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        <title><![CDATA[Stories by Eduardo Silva on Medium]]></title>
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            <title>Stories by Eduardo Silva on Medium</title>
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            <title><![CDATA[Suicídio: um problema social]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Eduardo Silva]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 11 Sep 2024 18:44:36 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2024-09-12T03:59:50.751Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h4>O caso do adolescente negro, gay e bolsista que se suicidou após sofrer discriminação e bullying sistemáticos em uma escola particular em São Paulo é o reflexo cruel das falhas na implementação de políticas efetivas de inclusão e proteção no ambiente escolar e demonstra a urgência de uma revisão e fortalecimento das medidas que garantam a segurança e o bem-estar de todos.</h4><blockquote>Por Jessica Prudente, Psicóloga, doutora em Psicologia Social e Institucional (UFRGS) e conselheira do Conselho Regional de Psicologia do RS, em colaboração com Eduardo Silva Gonçalves, estagiário do setor de comunicação do CRPRS.</blockquote><p>Precisamos entender o suicídio como produção social e não apenas individual.</p><p>Em termos epidemiológicos, pesquisas mostram a importância dos determinantes sociais para entender os índices de riscos e modos de prevenção do suicídio: gênero, educação, uso de álcool e outras drogas, emprego, entre outros fatores. As razões para o fenômeno do suicídio são multifatoriais. É importante salientar que as taxas de suicídio são mais altas em grupos populacionais específicos (indígenas, população LGBTQIAPN+, pessoas em situação de privação de liberdade, população negra) e que vem ocorrendo um aumento expressivo de casos entre jovens de diferentes grupos populacionais. Então, pode-se dizer que as taxas de suicídio têm ligação direta com a desigualdade social, preconceitos, racismo, homofobia, ruptura de sistemas sociais de solidariedade, aumento da competitividade, com a angústia relativa ao modo de vida contemporâneo e falta de expectativas do futuro.</p><p>A prevenção de tragédias como essa passa pela construção de uma sociedade antirracista, inclusiva, democrática e afirmativa das diferenças e dos direitos humanos.</p><p>Assim, as instituições, que são predominantemente brancas, ricas e compostas em sua maioria por pessoas heterossexuais, precisam refletir sobre seu papel em uma sociedade diversa e desigual como a brasileira. É necessária uma revisão das políticas escolares e a implementação de programas educacionais que desenvolvam uma compreensão profunda do contexto social, econômico e histórico do país.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=3ca50b78eff3" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Giovani Culau: a voz da representação LGBTQIA+ no parlamento de Porto Alegre]]></title>
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            <category><![CDATA[politics]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Eduardo Silva]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 25 Apr 2024 23:29:04 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2024-04-26T00:14:48.806Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h3><strong>Dos movimentos estudantis à eleição como vereador da cidade de Porto Alegre. Giovani Culau (PCdoB) fala sobre sua trajetória política, as responsabilidades de construir uma cidade melhor e a luta contra o preconceito no parlamento.</strong></h3><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*urWAgfgPeAXe_1duV40guw.jpeg" /></figure><p>10 de abril, 2024 | Por Eduardo Silva e Paulo Ronaldo Costa</p><p>O vereador que personifica a jornada daqueles que a partir dos movimentos estudantis ascendem e ocupam espaços de representação política, conversamos com o vereador da cidade de Porto Alegre, Giovani Culau (PCdoB). Nessa entrevista exclusiva, o parlamentar compartilha não apenas sua trajetória pessoal, mas também os desafios enfrentados ao longo desse caminho, que incluem: a força da voz da juventude no parlamento, a resistência como oposição ao governo municipal e os desafios de ser o único representante LGBTQIA+ na Câmara de Porto Alegre.