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        <title><![CDATA[Stories by Matheus Alves on Medium]]></title>
        <description><![CDATA[Stories by Matheus Alves on Medium]]></description>
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            <title>Stories by Matheus Alves on Medium</title>
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            <title><![CDATA[Compartilharmos dessa inocência]]></title>
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            <category><![CDATA[short-story]]></category>
            <category><![CDATA[esquete]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Matheus Alves]]></dc:creator>
            <pubDate>Sat, 07 Mar 2026 22:17:54 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-03-11T14:02:49.292Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p><em>A história de um minuto que vai mudar sua vida.</em></p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*OIyDkSSenm_dkmEnKATPBQ@2x.jpeg" /><figcaption>Photo by Bhargav Panchal on <a href="https://unsplash.com/?utm_source=medium&amp;utm_medium=referral">Unsplash</a></figcaption></figure><p>Um homem e seu sobrinho, Francisco, viajavam por uma estrada de terra em Puerto Esperanza, uma cidade argentina próxima a Foz do Iguaçu.</p><p>A criança, cansada da viagem, viu algo novo à sua frente e perguntou ao tio o que era aquele veículo branco com uma carga enorme na frente do carro deles.</p><p>O tio respondeu que era um <strong>caminhão</strong>.</p><p>A criança replicou:</p><p>– Tio, eu sei que se trata de um caminho longo, mas a vida é assim, repleta de longos caminhos.</p><p>O tio tenta interromper, mas a criança continua:</p><p>– O senhor pode se perder ou continuar ao lado de quem ama. O importante é crer em Jesus, não é?</p><p>O tio se mostra incapaz de reproduzir qualquer reação.</p><p>Após cinco segundos, a criança fala calmamente:</p><p>– Eu me referia, na realidade, ao veículo grande à nossa frente, mas vejo que compartilhamos dessa inocência. Mas não fique aflito, tio. Isso é lindo, tio, isso é lindo! Um homem velho, como o senhor… filosofar, para não deixar transparecer a ignorância. Você me inspira.</p><p>O tio, sem reação, acena positivamente com a cabeça e deixa uma lágrima escorrer.</p><p>Essa criança era ninguém mais, ninguém menos do que o falecido Papa Francisco.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=dc02bdd7fee4" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Ata.]]></title>
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            <category><![CDATA[comédia]]></category>
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            <category><![CDATA[bar-meretriz]]></category>
            <category><![CDATA[romance]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Matheus Alves]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 30 Apr 2025 16:05:19 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2025-04-30T16:05:19.252Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h3>ATA</h3><h4>Uma história de romance no Bar Meretriz</h4><p><em>Bar. Madrugada paulista.</em></p><p><strong>ELE</strong> — Ei, sabe me dizer o nome desse lugar?<br><em>(Ele sabia, ia lá toda sexta-feira.)</em></p><p><strong>ELA</strong> — Aqui, aqui mesmo, não sei. A gente chama a rua toda de “Meretriz”.</p><p><strong>ELE</strong> — Ah… o nome da rua é “Meretriz”?</p><p><strong>ELA</strong> — Não, não. O nome do rolê é “Meretriz”. A rua, eu nem sei.</p><p><strong>ELE</strong> — Ata. Saquei. O rolê é ficar na rua enchendo a cara?</p><p><strong>ELA</strong> — Não. Calma.<br> <em>(Era isso sim, mas ela não queria parecer uma bêbada de rua.)<br></em> — Quer dizer… depende. Se for isso, você gostaria?</p><p><strong>ELE</strong> — Acho que sim. Acho que eu gostaria sim.</p><p><strong>ELA</strong> — Ata. Pareceu que tinha um desprezo no “na rua, enchendo a cara”.</p><p><strong>ELE</strong> — Ata, não é isso não. Parece divertido!</p><p><strong>ELA</strong> — É sim!</p><p><strong>ELE</strong> — E você gosta daqui?