<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0" xmlns:cc="http://cyber.law.harvard.edu/rss/creativeCommonsRssModule.html">
    <channel>
        <title><![CDATA[Stories by Luã Newbery on Medium]]></title>
        <description><![CDATA[Stories by Luã Newbery on Medium]]></description>
        <link>https://medium.com/@luanewbery?source=rss-2bd36629e5fa------2</link>
        <image>
            <url>https://cdn-images-1.medium.com/fit/c/150/150/1*XeMZcpJwKJesTpMhpEcwRg.jpeg</url>
            <title>Stories by Luã Newbery on Medium</title>
            <link>https://medium.com/@luanewbery?source=rss-2bd36629e5fa------2</link>
        </image>
        <generator>Medium</generator>
        <lastBuildDate>Tue, 23 Jun 2026 05:33:07 GMT</lastBuildDate>
        <atom:link href="https://medium.com/@luanewbery/feed" rel="self" type="application/rss+xml"/>
        <webMaster><![CDATA[yourfriends@medium.com]]></webMaster>
        <atom:link href="http://medium.superfeedr.com" rel="hub"/>
        <item>
            <title><![CDATA[Apenas um desabafo sobre o mercado de trabalho paraense ]]></title>
            <link>https://luanewbery.medium.com/apenas-um-desabafo-sobre-o-mercado-de-trabalho-34741a018712?source=rss-2bd36629e5fa------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/34741a018712</guid>
            <category><![CDATA[jornalismo]]></category>
            <category><![CDATA[mercado-de-trabalho]]></category>
            <category><![CDATA[comunicação]]></category>
            <category><![CDATA[belém]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Luã Newbery]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 05 Mar 2023 03:38:31 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2023-04-17T23:58:14.975Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Enfim chegou o mês de março, começou mais uma temporada na minha vida de desempregado, mas dessa vez tenho uma situação para explanar.</p><p>Desde dezembro de 2022 que estou desempregado e, até o momento, já participei de 3 processos seletivos, dois para vagas presenciais e um para home office, todos em empresas diferentes e com funções distintas, sobretudo, com algo em comum, um pequeno detalhe que eu sempre crio, mesmo que sem querer: <strong>expectativa!</strong></p><p>Em cada um deles sempre nasce aquele sentimento de esperança, embora às vezes a gente até sabe que o ‘não’ é inevitável, no entanto, nutrir aquela expectativa chega a ser algo comum ou acidental. E, pra ser sincero, isso causa um desgasta mental enorme, embora, alguns digam que faz parte, eu não consigo ver isto com bons olhos, porque tem sempre o depois do ‘não’.</p><p>Após o feedback negativo do processo seletivo — quando tem algum retorno — a gente se sente incompetente, um zero a esquerda, quem sabe até um profissional defasado que parou no tempo. Os sentimentos são turbulentos e duramente te consomem e te transforma em é um ser inerte, que só quer fazer uma renda no mês, visto que, os boletos não param!</p><p>Na minha última entrevista, fiquei bastante empolgado, empresa grande do ramo e isso me abriria portas. A conversa foi ótima, as pessoas foram maravilhosas, sobe isso não tenho reclamações, mas o salário e as funções… essa parte foi bem desanimadora: <strong>um pouco mais de 1 salário mínimo, vale transporte</strong>, trabalho presencial, de segunda a sábado e com escalas no fim de semana. <strong>Atribuições: Tudo!</strong> Redator, designer, social media, jornalista, produtor de conteúdo e por aí vai. Isso realmente acabou comigo, mas eu não iria recusar, como dito anteriormente os boletos não param.</p><p>Vale ressaltar que sou formado em comunicação social, com ênfase em jornalismo, e essa desvalorização da categoria me leva a crer que eu cometi muitos erros durante a minha vida e todos eles me trouxeram até aqui, para este cenário atual, onde me vejo como um profissional da comunicação profundamente frustrado com a área e o mercado de trabalho, principalmente de Belém (PA), cidade onde eu moro, afinal — não querendo generalizar — os são salários ruins e as responsabilidades são absurdas.</p><p>No entanto, sobre a última entrevista, eu estava precisando desse emprego, e ainda estou! Mas a questão é: valeria a pena encarar tudo isso? Claramente seria um emprego que não daria para pagar as minhas contas, (e provavelmente as de ninguém) portanto, em breve eu teria que arrumar um segundo emprego, ou seja, um segundo cansaço, um segundo motivo para se sentir desapontado com a vida.</p><p>Porém, vamos fazer o que né?! A sociedade é assim, ela almeja a nossa infelicidade. Vivemos para trabalhar e trabalhamos para termos acesso ao básico da necessidade humana: água, comida, saúde e conhecimento. É isso, pagamos pelo essencial, é como se o oxigênio fosse taxado. Trabalhe ou morra!</p><p><strong>Será que um dia isso vai mudar?</strong></p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/800/1*iihGemrtJHxbH7yv7tkx5w.jpeg" /></figure><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=34741a018712" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Água potável em Belém: Nunca nem vi!]]></title>
            <link>https://luanewbery.medium.com/%C3%A1gua-pot%C3%A1vel-em-bel%C3%A9m-nunca-nem-vi-5410e3df2ae?source=rss-2bd36629e5fa------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/5410e3df2ae</guid>
            <dc:creator><![CDATA[Luã Newbery]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 27 Dec 2019 03:54:50 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2021-03-22T03:36:09.030Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/440/0*p9qAbGuzcg9OV6mj" /></figure><p>Somos ribeiros — você querendo ou não — vivemos rodeados de muita água, navegamos sob ela, nadamos, pescamos e bebemos, mas só quando tem e olhe lá! A região da Amazônia possui a maior reserva hidrográfica do mundo, resumidamente, 1/5 de toda água doce do mundo está aqui na nossa região, somente na bacia hidrográfica do rio Amazonas contém 20% da disponibilidade mundial de água doce, há também a água que a gente não ver, estão bem debaixo dos nossos pés, afinal, 97% da água doce mundial encontra-se no subsolo do planeta, ou seja, há uma abundância considerável, somos bastante privilegiados. Só que não!