</p><p>Durante a conversa Culau falou sobre os enfretamentos e o embate político em um cenário em que a oposição é maioria, e em um momento que classifica como “radical” por conta do confronto de ideologias. Mas que crê que as divergências devem ser resolvidas a partir do debate visando a construção de uma Porto Alegre melhor.</p><p>Da priorização de projetos à crença da importância da representatividade e da participação da juventude na construção de uma sociedade, o parlamentar destacou o seu compromisso com as políticas de inclusão e igualdade a partir de um mandato coletivo e a priorização de projetos.</p><p>Confira a seguir os principais trechos da entrevista concedida no Salão Adel Carvalho, na Câmara de Vereadores onde fomos recebidos pelo vereador Giovani Culau.</p><p><strong>Quem é o cidadão Giovani Culau?</strong></p><p>Resposta: Acho que falar do Giovani é falar de um menino que primeiro se criou na Vila Funil, no bairro Camaquã, depois foi para Ponta Grossa (ambos bairros da zona sul de Porto Alegre), que passou a militar no movimento estudantil, que passou a acreditar que a política pode ser um instrumento de transformação, e que hoje é esse cidadão que também é vereador de Porto Alegre, no primeiro mandato coletivo do município, o único vereador assumidamente gay da nossa cidade. Acho que esse é um pouquinho do Giovani.</p><p><strong>A sua trajetória política começa a partir dos movimentos estudantis. Mas em que momento você passa a olhar e compreender a política?</strong></p><p>Acho que essa compreensão ela é construída ao longo do tempo. Tem um capítulo importante de contar: eu quando estava no ensino médio venci um concurso de redações em que falei sobre políticas públicas para juventude. A partir desse momento fui procurado por uma série de organizações políticas de juventude, uma delas a União da Juventude Socialista (UJS) e foi sem dúvidas alguma com a UJS — que com o passar do tempo acabei me tornando o presidente tanto em Porto Alegre quanto no Rio Grande do Sul — então a UJS cumpriu um papel muito importante no despertar da minha consciência política, não tenho dúvida.</p><p><strong>Como vereador de primeiro mandato, como vem sendo essa experiência como parlamentar do município de Porto Alegre?</strong><br> <br> Acho que acima de tudo é um grande desafio. Esse é um espaço marcado pela disputa, pelo confronto, por vezes pela violência. Eu faço parte de uma minoria política dentro da câmara, sou de uma bancada de oposição, nós somos 10 contra 26 vereadores que ou são da base do governo ou muito próximos do governo do prefeito Sebastião Melo. Então é um grande desafio manter viva as nossas lutas e a nossa ideia de uma cidade radicalmente diferente daquela que a gente tem vivido e tem se construído ao longo dos últimos 20 anos.</p><p><strong>Como é a política do lado de fora da câmara de vereadores?</strong></p><p>É o lugar onde eu mais gosto de estar diga-se passagem. Eu acho que a gente precisa pensar política em cada ação cidadã que a gente tem. Eu que fui do grêmio estudantil, acho que naquele momento eu já fazia política tanto quanto faço hoje. São em lugares diferentes, mas são todas expressões de lutas: por participação, as discussões que abordam os rumos da nossa cidade, do nosso Estado do nosso país. Então creio que fazer política é tudo isso, onde cada um de nós tem a possibilidade de fazer política de diferentes, seja no movimento social ou no parlamento, que é onde estou hoje.</p><p><strong>Como parlamentar ocupando uma cadeira na câmara, como é a política de dentro do legislativo municipal?</strong></p><p>É um espaço sem dúvida alguma da disputa de projetos de cidade, de concepções de mundo. Por vezes se tenta negar aquilo que de fato muitas vezes nós divergimos dentro da Câmara de Porto Alegre, que são essas concepções diferentes de mundo e isso são concepções ideológicas distintas. A essência da política é exatamente isso, né? Quando pensamos a disputa dos rumos, isso não necessariamente precisa ser encarado de forma negativa.</p><p>Mas de fato cada um de nós aqui na Câmara Municipal pensa diferente sobre o que é melhor para Porto Alegre. Acho que um caso bastante atual e recente é quando nós nos confrontamos sobre privatizar ou não a Carris, o DMAE, sobre o futuro do transporte público da cidade, por exemplo. Então sem dúvida alguma estar fazendo política dentro da Câmara, se resume em estarmos ocupando um lugar em que disputamos, debatemos e decidimos aquilo que entendemos ser melhor para Porto Alegre.