</p><p><strong>ELA</strong> — Você não é daqui? De onde você é?</p><p><strong>ELE</strong> — Sou daqui. SP.</p><p><strong>ELA</strong> — Ata… Achei que era turista.</p><p><strong>ELE</strong> — Que nada!</p><p><strong>ELA</strong> — Você tá dando em cima de mim?</p><p><strong>ELE</strong> — Não. Calma.<br> <em>(Era isso sim, mas ele foi pego de surpresa.)<br></em> — Quer dizer… depende. Se for isso, você gostaria?</p><p><strong>ELA</strong> — Eu sou lésbica.</p><p><strong>ELE</strong> — Ata. Pareceu que tinha um desprezo no “tá dando em cima de mim?”</p><p><strong>ELA</strong> — Ata, não é isso não…</p><p><strong>ELE</strong> — Calma… você disse que é lésbica?</p><p><strong>ELA</strong> — Isso!</p><p><strong>ELE</strong> — Ata.<br> <em>(Ele não tinha prestado atenção da primeira vez. Estava pensando em como seria legal se ela respondesse “Acho que sim. Acho que eu gostaria sim.” e repetisse um diálogo que tiveram anteriormente.)</em></p><p><strong>ELE</strong> — E você gosta?</p><p><strong>ELA</strong> — Quê? De mulher? Adoro.</p><p><strong>ELE</strong> — Não… você gosta do Meretriz?</p><p><strong>ELA</strong> — Ata. Eu gosto sim. Acho que tem lugares melhores, mas aqui dá bom!</p><p><strong>ELE</strong> — Ata. Tá bom, então. Tchau!</p><p><strong>ELA</strong> — Ata. Tchau!</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*F3P7Q5IJW5XDZGS6ula8rQ.jpeg" /></figure><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=a3d2c85dd099" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Parabéns atrasado, Ana Maria Braga]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Matheus Alves]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 08 Apr 2025 14:27:21 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-03-07T23:56:35.685Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h4>Até onde posso sonhar com uma carreira legal?</h4><p>A Ana Maria Braga é uma das poucas pessoas que nasceram no dia 1° de abril e são de verdade. Normalmente, neste dia, pessoas fictícias nascem — para melhorar o plot de mentiras aleatórias que surgem em nossas cabeças. Mas, ela não, <strong>ela existe há muito tempo.</strong> Grande apresentadora.</p><p>Descobri recentemente que a Ana se formou na UNESP, em Ciências Biológicas — sim, ela entende muita mais de louros do que pensávamos — depois, foi trabalhar na área comercial da Abril, em comunicação, e nunca mais largou esse universo “comunicacionista”.</p><blockquote>Fun fact: a editora Abril tem a mesma idade que a Ana, ela também nasceu em abril de 1949. <br>Fun fact 2: a editora também existe de verdade.</blockquote><p><strong>Vamos ao ponto:</strong> eu me interessei demais pela vida da global quando descobri essas coisas na origem dela, pelo fator <strong>identificação</strong>. Eu também nasci em abril, também me formei na UNESP, também trabalho com comunicação e também passo debaixo de mesas quando a comida é boa. <strong>Apesar de óbvio agora, eu nunca imaginaria dizer isso: a Ana Maria Braga é uma das minhas maiores referências.</strong> Quem me dera, um dia, traçar uma carreira tão brilhante a ponto de ganhar a vida tomando café da manhã. Não só isso, quem me dera, contratar um cara para ficar escondido me animando com um boneco colorido.</p><p>Como grande parte do meu LinkedIn, eu também quero criar experiências boas e sentir prazer no trabalho. O caminho até alcançar este momento pode não ser fácil, mas não desistamos! E outra, às vezes um trabalho muito mais simples do que você pensa já pode te levar até este <em>estado saudável de trampo</em>. Estar aberto à oportunidades e não se deixar cair no comodismo são essenciais, penso.</p><p>Inicialmente, este texto seria apenas uma crise de <strong>“Até onde posso sonhar com uma carreira legal? Acho que preciso ser mais realista.”,</strong> mas a Ana realmente me motivou a seguir sonhando e agora “desmotivação” não é mais um tópico possível. <strong>Quando crescer, eu quero ser a Ana Maria Braga</strong>: ter um corte de cabelo legal, ser rico e feliz profissionalmente.<br><em>P.S. ter aulas de economia com o Gil do Vigor também seria massa!</em></p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/620/0*NDhKZPvtX53zR-Jb.jpg" /></figure><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=fb6a786f6b31" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
