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        <title><![CDATA[Stories by Laísa Gabriela. on Medium]]></title>
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            <title>Stories by Laísa Gabriela. on Medium</title>
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            <title><![CDATA[AfroPython — Um mundo de possibilidades]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Laísa Gabriela.]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 24 Jul 2023 16:19:54 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2023-07-24T16:19:54.448Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h3>AfroPython — Um mundo de possibilidades.</h3><p>Pense num evento/projeto que te apresenta muitas possibilidades ? É o <a href="https://www.linkedin.com/company/afropythonbr/">AfroPython</a>, que conheci em 2022 e graças a isso, tive a oportunidade de fazer conexão com pessoas incríveis da área de tecnologia da comunicação. Como, <a href="https://www.linkedin.com/in/ACoAAA6bdAwBSXsPoi4Y5654NqqBdHwTaI0L0PY">Lorena Pereira</a>, <a href="https://www.linkedin.com/in/ACoAABkUIaEB7rWRVrzK7yKgCPcl-40dbCtxolM">Amanda Silva Vieira</a>, <a href="https://www.linkedin.com/in/ACoAAAg0s6cBR4MsLTWzQ8Pbbfc_En3QpwoF3FU">Fernando Teles</a>.</p><p>No sábado, sai de casa empolgada, principalmente porque pude levar minha filha, que foi bem acolhida no espaço Kids da Amora Brinquedos e até hoje está comentando sobre o evento e as brincadeiras que teve. A Confetencia da AfroPython é sobre nós, é sobre tornar possível que adentremos este espaço, e falo isso como mulher preta, mãe solo. Já deixei de fazer muitas coisas por não ter como levar Ayana e vê-la feliz, participando de algo junto comigo, me deixou sem palavras.</p><p>Estar envolvida com gente preta que me acolhe, que soma e acredita nos meus projetos e eu posso somar com elas, tem me feito muito bem! Ter pessoas como <a href="https://www.linkedin.com/in/ACoAAAaqCW8BIO9t3852XH8sD-gOv9WwbdZ5lWM">Priscila Cardoso</a>, <a href="https://www.linkedin.com/in/ACoAADuS6IQBA8GqSI19MyhEc7XWkk3yEBarVcU">Yan Gabriel Martins</a>, <a href="https://www.linkedin.com/in/ACoAAEJaKhwBlCM04-NNYDKZYCXfkIIA1W5PE4A">Jonathan Ribeiro</a>, que olham nos meus olhos e me lembram: você é capaz, você pode, você consegue. Esse tipo de incentivo é muito importante e faz com que eu, sendo uma pessoa preta, lembre do quanto somos importantes, capazes e que a vida é um desafio, mas juntos, podemos ir além.</p><p>Estou até agora impactada pela energia da Conferência, só consegui escrever sobre hoje. Fiquei muito feliz pela minha participação, por ter ido junto com amigos, conhecido outras pessoas e ainda ganhei uma bolsa da <a href="https://www.linkedin.com/company/blackpapers/">blackpapers.tech</a>, para estudar Engenharia de Dados AWS. Foi um FDS que aconteceu tanta coisa boa, só tenho a agradecer a minha ancestralidade, a Exu, por me proporcionar vivenciar novas experiências, por me permitir.</p><p>Hoje entendo e pratico a leveza das coisas vividas, e que, com organização, tudo flui. Em 2023 tive muitas realizações por acreditar em mim mesma, por me permitir viver e dar pequenos passos que fizeram toda a diferença na minha trajetória, como profissional e como pessoal, que se humaniza. Obrigada a todes que chegaram até aqui de mãos dadas comigo, minhas vitórias são coletivas. 🤝🏾✊🏾</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=19b8117a75d0" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Lista com +30 contatos para divulgar seu próximo lançamento musical]]></title>
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            <category><![CDATA[hip-hop]]></category>
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            <dc:creator><![CDATA[Laísa Gabriela.]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 24 Nov 2022 02:52:55 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2023-01-31T20:43:40.864Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://docs.google.com/spreadsheets/d/1ZYyA77fTlPeRaieoXlLAXfQ6HPgnzAX0tkwF7ja0DGQ/edit"><strong>Clique aqui</strong></a> e acesse um modelo de planilha para montar seu mailing.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/930/1*QfI3QKaG2aTUG0Ae32pcsg.png" /><figcaption>Reprodução: Internet</figcaption></figure><p>Vocês não imaginam o prazer que é estar de volta! rs Voltei, quero te ajudar a atualizar seu mailing e construir sua rede de contatos com a imprensa, seja ela através das mídias independentes ou de veículos tradicionais.</p><p>Atualizei a lista anterior e trouxe muitos nomes novos que estão movimentado a cena independente através de suas publicações.</p><p>A maioria dos veículos listados abaixo, são de mídias independentes. Lembre-se, são pessoas que NÃO recebem absolutamente nada pelo excelente trabalho que fazem. Então, é importante que você acompanhe esses portais e se o seu material for publicado, divulgue, marca o portal nas redes sociais. Dessa forma, você se ajuda e ajuda no crescimento do veículo também.</p><p>Cada site possui um tipo de editoria, então, envie seu material onde achar que se adequa. Deixe tudo bem organizado, exemplo: release, fotos, arte, ficha técnica, link da música e todas as informações necessárias. Artiste, agora não tem desculpa, os contatos estão aí de bandeja. Aproveite! 😜</p><p><strong>Antes, acesse essa dica de ouro:</strong></p><p><a href="https://medium.com/@gabehs/cinco-dicas-para-planejar-o-lan%C3%A7amento-de-seu-single-66c1a4f5d7e6">Cinco dicas para planejar o lançamento de um single</a></p><p><strong>1— </strong><a href="https://twitter.com/programa_zumbi"><strong>Zumbi — O Rap na Universitária FM</strong></a><br>Indicado pela jornalista Thaísa Aragão. Envie sua música para tocar lá. Vale, principalmente, se você mora na Região Nordeste. zumbi@radiouniversitariafm.com.br.</p><p><strong>2— </strong><a href="https://twitter.com/rapoutcontext"><strong>Rap Out Context</strong></a><strong><br></strong>Eles movimentam muito o Twitter e Instagram, trazendo algumas opiniões, trocando ideia com o público, divulgando alguns links de artistas e fatos históricos. Envie DM no Twitter ou <a href="https://instagram.com/rapoutcontext?igshid=YmMyMTA2M2Y="><strong>Instagram</strong></a>.</p><p><strong>3— </strong><a href="https://twitter.com/RAPGOLMAG"><strong>Rap Gol Magazine</strong></a><strong><br></strong>Fala sobre rap, futebol lifestyle. É um <a href="https://rapgol.com.br/"><strong>site </strong></a>bem dinâmico, com conteúdo rico, entrevistas, parcerias. Vale a pena conferir. Para divulgações, entre em contato através do e-mail: contato@rapgol.com.br ou <a href="https://api.whatsapp.com/send/?phone=%2B5521968719999&amp;text&amp;type=phone_number&amp;app_absent=0"><strong>Whatsapp</strong></a>.</p><p><strong>4—</strong> <a href="https://twitter.com/brasamag"><strong>Brasa Mag</strong></a><strong><br></strong>A Brasa é uma revista digital sobre hip-hop, feita por mulheres pretas de todo o país. “<em>Através das produções e criações, a Brasa Mag consolida a perspectiva de mulheres pretas no mercado e desenvolve a narrativa do hip hop de forma ampla e real</em>”. Entre em contato <a href="https://brasamag.com.br/contato/"><strong>clicando aqui</strong></a>.