</p><p><strong>Como é ser o vereador mais jovem dessa legislatura? Como foi essa receptividade por parte dos demais vereadores?</strong></p><p>A verdade é que ser o mais jovem dessa legislatura ter de enfrentar inúmeras vezes uma deslegitimação da minha participação e da minha presença nesse espaço. Muitas vezes a minha idade foi utilizada como argumento para relativizar, para questionar, para contestar os argumentos que eu apresentava no debate político aqui na Câmara.<br> Então sem dúvida alguma a juventude é desacreditada em vários ambientes da vida em sociedade, e na política não é diferente. Muitas vezes na disputa de ideias aqui, ao invés de um confronto com os meus argumentos, se dizia que eu não sabia o que falava por ser muito jovem. Mas estamos aqui para resistir e também dar exemplo de que se nós ocupamos esse espaço, outros jovens também podem e devem estar ocupando esses lugares, fazendo e transformando a política.</p><p><strong>Da onde surge a ideia de um mandato coletivo?</strong></p><p>Eu disputei a eleição de 2018, e já naquele momento já pensávamos na possibilidade de construir uma candidatura coletiva, e talvez naquela época tenha nos faltado uma dose de coragem. Mas a eleição da bancada ativista na Assembleia Legislativa de São Paulo, acabou sendo aquele empurrão, aquela dose de coragem que nos faltava, ficamos animados com o momento, então em 2020 lançamos o primeiro mandato coletivo, foi o primeiro mandato coletivo a se lançar em Porto Alegre foi o nosso.</p><p>Tem sido uma grande e desafiadora experiência também, porque essas estruturas não estão preparadas e buscam negar experiências mais coletivas, de participação coletiva.</p><p><strong>Como funcionam os trabalhos em um mandato coletivo?</strong></p><p>Nós temos uma característica particular e isso não é algo que necessariamente todos os mandatos coletivos reproduzam a mesma concepção que as nossas, mas nós temos uma divisão não só na tomada de decisão, em que ela é compartilhada, mas uma divisão do nosso trabalho a partir da pauta que cada um de nós representamos dentro do mandato e que por consequência organizamos. Eu sou representante da luta da população LGBTQIA+, das lutas em defesa da educação e da Democracia; o Airton (Airton Silva) é o nosso vereador da luta antirracista, temos a Tássia (Tássia Amorim) a co-vereadora da luta feminista.</p><p>Então nós compartilhamos a atuação do mandato: tanto nas tomadas de decisões quanto na representação e na construção das nossas lutas em cada uma dessas frentes que compõem o nosso mandato coletivo.<br> <br> <strong>Todos os projetos de lei propostos por você sejam feitos com muito carinho, visando uma sociedade porto-alegrense ainda melhor. Mas qual dos seus projetos aprovados você mais se orgulha?<br> </strong><br> Sem dúvida alguma o que busca construir uma política municipal de prevenção ao suicídio e de garantia de saúde mental para a juventude. Os problemas de saúde mental são um dos graves problemas de saúde do nosso tempo que atingem especialmente a juventude. Infelizmente Porto Alegre lidera os rankings nacionais de depressão, infelizmente os casos de suicídio atingem a nossa juventude de modo particular.</p><p>Então lutar para garantir uma política municipal de qualidade e também de qualificação da saúde mental da juventude foi o principal projeto que nós aprovamos aqui, foi de forma unânime e nós temos acompanhado a regulamentação desse projeto que de fato ele se transforme numa realidade para garantir mais qualidade de vida pra juventude de Porto Alegre.</p><p><strong>E qual projeto proposto por você que não consegue entender a não aprovação?</strong></p><p>Na verdade, nós estamos batalhando aprovar aquele que foi o nosso primeiro Projeto de Lei — e falar sobre isso no mês de abril é muito importante — porque é um projeto que veda, que proíbe homenagens àqueles que praticaram crimes contra a humanidade, àqueles que violaram os direitos humanos. Proibir homenagens a eles seja na nomeação de ruas ou de equipamentos públicos.</p><p>Será uma batalha bastante grande garantir a aprovação dele aqui, mas eu não entenderia se essa Câmara não aprovasse esse Projeto de Lei. Porto Alegre é a cidade que construiu a Campanha da Legalidade, aqui foi palco de profunda luta contra a ditadura — que inclusive nós denunciamos nesse mês os 60 anos do golpe -, então nós estamos batalharemos para aprovar esse projeto, e eu não vou entender se nós não conseguimos aprova-lo.