</p><p>Há uma ironia que prevalece, apesar de toda abundância, a distribuição de água potável é desigual, na Amazônia brasileira não existe escassez de água e sim uma crise perante ao acesso à água potável. Segundo o Plano Nacional de Recursos Hídricos de 2006, é no norte do Brasil o maior índice de disponibilidade per capita de água doce do país, reunindo alta vazão específica com baixa densidade populacional, como verificado nas Regiões Hidrográficas Costeira Norte, com 1,8 milhão m3/hab ano, do rio Amazonas com 455 mil m³/hab ano, e na vertente oeste do Tocantins, entre as sub-bacias dos rios Araguaia e Pará, próximas a 150 mil m3/hab ano. Sobretudo, ao analisar os dados de 2005–2009 divulgados pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), da população com índice total de abastecimento de água, é enfatizado que nos sete estados da região norte, apenas os estados do Tocantins e Roraima se aproximavam da média nacional em que entre 81 a 90%. O Amazonas entre 61 a 80%. Acre, Amapá e Rondônia com índices entre 41 a 60% de atendimento, ficando em último e lugar, o nosso Pará estava com incríveis 40%. Uma bela porcaria. Tá certo que os dados são de 2006, então muita coisa deve ter mudado. Será?</p><p>Bem, o Instituto Trata Brasil, juntamente a GO Associados, divulgou em 2018 o ranking do Saneamento Básico das 100 Maiores Cidades do Brasil, dessa vez com base nos dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, o ano base da pesquisa foi 2017, e na ocasião observamos que apenas Belém, Santarém e Ananindeua estiveram presente no estudo — visto que são as 100 maiores cidades. Belém apareceu na posição 89, com cerca de 71,21% de indicadores total perante á água, ou sendo, residencias beneficiadas com água encanada (tratada ou não) e 12,99% com acesso a a atendimento total a rede de esgoto. Enquanto que Santarém ficou no ranking 97, indicadores total de água com 52,19% e acesso ao esgoto com 4,27%. Agora se você que as cidades anteriores estão ruins é porque você ainda não viu a situação de Ananindeua, município que fica coladinho com Belém, ficou no ranking 99 (quase levou o destempero), os indicadores de água total ficou em 32,42% e acesso total ao esgoto 0,98%, isso mesmo que você leu, a cidade que o nosso atual governador — Helder Barbalho — já foi prefeito, tem nem 1% de esgoto!</p><p>Sejamos sincero, nem precisava de dados para isto, bastar viver em um desses municípios para se constatar esse descaso com a Constituição Federal, que por sinal, estabelece a universalização, integralidade, abastecimento e disponibilidade do acesso ao saneamento básico, como o próprio nome já diz “básico”, ou sendo, fundamental, mas em Belém a água não é bem para todos, é uma comercialização, a população paga para beber água mineral, e isso é tão comum quanto respirar, empresas como a Cosanpa (Companhia de Saneamento do Pará) simplesmente ignoram tal acordo proposto na constituição e visam apenas o sucateamento e o enriquecimento dos cofres, levando em consideração que atualmente a companhia está tentando migrar para a iniciativa privada, graças ao golpista Michel Temer, logo, se pública já é ruim, agora imagina privada.</p><p>Agora, se tu és um neoliberal e concorda com a privatização da Cosanpa, acha que a mudança será benéfica para a população em si, te desafio a pensar no contexto social da sociedade e em seguida citar pelo menos uma empresa privada, uma distribuidora de serviços, que não segrega pessoas mais pobres, diga uma única empresa que não cobra taxas altíssimas e que almeje o bem-estar do consumidor e a qualidade do serviço prestado. Se não consegues, é passivelmente aceitável! Te lembras da CELPA, que teve um reajuste de 500% na tarifa e 0% na qualidade do serviço desde a privatização? Pois bem, porque seria diferente na Cosanpa?</p><p>Sobram as incertezas, mas de uma coisa temos certeza, lute contra a privatização ou deixe o seu bolso lutar por você futuramente, ou então invista em um poço artesiano e seja um privilegiado!</p><p>Feliz 2020!</p><p>Referências/fontes:</p><p>BORDALO, C. A. O paradoxo da água na região das águas: o caso da Amazônia brasileira. Geousp — Espaço e Tempo (Online), v. 21, n. 1, p. 120–137, abril. 2017. ISSN 2179–0892.</p><p>Instituto Trata Brasil. Ranking Saneamento Básico: 100 maiores cidades do Brasil. 2018.</p><p><em>Originally published at </em><a href="https://esquinasdebelem.wordpress.com/2019/12/27/agua-potavel-em-belem-nunca-nem-vi/"><em>http://wordpress.com</em></a><em> on December 27, 2019.</em></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=5410e3df2ae" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Ônibus belenense: Andando no latão]]></title>
            <link>https://luanewbery.medium.com/%C3%B4nibus-belenense-andando-no-lat%C3%A3o-a3aeb3baa716?source=rss-2bd36629e5fa------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/a3aeb3baa716</guid>
            <dc:creator><![CDATA[Luã Newbery]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 16 Apr 2019 00:28:48 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2021-03-22T03:34:30.718Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/440/0*k2YnL3jiQVK1Texa" /></figure><p>Belém, Avenida Augusto Montenegro, perto das 13 horas, na rua, o sol em seu ápice do esplendor, o motora queimou a parada, mas, que sorte, logo atrás lá vem outro ônibus, que por sinal, parou no meio da pista, é isso, vamos ter que correr atrás pra poder pegar! Dentro do ônibus, R$3,30 (meia R$1,65) e problemas com a biometria, passa-se 3 vezes até ficar tudo ok, de longe se avista um lugar privilegiado na janela, garantindo assim a brisa entre um semáforo e outro, sobretudo, pausando devido aos possíveis e inevitáveis engarramentos. Já “confortável” na janela, coloca de imediato o fone de ouvido pra abafar a barulheira de lataria do ônibus, porém, junto a ti, há uma companhia, não é o malaco, é uma barata dando boas vindas, no mais, sem escândalos deixamos passar, afinal de contas, esse é o menor dos problemas, pois subiu o viaduto e logo olha-se para o horizonte e em seguida mentalmente exclama: “égua lá vem!”. Te prepara, é o toró!</p><p>Bem, já na primeira gotícula de chuva, a senhora da frente já puxou a janela, em seguida ouve-se uma sinfonia de janelas sendo cessadas, mas cessadas para a brisa, sim aquela brisa rarefeita que agora fará uma baita falta, lembrando que você tem que fechar a tua janela também, até porque o teu “vizinho” de banco já começou a te olhar torto. Nos primeiros minutos tá tudo indo muito bem, obrigado, 10 minutos depois aquele fone de ouvido já se torna algo insuportável. O suor desceu, a camisa ensopou, o visual fedeu, mas aquele ônibus travou no Entrocamento, é um acidente, porque em Belém é assim, se tá chovendo então bora bater o veículo, acho que tá liberado as batidas.