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        <title><![CDATA[Stories by Lápis&amp;Lendas on Medium]]></title>
        <description><![CDATA[Stories by Lápis&amp;Lendas on Medium]]></description>
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            <title>Stories by Lápis&amp;amp;Lendas on Medium</title>
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            <title><![CDATA[Heróis de Valansia — Episódio 26: O nascimento de Pi-toco]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Lápis&Lendas]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 06 May 2026 20:45:39 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-05-06T20:45:39.513Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*FC4UCkQ9KaiUeFBZy6_JSg.png" /></figure><p>Depois da confusão na caverna que, ao que tudo indicava, não havia durado nem três segundos no fluxo real do tempo, nos reunimos novamente e montamos em Maria-Flor. A fiel criatura havia sido bem cuidada por nosso companheiro Ventania, o halfling, enquanto estávamos ausentes naquele estranho lapso. Sem perder tempo, decidimos retornar à cidade dos sibilantes, pois precisávamos descansar, reorganizar nossas forças e reabastecer os recursos antes da próxima jornada.</p><p>Ao chegarmos, contudo, não fomos recebidos com a tranquilidade que esperávamos. Cruzamos novamente com o sibilante Silva, cuja expressão logo denunciava problemas. Sem muita cerimônia, ele lançou guardas sobre nós, acusando-nos de termos roubado seu colar de transmutação de aparência física. Mantive a compostura. Nós o informamos de que o responsável pelo sumiço fora seu próprio aliado, Suru’k. Silva, no entanto, recusou-se a acreditar, alegando que Suru’k era um familiar absolutamente confiável.</p><p>Foi então que revelamos a verdade: uma naga havia se apropriado do colar para assumir a forma de Suru’k. Sabendo da devoção dos sibilantes por tais criaturas, argumentei que a naga certamente agia segundo um propósito maior, e que Silva, ainda que involuntariamente, havia servido bem a essa entidade. A mudança em seu semblante foi imediata. A ira deu lugar à comoção, e o conflito se dissolveu.</p><p>Com os ânimos apaziguados, aproveitamos para tratar de outro assunto: o livro que havíamos recuperado na caverna maldita dos sibilantes. A língua nos era indecifrável, mas Silva pôde lançar alguma luz sobre o conteúdo. Segundo ele, parte do tomo descrevia um ritual capaz de invocar um grande mal divino vindo do futuro, enquanto outra parte continha instruções para a criação de um golem de madeira. Reconhecendo a complexidade do material, ele nos conduziu até um conhecido seu: um mago sibilante de vestes finas e postura curiosamente bípede, antes de se despedir.</p><p>O mago nos recebeu com cortesia, oferecendo chá, e, junto de seu assistente, começou a analisar o livro. Enquanto isso, fomos deixados na companhia de seu peculiar macaco de estimação. Zé Cnaário aproveitou a oportunidade para solicitar também a análise de um par de adagas antigas, uma negra, outra branca, que havíamos encontrado na mesma caverna. O mago confirmou que eram artefatos mágicos, nos informando que, quando usadas em conjunto, provocavam efeitos como de lentidão e confusão na vítima.</p><p>Quanto ao livro, o veredicto foi cauteloso. A criação do golem era possível, mas um construto grande e demasiadamente próximo de uma forma viva poderia se rebelar. Considerando os riscos, sugerimos uma alternativa mais modesta: um mini-golem de madeira, com cerca de cinquenta centímetros de altura, capaz de expressar emoções por meio da alternância de faces. O mago aceitou o trabalho e fomos temporariamente dispensados.</p><p>Durante os dois dias necessários para sua criação, dedicamo-nos ao descanso e aos preparativos. Foi nesse intervalo que finalmente adquiri uma armadura de couro batido.</p><p>Quando retornamos, encontramos nossa pequenina criação: um ser diminuto, de madeira, completamente alheio ao mundo. Zé o batiou de Pi-Toco e todos concordamos. É um nome apropriado.</p><p>Decidimos então providenciar uma montaria para ele. Ao ver uma galinha, Pi-Toco imediatamente se encantou, mas o animal não suportaria seu peso. Optamos, então, por um avestruz, que ele prontamente nomeou de Truz.</p><p>Com tudo pronto, deixamos Ventania e partimos pelo deserto em direção à próxima cidade, além daquele bioma árido. Durante a viagem, fomos ensinando Pi-Toco sobre o mundo: folhas, animais, criaturas, pois tudo era novidade para ele.</p><p>Não demorou para que seu aprendizado encontrasse uma aplicação prática. À nossa frente, ele avistou um bando de escorpiões gigantes se aproximando. Ordenamos que se afastasse, mas Pi-Toco ainda não dominava a montaria, e avançou com Truz ainda mais em direção às criaturas.</p><p>O caos se instaurou rapidamente. Corremos para alcançá-lo, e conseguimos, mas os escorpiões já estavam perigosamente próximos. Bowen lançou-se à frente, enfrentando um deles diretamente para proteger Pi-Toco, ainda que, no processo, tenha sofrido algumas pisoteadas de Maria-Flor. Ainda assim, sua ação foi decisiva.</p><p>Enquanto isso, Truz permanecia descontrolado, levando Pi-Toco para longe do grupo. Sem hesitar, invoquei um Portal Dimensional e me projetei até eles, interceptando a dupla em uma colisão que finalmente conteve o caos da fuga.</p><p>Atrás de nós, o restante do grupo, junto de Maria-Flor, continuava o combate contra os adversários venenosos. Ao final, cansados e feridos, os dois escorpiões restantes optaram por recuar, enterrando-se na areia e desaparecendo.</p><p>Assim, em seu primeiro dia de existência, Pi-Toco aprendeu o significado de “perigo”. Uma palavra, que parece ecoar com frequência crescente no caminho de todos por este continente.</p><p>Sem mais interrupções, seguimos viagem.</p><p>— Relato de Elidrael (Jogadora: Faísca)</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=c875c6e20125" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Heróis de Valansia — Episódio 25: Caverna caveira pt.4]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Lápis&Lendas]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 05 May 2026 01:13:02 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-05-05T01:13:02.975Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*_ppx3QucVOwVgigUa7z7sg.png" /></figure><p>Não me recordo como chegamos aqui, pelo que me lembro estava em uma mina abandonada, ao chegar me deparei com paredes feitas de metal liso, fico imaginando quantas espadas poderiam ser feitas com tanto aço, de qualquer forma vimos pequenos pontos de luz com um brilho que nunca vi antes, não imaginava pontos azuis e vermelhos com brilho próprio em nosso mundo, logo pensei serem fadas ou alguma magia desconhecida, ao tocar me deparei com visões horríveis, o mundo repleto de humanos, trabalhando em coisas inúteis e lutando por causas mais inúteis ainda, enquanto uns poucos viviam bem as custas dos mortos, isso não estava muito diferente pensando bem…</p><p>Continuamos por uma sala onde eu não tinha controle do meu corpo, como se eu tivesse virado uma pluma e houvesse uma corrente de ar que me mantivesse flutuando, a diferença é que não sentia o vento, mas flutuava e flutuava, fiquei tonto e quase vomitei. sai desse lugar pois a sensação incomodava, eu e meus companheiros nos deparamos com outra porta e ao abri-la fui surpreendido com uma sensação de ardência, fui atingido por um disparo mágico de uma besta estranha, era um homem usando uma armadura completa de materiais brilhantes e vidro extremamente polido, bem, eu acabei com ele antes dele disparar novamente em mim, e peguei sua arma, era uma besta mágica que disparava fogo translúcido, continuamos por um corredor até nos depararmos com a sala principal daquele lugar e nada poderia me preparar para o que vimos ali…</p><p>Ao entrar enfrentamos outros cavaleiros e vencemos, porém diante do que parecia ser um portal para o céu noturno vimos uma entidade grotesca, um ser cósmico formado por vísceras, então eu apaguei.. e acordei, e apaguei novamente..