</p><p><strong>Com base nas negativas, como é a sua relação com a sua oposição? Existe alguma estratégia para lidar com ela?</strong></p><p>Eu acredito na necessidade e — isso por sermos a minoria na casa -, do esforço do diálogo, da tentativa da construção de mediações e isso é o exercício da política, é bastante difícil no momento em que vivemos uma radicalização muito grande.</p><p>Eu citei a pouco o ambiente violento que nós temos na política, mas desse lugar de minoria, a tática, o esforço e a estratégia que a gente busca construir é de um lado que se mobiliza em defesa dessas pautas que nós representamos aqui dentro. Por isso buscamos dizer que não é um mandato fechado as paredes da câmara, buscamos ser um mandato movimento, e por isso então trabalhamos em buscar lá fora a força que por vezes nós não temos aqui dentro.</p><p>Mas para garantir essa força dentro do legislativo, sempre iremos partir para o diálogo com a tentativa de convencimento é uma necessidade, para quem como nós não conta com os votos necessários para aprovar tudo que nós pretendemos pra cidade.</p><p><strong>Para além da oposição, quais são os maiores desafios que você vem enfrentando durante o seu mandato como vereador?</strong></p><p>Eu acho que o maior desafio que a gente são as políticas aplicadas pelo governo Sebastião Melo, e por vezes nós somos tomados por um sentimento de impotência, porque a base do governo Melo é uma maioria numerosa aqui na Câmara Municipal de Porto Alegre e o que a gente tem vivido ao longo dos últimos anos são políticas de retrocesso: o fim dos cobradores, a privatização da Carris, a retirada do Tri escolar de um conjunto numeroso de estudantes da nossa cidade são símbolos desses retrocessos que Porto Alegre tem vivenciado.</p><p>Então o grande desafio que nós sentimos é justamente de estar à altura, de resistir, de enfrentar e impedir esses retrocessos que infelizmente tem acontecido na nossa cidade.</p><p><strong>Em meio a tantas necessidades, sabemos que existem diversos pontos importantes para serem discutidos. E talvez seja essa uma das dificuldades dos parlamentares. Como você faz para priorizar projetos, em um mundo de pautas importantes?</strong></p><p>Quando a gente pensa Porto Alegre eu acho que um dos grandes desafios que a gente tem é pensar “como preparar Porto Alegre para a nova realidade climática que nós vivemos?”, e uma questão muito importante para mim, é ter assumido em fevereiro de 2024 a presidência da Comissão de Habitação, Transportes e Habitação (CUHTAB) na nossa cidade, e nós temos nos dedicado por meio dessa comissão em colocar no centro dos debates desse legislativo a contribuição da Câmara Municipal para Porto Alegre.<br> <br> É exatamente esse esforço, por meio dessa dedicação concentrada e coletiva que vai preparar Porto Alegre para uma nova realidade, essa realidade que inclusive que já vivemos, em que os eventos climáticos extremos infelizmente tem penalizado a nossa gente, em especial a população mais pobre. Então temos dedicado nosso mandato e também os trabalhos da comissão para dar centro nessa pauta tão importante, que é a pauta do momento, do nosso tempo no nosso entendimento.</p><p><strong>E atualmente no seu mandato, o que é tratado como prioridade?</strong></p><p>Sem dúvida alguma a nova realidade climática que estamos vivendo, a necessidade de reconhecer em Porto Alegre a emergência climática e por consequência, a nossa preparação para que Porto Alegre seja mais resiliente, que tenha mais capacidade de adaptação a esses eventos climáticos extremos que nós vivemos.</p><p>Mas por outro lado, esse é o mandato da Juventude. Então a luta por políticas públicas, a garantia de educação de qualidade para a juventude da nossa cidade, a garantia de direitos que tem sido negado a essa juventude é sem dúvida alguma um dos eixos principais da nossa atuação.</p><p>Mas nós somos um mandato que tem uma atuação geral, porque tem um compromisso com toda Porto Alegre. É um mandato que também está presente e acompanhando as lutas da saúde, a luta das mulheres, a luta do povo negro. Mas se eu pudesse destacar destacaria esses dois que falei primeiro.</p><p><strong>Dentre as prioridades estão os eleitores: como você se mantém conectado com eles?</strong></p><p>Nas redes e nas ruas. Mas sem dúvida alguma esse é um grande desafio ao chegar após chegar no parlamento. De não perder os vínculos com àqueles que nos permitiram com que nós chegássemos e ocupássemos uma cadeira na Câmara. O nosso esforço é de manter um mandato, um movimento.