que você dá um tempo para digeri-lo. Que você busca aquele pedaço — mesmo que pequeno — que seja verdadeiro e tenha valor.</p><p>Depois, sim, você pode decidir agir sobre isso ou não.</p><p>Independentemente do que decidir, volte a quem te deu o feedback e compartilhe seus pensamentos. Se você não fizer isso, eles irão pensar que você não ouviu, ou não se importou. Avisá-los que você considerou suas opiniões com seriedade vai fortalecer o relacionamento, mesmo que, no final das contas, você siga por outra direção.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=dde532c5f6d5" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Religião x Espiritualidade]]></title>
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            <category><![CDATA[religiao]]></category>
            <category><![CDATA[espiritualidade]]></category>
            <category><![CDATA[filosofia]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Dario Kosugi]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 12 Oct 2016 23:19:10 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2016-10-12T23:42:29.536Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>por Yuval Noah Harari</p><p>disponível em inglês em: <a href="http://www.52-insights.com/yuval-noah-harari-were-on-the-verge-of-creating-an-inorganic-life-form-homo-deus-sapiens-interview/">http://www.52-insights.com/yuval-noah-harari-were-on-the-verge-of-creating-an-inorganic-life-form-homo-deus-sapiens-interview/</a></p><p>“…para mim, religião e espiritualidade são praticamente opostos. Religião tem a ver com respostas, enquanto espiritualidade tem a ver com perguntas.</p><p>Uma jornada espiritual para mim é quando você se questiona algo grande, como ‘Quem sou eu? Qual o significado da vida?’ e aí embarca em uma viagem em busca dessa resposta, e permite que esta ela te leve a lugares variados.</p><p>Religião é exatamente o oposto. É uma história dogmática que presume ter a resposta para todas as coisas. ‘Quem sou eu? Qual o significado da vida? — Leia a bíblia. Esta é a resposta. É assim que você deve viver. Isto é bom e isto é mau’. Ela praticamente bloqueia a jornada espiritual.”</p><p>“O fato é que um indivíduo sozinho, ou mesmo um pequeno grupo de pessoas, podem sim entrar em uma jornada pela verdade, mas uma sociedade inteira não.</p><p>Uma sociedade inteira, para funcionar, precisa de regras e limitações, e tribunais e impostos e tudo isso. Não dá pra ter um sistema de tributos com apenas grandes questionamentos sobre a vida, você precisa ter algumas regras.</p><p>Então a tragédia de todos os líderes espirituais é que, se pessoas o bastante o seguirem, elas precisarão se organizar, e isso lentamente transformará esta jornada espiritual em uma instituição religiosa, o que irá matar a espiritualidade e deixar para trás apenas algumas histórias que todos devem acreditar.”</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=3c1351a80894" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
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            <title><![CDATA[A pergunta pra descobrir sua paixão]]></title>
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            <category><![CDATA[paixao]]></category>
            <category><![CDATA[coaching]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Dario Kosugi]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 09 Aug 2016 00:21:48 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2016-08-09T00:21:48.654Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Talvez não a única, talvez não a melhor.</p><p>Mas sem dúvidas uma que traz ideias boas o bastante pra te deixar pensando e pensando por muitos dias, até eventualmente descobrir essa tal paixão:</p><blockquote>O que é que todo mundo vê como trabalho que pra mim tá mais pra diversão?</blockquote><blockquote>O que é que eu faço por prazer que as outras pessoas jamais fariam de graça?</blockquote><blockquote>Que atividades as pessoas acham um saco e só fariam se fossem pagas — e olhe lá — que eu faria ‘porque sim’ ou ‘porque eu gosto’?</blockquote><p>São a mesma pergunta, apenas colocada de formas diferentes.</p><p>Se estiver naquela busca incessante pela sua “paixão”, sugiro começar por elas.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=82716751583a" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
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            <title><![CDATA[A Reta Final]]></title>
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            <category><![CDATA[tempo]]></category>
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            <category><![CDATA[vida]]></category>
            <category><![CDATA[relacionamentos]]></category>