</p><p><strong>5— </strong><a href="https://twitter.com/rapmalado"><strong>Rap Malado</strong></a><strong><br></strong>Foi criado<strong> </strong>em dezembro de 2020 com o intuito de fortalecer a cena. Falam sobre rap nacional e internacional e possuem grandes números e são bem organizados, vale a pena o contato. E-mail: rapmalado@gmail.com.</p><p><strong>6— </strong><a href="http://instagram.com/_Kalamidade"><strong>Kalamidade</strong></a><br>Conteúdo com foco em DJS, produtores, beatmakers, artistas visuais/audiovisuais no hip-hop. E-mail: <strong>contato.kalamidade@gmail.com</strong> <a href="https://www.instagram.com/_kalamidade"><strong>Instagram</strong></a>.</p><p><strong>7— </strong><a href="https://twitter.com/amoressonoros"><strong>Amores Sonoros</strong></a><strong><br></strong>Criada pelos baianos Ana GB e Gustavo Alves,<strong> “</strong>A Amores Sonoros é uma plataforma focada na cena preta musical independente. Tem como propósito: promover conexões e oportunidades para artistas pretes independentes, através da Economia Criativa”.<strong> </strong><a href="https://amoressonoros.com/contato/"><strong>Clique aqui</strong></a><strong> </strong>para entrar em contato.</p><p><strong>8— </strong><a href="https://medium.com/u/bc538b277809"><strong>RapNacional</strong></a><br>O site existe há mais de 20 anos, foi criado por Mandrake, mas há algum tempo é atualizado pela jornalista Elaine Mafra. <a href="https://www.rapnacional.com.br"><strong>Acesse</strong></a>. Contato: <strong>rapnacionalmusic@gmail.com</strong>.</p><p><strong>9— </strong><a href="https://www.youtube.com/channel/UCPuIr0zPwjWcTO4WSEK6hGg"><strong>Brasil Grime Show</strong></a><br>“É um projeto que consiste em convidar MCs de diversas vertentes e colocá-los para cantar seus sons ou fazer freestyle em beats de grime, entre outros derivados da cultura”. Para participar do <a href="https://www.instagram.com/brasilgrimeshow/">Brazil Grime Show,</a> tente a sorte, envie um e-mail para brasilgrimeshow@gmail.com.</p><p><strong>10 — </strong><a href="https://www.uranrodrigues.com/"><strong>Uran Rodrigues</strong></a><br>Fala sobre moda, música, cultura de modo geral. Site soteropolitano. Contato: <strong>uranrodrigues@gmail.com</strong> / <a href="http://uranrodrigues.com./">http://uranrodrigues.com.</a></p><p><strong>11—</strong><a href="https://twitter.com/per_raps"><strong> Per Raps</strong></a><br>“Música, cultura de rua e pensamento crítico”. E ainda tem o Per Raps Cast, <a href="https://open.spotify.com/show/6EHTGCnp5kfemFyw0Dih5E?si=RUgsn5N-Riyr_Xm_ldbWhw&amp;nd=1"><strong>PodCast</strong></a> semanal. <strong>contato@perraps.com</strong> / <a href="http://perraps.com./">http://perraps.com</a>.</p><p><strong>12— </strong><a href="https://twitter.com/oldarthbastarde"><strong>Ol’ Darth Bástarde (ODB)</strong></a><br>“Ol’ Darth Bástarde é uma mídia do rap que tem como foco o humor e criação de conteúdo”. <a href="mailto:odbbolamais@gmail.com"><strong>odbbolamais@gmail.com</strong></a><strong> </strong>/ Canal no <a href="https://www.youtube.com/c/OlDarthB%C3%A1starde">YouTube</a>.</p><p><strong>13— </strong><a href="https://rap24horas.com.br/"><strong>RAP24h</strong></a><br>Já foi uma das principais fontes de informação sobre rap internacional e nacional, o site fala sobre tudo dentro do mundo do hip-hop. Contato: <strong>Rap24Horas@gmail.com</strong> ou <strong>contatorap24horas@gmail.com</strong>.</p><p><strong>14—</strong> <a href="https://twitter.com/rapfalando"><strong>Rap Falando</strong></a><br>Com muita gaiatice, mas sabe ser sério quando necessário. Se posicionam, não tem medo de desagradar os do contra, o Rap Falando está ativo há alguns anos através do canal no <a href="https://t.co/Jbtz0034HG"><strong>YouTube</strong></a>, <a href="https://open.spotify.com/show/4RXdRt4qXtnWQTqZV0YA0o"><strong>PodCast </strong></a>e Twitter.</p><p><strong>15—</strong><a href="https://twitter.com/portalrapdab"><strong> Rap Dab</strong></a><strong><br></strong>O <a href="http://rapdab.com.br"><strong>portal</strong></a>, idealizado por Mateus Araújo, surgiu em 2017 para agregar na cena, divulga lançamentos do rap brasileiro, fala sobre produção, MCs, grafite, breakdance, aborda todos os pilares do Hip Hop. Disponibilizaram dois contatos: (12) 99788–4783 (Whatsapp) e e-mail: <strong>contato@rapdab.com.br</strong>.</p><p><strong>16— </strong><a href="https://twitter.com/RAPresentando"><strong>RAPresentando</strong></a><br>Música, lifestyle, entrevistas, podcast, resenhas, muita coisa sobre rap, mas não ficam presos só nisso. E são bem solicitos quando contatados. Acesse: <a href="https://t.co/taN33X2Ifc?amp=1">https://rapresentando.com</a>. E-mail: <strong>contato@rapresentando.com</strong>.</p><p><strong>17—</strong> <a href="https://twitter.com/SubmundodoSom"><strong>@SubmundodoSom</strong></a><strong><br></strong>Falam sobre rock, reggae, ska, hardcore, raggamuffin, cultura hip hop, samba, MPB, punk rock e qualquer outro estilo que orbite em torno desses. Contato: <strong>submundodosom@gmail.com</strong>.</p><p><strong>18— </strong><a href="https://twitter.com/bocadaforte"><strong>@bocadaforte</strong></a><strong><br></strong>Um dos pioneiros, há mais de 20 anos fazendo um excelente corre pela cultura! Eles possuem uma revista com abordagens variadas sobre o hip-hop. <a href="https://t.co/jjHHLptbAC?amp=1">https://bocadaforte.com.br/revistabf</a>. E-mail geral: <strong>contato@bocadaforte.com.br</strong>. Divulgação: <strong>imprensa@bocadaforte.com</strong>.</p><p><strong>19— </strong><a href="https://twitter.com/hiphopfortal"><strong>Hip-Hop Fortal</strong></a> Movimentam a cultura local, com foco em artistas do Nordeste, principalmente de Fortaleza.<strong> </strong><a href="mailto:hiphopfortal@gmail.com"><strong>hiphopfortal@gmail.com</strong></a><strong> </strong><a href="https://www.instagram.com/hiphopfortal/?igshid=crxm4q34p8ym"><strong>Instagram</strong></a>.</p><p><strong>20— </strong><a href="https://twitter.com/oganpazan"><strong>@oganpazan</strong></a><strong> </strong><br>Envie seu material, entre em contato por aqui <a href="https://t.co/GPuj8OXAK2?amp=1">https://oganpazan.com.br/contato</a> e APOIE financeiramente: <a href="https://t.co/rhOR2Lg8VF?amp=1">oganpazan.com.br/apoie</a>. Afinal, para o site se manter no ar, os editores precisam pagar o servidor. Valorizem os sites que fazem a comunicação no rap acontecer. E-mail: <strong>redação@oganpazan.com.br</strong>.</p><p><strong>21— </strong><a href="https://twitter.com/ZonaSuburbana"><strong>@ZonaSuburbana</strong></a><strong><br></strong>Há muito tempo na cena, com textos para pesquisa, entrevistas, resenhas e se enviar o tudo corretamente, tem chance de publicação. E-mail: contato@zonasuburbana.com.br. Link: <a href="https://t.co/fe8jocNt3C?amp=1">http://zonasuburbana.com.br</a>.</p><p><strong>22— </strong><a href="https://twitter.com/SiteRND"><strong>@SiteRND</strong></a><br>Fui colaboradora, entre 2015 e 2018. Inclusive, segue o link para meus textos, análises, opiniões: <a href="https://portalrnd.com.br/?s=laisa+gabriela">https://portalrnd.com.br/author/gab</a>s. O RND passou por algumas mudanças e, atualmente, não é tão ativo como no passado, mas segue produzindo conteúdo. E-mail: <strong>contato@portalrnd.com.br</strong>.