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        <title><![CDATA[Stories by Mayara Rosa Gonçalves on Medium]]></title>
        <description><![CDATA[Stories by Mayara Rosa Gonçalves on Medium]]></description>
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            <title>Stories by Mayara Rosa Gonçalves on Medium</title>
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            <title><![CDATA[Fisioterapia e Yoga: onde a ciência encontra o autoconhecimento]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Mayara Rosa Gonçalves]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 28 Jan 2026 18:00:53 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-01-28T18:00:53.150Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h3>Minha transição profissional e o cuidado integrativo com a dor</h3><p>Não é novidade para quem me acompanha que estudar é quase um traço de personalidade meu. Sou apaixonada por livros, artigos científicos e pela curiosidade que nunca se aquieta — especialmente quando o assunto é saúde, movimento e bem-estar.</p><p>Em 2026, estou colhendo os frutos da minha terceira graduação. Sim, a segunda ficou pelo caminho nos últimos semestres. E junto com essa conquista chega também um novo — e já familiar — desafio: minha segunda transição profissional na área da saúde.</p><p>Embora, sendo honesta, talvez não seja exatamente uma “transição de carreira”. É mais uma expansão do que faço — e amo — há mais de 10 anos: promover saúde física, mental e emocional por meio do movimento consciente.</p><h3>Por que unir fisioterapia e yoga?</h3><p>Essa é uma pergunta que surge com frequência:<br>Por que enfrentar mais uma graduação, estágios, provas e todo o estresse acadêmico para fazer “mais do mesmo”?</p><p>A resposta é simples: <strong>não é a mesma coisa</strong>.</p><p>A partir de 2020, com a pandemia e tudo o que veio depois dela, comecei a receber pessoas cada vez mais fragilizadas. Não apenas emocionalmente — o corpo físico passou a chegar com mais lesões, mais dores, mais limitações. E esse padrão não foi passageiro. Seis anos depois, ele ainda se repete.</p><p>Foi nesse contexto que comecei a me questionar:<br><strong>O que acontece quando a dor pede mais do que técnica?</strong></p><p>Será que apenas a minha visão como instrutora de yoga era suficiente para lidar com dores crônicas e recorrentes?</p><p>O que mais eu poderia oferecer para cuidar da saúde dessas pessoas de forma integral?</p><h3>A fisioterapia e o olhar biopsicossocial da dor</h3><p>Foi então que a fisioterapia entrou na minha vida.</p><p>Ela trouxe o raciocínio clínico, a compreensão profunda sobre tecidos, movimento e funcionalidade. Mas trouxe também algo essencial para mim: o modelo biopsicossocial, uma abordagem que entende a dor como resultado da interação entre fatores físicos, emocionais e sociais.</p><p>Na fisioterapia, o sintoma não é tratado de forma isolada. Por trás de uma dor existe um indivíduo inteiro: sua história, suas expectativas, seus medos, sua rotina e seu contexto de vida.</p><p>E é exatamente nesse ponto que a ciência encontra a escuta.</p><h3>O yoga como caminho de autoconhecimento e regulação emocional</h3><p>Ao longo desses anos como professora de yoga, aprendi a conduzir pessoas no caminho do autoconhecimento. A desenvolver percepção corporal, consciência do movimento e regulação emocional por meio da respiração, da presença e do corpo em ação.</p><p>O yoga ensina algo fundamental para quem convive com dor: <strong>escutar o corpo sem julgamento</strong>.</p><p>A fisioterapia me trouxe a autoridade científica.<br>O yoga nunca deixou faltar humanidade.</p><h3>Dor crônica, rotina moderna e o corpo feminino</h3><p>Vivemos em um mundo onde a produtividade ocupa o centro de tudo. A rotina nos engole, a mente se perde em checklists infinitos e as emoções ficam restritas a uma hora semanal de terapia — quando isso é possível.</p><p>Nesse cenário, desenvolvemos hábitos que impactam diretamente o corpo.<br> As dores crônicas não surgem de repente. Elas se instalam aos poucos:</p><ul><li>lombar que dói “porque fiquei muito tempo sentada”</li><li>tensão nos ombros</li><li>cervical travada</li><li>cefaleias frequentes</li></ul><p>Na maioria das vezes, o foco está apenas em aliviar o sintoma — e não em tratar a causa.</p><p>Dor não é fraqueza.<br>Dor é sinal.<br>É alerta do corpo físico e emocional de que algo precisa ser cuidado.</p><h3>Mulheres, dor crônica e saúde integrativa</h3><p>Nós, mulheres, somos mais afetadas por dores crônicas do que os homens. Também estamos em maior proporção nas estatísticas de ansiedade, depressão e estresse. A sobrecarga mental feminina — especialmente a materna — é um fator alarmante e ainda pouco considerado nos tratamentos tradicionais.</p><p>Nosso corpo pede mais do que soluções rápidas.<br>Pede entendimento, conexão e cuidado integrativo.</p><p>Quando fisioterapia e yoga caminham juntas, o corpo deixa de ser um problema e passa a ser um aliado. Essa união entre ciência e consciência promove:</p><ul><li>mais autonomia física e emocional</li><li>menos medo do movimento</li><li>mais constância no cuidado com a saúde</li></ul><h3>Integrar, não separar: minha escolha profissional</h3><p>Foi por isso que decidi atravessar mais uma transição profissional — não sem conflitos internos, claro. Decidi não escolher entre “ser mais científica” ou “mais espiritual”. Entre “a pessoa do jaleco” ou “a pessoa da calça legging”.</p><p>Decidi fazer aquilo que pratico todos os dias no meu trabalho: <strong>integrar, não separar</strong>.</p><h3>Um convite</h3><p>Se este texto tocou algo em você, talvez seja o momento de olhar para a sua dor com mais escuta e menos julgamento.<br>O cuidado começa quando paramos de lutar contra o corpo e passamos a caminhar com ele.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/736/1*0k8acsRweC1BQjiNg3qxew.jpeg" /></figure><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=0e779c96241a" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Dores crônicas, estado emocional e o papel do Yoga como tratamento integrativo]]></title>
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            <category><![CDATA[yoga]]></category>
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            <category><![CDATA[kinésithérapie]]></category>
            <category><![CDATA[pain-management]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Mayara Rosa Gonçalves]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 17 Jan 2025 13:24:51 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2025-01-17T13:24:51.782Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Quando pensamos em dor automaticamente a interpretamos com um sinal de sofrimento. A dor, seja ela por um aspecto físico conhecido ou não, é um sinal de alerta para a mente humana e devido a suas diferentes características e interpretações individuais este tema tem despertado muito interesse de pesquisadores.</p><p>A International Association for the Study of Pain (IASP) descreve a dor como sendo “uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a lesão tecidual real ou potencial ou descrita em termos de tal lesão”.</p><p>Porém em 2020 a IASP expandiu este conceito e passou a descrevê-lo a partir de 6 pontos: (1) experiência pessoal que é influenciada em vários graus por fatores biológicos, psicológicos e sociais; (2) não pode ser inferida apenas da atividade dos neurônios sensoriais; (3) conceito aprendido; (4) o relato de uma pessoa de uma experiência como dor deve ser respeitado; (5) pode ter efeitos adversos na função e no bem-estar social e psicológico; (6) etimologia: inglês médio, do anglo-francês peine (dor, sofrimento), do latim <em>poena</em> (pena, punição), por sua vez do grego <em>poine </em>(pagamento, pena, recompensa) (Raja et al., 2020).</p><p>Ainda podemos classificar a dor como aguda, sendo essa a dor fisiológica, que é um sinal de alerta para alguma desordem no organismo, com tempo limitado para sua manifestação.</p><p>E a dor crônica, aquela que não têm a finalidade biológica de alerta e sobrevivência e podemos dizer que se constituem como verdadeiramente uma doença (Marquez, 2011). Pode ser causada por disfunção prolongada dos componentes do sistema nervoso ou por fatores ambientais e/ou psicopatológicos. Pacientes que apresentam quadros de dores crônicas muitas vezes demonstram desordens psicoemocionais associadas, que afetam seu dia a dia e relações interpessoais.</p><p>O fato da etiologia da dor ser parcial ou totalmente de origem psicológica não significa que ela não seja real. E vai ser a realidade vivida por cada paciente que indicará a relação deste paciente com sua própria dor (Bastos et al., 2007).</p><p>A qualidade e a quantidade da dor dependem (e varia de pessoa para pessoa) do entendimento da situação geradora da dor, experiência prévia com o desencadeador álgico, cultura, da atenção, ansiedade e capacidade da pessoa em se abstrair das sensações nóxicas (distração) e dos sentimentos de controle da dor (Melzack &amp; Wall, 1983 apud Marquez, 2011).