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        <title><![CDATA[Stories by Lia Mesmo on Medium]]></title>
        <description><![CDATA[Stories by Lia Mesmo on Medium]]></description>
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            <title>Stories by Lia Mesmo on Medium</title>
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            <title><![CDATA[Tudo que não]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Lia Mesmo]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 03 Oct 2025 01:02:30 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2025-10-03T01:02:30.697Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>hoje eu percebi que todas as coisas bonitas que estão na minha cabeça nunca vão sair de lá.</p><p>todo aquele sonho, aquelas formas, aquelas luzes, aquelas sombras, aquelas texturas… tudo aquilo que não é, tudo aquilo que ainda não está, tudo aquilo que ainda não consegui materializar.</p><p>faz um tempo que estou aqui, me equilibrando nas horas, colecionando começos infinitos e fins que nunca vão chegar.</p><p>hoje eu percebi que não vou conseguir. o que é uma merda, já que no fundo, bem lá no fundo, eu achei que tudo ficaria bem… que eu não precisaria ir tão longe assim, 괜찮아.</p><p>hoje eu percebi que tudo isso não vai sumir, palavras, vestígios, fragmentos de uma verdade que também não vai respirar.</p><p>hoje eu percebi tudo que não vai acontecer, tudo que não cabe no futuro.</p><p>finalmente eu entendi, é verdade, apenas uma questão de tempo e tudo aquilo que não vai durar.</p><p>eu e tudo que não</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=17c6c919529e" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[abriu os olhos e junto com eles uma sentença.]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Lia Mesmo]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 07 Jun 2020 06:20:50 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2020-06-07T06:20:50.093Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>abriu os olhos e junto com eles uma sentença.<br>era a vulva.<br>alguns anos depois, sem respiro nem aviso, num abuso imundo afogaram ela.<br>é que ela tinha a tal da vulva.<br>pouco mais de uma semi-vida depois, ela percebeu que havia uma disputa sobre quem controlava e a quem pertencia a vulva. <br>ela, pobre coitada, que nasceu com a vulva embrenhada nas próprias entranhas, se perguntou: mas ela não é minha? <br>a vulva?<br>anos se passaram e ela não entendia que sentido tinha essa semi-vida, não entendia o propósito, não entendia o motivo.<br>algum dia ela percebeu que com um pouquinho de raiva, ela alimentava o poder e a maldição dentro dela. <br>ela lutava pela vulva, mas ainda sem consciência.<br>a pequena raiva se tornou ódio, o ódio se tornou uma fortaleza e pedra sob pedra ela defendeu a vulva. <br>a vulva que era dela.<br>houve uma pausa. aprendizado, estudo, não - só - nos livros, mas na carne e finalmente ela se deu conta do que estava acontecendo.<br>é que a vulva não era disputada, ela era temida.<br>por ser temida ela sofreu abusos, agressões, abandono, desvalorização, desumanização, humilhação e apagamento.<br>a vulva não podia ser celebrada, eles não queriam que todo mundo soubesse o poder que ela tem.</p><p>ela então abriu os olhos para um outro mundo. <br>um mundo onde a vulva não era a desgraça mas a graça, a provedora, a sabedoria.<br>ela passou a reverenciar todos os dias a deusa que ela tinha dentro de si.<br>a tal da Vulva...</p><p>mo júbà ojú òbò 🖤</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=25a25750d35e" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