</p><p>A chuva perpetua lá fora e chove aqui dentro do busão também, fazendo com que alguns usuários que estavam do lado da janela, fiquem de pé, acho que tive sorte, pois meu assento segue seco e intacto. Vinte e cinco minutos depois, ainda preso em alguma via, a chuva passou, o sol voltou a reinar, hora de abrir a janela e sentir a brisa novamente, tudo certo até que o ônibus começou a andar e faz uma curva bacana, logo presenciamos algo tipicamente belenense, a chuva seca. Em suma, consiste no decaimento da água da chuva que fica armazenada nos cantos das janelas, o movimento do ônibus auxilia neste fenômeno, sobretudo, estranhamente há um orifício que facilita a projeção da água da chuva diretamente na tua cara, o lado positivo: é refrescante!</p><p>Hora de descer, é um momento que requer força e coragem, o motora corre na via a 60 km/h, voando na lombada se arrebentando no buraco, tal proeza faz qualquer um levitar no fundo no ônibus, pra descer é preciso fazer esforço para alcançar a cordinha, mas é verificado que a mesma está solta, logo, num gesto de desespero aperta-se em vão aquele botão de sinal, ingenuidade a parte, pois não funciona e nunca funcionou e todo mundo sabe disso. Por sorte, alguém consegue puxar a cortinha que tava lá na frente ou no meio do ônibus. O coletivo parou, bora descer né, mas bem na enorme poça de lama, todos são obrigados a se acabar na poça, se sujando na vala.</p><p>A rotina é cansativa, é um estorno, o cidadão belenense vive um cotidiano comum de uma cidade grande, porém o descaso é obviamente gritante aqui, por conta dos ônibus, a começar pelos valores que anualmente são alterados e este ano já está previsto um aumento bem azedo, saltando dos atuais R$3,30 para os R$3,60, proposta feita pela Prefeitura Municipal de Belém, porém a Setransbel (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belém) gostaria que fosse R$3,95, um aumento de quase 20%, um verdadeiro abuso! Em outras metrópoles, como em Fortaleza, grande parte da frota é climatizada, com direito a ônibus limpos e conservados, lá a passagem custa R$3,60, os valores são altos, mas há conforto, diferente de Belém, onde a mudança acontece apenas nos valores, o serviço será o mesmo de sempre e sempre, com direito a ônibus sujos, calorentos, barulhentos, demasiadamente no prego e com motoristas e cobradores mal educados.</p><p>Ah, teve a volta, claro. A espera é demorada, dependendo da linha, neste caso, UFPA-ICOARACI. Essa consegue ser a verdadeira lenda urbana de Belém, com ônibus passando a cada 1 hora e fazendo um percurso exaustivo e redundante, e quando passa é lotado, privilegiado é quem não depende desse coletivo. A linha é oferecida por 3 empresas: Transurb, Rio Guamá e Guajará, em tese, cada uma com 3 ônibus circulando, só em tese mesmo, por que quem usa sabe que na prática a linha é demorada e imunda, uma verdadeira lata de lixo de 4 rodas.</p><p>A seguir, imagens reais do cotidiano dos belenense dentro e fora dos coletivo:</p><p>Imagens: Twitter — Belém Trânsito</p><p><em>Originally published at </em><a href="https://esquinasdebelem.wordpress.com/2019/04/15/onibus-belenense-andando-no-latao/"><em>http://wordpress.com</em></a><em> on April 16, 2019.</em></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=a3aeb3baa716" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Belém já teve: Bondinho]]></title>
            <link>https://luanewbery.medium.com/bel%C3%A9m-j%C3%A1-teve-bondinho-ec2194691b14?source=rss-2bd36629e5fa------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/ec2194691b14</guid>
            <dc:creator><![CDATA[Luã Newbery]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 31 Dec 2018 01:50:36 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2021-03-22T03:04:41.377Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/440/0*ue_XrQPq6Yu9aC3h" /></figure><p>Um viés da população derivada de uma cultura, uma história a ser refletida e repassada para a posteridade com um certo ápice perante o apelo emocional, essas são as características relevantes de uma memória, de uma recordação, ou sendo, pode se dizer que configuramos a memória como algo único, seria a recordação individual acerca de cada momento, de fato, uma composição imaterial que devemos preservar até os nossos últimos dias, no mais, quando a memória é uma exatidão física material a importância na preservação é maior, porém, o que temos é uma sociedade baseada no esquecimento.</p><p>Se você parar para refletir um pouco, lembrará que muitas ruas da capital já mudaram os nomes nas últimas décadas e até mesmo nos últimos anos, um claro exemplo disto: basta lembrar da Avenida 25 de Setembro, você lembra?! Os mais novos não recordaram, mas é a atual Avenida Rômulo Maiorana, nome não muito usual pelos moradores e tampouco pelos mais experientes, sobretudo, o que restou ali foi só mais um nome na memória e uma feira se mantendo contra ao atual título, a feira da 25. Porém isso é o de menos, o que realmente traz preocupação, é quando tentam apagar fisicamente a história de um povo, e este é o caso do bondinho da Estação Gumercindo Rodriguez, no centro histórico de Belém.</p><p>No última dia 26 de dezembro, o digníssimo prefeito, Zenaldo Coutinho, deu um presente de Natal para a população belenense, um presente atrasado, mas de coração, trata-se de um muro! Sim, um muro na entrada principal da Estação do bonde ou bondinho que, tal qual, foi orquestrado para impedir o vandalismo que o local vinha sofrendo durante todos esses anos. Foi uma solução dada ao problema, de fato, porém não foi a solução mais lógica, e sim, a mais ociosa. Em suma, a solução mais sensata seria a de trazer de volta o bondinho, colocar para circular e reforçar o policiamento na área, é simples, e foi bastante difundida por populares, políticos e mídias locais, no entanto, a prefeitura municipal preferiu dá as costas para a opinião alheia.</p><p><strong>O Bondinho</strong></p><p>O charmoso meio de transporte surgiu em Belém em 1869 e, devido a modernização, foi desativado nos anos 60, sendo, posteriormente, reinaugurado em 2007, já na gestão do Duciomar Costa, contudo, a tentativa de tirar o projeto do papel já existia desde meados de 2002, era o projeto “Via dos Mercadores”, da então gestão de Edmilson Rodrigues — daí vem o apelido de “bondinho do Edmilson”, devido ser o percursor da iniciativa — o intuito era o de preservar e revitalizar a história da <em>belle époque</em> e, ao mesmo tempo, incentivar o turismo e lazer dentro do centro histórico, visto que, é o ponto mais visitado por turistas e também pelos próprios belenenses, devido ao centro comercial que se encontra no mesmo local. O bondinho que circulou pelos bairros de Campina e Cidade Velha, não é o original que rodava durante o século passado, este em questão veio diretamente da cidade de Santos (SP) para Belém, viajou bastante e teve uma curta saga em solo paraense, pois durou até 2008 e agora está abandonado, aparentemente não era prioridade para o Dudu, assim como não é para Zenaldo.