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        <title><![CDATA[Stories by DUDUKA MONTEIRO on Medium]]></title>
        <description><![CDATA[Stories by DUDUKA MONTEIRO on Medium]]></description>
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            <title>Stories by DUDUKA MONTEIRO on Medium</title>
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            <title><![CDATA[Sonho infantil]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[DUDUKA MONTEIRO]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 03 Apr 2026 15:37:53 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-05-10T20:14:07.324Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/471/1*yfFQ0KXas2zqDqiZhtHRVg@2x.jpeg" /></figure><pre>a imagem é a que voce quer ver!<br>by Duduka <br>Escreveu Fidel Castro: “como Niemayer disse<br>temos que ser consequentes até o final”</pre><p>Sonho de criança</p><p>Sonhei que eu era dono de todas as terras e imóveis do planeta. Só pra dar para cada uma das famílias da Terra. Sem esquecer dos solitários.</p><p>São tantos amigos passando necessidades que não perderam a capacidade de sonhar!</p><p>Sonhei um sonho esquisito. Entre ciência e ficção não sem antes dar uma olhada na religião.</p><p>Queria poder xingar aos céus em que todos os anjos me ouvissem. Céu da tua Irã, da tua Ucrânia, tua Rússia.</p><p>E da Palestina e de Israel – ver a fome onde passa não que de Deus duvidem.</p><p>Ser presidente, aiatolá, monarca, pastor ou padre e falar em nome Dele é tarefa dos judeus ou dos muçulmanos?! Do Ocidente ou da Ásia?!</p><p>.</p><p>Sonhei em ver livre meu país com a ciência sendo rito de passagem. Onde a ousadia de compartilhar faz parte de uma fórmula religiosa – do “religare”. Tipo “e=m.r2, onde a energia é fiel às massas populacionais do planeta vezes o ‘religare’ ao quadrado” – que substitui o “celeritá”, mantendo a velocidade apenas humana…</p><p>Não é cada um no seu quadrado?!</p><p>Não sou Einstein para inventar uma fórmula sem a vergonha por sermos honestos e humanos no grande palco da vida.</p><p>Quem distribui às páginas do começo de uma nova vida que é o viver plenamente?!</p><p>A história é dos vencedores?! Como definir a derrota?!</p><p>Acordei e pensei em quem deveria procurar para analisar meu sonho: uma vidente ou um psicanalista?! Quem de fato é o especialista em sonhos?!</p><p>Há quem diga que é o sonho de concentração e poder… do poder fazer algo que me dê um simples afago – lembrei do Chico. Não é fácil criar algo novo com o barulho do silêncio. Exige muita concentração!</p><p>Acho que é o sonho de uma cantante criança.</p><p>….</p><p>Duduka</p><p>Santos, 03 de abril de 2026</p><p>– -o0o – -</p><pre>Vinicius…<br><br>Trecho final de “Mensagem a poesia”, <br>publicado em 1954:<br><br>“(..) Oh, peçam a ela<br>Que me perdoe, ao seu triste e inconstante <br>amigo<br>A quem foi dado se perder de amor pelo seu <br>semelhante<br>A quem foi dado se perder de amor por uma <br>pequena casa<br>Por um jardim de frente, por uma menininha <br>de vermelho<br>A quem foi dado se perder de amor pelo <br>direito<br>De todos terem um pequena casa, um jardim de <br>frente<br>E uma menininha de vermelho; e se perdendo<br>Ser-lhe doce perder-se...<br>Por isso convençam a ela, expliquem-lhe que <br>é terrível<br>Peçam-lhe de joelhos que não me esqueça, <br>que me ame<br>Que me espere, porque sou seu, apenas seu; <br>mas que agora<br>É mais forte do que eu, não posso ir<br>Não é possível<br>Me é totalmente impossível<br>Não pode ser não<br>É impossível<br>Não posso.”</pre><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=f98a9c7be847" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Script]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[DUDUKA MONTEIRO]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 19 Mar 2026 03:00:18 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-03-21T12:06:02.563Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://linktr.ee/Duduka">Duduka | Instagram, Facebook, TikTok, Twitch | Linktree</a></p><p>Gosto de assistir a filmes e séries em streaming. As vezes pauso o vídeo e retrocedo para ouvir ou ler aquele comentário falado por personagem ou não. Tem frases, parábolas, versos ou citações que me agradam. É como se eu estivesse lendo um livro. E mergulho nas palavras…</p><p>O fade in com frases digitalizadas na abertura como citação de páginas iniciais de um livro me prendem por alguns segundos.</p><p>No cinema não tem como pausar e as vezes perdemos a chance de enxergarmos em que contexto na estória a citação psicológica ou filosófica se encaixa…</p><p>Imagino o vômito psicológico de roteiristas. Mas quando o filme propõe uma narrativa intelectualizada na ficção ou no romance fica sempre interessante.</p><p>Hoje parei em duas. Um pensamento narrado numa série sobre três amigas e uma série israelense.