<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0" xmlns:cc="http://cyber.law.harvard.edu/rss/creativeCommonsRssModule.html">
    <channel>
        <title><![CDATA[Stories by Mocines on Medium]]></title>
        <description><![CDATA[Stories by Mocines on Medium]]></description>
        <link>https://medium.com/@mocinesmostra?source=rss-de1e327fbbe8------2</link>
        <image>
            <url>https://cdn-images-1.medium.com/fit/c/150/150/1*A4Hfo4XG7HGgwF5Q86x7Iw.png</url>
            <title>Stories by Mocines on Medium</title>
            <link>https://medium.com/@mocinesmostra?source=rss-de1e327fbbe8------2</link>
        </image>
        <generator>Medium</generator>
        <lastBuildDate>Sun, 17 May 2026 12:52:11 GMT</lastBuildDate>
        <atom:link href="https://medium.com/@mocinesmostra/feed" rel="self" type="application/rss+xml"/>
        <webMaster><![CDATA[yourfriends@medium.com]]></webMaster>
        <atom:link href="http://medium.superfeedr.com" rel="hub"/>
        <item>
            <title><![CDATA[Mito, história e composição- Doutor Gama e o cinema de Jeferson De]]></title>
            <link>https://medium.com/@mocinesmostra/mito-hist%C3%B3ria-e-composi%C3%A7%C3%A3o-doutor-gama-e-o-cinema-de-jeferson-de-611f8d3d1488?source=rss-de1e327fbbe8------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/611f8d3d1488</guid>
            <dc:creator><![CDATA[Mocines]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 27 Jan 2022 13:13:13 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2022-01-27T13:14:23.277Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Por Renata Costa **@renata.rod</p><p>Investigar o passado é encontrar nas trajetórias das pessoas a energia que deu vida às suas paixões. As rotas delas unimos nossas próprias composições que se entrelaçam ás do momento presente, afinal impossível não se lembrar do diálogo de Gama ainda escravizado com o Senhor de escravos que queimara os livros dele durante o filme.</p><p><strong><em>“Nós nunca te tratamos como um escravo, você é praticamente um membro da nossa família. Você tem casa, comida, o que mais você quer?”</em></strong></p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*lBIEXaGuzHPywAcGK3IeRg.jpeg" /></figure><p>Com um filme dividido em três atos, ou três marcos cronológicos ( 1840, 1847, e 1870) fazemos uma breve incursão sobre a vida de Luiz Gama a partir do olhar do cineasta Jeferson De, e compreendemos os efeitos de sua formação e sua ação política por meio da defesa de um escravizado no tribunal feita por Gama.Com cuidadosa direção de arte de Thales Junqueira ( Bacurau, Aquarius, Divino Amor), e figurino de Rô Nascimento a cidade de Paraty onde o longa foi filmado foi a escolha ideal para dar corpo e musculatura à trama que se passa no século XIX.</p><p>O filme se inicia com a presença marcante de Isabel Zuaa ( Um Animal Amarelo ) que no longa faz a Mãe de Luiz Gama, vemos uma Luiza Mahín sentada em uma mesa, enquanto escreve uma carta , e um Luiz Gama criança que assiste a Mãe se despedir e sair para lutar em mais uma das revoltas da época sem saber que ela nunca retornaria e que logo em seguida seria vendido pelo próprio Pai como escravo.</p><p><strong>Composição- O corte e a névoa</strong></p><p>O cinema segundo Marcel Martin<a href="#_ftn1">[1]</a> se comunica por meio de signos destinados a comunicação, essa reunião de imagens, diálogos, símbolos e cores conformam uma narrativa. Em Luiz Gama um elemento liga o filme da vida adulta da personagem até seu ato final, este é o elemento que nos interessou para destacar, vamos falar então do corte.