</p><p>— A caverna misteriosa, relato de Bowen</p><p>Eu sou encrenqueira, o orgulho dos meus pais, levando em consideração que haviam me treinado para tal. Já havia arrumado briga com tudo o que você possa imaginar: filhos esnobes de membros da corte do Rei Adam, raças humanoides não identificadas, entidades malignas e ancestrais, pais de família… Ainda assim, nada na minha vida poderia ter me preparado para arrumar briga com um cérebro gigante e cobras de metal. Para nosso crédito, não foram tão difíceis de matar.</p><p>Tudo teria acabado razoavelmente bem, mas é claro que eu segui Zé Canário de volta para a caverna, porque, embora ele possa se transformar em uma baleia, me parece frágil demais para andar desacompanhado.</p><p>Ali tive a segunda grande perda da minha vida.</p><p>A primeira, naturalmente, fora a pequena Flor e seus pequenos sonhos de aventura. Meus deuses haviam me abandonado, mas às vezes eu rezava para que não tivessem abandonado a garotinha e que, no Além-Mundo, ela estivesse sendo treinada pelos grandes heróis da história.</p><p>Ela nunca me encontraria lá.</p><p>A segunda, minha querida e companheira EMFF — Espada Muito Foda Flamejante. Eu poderia dizer que derramamos muito sangue juntas, mas ela pegava fogo; o sangue costumava cauterizar instantaneamente. Graças aos deuses, eu nunca gostei muito da viscosidade da coisa.</p><p>Talvez tenha sido um sinal do universo para que eu parasse de bancar a heroína. Ou talvez só o destino sendo cruel de um jeito particularmente criativo — arrancando de mim, mais uma vez, algo que eu não sabia como substituir. Engraçado como ele gosta de repetir padrões.</p><p>Perdas brutais, ambas.</p><p>Mas tudo bem.</p><p>Roubei essa bugiganga que dispara raios no lugar.</p><p>Vamos ver quanto tempo ela dura.</p><p>— Relato de Katrin Ferros</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=e9c111b73a3d" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Heróis de Valansia — Episódio 23: Caverna caveira pt.3]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Lápis&Lendas]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 05 May 2026 01:03:36 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-05-05T01:03:36.965Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*JR4k9DuDXI6Rk8Pw6ahzYg.png" /></figure><p>Após o confronto com os seres meio metadinhas subterrâneos, tivemos que refazer nossos passos, já que a passagem deles parecia apenas um túnel de entrada para a construção. Voltamos a uma porta ainda não explorada mas ao final, ela levava a um dos caminhos logo na entrada da “cabeça da cobra”, que antes ignoramos. Descendo por ele, encontramos um arco com inscrições em comum (estranho, considerando os escritos antigos do local) advertindo que apenas os bem-aventurados passariam, enquanto os demais sofreriam com mil cobras.</p><p>Avançamos ANDANDO pelo corredor cheio de pequenas aberturas por onde serpentes poderiam surgir, caminhando com cautela. Ainda assim, dardos foram disparados, atingindo minhas mãos e a deixando dormente e as nádegas de Katrin que passou a agir de forma estranha, desconfiada de todos, especialmente de Bowen.</p><p>Mais adiante, um novo obstáculo. Um poço de água esverdeada, com uma estátua de três braços no centro, no qual em uma habia lança, em outra um cetro e na ultima uma mão estendida a frente com vestígios de sangue. Nessa atravessou pelas rochas com habilidade e ofereceu seu sangue, recebendo os itens em troca, pelo menos aquele que não tinha saqueado antes. No retorno, porém, escorregou e caiu na água. Nisso, duas criaturas com tentáculos na boca avançaram. Com uma corda, que amarramos em sua cintura antes de realizar o trajeto, e uma porta dimensional que abri, conseguimos puxá-la, com ajuda de Elidrael.</p><p>Contornamos o poço e chegamos a uma descida lisa de pedra reluzente, quase metálica. Eu e Elidrael descemos sem dificuldade, mas Nessa foi subitamente puxada para o teto, imóvel, como esmagada por uma força invisível. À nossa frente, dois círculos brilhantes em verde e vermelho. Ao pressionar o verde, tudo piorou, porém com esforço, acionamos o vermelho e a força cessou.</p><p>Seguimos por corredores metálicos com estruturas intrincadas. Em uma sala trancada, Katrin forçou a fechadura (que soltava faísca sem chamas), abrindo passagem para figuras humanas deformadas por fungos, semelhantes às criaturas da caverna de gelo. Lutamos e vencemos, mas Katrin pode ter sido infectada.</p><p>Vestiam trajes estranhos, com adornos metálicos e algo como um aquário na cabeça, além de um símbolo do que poderia ser seu reino ou familia, de aparência camponesa, deixavam claro sua ligação com o campo e tradição metalúrgica (com uma foice e um martelo sobreposto).</p><p>Depois disso, uma porta com duas cordas de metal marcou um desfecho que ainda me custa lembrar.</p><p>— Zé Canário (Jogador: João)</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=a2a6ac1e96fc" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Heróis de Valansia — Episódio 23: Caverna caveira pt.2]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Lápis&Lendas]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 12 Apr 2026 16:25:57 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-04-12T16:25:57.108Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*Si7_PHhclzdyRSaxQOT51g.png" /></figure><p>Acordamos no meio dos túneis nas ruínas, meu corpo paralisado e rígido ainda da poção que aquela cobra me deu no início da jornada, mas logo me recuperei e voltei a me movimentar normalmente. Logo após retornarmos a jornada demos de cara com uma criatura que mais parecia uma parede ossos e dentes enormes e pontiagudos em sua boca, Horror era seu nome, lutamos com tudo que tínhamos e ,como sempre, tivemos sucesso e adquirimos novas armas…um chicote que libera carga elétrica e uma adaga, todos nós testamos nossa habilidade com o chicote mas somente eu tive certa facilidade para manusea-lo então fiquei com ele.</p><p>Ao explorar os túneis, encontramos uma sala cheia de camas pequenas, uma espécie de dormitório, e lá dentro mais uma adaga nos aguardava. Mal imaginávamos que neste dormitório teriam criaturas, pequenas e com uma cabeça protuberante e desproporcional ao resto de seus corpos, prontas para nos enfrentarem.</p><p>Essas criaturas lutaram bravamente pela adaga na qual eles se escondiam.</p><p>A batalha não foi de extrema dificuldade e aproveitei para fazer uso de minha nova arma, o chicote elétrico que eu adquiri anteriormente foi de grande ajuda, mas ao realizar ataques com ela, apesar de certeiros, devido a minha falta de maestria e cuidado realizei ataques contra mim mesma e recebi toda carga elétrica que havia sido liberado.</p><p>Me encontrei novamente, deitada no chão das ruínas lutando pra respirar e me manter viva o máximo possível, sorte a nossa que nossos inimigos não eram enormes e ameaçadores, então nos acomodamos para descansar um pouco nesta mesma sala, espero estar em melhor forma para a próxima batalha e aprimorar minhas habilidades com minha nova arma mortal.<br> — Nessa</p><p>Relato da jogadora Luiza</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=d24394d09c57" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