</p><p>– —-</p><p>Em inglês</p><p>…(..) Tem uma expressão que minha mãe adora.”Tenha mais do que você mostra, diga menos do que você sabe.”</p><p>Foi um conselho que estou levando muito a sério, não apenas em relação ao meu valor, mas também como me sinto.</p><p>As vezes eu escondia tão bem que nem eu mesmo enxergava.</p><p>Não, não me preocupo com as aparências.</p><p>Me lembrei da expressão francesa: “Que se fodam as aparências.” (…)…</p><p>– —-</p><p>Em hebraico</p><p>“Nada realmente aconteceu até que tenha ficado registrado.”</p><p>ou</p><p>“Nada acontece de verdade até ser descrito (em palavras)”</p><p>(Virgínia Woolf)</p><p>As guerras são assim: registradas e descritas.</p><p>– —</p><p>​Aparências</p><p>Ser feio ou bonito também é arte.</p><p>Ou como disse o dublador: “é chatô pacarramba” – e não é francês.</p><p>.</p><p>Agora é sério: me aposento da escrita. Não escreverei mais. Vou passear até meu corpo não aguentar. Cancelar streaming e me dedicar a conhecer lugares e pessoas.</p><p>– – –</p><p>Santos, 18/03/2026</p><p>​</p><p>​</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=334b39741cd1" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[O Exterminador do Passado]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[DUDUKA MONTEIRO]]></dc:creator>
            <pubDate>Sat, 14 Mar 2026 12:25:31 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-03-19T03:01:13.588Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/512/1*7ky0sC--A1-JjXdcqib3LQ@2x.jpeg" /></figure><pre>A Indústria do Entretenimento<br><br>“Faça uma fechada de teatro com chaminés de<br>fábrica”, escrevi. O ChatGPT me enviu isto.<br>Não vivemos no passado. O passado molda o<br>presente.</pre><p>David Capistrano da Costa Filho a seu modo criticou a “tomada do poder” via democracia representativa com um artigo intitulado “O status quo e outros prêt-à-porter”, em 1999, acho. Se não foi isso era algo assim.</p><p>Diria-lhe que isso vem a baila desde o início dos anos 90 – tempos da “perestroika e da glasnost”, e o que deveria ser o caminho de uma unidade efetiva que se perdeu – como citado em sua crítica às diferenças e a eternização do status quo, acabaram gerando uma casta de políticos acumuladores e concentradores de riquezas. Nada mudam, apenas conservam seus interesses classistas.</p><p>A frase em francês é uma fina ironia deste homem honesto que falava fluentemente italiano.</p><p>– —-</p><p>Os tributos</p><p>Se por um lado nota-se que a reforma tributária no Brasil foi um pequeno avanço, uma vírgula no combate a desigualdade econômica, as novas formas de produção, principalmente na comunicação globalizada com o advento da Inteligência Artificial, alteram qualquer tentativa de crítica mais aprofundada e embasada.</p><p>Pode-se chegar à conclusão que num futuro não teremos G-7 de países ricos. Teremos seis ou sete “trilhardários” definindo os destinos das nações tamanha velocidade da concentração de riquezas que pode ser visto nas médias e grandes cidades: presume-se que a concentração de empresários, investidores, políticos, influencers e da classe privilegiada do judiciário são os que mais acumularam riquezas e posses materiais nas últimas décadas em todas os municípios. Nisto incluo jornalistas, artistas e parte da mídia fascinada também pelo agronegócio e o sistema financeiro.</p><p>– —-</p><p>Platão</p><p>As guerras não deixaram de existir com os governos de “esquerda” e dos partidos chamados “progressistas” – e a tomada do poder, via democracia, enfrenta profunda contradição. Portugal é uma demonstração interessante sobre permanência no poder – talvez devido ao seu tamanho geográfico.</p><p>– —</p><p>O Estado e a Revolução</p><p>Florestan Fernandes – um homem honesto – indicou, em meados da década de 80 do século XX, o caminho sindical como instrumento de organização de trabalhadores.</p><p>Diria-lhe que isso foi tentado, porém inúmeras centrais sindicais foram criadas e nunca se alcançou uma unidade com diversidade. As adversidades é que levaram a tal “esquerda” ao poder… Os tempos modernos borram com tinta cinza a natureza da CLT cunhada a semelhança de Benito Mussolini – e vai lá saber se é verdade isso…</p><p>.</p><p>A morte do sindicalismo aconteceu há um bom tempo. Os ventos liberais soprados por Margaret Thatcher e Ronald Reagan esfriaram a República Autônoma nos campos e nas cidades da Polônia na tomada do poder, via democracia, pelo Solidariedade, o maior sindicato daquele país.</p><p>É só olhar o que acontece na Argentina atual. Sindicatos agonizando em cada tentativa de unidade. O foco: reformas de leis trabalhistas com aumento da carga horária e congelamento de benefícios de aposentados. Estamos voltando ao inicio da revolução industrial do século 19 – a China já fez sua lição de casa: um só partido um projeto de civilização.</p><p>O escândalo do INSS demonstra a pulverização da falta de unidade tamanha a proliferação de centenas de associações representativas dos aposentados. Os políticos sabem disso. Pra quem é contra a concentração de poder isso é um fato.