            <category><![CDATA[morte]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Dario Kosugi]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 05 Aug 2016 13:19:37 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2016-08-05T13:26:40.608Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p><em>Texto original por Tim Urban, autor do blog Wait But Why?</em></p><p><a href="http://waitbutwhy.com/2015/12/the-tail-end.html">The Tail End - Wait But Why</a></p><p><em>Traduzido e (levemente) adaptado por mim.</em></p><p>Isto é uma representação visual da vida humana, em anos:</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/329/0*Y6L5FmXLH5eL878h.jpg" /></figure><p>Em meses:</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/0*96Xay8kuA4rsSm4J.jpg" /><figcaption>Cada linha são 36 meses = 3 anos</figcaption></figure><p>E em semanas:</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/0*Tc39aKrXrySqkWWX.jpg" /><figcaption>Horizontal = semana do ano / Vertical = idade</figcaption></figure><p>Também fiz uma representação por dias, e no início achei que seria desnecessário mostrá-la aqui, mas dane-se.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1000/0*eEY12Fvgq23Snh_k.jpg" /><figcaption>2 linhas = 1 ano, cada seção = 1 década</figcaption></figure><p>Mas há algum tempo eu venho pensando em algo diferente.</p><p>Ao invés de medir sua vida em unidades de tempo, você pode medi-la em atividades ou eventos. Usando eu mesmo como exemplo:</p><p>Tenho 34 anos, então vamos ser super otimistas e dizer que estarei por aí desenhando bonecos de palitinho até meus 90 anos. Se for o caso, ainda tenho pouco menos que 60 invernos sobrando:</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/645/0*p2xXGrYx-Rnz99eM.png" /></figure><p>E talvez uns 60 Superbowls:</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1000/0*5CkMqTWoL0S8PKgg.png" /></figure><p>O mar está congelando de frio e colocar meu corpo na água gelada é uma experiência desagradável, então tendo a limitar minhas idas ao mar a uma vez por ano. Por mais estranho que pareça, eu talvez só entre no mar mais 60 vezes na minha vida:</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1000/0*tI3P47YjGiO-5LSO.png" /></figure><p>Sem contar as pesquisas para o blog, eu leio mais ou menos cinco livros por ano, então mesmo que aparentemente eu ainda vá ler uma infinidade de livros no futuro, na verdade vou ter que escolher apenas 300 de todos os livros que existem por aí, e aceitar que partirei para a eternidade sem saber o que todos os outros contêm.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1000/0*zgUa9ryKRcnIvUTy.png" /></figure><p>Crescendo em Boston, eu ia pros jogos do Red Sox o tempo todo, mas se eu nunca mais me mudar pra lá, vou provavelmente continuar na minha frequência de um jogo a cada 3 anos — o que significa que essa linhazinha de 20 representa minhas visitas restantes ao estádio:</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1000/0*WFXgpm8tP8Fk8LZg.png" /></figure><p>Já houve 8 eleições presidenciais durante minha vida, e 15 mais estão por vir. Já vi 5 presidentes trabalhando, e se essa frequência continuar, verei mais 9:</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1000/0*KuNnFtZsMgq-mAAT.png" /></figure><p>Eu provavelmente como pizza mais ou menos uma vez por mês, então tenho aproximadamente 700 chances de comer pizza. E eu tenho um futuro ainda mais brilhante com bolinhos chineses. Eu como comida chinesa cerca de duas vezes por mês, e costumo comer uns 6 bolinhos por vez, então ainda tenho uma porrada de bolinhos à vista:</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1000/0*bBZQauV4AYtMeYqL.png" /></figure><p>Mas não é sobre essas coisas que eu venho pensando. A maioria das coisas que eu acabei de mencionar acontecem com uma frequência similar durante cada ano da minha vida, o que as distribui de forma mais ou menos igual no tempo. Se eu já estou no primeiro 1/3 da minha vida, também estou no primeiro 1/3 de experimentar essas atividades ou eventos.</p><p>O que eu ando pensando mesmo é aquela parte realmente importante da vida que, ao contrário desses exemplos, não é distribuída de modo uniforme no tempo — algo cuja taxa de “Já Feito / Por Vir” não se alinha de jeito nenhum com o ponto da vida em que me encontro:</p><h3><strong>Relacionamentos.</strong></h3><p>Estive pensando nos meus pais, que já estão na faixa dos 60. Durante meus primeiros 18 anos, passei algum tempo com eles durante pelo menos 90% dos meus dias. Mas desde que fui pra faculdade, e mais tarde quando saí de Boston, tenho visto eles numa média de 5 vezes ao ano apenas, durante mais ou menos dois dias por vez. 10 dias por ano. Cerca de 3% do tempo que eu passava com eles em cada ano da minha infância.