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            <title><![CDATA[Heróis de Valansia — Episódio 22: Caverna caveira]]></title>
            <link>https://lapiselendas.medium.com/her%C3%B3is-de-valansia-epis%C3%B3dio-22-caverna-caveira-7309476510aa?source=rss-9fc0bff78aa3------2</link>
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            <dc:creator><![CDATA[Lápis&Lendas]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 12 Apr 2026 16:18:36 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-04-12T16:18:36.434Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*2-OA3kYPES5r35-AVtWtLA.png" /></figure><p>A caverna erguia-se no meio do deserto como uma caveira colossal cravada na areia, o maxilar aberto formando um convite pouco amigável. O vento atravessava os dentes de pedra com um assobio lúgubre e, antes mesmo que cruzássemos a entrada, um urro ecoou das profundezas.</p><p>Naturalmente, entramos.</p><p>A caverna nos recebeu com uma organização quase cerimonial: fileiras de esqueletos cuidadosamente dispostas, alinhadas com zelo quase artístico.</p><p>Observei por um momento, mãos na cintura, analisando a composição.</p><p>— Eu adoro uma recepção calorosa e um anfitrião com bom gosto estético.</p><p>Então voltei meu olhar para o mercenário que nos acompanhava.</p><p>Enviado pelo sibilante que nos contratara para recuperar um artefato naquele mausoléu desértico, ele caminhava conosco desde o início. Armadura reluzente. Postura impecável.</p><p>Nobres cavaleiros em armaduras raramente são tão puros quanto deixam parecer. Eu e meus companheiros deveríamos saber melhor, depois de todas as encrencas nas quais eu havia me metido nos últimos tempos. Devíamos saber — ainda mais porque o nobre cavaleiro em questão era meio serpente.</p><p>Mas somos um grupo diverso; preconceitos raciais não existem em nossa filosofia. (Com exceção de dois episódios particulares de genocídio. Foram ocasiões pontuais.)</p><p>O antídoto para o veneno daquelas serpentes de pedra agia de maneira estranha; eu quase me sentia pior com ele do que sem. Nessa estava ao meu lado — eu podia jurar que com os lábios retorcidos e menos ágil do que seus passos de elfo costumavam ser.</p><p>O frio alcançou meus dedos primeiro. Tentei movê-los — nada. A rigidez subiu pelos braços, pelo peito, pelas pernas. Meu corpo tornou-se tão imóvel quanto os esqueletos ao redor.</p><p>O único pensamento que tive enquanto sentia o último músculo do meu corpo ceder foi que eu ia enfiar aquele incenso na bunda do encosto que havia nos enganado. E que jamais o perdoaria — não apenas por ter feito aquilo, mas por ter me privado da ímpar experiência de sentir o doce toque de um goblin curandeiro.<br> — Katrin Ferros</p><p>Tivemos que deixar nossa Elefamelo Maria-flor para trás, pois nosso próximo objetivo era a carvena sibilante que Silva havia nos orientado a ir, em busca de artefatos.</p><p>Na entrada do enorme cranio, nos deparamos com uma escada e logo atrás de nós, um guerreiro sibilante, que dizia ser enviado por Silvabilante, se uniu ao grupo em busca da adaga de seu “mestre”.</p><p>Se identificou como Suruh’k.</p><p>Ao entrar na caverna, nos deparamos com paredes cheias de diferentes tipos de ossos, dois caminhos e uma porta.</p><p>Seguindo o primeiro caminho, encontramos um grande esqueleto cujas partrs estavam espalhadas. Ao remonta-lo, este se levantou, abriu forçadamente uma passagem em uma parede sem saída e logo se desmontou novamente.</p><p>A passagem revelou uma escada cujos corrimoes se tornaram enormes cobras de pedra enquanto desciamos, iniciando uma batalha e envenenando três dos membros.</p><p>O sibilante guerreiro ofereceu duas poções para neutralizar o veneno, enquanto coletei uma amostra de meu sangue e utilizei magia para neutralizar o veneno em meu sangue.</p><p>Descemos até encontrar uma pequena biblioteca tepleta de livros muito pesados e valiosos, escritos em uma língua ha muito esquecida.</p><p>Retornando ao caminho principal, avistamos longas tunicas penduradas, que mimetizavam cobras. Cada uma medindo mais de 2 metros. O sibilante disse pertencerem aos sacerdotes de Thur’Amon.</p><p>Na câmara adiante, nossos sentidos pareciam confusos, a iluminação parecia oposta a real e havia uma sensação inebriante no ar. Adiante se encontravam 4 estátuas, as quais o sibilante nos disse ser os 4 aspectos de Thur’Amon e que eu esqueci a descrição fisica! Socorro.</p><p>Com a lanterna azul, pudemos ver que havia um tipo de alma presente dentro de cada estátua. Escolhemos seguir adiante.</p><p>Nossas colegas, antes envenenadas, estavam parecendo não estar muito bem, mas se mantinham fortes. Um pouco letárgicas…</p><p>Seguimos para um corredor em direção a algo que Zé identificou como uma prisão e de repente Nessa e Katrin ficaram totalmente paralizadas.</p><p>O sibilante Suruba entao abandonou seu disfarce, se revelando uma antiga inimiga: A naga sobrevivente do labirinto.</p><p>Nos lançou uma bola de fogo e rapidamente deixou a sala. O que respondi com outra bola de fogo.</p><p>Todos a atacamos mas, ao morrer, proferiu palavras em uma língua desconhecida. Morreu sorrindo enquanto ouvíamos um urro ensurdecedor vindo em nossa direção.<br> — Elidrael</p><p>Descemos até encontrar uma pequena biblioteca tepleta de livros muito pesados e valiosos, escritos em uma língua ha muito esquecida.</p><p>Retornando ao caminho principal, avistamos longas tunicas penduradas, que mimetizavam cobras. Cada uma medindo mais de 2 metros. O sibilante disse pertencerem aos sacerdotes de Thur’Amon.</p><p>Thur’Amon parece nome de digimon.</p><p>Após o combate com as duas cobras de pedra, seguimos explorando as salas secretas que havíamos encontrado após a resolução do quebra-cabeça macabro. Em um primeiro momento, logo após as escadas, encontramos uma entrada aberta para uma biblioteca antiga. Assim como nos demais lugares dessa passagem, havia uma iluminação verde que circundava o teto, embora sua fonte permanecesse oculta.</p><p>Tentei explorar o local e identificar algo que mencionasse a história daquele lugar … porém, os livros não possuíam marcações na lombada ou na capa, o que impedia a rápida identificação de seu conteúdo no calor da exploração. Puxei um deles e quase quebrei meus dedos quando ele caiu violentamente ao chão, devido ao peso inesperado para um livro tão fino, muito diferente dos relatos do velho Metadinha que encontramos na gruta dos kobolds há meses.