</p><p>Contudo, vale ressaltar, que a catalogação do descaso já era esperado, afinal de contas, a estação se manteve abandonada durante vários anos, o bonde está deteriorado e em algumas ruas, por exemplo entorno da Praça Dom Pedro II, os trilhos sumiram faz tempo, ou sendo, o muro apenas configurou o último suspiro do bonde da <em>belle époque</em>.</p><p><em>Originally published at </em><a href="https://esquinasdebelem.wordpress.com/2018/12/30/belem-ja-teve-bondinho/"><em>http://wordpress.com</em></a><em> on December 30, 2018.</em></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=ec2194691b14" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Belém, a lei do silêncio lhe cai bem]]></title>
            <link>https://luanewbery.medium.com/bel%C3%A9m-a-lei-do-sil%C3%AAncio-lhe-cai-bem-5e2bba57dde9?source=rss-2bd36629e5fa------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/5e2bba57dde9</guid>
            <dc:creator><![CDATA[Luã Newbery]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 12 Mar 2018 15:20:45 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2021-03-22T02:58:50.546Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/440/0*NqhsipyoTyiSWaCs" /></figure><p>Somos meros mortais, com meras vidas cotidianas. Acordamos, estudamos, trabalhamos, comemos, namoramos, no entanto, prevalece a normalidade de algo que deveria ser incomum: a violência e o silêncio diante às atrocidades. Sobretudo, a nossa cultura é maravilhosa, a história primordial e todo o legado encantador que os portugueses nos deixaram é estupendo, devemos admitir, mas, com uma pitada de sarcasmo, vamos fugir um pouco das fotos bonitinhas de Belém e falar de uma realidade de fato.</p><p>Pesquisa recente, feita por uma ONG mexicana, listou as 100 cidades mais perigosas do mundo, no qual, 17 são capitais daqui da dita cuja “ordem e progresso”, e (sem espanto algum) Belém encontrou-se em décimo lugar no ranking mundial, com um total de 1.743 homicídios só em 2017. Ah, mas esses são os dados oficiais, podendo até ser mais extenso, afinal de contas, lembre-se que em terra sem lei é muito fácil esconder um corpo. No mais, a violência desenfreada da capital paraense tem nome e sobrenome: corrupção e falta de investimento.</p><p>A corrupção fica por conta da covardia do poder público que tende a arrastar uma asinha para a ilegalidade, não querendo generalizar e sem citar nomes, aqueles que deviam nos proteger agem em prol do meliante, correndo atrás de um “agrado”, basta alguns trocados e o ladrão já está de volta às ruas, pronto para roubar e/ou matar, e depois será pego de novo para logo em seguida rolar aquele familiar “troca de favores”, permanecendo nesse ciclo vicioso até chegar à 1.743 homicídios. Vamos dobrar essa meta!</p><p>Sobre a falta de investimento, nem é preciso falar muito, é nítido, basta olhar uma escola pública e o quão abandonada ela é, não tem professor, nem merenda e tampouco estrutura. E caso você defenda a tese que a violência é uma questão apenas de segurança pública, sabia que estás completamente errado sobre essa afirmativa, para combater a violência é necessário a união de vários poderes. Seria um grande gasto sim, no entanto, vale ressaltar que não somos um estado pobre, pelo contrário, o Pará, ou melhor ainda, o Brasil tem dinheiro de sobra para investir, apenas não quer, é mais cômodo deixar a população desamparada.</p><p>A violência que temos hoje em dia é fruto de uma má administração gestora, não estou mencionando um prefeito e/ou um governador em questão, afinal, é algo de décadas atrás que vai passando de mão em mão, o descaso é algo cultural que simplesmente está diante de nossos olhos, mas preferimos declinar a cabeça e exigir armas, armas para a sociedade, armas para o “cidadão de bem” e todos os nossos problemas estarão solucionados. Que diria!</p><p>Há opções, dizem para denunciar, ligue 181 e faça uma denúncia anônima, “é um elo entre a sociedade e o pode público” engana-se! Impera a lei do silêncio. Não temos voz, o cidadão é refém de si próprio, se denunciar morre, se ficar calado morre, então seja invisível, visto que, o perigo em Belém não tem cara, não escolhe classe social, está presente tanto no subúrbio quanto no centro e não importa o quanto você paga para se manter seguro no fundo você é o prisioneiro, somos todos fruto do descaso.</p><p><em>Originally published at </em><a href="https://esquinasdebelem.wordpress.com/2018/03/12/belem-a-lei-do-silencio-lhe-cai-bem/"><em>http://wordpress.com</em></a><em> on March 12, 2018.</em></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=5e2bba57dde9" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[A mobilidade urbana de Belhell]]></title>
            <link>https://luanewbery.medium.com/a-mobilidade-urbana-de-belhell-79d7dd763936?source=rss-2bd36629e5fa------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/79d7dd763936</guid>
            <dc:creator><![CDATA[Luã Newbery]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 30 Nov 2017 22:24:35 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2023-04-18T01:32:51.651Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Bem, só com esse título já devem ter notado que a situação é um tanto ruim, afinal, <strong>Belhell</strong> não é um apelido carinhoso o bastante, no entanto, é como os cidadãos belenenses encaram os infernais problemas da <strong>Grande Belém</strong>: com muito humor e paciência.</p><p>A cidade cresceu muito nos últimos 20 anos. Em um certo momento a <strong>Avenida Augusto Montenegro</strong> se tornou a “ <strong>Nova Belém</strong> “, termo aceitável, pois antes, ali era um pouco distante do centro da cidade e atualmente, devido a falta de espaço no centro, houve um <em>boom</em> imobiliário. A classe alta se mudou, hoje há grandes condomínios, supermercados, bancos, escolas, shopping e entre outros <em>coisitas</em> na Avenida. No entanto, a Região Metropolitana de Belém não acompanhou muito bem esse crescimento populacional, principalmente no quesito meio de transporte e acessibilidade.