</p><p>Devido a essa interpretação complexa, o tratamento da dor também tem um desdobrar complexo e deve envolver uma equipe multidisciplinar (médicos, fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas integrativos, etc.).</p><p>Um fato que merece atenção é: sabemos que a sociedade atualmente é movida pela busca por soluções rápidas e mágicas para todo tipo de problema. Por isso, e pelo acesso facilitado a compra, o consumo de analgésicos tem aumentado de forma exponencial e as pessoas estão se automedicando, sem conhecimento prévio sobre as substâncias presentes nos medicamentos e os danos colaterais que podem causar à saúde.</p><p>A falta de esclarecimento dos malefícios do uso indiscriminado de medicamentos, a maciça campanha das empresas farmacêuticas, e os milagres que ela promete proporcionar destroem a saúde da população de forma silenciosa e lenta (Bastos et al., 2007).</p><p>As práticas de yoga entram nesse cenário como uma alternativa não medicamentosa com embasamento científico para reduzir estresse e depressão, melhorar o estado funcional e reduzir a percepção da dor em pacientes com quadros de dor crônica.</p><p>Yoga é uma prática mente-corpo baseada em ciência profunda que pode ser utilizada como um complemento à terapia médica que afeta todo o corpo e mente, aumentando a saúde física e mental e melhorando a qualidade de vida. É uma intervenção de baixo custo que, ao contrário dos medicamentos, não tem efeitos colaterais e tem uma influência benéfica em todo o corpo (Gupta et al., 2022).</p><p>Estes mesmos autores citam um estudo conduzido em praticantes de yoga na América do Norte, que analisou as alterações anatômicas na substância cinzenta e branca do cérebro, e indicou que os praticantes de yoga tinham mais integridade da substância branca intrainsular esquerda do que o grupo de não praticantes de yoga, e eles eram capazes de suportar mais dor devido a sua ativação do sistema nervoso parassimpático e maior consciência.</p><blockquote>(O Yoga) tem propriedades imunomoduladoras, reduz a percepção da dor, regula o eixo psico-neuro-imune, reduz a gravidade da depressão, reduz o quociente de incapacidade e melhora a qualidade de vida. Portanto, yoga é útil para pacientes com dor crônica como um tratamento complementar que melhora a função física e aumenta a resiliência emocional e o bem-estar mental. — Gupta (2022)</blockquote><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/736/1*n5TTk7j9yXe3OJoFzmuIMg.jpeg" /></figure><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=4bde893ec7c1" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Quando fiz as pazes com meu ciclo menstrual…]]></title>
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            <category><![CDATA[yoga]]></category>
            <category><![CDATA[terapias-holísticas]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Mayara Rosa Gonçalves]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 11 Jul 2022 19:48:32 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2022-07-11T19:48:32.474Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Esse texto é um relato pessoal que eu julguei necessário compartilhar devido a demanda que recebo das mulheres que atendo sobre “não gostar de menstruar”. Eu já vivi na sombra dessa crença e fiz um trabalho interno bem intenso para desconstruí-la.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/564/1*EpmBHW4gefOs8AgGtxCdbQ.jpeg" /><figcaption>menstruação sagrada</figcaption></figure><p>Vou começar lá na menarca, o período que sinaliza para a menina que a infância acabou e está na hora da adolescência.</p><p>Minha menarca chegou quando eu tinha 11 anos, eu tinha medo de menstruar, sempre escutei amigas mais velhas, familiares e até propagandas na televisão que menstruar dói, que era ruim usar absorventes, eu via as mulheres com vergonha do período menstrual, pedindo absorvente em segredo para as amigas, o sangue não podia aparecer (“ai se algum menino visse a calça manchada”).<br>Enfim, eu escondi minha menstruação da minha mãe por dias, lavava as calcinhas escondido, queria ficar sozinha, fiquei muito triste porque eu adorava ser criança, eu ia ter que para de brincar?<br>Além da maioria das meninas já estarem super dispostas a namoradinhos, a sair e tinham vários segredinhos sobre meninos, eu ainda não ligava muito para isso, gostava de brincar e de ler horoscopo, ir em lojas de bruxinhas e pesquisava sobre Feng Shui e Wicca, me sentia super deslocada e fora de contexto. Quando contei para uma amiga que minha menstruação desceu ela me falou: “Nossa, meus pêsames!”. Me senti péssima.</p><p>Com 17 anos comecei a tomar anticoncepcional. Usei remédio até os 28 anos, sem interrupção.<br>Nesses 11 anos, eu não gostava de ser pega de surpresa pela chegada do sangue, eu tinha alergia aos absorventes, minha virilha ficava em carne viva, eu tinha muita cólica, candidíase de repetição, baixa libido (muitas vezes até rejeição de sexo). Tive depressão, ansiedade e gastrite.</p><p>Em 2018, aos 28, descobri que as crises que eu tinha e ia parar no hospital de dor e todos médicos pensavam de início que era apendicite e depois do buscopan apenas ignoravam, na verdade era endometriose. Foram 11 anos tomando hormônios e mesmo assim desenvolvi a doença.</p><p>Para tratar a endometriose, parei o remédio em novembro de 2018, após conversar com meu namorado e nós dois concordarmos com isso (?). Em janeiro de 2019, descobri que estava grávida e segundo as médicas, esse é o “melhor remédio” para endometriose.</p><p>Mateus nasceu em setembro de 2019. E para a doença “não voltar” comecei a tomar anticoncepcional de uso contínuo, para não menstruar, o que não aconteceu, eu menstruava 2 ou 3 vezes no mesmo mês. E a endometriose voltou!</p><p>A maternidade me trouxe um novo olhar para o UNIVERSO DO SER MULHER e sob esse novo olhar fui pesquisar opções para a minha endometriose, cheguei na ginecologia natural! E aqui sim começou a revolução…</p><p>Primeiro entendi as desvantagens do uso dos absorventes descartáveis:<br>1. Poluem muito o meio ambiente, uma pessoa que menstrua e usa absorventes descartáveis gera cerca de 150Kg de lixo durante a vida fértil;<br>2. O material plástico desregularam o pH vaginal, porque não são respiráveis, aumenta a temperatura, deixando assim a vagina mais susceptível a presenta de fungos (lembram que eu falei sobre a candidíase de repetição?);<br>3. Presença de neutralizadores de odor e perfumes que contém corantes, poliéster, adesivos, polietileno (PET), polipropileno e propileno-glicol, e outras substâncias que são ligadas à disrupção hormonal, câncer e infertilidade;<br>4. Causa alergias de pele;<br>5. Custo elevado, dinheiro que jogamos no lixo, realmente!<br>6. Interferem no processo de autoconhecimento feminino, a menstruação (cor, cheiro, aparência do sangue) diz muito sobre a saúde do nosso corpo e sobre os nossos hábitos!</p><p>Passei a usar absorventes de pano.</p><p>Iniciei uma Jornada com Yoni Eggs:</p><p>Comecei a fazer minha Mandala Lunar para “mapear” meu ciclo, meus sintomas e comportamentos em cada período.</p><p>Depois conheci a prática de “plantar a Lua”: o ritual de colher o sangue menstrual diluído em água e depositá-lo em plantinhas, vasos e na terra. É uma simbologia para encerrar um ciclo, para purificação nosso corpo devolvendo parte dele a Terra, honrando a conexão com a Grande Mãe, aquela que da a Vida a tudo e todos os Seres.</p><p>E quando comecei a fazer minha Pós Graduação em Terapias Integrativas para o Feminino, com o <strong>@sabererfemininosaplicados</strong>, nas aulas de Ginecologia Natural, tive acesso aos saberes ancestrais, a simbologia e arquétipos do ciclo menstrual. E por incrível que pareça, descobri a importância de LER A BULA DO ANTICONCEPCIONAL (alguém já fez isso?).</p><p>Hoje compreendo cada fase, acompanho minhas alterações de humor e físicas como parte das informações sobre minha saúde física, mental, emocional e espiritual.</p><p>Desenvolvi meus rituais de autocuidado, quais chás ervas e anotações são importantes, quais dias estou mais presente e produtiva no trabalho, a fase que as minhas sombras se manifestam e eu dou passagem para elas, também são parte de mim e esse é meu tempo de cura (TPM), quando me recolher e não me cobrar tanto.</p><p>Conhecer, aceitar, compreender e dar passagem para meu ciclo menstrual, em todas as suas fases, foi a minha chave mágica para desenvolver RESPEITO POR MIM MESMA.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=31831c2a14b4" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[A didática da Dualidade e a cura do Feminino e do Masculino Sagrados]]></title>
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            <category><![CDATA[terapias-holísticas]]></category>