</p><p>Tentei lê-lo, mas nada me era familiar. A língua era antiga demais, embora, pelas ilustrações e símbolos mágicos recorrentes, parecesse haver relação com algum tipo de magia maligna sibilante. Abri um segundo livro preto para verificar se o conteúdo seria semelhante, e algo estranho aconteceu. No momento em que folheei a primeira página, uma cobra espectral partiu em minha direção. Contudo, ao tocar minha testa, ela recuou como se tivesse colidido contra uma parede sólida e então desapareceu. Tive a clara sensação de que algo ruim poderia acontecer comigo.</p><p>Preferi não bisbilhotar outros volumes, mas guardei aquele comigo. Enquanto isso, os demais também guardaram um ou dois livros, pois os alertei sobre seu valor não apenas mágico, mas também financeiro.</p><p>Seguindo até a bifurcação onde a passagem se encerrava, encontramos à direita uma sala que parecia ser um depósito de vestimentas sacerdotais, adornado com marcações do culto sibilante que outrora reinava naquele lugar. Tentei pegar uma das túnicas, pois poderia representar uma lembrança da aventura ou mesmo conter algum conhecimento espiritual oculto. Ao tocá-la, porém, percebi que realmente havia algo ali, vivo ou morto, na forma de um espírito sibilante de cerca de dois metros de altura, claramente insatisfeito com nossa intromissão. Bowen tentou arrancar a túnica de minhas mãos para rasgá-la, mas Elidrael advertiu que seria melhor respeitar o espírito e guardar o que seria sua casa agora. Assim fizemos, e conseguimos evitar um conflito.</p><p>Na passagem à esquerda, encontramos o que parecia ser uma cozinha ou armazém, de onde emanava um cheiro agradável, semelhante ao presente em antigos templos. Era como se todas as sensações ruins desaparecessem naquele ambiente. O sibilante que nos acompanhava, contudo, não pareceu gostar disso, o que levou Nessa e Katrin a questionarem discretamente suas reais intenções.</p><p>Recolhemos alguns incensos e tentamos deixá-los como oferenda para os espíritos ligados às túnicas. Em seguida, partimos dessas salas secretas em direção ao restante da caverna.<br> — Zé Canário</p><p>Relato feito coletivamente.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=7309476510aa" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Heróis de Valansia — Episódio 21: Elefamelo? Camefante?]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Lápis&Lendas]]></dc:creator>
            <pubDate>Sat, 31 Jan 2026 00:56:50 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-01-31T00:56:50.484Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h3>Heróis de Valansia — Episódio 21: Elefamelo? Camefante?</h3><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*a8Ulq_FFplTc95ko1vQavw.jpeg" /></figure><h3>Acordei em meio a uma forte ventania que soprava do lado de fora da gruta. A entrada me lembrava muito a caverna onde havíamos nos separado de Ispo, antes de nossa longa jornada pelo labirinto. Senti algo estranho na boca e, ao passar a mão pelo rosto, pensei ter vomitado durante o período de inconsciência.</h3><p>Ao recobrar os sentidos, percebi que todos estavam ali. Elidrael espiava por trás de uma fenda que se encontrava obstruindo sobrando apenas um feixe pelo qual via o que estava lá fora e que imagei ser a causa de tamanho barulho, observando, tendo ao nosso lado, alguns orcs, visivelmente assustada com o que via. Ela logo nos contou tudo o que havia acontecido. Enquanto isso, observei os ferimentos espalhados pelo meu corpo, a pele avermelhada e ardida, que logo foram restaurados pela cura que fluía de suas mãos.</p><p>Sentamo-nos então para decidir nossos próximos passos. Contaram-me sobre as recompensas prometidas pela dragonesa após a tormenta causada pelo Devorador de Dragões, como Elidrael recontou a história ouvida da própria criatura. Aproveitei, quando a vi saindo junto a sua comitiva de orcs, o momento para pedir sua ajuda contra Thulsantar, mas ela apenas repetiu a resposta que já havia dado aos meus companheiros</p><p>… a questão seria levada a um concílio dracônico, que decidiria uma possível ação conjunta com o Dragão Dourado.</p><p>Antes de nos despedirmos, pedi informações sobre o mago da Torre de Pedra Única. A dragonesa contou que conseguiu entrar ali apenas duas vezes, dentre inúmeras tentativas. Disse que, após a única porta daquela construção imensa, existia algo além de nossa dimensão. qualquer coisa poderia se revelar … uma floresta imensa, uma biblioteca, uma sala de estudos … dependendo do que passasse pela mente daquele senhor, que sequer a atendera uma vez. Após isso, nos despedimos, e ela seguiu viagem com seus orcs.</p><p>Conversamos por algum tempo para decidir o que fazer. Eu desejava ir até a torre do mago; Bowen, por sua vez, queria gastar parte das bugigangas dadas pela dragonesa junto aos camelos em alguma cidadela próxima. Decidimos nos separar mas por breve tempo. Enquanto eu e Elidrael seguiríamos para a torre do mago, Bowen, Katrin e Nessa iriam até a Cidade das Areias, junto aos sibilantes, para fazer negócios, sendo ali tbm nosso ponto de encontro. Observamos a caravana dos três se afastar pelo deserto, enquanto eu e Elidrael acenávamos antes de partir.</p><p>Seguimos viagem rumo à torre. Eu na forma de águia, com Elidrael sobre mim. Durante o trajeto, avistei um aglomerado de cultistas reunidos em torno de uma pedra espinhosa, envolvidos em uma espécie de ritual. Compartilhei a visão com Elidrael assim que pousamos, já que minha percepção como águia me concedia um alcance muito maior do que o habitual.</p><p>Ao chegarmos à torre, a mesma que eu já havia visto anteriormente, deparamo-nos com uma porta imensa, fechada, sem maçaneta ou qualquer indício de abertura. Sem muito o que fazer, hesitei antes de bater. Conversei com Elidrael e sugeri que talvez, se clamássemos por nossas divindades, elas poderiam interceder e chamar a atenção do grande mago. Ele segurou na minha mão, cerrei os olhos, abaixei a cabeça e clamei por Liena. Então bati à porta.</p><p>Após poucos segundos, ela se abriu. Olhei, tomado por alegria, e vi o mesmo sorriso no rosto de Elidrael. Entramos. Diante de nós se revelou uma sala de estudos gigantesca, repleta de livros misturados em prateleiras caídas, móveis espalhados e montes de pergaminhos sendo varridos por vassouras mágicas. Outros móveis encantados se moviam sozinhos. No centro do salão, um ser flutuava enquanto escrevia em um texto arcano, puxando livros com a mão. Sua barba descia até o chão, mesmo estando metros acima dele.</p><p>O corpo parecia frágil e idoso, mas havia nele uma presunção de poder, um poder que não se via, mas se sentia. Embora estivéssemos maravilhados com o lugar, ele se aproximou magicamente e perguntou, sem rodeios, o que queríamos. Por mais cordiais que tentássemos ser, ele não tinha paciência para formalidades e claramente não desejava perder tempo.