</p><p>Com quase 13 KM de extensão, a Avenida Augusto Montenegro, abrange diretamente, e indiretamente dezenas de bairros, para alguns destes bairros, chega a ser a ÚNICA rota de acesso, como por exemplo, o bairro do <strong>Tenoné</strong>, um dos mais populosos da região e um dos mais inacessíveis.</p><p>O bairro tem como principal via de acesso e saída, a <strong>Rua Alacid Nunes</strong> que é paralela a Augusto Montenegro e, para piorar, o moradores que residam mais adentro do bairro, sofrem com a falta de transporte público, visto que, existem apenas 3 linhas de ônibus e nenhuma vai até o fim da Rua Alacid Nunes e tampouco até as extremidades do bairro — a região que mais sofre com a falta do itinerário é o Conjunto Porto Laranjeiras, um residencial planejado pela gestão municipal, que fica exatamente no final da principal rua citada acima. Vale ressaltar, que o bairro possui três outras vias de acesso, porém, não são usuais o bastante, pois não fazem acesso diretamente ao restante do Tenoné e não passam linhas de ônibus, logo pode-se dizer que o único escoamento é pela Alacid Nunes.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/723/0*FyXp4rPx4NJLEpxd" /></figure><p>Citei acima que há bairros que dependem diretamente e indiretamente, um dos bairros que dependem de forma indireta da Augusto Montenegro, é a <strong>Ilha de Outeiro</strong>, ou melhor, o Distrito de Outeiro.</p><p>A região é necessariamente uma ilha (ilha de Caratateua) dentro dela existem diversos bairros que juntos constituem um Distrito. No quesito problemas com mobilidade urbana, Outeiro é campeã. A ilha é territorialmente grande e populosa, chegando a 80 Mil habitantes — mas como é uma região praiana, esse numero pode até aumentar nas férias. O que torna a ilha inacessível é o fato de haver apenas uma ponte de acesso, sem dizer na precariedade das linhas de ônibus, atualmente só existem duas, e não circulam em toda a cidade, uma linha vai até o Ver-o-Peso, enquanto a outra vai até São Brás. O itinerário é eventual, ou melhor, existem poucos ônibus, como consequência disto a super lotação.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/723/0*1LRnkFH8fYulL-K2" /></figure><p>Ambos os bairros citados possuem saídas — e entradas — pelas águas. O final do bairro do Tenoné encontra-se o <strong>Furo do Maguari</strong>, uma das principais vias hidrográficas dentro de Belém, por ela é possível chegar a diversos outros bairros através dos rio. Sobretudo, a construção de uma ponte seria uma ótima opção, pois isso ligaria o Tenoné ao Icuí-Guajará, em <strong>Ananindeua</strong>, dando acesso mais rápido à Avenida Independência e a Rodovia BR-316. Já em Outeiro, por se tratar de uma ilha, obviamente é rodeada por água, o que falta em Outeiro é uma ou duas pontes há mais, uma dessas pontes poderia fazer ligação direta para a Ilha de Mosqueiro, afinal de contas, as duas ilhas são geograficamente próximas. Veja nas imagens abaixo:</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/190/0*DPxmMWaXOCVqhUqK" /><figcaption>Ilha de Outeiro ao lado da Ilha de Mosqueiro</figcaption></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/525/0*pqAnYo_VxlaxpMhQ" /><figcaption>Um pequena ponte entre o Tenoné e o Ícui iria ajudar a população dos bairros</figcaption></figure><p>Belém ainda é uma cidade atrasada no quesito mobilidade urbana, a infraestrutura e o investimento financeiro não é digna de uma cidade grande, a mentalidade é pequena, mas a boa notícia é que isso está mudando. Em passos de tartaruga? Sim, com certeza! No entanto, a gestão atual tentar nos empurrar goela abaixo um famigerado <strong>BRT</strong> sendo construído há anos em um local com pouco espaço para escoamento. O ideal seria investir mais em pontes e nos transportes hidrográficos, afinal, por mais urbanos que aparentamos ser, lembre-se que somos uma região <strong>ribeirinha</strong>, não nos hábitos e sim pelo fato de estarmos rodeados de rios. Não se esqueçam disso!</p><p><em>Originally published at </em><a href="https://esquinasdebelem.wordpress.com/2017/11/30/a-mobilidade-urbana-de-belhell-augusto-montenegro/"><em>http://wordpress.com</em></a><em> on November 30, 2017.</em></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=79d7dd763936" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Em Belém, será que existe jornalismo de verdade?!]]></title>
            <link>https://luanewbery.medium.com/em-bel%C3%A9m-ser%C3%A1-que-existe-jornalismo-de-verdade-1d5c1c7c7938?source=rss-2bd36629e5fa------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/1d5c1c7c7938</guid>
            <dc:creator><![CDATA[Luã Newbery]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 25 Oct 2017 01:56:00 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2021-03-22T02:44:00.957Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/440/0*rf5VOonuQNHK_LHO" /></figure><p>Será que existe o tal jornalismo que mostre os fatos como reais e imparciais, sem maquiagem ou manipulação? Uma pergunta um tanto quanto comum, porém sem respostas fáceis. Começaremos assim, imaginando um boato qualquer, no entanto, o comum mesmo é como nasce esse boato, que no qual, nunca foi verificada a fonte, podemos dizer que simplesmente alguém acorda e resolve aumentar um fato ou até inventar do zero mesmo. Com isto, notamos que diariamente somos bombardeados de informações de demasiadas direções, seja pelas redes sociais, portais de notícias, televisão, rádio ou até do famoso “de boca em boca”, simplificando, a nossa comunicação é rápida mas sem muita veracidade — às vezes — e sobre a tal imparcialidade, podemos dizer que é realmente uma lenda urbana que ouvimos e aprendemos na faculdade e lá mesmo fica. Enjaulada nos livros!</p><p>Convenhamos que em tempos de internet é muito fácil tendenciar algo, seja injúria ou não, o fato é que sempre haverá um público, pequeno ou grande, mas haverá. Agora trazendo para outro lado, pense em um grande veículo de comunicação, imagine a logo — ou logotipo — desse tal veículo e tente não ligar essa grande empresa à questões de interesse particular. É praticamente uma lição impossível. Há o famigerado “podre” por detrás e é aí que nasce o “jornalismo de verdade”, em volta de uma particularidade, um jogo de poder, um movimento por ganhos pessoais. Sem citar nomes, em Belhell nossa de cada dia, é complicado se guiar utilizando apenas veículos midiáticos de massa, afinal existe um conflito de interesses muito grande, um interesse mais particular que o outro, uma verdadeira disputa de poder.