</p><p>A questão é a falta de unidade.</p><p>– —-</p><p>Oportunidades</p><p>Somos um país dividido com uma imensa gama de opiniões e interesses nem sempre republicanos.</p><p>A esperteza é maior que a honestidade.</p><p>– —-</p><p>Indústria</p><p>A cultura através das artes e a educação por si só não são as únicas formas de transformação mas são capazes de nos levar a um projeto de país.</p><p>Vejam o papel da “Industry Entertainment” – curiosamente razão social de uma empresa em Los Angeles, Califórnia, nos Estados Unidos da América do Norte.</p><p>A análise de uma indústria do entretenimento hegemônica se perde em fragmentações regionais e setoriais.</p><p>A Las Vegas que se tornou o esporte com o advento das “Bet’s” é caso de psicanálise coletiva.</p><p>O cinema – a despeito de “ICES” – se aperfeiçoa na diversidade. Gera trabalho e aproxima nações.</p><p>Em nosso país velhos músicos criaram a única manifestação pública (21/09/2025) que mobilizou milhares de pessoas em toda a nação contra a chamada PEC da Bandidagem que nosso Congresso Nacional tentava nos empurrar goela abaixo. Que partidos ou sindicatos que nada.</p><p>– —-</p><p>Excertos</p><p>Em época onde homens públicos performáticos fazem o espetáculo e são cultuados por likes e subvertem a ordem democrática suscitando o caos em nome do capital, as guerras só terminam para quem morreu. Os velhos e vivos artistas foram para as trincheiras e deixaram indagações sobre chamamento popular.</p><p>Os discursos pentecostais apocalípticos da nova geração política de direita apostam na Dark Web entrelaçada com a Deep Web onde agentes públicos e o sistema financeiro atuam… Os logaritmos ou algoritmos da corrupção institucional se fortalecem com a narrativa liberal e o afrouxamento econômico. Quem é mais perigoso do que banqueiros!?</p><p>O sistema eleitoral entra em colapso se tornando economicamente numa indústria corrompida da pseudo representatividade democrática.</p><p>– —-</p><p>Xadrez</p><p>Hoje não ganharia num jogo de xadrez contra a Inteligência Artificial em um computador. O “Exterminador do Passado” – I.A., é o mais evolutivo produtor das relações de trabalho, liquidando profissões. Seu domínio necessita de um dedo para clicar a tecla da inevitável autoflagelação humana.</p><p>Estou aguardando o holograma virtual. E já sabemos qual a finalidade do raio laser quando temos o controle nas mãos.</p><p>– —-</p><p>Ditadura</p><p>A China é uma ditadura marxista-leninista e tem a ciência como instrumento de políticas públicas. Segundo o noticiário aumentou o investimento na diplomacia e diminuiu em sua indústria bélica.</p><p>A China passa no meio entre guerras. Não sabemos até quando!</p><p>– —-</p><p>Foram apenas reflexões.</p><p>Valeu!</p><p>Santos, 14/03/2026</p><p>08h22m</p><p>– – –</p><p>Obs.: Guilherme Arantes foi um pouco minha fonte de inspiração pra escrever o texto acima.</p><p>– – –</p><p><a href="https://linktr.ee/Duduka">Duduka | Instagram, Facebook, TikTok, Twitch | Linktree</a></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=b4d351529a6b" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Mais um dia…]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[DUDUKA MONTEIRO]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 04 Mar 2026 12:14:51 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-03-06T01:57:07.754Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FOCbP_S60qpo%3Ffeature%3Doembed&amp;display_name=YouTube&amp;url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DOCbP_S60qpo&amp;image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FOCbP_S60qpo%2Fhqdefault.jpg&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=youtube" width="854" height="480" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/98880b8358a587f3bb2ba15ae5dcac26/href">https://medium.com/media/98880b8358a587f3bb2ba15ae5dcac26/href</a></iframe><p>Meados dos anos 80 do século 20 fiz parte de um grupo de amigos que acamparam em Praia Grande, Litoral de São Paulo. Deixamos namoradas e noivas e saímos feitos machos-alfas em busca de aventura.</p><p>Na verdade era uma casa de veraneio da família dos irmãos Nereu e Oscar.</p><p>O tempo nublado e chuvoso atrapalhou nossos planos. Estávamos num grupo de 8 jovens de pouco mais de vinte anos e planejávamos descobertas amorosas pela praias da Vila Tupi.</p><p>Acho que fomos em dois ou três carros. Um deles era um Buggy Motor 1500 – amarelo das antigas. O Edinho era o dono.</p><p>Chegamos numa noite chuvosa e na manhã seguinte, apesar do tempo ruim, saímos eu e Joao Antônio na garupa do Buggy com o Edinho na direção.</p><p>Eduardo Silva – o já respeitado radialista esportista em Santos, SP (hoje jornalista com passagem como Diretor de Jornalismo da afiliada da Rede Globo na Região, do Grupo A Tribuna) veio com seu Passat VW nos seguindo. E com ele Oscar e Nereu. Acho que Eduardo e Ricardinho ficaram na casa.