</p><p><strong>23 — </strong><a href="https://twitter.com/RapMais"><strong>@RapMais</strong></a><strong><br></strong>Tente encaixar uma pauta, quem sabe, você consegue. É um dos sites de rap mais requisitados no momento. Tem um pouco de tudo, inclusive, polêmicas e é atualizado diariamente. E-mail: contato@rapmais.com.</p><p><strong>24 — </strong><a href="https://twitter.com/CanalRapRJ"><strong>@CanalRapRJ</strong></a><br>Eles compartilham material de artistas de todo o Brasil. Lá tem espaço para divulgação personalizada e grátis. E-mail: <strong>gratis@canalraprj.com.br</strong>.</p><p><strong>25 — </strong><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/"><strong>Tenho Mais Discos que Amigos</strong></a><strong><br></strong>Considero um site bem completo, que fala sobre os mais variados estilos, traz reviews, coberturas de eventos, entre outros, acompanho há alguns anos. Foi criado por Tony Alex e conta com um time de colaboradores acessíveis. É um site para prestar atenção, então, faça sua parte e envie tudo de forma organizada. E-mail: <a href="mailto:tony@tenhomaisdiscosqueamigos.com"><strong>tony@tenhomaisdiscosqueamigos.com</strong></a> e <a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/contato/"><strong>clique aqui</strong></a>.</p><p>26- <a href="https://instagram.com/blackpipebr?igshid=YmMyMTA2M2Y="><strong>@blackpipeBR</strong></a></p><p>O BP é gigante! Não é apenas um site, mas uma produtora. Carlos e equipe fazem um trampo muito bom, acompanhem. Para quem é adepto do universo geek, recomendo. E nem diga que isso e rap não se misturam, @niLLSfg_ está aí provando que sim. E-mail: contato@blackpipe.com.br.</p><p>27– <a href="https://instagram.com/noticiarioperiferico?igshid=YmMyMTA2M2Y="><strong>@no_periferico</strong></a></p><p>Desde 2007 em atividade, o NP não é um site qualquer. Não tem medo de se posicionar politicamente e estão sempre atuando em prol do povo preto. Além de enviar material, apoie, divulgue, compartilhe as matérias. Contato: Hebreu@Noticiario-Periferico.com</p><p>28- <a href="https://instagram.com/vishmidia?igshid=YmMyMTA2M2Y="><strong>@vishmidia</strong></a></p><p>Tão massa que eles deixaram tudo bem mastigadinho para quem quiser divulgar de alguma forma, ó: <a href="https://www.vishmidia.com.br/p/contato-vh-midia.html?m=1">https://vishmidia.com.br/p/contato-vh-midia.html</a>. E-mail: <strong>contato@vishmidia.com.br</strong>. A vi$h tem um editorial bem diferenciado da maioria dos sites de rap BR, vale a pena ficar ligado</p><p>29–<strong> </strong><a href="https://instagram.com/namiradogroove?igshid=YmMyMTA2M2Y="><strong>@namiradogroove</strong></a></p><p>O site existe desde 2010 e fala sobre diversos gêneros musicais. Fazem lançamentos, análises, listas, entrevistas, resenhas. E-mail: <strong>contato@namiradogroove.com.br</strong> ou https://namiradogroove.com.br/blog/contato.</p><p>30- <a href="https://instagram.com/flagrarap?igshid=YmMyMTA2M2Y="><strong>@flagrarap</strong></a></p><p>Antiga Genius Brasil, a Flagra Rap chega com uma nova identidade, mantendo o trabalho genial que já era realizado anteriormente. Com análises, citações e muitas referências, mal chegou e já causou um grande impacto na cena. Acompanhe o <a href="https://instagram.com/flagrarap?igshid=YmMyMTA2M2Y="><strong>Instagram</strong></a> e <a href="https://twitter.com/flagrarap?s=21&amp;t=HvX5FUoRbrhnPhzZMPzIvQ"><strong>Twitter</strong></a>, o site será lançado em breve. E-mail: <strong>contato@flagrarap.com</strong>.</p><p>31- <a href="https://twitter.com/diaspocast?s=21&amp;t=0UTP9odyYhgY2Pu_4Kx72w"><strong>@diaspocast</strong></a></p><p>Com lançamentos e entrevistas, é um canal de informação que traz muito entretenimento e fala sobre cultura urbana, rap e muitas novidades! Acompanhe o <a href="https://instagram.com/diaspocast?igshid=YmMyMTA2M2Y="><strong>Instagram</strong></a> e<strong> </strong><a href="https://twitter.com/diaspocast?s=21&amp;t=0UTP9odyYhgY2Pu_4Kx72w"><strong>Twitter</strong></a>. E-mail: <strong>contatodiaspocast@gmail.com</strong>.</p><p>32- <a href="https://instagram.com/sitenegre?igshid=YmMyMTA2M2Y="><strong>Site Negre</strong></a></p><p>Lançado em 18 de julho de 2020, mesma data em que se comemora o aniversário do ativista e ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, é o primeiro portal de mídia negra e nordestina do país. E-mail: <strong>sitenegre@gmail.com</strong>.</p><p>33- Rap TV</p><p>É um canal que conta com entrevistas, shows, reviews, conteúdo exclusivo e voltado para o público do hip-hop. <strong>raptvbrasil@gmail.com</strong> / Canal do <a href="https://youtube.com/@RAPTVBR"><strong>YouTube</strong></a>.</p><p>34 — Monkey Buzz</p><p>João Victor Medeiros está com uma coluna quinzenal lá. A revista possui foco em reportagens e entrevistas, no entanto, abriu espaço para falar sobre lançamentos de singles. Contato: <a href="mailto:jvmedeiros.art@gmail.com">jvmedeiros.art@gmail.com</a>.</p><p>Provavelmente, essa lista de contatos vai aumentar no decorrer do tempo e das indicações que chegarem. No mais, se você é artiste, produtor ou apenas curioso do meio artístico e está perdido, entre em contato comigo, vou te direcionar. Minha agenda de consultorias está aberta até dia 20 de dezembro. <a href="https://docs.google.com/forms/d/1kOoDhC1pi972rQOXv1HM02mWF0Y1ODdJoJEEN2sAmpk/edit"><strong>Clique aqui para marcar.</strong></a><strong> </strong><a href="http://instagram.com/gabehs"><strong>@gabehs</strong></a>. Abraços!</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=7382d9a67873" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[“Não pise na grama que a terra é santa”; Marcola Bituca fala sobre sua trajetória e os próximos…]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Laísa Gabriela.]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 06 Sep 2020 15:00:36 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2020-09-06T15:00:36.568Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h3>“Não pise na grama que a terra é santa”; Marcola Bituca fala sobre sua trajetória e os próximos passos após lançamento de OUFS</h3><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/669/1*nFRCzyQxuMgT5BIfW-8X4w.png" /><figcaption><em>“Eu não tenho mais objetivos, porque não vejo a música como negócio, quero ganhar dinheiro e fazer shows, sim, mas fiz um compromisso com a Deusa, que é a música, e ela me desenvolver o que eu mereço na ida e na volta</em> ”.</figcaption></figure><p>“ <strong>Os Últimos Filhos de Sião</strong> ”, considerado pela mídia um dos melhores discos de rap do ano é, sem dúvidas, um divisor de águas na carreira de <strong>Marcola Bituca</strong> . O projeto fez o artista voar e ele não foi sozinho. Lançado em junho, ainda é destaque na cena do rap nacional. Com participações renomadas, como <strong>Caboclo de Cobre</strong> , <strong>Cristal</strong> , <strong>MCDO</strong> (Afrocidade) e <strong>Rincón Sapiência</strong> , OUFS traz como ideia principal a comunhão entre as pessoas.</p><p>Com esse propósito, Marcola foi à <strong>São Paulo</strong> e lançar o álbum no <strong>Estúdio Showlivre</strong> , acompanhado de sua banda, composto por <strong>Diego Monteiro</strong> (baixo), <strong>Heverton Didoné</strong> (percussão), <strong>Marcelo Santana</strong> (programação, synth e voz), <strong>Mirow Cavalcante</strong> (teclado e voz) e <strong>Yan Santana</strong> (programação, sintetizador, guitarra e voz).