</p><p>Bem, sobre a pergunta do título, posso dizer que não devemos generalizar, mas também não podemos crer que exista essa total verdade dos fatos, é uma questão delicada, formar opinião requer enormes responsabilidades, vai muito além de uma politicagem, requer conhecimento mundano, é preciso saber sobre as malicias e virtudes dos meios de comunicação e do ser humano em si. Traçar um histórico, ser crítico.</p><p>Portanto, se você, como ser humano social, não for muito bem resolvido perante suas ideologias, logo, será facilmente devorado pelo monstro da mídia massificada, digo, manipulado mesmo, afinal é assim que o nosso mundo moderno gira, em torno de um belo marketing corporativo puramente segmentado.</p><p><em>Originally published at </em><a href="https://esquinasdebelem.wordpress.com/2017/10/24/sera-que-existe-jornalismo-de-verdade/"><em>http://wordpress.com</em></a><em> on October 25, 2017.</em></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=1d5c1c7c7938" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[RMB: Conurbação suburbana]]></title>
            <link>https://luanewbery.medium.com/rmb-conurba%C3%A7%C3%A3o-suburbana-f62934a2340a?source=rss-2bd36629e5fa------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/f62934a2340a</guid>
            <dc:creator><![CDATA[Luã Newbery]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 30 Apr 2017 16:07:11 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2021-03-22T02:38:27.133Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/440/0*2-SxIeAuSEAzU337" /></figure><p>Região Metropolitana de Belém (RMB) um conurbado com mais ou menos 2.500.000 de habitantes, um PIB estipulado em mais de R$20 bilhões divididos entre 7 municípios, todos mutualmente integrados à um relativo crescimento… desorganizado.</p><p>Essa é a metrópole da Amazônia, a maior do norte do país, fruto de uma cultura forte, história fascinante e um alto grau de violência. Quando falamos de violência, refere-se aos atos inflacionais, tais como, assaltos, furtos, mortes, assassinatos, acidentes e entre outros, como em uma cidade qualquer. Contudo, RMB se diverge, principalmente quanto se fala de outras capitais nacionais. De fato, algumas regiões metropolitanas possuem picos de violência e picos de segurança, que são respectivamente, áreas mais perigosas e áreas mais seguras — sendo mais especifico, o subúrbio e o centro da cidade. Essa divisão entre subúrbio e centro não é de hoje, contudo, de forma cultural, temos a ideia estereotipada que no centro é seguro e no subúrbio prevalece a insegurança. Não em Belém! A cidade é literalmente uma zona de elevados e baixos índices de violência, sem distinção entre áreas, ou sendo, não há exatamente uma região mais ou menos perigosa, não como em capitais como Rio de Janeiro e São Paulo, onde realmente no centro há segurança e no subúrbio encontramos a dita violência descontrolada, resultado de economia distribuída de maneira não democrática.</p><p>Belém é uma cidade periférica!</p><p>Facilmente andamos por Belém e nos deparamos com uma casinha simples — ás vezes de madeira — e ao lado uma mansão de vários metros quadrados ou até um prédio de condomínio, essa é a famosa desigualdade social, uma modalidade nascida do ventre do capitalismo, que cresce cada vez mais e sem perder força, são os desafortunados dos direitos do Estado, os esquecidos pelo Poder Público, que vagamente são vistos como a marginalidade urbana. Porém, não podemos generalizar, nem sempre uma casa humilde de madeira guarda uma vida criminosa, o ser humano tem dentro de si a maldade sem distinção de classe social.</p><p>Um dos bairros de Belém com a maior e mais visível desigualdade social é o bairro da Pedreira, com limites entre o centro e o subúrbio. Até meados dos anos 70, a Pedreira ainda era um bairro com os pés inteiramente no subúrbio, com poucos frotas de ônibus e baixa infraestrutura, o bairro era considerado longínquo do centro da cidade, pois a localização era considerada grande e sem contar com as demasiadas áreas periféricas onde os canais de esgoto ao céu aberto eram facilmente encontrados e a incidência de violência era maior do que nos bairros do centro. Hoje é cenário modificou, os problemas de violência urbana ainda existem, contudo, a infraestrutura melhorou, onde já foram terrenos baldios, hoje há condomínios, mansões, bancos e supermercados, principalmente nas grandes avenidas que cortam o bairro.</p><p>Esse acelerado crescimento é algo natural em uma zona urbana, é algo bem lógico, o centro fica cheio, logo, é preciso “desaguar” para algum lado, mas claro, nem todos se dão bem nisso tudo, como já dito, a desigualdade social no bairro é grande, ainda há os residentes das áreas dos canais que convivem com constates doenças e alagamentos devido ao acumulo de lixo despejado neste local. Pode-se dizer que o bairro tem a própria subdivisão, com direito a um centro e um subúrbio dentro da Pedreira.</p><p>É algo evidente, afinal, Belém não deixa de ser uma cidade tipicamente latino-americana, do terceiro mundo emergente, onde as suas esquinas escondem belezas e tristezas, contudo, no fundo sempre existirá um sentimento de amor e ódio por essa cidade, a periférica hospedosa Santa Maria Belém do Grão Pará.</p><p><em>Originally published at </em><a href="https://esquinasdebelem.wordpress.com/2017/04/30/rmb-conurbacao-suburbana/"><em>http://esquinasdebelem.wordpress.com</em></a><em> on April 30, 2017.</em></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=f62934a2340a" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[A arquitetura dos prédios belenenses]]></title>
            <link>https://luanewbery.medium.com/a-arquitetura-dos-pr%C3%A9dios-belenenses-61e616b5241e?source=rss-2bd36629e5fa------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/61e616b5241e</guid>