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            <title><![CDATA[I’m not ok with this.]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Lia Mesmo]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 03 Mar 2020 23:41:21 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2020-03-03T23:41:21.481Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/606/1*H7DCPSSPu3pI-IcQ1ZGMTQ.jpeg" /></figure><p>I’m not okay with this. I’m not ok that my creativity is so dependent on your smile. I’m not ok with you saying nonsense over and over again. I’m not ok because at this moment we should be kissing. I’m not okay with that. I’m not okay with my mind and body in conflict every day all day. I am so not fucking okay. I’m not okay with this song you chose. I’m not okay with any conversation. Why did you even say that? I’m not okay with any of this bullshit. I’m not okay with me giving up every day. I’m not okay with all that things I shouldn’t feel. I’m not okay to have opened a door for you. I’m not okay with anything around me. <br>I’m not okay with you.</p><p>I’m not okay with this.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=bc0fb8c4e446" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[a falta]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Lia Mesmo]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 21 Feb 2020 14:37:00 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2020-02-21T14:37:00.214Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>acordei de madrugada e senti tua falta. não a falta da tua presença física, não era isso. a falta de você em mim, falta daquela certeza que a gente sente quando sabe que mesmo longe, estamos juntos.</p><p>não estamos juntos. alguma coisa dentro de mim me diz que não estaremos mais juntos. dói. dói uma dor que eu nunca senti antes. talvez seja a sensação de ter sido eu a assassina.</p><p>mas como pode, se eu sinto tanto essa falta? como pode se tudo que eu sinto é amor? como pode se eu só fiz correr, remar, construir e reconstruir pontes só pra te encontrar?</p><p>acordei de madrugada e senti tua falta, engoli o choro, puta que pariu. que merda, eu vou sentir muito a tua falta, pra sempre.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/720/1*c4mTJe5LVhiAT9PRVcMTyQ.jpeg" /></figure><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=4ce300db03c8" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
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            <title><![CDATA[Como é que pode?]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Lia Mesmo]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 21 Feb 2020 14:34:59 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2020-02-21T14:34:59.164Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*7iN0RX6l6Rtueu6miiGbig.jpeg" /></figure><p>na urgência em falar com você, falo com todo mundo, falo tudo, falo com qualquer um. na urgência de ouvir a sua voz eu me enclausuro no silêncio do meu quarto, eu me fecho com fones de ouvido. na urgência de estar com você, eu busco qualquer companhia, eu busco outros abraços, outras risadas, outros carinhos.</p><p>como pode 30 pessoas não preencherem o vazio de uma?</p><p>como pode uma porra dessa?</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=aa195b0b751a" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
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            <title><![CDATA[Sobre relacionamentos, natureza, ciclos e garimpeiros.]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Lia Mesmo]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 21 Feb 2020 14:25:14 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2020-02-21T14:27:01.827Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/720/1*OYyfXfZnN14Gc5RKMBr8fw.png" /></figure><p>acho que entendi que a gente <br>sempre perde aos poucos, nos detalhes, nos momentos.<br>e não repentinamente com algum acontecimento colossal estrondoso que atravessará gerações...</p><p>perder no sentido de uns aos outros, no sentido de saber que, como a natureza, nós também acontecemos como ciclos.</p><p>precisamos todo dia aprender a dar e receber, quando dar e quando receber e pensar no que acontecerá com o ciclo quando deixamos de nos importar com o curso e também o papel/valor que cada detalhe têm no ciclo.</p><p>sei lá, tava pensando aqui, tem gente que é terra, que provê, que nutre, que dá vida. e tem gente que é homem, que pega o que quer, quando quer e vai embora, sem grandes agradecimentos, grandes despedidas ou qualquer gesto de quem sabe que foi agraciado com alguma coisa.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=bddd3e7094c2" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
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            <title><![CDATA[do nada que me pertence.]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Lia Mesmo]]></dc:creator>