</p><p>O corte é na experiência do sujeito a possibilidade de romper e inaugurar uma nova vida melhor ou encarcerada a depender de como e contra quem é desferido, a faca que liga o protagonista ao homem escravizado que defenderá anos depois cumpre a função de objeto cortante e ainda outra, a de partir da memória da dor para compreender o que não é negociável.</p><p>Luiz Gama era muito mais perigoso do que o filme revela, além de advogado, era jornalista poeta e importante agitador abolicionista, chamá-lo de perigo aqui é elogio necessário, afinal foi desvelando as ilusões que ele contagia e contraria o status de freak, de aberração de seu tempo, ao mesmo tempo é desse lugar monstruoso, de corte e de morte, que repousa todo escravizado na condição de morto-vivo, e é deste lugar que Jeferson De utiliza para encadear a sua versão desta biografia.</p><p>O desafio de qualquer biografia é retratar biografados com sua humanidade e suas contradições, há documentários que são exímios nessa arte como em El Sicario Room de Gianfranco Rosi<a href="#_ftn2">[2]</a>, devido ao caráter do filme o cineasta busca se equilibrar entre uma filmografia dos grandes circuitos onde personagens negras são no mais das vezes bandidos ou engraçados por natureza, para nos levar a conhecer uma personagem da nossa história de modo distinto e que pouco comparecia até bem poucos anos atrás nos debates públicos, o que é modificado com apurado trabalho de pesquisa pioneira e de extrema qualidade de Ligia Fonseca Ferreira, grande biografa de Gama.</p><p>Entre o corte e a entrada no mundo das pulsões, Luiz Gama foi um homem do seu tempo, capaz de mobilizar afetos e inimigos e impressionar por sua inteligência e articulação política, o advogado que usava jornais para comentar erros de colegas da mesma área sem falsos pudores e que se engajou em uma luta política de defesa e afirmação da liberdade, foi tudo, menos pacífico. Ou para usar um termo de Marilene Felinto, não lhe sobrava a <em>fidelidade canina</em> a qual se espera de pessoas negras, sempre assentindo com a cabeça, sorrindo e ensinando a todos como é habitar essa carne, quase como se ser negro fosse algo extraordinário e passasse longe do comum.</p><p>É desafiador para nossa formação imaginar essas figuras que podem nos soar até mesmo como exageradas, míticas, fantasiosas, mas cabe sempre lembrar que essa premissa demonstra apenas o quanto ainda estamos enredados em uma teia de carne e de sangue que nos faz descrer do que pessoas não-brancas tem construído no Brasil há muito mais de um século em termos de realização , criação e projetos políticos alternativos de poder.</p><p>É possível imaginar um mundo e um cinema negro realmente outro? É possível usar o passado para se deslocar de uma trama reducionista e salvacionista?</p><p>Pequenos pontos do filme mostram decerto o quanto o cineasta retoma um desejo que o formou, Jeferson De cresceu na cidade em que Amacio Mazaroppi gravava seus filmes, essa vida ao lado de um set, assistindo um ator e diretor criando filmes para serem populares, está presente no uso e nas inversões calculadas que o cineasta pratica um cinema para assistir e chegar a muitos.</p><p>A família negra à mesa com Luiz Gama, Valdina e seu filho, as jóias das negras vendedeiras representantes de um pequeno grupo de mulheres que no mais das vezes se iniciava no comercio de rua para trabalhar para seus Senhores, e em distintos casos conseguiam pagar por sua alforria, as mulheres negras na trama retratadas como negras de ganho livres<a href="#_ftn3">[3]</a>, guerreiras abolicionistas ou insurretas, caso de Luiza Mahin ( Izabel Zuua), Claudina ( Mariana Nunes ) como compaheira de Gama, e Francisca ( Zezé Motta), cuja economia libidinal está de todo modo direcionada para a construção de uma vida pautada pelos seus próprios desejos dentro de limites e possibilidades de sua época. E um Pai escravizado que socorre e cuida de seu único filho, inclusive durante o julgamento, aquele que havia sido esteio para o próprio Gama durante a infância.