</p><p>Contei-lhe sobre Thulsantar, mas ele logo demonstrou desinteresse por assuntos que considerava mundanos. Ainda assim, tentei suplicar ajuda, falando sobre como aquele caos destruía … e continuava a destruir … a vida de inúmeros seres, inclusive a nossa. Impaciente, o mago puxou um livro dourado, cuja encadernação destoava dos demais. Abriu-o e, mesmo à distância, percebemos que não havia nada escrito. Rasgou uma das folhas com um corte perfeito, como se fosse destacável, e a entregou a nós.</p><p>Com um simples movimento de mãos, sem força ou brutalidade, fomos empurrados para fora. Num instante, estávamos novamente diante da torre, atrás da porta, que agora se encontrava outra vez fechada e trancada, com um pergaminho que reduzia uma frase magicamente escrita, “escreva o seu desejo”.<br> — Zé Canário</p><p>Mal conseguia esquecer a visão grotesca daquele verme-de-areia imenso acompanhando a enorme tempestade de areia da qual nos abrigamos retornando a caverna da dragonesa.</p><p>Segundo a mesma, a criatura era chamada de “Devorador de Dragões”, uma entidade de outra dimensão, forçadamente trazida a esta por atos de Thullsanthar. A visão me causou calafrios e memórias ruins. A mesma sensação de quando fui morto uma vez por uma entidade similar.</p><p>Após a surpresa de sermos recebidos ao visitarmos a torre do mago Solomonari, a sensação ruim se foi, por fim, e estava pronto para seguir adiante.</p><p>Zé Canário e eu observamos a bela folha límpida e alva de bordas douradas, entregue por Solomonari, estampar por um segundo a frase “Escreva seu desejo”, que logo desvaneceu. Refletimos sobre o que seria mais adequado registrar ali, pois era uma chance única e sequer sabíamos se aconteceria da forma como esperávamos, ou mesmo se aconteceria. Assim decidimos contar com a opinião de nossos colegas de equipe mais adiante.</p><p>Mudamos o foco para a curiosidade relacionada aos cultistas do deserto que Zé havia visto cultuando uma pedra espinhosa. Zé guardou a folha de forma segura e novamente se tornou uma águia, me carregando até o local.</p><p>Encontramos o grupo muito animado, cultuando a pedra, dançando, bebendo e comendo. Nos convidaram para nos unirmos a eles em suas comemorações e fomos muito bem recepcionados.</p><p>Os cultistas responderam nossas curiosidades sobre seu culto. O culto a Tunegar, o grande lagarto do deserto, que os protege contra os males do deserto árido que os cerca. Aparentemente a pedra com espinhos é parte de um pedaço das costas de Tunnegar, que se encontra agora dormente sob a areia.</p><p>Um halfling cultista, de quem primeiro nos aproximamos ao pousar, me ofereceu vinho com o veneno da sua divindade, em baixas doses. Aceitei… Foi uma experiência bastante animada, até onde consigo me lembrar…</p><p>Nos contaram também histórias e informações sobre o deserto, bem como sobre eventos estranhos, terremotos e desaparecimentos relacionados as proximidades do nosso objetivo de exploração, a Cripta do Terror.</p><p>Já nos despedindo para seguirmos ao encontro de nossos amigos do grupo na Cidade das areias, o halfling cultista nos deu informações sobre o local também, revelando informações sobre a existência de uma segunda entrada para a cidade, aparentemente no crânio de um antigo sibilante que foi importante no passado. Um local importante, mas que não sabia informar onde, apenas nos mostrar.</p><p>Zé, que estava em melhores condições mentais, o convidou para vir conosco. Convite que o halfling prontamente aceitou.</p><p>Nos aprontamos para o próximo voo, que ocorreria assim que eu voltasse da minha viagem alegre.<br> — Elidrael</p><p>O grupo se dividiu na caverna do dragão ciano, ficamos com alguma parte do tesouro dela em troca de liberarmos o labirinto da influência do cristal negro, nossos pequenos companheiros mágicos voaram pelo deserto em busca da torre do mago para encontrar respostas mais elaboradas do que minha mente consegue conceber.</p><p>Então descemos rumo as colinas, mas nosso destino era a cidade soterrada dos sssibilantes do deserto, criaturinhas humanoides serpente muito ssssssimpáticasss.</p><p>Com nossos tesouros fizemos algumas aquisições importantes como roupas leves para o deserto, comida estocavel e nossa maior companheira Maria Flor, uma Elefamelo com armadura, que nos levará onde quisermos.</p><p>Agora vamos esperar nossos pequenos amigos na cidade soterrada pra ver o que eles conseguiram, duvido que seja mais legal que nosso 4x4 de 20 toneladas.<br> — Bowen/Dante</p><p>Relato escrito por Jãoi, Faísca e Parrarito. <br>Brabos</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=0194d6f86171" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Heróis de Valansia — Episódio 20: O Demônio e a pedra]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Lápis&Lendas]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 29 Jan 2026 23:14:56 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-01-29T23:14:56.613Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h3>Heróis de Valansia — Episódio 20: O Demônio e a pedra</h3><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*i-OSeRdkY3q-km2maP9BCw.jpeg" /></figure><p>Depois de algum tempo, despertei com todos ao meu redor se preparando para seguir. Elidrael ainda cuidava de mim com suas magias. Após o encontro com as nagas, todo cuidado era pouco e ainda estávamos muito feridos. Eu e o goblin gastamos tempo e esforço evocando nossas divindades para curar melhor nossos companheiros. Mesmo machucado, era necessário dar tudo de nos. Quando Elidrael terminou suas curas com as próprias mãos, encostei-me em um canto do cômodo e tentei me conectar ao plano astral.</p><p>Nesse momento, me vi como um canário espectral. Voei pelo labirinto, deixando meus amigos para trás. Encontrei um caminho guiado por Liena, no qual vi monstros caracolíneos gigantes, uma porta adornada com figuras macabras de alguma cena ritualística, corredores estreitos e, atrás de um deles e do que parecia ser tbm daquela porta, uma esfera que brilhava em cores quentes. Suas chamas luminosas repeliam tudo o que era de Liena. Da mesma forma, uma figura austera e maligna me expulsou com um olhar direto nos meus olhos e então despertei.</p><p>Seguimos o caminho que encontrei e logo nos deparamos com os caracóis gigantes e uma grande sala cujo chão gosmento tornava impossível ficar de pé. Bowen, de forma magnífica, descobriu um jeito de atravessar escorregando pelo átrio. Pouco depois, Elidrael elaborou um plano para abrir a porta … bater nela ou estimular os caracóis a fazê-lo, já que a entrada se abria verticalmente. Nessa confusão, consegui atravessar com a ajuda de um dente, não sei de que criatura, que Elidrael carregava. Ele foi usado como calço para impedir que a porta se fechasse até que eu passasse e, do outro lado, segurasse a estrutura com meus braços na forma de gorila.</p><p>O que encontramos ali não era o que esperávamos, um local de tributo a uma divindade infernal. Elfos e outros cultistas usavam vestes semelhantes às do vale próximo ao forte das Terras Marginais, todos marcados pelo símbolo espiral de Thulsantar, aquele mesmo que em tempos atrás estava marcado em nós após o traidor bardo Basil, detilhar aquela canção. Mas assim que me destransformei e encarei a criatura que estava ali, tudo se apagou. Como se minha mão não fosse minha mão, meu corpo não fosse meu corpo, e minha mente já não me pertencesse.