</p><p>Naqueles tempos Long Beach era uma praia selvagem. Não existia calçadão com jardins, quiosques de guloseimas ou aparelhos públicos. Era só atravessar a avenida esburacada da praia e estar com o pé na areia…</p><p>Apesar de não sermos adolescentes agimos como tal e o Passat de Eduardo ficou pra trás e Edinho fez uma manobra e entrou com o Buggy na areia da praia. Edinho trajava uma bermuda e eu e João Antônio – ex radialista esportivo da Rádio Jovem Pan de São Paulo, de sunga. Todos sem camisa e sem documentos. Só este fato era uma infração.</p><p>Foi tudo muito rápido. Chuva e tempo nublado com praia deserta. Procurávamos algum grupo de garotas ou jovens pela orla quando de repente uma viatura policial nos perseguiu vindo do outro lado da areia (possivelmente da praia do Boqueirao) e em poucos minutos pediu que parássemos o Buggy. Não tínhamos noção do perigo. E não estávamos bêbados – aliás nada tínhamos bebido até então.</p><p>Um dos policiais que nos abordou era “sansei”. Lembro dele com um pé de pato de nadador (talvez fizesse a função de guarda-vidas, sei lá). Lembro disso pois quando quis lhe dirigir a palavra me deu com o pé de pato na orelha esquerda. Pediram silêncio e jogaram a gente dentro do Camburão. Em poucos minutos estávamos na Delegacia de Polícia Civil da Vila Tupi sendo fichados. Escreviam a mão nossos nomes e endereços – que dizíamos com um baita medo – e preenchiam um amplo fichário.</p><p>Lembro de quando nos jogaram numa das celas da velha cadeia.</p><p>Edinho, João Antônio e eu…</p><p>Lotação máxima</p><p>A cela estava lotada. Um dos homens – sentado numa das camas de pedra era o “chefe”. O ambiente era esse: pouco espaço e beliches feitos de tijolos emolduravam as paredes gélidas do lugar. Paredes sujas com mofo e muita umidade.</p><p>O Chefe foi o único que falou. “Pegaram mais uns playboys”, disse apontando um beliche com uma cama vazia onde nós três sentamos. Mudos e calados ficamos.</p><p>Alguns homens fumavam uma palha em formato de cigarro de maconha dentro da cela e nos olhavam com total desprezo.</p><p>O Edinho foi o que tentou conversar com os investigadores na recepção da Delegacia e nos disse sussurrando que na semana anterior um adolescente entrou com um veiculo em alta velocidade na areia da praia, atropelando e matando uma criança. Por isso os policiais agiram de forma truculenta com a gente.</p><p>Não demorou 15 minutos e o “sansei” abriu a porta da cela e chamou pelo nome do Edinho que se retirou do local.</p><p>Ficamos eu e o João de sungas preocupados. Lhe disse baixinho que pela ordem que fizeram o fichamento o próximo a ser chamado seria ele. Eu fui o último a ficar de quatro e abrir o rabo pro policial xereta verificar se tinha algum objeto escondido no esfíncter. (Nesse momento lembrei de Steve McQueen e Dustin Hoffman no filme Papillon, dirigido por Franklin J. Schaffner em 1973.)</p><p>Um dos presos estava comendo numa tigela improvisada quando o João resolveu urinar no que chamavam de banheiro (um buraco no chão sujo que ficava atrás de uma pequena parede). O mais estranho é que quando se dirigia para a latrina outro preso se levantou e foi atrás dele. Sumiram durante alguns segundos quando João retornou falando respeitosamente para todos no quadrado: “- Me desculpem. Não repetirei mais isso…”. Se aproximou e me disse entre lábios que era uma das regras da cadeia. Ninguém utiliza a latrina para urinar ou defecar enquanto alguém está comendo dentro da cela.</p><p>Veraneio Vascaína</p><p>Em época que não existia celular, Edinho Paramentos convenceu os investigadores a procurar nossos amigos na casa de veraneio. Um advogado de porta de cadeia apareceu – amigo convocado pelos policiais, e negociou a barganha.</p><p>Enquanto isso acontecia Eduardo Silva e os outros fizeram buscas num Posto de Saúde e circularam pelas praias vazias na esperança de nos encontrar. Resolveram voltar para casa e discutir os próximos passos quando foram surpreendidos com uma automóvel da marca Veraneio pintada com símbolo da polícia civil e vascaína – por ser preta e branca em sua pintura, parada em frente a casa.</p><p>O Edinho fez a ponte e os amigos juntaram uma boa grana que deram ao advogado que repassou aos polícias. Algumas horas depois eu e o João fomos liberados – sem antes de nos despedirmos do chefe e dos demais companheiros de cela. Pois é, fomos resgatados pelo Eduardo Silva.</p><p>Ao chegarmos na casa juntamos nossas tralhas e demos fim a viagem. Voltamos para Santos com história pra contar e demos muitas risadas. Apesar de ingênuos esse grupo de amigos sempre agiu de forma correta.