</p><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FhtolrHuXy2I%3Fstart%3D26%26feature%3Doembed%26start%3D26&amp;display_name=YouTube&amp;url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DhtolrHuXy2I&amp;image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FhtolrHuXy2I%2Fhqdefault.jpg&amp;key=a19fcc184b9711e1b4764040d3dc5c07&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=youtube" width="854" height="480" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/0e338936786917e6eca61ae0204a4b0d/href">https://medium.com/media/0e338936786917e6eca61ae0204a4b0d/href</a></iframe><p>“ <em>Tocar com banda é um privilégio, um tempo incrível, pessoas incríveis, todos dando seu máximo! Sempre essas experiências com bandas, mas agora foi diferente, porque a banda acompanhou o show de Marcola Bituca e estão todos entendendo que é um trabalho religioso, vibrando, curtindo o processo. Isso acaba sendo mais importante que o próprio show, porque se o processo não é fluído e não traz ensinamentos, o objetivo é descartável</em> ”.</p><p>Ele considera sua participação no Showlivre como algo artisticamente importante, um grande passo na carreira e acredita que traz muita responsabilidade.</p><p>“ <em>Vejo como uma ferramenta também, ter o privilégio de levar esse verbo para o Brasil inteiro e com essa mensagem, eu só posso me sentir agraciado por isso. Espero poder conectar ainda mais pessoas, lançar mais músicas, aproveitar os processos desse trabalho, adquirir mais vivências para estar mais apto a falar para quem precisa e, principalmente, me dizer as coisas que preciso ”.</em></p><p><strong>TRAJETÓRIA</strong></p><p>“<em>Acordar para vender café, sem tomar café. Irônico? Romântico? Eu não sei. Mas assim que é</em>”. Esse é o verso inicial da faixa “<strong>Sinos de São José</strong>”, e me prendeu completamente, pensei na realidade de algumas pessoas que conheço e atiçou a minha curiosidade para conhecer e entender os caminhos que Marcola traçou para chegar onde está hoje.</p><p>Ex-membro dos grupos <strong>Turma do Bairro</strong> e<strong> Ministério yAt</strong>, segue no projeto atual desde 2018. Abaixo, você adentra um pouco mais na história de João Marcos ou Marcola Bituca, homem preto, pai, ambulante e MC.</p><p><strong>1 — Fale um pouco da sua trajetória na cena do Rap baiano, desde seus projetos solos, aos trampos com Turma do Bairro, Ministério yAt, entre outros.</strong></p><p>Comecei a rimar aos 15 anos, em um projeto na escola, mas só gravei meu primeiro álbum em 2015. Iniciei minha carreira solo sem nada definido em 2014 e foi nesse período que participei de uma tour com a <strong>Banda Sambatrônica</strong> e gravei a principal faixa do disco deles, à convite do <strong>João Jonga de Lima</strong>. Era um projeto grande, com músicos renomados, como <strong>DJ Mauro Telefunksoul</strong> e isso me deu uma noção de palco e show muito grande.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/659/1*17CdqbzoPTm9zy2r7vQSeg.png" /><figcaption>Turma do Bairro 📷 Marcos Musse</figcaption></figure><p>Lancei meu primeiro álbum de estúdio em 2015, com o grupo Turma do Bairro e em 2016 iniciei, de fato, minha carreira solo. O projeto Marcola só começou em 2018 e tem apenas dois anos acontecendo, ano passado lancei um álbum e três EPs, sendo um deles com a Turma do Bairro, em uma formação com <strong>Vagabundo Prodígio </strong>e <strong>Mari Buente</strong> e um EP do Ministério yAt, que foi quando passei a vislumbrar um trabalho mais religioso.</p><p><strong>2 — Sendo homem preto, pai, artista, como tem sido lidar com a pandemia e lançar um disco no meio dela? O que você tem feito para se manter de pé?</strong></p><p>É estranho dizer isso, mas esse é um dos momentos mais importantes da minha carreira e o mais importante da minha vida! Acho que quando vislumbrei aquilo que os homens temem, que é o desconhecido, abracei e perdi o medo. Eu me vejo completamente despido em frente às situações e consigo tirar aprendizados dela.</p><p>Lancei um disco que pede comunhão em verdade e em espírito as pessoas, justamente no momento que elas estão trancadas em suas casas, não foi proposital, mas a mensagem teve mais força porque em um momento como esse a gente lembra que no fim só temos uns aos outros e todo resto irá passar. Eu vivo dias iguais, e busco minha melhora. Expressar minha essência, uma vida de renúncia e de obra, me sinto agraciado por essa mensagem, atingir pessoas de todos os cantos. Eu sou Pai, eu sou filho, eu sou nós porque somos todos.</p><p><strong>3 — Em uma live com o editor do Oganpazan, Danilo Cruz, você falou sobre seus corres, inclusive, sobre o trabalho de ambulante. De que forma isso impacta na sua construção como pessoa</strong>?</p><p>Acho que sempre fui ambulante e nunca deixarei de ser, porque fazer música também é a arte de vender algo a alguém, isso está presente em tudo que aprendi no dia a dia: comunicação, improviso, adversidades e traz também a invisibilidade, o sub ser diante os olhos sociais. Acho que minha mensagem religiosa ganha mais força por isso, não sou um rapaz falando somente dos meus problemas, estou falando que estou passando por eles e seguindo em frente com sabedoria.</p><p><strong>OS ÚLTIMOS FILHOS DE SIÃO</strong></p><p><strong>4 — O que te trouxe inspiração para criar esse disco?</strong></p><p>Os últimos filhos de Sião é um trabalho que tem no seu Orí um cunho multi religioso, onde eu quis apresentar um pouco da filosofia da <strong>Fé Bahá’í </strong>através das músicas, contar minhas experiências e falar sobre esse novo mundo que se apresenta, não é um trabalho direcionado a bandeiras, grupos, cartazes, arquétipos, somente a pessoas, entregar o santo verbo as pessoas e o real sentido de amor, enquanto entendimento. É um disco de comunhão, lembrar que temos mais em comum do que o contrário. Todos somos filhos, é isso que eu acredito e isso que busco.</p><p><strong>5 — Seu disco traz algumas participações, como chegou até elas, como surgiu o convite?</strong></p><p>As participações foram todas bem naturais, o Rincón conhecia meu trabalho por causa da faixa “<strong>Semop</strong>”, e a gente já tinha combinado de gravar, mas nunca dava certo, devido a rotina dele e outras 1000 coisas, o próprio processo do disco atesta muito o sobrenatural que eu me refiro.</p><p>Tentei gravar com Rincón e não dava certo, isso me gerou até certa frustração, quando me vi nas práticas da Fé Bahá’í<strong> </strong>e entendendo que tudo era ferramenta e nada era objetivo, as coisas aconteceram independente da minha vontade.</p><p>Um dia o ele me ligou dizendo que iria gravar um clipe com <strong>Attoxxa</strong>, uma semana antes do carnaval deste ano e disse que teria um tempo pra gravar. Ele chegou em Salvador, fui buscar ele no hotel onde estava hospedado, a gente foi pro estúdio e fluiu natural e sem esforço. Fiquei pensativo sobre isso, como alguns milagres aconteceram.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/715/1*X43lH5mhLblal9whV9ztJA.png" /></figure><p>O Macedo Afrocidade é meu amigo há mais de 10 anos, e aconteceu no melhor momento da minha vida, é um parceiro, um cara que eu admiro bastante, foi bem natural também.