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            <category><![CDATA[dualidade]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Mayara Rosa Gonçalves]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 28 Jun 2022 15:30:41 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2022-06-28T15:30:41.091Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<blockquote><strong>“Tudo é Duplo; tudo tem polos; tudo tem o seu oposto; o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau; os extremos se tocam; todas as verdades são meias-verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados.” — Lei Hermética da Polaridade</strong></blockquote><p>Quando falo sobre curar o feminino, eu não estou falando sobre excluir o masculino ou o homem. Sagrado e cura do feminino não tem a ver com identidade de gênero, é sobre um feminino presente em todos o seres enquanto energia. Uma parte que compõe o todo e que durante séculos de história foi diminuído, castrado, reprimido e subjugado.</p><p>Qual menino nunca escutou a frase: “Está chorando igual mulherzinha!”, como se houvesse pequeneza no sentir, como se ser mulher, ou parte feminino, fosse sinônimo de fraqueza.</p><p>Curar o feminino é “re-colher-se”, acolher-se, é permitir o manifestar do silêncio, o “entrar para dentro de si”, reconhecer-se entre o “sentir e o fazer”.</p><p>Integrar-se, que deriva da palavra integridade, estar inteiro, sendo essa uma característica daquilo que não foi agredido e separado.</p><p>Portanto, essa cura não é só do feminino mas também do masculino que o acompanha. Masculino esse que foi desfigurado e moldado pela crença da força bruta da dominação, a ideia distorcida do “dominante”.</p><figure><img alt="Dualidade" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/564/1*L-VSoh5y5Zmk1D6RQm8hmg.jpeg" /></figure><p>O feminino é yin, o masculino yang. O feminino recolhe, o masculino expande. O feminino sente, o masculino raciocina. O femininos é calmaria, o masculino é a tormenta. O feminino é introversão, o masculino extroversão. O feminino é a energia criativa e o masculino a energia que manifesta a criação. O feminino é o receber, o masculino o dar.</p><p>O feminino é calmo, é imaterial, é água, é descendência, abaixo, é lentidão, é escuro, é frio, é noite, é macio, é umidade.</p><p>O masculino é material, é energia, é expansão, é ascendência, acima, é fogo, é rapidez, é claro, é quente, é dia, é duro, é seco.</p><p>Da dualidade surge o equilíbrio, a saúde. É nessa dança que surgem os mundo e tudo que os compõe, é o ritmo do pulsar da vida que nos move, ele não é linear! E dessa dinâmica entre polaridades surge o bem estar, não só da carne e do osso, mas do existir em si e com o outro.</p><p>E nesse ser-estar em equanimidade, surge o fazer. Fazer-se consciente de sua inteireza e da importância de ambas as partes para a fluidez do Todo e de tudo. E assim o fazer em ações que de fato mudam o mundo, um mundo moldado pelo respeito daqueles que reconhecem em si o outro e no outro o todo.</p><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2F2_kknuJnsD8%3Ffeature%3Doembed&amp;display_name=YouTube&amp;url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D2_kknuJnsD8&amp;image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2F2_kknuJnsD8%2Fhqdefault.jpg&amp;key=a19fcc184b9711e1b4764040d3dc5c07&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=youtube" width="854" height="480" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/c0a4903967cdc7ce38a18938551ca9c7/href">https://medium.com/media/c0a4903967cdc7ce38a18938551ca9c7/href</a></iframe><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=bf61fc24dfa9" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Ansiedade e estresse em mulheres: como o Yoga pode ser um caminho para a cura.]]></title>
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            <category><![CDATA[yoga]]></category>
            <category><![CDATA[mental-health]]></category>
            <category><![CDATA[woman-health]]></category>
            <category><![CDATA[self-love]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Mayara Rosa Gonçalves]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 23 Jun 2020 18:24:38 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2020-06-23T18:24:38.535Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Ao fazer uma pesquisa sobre Yoga com a minha rede de contatos femininos, recebi a resposta de que aproximadamente 70% destas mulheres sofrem com sintomas de ansiedade e estresse. Destas, em torno de 55% buscam o Yoga como possível alternativa para a cura destes sintomas. E 85% das mulheres que já praticaram Yoga, muitas delas minhas alunas, revelaram que obtiveram resultados significativos para esses quadros, tanto no aspecto psicológico, quanto no físico.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/640/1*RYJYWaan-9m_FGrMOKcK7w.jpeg" /></figure><p>Transtornos de ansiedade são o grupo de transtornos psiquiátricos mais prevalentes no mundo, surgindo ao longo da vida de 28,8% da população.</p><p>Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) as Américas lideram os índices de prevalência de ansiedade e o Brasil ocupa a primeira posição em ranking mundial.</p><p>Em 2017, a Secretaria da Previdência Social, fez um levantamento que apontou que enfermidades caracterizadas como transtornos ansiosos ocuparam a 15ª posição dentre os motivos de afastamento de pessoas do ambiente de trabalho.</p><p>Esses transtornos incluem, segundo o Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais, IV Revisão: transtorno de ansiedade generalizada, transtorno do pânico, agorafobia, fobia social, transtorno obsessivo-compulsivo, fobias específicas e transtorno de estresse pós-traumático.</p><p>Porém apenas há pouco tempo foi observada com cuidado e critério a questão sobre saúde mental feminina. Em 2016 um estudo da Universidade de Cambridge analisou mais de mil artigos e pesquisas sobre ansiedade e depressão publicados desde 1999. E chegaram à conclusão de que: o transtorno de ansiedade é duas vezes mais comum nas mulheres do que nos homens. Este número independe de qualquer outra questão, como a classe social, a etnia e a localização no globo. Além de transtornos de ansiedade o sexo feminino também é mais acometido com distúrbios alimentares e depressão.</p><p>Cientificamente, ainda pouco se compreende sobre os porquês das mulheres serem mais afetadas por esses quadros. Algumas pesquisas sugerem que os fatores genéticos, em contraste com os ambientais, podem desempenhar um papel no desenvolvimento de transtornos de ansiedade. Também é possível encontrar dados que sugerem que os hormônios sexuais femininos e seu ciclos podem influenciar este desenvolvimento. Outro fator a ser considerado é o de que estudos publicados mostraram uma diferença entre os gêneros nos fatores absorção, biodisponibilidade e distribuição de medicações psicotrópicas, aquelas que tratam os sintomas da ansiedade, sendo que essa diferença é muito relevante no desenvolvimento de possíveis métodos de tratamento para mulheres com transtornos de ansiedade. E recentemente estudos de neuroimagem sugerem que o córtex cerebral anterior é possivelmente maior e mais ativo entre mulheres, com alta resposta ao medo e a evitação de danos em comparação aos homens com características semelhante o que pode explicar, em parte, a maior suscetibilidade de mulheres aos transtornos de ansiedade.</p><p>Porém…</p><p>Conhecendo a atual realidade mundial enfrentada pelas pessoas do sexo feminino, sabemos que as causas externas, principalmente em países com alta taxa de violência contra a mulher, como é o caso do Brasil, podem ser as principais causadoras de todo um quadro fisiológico de ansiedade, estresse e depressão.</p><p>Alguns dados podem comprovar isso:</p><ul><li>A OMS estima que uma em cada cinco mulheres será estuprada ao longo de sua vida.</li><li>Das 50 milhões de pessoas que vivem em situações de conflito, 80% são mulheres e crianças.</li><li>E as vítimas de violência doméstica, assédio sexual e psicológico nas ruas, dentro de casa, no trabalho e nos transportes públicos também são, em sua maioria, mulheres</li></ul><p>Fonte: D’ANGELO,2016.</p><p>Também contamos com o cenário profissional, a maternidade e a dupla jornada da mulher. Segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Economicamente Aplicada) no estudo <a href="http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=29526">Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça (2017),</a> as mulheres trabalham 7,5 horas a mais que os homens durante a semana. E ainda mais de 90% das mulheres, afirmam fazer todas as tarefas domésticas, esses dados foram constantes nos últimos 20 anos.</p><p>A auto observação, conhecimento dos sintomas e causas, e uma rede de conversa e apoio, são fundamentais para reverter esses números.</p><p>Não podemos ignorar essas informações, pois sabemos que no mundo inteiro apenas metade das pessoas que sofrem com problemas de ordem psiquiátrica, buscam ajuda e tratamento. E apenas 2 em cada 5 pessoas que já tem o diagnóstico dão continuidade com os atendimentos psicológicos.