</p><p>Nós queremos que construam o nosso mandato todos aqueles e aquelas que têm disposição de participar das mesmas lutas que nós, e a gente faz isso se organizando na periferia, nos bairros da nossa cidade, se organizando junto com a juventude e com movimento estudantil. Ou seja, a gente mantém as ligações abertas com quem nos fizeram chegar aqui. Com movimentos sociais, com aqueles que fazem a luta na cidade e em momento algum abrimos mão dessa relação e dessa construção coletiva.</p><p><strong>E em caso de não eleitores, como você trabalha essa conexão? Existe procura?</strong></p><p>Sem dúvida alguma a gente a procurado também por queles que divergem da gente. E o nosso mandato tanto nas redes, quanto na Câmara está aberto ao debate, à reflexão, à disputa de ideias, ao esforço de construir mediações. Porque de uma forma ou de outra, acredito que mesmo quando há divergência também existe a possibilidade do diálogo, principalmente quando existe uma preocupação comum com a cidade. Essa é a nossa disposição.</p><p><strong>Como você vê o papel da juventude na política local?</strong></p><p>Ela é fundamental para transformar a realidade que a gente vive. Tu imagina que Porto Alegre nos últimos anos perdeu 80 mil habitantes, desse número que nós perdemos, a maioria são jovens que saíram de Porto Alegre por não enxergarem mais na nossa cidade a possibilidade de um futuro com dignidade.</p><p>Então nós precisamos que essa juventude se engaje na política e participe não só votando, mas também se dispondo em concorrer nas eleições, também participando da associação de moradores dos seus bairros, do grêmio estudantil da escola, do Diretório Central dos Estudantes (DCE) das universidades. Isso porque nós precisamos de um esforço conjunto para que Porto Alegre volte a gerar emprego de qualidade para essa juventude, para que ofereça qualidade de vida para essa juventude, para que Porto Alegre seja um espaço de cultura, de esporte, de uma vida pujante em que a nossa juventude não queira mais ir embora buscando melhores condições de vida em outros lugares.</p><p>Então a juventude tem um papel decisivo em defender o futuro de Porto Alegre que no meu entendimento está ameaçado.</p><p><strong>Por ser o único vereador gay, você já sofreu ataques homofóbicos no meio político? Como lidar com esses casos?</strong></p><p>O grande desafio é se manter firme. Sem dúvida alguma os ataques acontecem. Eles acontecem não somente de forma objetiva, mas de forma subjetiva e indireta. Eu já tive uma reunião da Comissão de Educação que eu presidia no ano passado interrompida por um vereador bolsonarista. E vejamos bem: essas atitudes não acontecem dessa mesma forma com vereadores que reproduzem aquilo que é o convencional da política de homens héteros ou cisgênero.</p><p>Então a busca e a afirmação do nosso lugar político ele é permanente aqui na câmara. A todo tempo nós temos que provar a nossa capacidade política tanto por sermos jovens como também no meu caso por ser um homem gay. Mas essa é uma boa luta que a gente tem tocado e que vale a pena.</p><p>Eu quando eu era criança olhava para a política e eu não via nenhum parlamentar assumidamente gay. Tenho certeza que hoje quando eu me afirmo um homem gay nesse espaço, eu também significo para quem me acompanha lá fora a possibilidade da população LGBTQIA+ ocupar qualquer lugar que pretendam ocupar, inclusive a política.</p><p>Essa é uma razão muito importante da nossa presença e da nossa atuação aqui.</p><p><strong>Como você gostaria que os eleitores o lembrassem ao final do seu mandato como vereador?</strong></p><p>Que dei o melhor de mim com o objetivo de honrar cada voto que a gente recebeu. Que eu dei o melhor de mim pro nosso mandato coletivo. Que demos o nosso melhor para representar à altura as ideias que fizeram nós chegarmos aqui para representar os nossos eleitores. E que a gente tem feito o melhor de nós para construir uma Porto Alegre com mais justiça e mais igualdade.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=c6b7641510d8" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Produtores de flores em Alvorada buscam visibilidade do público local]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Eduardo Silva]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 30 Jun 2023 19:24:08 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2023-06-30T19:24:08.454Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*6oYbVa9Tf7OK2anCJ5UNSg.jpeg" /></figure><p>Os moradores de Alvorada talvez ainda não conhecem, mas sim, por aqui existem produtores rurais que tem feito um belo trabalho, chamando atenção de compradores de outras cidades, estados, e até países.