</p><p>Caboclo de Cobre conheci recentemente e nos tornamos amigos. Participei do batizado indígena dele, que foi celebrado pelo nosso amigo, <strong>Cacique Idyarury</strong>. É um ser multirreligioso, me proporciona aprendizados incríveis, aprendizados ancestrais, a minha busca por essa alma eterna. Esse disco, em todos os pontos, foi colaborativo, fazendo valer ainda mais a mensagem.</p><p>E por fim, a Cristal, minha amiga, uma menina que gosto de coração. Sou amigo do produtor dela também, há mais de 10 anos, o <strong>MDN </strong>já produziu meus discos, faixas e singles, viajamos juntos e ele me mostrou uma música dela, antes mesmo de sair nas plataformas, eu já tinha feito conexão com a Cris e a gente passou a ter uma relação de irmãos. Ela disse que não se sentia bem para gravar o disco, e eu mandei uma mensagem de força para . De certa forma, ela se motivou a gravar e foi incrível. Sou muito grato pelas pessoas que fizeram parte desse álbum, um sentido de rede verdadeiro de pessoas, só com o coração no projeto.</p><p><strong>SOMOS TODOS FILHOS</strong></p><p><strong>6 — Nas letras, é perceptível que você tem um grande respeito pela sua ancestralidade, pelas forças superiores, digamos assim. Como isso é aplicado na sua vida, no que você acredita?</strong></p><p>Tudo o que faço depois da minha morte material, no dia 10 de novembro de 2019, é traduzir essa mensagem no dia a dia. Encarnar esse verbo poderoso, através da caridade, dos bons pensamentos, da doação a mim e de quem cerca, de auto perdão, de renúncia, o verbo se fez vida em mim porque deixei de falar o que queria e agradecer pelo que eu tenho, se tornou nós e todo dia essa rede aumenta, educar no exemplo.</p><p>Eu sempre falo que é preciso manifestar a fé no olho do furacão, de que é possível tirar lições positivas na adversidade o tempo todo, esse é meu principal recado, é que a música é meramente uma ferramenta, precisamos dar exemplo nas nossas pequenas ações, quando não tem ninguém vendo. Não adianta nada me colocar como alguém espiritualizado, ser otário com um morador de rua ou tratar mal minha filha, não compreender minha mãe, de nada vale a mensagem sem as ações.</p><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2Fvideoseries%3Flist%3DPLpgxIOGeoDB8AUcBkOGY93sueCB5qSwEV&amp;display_name=YouTube&amp;url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DYXN4E289g9M&amp;image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FYXN4E289g9M%2Fhqdefault.jpg&amp;key=a19fcc184b9711e1b4764040d3dc5c07&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=youtube" width="854" height="480" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/d6c4f1ffb088dd427d9d9560822c942f/href">https://medium.com/media/d6c4f1ffb088dd427d9d9560822c942f/href</a></iframe><p><strong>PLANOS PARA O FUTURO</strong></p><p>Colhendo os frutos de muito trabalho, Marcola ainda tem muitas novidades para o segundo semestre de 2020. Contou, com exclusividade, que pretende lançar sua loja com a arte que acompanha o processo de seu primeiro livro, <strong>Bluemagic. </strong>Segundo ele, é basicamente o roteiro para um mangá.</p><p>“<em>Baseado nisso, farei um remix da faixa Oceano (nome homônimo à loja). Será minha principal fonte de renda neste momento, paralelo a música. Vamos vender camisas e moletons, livro digital e quadros feitos de forma ecológica, tudo pelo insta da Cafua do Morcego. As peças serão baseadas em traços de desenhos, figuras religiosas, animações e moda de rua</em>”.</p><p>O lançamento desse projeto será no dia 21 de setembro. O livro traz a história de <strong>Hoxi</strong>, um garoto, e “sua relação humana com o divino espírito, através do contato com a natureza e suas variáveis”. <em>“É uma história de guerra contínua para evolução humana. Por enquanto manterei a versão digital, até ter certeza que dá para fazer a versão física em uma qualidade bacana. Serão 10 capítulos e 50 páginas, contando o início da vida e as lutas de Hoxi</em>”, explica.</p><p><strong>MENSAGEM AOS FÃS</strong></p><p>“<em>Agradeço a todos que estão acompanhando esse trabalho, o Marcola não é nada sem vocês e eu sou só um dos muitos filhos de Sião, Deus fala aos pares, então, a mensagem só tem sentido porque alcança quem deve alcançar, muito obrigado e glórias ao altíssimo, muita luz na vida de vocês, aprendam com o processo, que é mais importante do que o fim</em>”, finaliza.</p><p><strong>ACOMPANHE MARCOLA NAS REDES SOCIAIS</strong></p><p><a href="https://open.spotify.com/album/6u4dwjEtBFrItuJYvwF7QW">https://open.spotify.com/album/6u4dwjEtBFrItuJYvwF7QW</a><br><a href="https://www.instagram.com/marcolabituca">https://www.instagram.com/marcolabituca<br></a><a href="https://twitter.com/marcolabituca">https://twitter.com/marcolabituca</a></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=2d5a1c884015" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Cinco dicas para planejar o lançamento de um single]]></title>
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            <category><![CDATA[rap]]></category>
            <category><![CDATA[marketing]]></category>
            <category><![CDATA[planejamento-estratégico]]></category>
            <category><![CDATA[rap-br]]></category>
            <category><![CDATA[rap-nacional]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Laísa Gabriela.]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 01 Jul 2020 21:28:56 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2022-11-24T17:55:48.635Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/300/1*MMWLFHqyi6fDSDlip61PSg@2x.jpeg" /></figure><p>Neste segundo material, vamos falar sobre planejamento estratégico e explicar a sua importância. Deixo escurecido que é um conteúdo voltado para artistas independentes, especificamente para rappers, com o intuito de fazê-los despertar o lado profissional e colocar em prática o que é ensinado aqui. Com essas dicas, acredito que você será capaz de iniciar o planejamento do seu próximo lançamento.</p><p>Fazer planejamento é pensar e traçar o que você quer alcançar. No planejamento estratégico, você define cada passo que vai dar antes, durante e depois do lançamento. Implementa as ações que trarão retorno e organiza essas ideias para atingir o seu objetivo.</p><p>Frequentemente, sou procurada por pessoas que já lançaram seus trabalhos há algum tempo, entre três semanas e dois meses, mas, ainda sim, com expectativa de ver divulgação desse material na mídia.</p><p>Semana passada tive duas procuras de artistas que lançaram há mais ou menos um mês. Instrui ambos, expliquei o motivo de não ser recomendado fazer distribuição de release muito tempo após lançamento e enfatizei a importância do planejamento, antes mesmo do processo de construção de qualquer material.</p><p>O planejamento é a coluna do que está prestes a nascer, ao meu ver. Você deve estar se questionando: “Como devo começar?”. Volte ao primeiro parágrafo deste texto, se questione, pense no que quer realizar e como fazer.