</p><p>Eu via apenas em relances. Ouvia uma voz estranha dizendo que mataria meus colegas, mas não conseguia ver nada. Não sentia nada apenas ouvia. Aos poucos, o som ganhou forma, depois fisionomia. Quando reconheci o rosto do nosso algoz, despertei com meu bastão mágico apontado para Bowen. Não entendi de imediato o que havia acontecido, e não tive tempo para pensar … a fera saltou em nossa direção, arremessando cada um de nós para um canto com sua rabada.</p><p>Quando consegui me levantar, soterrado por oferendas caídas de um depósito mágico, vi Bowen e Katrin correndo em direção ao orbe maligno. Eles pareciam ter descoberto algo. Antes que pudessem agir, a criatura de Thulsantar voltou e os golpeou. Por pouco Katrin não morreu ali.</p><p>Foi então que me lembrei da única coisa que poderia nos ajudar. O colar feito com o dente da caverna da Sombra Doce. Sem saber exatamente como funcionava, bati o amuleto contra meu canino. No mesmo instante, me transformei em um ser viscoso e gigantesco e me lancei sobre a fera. Eu a mordia, ela me mordia. Ela me agarrava e perfurava com seus tentáculos enquanto meus companheiros tentavam destruir o orbe.</p><p>Em determinado momento, caído no chão, senti minhas forças retornarem mesmo estando ferido, talvez tivessem usado o terceiro pedido do gênio. Quando o artefato finalmente foi quebrado, Bowen subiu em mim, sobre meu pescoço, e juntos empurramos a criatura para um dos cantos da sala. Abrimos caminho para a saída ainda em combate. Antes de fugirmos, me destransformei e logo adormeci novamente, algo que vinha se tornando recorrente.</p><p>Mas, mesmo inconsciente, nos braços de Bowen, senti as forças de Liena e de toda a natureza retornarem àquele lugar.</p><p>— Zé Canário</p><p>Relato escrito pelo Jão.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=235a0d14a08a" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Heróis de Valansia — Episódio 19: Touros e cobras]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Lápis&Lendas]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 29 Jan 2026 23:10:33 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-01-29T23:10:33.324Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h3>Heróis de Valansia — Episódio 19: Touros e cobras</h3><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*4uKtjFehJB46Z-h_8DthhA.jpeg" /></figure><p>Tendo derrotado os minotauros e levado todo o ouro conosco, nos deparamos com nosso maior inimigo novamente: decisões. Haviam 4 possíveis caminhos, além do retorno. Em um corredor avistamos muitas teias de aranha. Em outro havia um cheiro podre. No terceiro, muito mofo. No último, o ar estava denso de esporos e avistamos um grande cogumelo. Seguimos por esse.</p><p>Com cautela, lançamos projéteis no cogumelo para testar sua reação. Ao morrer, o cogumelo murchou, soltando esporos no ar com um barulho estridente. Começamos a ouvir o mesmo som ser repetido em cadeia na câmara ao lado, com um brilho em azul.</p><p>Nos aproximando mais, pudemos ver uma sala repleta de cogumelos, por todos os lados, com suas hifas espalhadas, brilhando em azul. Seguindo-as com os olhos, as hifas se conetavam a um imenso cogumelo-mãe ao centro do local. Uma cena bonita, porém preocupante. O ar estava cada vez mais difícil de respirar com os esporos lançados por eles.</p><p>Mirei no centro da sala e lancei uma bola de fogo. Que fez tudo ao redor arder e repetinamente alguns seres escuros começaram a fugir pelo teto, mas não conseguimos identifica-los.</p><p>Seguimos adiante pela sala carbonizada e nos deparamos com mais caminhos.</p><p>Seguindo por um deles, encontramos um baú com 750 peças de ouro, um diadema encrustado de jóias e um grimório repleto de magias. Escutamos duas explosões nas nossas costas. Quando nos viramos, Nessa havia destruído uma criatura disforme e escura semelhante a um papagaio deformado, que havia pulado de surpresa.</p><p>Arrastamos o tesouro e tentamos seguir pelo corredor da direita, que dessa vez, tinha cheiro de problema.<br>-- Elidrael</p><p>Após a bola de fogo conjurada por Elidrael e o silencioso encontro com o periquito-besouro monstruoso, seguimos adiante.</p><p>Logo adiante, um sibilar estranho se misturou a sons de batalha. Então, o silêncio caiu. Bowen iluminou o caminho, e das sombras, deslizando com naturalidade se revelou um ser de aspecto quase divino. Tinha corpo esbelto e reptiliano … era uma serpente colossal de rosto humano, uma naga, como aquelas que os sibilantes costumam cultuar.</p><p>Enquanto avançávamos, ela se esgueirava ao nosso redor nos envolvendo com sua presença, apesar de seu tamanho imenso.</p><p>Com um aviso, outras foram convocadas. Duas surgiram nos corredores e nos empurraram até um salão abarrotado de livros antigos.</p><p>Ali, as três cobras falaram sobre os perigos do labirinto e disseram que poderiam nos deixar passar, desde que entregássemos algo de valor. Exigiram a espada de chamas de Katrin, o cajado de cura do goblin e o livro que havíamos encontrado numa antessala anterior, guardado em meu saco de estopa.</p><p>Ficamos ali por longos instantes, imóveis, tentando negociar. Foi então que Elidrael falou com sua divindade, como já a havíamos visto fazer outras vezes. Depois disso, algo mudou no seu ar. Duas das três nagas foram subitamente imobilizadas por sua magia, e a confusão se instaurou. Enquanto golpeávamos as que estavam presas, a última, sendo a mais altiva e elegante, cuspiu fogo pela boca. O salão tornou-se mais quente que o próprio inferno.</p><p>Quando as outras finalmente tombaram, a sobrevivente, gravemente ferida, ainda reuniu forças para conjurar uma bola de fogo como um grande mago enquanto fugia. O impacto nos atingiu em cheio.</p><p>Não resisti.</p><p>Mais uma vez, caí ao chão, com a sala ardendo ao redor, lembrando os fungos em chamas. Antes de desmaiar, ainda senti a energia dos meus companheiros me alcançando, tentando me puxar de volta à vida.</p><p>Foi isso que me salvou.<br>-- Zé Canário</p><p>Relato produzido em dupla pela Faísca e Jão.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=b2df0b71665c" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Heróis de Valansia — Episódio 18: Ratos no labirinto parte 2]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Lápis&Lendas]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 04 Jan 2026 18:04:17 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-01-04T18:04:17.724Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h3>Heróis de Valansia — Episódio 18: Ratos no labirinto parte 2</h3><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*ZnTkaEUrj48DMk2OAGXHqw.png" /></figure><p>Depois do descanso em que Bowen encarecidamente se ofereceu para ficar de guarda, nos despedimos do caro vendedor goblin perdido e atravessamos uma imensa porta de madeira.</p><p>Logo nos encontramos frente a frente com uma criatura enorme, semelhante a uma serpente, mas exibindo três cabeças.