</p><p>O filme termina com atores afirmando “Vidas Negras importam” em alusão ao Black Live Matter em um momento no qual ser negro no Brasil é um esporte de combate, aonde ir ao supermercado, pegar um elevador, ou sair de carro com a família para um chá de bebê, pode significar a aniquilação.</p><p>Mito, história e composição criam colagens onde abunda o apagamento, é de uma certa névoa que retiramos também nossa potência, afinal só se surpreende com o corte quem está desatento na hora da luta.</p><p>Em tempos como os atuais em que as pessoas andam pelo Leblon no Rio e pela região do Bexiga em São Paulo sem saber que Leblon foi quilombo e que Bexiga já foi terra do Quilombo Saracura<a href="#_ftn4">[4]</a>, reitero que há muito a contar e elucidar. O cinema de Jeferson nos inspira a contar cada vez mais histórias, múltiplas, distintas, de todos os tipos.</p><p>E viva Luiz Gama.</p><p>Notas de rodapé:</p><p><a href="#_ftnref1">[1]</a> Livro: A Linguagem Cinematográfica de Marcel Martin. Dinalivro.Edição de 2005.</p><p><a href="#_ftnref2">[2]</a> Gianfranco Rosi é um documentarista italiano conhecido por retratar de maneira profunda personagens em situações de conflito. Em El Sicario Room o filme se passa em quarto de Hotel no qual um ex-narcotraficante detalha ao diretor sua vida como sicário em um Cartel.</p><p><a href="#_ftnref3">[3]</a> Marília Odila da Silva Dias faz um retrato dessas mulheres negras paulistanas do século XIX.</p><p><a href="#_ftnref4">[4]</a> Para saber mais sobre o assunto é só ler o artigo de Alessandro Luís Lopes da Lima:Vestígios de um quilombo paulistano: uma análise da paisagem arqueológica do bairrodoBixigahttps://www.periodicos.unimontes.br/index.php/argumentos/article/view/issn.2527-2551v17n1p.153-177/1005</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=611f8d3d1488" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[III Mocines inicia com Masterclass do cineasta Jeferson De]]></title>
            <link>https://medium.com/@mocinesmostra/iii-mocines-inicia-com-masterclass-do-cineasta-jeferson-de-d16a1ef5680b?source=rss-de1e327fbbe8------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/d16a1ef5680b</guid>
            <dc:creator><![CDATA[Mocines]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 27 Jan 2022 02:54:15 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2022-01-27T02:54:15.143Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>No último domingo, 23/01, iniciou a III Mocines (Mostra de Cinema Negro do Espírito Santo), cujo tema é o manifesto Dogma Feijoada. Não houve a convencional cerimônia de abertura. No entanto, o evento que deu início a Mostra foi uma Masterclass com o cineasta paulista Jeferson De, criador do manifesto e o homenageado da edição deste ano.</p><p>Apesar da maioria do público capixaba estar presente, haviam muitas pessoas de diversas regiões do país; desde uma mulher do Ceará à um rapaz de Pelotas, Rio Grande do Sul.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*Pi_eNyWj-w-1NmIiXoHMfA.png" /><figcaption>Divulgação/Mocines</figcaption></figure><p>Jeferson De optou por uma proposta mais intimista e dialogal de Masterclass. Iniciou contando fatos de sua infância e de como iniciou sua relação com o cinema e com a produção audiovisual. Trajetória em que seu pai exerce um papel muito importante para quem cresceu na parte rural de Taubaté. Curiosidades que vão muito além, até espaço para o Mazzaropi tem nessa história. E, sua chegada no curso de Filosofia da USP e sua transferência para o curso de Cinema.