</p><p>Para auxiliar nessa jornada de cura, podemos optar, em paralelo com o tratamento médico adequado, por tratamento alternativos.</p><p>O Yoga é uma filosofia que inclui práticas de autoconhecimento, morais (disciplina) e físicas com o objetivo de atingir a chamada “autorrealização”. Hatha Yoga, é o tipo mais popular de yoga no Ocidente, composto por elementos como posturas (asanas), exercícios de respiração (pranayama), relaxamento (yoganidra) e meditação (dharana). E, apesar de o yoga não ser uma terapia, tem sido cada vez mais utilizado com sucesso no tratamento de estresse e ansiedade (Kirkwood, Rampes, Tuffrey, Richardson &amp; Pilkington, 2005).</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/800/1*ze814u9R9Cx2wWaNJQ2b4w.jpeg" /></figure><p>Para entender como o Yoga produz efeitos no nosso corpo vamos entender como funciona a resposta fisiológica ao estresse e ansiedade.</p><p>A principal característica da dos transtornos de ansiedade é a resposta inadequada ao estresse, regulada pelo sistema nervoso.</p><p>A resposta ao estresse é a reação química coordenada que acontece em função de estímulos estressores. É caracterizada pela ativação da divisão simpática do sistema nervoso e liberação de cortisol e adrenalina pelas glândulas adrenais. Essas substâncias são responsáveis pela dilatação os vasos sanguíneos, que faz o coração bater mais rápido e prepara os músculos para a ação.</p><p>Essas substâncias chegam ao cérebro, onde estimulam a produção de mensageiros químicos (neurotransmissores), que nos deixam em em estado de alerta. É daí que vêm taquicardia, suor, tremedeira, falta de ar, entre outros sintomas que geram o conhecido “mecanismo de luta ou fuga”.</p><p>Ao mesmo tempo este mecanismo reduz os níveis de neurotransmissores que produzem a sensação de bem estar.</p><p>Quando entramos em um quadro constante de estresse, geramos o estresse crônico, extremamente prejudicial à saúde, responsável por desenvolver doenças como hipertensão e diabetes.</p><p>As práticas físicas de Yoga agem diretamente sobre nosso sistema nervoso simpático, reduzindo essa resposta ao estresse, citada acima. Pois reduzem os níveis sanguíneos de cortisol e aumentam os níveis dos neurotransmissores GABA (Ácido gama-aminobutírico), serotonina e dopamina, responsáveis pela sensação de relaxamento, motivação, bom humor e felicidade. Ao reduzir o nível sanguíneo de estresse, também há uma melhora significativa na atividade das nossas células de defesa, as células brancas, fortalecendo o sistema imunológico, prevenindo o surgimento de doenças.</p><p>Pesquisadores da Boston University of Medicine e do Hospital McLean descobriram um aumento 27% em níveis de GABA no grupo praticante yoga logo após a prática. Segundo os pesquisadores, o yoga tem se mostrado promissor na melhora dos sintomas associados à depressão, ansiedade e epilepsia.</p><p>E segundo Paula R. Pullen, PhD, instrutora de pesquisa da Faculdade de Medicina Marehouse, na Inglaterra: “O yoga equilibra o organismo, o sistema hormonal e a resposta ao estresse. As pessoas tendem a pensar que o yoga está apenas relacionado com a flexibilidade, quando na verdade, no sentido fisiológico se trata mais sobre re-equilibrar e curar o corpo”.</p><p>Portanto, precisamos desmistificar o Yoga como sendo uma prática para “pessoas alternativas”, flexíveis, magras ou místicas. Temos nele uma filosofia vasta que pode ser a fonte de cura para inúmeros problemas de saúde física, mental e emocional.</p><p>Proponho a cada uma de vocês que leem este texto, experienciar o Yoga na prática, no seu corpo! Sentindo os benefícios e sensações que ele pode te trazer.</p><p>E para finalizar, deixo um alerta: este é um caminho sem volta!</p><p>Como diz o mestre Yogi, Paramahansa Yogananda: “Um corpo relaxado e calmo é um convite a paz mental.”</p><p><a href="https://www.mayararosa.com/blog/search/.hash.yoga">#yoga</a> <a href="https://www.mayararosa.com/blog/search/.hash.yogaforwomen">#yogaforwomen</a> <a href="https://www.mayararosa.com/blog/search/.hash.saudedamulher">#saudedamulher</a> <a href="https://www.mayararosa.com/blog/search/.hash.yogamedicine">#yogamedicine</a> <a href="https://www.mayararosa.com/blog/search/.hash.yogamom">#yogamom</a> <a href="https://www.mayararosa.com/blog/search/.hash.yogastudent">#yogastudent</a> <a href="https://www.mayararosa.com/blog/search/.hash.yogapregnant">#yogapregnant</a> <a href="https://www.mayararosa.com/blog/search/.hash.gestante">#gestante</a> <a href="https://www.mayararosa.com/blog/search/.hash.mulher">#mulher</a> <a href="https://www.mayararosa.com/blog/search/.hash.desenvolvimentofeminino">#desenvolvimentofeminino</a> <a href="https://www.mayararosa.com/blog/search/.hash.maternidade">#maternidade</a></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=af93ab3f678d" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Gestação: quais os benefícios em praticar Yoga nesta fase?]]></title>
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            <category><![CDATA[yoga-pregnancy-poses]]></category>
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            <category><![CDATA[maternidade]]></category>
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            <category><![CDATA[maternal-health]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Mayara Rosa Gonçalves]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 06 Apr 2020 18:09:34 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2020-04-06T18:09:34.981Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Gestação: quais os benefícios em praticar Yoga nesta fase?</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/601/1*LI5K3M5d6faoIB2qHIpvAA.jpeg" /><figcaption>Yoga na gestação</figcaption></figure><p>Um período de reajustes onde a saúde física e emocional, além da capacidade de resiliência, da mulher é colocada à prova, a maternidade chega trazendo desafios desde o momento da primeira suspeita de gravidez.</p><p>Para a ciência, gestação é o período de cerca de nove meses, nos seres humanos, contado a partir da fecundação e implantação de um óvulo no útero até ao nascimento. Para a mulher, é um momento de transição, redescobrimento e reconstrução.</p><p>Neste espaço de tempo a nova mãe não passa apenas pela mudança em seu corpo físico para conceber e abrigar uma nova vida, também tem sua psique e o seu papel sócio-familiar, alterados. E esse é o período onde ocorre a maior incidência de transtornos psíquicos na mulher, chegando a cerca de 10 a 15% de depressão pós-parto em diferentes países ao redor do mundo.</p><p>A alteração psíquica da gestante estimula a produção de hormônios que atravessam a barreira placentária atingindo o feto em desenvolvimento. Dessa maneira, alteram a própria composição placentária e do ambiente fetal.</p><p>Por esses motivos estudos apontam que prejuízos na saúde mental da gestante podem alterar a relação mãe-feto e futuramente o desenvolvimento da criança, que inicialmente pode se expressar no recém-nascido em forma de choro, irritabilidade ou apatia e futuramente provocar distúrbios afetivos quando adultos.</p><p>É de conhecimento geral que a prática de Yoga promove saúde - física, mental e emocional - e bem estar para todos os praticantes. Com a prática regular nosso organismo passa libera serotonina, endorfina e dopamina, substâncias que aumentam a oxigenação sanguínea, o relaxamento muscular e a sensação de prazer. E também reduz os níveis de cortisol, o hormônio ligado ao estresse.</p><p>Um estudo realizado com gestantes em 2013, pelo Centro de Investigação em Saúde Fetal da Universidade de Manchester, no Reino Unido, comprovou que o Yoga pode ajudar a amenizar sintomas de ansiedade e estresse durante a gravidez. Neste estudo os pesquisadores apontaram que uma única aula de yoga é capaz de reduzir os níveis de hormônios do estresse em 14% nas mulheres em período gestacional. Isso acontece porque a atividade relaxa o corpo e fazem o cérebro liberar a serotonina, como mencionado acima.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/377/1*AEUzqzBaWU88QVDBlQpvAw.jpeg" /><figcaption>Yoga para gestantes: benefícios.</figcaption></figure><p>Segundo a ginecologista e obstetra Karen Camarotto, do Hospital Pérola Byington, de São Paulo, equilíbrio mental, flexibilidade corporal e uma boa postura - que previnem as dores nas costas - são alguns dos resultados encontrados no Yoga. Além de preparar o assoalho pélvico - músculos da região entre as pernas que ajudam a controlar o ânus, a vagina e a uretra - para o parto normal. E promover o aumento a circulação sanguínea e a melhora no funcionamento dos rins, diminuindo o inchaço tão comum no fim da gestação.</p><p>Os pranayamas, técnicas de controle da respiração, além de trazer benefícios como diminuir os enjôos, melhorar quadros de insônia - comum neste período - e acalmar a mente despertando uma consciência de controle sobre o estado emocional, o que também ajuda durante o parto.</p><p>Ao praticar yoga e meditação estreitamos a relação com a mulher que somos através do autoconhecimento, ficamos mais conscientes das mudanças em nosso corpo e atentas ao nosso estado emocional. Estabelecemos relação e desenvolvemos compaixão pela mãe que queremos ser. Aprendemos a julgar menos e amar mais, idealizar menos e viver mais o momento presente. Lembramos de nos conectar com o ato de respirar ancorando nossa atenção no exato momento pelo qual estamos passando, aumentamos o vínculo com nosso bebê.</p><p>Yoga significa união, e se neste plano existe algum momento de maior unificação entre dois - ou mais - seres do que a gestação, eu desconheço!</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=6c9ec464efdf" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Anatomia do corpo sutil pela visão do Yoga]]></title>