</p><p><strong>1- Defina seu objetivo</strong><br>Vá direto ao ponto, defina o objetivo, o motivo e o que deseja a partir dele. Pense de que forma vai fazer isso. Vamos supor, você escreveu uma música sobre relacionamento amoroso. O que difere sua música dos milhares de lançamentos com essa temática? Qual o objetivo do lançamento? Crie um arquivo no Word, uma planilha no Excel para organizar esse material que você está construindo. Estipule prazos para tudo.</p><p><strong>2- São mais detalhes do que você imagina</strong><br>Já tem o single em mãos? De quem é o beat? Onde vai gravar? Quem vai produzir? Quando vai gravar? Tem participação? Quanto tempo vai durar todo o processo? (Expectativa). Quanto você tem para investir neste projeto? Ex: R$ 1000 para investimento. Desses 1000, R$ 300 para beat, gravação, R$ 300 para quem vai escrever o release e assim sucessivamente. E o registro da música? Como ficou a divisão dos royalties? Vai distribuir por onde? Qual sua ideia para a capa do single e quem vai fazer?</p><p><strong>3- Pense no seu público</strong><br>Como e qual é esse público? Qual a idade? De onde são? O que e como fazer para alcançá-los? Quem são as pessoas que mais se aproximam do seu trabalho, no caso, artistas e tipos de fan base, de onde vem seu apoio?</p><p><strong>4- Pense no impacto </strong><br>Qual será o impacto desse lançamento na sua carreira? Qual a estratégia de comunicação que será utilizada para alcançar o que você quer (lembre-se da assessoria de imprensa). Como colocar essa estratégia em prática? Onde este material será divulgado? Como irá organizar suas redes sociais para o lançamento? Qual o tipo de conteúdo pretende produzir para atingir o que você quer?<br> <br><strong>5- Não esqueça de focar no retorno</strong><br>O que espera? Defina a linha do tempo com suas perspectivas do início ao fim do processo, não esqueça de marcar o que ocorreu ou não. Faça com que o retorno seja benéfico, faça mais de um plano. Se o plano A der errado, você tem outra alternativa.</p><p>Reitero que este é um material básico. Os exemplos aqui dados são a ponta do iceberg e foram utilizados para nortear quem está começando. Organize o que vai fazer, defina data limite de tudo, principalmente, do dia do lançamento, com base no conteúdo que você projetou.</p><p>Abaixo, deixo como sugestão o texto de Beatriz Almeida, jornalista, assessora de imprensa e gestora de projetos culturais, sobre como rappers podem planejar a própria carreira, para que você consiga abrir ainda mais a mente sobre as questões abordadas.</p><p>• Beatriz Almeida <a href="http://instagram.com/eusoubeatrizalmeida">@eusoubeatrizalmeida</a></p><p><a href="http://www.rapzeroseteum.com/post/rapper-a-profiss%C3%A3o-do-futuro-aprenda-a-se-planejar-para-uma-carreira-no-hip-hop">“Aprenda a se planejar para uma carreira no hip-hop”.</a></p><p>Sou dev, jornalista, assessora de imprensa (aposentada haha), e presto consultoria para artistas independentes, auxiliando-os a organizar os próximos lançamentos. Desde o planejamento, até a distribuição e o pós lançamento, disponibilizo um material bem completo e elaborado, especialmente para quem faz essa consultoria. Minha agenda de consultorias está aberta até dia 20 de dezembro. <a href="https://docs.google.com/forms/d/1kOoDhC1pi972rQOXv1HM02mWF0Y1ODdJoJEEN2sAmpk/edit"><strong>Clique aqui para marcar. </strong></a><a href="http://instagram.com/gabehs"><strong>@gabehs</strong></a> . Abraços!</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=66c1a4f5d7e6" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
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            <title><![CDATA[Lido com perdas desde os meus quatro anos e sempre foi muito difícil entender.]]></title>
            <link>https://medium.com/@gabehs/lido-com-perdas-desde-os-meus-quatro-anos-e-sempre-foi-muito-dif%C3%ADcil-entender-305396e73a4b?source=rss-f56c3a5b8d78------2</link>
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            <category><![CDATA[perdas]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Laísa Gabriela.]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 15 Oct 2018 06:05:24 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2023-05-24T02:05:06.705Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Lido com perdas desde os meus quatro anos e sempre foi muito difícil entender. A primeira foi meu pai, faltando um mês para o meu aniversário de cinco anos, em 1995. De lá para cá, algumas pessoas queridas, tios, tias, avós paternos, em 2012 meu avô José, em 2017 voinha e este ano Piaget, meu cachorro e que esteve 12 anos e nove meses ao meu lado.</p><p>Du, como eu carinhosamente chamava desde pequena, era meu avô, meu pai, meu amigo, era tudo pra mim. Era a pessoa que eu me espelhava. Me ensinou a jogar palitinho, reclamava comigo do jeito dele, nunca foi grosseiro, mas também não passava a mão na minha cabeça. Cuidava de mim enquanto minha mãe trabalhava (juntamente com voinha), ia nas reuniões da escola, me levava para passear, me buscava na escola, sempre foi um companheiro e tanto. Como eu amava meu Dudé!</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/344/1*b9BrJ6sYUAnoJpJPQ6E4oQ@2x.jpeg" /><figcaption>Dú</figcaption></figure><p>Em 2007 Du descobriu um problema nas vistas, depois teve um AVC em decorrência de um desentendimento com um ex vizinho, tempo depois descobriu um câncer na próstata e tantos outros problemas. Cuidamos dele com todo carinho e amor. Eu dava banho, trocava fralda, brincava, gravava ele dançando. No período da doença, Piaget era seu companheiro fiel. Não saia nunca de perto, sempre deitado ao lado da cadeira de rodas ou da poltrona.</p><p>No dia que Du faleceu foi horrível. Por volta das 00h20, dia 26 de julho de 2012. Ele dormiu e não acordou mais. Voinha percebeu e nos chamou. Pela manhã o pessoal da funerária foi buscar o corpo e um acontecimento me deixou agoniada, Piaget estava preso e quando viu levarem o corpo, gritou. Não latiu, gritava, chorava muito. Foi um dia bem triste para todos nós. Consegui lidar melhor com o falecimento de Du porque, devido às condições que ele estava, nós já esperávamos, os médicos já haviam desenganado ele, infelizmente. Chorei muito, tinha muitas lembranças dele, dávamos muitas risadas, mas em determinado momento consegui aceitar que Du tinha ido. Sempre fui mais apegada a ele, mas com o passar do tempo, me apeguei também a voinha.</p><p>Inicio de outubro de 2017 e minha família é pega de surpresa. Voinha sempre se cuidou, minha mãe e minhas tias sempre levavam ela ao médico e, apesar de ser diabética, ela estava bem de saúde. Era difícil voinha ficar sozinha em casa, mas neste dia precisei sair para comprar os aviamentos das minhas roupas e ela ficou com meu tio Ranulfo, seu irmão. Ainda na rua, liguei para ela perguntando se estava tudo bem e se ela queria que eu levasse algo. Ela pediu pão e uma merendinha, como sempre.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/238/1*z6DW-M0YKIi9tz7MI8Rs_g@2x.jpeg" /><figcaption>Voinha</figcaption></figure><p>Estava quase chegando em casa, quando minha mãe ligou desesperada falando que voinha caiu no banheiro. Desci do ônibus e corri, corri tanto que cheguei no portão de casa suando e nervosa. Entrei e vi voinha caída no banheiro, Piaget deitado próximo a ela e minha mãe bem preocupada, falando com a SAMU e verificando ela. Voinha tinha fraturado o fêmur, chorava de dor.