</p><p>Deu detalhes de sua motivação de escrever o Manifesto Dogma Feijoada, após uma pesquisa iniciada enquanto estudante sobre a representação do negro no cinema brasileiro, e a colaboração de outros colegas cineastas da época. Logo depois, adentrou a produção de suas obras, revelando um filme que mais o influenciou: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=yVAD4fYRcvA">Do the Right Thing</a> (Spike Lee, 1989). Conhecimento mais técnico, sua metodologia de trabalho, algumas dicas, e novos projetos, etc. se deu a partir do momento que o diálogo foi aberto com a turma, ou seja, com as perguntas dos presentes.</p><p>Foram duas horas que passaram voando, como dizem, de tão bom que estava a conversa e o clima. Aos que tiveram a oportunidade de ouvir Jeferson De, com certeza foi uma tarde de muito aprendizado, seja qual for sua área de atuação no cinema, ou um mero expectador.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*vTFfeSMyNYvg6V5QoMiveA.jpeg" /></figure><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=d16a1ef5680b" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[III Mostra de Cinema Negro no Espírito Santo vai exibir mais de 40 filmes]]></title>
            <link>https://medium.com/@mocinesmostra/iii-mostra-de-cinema-negro-no-espirito-santo-vai-exibir-mais-de-40-filmes-b0b5837be32c?source=rss-de1e327fbbe8------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/b0b5837be32c</guid>
            <dc:creator><![CDATA[Mocines]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 25 Jan 2022 19:09:23 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2022-01-27T02:55:57.507Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p><em>Em formato online e gratuito, a mostra começa no dia 23 de janeiro pela plataforma TodesPlay</em></p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/851/1*HypRVB3pdZxmnWlmdXjx4w.png" /></figure><p>A III Mocines (Mostra de Cinema Negro do Espirito Santo) se consolida como um importante evento sobre a representação e representatividade das negritudes no cinema capixaba e brasileiro. Devido a pandemia, pela primeira vez a Mostra acontece em formato online, começa no dia 23 de janeiro e segue até o dia 06 de fevereiro.</p><p>Serão duas semanas em que o público e cinéfilos poderão acessar filmes de todas as regiões do Brasil e também algumas produções internacionais de Portugal e da Alemanha. Além de participar de oficinas, cursos e debates. As exibições dos filmes serão pela plataforma TodesPlay <a href="https://todesplay.com.br/">https://todesplay.com.br/</a> e também haverá outras atividades pelo youtube <a href="https://bit.ly/3mocines">https://bit.ly/3mocines</a>.</p><p>A III Mocines — Dogma Feijoada vai exibir mais de 40 filmes filmes divididos por três sessões temáticas: Sessão Erê, com filmes para o público infanto-juvenil; Sessão Moqueca, com obras de realizadoras e realizadores negros capixabas; e a Sessão Nacional, que tem como objetivo apresentar um panorama do cinema negro contemporâneo brasileiro; e, por fim, uma sessão especial que dá título a Mostra: Sessão Dogma Feijoada, com filmes do cineasta Jeferson De e de outros cineastas negros e negras do início do século que configurava um novo ciclo do Cinema Negro brasileiro.</p><p>“O nosso objetivo é oferecer uma programação com o melhor das produções audiovisuais negras nacionais, sobretudo estimulando as produções capixabas, além de debates, oficinas e Masterclass. Isso conecta com outro objetivo caro para nós, que é a formação de profissionais negros e negras que possam atuar no mercado audiovisual profissionalmente, bem como, fomentar a formação de público ao apresentar outro universo de narrativas”, explica Adriano Monteiro, idealizador e produtor geral da III Mocines.