            <pubDate>Sat, 09 Nov 2019 16:38:43 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2019-11-09T16:43:26.507Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/720/1*CS5vXTsDGTXnJhRQuqZOgg.png" /></figure><p>quando você está na minha cabeça, minha mente não é minha. e a minha boca não me pertence, as palavras não foram ditas por mim. e a minha língua incontrolável, ferida, áspera, navalha por dentro em mim. e meus olhos são espelhos refletindo o passado pra quem me vê, do lado de dentro não vejo nada. e minhas mãos tentam o controle, mas logo cedem pois quem comanda aqui é você. as minhas pernas não existem, meus pés são raízes atoladas na sua lama. meu corpo não deseja, não anseia, não sacia, toda vez que o desejo vem, suas garras estão lá me esperando. o único que me pertence são as lágrimas, o sal, a dor, o alívio que se manifesta quando eu mentalizo que você vai embora.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=759bd5506f66" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
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            <title><![CDATA[Cheguei.]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Lia Mesmo]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 30 Jul 2019 01:37:03 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2019-07-30T01:37:03.306Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*7tbS0Kmtwa5FBhLOHKYDMw.jpeg" /></figure><p>Digo “oi”, tento dizer da maneira mais suave possível, gostaria de sorrir mas o peso dos dias cai sobre meus lábios e eu não consigo.</p><p>A resposta é quase inaudível, na verdade não sei se houve mesmo uma resposta ou se agora a minha mente passou a fabricar as vozes que eu gostaria de ouvir…</p><p>Quero um abraço. Quero um abraço real, sincero, um abraço abrigo, quente. Penso em pedir um abraço. A lembrança de outros abraços sem vontade me impede de dizer que eu preciso ser abraçada.</p><p>Quero contar sobre o meu dia, quero dividir alguma coisa, quem sabe ouvir alguma coisa também. A tv ligada e os olhos que não parecem notar minha presença me amordaçam.</p><p>Vou na cozinha, bebo uma água. Penso em outra forma de investir. Desanimadamente percebo que não quero mais tentar nada.</p><p>Pego minha bolsa, vou pro meu quarto. Um mundo alheio ao mundo, um mundo mudo, frio.</p><p>Outro dia.</p><p>O sono chegou as 6 da manhã, acordei às 9. Ouço aos poucos a casa acordar.</p><p>Penso em levantar e me juntar ao café da manhã. Lembro da noite de ontem, ela me imobiliza, não me levanto.</p><p>10. 11. Meio dia. Levanto e vou ao banheiro. Tento sondar qual o humor das pessoas, se elas estão “normais”, se elas estão tensas, o que é uma constante por aqui.</p><p>O clima é indiferente. 13. 14. Ficou pronto o almoço. Tento decidir se vou me sentar.</p><p>Sento. Silêncio. Conversa entre duas pessoas. Ninguém fala nada comigo. Faço um esforço, eu mesma acho uma brecha e me coloco na conversa. Meu ponto de vista é outro, minha opinião é outra, levo um fora. Argumento. Mais um fora. Penso se vou responder, decidi que não. Me levanto.</p><p>No quarto de novo. Preciso trabalhar. Preciso pensar. Preciso respirar. 15. 16. 17. Quero conversar com alguém, rir com alguém, rir de alguém, quero dividir alguma coisa com alguém. 18. Não consigo trabalhar, não consigo respirar nesse lugar.</p><p>19. Um banho talvez me ajude a pensar. Penso, mas em nada que me ajude a chegar em algum lugar.</p><p>Preciso sair daqui, preciso respirar. 20. Não tenho onde ir, decido ficar. 21. 22. 23. Meia noite. O silêncio começa a chegar. Uso a noite pra procrastinar, não tenho cabeça pra criar.</p><p>01. 02. 03. 04. 05. 06. Adormeço. 07. 08. 09. 10. Desperto. Outro dia. A casa tá acordada. Eu tô esgotada, tô cansada, desanimada. Eu quero um abraço. Preciso abraçar alguém, ouvir a voz de alguém falando comigo, quero rir de alguma coisa, <em>só pra ter certeza que eu não me tornei invisível.</em></p><p>11. Meio dia. 13. 14. Preciso beber água. Saio do meu mudo mundo. O clima tá tenso. Bebo água. Volto, hoje eu não tenho forças pra me esforçar.15. 16. 17. 18. 19. 20. 21. 22. 23. Meia noite.</p><p>Imagino um mundo diferente. Outro lugar. Uma realidade diferente, alternativa, onde é possível me enxergar. 01. 02. 03. 04. 05. Tudo de novo. Outro dia.</p><p>Fantasmas existem, eu vi, eu posso provar.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=afb511a621a0" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[MEU PRIMEIRO ERRO]]></title>