            <dc:creator><![CDATA[Luã Newbery]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 06 Feb 2017 21:54:14 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2021-03-22T02:20:14.074Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/0*HZt9EZ7_Q5FjZf_P" /></figure><p>Como não andar pelo centro histórico de Belém e não ficar nostálgico? Lição difícil.</p><p>Não é um exagero dizer que o centro de Belém tem um encanto europeu em meio ao calor latino, mas engana-se quem acha que o saudosismo bate somente no centro histórico, Belém tem história nos 4 cantos do cidade. Bairros como Cidade Velha, Reduto, Campina, Nazaré, Batista Campos, Jurunas, Umarizal, São Brás, Marco e até mesmo no Distrito de Icoaraci, são todos cenários de um legado tipicamente paraense, basta ter o olhar direcionado e saber um pouco sobre a história da cidade que logo iras reconhecer a importância de cada esquina belenense e suas respectivas construções históricas, mas não irei falar de todos, senão a publicação ficará imensa, mas vamos focar um pouco mais na arquitetura de prédios e casarões onde a nostalgia prevalece.</p><p>Ressalto, não serão mencionadas construções já destacadas antes aqui no blog, no caso, em outras postagens, irei citar apenas construções históricas ainda não mencionadas. Vamos lá.</p><h3>Edifício Manoel Pinto</h3><p>Imponente prédio, obra do comerciante Manoel Pinto da Silva, que ainda pequeno veio de Portugal para o Brasil e se apaixonou por Belém, se casou com uma paraense, formou família e aqui ficou até o final da vida, que a propósito, faleceu no seu canto dito como o favorito do prédio.</p><p>De família humilde, desde jovem sempre foi sonhador, tinha o anseio de cravar o seu nome na cidade, batalhou muito vendendo produtos nas ruas do centro comercial e guardando o dinheiro adquirido, até o dia que obteve o próprio ponto fixo, foi nesse período que tudo mudou, foi quando os lucros aumentaram e, aproveitando a modernização de Belém nos anos 50 — no qual foi decretada uma lei municipal que exigia que as construções de prédios ao entorno da Avenida 15 de Agosto (atual Presidente Vargas) seriam de no minimo 10 andares, menos que isso o proprietário era impedido de erguer algo aos arredores da avenida.</p><p>O comerciante que sempre foi visionário, trouxe pra Belém o grandioso complexo de edificações entre as Avenidas Nazaré e Serzedelo Corrêa, ao lado da Presidente Vargas, um dos pontos mais caros e importantes de Belém, nessas esquinas foram erguidos dois prédios de 10 andares e entre eles o arranha-céu nortista de 25 andares, um ícone da engenharia amazônica e até brasileira, que foi inaugurado em 1958. Durante décadas foi um dos cenários mais importantes da capital e da sociedade belenense, no topo de uma das torres já funcionou um reconhecido <em>pub</em> e o térreo também já foi um salão de recepções, sem dizer que determinados apartamentos serviram para sediar emissoras e entre outros estabelecimentos marcantes. Contudo, o tempo passou, a cidade cresceu, outros prédios maiores surgiram, mas vale ressaltar que com os seus quase 60 anos, o Edifício Manoel Pinto ainda é até hoje um ícone imponente de arquitetura na capital paraense.</p><h3>Solar da Beira</h3><p>Parte integrante do Complexo Ver-o-Peso, o nascimento do Solar da Beira se mistura intimamente com o berço de Belém, mais precisamente em 1687 nascia a arquitetura do solar que na época funcionou como entreposto fiscal, por lá eram tributados todos os produtos, mercadorias e escravos que chegavam a cidade de Belém e navegavam através o Igarapé Piri (aterrado em 1803 e hoje conhecida como Avenida 16 de Novembro). Funcionou ativamente durante quase 2 seculos até que em 1839 foram encerradas as atividades do então entreposto tributário.</p><p>O casarão, que é do estilo neoclássico ficou abandonado, passou por reforma respectivamente nos anos de 1985 e 2002, pelas gestões municipais da época, contudo, nunca teve o devido reconhecimento, permanecendo inutilizado até atualidade. Em 2015, houve um movimento organizado por jovens artistas e ativistas da capital, onde ocuparam o solar com o intuito de chamar a atenção das autoridades tanto federal, estadual e municipal, visto que, o solar é tombado de forma tripla, mas de nada adiantou, pois ambos os poderes fizeram nada.</p><p>A desocupação dos ativistas foi feita e junto dela uma promessa de revitalização sancionada pelo Prefeito Zenaldo Coutinho, porém o casarão permanece abandonado até os dias de hoje, mesmo sendo um cartão postal no centro da capital tombado pelo patrimônio. O solar é convidativo para visitação, mas, embora esteja de portas abertas diariamente para os transeuntes, isso chega ser uma tarefa arriscada pois lá é também um refugio para usuário de drogas que ficam no entorno do centro comercial.</p><h3>Palacete Bibi Costa</h3><p>Carinhosamente conhecido como castelinho pelos belenenses, o palacete resiste ao tempo em meio ao corre-corre rotineiro do centro da cidade. Construído no inicio do século passado para hospedar o então Presidente da República, Afonso Pena, em uma visita histórica presidida nas capitais do norte do país no ano de 1906. Tamanho requinte, foi delicadamente projetado pelo renomado engenheiro Francisco Bolonha, a pedido do Major Carlos Bricio Costa , que tinha o apelido de Bibi, nota-se que daí veio o batismo do palacete.</p><p>Após o falecimento do Major, a esposa — então viúva — vendeu o palacete para o coronel José Julio, um homem altamente cruel que, segundo relatos, ainda mantinha homens e mulheres negros em regime de escravidão mesmo após a promulgação da lei de libertação, a Lei Áurea, de 1888. O cruel coronel até hoje faz parte do imaginário paraense, dizem as lendas urbanas que o palacete é mal assombrado pelos negros que eram maltratados e mantidos presos no porão do palacete.</p><p>Em 2001, o prédio sofreu um incêndio que destruiu uma parte significativa de uma das torres, mas que posteriormente foi restaurada, na tentativa de restabelecer o máximo possível de arquitetura original. Hoje o castelinho serve como repartição de um órgão público, o que explica a conservação do local.</p><h3>Asilo de Mendicidade</h3><p>Quem passa pela frente nem imagina — ou nem sabe ao certo onde fica — mas o prédio que durante anos funcionou o Escola do Governo do Estado do Pará, que atualmente é um colégio, já foi um agradável asilo de pessoas desafortunadas de Belém. Bem, tudo começou após o declínio do período da borracha, mais precisamente o declínio das pessoas que vinham de outros partes do país para trabalhar em Belém durante o extrativismo da borracha. Contudo logo após a queda desse período, a capital paraense ficou repleta de moradores de rua que não tinham para onde, isso em pleno centro da cidade, onde a burguesia residia.</p><p>Antônio Lemos, Intendente do Estado, que foi fortemente pressionado pela elite da época, autorizou a criação do Asilo de Mendicidade na Estrada Tito Franco (hoje Avenida Almirante Barroso), ali ao lado onde passava a linha de trem, que nesse período era o subúrbio de Belém, bem distante do centro, ou melhor, distante da elite. Inaugurado em novembro de 1901, o prédio foi erguido com matéria prima europeia, com amplos salões de recreações e espaços de isolamento de acordo com o gênero, ou sendo, havia pavilhões masculino e feminino, ambos exportados da França. No prédio há também um lindo jardim com coreto que resistir até a nossa atualidade e, segundo historiadores, o próprio Antônio Lemos tinha uma certa adoração pelo prédio e costumava ir a visitação sempre que pudesse. Em 2016, o projeto arquitetônico tornou-se o Colégio Militar de Belém.