</p><p>A família dos agricultores Paulo Ricardo e Vanessa Santos já cultivou verduras, trabalhou com produtos para a alta gastronomia, e há 8 anos plantam e vendem flores comestíveis aqui na cidade. Paulo e Vanessa desenvolvem um projeto de agricultura familiar em uma propriedade de 3 hectares, sendo que metade dela é usada para o cultivo de flores comestíveis, temperos e plantas medicinais. O casal de agricultores recebe orientação técnica e social da Associação Riograndense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural. O trabalho feito pela EMATER-RS/ASCAR é realizado com o apoio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, que atua no licenciamento e na fiscalização ambiental.</p><p>O que Vanessa e Paulo produzem é distribuído em restaurantes, confeitarias de Porto Alegre e Viamão por meio da CEASA (Central de Abastecimento-RS), além disso, a venda de seus produtos é realizada no Mercado Público da capital, em casas de religião na região metropolitana, e recentemente já receberam pedidos de São Paulo e Portugal. Hoje são mais de 50 tipos de plantas produzidas pela família, como as flores comestíveis especiais, a flor do feijão borboleta azul e manjericões gourmet como o canela e o roxo. Na linha dos vegetais, a família produz variedades como cenoura, beterraba, repolho roxo e rabanete.</p><p>Nesta semana, o atual Secretário Municipal do Meio Ambiente, Rudi Guzatti, visitou o local e se aproximou da realidade da produção agrícola do município, trocando experiências e ouvindo os agricultores.</p><p>No final do ano passado, o Prefeito José Appolo, junto da Extensionista Rural e Chefe do escritório da EMATER-RS/ASCAR no município, Mônica Zang, assinou a minuta do contrato da continuação de prestação de serviços entre o Município e a Associação Riograndense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER/RS). Prestar a assistência técnica e extensão rural e social, designado aos agricultores familiares, tendo em vista ao planejamento, a execução e a avaliação das atividades individuais e coletivas, com vistas ao desenvolvimento sustentável das Unidades de Produção Familiar, são os objetivos desta parceria. Atualmente, 82 famílias são atendidas no Município. A meta deste trabalho é trazer novidades que promovam o desenvolvimento rural de forma rentável, sustentável e consolidando a tecnologia como meio de integração e monitoramento visando o aperfeiçoamento do setor produtivo, além de proporcionar atividades aos assistidos dos CRAS e CAPS Municipal, e também as Escolas Municipais e o Instituto Federal.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=c957246c85bc" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Violação dos direitos humanos no Catar: o que está por trás da cortina do espetáculo esportivo?]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Eduardo Silva]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 27 Jun 2023 13:45:04 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2023-06-27T13:52:29.715Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h4>Instituições fiscalizadoras, clubes nacionais e jogadores protestam contra à FIFA pelas condições de trabalho no país árabe</h4><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1000/1*SOeNR5qyBcK-W5c9NLLs8Q.jpeg" /><figcaption>Um levantamento estima que morreram 6,5 mil trabalhadores desde o início das obras da Copa (Crédito da foto: Hassan<br>Ammar/AP)</figcaption></figure><p>Por, Eduardo Silva e Vanessa Ferraz</p><p>A temperatura que chega aos 35 graus nas primeiras horas do dia no Catar, intensificado pelo sol escaldante, tornam as condições de trabalho braçal sem água, insalubre. A arquiteta, Aline Medina relata o que viveu há pouco tempo, quando se deparou com as condições de trabalho de um grupo de indianos nas instalações do estádio de Lusail, o mais importante do evento que se aproxima: “Todos queriam ir embora, então dissemos que eles tinham de ficar! Não temos como ficar sem equipe, pelo menos até a outra chegar. E um deles, já cansado, respondeu: ‘Estamos há horas sem comer e sem tomar água porque o nosso contratante não comprou’.” A brasileira é uma das mais de duzentas pessoas que saíram daqui, para preparar o grande evento esportivo de 2022.