</p><p>Naquela semana Eduardo Silva – que fazia um programa esportivo todas as noites na Rádio Cultura de Santos – antiga frequência AM (da família do ex-deputado federal Beto Mansur) mandou, ironicamente, um abraço ao Delegado da Polícia Civil de Praia Grande “que impediu que elementos praticassem atos de vandalismo pelas areias da praia da Vila Tupi”…</p><p>Duas décadas</p><p>A Delegacia-Cadeia da Vila Tupi, na Rua Tupinambás, foi desativada em 14 de abril de 2005. Me contaram que o local chegou a ser utilizado como Centro Cultural e que foi usado como parte do cenário do filme nacional baseado na obra de Plínio Marcos “Querô, uma reportagem maldita”, dirigido por Carlos Cortez em 2007.</p><p>E sei lá se é verdade. O resto é tudo verdade.</p><p>Mais um dia ….</p><p>Made site n China</p><p>Estou assistindo Blossoms Shanghai, filme em três partes e muitos capítulos, do lendário cineasta chinês Wong Kar-Wai, no MUBI. Outro cineasta chinês bom é Feng Xiaogang. Faz tempo que não vejo obras dele. Recomendo os dois….</p><p>Santos, 03/03/2026</p><p>Vida púbica (sic)</p><p>A evolução patrimonial (propriedades e financeiro) de homens e mulheres públicos é evidência concreta. É onde o público e o privado se confundem. Tá ficando escancarado demais…</p><p>Aonde está a transparência?!</p><p>Alguém tem uma laranja 🍊 para se fazer uma laranjada?!</p><p>Também sei mentir</p><p>Uma coisa é uma coisa. Outra coisa é outra coisa. Me arrependo de não ter conseguido fazer Mestrado na Universidade de Coimbra em Portugal e Doutorando em Oxford em Londres. Defenderia teses em Português é claro.</p><p>– –</p><p>STF</p><p>É com “g” ou com “j”?!</p><p>– –</p><p>Santos, 05/03/2026, 22h53m</p><p><a href="https://linktr.ee/Duduka">Duduka | Instagram, Facebook, TikTok, Twitch | Linktree</a></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=5dd1cfb8595c" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[For All]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[DUDUKA MONTEIRO]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 01 Mar 2026 18:38:43 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-03-02T20:48:59.718Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/272/1*Kb9K0a4n1HS6DYEiDPZoxA@2x.jpeg" /></figure><pre>Base de Alcântara | Site Governo Federal<br> | Sgt. Bianca - Forca Aérea Brasileira.</pre><p>Domingo revi o vídeo ‘FULL HD [DVD Completo] | Gilberto Gil | Fé na Festa ao Vivo’, de 2010. Uma das últimas aparições de Dominguinhos. Tem até um francês tocando rabeca. A gravação foi no Retiro dos artistas, no Rio de Janeiro – sabe-se que se retiraram do palco.</p><p>Plínio Marcos recitava o mantra de que um povo sem cultura é um povo sem história. Algo sobre preservação da memória ou coisa assim. Se ele não disse isso eu digo com fervor.</p><p>Desconheço a origem do Forró, do Baião e do Xote – que um Padre Cícero ou Antônio Conselheiro poderia exemplificar. Ou se alguém me ensinou e eu esqueci, peço perdão ao meu único leitor.</p><p>Realidade</p><p>Perguntou-me amigo aposentado da Caixa Econômica Federal: – Sabe da origem do Forró?! Foi na Base de Alcântara, Estado do Maranhão – me respondeu. Veio de “For All” – “para todos” num resumo preguiçoso da tradução livre.</p><p>Dizia que nasceram ou foram gerados muitos “Kênedís” e “Fritz Geraldos” nos bailes de forró e festas locais – que soldados ou agentes norte-americanos frequentaram. Como continuamos com acordo em pesquisa tecnológica com os EUA é de causar espanto as narrativas – ou a falta delas, de muitos líderes e, principalmente, de bons roteiristas.</p><p>Alguém poderá criar uma boa ficção com essa anedota. Só a cultura pode inventar ou reinventar narrativas capazes de fazer história.</p><p>Devia ser lei, a propósito, que Machado de Assis, Lima Barreto e tantos outros romancistas ficcionistas fossem cátedra obrigatória no ensino fundamental.</p><p>Baile fechado</p><p>Já me contaram a piada do Forro (se lê: fôrro) de Gesso que não abria na sexta a noite e que alguém confundiu com Forró do Gerson e deu com as portas fechadas na cara…</p><p>Lembrei do advogado Gerson Martins cujos avós paternos italianos eram amigos de Guglielmo Marconi.</p><p>A expiação</p><p>Por mais que não devamos prestar tanta atenção nos Estados Unidos da América do Norte e a eternização de Donald Trump na mídia mundial – o capítulo capital da Indústria Bélica está em plena execução.</p><p>Nossa bomba</p><p>Um belo espetáculo de Gil e demais artistas na internacionalização da música popular nordestina.</p><p>Repetindo Ariano Suassuna, “show” é interjeição pra espantar galinhas.</p><p>– – –</p><p>Santos, 1/03/2026</p><p><a href="https://linktr.ee/Duduka">Duduka | Instagram, Facebook, TikTok, Twitch | Linktree</a></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=0c691b9857c5" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[A pedra no meio do caminho…]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[DUDUKA MONTEIRO]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 27 Feb 2026 00:59:07 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-02-28T18:50:54.428Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/240/1*h269_KH1OnuN8yTHA_dLDQ@2x.jpeg" /></figure><pre>Itanhaém- Enciclopédia Itaú </pre><p>Minha sina burocrática me levou a Itanhaém, litoral sul de São Paulo. Próximo onde morou o falecido biógrafo de Mário de Andrade, em Mongaguá. Escrevi pro meu advogado o que vi num filme: Lawrence da Arábia é a história de um gênio solitário que queria ser apenas um número. Vão saber se é verdade!