</p><p>Seus golpes eram certeiros e rápidos, em sequência. Mas não demorou muito para que as cabeças caíssem após Zé Canário atacá-las com o cajado de eletricidade e Katrin desferir um golpe contra a cabeça final.</p><p>O corpo da criatura ainda parecia ter vida, no entanto. Foi desferido um golpe final em seu coração e a criatura definhou rapidamente. Assim soubemos que ela realmente havia sido derrotada.</p><p>Adiante nos deparamos com mais duas portas. Pedi orientação à minha divindade, que, assim como a lagarta de Alice, respondeu que se não sei para onde estou indo, todos os caminhos estão corretos. Seguindo minha intuição, escolhi a porta da direita que nos levou a um baú finamente adornado, algo como nunca havia visto na vida, mesmo com todas as raridades que já passaram pela loja de artefatos onde atuei em minha “outra vida”. A outra porta nos levava ao mesmo lugar, porém entre armadilhas.</p><p>Com muita cautela e análise, decidimos abrir o baú: Dentro haviam 3 belíssimas lâmpadas douradas, encrustadas com joias. Uma com joias em amarelo, uma em vermelho e outra em azul.</p><p>Observamos aquelas preciosidades por um tempo, encantados e receosos. Katrin tomou coragem e intuitivamente, escolheu a lâmpada de joias amarelas, a esfregou e realmente… da lâmpada saiu um gênio do ar.</p><p>O gênio reconheceu a Katrin como mestre e a concedeu 3 desejos. Seu primeiro desejo foi nobre, mas o gênio não era capaz de conceder. Então desejou ter conhecimento sobre as outras duas lâmpadas mágicas. O gênio concedeu o desejo, informando-a que as demais lâmpadas continham forças ou entidades que poderiam tentar matá-la. Um golpe de sorte.</p><p>A guerreira então guardou as demais lâmpadas em sua mochila, de forma que nada pudesse evocar as energias de dentro delas. E mais uma vez, seguimos adiante pelos corredores infinitos.</p><ul><li>Elidrael</li></ul><p>Eu já estava cansada daquele labirinto e de todas aquelas portas que pareciam não acabar nunca, mesmo depois de termos sido incrivelmente recompensados. Afinal, era a primeira vez que eu tinha um gênio da lâmpada!</p><p>Seguimos por mais corredores escuros, Zé Canário e eu sempre dispostos a ir na frente — eu, porque carregava a tocha; ele, talvez porque fosse valente demais para o próprio tamanho.</p><p>Encontramos então mais uma porta, dessa vez guardada por um pequeno homem-sapo. De trás dela vinha uma música pesada, que retumbava pelo corredor fazendo tuts tuts compassados. Parecia exatamente o tipo de lugar que minha mãe me instruiu a não frequentar — o que, claro, só o tornava ainda mais interessante. Ao lado do sentinela, um enorme cartaz colorido anunciava: Luta Livre.</p><p>Nos aproximamos, mas o homenzinho verde nos interceptou:</p><p>— Vocês têm nome na lista?</p><p>Não tínhamos. Ainda assim, resolvi confiar que meu sobrenome poderia ser famoso, mesmo ali — seja lá onde “ali” fosse.</p><p>— Katrin Ferros.</p><p>Ele passou os olhos amarelos por várias páginas presas a uma prancheta, procurando meu nome.</p><p>— Não tem nenhuma Katrin Ferros na lista, desculpe. Mas vocês podem pagar a entrada por duas peças de ouro.</p><p>— Tem luta? — perguntei.</p><p>— Sim, luta de sapos.</p><p>— Tem premiação?</p><p>— Tem sim! O primeiro lugar leva duzentas e cinquenta peças de ouro e joias! — respondeu, animado. — Temos grandes nomes da casa competindo hoje.</p><p>Era a oportunidade perfeita. Um desafio que eu poderia vencer com facilidade e ainda ajudar meus companheiros. Afinal, todos sabiam: ideias brilhantes e raciocínio lógico nunca foram exatamente meus maiores atributos.</p><p>Sem pensar duas vezes, perguntei:</p><p>— Aceitam humanos na briga?</p><p>— Todas as raças são bem-vindas — respondeu ele. — Mas é uma luta ho-nes-ta. Sem armas, sem armaduras, sem magia.</p><p>Passei os olhos pelo grupo enquanto ele nos avaliava. Flexionei os músculos do bíceps sob a armadura. Eu tinha perdido um pouco de massa ao longo da aventura, mas ainda podia confiar na força bruta.</p><p>Anunciei, teatralmente, com um sorriso largo — quase tão brilhante quanto minha careca:</p><p>— Amigos, eu vou competir!</p><p>Nada poderia ter nos preparado para a estranheza do lugar. Era uma festa movimentada, provavelmente ilícita, de homens-sapo. Verdes e pardos, grandes e pequenos, vestidos… ou nem tanto. Confesso: eu não fazia ideia de que sapos tinham bunda para rebolar, mas aquelas senhoritas anfíbias eram ousadas.</p><p>Outro homem-sapo surgiu, incrivelmente parecido com o sentinela, mas vestindo roupas finas:</p><p>— Por favor, guardem todos os seus pertences mágicos ou bélicos no guarda-volumes.</p><p>Dei de ombros, despreocupada. Eram todos menores do que eu. Certamente não me dariam trabalho.</p><p>Depois de guardarmos tudo, ele nos conduziu até o local do combate: um quadrado delimitado por elásticos, cercado de cadeiras lotadas de sapos que gritavam, jogavam insetos e bebida para o alto. Meus companheiros sentaram na primeira fileira. Funcionários ofereceram bebidas e uma espécie de flor. Todos recusaram — com exceção de Zé Canário. Ele era esperto. Provavelmente ficaria bem.</p><p>— A luta vai começar! Tomem suas posições, lutadores! — anunciou um terceiro homem-sapo, já no centro do ringue.</p><p>Antes de me posicionar, puxei Bowen pelo colarinho:</p><p>— Eu sou uma boa lutadora. Você é um bom charlatão. Eu derrubo os sapos, você convence eles a apostar em mim.</p><p>Ele sorriu como quem já sabia exatamente o que fazer e desapareceu no meio da multidão.</p><p>O locutor voltou a falar:</p><p>— Desse lado, Katrin Ferros, humana e estreante da noite! Do outro, nosso novo favorito, vencedor das duas últimas lutas… Sapísculo!</p><p>A plateia foi à loucura enquanto um pequeno homem-sapo subia no ringue e me encarava com fúria. Ele era bem menor, mas extremamente ágil. Nossas habilidades eram equivalentes. Ainda assim, em um movimento mal calculado da parte dele, eu o nocauteei.</p><p>Gritos explodiram ao redor. De canto de olho, vi Bowen recolhendo cada vez mais peças de ouro.</p><p>O locutor retomou o centro do ringue:</p><p>— E agora… o segundo oponente! Sapo Tyson!</p><p>“Ele pode tentar”, pensei. “Não será muito pior que o primeiro.”</p><p>Era. Muito pior.</p><p>O soco que ele desferiu no meu estômago me arrancou o ar e quase o almoço. Eu estava sendo humilhada por um homem-sapo monstruoso, mais alto e mais forte do que eu jamais seria. Na plateia, meus amigos vibravam, confiantes demais para quem estava prestes a perder uma fortuna. Acho que vi Zé Canário jogando a blusa para o alto, com as pupilas estranhamente dilatadas.</p><p>Aquela premiação significava tudo: armas, armaduras, mercenários. Qualquer coisa que nos ajudasse a enfrentar o exército bizarro de Thulsanthar.</p><p>Foi então que fiz a única coisa que se poderia esperar de mim.</p><p>Trapaceei.</p><p>— NESSA, A LÂMPADA! — gritei, enquanto outro murro violento acertava meu rosto. Aquilo ia deixar um hematoma feio.</p><p>O gênio surgiu a tempo. Bloqueou o golpe final e desferiu o próprio ataque contra Sapo Tyson, que caiu inconsciente ao meu lado.</p><p>— Trapaceira! — começaram a gritar alguns homens-sapo, avançando na minha direção.</p><p>Se me permitem a correção: na verdade, é Katrin Ferros — trapaceira, mentirosa e genocida.