</p><p>A III Mostra de Cinema Negro do Espirito Santo é realizado com apoio da Secretaria de Cultura do Espirito Santo por meio de Edital do Funcultura.</p><p><strong>Homenagem</strong></p><p>A edição deste ano traz como tema o “Manifesto Dogma Feijoada”, que já completou um pouco mais de 20 anos. A ideia é voltar a este período importante da história do Cinema Negro brasileiro e refletir sobre seus impactos na produção atual. Além disso, a Mostra vai homenagear uma das pessoas fundamentais deste movimento, o cineasta Jeferson De.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*ylNi0b1O9--lBhWAl9RV-g.jpeg" /></figure><p>Jerferson De nasceu na cidade de Taubaté, interior de São Paulo. Graduou-se em Cinema pela ECA-USP no final dos anos 1990. Como bolsista da FAPESP, entre 1997 a 1998, com a pesquisa “Diretores Cinematográficos Negros”, desenvolveu o trabalho “Gênese do Cinema Negro Brasileiro”. Este serviu de base para elaboração do chamado Manifesto “Dogma Feijoada”, assinado por diversos cineastas negros paulistas sendo proclamado no 11º Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo, em 2000.</p><p>Em 2009, fundou a produtora Buda Filmes em parceria com a diretora Cristiane Arenas. No ano seguinte, lança seu primeiro longa-metragem chamado “Bróder”, estreando no prestigioso Festival de Berlim. Mais tarde, produziu os programas “Brasil Total” e “Central da Periferia”, na TV Globo. Foi diretor dos programas “Tramavirtual” e “Conexões Urbanas”, no canal Multishow.</p><p>Seu segundo longa-metragem, “O Amuleto”, estreou em 2015 nos cinemas. Em seguida passou a trabalhar em seu próximo longa-metragem, a comédia “Correndo Atrás” (2018). Uma adaptação do livro de Hélio de La Peña, tendo no elenco Aílton Graça, Lázaro Ramos, Juliana Alves e o próprio ex-casseta.</p><p>Em 2020, lançou “M-8: quando a morte socorre a vida”, vencedor Melhor Filme/Júri Popular no Festival do Rio, atualmente disponível na plataforma de streaming Netflix. Com uma obra cada vez mais madura e apurada, Jeferson De ano lançou, ano passado, o seu 5º longa-metragem, “Doutor Gama” (2021), que narra a história do advogado e abolicionista negro Luiz Gama. O filme já circulou em festivais importantes como o American Black Film Festival, passando também pelos cinemas brasileiros, e atualmente está disponível na plataforma de streaming GloboPlay.</p><p><strong>Saiba mais sobre o Manifesto Feijoada</strong></p><p>O Manifesto Dogma Feijoada foi fruto do trabalho “Gênese do Cinema Negro Brasileiro”, realizado por Jeferson De, entre 1997 e 1998, quando era graduando do curso de Cinema na Escola de Comunicação e Artes (ECA) da USP. A partir da sua pesquisa de Iniciação Científica sobre diretores cinematográficos negros brasileiros, ele conseguiu reunir diversas informações sobre o cinema produzido por negros e a sua representação nas telas também.</p><p>A escolha do nome teve uma uma pitada provocativa, o Dogma Feijoada consistia em estabelecer 7 “regras” : 1) O filme tem de ser dirigido por realizador negro brasileiro; 2) O protagonista deve ser negro; 3) A temática do filme tem de estar relacionada com a cultura negra brasileira; 4) O filme tem de ter um cronograma exequível. Filmes-urgentes; 6) Personagens estereotipados negros (ou não) estão proibidos; 7) O roteiro deverá privilegiar o negro comum brasileiro. Super-heróis ou bandidos deverão ser evitados.