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            <category><![CDATA[yoga]]></category>
            <category><![CDATA[holistic-health]]></category>
            <category><![CDATA[meditation]]></category>
            <category><![CDATA[yoga-instruction-therapy]]></category>
            <category><![CDATA[chakras]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Mayara Rosa Gonçalves]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 27 Nov 2019 22:00:24 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2019-11-27T22:08:34.349Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/525/1*WL2fklhLnQYoEeZu2OLlOw.jpeg" /></figure><p>Para entender e curar o ser humano em sua totalidade, é preciso admitir todos os planos de sua existência. Antigas filosofias como a egípcia e a hindu já aceitavam a existência de 7 corpos em diferentes planos e que a harmonia desses corpos resulta em uma consciência elevada, capaz de gerar energia e equilíbrio para a manutenção da vida.</p><p>Trazer esse conhecimento para o nosso dia a dia nos proporciona autoconhecimento, e através dele, podemos de forma assertiva sermos os responsáveis pelo nosso bem estar e desenvolvimento pessoal, profissional e humano.</p><p>O sete corpos são:</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/564/1*43Z3mPpDmSUxbHDeRszdgA.jpeg" /></figure><ul><li>Corpo físico: É a roupa que vestimos e interagimos com o mundo exterior através dos sentidos. Composto por órgãos, tecidos, células, sistemas. É a manifestação palpável dos outros corpos. Por ser transitório deve ser cuidado, alimentado e atendida as necessidades básicas para sua sobrevivência de forma saudável. É o único estudado pela ciência.</li><li>Corpo etérico: nele estão os chakras e nadis. É constituído de energia e garante a sobrevivência e saúde do corpo físico.</li><li>Corpo astral: também conhecido como Alma. É responsável por aquilo que sentimos e desejamos.</li><li>Corpo mental: É basicamente constituído pela nossa mente, que não é a mesma coisa que o cérebro. A mente organiza os pensamentos e esses manifestam-se através do cérebro. O objetivo da meditação é controlar esse corpo. E através da iluminação, transcendê-lo.</li><li>Corpo casual: Também conhecido como corpo mental superior. Este é o reservatório das nossas memórias, a fonte dos nossos desejos, da intuição e da imaginação. Está intimamente ligado à individualidade.</li><li>Corpo Búdico: O Buddhi ou corpo cósmico não tem ligação com o tempo. Nele se encontra a verdadeira sabedoria.</li><li>Corpo átmico: É o plano mais elevado do ser humano, a consciência mais pura. Em diferentes religiões é chamado de Atman, Espírito de Essência, Eu Cósmico, Eu Divino. É a nossa consciência superior.</li></ul><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/580/1*HspiI7FYQqysWfyYkuV-KQ.jpeg" /></figure><p>A anatomia sutil compreende o corpo sutil ou corpo etérico. Nele estão presentes nosso sistema energético composto pelos chakras, que são os centros de intercâmbio entre o mundo físico e sutil. Nesses centros de energia que as energias são convertidas. Energia física em sutil ou psicológica, ou vice e versa, através da prática de meditação ou dos asanas do yoga.</p><p>Conhecendo melhor os chakras:</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*5n3_ijJvywlyRxcbw1bv_w.jpeg" /></figure><p>1° Chakra — Muladhara</p><p>Local: base da coluna⠀</p><p>Glândulas: supra renais, relacionadas a produção de cortisol, adrenalina e ativadas em situação de luta ou fuga⠀</p><p>Símbolo: Lótus de 4 Folhas⠀</p><p>Elemento: Terra⠀</p><p>Cor: Vermelho</p><p>Mantra: Lam⠀</p><p>Este ponto energético tem relações com o sentido de sobrevivência do indivíduo e das ações básicas para manter-se em segurança.</p><p>Quando equilibrado a pessoa mostra-se estável na vida material, sentindo-se em segurança e promovendo um boa manutenção da sua saúde.</p><p>Quando estimulado em excesso (yang, ativa) mostra-se destrutivo à própria vida através de vícios e excessos. Podem apresentar problemas nos rins, pernas e colunas.⠀</p><p>Quando pouco estimulado (yin, passiva) essas pessoas tem um aspecto sem vida, apáticas, sem paixão pelo que faz, insatisfeitas com quase todas as áreas da sua vida e também mostra-se descontente com o seu corpo, causando obesidade, distúrbios alimentares, falta de amor próprio, também ansiedade e depressão.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*WbseXqdXTKNi_mHNLIpSUg.jpeg" /></figure><p>2º Chakras — Swadisthana</p><p>Local: primeira vertebra lombar</p><p>Glândulas: gônadas e testículos</p><p>Símbolo: lótus de 6 pétalas</p><p>Elemento: Água</p><p>Cor: Laranja</p><p>Mantra: Vam</p><p>Esse ponto energético esta relacionado aos desejos, prazeres, sexualidade e reprodução. E exerce influência direta sobre as emoções, criatividade, nossos sonhos e aspirações.</p><p>Além de ser o responsável por filtrar e distribuir a energia vital e sexual, também por alimentar pela alegria de viver e pelo nosso poder pessoal, que está intimamente ligado a nossa identidade profunda. Neste chakra ficam armazenados nossos traumas inconscientes.</p><p>Quando equilibrado, ele traz a compreensão de novas idéias, a possibilidade de relacionar-se e interagir, a aceitação de si mesmo, aceitação do próprio papel no mundo e em uma relação, sexualidade bem resolvida.</p><p>Quando desequilibrado (muita energia yin ou yang) apresentamos problemas relacionados aos prazeres da vida, para excessos ou falta, incluindo: sexo, uso do dinheiro e controle em relação aos outros.</p><p>É comum pessoas com alteração no fluxo de energia deste chakra sentirem solidão, ressentimentos, culpa, autocensura, depressão, vingança, ciúme, inveja, medo da rejeição, preocupações emocionais e apresentarem tendência aos vícios.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*r8lRGs7CTFok96teaqZKuQ.jpeg" /></figure><p>3° chakra — Manipura</p><p>Local: acima do umbigo</p><p>Glândula: pâncreas</p><p>Símbolo: Lótus de 10 pétalas</p><p>Elemento: fogo</p><p>Cor: amarelo</p><p>Mantra: RAM</p><p>O chakra do plexo solar, rege a autoexpressão, o ego e o modo como nos posicionamos no mundo. É ele que permite que façamos o que nos dá alegria e digamos “não” sempre que necessário. No plano físico, influencia os órgãos do sistema digestivo.</p><p>Quando está equilibrado, libera do medo e de estados mentais extremados, desenvolvendo auto estima, disciplina, coragem, generosidade, ética e força de caráter. Seu poder pessoal intensifica suas próprias experiências, sem esmagar os outros com sua ambições.</p><p>Quando desequilibrado, a personalidade se torna egocêntrica e exageradamente sentimental, perdendo o controle sobre as emoções. O indivíduo tenderá a negar ou mascarar suas necessidades ou inseguranças e vivenciará as situações dando-lhes uma densidade sentimental exagerada.</p><p>Ou sentirá sua individualidade exagerada, esperando que outros supram as suas necessidades afetivas, experimentando facilmente o sentimento de rejeição e de medo.</p><p>Os problemas de saúde associados a falta de harmonia nesse chakra são má digestão, azia, úlcera, gastrite e diabetes.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*FvylqMS42jvYspaJndax4A.jpeg" /></figure><p>4° chakra — Anahata</p><p>Local: centro do peito</p><p>Glândulas: timo</p><p>Símbolo: lótus de 12 pétalas</p><p>Elemento: ar</p><p>Cor: verde</p><p>Mantra: Yam</p><p>É a partir do nosso coração que a compaixão e o amor se manifestam e é também no chakra cardíaco que compreendemos o senso de responsabilidade e o comportamento verdadeiro em relação aos outros seres.</p><p>Quando em equilíbrio manifestamos amor incondicional, comportamentos amoroso, agimos com verdade, alegria e autoconfiança.</p><p>Quando em desequilíbrio aparecem vulnerabilidades e dependências emocionais, dificuldade para lidar com frustrações e rejeições, dificuldade de estabelecer intimidade, frieza e indiferença. Fisicamente aparecem disfunções relacionadas ao coração, a parte superior das costas, escapulas, peito e cavidade torácica.</p><p>Para energizar este chakra utilize técnicas de meditação, como Ho’oponopono e Mettabhavana, assim você recupera o equilíbrio emocional e energético.