</p><ul><li>Katrin</li></ul><p>Estávamos no meio de um confronto que não fazia sentido. Uma multidão de sapos humanoides, coaxando, pulando, gritando em sons que não eram bem palavras. Katrin de um lado de um ringue improvisado e do outro, uma daquelas criaturas, inchada de ódio e lama.</p><p>Foi ali, no meio da confusão, que aceitei o aperitivo deles.</p><p>Antes havia recusado. Mas a luta crescia, o ar vibrava, e eu senti o cheiro. Não vinha só da flor de lótus que me ofereceram, mas de algo mais ácido, parecido com o hálito deles. Ainda assim, pensei “não pode haver mal em algo que nasce da natureza”. A curiosidade venceu.</p><p>O gosto era bom. Azedo, mas suaveo. Por um instante, me senti conectado com algo maior como se fosse parte dele.</p><p>As rodadas passaram. A pancadaria aumentou. Katrin avançava, recuava, golpeava. E então algo começou a mudar.</p><p>As cores ficaram mais quentes. Os movimentos deixaram rastros no ar, como se cada golpe desenhasse linhas invisíveis. Comecei a cantar a torcida pela nossa paladina corrompida. Eu balançava minha camisa no ar, torcendo como se aquilo fosse uma festa antiga.</p><p>A marca da bênção que tracei na testa dela começou a se mexer. Primeiro parecia só luz. Depois virou folha. Depois serpente. Depois tudo ao mesmo tempo. Eu piscava e ela mudava de forma.</p><p>Meu peito estava cheio demais. Alegria, medo, orgulho, tristeza. O mundo respirava rápido. Ou talvez fosse eu.</p><p>E o que antes era uma luta, variou uma pancadaria generalizada, após Nessa esfregar uma lampada e o mesmo gênio sair no ar. Foi quando Elidrael interveio.</p><p>Ele invocou besouros gigantes, brilhantes como os que um dia mataram Koda. Eles voavam em círculos, deixando desenhos no ar, padrões que eu quase entendia e entravam dentro dos sapos e os destruia de dentro para fora. Muita coisa ao mesmo tempo em todos os lados.</p><p>Senti uma urgência de colocar tudo para fora. Corri até a latrina do local. Quando entrei, o cheiro me atingiu como um golpe com vermes, podridão, tudo misturado.</p><p>De uma vez só, tudo foi embora.</p><p>O mundo voltou ao lugar. Como Elidrael advertiu, com tudo para fora, realmente as coisas voltariam. As cores se acalmaram. Meu estômago doía, mas minha mente ficou clara. Respirei fundo, encostado na parede fria … e continuamos.</p><ul><li>Zé Canário</li></ul><p>Relato produzido coletivamente.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=91fff21fb416" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Heróis de Valansia — Episódio 17: Ratos no labirinto]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Lápis&Lendas]]></dc:creator>
            <pubDate>Sat, 13 Dec 2025 00:50:50 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2025-12-13T00:50:50.819Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h3>Heróis de Valansia — Episódio 17: Ratos no labirinto</h3><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*FFzh6cF46LpbsW0aa4OBrg.png" /></figure><p>Antes que pudéssemos decidir se correríamos, lutaríamos ou imploraríamos por misericórdia, o azul imponente daquela criatura continuou a crescer diante de nós com uma cascata viva de ouro deslizando entre suas escamas. Era colossal, um ser que não se subordina às leis de Liena e age sobre elas, corta e tece seus fios. Uma de suas asas, porém, estava ferida, marcada por flechas ou algum feitiço. Dragões não demoram tanto para se recuperar de ferimentos comuns, ou seja, aquilo vinha de algo muito mais sério.</p><p>Depois de um silêncio que pesava como pedra, o dragão o quebrou. Sua voz ecoou pela caverna, exigindo saber quem ousava interromper seu descanso. Tentamos responder, explicando que estávamos resgatando as bárbaras e que seus súditos, orcs, ou algo próximo disso, tinham sido mortos no confronto. Mas antes que pudéssemos terminar, um pequeno súdito, diferente daqueles que mal haviam pronunciado uma palavra sem ser grunhidos, surgiu tagarelando sem parar. Ele desceu correndo pela pilha de ouro e relatou toda a nossa jornada pelo covil, detalhando desde o combate até algo que não sabíamos: Que as bárbaras haviam sequestrado Ispo e roubado nossos pertences da carroça.</p><p>Com um único olhar, o dragão nos intimidou de tal forma que não só eu, mas todos nós ficamos imóveis, esperando talvez uma baforada. Porém, ao invés de um ataque, ele nos contou sobre como humanos (a mando de comerciantes locais) haviam tomado seu covil, impedindo-o de cuidar de seus filhos. Ao seu lado vimos dois ovos, azuis e pulsantes. Então, o dragão pediu (ordenou) que cuidássemos dessa tarefa em troca de nossas vidas.</p><p>Antes mesmo que respondêssemos, aquela criatura gigantesca começou a encolher. As escamas desapareceram, as asas se retraíram, e o corpo assumiu a forma de uma mulher. Nenhuma cicatriz, nenhuma ferida … completamente distinta do que imaginaríamos de um dragão. Ela caminhou até uma tábua com instrumentos alquímicos enquanto falava, e confesso que mal prestei atenção às palavras. Eu estava encantado demais com a naturalidade com que ela dobrava a própria forma, como se fosse uma metamorfose ambulante.</p><p>Pouco depois, retornou segurando poções azuis, entregando uma a cada um de nós. Disse que eram uma garantia de que cumpriríamos a missão, mesmo sem termos aceitado. Bowen hesitou. O goblin bebeu antes de qualquer um. E então vimos a demonstração do pacto com uma flor que brotou no centro da caverna, como se respondendo às palavras da dragoa. Ela explicou que aquela flor era o marco-zero … a partir dela, não poderíamos nos afastar além de certa distância, pois estávamos conectados à poção. Com o passar dos sóis, a flor morreria, e quando suas pétalas caíssem, nossas vidas também se esvairiam.</p><p>Para provar seu poder, depois que todos beberam, ela puxou uma das pétalas. A dor que senti não se compara a nada que já vivi.</p><p>Thulsantar, figura que a dragoa sequer conhecia, teria de esperar. Ou melhor, Valânsia teria de resistir enquanto cumpríamos esse novo fardo.</p><p>Ainda queríamos mais informações, mas antes que qualquer palavra fosse dita, uma criatura vermiforme gigantesca, convocada pela dragonete metamórfica, avançou e nos empurrou para dentro de um portal dimensional.</p><p>Do outro lado, a visão era limitada. Rochas geladas, uma caverna cheia de ninhos que pareciam pertencer a pequenas criaturas dracônicas imperfeitas. Trilhas. Túneis. Um labirinto. Um labirinto onde ainda estamos. Um labirinto cheio de armadilhas, monstros de toque mortal, autômatos animalescos, diabretes metamórficos e até um comerciante que apesar de estranho era o único ponto de ordem naquele caos. Pela sua história, entendemos que aquele lugar já fora um covil dracônico, depois tomado por humanos, e agora dominado por horrores.</p><p>A cada curva, uma nova surpresa. E sobre tudo isso, sempre acompanhando o mesmo mistério, com uma única certeza presente dentro de nós … O labirinto deseja nossa morte.</p><p>Relato de Jao<br>Personagem: Zé Canário</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=936d631adf40" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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