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            <category><![CDATA[ilustration]]></category>
            <category><![CDATA[poema]]></category>
            <category><![CDATA[amor]]></category>
            <category><![CDATA[saudade]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Lia Mesmo]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 20 Aug 2017 14:47:26 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2017-12-03T04:12:40.688Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Eu acordei hoje de manhã e senti falta de qualquer mensagem sua, qualquer coisa idiota que a gente acharia engraçado ou alguma novidade musical do nosso interesse.</p><p>Eu acordei hoje de manhã sentindo falta da sensação da certeza de poder contar com você. Acordei sentindo falta de amor.</p><p>Eu acordei hoje de manhã querendo que o tempo avançasse, que o tempo voltasse, que o tempo fizesse qualquer coisa que pudesse mudar esse presente descabido.</p><p>Eu acordei hoje de manhã, mas preferia estar dormindo. Dormindo eu não sinto nada.</p><p>Hoje de manhã eu acordei, foi meu primeiro erro.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*fZI2mOV9y8QZTEbtYKRSeg.jpeg" /></figure><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=754c11a0fcd5" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
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            <title><![CDATA[OBRIGADA]]></title>
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            <category><![CDATA[abusive-relationships]]></category>
            <category><![CDATA[autoestima]]></category>
            <category><![CDATA[self-respect]]></category>
            <category><![CDATA[familia]]></category>
            <category><![CDATA[relacionamentos]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Lia Mesmo]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 11 Aug 2017 05:01:35 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2017-08-11T05:31:26.111Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h4>carta aberta de agradecimento</h4><p>Obrigada por tudo até agora e por tudo que ainda virá. Você me fez tudo que eu sou hoje.</p><p>Obrigada pelo teu favoritismo, ele me ensinou que eu preciso acreditar em mim em vez de esperar que outra pessoa o faça.</p><p>Obrigada pelo teu desprezo, é graças a ele que tenho essa couraça que não me deixa atingir por todo desprezo que encontrei na rua.</p><p>Obrigada por toda manipulação, hoje consigo discernir uma quando vejo e tenho o que é necessário pra me afastar.</p><p>Obrigada por toda dor física que já me afligiu. Eu hoje sei me defender. Ninguém nunca vai levantar a mão pra mim.</p><p>Obrigada pela constante competição, ela me ensinou que a única pessoa com quem eu devo competir é comigo mesma. Só eu posso me levar onde preciso ir.</p><p>Obrigada por me ensinar o valor da parceria, da amizade e da cumplicidade. Eu nunca as deixo escapar.</p><p>Obrigada por me ensinar a coragem. É preciso muita coragem pra andar sozinho nesse mundo.</p><p>Obrigada, especialmente, pelo desamor. Quando eu conheci o amor, não tive nenhuma dúvida de que ele existia, que era real, feliz e que podia ser saudável.</p><p>Mesmo com tantos dias ruins, com tanta lágrima, com tanta dor, com tanta falta de amor, eu tô aqui. Eu não desisti. Eu não vou desistir.</p><p>Eu entendi agora…</p><p>Você nunca me destruiu.</p><p>Você nunca me quebrou.</p><p>Não falta nada em mim, nenhuma figura na minha vida. Tenho a paz que conquistei dissecando cada experiência e fazendo delas um aprendizado. Eu não sei se seria a mesma pessoa caso não tivesse vivido tudo que a gente viveu, não sei se eu seria tão forte. Obrigada pela minha força. Teu tratamento me fez forte, me fez rija, me fez espada e escudo.</p><p>Você nunca me quebrou.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*Uavjlmz06h9mfWV0Rep9gA.jpeg" /></figure><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=53f654c00a08" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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