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*aCyl_IOqcpAulgJpcyMlbQ.jpeg" /></figure><p>5° chakra — Vishuddha</p><p>Local: garganta</p><p>Glândulas: tireóide</p><p>Símbolo: lótus de 16 pétalas</p><p>Elemento: éter</p><p>Cor: azul celeste</p><p>Mantra: Ham</p><p>O chakra Laríngeo é responsável pela purificação sanguínea, ele que controla também nossa forma como entendemos e expressamos nossa ideias e emoções verbalmente e a concretização dos objetivos.</p><p>Quando em equilíbrio a comunicação flui da melhor forma possível e você se torna uma pessoa hábil na comunicação. Também torna fácil compreender e conversar consigo mesmo, com o seu eu, facilitando o autoconhecimento, a evolução espiritual e aprofundado das nossas responsabilidades no mundo, clareando nosso propósito.</p><p>É o chakra Vishuddha que faz a ponte de purificação daquilo que absorvemos do universo e das demais pessoas, controlando de forma sábia o que emitiremos como resposta.</p><p>Em desequilíbrio gera dificuldade em expressar-se, ausencia de autocontrole, depressão e ansiedade. Fisicamente gera problemas respiratórios, na tireoide e na pele.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*TPUFJxWQKFa6tjSj7oh2pA.jpeg" /></figure><p>6° chakra — Ajna</p><p>Local: entre as sombrancelhas</p><p>Glândulas: hipófise</p><p>Símbolo: lótus de 2 pétalas</p><p>Elemento: todos</p><p>Cor: azul anil</p><p>Mantra: Om</p><p>O chakra do terceiro olho, é o responsável pela lógica e clareza de nossas ideias. É através dele que produzimos formas de pensamentos benéficas ou prejudiciais, e que desenvolvemos a mente impessoal, aquela que não julga, que sabe discriminar sobre pensamentos motivados por crenças e medos ou pela sabedoria natural e inata.</p><p>Quando está equilibrado favorece a criatividade e a imaginação, além da busca pelo melhor caminho e respostas para nossos desafios. Desenvolve nas pessoas uma facilidade em liderar um grupo ou uma equipe, pois desenvolve total confiança em estratégias e raciocínio, o que passa coerência e precisão em suas orientações.</p><p>Em desequilíbrio pode ocasionar em insegurança, indecisão, falta de clareza mental, negatividade, fragilidade emocional e mental, instabilidade. E fisicamente causa dores de cabeça e sinusite.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*rcW6SImtmNzWbJUfxhusEw.jpeg" /></figure><p>7° Chakra — Sahasrara</p><p>Local: topo da cabeça⠀</p><p>Glândula: pineal</p><p>Símbolo: Lótus de 1000 pétalas⠀</p><p>Elemento: todos⠀</p><p>Cor: violeta e branco</p><p>Mantra: Om</p><p>O Sahasrara é o nirvana. Ele é responsável pelo despertar da alma em um ambiente novo e purificado. Ele representa também a paz de espírito. Ele torna as energias bipolares em unidade completas. Através do chakra da coroa que desenvolvemos a fé e a entrega em nossas orações e meditações. É nele também que juntamos o intelectual com o intuitivo, ampliando a compreensão em relação à vida e e o significado de união o todo. Ele é a sede do desenvolvimento da perfeição maior do homem.</p><p>Quando está em equilibro temos a conexão com o nosso Dharma, capacidade de transformações, espiritualização, entendimento do mais elevado, fé profunda e confiança na verdade, capacidade de entender grandes causas e questões. Servir com devoção, amor universal e dedicação. Além de libertar do Ego, dos desejos e posses materiais e do medo da morte.</p><p>E em desequilíbrio, perde-se o encanto pelos próprios sonhos, tendência ao negativismo, autopiedade, separação, agonia pela falta de entendimento da verdadeira dimensão do ser. Fisicamente resulta em problemas endócrinos, insônia, depressão, problemas nos ouvido e olhos.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*D1vBBVC6KP_mtPFdbJqdXA.png" /></figure><p>No corpo sutil também estão as nadis , que são os canais por onde a energia circula, elas exercem o papel das veias e artérias (no plano físico). Existem aproximadamente 72 mil nadis espalhadas pelo nosso corpo, porém as principais são ida , pingala e sushumna. Ida e pingala tem início no chakra Muladhara e passam por cada um dos chakras até chegar ao Ajna chakra.</p><p>Ida nadi é o canal por onde circula nossa energia passiva, lunar, fria. É a controladora dos processos mentais e dos aspectos mais femininos da nossa personalidade. Já pingala nadi é nosso canal de energia ativa, solar, quente e controla todos dos processos somáticos. Responsável pelos nossos aspectos masculinos.</p><p>A interação entre essas duas nadis representa a dinâmica entre a razão e a emoção, consciência e poder vital e entre os hemisférios direito e esquerdo do corpo e do cérebro. Essa interação também está associada ao nosso sistema nervoso simpático (pingala) e ao parassimpático (ida). Aqui observamos que a dualidade presente no Universo também está presente nos nossos corpos físico, sutil e na nossa mente.</p><p>E Sushumna nadi está localizado, onde no corpo físico é o centro do canal medular, assim como as outras duas nadis inicia-se no primeiro chakra e é por ela que sobe a energia Kundalini.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/336/1*2TZs-Pjii5ZId-T7KyWIDw.jpeg" /></figure><p>Kundalini é a energia associada as forças de Shiva e Shakti, o poder do criador e da criação ou a dualidade yin e yang, do masculino e feminino, ela se encontra adormecida na base da coluna, representada por uma serpente enrolada por três vezes e meia no Muladhara Chakra. O despertar desta energia acontece quando ela sobe através de Sushumna nadi, atravessando os chakras e equilibrando cada um deles, até chegar ao Sahasrara chakra. Quando esta energia se mantém em ascensão é chamado de Samadhi ou Iluminação.</p><p>E a energia circulante pelo nosso corpo é o prana, a energia vital, que pode ser absorvida através da respiração e é espalhada pelo corpo através dos chakras. Os pranayamas da são fundamentais para limpeza e circulação do prana pelos nosso corpo, órgão, células e tecidos.</p><p>Segundo o Dr. Motoyama, são conhecidos 5 variedades de prana com funções diferentes, são eles:</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/800/1*xngaLmO-mEUyrZkOI_Zrng.jpeg" /></figure><ul><li>Prana: atua na região da garganta e diafragma, controla a respiração;</li><li>Apana: atua na região abaixo do umbigo, controla intestino grosso, rins, orgãos genitais e o ânus</li><li>Vyana: presente em todo o corpo, mantem o equilíbrio do fluxo de energia e mantem a vitalidade;</li><li>Samana: atua também na região do umbigo, nas funções digestivas;</li><li>Udana: região acima da garganta e da parte superior do corpo, sentidos e cérebro, além dos quatro membros.</li></ul><p>A prática de Yoga tem o intuito de liberar as nadis, através de asanas, para a circulação de prana. Já distribuir esse prana pelo corpo é a função dos pranayamas. E os chakras são os intermediários de transferência e conversão de prana, ou energia, entre as diferentes dimensões do ser. Essa prática, juntamente com os preceitos morais e ético da filosofia yogi, é indispensável para atingir o propósito final do Yoga, que é integrar as esferas inferiores do ser com a superiores, para este desfrutar da verdadeira sabedoria da libertação.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=eefe336d6a16" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Puerpério: como o Yoga me ajudou a passar por ele.]]></title>
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            <category><![CDATA[maternidade]]></category>
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            <category><![CDATA[puerpério]]></category>
            <category><![CDATA[yoga]]></category>
            <category><![CDATA[maternidade-real]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Mayara Rosa Gonçalves]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 21 Nov 2019 20:19:31 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2019-11-21T20:19:31.051Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/696/1*p9YLzTdbpORrBpEbZJCi1g.jpeg" /></figure><p>Puerpério é definido como a fase pós parto, em que a mulher experimenta modificações físicas e psíquicas, fase esta que compreende desde a data do parto até seus órgãos voltarem ao estado pré gravídico, o que dura, de forma variável, em torno de 3 semanas.</p><p>De acordo com a minhas experiência, puerpério, não tem tempo definido e é a fase de reconstrução da mulher, não só do corpo físico mas também do emocional, psicológico, da vida social, profissional, e sim, de se reconhecer novamente como mulher e não apenas como mãe.</p><p>É também nesse período que nos deparamos com o confronto entre as expectativas que alimentamos durante a gestação e a realidade trazida pela chegada do bebê. A idealização e a culpa por nossas falhas e limitações, somos humanas afinal. E da reação frente as nossas dificuldades, enquanto puérperas, em conciliar as tarefas do dia a dia, o que inclui inclusive nossas necessidades fisiológicas, com a maternidade.