</p><p>Como podemos notar, a capital paraense acolhe uma sintaxe de abandono e conforto, que nem os próprios belenenses conseguem explicar, uma parte significativa dos prédios históricos estão visivelmente abandonados, mas em contramão, uma outra parte está conservada e tombada pelo patrimônio histórico. Mas porque os órgãos competentes ainda tendem ao abandono de certos prédios? A resposta está no fato desses prédios ainda possuírem proprietários particulares, porém, como gastos com restaurações são altos, os casarões apodrecem e permanecem sem o auxilio necessário durante anos e anos, porém há também a total falta de incentivo da gestão municipal, que não ajuda esses proprietários a manter o restauro, ainda sim, tem a é grande a ignorância de órgãos públicos que se esconde atrás de uma crise econômica, que nada mais é do que a atual desculpa para tudo. Fica aqui mais uma indignação perante aos “órgãos competentes” do nosso estado.</p><p><em>Originally published at </em><a href="https://esquinasdebelem.wordpress.com/2017/02/06/a-arquitetura-dos-predios-belenenses/"><em>https://esquinasdebelem.wordpress.com</em></a><em> on February 6, 2017.</em></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=61e616b5241e" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Ilha do Combu: Um salto até a saudosa]]></title>
            <link>https://luanewbery.medium.com/ilha-do-combu-um-salto-at%C3%A9-a-saudosa-85f7b3fc93bb?source=rss-2bd36629e5fa------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/85f7b3fc93bb</guid>
            <dc:creator><![CDATA[Luã Newbery]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 03 Jan 2017 13:31:51 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2023-04-18T01:17:38.335Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*D7Ez9vrZiJ0-bySI7ciGGQ.jpeg" /></figure><h3>Ilha do Combu: Um salto até a ‘saldosa’</h3><p>Num canto, um recanto, numa esquina vê-se uma simplória ilha que é pequena no nome mas gigante em território. É de Belém, é de perto, é de longe, um lar natural de inúmeras espécimes da fauna e flora amazônica. Uma composição de onde desaguam ao leito do Rio Guamá a beleza que banha um insular atrativo turístico que é integrante desta então ilha chamada de Combu.</p><p>Parte integrante do município de Belém, a ilha do Combu, além de compor de uma população de quase 2 mil habitantes, está logo ali aos olhos do centro da cidade, a ilha além de linda é também responsável por um importante polo gastronômico da capital paraense. No litoral encontra-se dezenas de restaurantes e bares, todos de frente para o rio e em palafitas, dando um traço a mais para beleza natural e rústica da região. Entre os restaurantes, está um dos mais conhecidos, a Saldosa Maloca — não se engane, o “saldosa” de lá é com L mesmo.</p><p>O restaurante foi escolhido justamente por ser um dos mais indicados e renomados aqui da ilha, o local onde encontra-se o estabelecimento é bucólico, típico de uma região longínqua, porém, isso não significa que seja algo ruim, pelo contrário.</p><p>O cardápio é variável nos valores e predominante no quesito peixe, por exemplo, um prato completo com filé de pescada amarela, puré de batata e arroz á grega, sai num valor de R$ 37, um valor mediano que cabe no bolso, mas também há outros mais elevados, tais como, o tambaqui médio grelhado na brasa servido de arroz com jambu e farofa molhado e vinagrete, que sai pelo custo de R$110, um pouco mais salgado, mas vale a pena.</p><p>Ressalto que o atendimento foi um verdadeiro exemplo de satisfação ao cliente, com um corpo de colaboradores educados e receptivos, suprimiu positivamente a estadia na restaurante. Nas dependências do restaurante também é possível nadar nas água do rio em um trapiche móvel que move de acordo com a maré e sem dizer que visão da ilha perante ao rio e a cidade de Belém é magnífica, rendendo altas fotografias. Há também a possibilidade de fazer passeio turístico pelas trilhas ecológicas da ilha, mas é necessário marcar antecipadamente.</p><p>Além de ser um ponto turístico e também uma referência saudosista, o restaurante na beira do rio já conta com exatos 35 anos de existência e sempre servindo um público de bom paladar regional e que esteja disposto a atravessar o rio, afinal, a ilha que fica tão próximo de Belém, só tem acesso através de barco. Geralmente isto não é muito atrativo para o turista, mas não o fato de pegar um barco para se locomover e sim a falta de organização que isto envolva.</p><p>A Prefeitura de Belém nunca regulamentou o transporte entre a ilha de Combu e a parte continental de Belém, o trajeto ali é feito de maneira informal por pessoas que dispõem de barcos e vão até a Praça Princesa Isabel — local de onde saem os barquinhos — e fazem a travessia até a ilha.</p><p>Simplificando: é igual uma van, sem regulamentação, com um preço um pouco elevado, R$10 ida e volta, diga-se preço elevado pois o trajeto é muito curto, poderia ter um valor menor.</p><p>Há também a questão de segurança pública de onde partem os barcos, a Praça Princesa Isabel no bairro do Jurunas, o local não tem estrutura e está abandonado pelo poder público e o índice de periculosidade é alto, com consequências de furtos e assaltos a mão armada. Sem dúvida, esse é o único ponto negativo do passeio, o restante é todo recomendado.</p><p>Lembrando que a Saldosa Maloca fica aberta de sexta a domingo das 8:00 até 18:00 horas, todavia aceitando-se reservas de mesas para eventos, mais informações no <a href="http://www.saldosamaloca.com.br/">site</a>. Confira imagens.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*W4ebFfDxCA747Bq8sL1x5A.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*aCtb6x92Cfw5Mp_k7fbXQA.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*1YMaZrWXRUZ7a4QkerZ8WA.jpeg" /></figure><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*ngfqLj_PZ-YSoxYQlRT4lQ.jpeg" /></figure><p><em>Originally published at WordPress on January 3, 2017.</em></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=85f7b3fc93bb" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
    </channel>
</rss>