</p><p>A Copa do Mundo do Catar que começará no dia 20 de novembro trouxe mais um holofote polêmico para a Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa), desde o anúncio. A suspeita de corrupção nos votos dos dirigentes na escolha do país sede do torneio, está em pauta desde a Rússia em 2018, o assunto foi revisitado a partir da escolha do país árabe. Mas neste caso, as controvérsias se voltaram para as condições de governo, de justiça, e principalmente, de direitos humanos.</p><p>O país de 2,7 milhões de habitantes é formado por 75% de imigrantes, Aline conta que nos cinco meses que está morando lá conheceu muitos paquistaneses, indianos, libaneses, afegãos e africanos. E um dos assuntos que mais chamou a atenção da brasileira é a situação dos apátridas, “trabalho com uma moça indiana que teve uma filha nascida aqui, mas ela não recebe a nacionalidade do país que nasceu, ele é considerada indiana, e assim tem vários nativos que carregam a nacionalidade de outros lugares”.</p><p>Sem a naturalidade e sem os direitos que assegurem a mínima segurança dos imigrantes, o trabalho análogo a escravidão deixa vítimas no país. Segundo o MigraMundo morreram 6,5 mil pessoas desde o início das obras da Copa, uma média de 12 mortes por semana desde dezembro de 2010. Sendo que ainda há grandes possibilidades, como trás o site, do número de mortes estarem subnotificadas por uma investigação do jornal britânico The Guardian.</p><p>Com isso, organizações não governamentais como a Anistia Internacional, Human Rights Watch, Football Supporters Europe e a Federação Internacional de Trabalhadores processaram a FIFA pedem judicialmente uma indenização de 440 milhões de dólares para trabalhadores imigrantes que tiveram seus direitos violados no país.</p><p>Outra questão que chama a atenção do mundo e que tem gerado reações de protesto é a não aceitação da população LGBTQIA +. O país que vive um governo absolutista liderado pela família Al Thani desde 1825, tem suas leis baseadas na Charia — um sistema legal que mistura direito civil e direito islâmico baseado nos preceitos do Corão. Punições como a flagelação (torturas físicas e morte) são sentenciadas para aqueles que forem condenados por “sexo ilícito”, adultério e até consumo de álcool em menores proporções.</p><p>Para se opor a isso, os capitães de Inglaterra, Holanda, Bélgica, França, Alemanha, Suíça, País de Gales e Dinamarca irão usar a braçadeira arco-íris. O movimento “OneLove” promove a igualdade e a diversidade, passando uma mensagem clara contra a homofobia durante a copa. Em protesto à violação dos direitos humanos, a seleção da Dinamarca jogará com camisas que levam o logotipo da fabricante e o escudo da seleção apagados, além de um terceiro uniforme preto.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/357/1*vhPbl5coye9vecqEiNjCZQ.jpeg" /><figcaption>A seleção dinamarquesa já está usando a camisa preta em sinal de protesto (Crédito da foto: reprodução Instagram)</figcaption></figure><h4><strong>Legitimação ou agente de transformação: FIFA no Catar</strong></h4><p>Em maio de 2017, a entidade máxima do futebol incluiu em seu estatuto uma política de defesa dos direitos humanos. Nela, a FIFA se compromete em auxiliar as sedes com ações para garantir direitos trabalhistas, de habitação, combate a discriminação, segurança nos grandes eventos e direitos dos atletas. Pela falta de prestação de contas, não é possível saber se o compromisso está sendo seguido, minimamente.</p><p>Para o especialista Fábio Balestro Floriano, consultor da Comissão Interamericana de Direitos Humanos — órgão independente da Organização dos Estados Americanos (OEA) — a relação estabelecida que o Catar mantém com as potências ocidentais em razão das relações econômicas é um dos motivos de não haver maior resistência: “Não há uma pressão internacional, pelo contrário, há uma legitimação do Catar no momento que há a decisão que ele sediará a Copa do Mundo”, explica.</p><p>O consultor que acompanha diretamente o monitoramento de casos de violação dos direitos humanos em 35 países das américas, diz não se surpreender com o comportamento da Fifa, pegando o exemplo do Brasil onde houveram vários protestos na época, países com mais censura como o caso da Rússia e do Catar, são menos resistentes. “Já houve pronunciamentos não sei se vazados, mas registrados na imprensa, que Estados autoritários são melhores para realizar esses eventos. Essa grande mobilização de recursos, deslocamento de populações, pressão por segurança, elas são manejadas de uma maneira do ponto de vista da eficiência pela FIFA”, expõe Balestro.