</p><p>Em estudos a maior parte das mulher costuma caracterizar o puerpério como cansativo, agitado, mais difícil do que imaginavam e diferente do que consideravam ideal, também falam sobre a dificuldade de realizar as atividades rotineiras, de fazer tudo acompanhada do bebê ou ainda ter que lidar com o palpite dos familiares e amigos.</p><p>Portanto é nítido que nesta fase a mãe precisa não só de preocupações com seu filho mas um olhar atento também direcionado para ela, recém nascida.</p><p>As puérperas vivenciam desde a redução das horas de sono até a perda de sua autonomia. Além de uma série de sentimentos novos, que são fundamentais para nossas decisões a partir deste momento.</p><p>Entre esses sentimentos nos deparamos com a dificuldade na separação dos bebês, que são inteiramente dependentes de nossos cuidados como mães, por esse motivo acabamos optando por renunciar atividades como: cuidados com aparência, trabalho (ainda mais no cenário de mães autônomas), atividade física, vida social e as tarefas domésticas. Sendo assim, a mulher passa por uma intensa mudança em sua rotina e em seus hábitos, que são reajustados de acordo com os horários do seu bebê.</p><p>É possível refletir sobre a dificuldade que as mães encontram ao assumir seus conflitos em relação aos cuidados do filho? Visto que ela acaba de assumir o papel de mãe — papel este que no inconsciente coletivo carrega uma série de responsabilidades e, acima de tudo, um amor incondicional ativado pelo instinto materno.</p><p>Como seria, então, para a mulher admitir que ela tem outras necessidades ou até prioridades, além do desejo de estar com o filho e de suprir todas as suas necessidades?</p><p>Para Maldonado (2002) a mulher contemporânea, que cultiva interesses diversos sejam eles profissionais, pessoais ou sociais, o fato de ter um filho acarreta consequências significativas. Privações reais, afetivas ou econômicas, aumentam quadros de estresse, depressão e ansiedade, intensificam a dualidade de sentimentos. A preocupação com o futuro aumenta a sua ansiosidade, gerando em consequência, sentimentos que a impedem de encontrar gratificação na gravidez.</p><p>Mas será que se discute de forma necessária e aberta sobre a vivência do puerpério e do nascimento desta mãe?</p><p>De forma que os homens também tenham acesso as informações de como este é um período de conflitos em que se alternam na mulher sentimentos de alegria, medo, alívio, ansiedade, realização, dúvidas, entre outros. E possam se munir de conteúdo para ajuda-las.</p><p>Um dado que pode ser considerado importante é que nove das dez que relataram que contaram com a ajuda do companheiro nesse período, foi ação fundamentalmente positiva para seu bem-estar físico e emocional, além de ser fator essencial para o desenvolvimento saudável da criança. Portanto, mamães com pai ausente, tem um trabalho interno e externo, redobrado!</p><p>E o mais importante!</p><p>Será que essas informações tem o foco na mulher contemporânea? Que atua de diferentes formas dentro da sociedade moderna e conquistou, ao longo de toda uma história, sua autonomia?</p><p>Como nós mulheres, que já são mães ou para aquelas que carregam em Si esta vontade, podemos encontrar abrigo e segurança nesta fase? Onde buscamos força para manter a calma, em meio ao caos, e organizar as ideais, a vida e o planejamento futuro?</p><p>Como uma alternativa para encontrar a sanidade mental emocional e física, temos a prática de Yoga e meditação.</p><p>Compartilhando a minha história…</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/674/1*AhzOxfvifrPWUnPBwOSO4w.jpeg" /></figure><p>Eu adotei Yoga como um estilo de vida em 2015, quando compreendi o que realmente significava, e de la para cá, os estudos são contínuos, não apenas no material, na filosofia ou a teoria, mas na prática, olhando para minhas sombras e limitações. Não estou falando apenas de uma prática física com posturas mirabolantes. É uma postura interna, que podemos exercitar nas tarefas rotineiras.</p><p>É silenciar a mente, os pensamentos persistentes, para ouvir nossa sabedoria ou o silêncio que revigora nosso ânimo. E tudo isso está dentro de nós.</p><p>Não é fácil, mas é simples, basta acreditarmos no nosso potencial de autocura.</p><p>Meu filho nasceu em 2019, durante a gestação passei por altos e baixos, visto que estava retomando minhas atividades de profissional autônoma quando descobri a gravidez. Muita insegurança, ansiedade e medos fizeram parte da minha jornada de 40 luas até o nascimento do meu menino. Após o parto passei pelo temido (pelo menos para mim) Baby Blues, durante quase 1 mês.</p><p>No puerpério a sensação é de que eu estava em pedaços, não me reconhecia mais, sentia apenas a presença de traços da Mayara de antes, aquela que levei anos para aprimorar. Vivi uma fase de luto pela menina que estava morrendo para dar espaço para a Mulher-Mãe. E assim como meu filho, me senti chegando ao mundo, com TUDO a ser aprendido.</p><p>Busquei ajuda na espiritualidade, que sempre fez parte da minha vida, na entrega à sabedoria maior.</p><p>E no Yoga, mesmo com a limitação física da quarentena, buscava meditar, me observar, entender todos os sentimentos que estavam chegando: a culpa, a raiva, o medo, a insegurança, as crenças limitantes sobre financeiro, sobre a minha capacidade de criar e educar esse serzinho. Observei e aprendi também sobre o amor — ah, o amor! Essa lição, minha gente, compensa todas as outras.</p><p>No Yoga encontrei o equilíbrio para sair da melancolia, já que eu não me sentia bem para compartilha-la com ninguém (nem com o meu marido ou com meus pais e irmã, que se fizeram presente em tempo integral por muitos dias após o nascimento do bebê).</p><p>Busquei ajuda dentro de mim para acalmar as crises de choro, foi através da força do Yoga que olhei para cada sombra que apareceu, levando luz, compreensão e compaixão. E ao abraçar minhas limitações, encontrava a resposta necessária para aquele momento, mesmo que ela fosse: “apenas respira!”.</p><p>No Yoga busquei sobre a importância em viver o momento presente, aceitando que tudo é passageiro. As noites mal dormidas ou nem dormidas, o desespero de mãe de primeira viagem com o filho chorando de forma inconsolável, os sentimentos pesados. Também aceitei que os primeiros meses de vida do meu grande amor, iriam passar, e eu gostaria de ter as melhores recordações disso, mesmo sentindo em todos os aspectos do meu Ser o caos que se estabelecia durantes muitos momentos.</p><p>Foi com o Yoga que, aos poucos, fui retomando meus alongamentos para sentir meu novo corpo vivo, com marcas e a cicatriz do meu novo Eu. Entendendo meus novos limites, recuperando minha autoestima — no meu <a href="https://www.instagram.com/mayara.yoga/"><em>Instagram</em></a> falo sobre como lidei com a mudança da minha aparência física com meus 20kg a mais — recuperei meu carinho por mim e minha segurança para voltar as atividades do dia a dia, mesmo sabendo que eu planejaria meu próximo dia enquanto estava acordada olhando o bebê dormir. E, possivelmente, meu planejamento iria por água abaixo, pois as mamães sabem: cada dia é um dia, esse papo de rotina muitas e muitas vezes não rola! Aqui também entra o Yoga, a respiração profunda, a determinação e a persistência de quem sabe que será necessário ser muito flexível e assim tentar e tentar de novo!</p><p>Já sei, a pergunta que não quer calar — Como tenho tempo para fazer Yoga? Já que passo horas entre mamas, fraldas, cólicas, choros ou paralisada com os sorrisos e as expressões do pequeno dormindo.</p><p>Você pode praticar Yoga enquanto faz seu filho adormecer, enquanto canta para ele, enquanto respira na mesma velocidade dele ao pegar no sono, quando agradece cada segundo do seu dia, que saiu todo ao contrário do planejado. Pode praticar Yoga com o bebê no colo, no sling ou ao seu lado.</p><p>O Yoga tem benefícios emocionais e psicológicos, para que possamos viver de forma completa a relação entre mãe e bebê. E construir laços saudáveis com a maternidade, iniciando pela gestação, passando pelo puerpério, amamentação e todas as fases seguintes, é fundamental! Pois jamais uma mulher vai viver essa transformação e sair dela ilesa, devemos saber quais as lembranças e aprendizados que queremos ter das experiências vividas.</p><p>Mãe!</p><p>Sua calma, seu equilíbrio, você inteira, completa em todos os níveis da sua vida, vai com certeza contribuir para que seu filho ou filha, tenha um excelente desenvolvimento, fisiológico, emocional, psicológico e humano.</p><p>Seu bem estar não tem preço.</p><p>Ninguém que está pela metade pode se dedicar completamento ao outro, mesmo que ele tenha saído de dentro de você.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=1c324afe361a" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Uma mãe cansada, não está cansada de ser mãe.]]></title>
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            <category><![CDATA[maternidade]]></category>
            <category><![CDATA[self-love]]></category>