</p><p>Como eles já estão nos 60 e poucos, vamos continuar bem otimistas e dizer que eu sou uma daquelas pessoas de sorte que ainda vai ter ambos os pais vivos aos 60 anos. Isso nos daria mais 30 anos de convivência. Se aquele lance de 10 dias por ano se mantiver, serão 300 dias restantes para curtir com mamãe e papai. Menos tempo do que eu passei com eles em qualquer um dos meus 18 anos de infância.</p><p>Quando você olha pra essa realidade, você percebe que apesar de não estar no final da sua vida, você pode muito bem estar chegando no final do tempo com algumas das pessoas mais importantes da sua vida. Se eu registrar o total de dias que eu passei e passarei com cada um dos meus pais — assumindo que serei tão sortudo quanto puder — isso se torna absurdamente claro:</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1000/0*XXNPkk0f5tCJmw75.png" /></figure><p>Acontece que, quando me formei no ensino médio, eu já havia usado 93% do meu tempo cara-a-cara com meus pais. Estou aproveitando os 5% que restam desse tempo. Estamos na <strong>reta final</strong>.</p><p>A história é parecida para minhas duas irmãs. Depois de morar na mesma casa que elas por 10 e 13 anos respectivamente, agora eu moro do outro lado do país e passo talvez uns 15 dias com cada uma por ano. Com sorte, isso nos deixa com cerca de 15% do nosso tempo total de convivência.</p><p>O mesmo vale pra velhos amigos. No colégio, eu jogava truco com os mesmos 4 caras cerca de 5 dias por semana. Em quatro anos, nós devemos ter tido uns 700 encontros no total. Agora, espalhados pelo país com vidas e agendas totalmente diferentes, nós 5 nos encontramos na mesma sala mais ou menos 10 dias a cada década. O grupo está nos seus 7% finais.</p><p>Então, o que fazemos com essa informação?</p><p>Deixando de lado minha esperança que os avanços tecnológicos me permitam viver até os 700 anos, eu vejo 3 lições a serem tiradas disso tudo:</p><ol><li><strong>Morar no mesmo lugar que as pessoas que você ama importa.</strong> Eu tenho provavelmente 10x mais tempo restante com as pessoas que moram na minha cidade do que aquelas que moram em algum outro lugar.</li><li><strong>Prioridades importam.</strong> Seu tempo restante com qualquer pessoa depende enormemente de onde essa pessoa se encontra na sua lista de prioridades. Tenha certeza que essa lista é definida por você mesmo — e não por uma inércia inconsciente.</li><li><strong>Tempo de qualidade importa.</strong> Se você já está nos 10% finais com alguém que ama, mantenha essa informação no topo da sua mente quando estiver com ela e trate este tempo como o que ele é de fato: precioso.</li></ol><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=c199ce62bbba" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Ter paz é uma escolha]]></title>
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            <category><![CDATA[meditacao]]></category>
            <category><![CDATA[emocoes]]></category>
            <category><![CDATA[mindfulness]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Dario Kosugi]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 19 May 2016 02:08:10 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2016-05-19T02:08:10.109Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Estou cada vez mais convencido de que emoções negativas, em sua maioria, são puramente REAÇÕES, enquanto que as positivas tendem a ser DECISÕES. O medo é uma reação — não temos medo porque queremos. Coragem não, é a decisão de agir mesmo sentindo medo.</p><p>Angústia e raiva são reações — vêm sem a gente pedir. Perdão e tranquilidade são decisões, precisamos treinar se quisermos vivê-los com frequência.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/0*s1oI0ZsKjKoHGzfn.jpg" /></figure><p>O próprio filme Divertidamente demonstra isso. Enquanto Raiva, Tristeza, Nojo e Medo reagem instantaneamente ao que acontece com a protagonista, é a Alegria que sempre pensa numa alternativa e toma uma atitude para controlar os demais.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/538/0*n6XdlLBW7yfNfhGD.jpg" /></figure><p>E cada dia percebo a importância da meditação — não só aquela de ficar sentado em silêncio, mas a de pararmos um minuto para analisarmos o que estamos sentindo. Só quando temos consciência de como estamos reagindo no piloto automático é que conseguimos passar a controlar essa ‘máquina’ que nós somos.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=95020e385dd3" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Sete camisetas cinzas e uma calça jeans — uma combinação genial]]></title>
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            <category><![CDATA[produtividade]]></category>