</p><p>“O esporte não se afasta do direito, e este não se afasta dos direitos humanos”, pondera o jornalista Andrei Kampff, sobre a grande repercussão que a associação da Fifa com o Catar gerou na comunidade global. A expectativa é que a política de direitos humanos seja cumprida durante a competição, mas somente com a pressão de patrocinadores, atletas, ex-atletas, cidades e organizações não-governamentais. A flexibilização da legislação catari pode ser encarada como uma estratégia de posicionamento internacional em um período de exposição mundial da imagem do país.</p><p>O especialista em direito desportivo lida com frequência sobre a pauta dos direitos humanos no Catar ao escrever para o blog Lei em Campo. Sua percepção é que depois da copa, dificilmente haverá uma mudança concreta na legislação pela forte influência religiosa que há no país. Contudo, no futuro, o jornalista acredita que a Fifa não definirá como sede, países que não forem comprometidos com a garantia dos direitos fundamentais. “A Federação evitará vivenciar novamente essa pressão, e também, será uma resposta ao mundo de comprometimento com a causa”, ressalta.</p><p>A concepção de que melhora a longo prazo é compartilhada na visão de Balestro ao explicar que a luta pelos direitos humanos não é uma corrida, e sim, uma maratona; que precisa de constância, persistência e fôlego. “Todas as manifestações de protesto ou boicote não são eficazes de imediato, elas têm a função de fazer um furinho nessa muralha”, relata ao falar da importância de todo o tipo de resistência principalmente para o registro histórico, se o mundo se omitir, parecerá para as próximas gerações que o que acontece por lá é banal.</p><h4><strong>Brasil e Catar: semelhanças e diferenças</strong></h4><p>“Mas, isso não é tão diferente do Brasil”, disse Aline Medina várias vezes ao comparar situações que vivencia no Catar. A arquiteta se referia a condição de pobreza, as más condições de trabalho e a desigualdade social. Um olhar um pouco mais distante, é capaz identificar grandes diferenças entre as duas nações: uma democrática, outra absolutista; uma laica, outra sob a tutela da Charia; uma com o sistema de justiça com direito ao contraditório, outra que sentencia por flagelo…</p><p>O especialista em direitos humanos, cita Karl Marx ao fazer essa comparação, “Não é à toa que o filósofo socialista dizia para os trabalhadores do mundo se unir”, expõe Balestro ao contextualizar sobre as semelhanças entre os trabalhadores menos instruídos nas mais diversas partes do globo. Entretanto, a diferença fundamental é que no Brasil ainda é possível conquistar uma posição melhor, no Catar essa janela é mais estreita, “Aqui temos a livre manifestação e a reivindicação. A democracia em comparação com a monarquia absolutista é muito mais permeável a mudança”.</p><p>Kampff não enxerga grandes diferenças na atuação das políticas de direitos humanos entre Brasil e Catar. Para o jornalista, apesar da legislação brasileira abranger a garantia dos direitos fundamentais nos primeiros artigos da Constituição Federal, na prática há muitas semelhanças com o país árabe de aparato jurídico arcaico. “A distância não é tão grande porque o Brasil ainda não entendeu a responsabilidade que a atividade econômica tem com as questões sociais, de proteção à dignidade humana e de proteção aos direitos humanos”, explica Andrei.</p><p>As concessões que o Catar fez para que a Fifa realizasse a Copa no país sem gerar mais polêmicas, não representam ainda uma mudança estrutural de governo ou de justiça. Imigrantes vão continuar indo em direção a nação rica atrás de um sustento e continuarão sem água por longas horas. No entanto, a esperança que os especialistas ouvidos por esta reportagem trazem é que todo o movimento de protesto, cada processo novo, cada voz ouvida gera um pequeno fragmento na muralha de um governo autoritário; que utiliza a religião como desculpa para a falta de processo judicial. Como todo processo histórico que um dia pareceu invencível, mas, pereceu. Para o Catar, ainda há esperança também.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=d904c881609a" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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