            <category><![CDATA[resilience]]></category>
            <category><![CDATA[stress]]></category>
            <category><![CDATA[momlife]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Mayara Rosa Gonçalves]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 24 Oct 2019 23:25:36 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2019-10-24T23:25:36.075Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/650/1*wfMCtl9a5KDciJzH5WEPOw.jpeg" /></figure><p>Uma mãe cansa!</p><p>Foi essa a frase que li em um post no Instagram essa semana, justo em um dia que eu estava realmente cansada, me senti compreendida e abraçada pela autora.</p><p>Sim, uma mãe cansa, cansa quando o bebê sai da rotina e passa horas, ou um dia todo, sem dormir.</p><p>Cansa, quando seu filho chora e ela não encontra o motivo.</p><p>Cansa quando olha sua casa, bagunçada, coisas fora do lugar, roupa e louça acumulando.</p><p>Cansa também quando escuta &quot;mas você está de licença maternidade para isso&quot;.</p><p>Cansa, e chega no final do dia ela se questiona: &quot;- O que eu fiz para estar tão cansada?&quot;, a memória falha.</p><p>Chega também o final de semana, e nada de folga, a demanda do seu bebê continua.</p><p>Ela olha para o lado, cansada, vê um homem que acabou de se tornar pai, mas continua sendo profissional, marido, amigo e filho, e ele precisa de compreensão. Ela, mesmo com todos esses papéis ainda vivos por dentro, se sente &quot;apenas&quot; Mãe, da para compreende-lá?</p><p>Ainda tem aquelas que olham para o lado e não vêem ninguém, à essas, toda a minha admiração.</p><p>Essa mesma mulher ainda se cansa de tanta cobrança, externa e interna, seu físico não está em dia, sua energia não é a mesma, sua vida social está em algum lugar no passado, seu emprego, será que ainda estará lá na volta?</p><p>Com a exaustão bate aquela saudade de como a vida era antes da chegada do seu filho. Nesse momento ela recebe a visita da culpa.</p><p>E ainda assim, exausta, encontra força para carregar no colo, para se levantar em um pulo quando o bebê chora, para brincar, cantar, distrair e tentar arrancar um sorriso dos pequenos.</p><p>Mesmo cansada cuida, alimenta, faz dormir, alivia a dor e acalma o choro inconsolável.</p><p>Veja bem, uma mãe cansada não está cansada de ser mãe (frase de um empático autor desconhecido, gratidão!) , apenas está aprendendo, todos os dias, a se reinventar e todo aprendizado demanda esforço, emocional, físico e psicológico. Por esse motivo, muitas vezes, a paciência falha, as palavras delicadas somem e as lágrimas escorrem.</p><p>Ela expõe toda sua vulnerabilidade, sua desidentificação consigo mesma, não para ser julgada, altos e baixos fazem parte do processo, do progresso.</p><p>Mas mamães, cada uma no seu tempo, sem se apressar para não perderem de vista as lições.</p><p>Lembrem-se: assim como as noites em claro, as fases de crescimento do bebê e o estresse, (repetindo meu mais novo mantra pessoal...) isso também passa!</p><p>Você vai se reencontrar, se amar cada vez mais, se superar, rir das dificuldades passadas e se assustar com os novos desafios. E assim, a cada dia, a cada nova experiência, você construirá uma nova e mais completa mulher, uma heroína com o super poder da resiliência. Alguns vão continuar a te chamar pelo nome, mas a sua palavra mágica, de transformação, vai sempre ser &quot;mamãe!&quot;.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=fd4bfd8b176c" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Maternidade é sobre fazer escolhas.]]></title>
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            <category><![CDATA[pregnancy]]></category>
            <category><![CDATA[gravidez]]></category>
            <category><![CDATA[yoga]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Mayara Rosa Gonçalves]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 29 Apr 2019 15:50:08 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2019-04-29T20:05:11.036Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*8LeLao53ZxS8yOYLZMsgkA.jpeg" /></figure><p>Hoje, recebi a notícia de que uma amiga não poderia engravidar de forma natural, esse era um dos maiores sonhos dela.</p><p>Eu, grávida, 19 semanas, pega de surpresa com a notícia, no dia 4 de janeiro deste ano, 2019. Não havíamos planejado a chegada do Mateus, no primeiro momento foi um susto.</p><p>Após essa notícia senti uma imensa gratidão pelo meu pacotinho que veio sem aviso prévio, porém, vieram inúmeros pensamentos sobre a gravidez, os julgamentos sobre esse período, as expectativas e as renúncias.</p><p><strong>Sim, as renúncias.</strong></p><p>Atualmente, cobra-se das mulheres, e elas se cobram, o melhor desempenho nos inúmeros papéis dentro de uma sociedade: a mulher profissional lutando por seu espaço, a mulher ativista lutando por seus direitos, a mulher dona de uma casa que se desdobra para atender companheiro e filhos, a mulher que se desdobra, mais ainda, para suprir a falta de um companheiro para dividir o cuidado dos filhos, a mulher que paga as contas, que faz a comida, que organiza a própria agenda e a mulher Mãe, porque, diante de tantas mulheres dentro de uma só rotina, cada um desses papéis são intransferíveis</p><p>Mas vamos falar hoje sobre a <em>Mulher Mãe.</em></p><p>A pressão e a cobrança que a sociedade e as tradições exercem sobre o papel da mãe faz com que mulheres sejam questionadas sobre Ser mãe, ou questões mais delicadas ainda como: o por que não querem ser mães, ou se sintam menos mulheres por, qualquer que seja o motivo, não poderem ser mães. Faz com que a identidade e os anseios pessoais de cada uma delas, sejam cruelmente desconstruídos e questionados por muitas pessoas e por elas mesmas. Esquecendo que <strong><em>todas</em></strong> temos o direito de fazer escolhas e de abraçar as consequências de cada uma delas, definindo assim seu papel de dirigente da própria vida.</p><p>Ao escolher ser mãe existem sim renúncias, não classifico essas como “boas ou ruins”, apenas como <em>escolhas,</em> que devem ser feitas pela maternidade.</p><p>E este é um fato que poucas de nós nos damos o direito de compartilhar, quais renúncias fizemos para ser mãe? Como se, ao assumir esse papel, passamos a ser um Ser perfeito, com super poderes e que pode dar conta de toda a demanda de uma vida cheia de atribulações (e ainda sorrir para a foto no Insta).</p><p>Assumir o compromisso com outra vida, não traz apenas flores, traz duras batalhas emocionais e mentais, com nós mesmas, posturas que devemos assumir para que o empoderamento dessa mulher-mãe aconteça sem lesar a criação emocional da criança que está por vir.</p><p>Acolher esse Ser-mãe em transformação diária é uma tarefa pouco encontrada, não digo apoiar com dicas, palpites e presentes. Digo sobre ser colo, sobre não cobrar, não julgar os medos, a aflição, a tristeza, porque esses sentimentos chegam e não são tão bem recebidos como um sorriso no rosto e a notícia do novo bebê.</p><p>Às vezes a notícia vem acompanhada de lágrimas, não por não aceitar ou não amar esse serzinho em formação, apenas pelo fato de que: ao nos descobrirmos mãe, nos desconstruímos, abrimos mão, reformulamos nossos sonhos para caber mais 1 na equação. E destruir para recriar não é uma tarefa fácil, é uma longa jornada de auto observação, diária.</p><p>Por isso, companheiras de jornada, sejam fortes e destemidas. Enquanto a sociedade não está pronta para acolher uma nova mãe, <strong><em>acolham-se</em></strong>, deem atenção a vocês mesmas, busquem ajuda na terapia, no grupo de amigos, no Yoga, mas não se escondam.</p><p>Não criem um falso papel para parecerem perfeitas, não tenham medo do julgamento, abram-se, compartilhem, podemos estar vivendo as mesmas dores, fechadas cada uma no seu mundo, porque além de todos os medos inerentes a nova fase, a quantidade de escolhas a serem feitas e com elas, o medo da reprovação.</p><p>Lembrem-se: temos o direito de ser quem somos, com qualidades, dúvidas e com pontos a serem melhorados (ah sim! eu não acredito em defeitos), estamos criando um ser, recriando uma mulher e co-criando um novo mundo.</p><p>À vocês mulheres que não querem ser mães ou por algum motivo não puderam vir a ser mães, transformem-se na sua melhor versão, lembrem-se que para cada escolha feita ou situação a ser vivida, existe uma mulher a ser reconstruída, existe uma nova vida a ser empoderada: a sua!</p><p>E não julguem umas às outras, sejam o abraço que falta no meio de milhões de ideias pré concebidas e enraizadas, sejam o colo que foi negado, o ouvido que se negou a ouvir, sejam o Amor, aquele sentimento que quanto mais damos mais podemos dar.</p><p>Não precisamos ser iguais umas às outras, não precisamos ter as mesmas escolhas ou renúncias, precisamos de diversidade, somos um quebra cabeça em formação, cada peça é essencial.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=53434c30e829" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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