</p><p><strong>Confira a programação completa:</strong></p><p><strong>24/01 (Segunda) a 29/01 (sábado)</strong></p><p><strong>Sessão Dogma Feijoada (Plataforma TodesPlay)</strong></p><p>Gênesis 22, de Jeferson De (SP)</p><p>Distraída Para a Morte, de Jeferson De (SP)</p><p>Carolina, de Jeferson De (SP)</p><p>Narciso Rap, de Jeferson De (SP)</p><p>Ordinária, de Billy Castilho (SP)</p><p>Gurufim na Mangueira, de Danddara (RJ)</p><p>Novos Quilombos de Zumbi, de Noel Carvalho (SP)</p><p>O Catedrático do Samba, de Noel Carvalho e Alessandro Gamo (SP)</p><p><strong>Sessão Erê :</strong></p><p>5 Fitas, de Vilma Martins e Heraldo de Deus</p><p>A Piscina de Caique, de Raphael Gustavo da Silva</p><p>Meu nome é Maalum, de Luísa Copetti</p><p>Ewé de Òsányìn: o segredo das folhas, de Pâmela Peregrino</p><p>Além da Fronteira, de Alexandre Matos Meireles</p><p><strong>Sessão Moqueca:</strong></p><p>Do dia em que mudamos a rota, de Diego Nascimento Nunes</p><p>CHAMA: Ep.1 “Terra”, de Maresia e Adryelisson Maduro</p><p>Balança Que Eu Quero Ver — Cantadeiras de Roda, de Jamilda Bento</p><p>Artesania, de Thiago Coutinho de Souza</p><p><strong>Sessão Nacional:</strong></p><p>Forrando a Vastidão, de Higor Gomes</p><p>Encanto da Tapera, de Dheik Praia</p><p>Seremos Ouvidas, de Larissa Nepomuceno</p><p>Sethico, de Wagner Montenegro</p><p>Você Tem Olhos Tristes, de Diogo Leite</p><p>àprova, de Natasha Rodrigues</p><p>Te guardo no bolso da saudade, de Rosy Nascumento</p><p>Filhas de Lavadeiras, de Edileuza Penha de Souza</p><p>CORPAS, de Arthur Almeida</p><p>Flor de Estufa, de Laís Andrade</p><p><strong>30/01 (Domingo) a 05/02 (sábado)</strong></p><p><strong>Sessão Dogma Feijoada:</strong></p><p>Gênesis 22, de Jeferson De (SP)</p><p>Distraída Para a Morte, de Jeferson De (SP)</p><p>Carolina, de Jeferson De (SP)</p><p>Narciso Rap, de Jeferson De (SP)</p><p>Ordinária, de Billy Castilho (SP)</p><p>Gurufim na Mangueira, de Danddara (RJ)</p><p>Novos Quilombos de Zumbi, de Noel Carvalho (SP)</p><p>O Catedrático do Samba, de Noel Carvalho e Alessandro Gamo (SP)</p><p><strong>Sessão Erê :</strong></p><p>Nana e Nilo na Cidade Verde, de Sandro Lopes</p><p>Quando a Chuva Vem?, de Jefferson Batista</p><p>Òrum Àiye, de Cintia Maria e Jamile Coelho</p><p>Praia dos Tempos, de Luan Santos</p><p>Guri, de Adriano Monteiro</p><p>Sessão Moqueca (Plataforma TodesPlay):</p><p>Apartada, de Alex Buck</p><p>Chamada a Cobrar — A Série, de Edson Ferreira</p><p>Vila das Artes… Existe um Lugar, de Markus Konká Ribeiro</p><p>Tenho time pra torcer — Episódio Vitória F.C, de Diego de Jesus (diretor geral da série); PH Martins (diretor do episódio inscrito)</p><p>Barões do Funk — capítulo 1, de Luiz Eduardo Neves da Silveira</p><p><strong>Sessão Nacional :</strong></p><p>Tridente Movente: memórias das danças afrobaiana. de Berg Kardy e Andréia Oliveira</p><p>Coração Sozinho, de Leon Reis</p><p>Eu Temo Que Não Amanheça, de Cainã Siqueira</p><p>O Último Grão de Areia, de Marcos Alexandre</p><p>Janelas Daqui, de Luciano Vidigal</p><p>Utopia, de Rayane Penha</p><p>EGUM, de Yuri Costa</p><p>Fora do aquário, de Alex Mello</p><p>Aquenda — o amor às vezes é isso, de Gi Vatroi e Aida Polimeni</p><p>O Abebé Ancestral, de Paulo Ferreira</p><p><strong>28/01 — Sexta</strong></p><p>Exibição: “Bróder”, de Jeferson De (Plataforma TodesPlay)</p><p><strong>29/01 — Sábado</strong></p><p>Exibição “ A negação do Brasil”, de Joel Zito (Plataforma TodesPlay)</p><p><strong>02/02 — Quarta</strong></p><p>Exibição: “Correndo atrás”, de Jeferson De (Plataforma TodesPlay)</p><p><strong>06/02 — Domingo</strong></p><p>Live de Encerramento (Youtube Mocines)</p><p>Exibição: “M8 — Quando a Morte Socorre”, de Jeferson De (Plataforma TodesPlay)</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=b0b5837be32c" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
    </channel>
</rss>