</p><p>Pouco tempo depois a SAMU chegou, preparou voinha na maca e ficamos aguardando a liberação para que ela fosse levada a algum hospital. Enfim, conseguimos! Ela foi levada ao Ernesto Simões e precisaria passar por uma cirurgia. Estávamos ansiosos e na expectativa de que tudo desse certo.</p><p>Depois de quase um mês internada, entre revezamento da família e de amigos para cuidar dela no hospital, voinha finalmente voltou para casa. Ela odiava a dependência. Sempre disse que se fosse para viver igual a Du, debilitada, preferia morrer. Ela batia muito nessa tecla. Cuidamos dela, mas para ela sempre foi muito difícil se ver naquela situação. Ficou depressiva, o que trazia a alegria dela à tona era Zion, meu sobrinho, primeiro e único bisneto dela.</p><p>Viajei dia 1º de novembro para o Rio de Janeiro, mas com o coração na mão. Pedi a ela por favor ficasse bem, que eu precisaria viajar, mas iria voltar logo. Pedi a bênção e peguei o uber em direção ao aeroporto. Alguns dias depois, era domingo e minha irmã me avisou que voinha precisou ser internada novamente e estava em coma. Fiquei arrasada, estava longe da minha família, o alívio era apenas porque no dia seguinte já estaria de volta à Salvador.</p><p>Cheguei, no dia seguinte fui direto visitá-la e tive dificuldade. O hospital cortou as visitas pela manhã, esperei até 16h e enfim consegui vê-la. Desabei quando a vi, toda entubada, bem longe de ser minha voinha, forte e brigona, que sempre me xingava de puta, sem vergonha, mas de forma carinhosa, acredite. Fiquei bem triste por vê-la daquele jeito. Disse para ela o quanto a amava e que estava com saudades, que ela precisava ser forte e sobreviver a tudo aquilo. O coração dela bateu mais forte, entendi que ela me ouviu e fiquei tão nervosa e chorando, que preferi sair de lá.</p><p>Na semana seguinte voltei para visitá-la, era quarta-feira, dia de minha mãe Oya, a última vez que vi voinha viva. Falei muitas coisas para ela, disse novamente o quanto a amava, falei de Zion, de Alefinho (meu primo) e dei tchau, pois era a vez de meu padrinho entrar. Todos nós conseguimos vê-la e dizer para ela o quanto ela era amada e tudo o que representava para a nossa família.</p><p>No dia 19 de novembro eu estava em casa com minha mãe. Sempre tive pavor de dormir no quarto de voinha porque foi lá que Du morreu. Mas nesse dia fiquei no quarto destrançando o cabelo e acabei dormindo lá. Sonhei que todo mundo da minha família materna morava junto, em uma casa enorme. Padrinho estava fazendo churrasco e voinha rindo muito, conversando alguma coisa a qual não lembro. Ela me chamava para mostrar os quartos e as coisas que comprou para Zion e Alefinho, depois íamos pra laje comer carne e ela ficava rindo. Acordei agoniada e chorando muito, estava com um aperto no peito. Em seguida, o telefone de casa toca, ouço minha mãe falando com alguém e ela me chama para contar que voinha faleceu. Chorei! Fiquei espantada, entendi o sonho com ela como uma despedida. Liguei para Felipe, meu melhor amigo, ele também desabou, era um dos meus únicos amigos que voinha amava.</p><p>No dia 20 de novembro, um dia bem representativo para nós, pretos, foi o dia da despedida. Fui de branco para me despedir dela. A família, os amigos, todos reunidos. Voinha sempre foi muito querida. Suas gaiatices, risadas, brigas, sempre lembro de tudo. Decidi sair de Salvador e vir morar no Rio de Janeiro, não só por causa do trabalho, mas por não aguentar viver na casa que morava com ela e minha mãe. Era doloroso demais acordar bem cedo e não sentir o cheiro do café dela (detalhe, não gosto muito de café, mas já estava acostumada a despertar com o cheiro), ou ela reclamando comigo por ter esquecido louça na pia, ou mandando eu levantar logo para não perder algum compromisso. Foi e ainda é difícil lembrar de voinha.</p><p>Já vivendo aqui no Rio, as crises de choro eram constantes. Quando mudei de casa, meu companheiro mudou comigo e eu ainda trouxe Piaget para ficar conosco. No dia que fiz nosso primeiro feijão, chorei e não foi pouco. Fiz da maneira que voinha ensinou, fiquei bem emocionada e isso acontecia sempre que eu cozinhava algo ensinado por ela, às vezes ainda acontece quando lembro dela. Voinha e Du cuidaram de mim e de Taisa por um bom tempo, minha mãe trabalhava em diversos hospitais para conseguir nos sustentar, fomos privilegiadas por ter nossos avós por perto.</p><p>Após o falecimento, tive muitos sonhos com ela, mas sinto e sei que agora ela está em paz. É difícil, mas acredito que finalmente estou conseguindo lidar com isso. Acredito que ter voltado para a terapia está me ajudando a encarar os fatos e espero que me ajude ainda mais agora, pois Piaget acabou de falecer.</p><p>Ganhei Piaget em 2006, ele tinha apenas um mês e era o poodle mais fofo que eu já tinha visto. Ele me escolheu. Minha mãe me deu Piaget e eu não imaginei que a minha vida mudaria depois daquilo, ele renovou as minhas esperanças, me deu alegria, me deu vontade de viver ainda mais, diante dos problemas que estava lidando na época. Foi um período difícil, mas Piaget me ajudou a superar tudo.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*IC4OwTGCjpGoNPZujM9PBg@2x.jpeg" /></figure><p>Meu cachorro era incrível. Após cuidar de mim, ele escolheu Du. Nunca saia do lado dele, até quando eu ia dar banho em Du, Piaget subia na tampa do vaso sanitário e ficava olhando. Só descia quando eu ia colocar Du no quarto, depois de vesti-lo. Após o falecimento de meu avô, Pipito (como também era carinhosamente chamado) teve depressão. Não comia direito, não saia de debaixo da mesa, não queria ir na rua. Logo ficou doente e adquiriu alguns problemas no olho direito. Não fazia nem dois anos que ele havia vencido a cinomose e teve mais um problema.</p><p>Em 2014 Piaget se sujeitou a cirurgia de remoção, gastei aproximadamente 6 mil reais, entre a cirurgia e remédios. Não me arrependo! Trabalhei em dois lugares, vendi trufas e brigadeiros, fiz rifa, fiz de tudo ! Mas ele fez a cirurgia e ficou bem. Era a alegria da nossa casa, fominha que só, grudou em voinha porque ela sempre se metia na cozinha e ele era apaixonado por comida, desde pequeno. Quando morávamos na outra casa, que era em cima da antiga casa de voinha, Piaget pulava o portão e fugia pra casa dela. Se escondia embaixo da mesa e quando eu tentava levar ele pra casa, me mordia. rs</p><p>Após o falecimento de voinha ele também ficou bem triste, ficava no portão esperando ela voltar, mas ela não voltou nunca. Era triste ver ele na porta do quarto dela, ou ao lado do sofá que ela costumava deitar. Decidi trazê-lo comigo para o Rio de Janeiro. Ele veio e aqui eu tentei dar os melhores momentos! Levei na praia, levei no parquinho para passear, levava para o trabalho, saímos com ele até para o mercado. Era engraçado. Quando não dava, deixava ele em casa com Victor.</p><p>Dia 22 de setembro deste ano precisei viajar para Salvador. De um tempo pra cá já estava percebendo Piaget bem devagarzinho, mas acreditei ser pela idade, um senhor, quase 13 anos. Na minha ausência, meu noivo cuidou dele. Piaget sempre dormia na porta, acredito que me esperando. Alguns dias antes de eu voltar, Victor mandou uma foto pra mim e Piaget estava deitado perto das coisas de Èsù, meu coração congelou quando vi a foto, achei que tinha acontecido algo com ele, tive um mal pressentimento porque ele parecia abatido.