</p><p>.</p><p>Um patinete</p><p>Não me importo do Neymar ter x Ferraris ou que o Miguel Nicolélis é Palmeirense.</p><p>Vi chuvas intensas e um povo batalhador. Vi uma senhora catando latinhas de cerveja ou refrigerante em lixeiras no centro. Trabalhando pra ter um dinheiro pra ter o que comer.</p><p>Sou um privilegiado por momentaneamente poder ver isso e me segurar pra não ficar indignado comigo mesmo.</p><p>– —</p><p>O terreno</p><p>A papelada vai virar o tal CPF Imobiliário.</p><p>Isso é das Arábias… me sinto voltando à origem tupi-guarani no meio de uma floresta.</p><p>…..</p><p>Kleber</p><p>Me contaram, um dia, que quem mora em Caruaru e em Garanhuns, apesar de próximos, não se bicam. Será?!</p><p>– –</p><p>Itanhaém, Mangata Loft, 26/02/2026</p><p><a href="https://linktr.ee/Duduka">Duduka | Instagram, Facebook, TikTok, Twitch | Linktree</a></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=68a23501859e" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[A natureza da miopia humana]]></title>
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            <category><![CDATA[harry-pross]]></category>
            <category><![CDATA[vicente-romano]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[DUDUKA MONTEIRO]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 19 Feb 2026 18:10:18 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-02-21T14:43:05.711Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/199/1*hAy8f8ZjSdBGFWiN36xzXQ@2x.jpeg" /></figure><p>Vida</p><p>Já sabemos que é efêmera? Já sabemos que somos escravos da natureza humana? E o que é natureza humana? Como defini-la em épocas do ego aflorado? Existe a tirania?! E a solidariedade o que é?! É a economia?! O dinheiro? Qual o valor da amizade?! Da pra se computar o valor monetário de uma família?!</p><p>Se a vida é matemática o que subtraímos nas relações humanas?! O que somamos ou dividimos?!</p><p>O que multiplicamos?!</p><p>….</p><p>Disse-me Vicente Romano que nos filmes de guerra os americanos aparecem em pé – vitoriosos, numa posição do polo positivo. Já os japoneses deitados e derrotados na posição de negativo. Positivo com negativo dá negativo, pelo que aprendemos. Só os semelhantes polos mantém a positividade. Ops, física?!</p><p>.</p><p>Os opostos se atraem?!</p><p>Vicente Romano, marxista-leninista espanhol foi professor doutor em comunicação jubilado na Universidade de Sevilha – sua última cátedra, e via ciência em tudo que teorizava – em tudo o que via. Teve aula com o jornalista e professor alemão Harry Pross de “A Sociedade do Protesto”. Pross conhecia o jurista brasileiro Sérgio Sérvulo da Cunha.</p><p>.</p><p>Romano faleceu em 2014 na Espanha. Pross em 2010 na Alemanha. Sérvulo em 2021 no Brasil. Todos filósofos…</p><p>.</p><p>Pra onde vai o lixo da história da humanidade?!</p><p>Perguntem ao ia…</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/178/1*ch4xs1GDS0RPP8pqfQbuKQ@2x.jpeg" /></figure><pre>Vicente Romano, arquivo Medialab Madrid</pre><p>Santos, 19/02/2026, 15h04m</p><p>.</p><p><a href="https://linktr.ee/Duduka">Duduka | Instagram, Facebook, TikTok, Twitch | Linktree</a></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=20be685178a1" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[O Vovô viu a uva!]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[DUDUKA MONTEIRO]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 17 Feb 2026 00:36:21 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-02-17T16:51:34.577Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*5Jhh65QyvbVvRwdHy7eJ6w@2x.jpeg" /></figure><pre>Guia prático do Zodíaco Chinês, <br>de Melanie Claire, Editora Pensamento, <br>São Paulo, Edição 9, ano 1993.</pre><p>Da a impressão que dispositivos echos, da Amazon, escutam nossa vida privada. Outro dia insistiu na tela algo como “pergunte a Alexa por que uva mata os gatos” ou algo assim. Foi um dia inteiro na tela e “olha que eu olho” para a tela vez ou outra… sou um fissurado em séries e filmes. Livros me deixam páginas de ansiedade e pensamentos livres. Tomo cuidado ao ler livros.</p><p>Como tal dispositivo sabia que eu tinha uma felina morando comigo?! E eu lá sabia que uva mata gato, porra!</p><p>.</p><p>Escrevi ao meu advogado o que escutei de Nicolélis: atualmente fica mais fácil cancelar um CPF na tal morte em vida, escolha de anônimos, reclusos ou punidos pela justiça dos homens togados ou não ou pela própria sutileza da vida… se escolhe como se quer viver e só os infortúnios ou demências nos levam ao exílio intelectual de cortar lenha nos Alpes Suíços – este o último refúgio dos ignorantes.