            <category><![CDATA[tomada-de-decisao]]></category>
            <category><![CDATA[psicologia]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Dario Kosugi]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 01 Apr 2016 23:35:05 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2016-04-01T23:39:16.800Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Eis que Mark Zuckberg e a marca de roupas H&amp;M se juntaram numa colaboração, que resultou em um pacote a ser vendido aos clientes da marca:</p><h4>Sete camisetas cinzas básicas e uma calça jeans</h4><p>(<a href="http://markforhm.com/">http://markforhm.com/</a>)</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*KT-A4Yg58by-bLskljd3zQ.png" /></figure><p>E o que há de genial nisso, afinal?</p><p>Existe um fenômeno psicológico chamado <strong>Fadiga de Decisão</strong> que consiste no seguinte: Quanto mais decisões vamos fazendo durante o dia, mais fadigado — ou seja, cansado — nosso cérebro vai ficando. E nós sabemos o que acontece com nosso corpo quando ficamos fisicamente cansados. Vamos perdendo a disposição e buscando fazer o que for mais fácil, ao invés do que for melhor.</p><p>Com a mente não é diferente. Um estudo já mostrou que juízes são mais propensos a absolver réus nos primeiros casos que julgam no dia, de manhã, e nos que julgam logo após o almoço. Por que? Porque são nesses momentos em que seus cérebros estão descansados, e consequentemente não preguiçosos. Ou seja, nestes momentos eles se dedicam mais a racionalizar os lados da questão, identificar elementos cruciais e só então tomar uma decisão: Culpado ou inocente. Ao final do dia, ou no final da manhã, quando alguns processos já foram julgados, a mente se encontra num estado de fadiga tão grande que o cérebro naturalmente tende a tomar decisões mais ‘fáceis’ — e por isso a quantidade de réus julgados culpados é maior.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/323/1*_JhGqafGP0MrlICD8WhxXQ.png" /><figcaption>Ele também cansa</figcaption></figure><p>E o que Mark Zuckberg e H&amp;M têm a ver com isso?</p><p>Mark, Jobs e Obama (e com certeza muitos outros e outras antes e depois deles) já perceberam o impacto que a fadiga de decisão tem sobre suas mentes. Todos eles vivem para tomar decisões — decisões extremamente importantes, que envolvem milhões de dólares ou pessoas — e qualquer decisão mal tomada poderia ter resultados catastróficos.</p><p>Por isso eles são famosos por usar (ou ter usado, no caso de Jobs) sempre a mesma roupa. Mark com sua camiseta cinza, Jobs com seu suéter de gola alta e Obama com seu terno cinza ou azul.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/600/1*j4XUzP0zkekPkClXVtbT8w.jpeg" /></figure><p>É uma decisão a menos a ser tomada durante o dia. Um ‘exercício’ a menos para deixar o cérebro cansado.</p><p>Parece simples — e é, mas o impacto é grande. Por isso temos hábitos. Se tivéssemos que, todos os dias de nossas vidas, decidir que horas acordar, se vamos ou não escovar os dentes, como pentear os cabelos, que horas almoçar, etc., às 15h estaríamos exaustos e improdutivos. Hábitos nada mais são do que decisões automatizadas — elas foram tomadas em algum momento da vida, mas se tornaram automáticas para que nossos cérebros possam se concentrar em coisas mais importantes.</p><p>Para os entusiastas de moda ou metrossexuais, a parceria entre Zuckberg e H&amp;M certamente não será a mais atraente. Mas não podemos negar que a jogada foi genial.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=889c1c99e73f" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Nossos clones digitais]]></title>
            <link>https://medium.com/@dariokosugi/h%C3%A1-um-epis%C3%B3dio-de-uma-s%C3%A9rie-que-n%C3%A3o-direi-aqui-para-evitar-spoilers-em-que-um-personagem-morre-9bc3db45b544?source=rss-25fcbdf6e873------2</link>
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            <category><![CDATA[personalidade]]></category>
            <category><![CDATA[tecnologia]]></category>
            <category><![CDATA[redes-sociais]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Dario Kosugi]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 29 Dec 2015 17:56:53 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2015-12-29T17:58:26.780Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Nossos clones digitais</p><p>Há um episódio de uma série — que não direi aqui para evitar spoilers — em que um personagem morre, e sua namorada programa um clone que fala e age baseado nas postagens e mensagens que ele fazia e mandava enquanto vivo. Facebook, Twitter, Instagram, emails, SMS, Snapchat…</p><p>Os lugares que visitava, as fotos que tirava, os comentários que fazia, as discussões que participava… os elogios, os insultos, as ironias. Tudo foi utilizado para a construção da personalidade do tal clone.