</p><p>Voltei para o Rio e na minha chegada já percebi ele triste. No dia seguinte eu e Victor levamos ele ao veterinário. Piaget precisou ficar internado porque estava com uma infecção na boca, segundo a médica, a infecção tinha em torno de dois dias e pediu alguns exames porque desconfiou de um tumor. Me desesperei na hora e tive uma crise de choro. Eu não sou uma pessoa tão pé no chão e de imediato já fiquei pensando no pior, meu coração doeu só de imaginar.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/375/1*oqq1SVppNHJULSAQtS-l_g@2x.jpeg" /></figure><p>Piaget estava com uma carinha assustada, coitado. Foi difícil deixá-lo lá na clínica, mas era preciso. Dei meus pulos, passei parte do valor no cartão e aguardamos o boletim da veterinária. No mesmo dia ela mandou o laudo da ultrassonografia e dos exames de sangue, através de um áudio no WhatsApp explicou tudo de maneira detalhada. Chorei muito, chorei porque já não tinha jeito, Piaget estava com um linfoma espalhado por todo o corpo e ela disse que a forma que ele agia não condizia com o que tinha dentro dele, que estava sendo muito forte, que ela nunca viu aquilo. “Não é possível um cachorro nesse estado estar desse jeito, com um tumor avançadíssimo e ele ainda come normal, brinca, bebe água, isso é extraordinário, esse cachorro é extraordinário”, ela disse.</p><p>Voltamos segunda-feira a clínica para buscá-lo. Ela explicou toda a situação novamente, passou diversos remédios e pediu para que nós continuássemos observando as reações dele, explicou tudo o que poderia acontecer e meio que me preparou para o que estava por vir. Saindo de lá, passamos em casa e depois levei ele para tosar e tomar banho. Quando terminaram, decidi que o levaria na praia. Ele sempre amou a praia e eu senti que precisava levar ele. Quando chegamos em casa eu conversei muito com ele. O olhar dele era a minha resposta pra tudo!</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*pu0LdJy-l_tKPqS0XqUkBQ@2x.jpeg" /></figure><p>Com o passar dos dias, apesar de sempre animado, ele foi piorando. Em seu último dia de vida, 11 de outubro, vomitou o dia todo. Fiquei desesperada. Fiz papinha, segui todas as recomendações da vet, entrei em contato com a clínica e me preparei para levar ele novamente para uma consulta. Antes de sairmos, brinquei com ele, conversei novamente e vi lágrimas em seu olho, isso acabou comigo. Chorei muito com ele, chorei por ter a certeza de que sairia com ele, mas não voltaria. Chorei porque sabia que ele estava sofrendo e não desejava que ele sofresse ainda mais. Ele estava resistindo por minha causa, ele estava tentando se manter forte por mim. Piaget sempre foi meu protetor, meu anjo da guarda, meu companheiro, meu alicerce. Nunca me abandonou, sempre ao meu lado.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/966/1*5I5X9hd88gRjgZBCdJUDqg@2x.jpeg" /></figure><p>Essa foi a nossa última foto juntos. A semana inteira toda a minha família se preparou, todos os dias alguma chamada de vídeo, Zion ligava, tia Leda, minha irmã, mãe, tia Ieda e padrinho, todos! Felipe preocupado, Gau preocupada, meu chefe, todo mundo que de alguma forma Piaget esteve junto perguntava. Foi uma corrente de boas energias muito grande! Isso me ajudou um pouco, ver o quanto as pessoas se importavam com ele. Afinal, desde a cirurgia, em 2014, criei uma página no Facebook e um Instagram (@opiaget) para ele. As pessoas acompanhavam tudo por lá. Sempre noticiei.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/375/1*2HISxpiQZl8U0p59vwTXmA@2x.jpeg" /></figure><p>Chegando na clínica e após olhar os resultados, o veterinário de plantão, que já estava ciente da situação dele, foi direto: “Ele precisa ficar internado, do contrário, não vai sobreviver, o caso dele é extremamente avançado, será difícil. Ele já não pode ser alimentado via oral, só pela veia”. O vet perguntou o que eu queria fazer, perguntei a ele quais seriam as opções e ele respondeu. Já sabia que a eutanásia era uma possibilidade, não queria nunca ter que optar por ela, mas Piaget estava sofrendo muito. Perdeu dois quilos, estava magro, sofrendo calado, com dor. Foi triste ver meu Pipito assim, ele estava frágil. O veterinário falava comigo e eu só chorava.</p><p>Liguei para minha irmã e expliquei a situação, as palavras dela me fortaleceram naquele momento, falei com toda a minha família materna através do grupo no WhatsApp e então, a eutanásia foi decidida. Às 21h35, na noite de quinta-feira (11), Piaget me deu seu último adeus. Não vou esquecer do seu olhar, foi de fato uma despedida. Carreguei ele, abracei, chorei de tristeza. Não conseguia acreditar que ele estava indo embora, mas ao mesmo tempo pensava que ele deixaria de sofrer. Foi um adeus difícil, mas não podia ser egoísta a ponto de querer Piaget ao meu lado passando por todo aquele sofrimento, vomitando a todo momento, sem se alimentar, perdendo o que restava da sua força.</p><p>Cheguei em casa e chorei mais, chorei sozinha olhando as coisas dele, olhando a caixinha dele vazia, sentindo o cheiro dele na casa. Foi uma noite triste, eu quase não dormi. Meus olhos estavam muito inchados, tive uma enxaqueca fortíssima como nunca tive antes. Passei mal a madrugada quase toda, tive alguns sonhos os quais já não lembro. Foi a noite mais difícil que tive desde o dia que cheguei aqui no Rio.</p><p>Os dias têm sido difíceis após o falecimento dele, não teve um só dia desde quinta-feira que eu não chorei. Victor, meu companheiro, ao meu lado em todos os momentos. Eu sinto muito, eu sinto tanto, que não consigo acreditar que ele se foi. Tudo o que faço em casa lembro de Piaget, preparando comida, indo ao banheiro, estendendo roupa… tudo!</p><p>Piaget foi um guerreiro. Resistente, sempre fiel, amigo, anjo da guarda. Eu amo e vou amá-lo para sempre. O olhar dele era a resposta pra tudo. Eu sempre fui de conversar, tinha a impressão de que ele entendia, era engraçada a carinha que ele fazia quando eu dizia “Né, Pipito?!”. Dói, vai continuar doendo. Até quando? Não faço a mínima ideia, mas para mim tem sido uma das perdas mais difíceis de lidar. Tem gente que pode pensar “mas é só um cachorro”, não foi só um cachorro, ele era parte da família, ele era família. Era Piaget Sousa, como dizíamos. Espero, de coração, que eu tenha forças para encarar tudo o que tem ocorrido. Eu não estava conseguindo comer direito, não estava conseguindo trabalhar e nem se quer dormir. Volto para terapia na próxima semana, acredito, mas não sei se estou preparada para enfrentar o que vem por aí. Para enfrentar e viver uma vida sem Piaget, sem o meu refúgio. Sem aquele que ao me ver chegar em casa já pulava em mim de alegria, me cheirava, brincava, corria. Sinto falta, sentirei sempre. Piaget é eterno em meu coração.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*J9ey6f0sFz01dz_jokj5mw@2x.jpeg" /></figure><p>Atualizações:</p><p>Minha tia Iêda faleceu.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/406/1*ZyAjgYcA7Vz3xwSzaNTM0Q.png" /><figcaption>Tia Iêda e Ayana</figcaption></figure><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=305396e73a4b" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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