</p><p>Santos, 16/02/2026</p><p>– —-</p><p>Ouro no Ponto Gov</p><p>Acho enfadonho o discurso de nossos políticos. Faltam-lhes um pouco mais de “cientificidade”.</p><p>Concordava com Jô Soares quando dizia que a censura a gente faz do nosso jeito: leio, vejo, ouço, cheiro e me pego no ligo e desligo ou mudança de canal ou streaming e perco o meu tempo com o que eu quero. Tenho que aproveitar quando posso ter o luxo de assinar pacotes econômicos de algum streaming aleatório…</p><p>Não vi, por exemplo, o desfie tradicional das escolas de samba do Rio de Janeiro neste carnaval.</p><p>Perdi meu tempo vendo séries e filmes que esquecerei um dia depois. Porém, assisti a duas produções interessantes: um filme e um documentário norueguês. A película do candidato ao Oscar Internacional é muito boa e o documentário delivery sobre a vida do norueguês-brasileiro Medalha de Ouro no slalam gigante do esqui alpino dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina veio com pacote completo: sou norueguês mas também sou brasileiro e acertou em cheio no calendário dançando como uma “globeleza”… Uma sincronicidade incrível. Não é crítica não: também tenho que ensaiar o hino nacional português, aprender novos fados e saber dançar com os tamancos.</p><p>Isto escrito, só leio as manchetes do que se comenta – e como o educador Paulo Freire dizia que a “manchete” é mais importante que a notícia, fico no vazio existencial da minha própria ignorância. Arrisco notícias sobre o esporte, mas não dou sequência.</p><p>A propósito cheguei a jantar com Adolpho Bloch no refeitório dos trabalhadores de sua emissora de televisão no último ano da década de 80 do século passado, na praia do Flamengo, no Rio de Janeiro. Me contaram que ele jantava quase que regularmente com os operários da produção de sua mídia. Naquele dia eu era apenas mais um admirador próximo a sua mesa.</p><p>Atualmente tudo mudou: são CEOs, COOs e CFOs?!</p><p>Nunca entenderei isso.</p><p>Santos, 18/02/2026</p><p>.</p><p>Horóscopo Chinês</p><p>A mãe de minha filha manda mensagem pro Grupo Modern Family, do ZAP, dizendo que amanhã começa o ano novo chinês que será regido pelo Cavalo de Fogo.</p><p>Da pra imaginar um cavalo bêbado?!</p><p>Vou encher a cara pra comemorar.</p><p>22h11m – 16/02/2026</p><p><a href="https://linktr.ee/Duduka">Duduka | Instagram, Facebook, TikTok, Twitch | Linktree</a></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=3cca16f10a9d" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Bagdá Café]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[DUDUKA MONTEIRO]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 13 Feb 2026 19:21:37 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-02-15T17:46:38.945Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/585/1*zPhEwZpUxYM7XpJzASnRrg@2x.jpeg" /></figure><pre>Escritório Consular de Portugal em Santos,<br>imagem realizada por mesário (07/02/2026)</pre><p>Não sabia o que escrever e o I.A. do app “Diário” da Apple sempre faz sugestões.</p><p>Parece aula do quarto ano do fundamental. “Descreva a melhor parte da sua semana”.</p><p>Criei a expectativa da visita de uma querida amiga. Moramos juntos e tivemos dois filhos. Depois nos casamos e nos divorciamos.</p><p>A perda de um filho marcou nossas vidas. Hoje mora em Lisboa, Portugal.</p><p>Isto dito, vamos responder ao pedido da professora (não sei qual é o gênero do I.A. apesar de nos dirigirmos a palavra composta com preposições no feminino e até a vogal “a”.).</p><p>Renata chegou e ficou em minha morada no Macuco. Em Guarulhos lhe dei uma bexiga em formato de coração e uma camisinha intra-vaginal. O riso dela foi empolgante e, é claro, me xingou. Desejei-lhe sucesso nas atualizações de sua vida burocrática: nova Carteira de Identidade, biometrias aqui e acolá do tipo em cartório eleitoral e, como aposentada, resolver questões de sua pensão. Conseguiu tudo isso e até se casou com a Claudia. União estável. A união agradece.</p><p>Os demais detalhes são da alegria, da felicidade, dos risos e gargalhadas entre encontros e desencontros.</p><p>Conviver com a mãe de meus filhos é sempre prazeroso e divertido.</p><p>Ainda bem que voltará (e voltou) a Lisboa resolvida. Vou sentir falta das gargalhadas.</p><p>.</p><p>Um pouco de descrição. É o mínimo que podemos escrever. Sem discrição.</p><p>A próxima etapa é viajar.</p><p>02/02/2026 – Santos</p><p>Um</p><p>Um vizinho perguntou por Eduardo. Serviços de motorista de aplicativo. Precisava ir a um exame “in loco” de sua atividade mental. Disse-me que essa tarde era a última tentativa de conquistar a sonhada “aposentadoria por invalidez”, no caso mental.</p><p>03/02/2026 – Santos</p><p>RTP</p><p>Estou acompanhando dia sim dia não o noticiário de uma televisão portuguesa. Domingo vou votar no Escritório Consular de Portugal em Santos.