</p><p>E se por um lado a realidade apresentada na série é levemente doentia... Por outro, eu te pergunto:</p><blockquote>Como seria esse seu clone, se te recriassem baseado em como você se comporta no mundo digital? O que ele diria? De que lugares ele gostaria? Que tipo de discussões ele teria?</blockquote><p>E ainda, uma pergunta que ouvi há algum tempo, e que sempre volta à minha mente:</p><blockquote>Se todas as palavras que você diz e escreve durante o dia ficassem expostas na sua pele… Você diria tudo o que diz?</blockquote><p>Não somos imortais, mas a impressão que causamos nos outros e as consequências das nossas palavras e atitudes são. Você está consciente das suas?</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=9bc3db45b544" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[O que dizer a si mesmo quando tiver preguiça ou uma recaída]]></title>
            <link>https://medium.com/@dariokosugi/o-que-dizer-a-si-mesmo-quando-tiver-pregui%C3%A7a-ou-uma-reca%C3%ADda-8648158094fe?source=rss-25fcbdf6e873------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/8648158094fe</guid>
            <dc:creator><![CDATA[Dario Kosugi]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 13 Jul 2015 20:42:14 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2015-07-13T20:42:14.479Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Essa história já aconteceu com você. E com seus amigos. E com todo mundo que você conhece.</p><p>Você define um objetivo, que talvez tenha suas origens naquela virada de ano regada a muito álcool e esperança. Passa janeiro e fevereiro e você não mexeu um dedo para realizá-lo. Mas calma, afinal o ano só começa realmente após o carnaval, certo? (É disso que a gente tenta se convencer ao perceber que já ‘perdemos’ dois meses sem colocar nossos planos em prática.)</p><p>E chega março, ou o mês que for, e finalmente tiramos os sonhos do papel e iniciamos nossa jornada de criar hábitos para torná-los realidade. Sim, porque sonhos são realizados com ações, e sonhos de longo prazo requerem ações recorrentes — ou seja, hábitos. E poucas coisas são mais difíceis para o ser humano adulto do que desenvolver novos hábitos.</p><p>Com frequência caímos nas armadilhas de nos pegar pensando “só hoje não faz mal”, ou “ninguém está vendo, então não tem problema”. E lá se vai nossa motivação, ao terminarmos o dia sem ter realizado aquilo que prometemos a nós mesmos que faríamos.</p><p>Para contornar este problema, ofereço-lhe uma curta lista de pensamentos aos quais você pode — e deve — recorrer quando estas recaídas te atingirem. Nada milagroso, nada com garantia de funcionamento, mas com certeza te farão pensar mais uma vez antes de voltar para cama, sentar na frente da TV ou comer aquele alimento que você sabe que não deve:</p><blockquote>Já faz parte do meu planejamento, agora é a hora da execução.</blockquote><p>Você já sonhou, já se prometeu e já planejou. Só falta fazer. Vai!</p><blockquote>Meu Eu do passado me disse pra fazer isso, e meu Eu do futuro vai me agradecer por isso. Então mãos à obra.</blockquote><p>Olhe pra você agora e visualize novamente como você quer estar no futuro. É, é esse pequeno passo de hoje que vai te permitir alcançar isso.</p><blockquote>Me sentirei feliz e motivado depois que começar. Tudo o que preciso fazer é tomar o primeiro pequeno passo.</blockquote><p>Você sabe que depois que botar o pé pra fora, correr não será tão difícil assim.</p><blockquote>Não preciso decidir nem pensar nisso. Já está decidido.</blockquote><p>Pára de ficar re-avaliando e vai de uma vez.</p><blockquote>É um ato de compaixão por mim mesmo. Um ato de amor. Partiu se amar.</blockquote><p>#partiu. Aproveita e posta pros seus amigos verem. E amanhã de novo. E de novo. E de novo. Se você é do tipo que se sente motivado pelo reconhecimento alheio (e quem não se sente?), é uma boa.</p><blockquote>Estou fazendo isso pelos outros, para ser um exemplo pros outros, pra fazer um mundo melhor.</blockquote><p>Todo mundo tem um amigo em quem se inspira para ser melhor, mais “fit”, mais inteligente, etc. Você também pode ser essa pessoa pra alguém.</p><blockquote>Sim, “só dessa vez” dói sim. Não vamos cair nas mesmas armadilhas de pensamento de antes.</blockquote><p>Não é ‘só dessa vez’. Amanhã você vai pensar ‘já não fui ontem mesmo’, e vai continuar nesse ciclo…</p><blockquote>Tá na hora, vamos por as mãos na massa como um profissional.</blockquote><p>#likeapro</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=8648158094fe" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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