</p><p>03/02/2026, Santos</p><p>(Acabei votando no sábado).</p><p>Bagdá Café</p><p>Mesopotâmia é a junção de Meso=Terra e Potãnia=Água, disse-me Paulinho Iraque que acabara de conhecer. Antes me perguntou se eu faltara a aula. Respondi que provavelmente estava fumando cannabis neste dia e que lhe agradecia por ensinar uma palavra composta que se dirigia a Babilônia.</p><p>Encerrou a conversa falando sobre Grécia e Atenas para o Rogério, esposo de Gisele.</p><p>Estranha filosofia a nossa vida. Tão bela e inexata.</p><p>Santos, 06/02/2026 – 00h:55m.</p><p>Liberal</p><p>Tenho escrito que sou um “Marxista-Leninista” aposentado e que sou dependente de um Estado burguês, tendo como opção o anarquismo. Mas atualmente acredito até no ultra-liberalismo, tamanha a minha decepção com o estado nacional. Mas ainda acredito na justiça apesar de tudo!</p><p>Viva o SUS!</p><p>E que a justiça seja o nosso teto e a nossa última e pétrea proteção.</p><p>Santos, 13/02/2026</p><p>Chapa composta</p><p>Vou perguntar ao I.A. pra saber qual é a melhor escolha para ser presidente de um de meus países: o ator Wagner Moura ou o neurocientista Miguel Nicolélis?!? Oh dúvida Shakespeariana…</p><p>Santos, 13/02/2026</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=958937a9ec41" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Faccendiere]]></title>
            <link>https://duduka.medium.com/assim-como-um-filme-tem-a-sua-sintaxe-tamb%C3%A9m-os-romances-tem-as-suas-particularidades-de-e456b441cb44?source=rss-3f5d3f49db07------2</link>
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            <dc:creator><![CDATA[DUDUKA MONTEIRO]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 19 Jan 2026 16:48:56 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-02-13T19:41:23.318Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/204/1*XuEfZnS6OFeoTnTnmtdQBQ@2x.jpeg" /></figure><pre>“[…] Assim como um filme tem a sua sintaxe, <br>também os romances tem as suas particularidades <br>de construção. E Alencar*, como todo escritor <br>da época, abusava de<br>elipses, zeugmas, anástrofes, sínquises, <br>assíndetos, anacolutos, silepses. (A atração<br>daqueles tempos pelas figuras de sintaxe pode<br>ser exemplificada com o Hino nacional <br>brasileiro, em que abundam hipérbatos que <br>tornam o hino ininteligível até mesmo para <br>aqueles que o cantam sem hesitação nas <br>cerimônias cívicas.) {…}”. <br><br>*Sobre o escritor Jose de Alencar no ensaio <br>da ópera O Guarani, de Carlos Gomes, no <br>Teatro Scala, em Milão-IT no livro <br>O Selvagem da ópera, Rubem Fonseca, Cia. das <br>Letras, 1994.<br><br>credito da imagem na imagem.</pre><p>Aprendi com Rubem que “(…) Na ficção, a imaginação é mais importante que o fato. (…)”. Da história cada qual escreve sua verve.</p><p>Cansado de ler periódicos. Salvo as sessões do obituário e a agenda de jogos transmitidos do dia, dou também sempre uma olhada no horóscopo. Continuo misógino – talvez chauvinista, mas é temporário e acho que horóscopo é que nem mulher feia: não acredito mas sempre dou uma olhadinha. Não consigo ler as demais chatices dos editoriais e demais sessões da mídia atual.</p><p>Perceberam que são quase os mesmos que lideram comentários aleatórios em sessões de leitor ou mensagem de opiniões sobre isso ou aquilo?!</p><p>Os que recebem para “publicar” suas opiniões, fantasias ou alguma nova figura de linguagem ou de sintaxe causam náuseas. Os que lutam pela liberdade de expressão estão ausentes nesse debate.</p><p>Já imaginaram que as pessoas tem que assumir suas identidades filosóficas ou ideológicas?! Não se vive sem dialética.</p><p>….</p><p>Depois escrevo um pouco mais sobre o tema. Mas agora me interessa saber o que o I.A. acha disso…</p><p>O cinema é mais importante do que se possa imaginar.</p><p>– –</p><p>Fazenda Orypaba, 19 de janeiro de 2026</p><p>– –</p><p>Tudo em “off”</p><p>A série O Roubo, da Primevideo, (2026) me fez refletir: temos que agradecer ao Banco Master e ao Careca do INSS por expor as qualidades do estado brasileiro. Servidores (sempre tem alguém apertando um botão ou uma tecla para aprovar aberrações) e homens públicos e privados envolvidos em economia residual. Trata-se de roubar aposentados e futuros aposentados.</p><p>A economia global sendo vista a olhos nu.</p><p>Quem sabe ver sob esse prisma nos de alcance da paz aviltada por notícias tão abaladoras e por que não dizer trágicas – uma das essências das nossas vidas.</p><p>A oportunidade da especialização em crimes financeiros se expande.</p><p>E começa tudo em “off”.</p><p>O assalto ao sistema financeiro de paletó e gravata.</p><p>28/01/2026 em Santos.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=e456b441cb44" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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