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            <title><![CDATA[THE ORANGE, PORRA]]></title>
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            <category><![CDATA[esquete-de-humor]]></category>
            <category><![CDATA[esquete]]></category>
            <category><![CDATA[humor]]></category>
            <category><![CDATA[dramaturgia]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Matheus Alves]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 05 Nov 2024 16:58:52 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2024-11-05T16:58:52.410Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h4>Uma esquete de humor político, por Matheus Alves</h4><p><em>PERSONAGENS:</em></p><p><strong>Alberto</strong>: Político carismático e prepotente, com uma confiança exagerada. Costuma falar de forma condescendente, achando que está sendo simpático, mas sua postura revela desinteresse genuíno pelos outros e um abuso descarado de poder. Ele tenta passar uma imagem de “gente boa”, mas age de forma inconveniente e autoritária, sem preocupação com as consequências para os outros.</p><p><strong>Benedito (Bob)</strong>: Professor de inglês, educado e tímido. Tem uma postura retraída, tentando ser cortês em um ambiente onde não se sente à vontade.</p><p><em>CENA:</em></p><p><em>Alberto abre a porta do apartamento com um sorriso largo. Benedito está parado do lado de fora, visivelmente desconfortável.</em></p><p>Alberto: Fala, Bob! Beleza? Ou melhor… (Alberto para, com um sorriso) Como é que fala “beleza” em inglês mesmo?</p><p>Benedito: Olá, Alberto! Tudo bem? Haha nesse caso você poderia dizer “Alright” ou “How are you?”</p><p>Alberto: Ah, foda-se também! Nem importa, hahaha! Quer bolo de laranja? Quer um café? Tem na mesa. Se já acabou, a Maria faz mais, mas é só pedir. (vira-se e exclama) Maria! Faz café!</p><p>Benedito: Obrigado, Alberto! Mas não precisa.</p><p>Alberto: Não gosta de laranja? Fica à vontade. Ficou sabendo que eu fui reeleito?</p><p>Benedito: Fiquei sim, parabéns.</p><p><em>Benedito entra devagar, olhando ao redor com um certo desconforto. Ele observa a decoração e hesita ao se aproximar do sofá para sentar.</em></p><p>Alberto: (dando uma risada exagerada) Relaxa, Bob! Não precisa ficar travado! Rosana me falou que você já tá ensinando. inglês para o Luquinhas faz quase dois anos, já é praticamente da família! Quer deitar? Deita ai nessa porra! Hahah só tira o “the shoes,” hahahaha.</p><p><em>Benedito sorri, sem jeito, enquanto se ajeita no sofá.</em></p><p><em>Alberto senta-se ao lado de Benedito, aproximando-se um pouco demais.</em></p><p>Benedito: … e o Lucas, está bem?</p><p>Alberto: tá good, tá good</p><p>Benedito: Ah que bom, sobre o que o senhor quer conversar?</p><p>Alberto: (interrompe falando baixo, em tom conspiratório) Olha, eu sei que você deve estar… apreensivo, mas fica tranquilo, tá? Eu te chamei aqui, porque certas coisas é melhor a gente falar cara a cara, entende? Negócio de áudio, sabe como é… eles vivem grampeando, quer dizer, você sabe que eu sou um político importante na região, né? Meu zap tá lotado, prefiro conversar na assim (pausa, rindo)</p><p>Benedito: (confuso) Certo… Bom, do que se trata?</p><p>Alberto: Eu tava pensando… e queria que meu filho fosse melhor em inglês. Queria que você ensinasse umas coisas mais elaboradas pro Luquinhas. Ok?</p><p>Benedito: Mas, senhor, seu filho é ótimo, na verdade! Já está quase finalizando o último módulo. Não tem nem muito mais o que passar…</p><p>Alberto: (interrompe) Ah, Bob! Não complica. Sabe, eu sinto que ele precisa de… mais! E eu sei que você é capaz… sabe, ás vezes, é como se eu já entendesse tudo que ele fala em inglês, e eu não sei inglês! (ele ri, se achando engraçado)</p><p>Benedito: Obrigado pelo apoio, se o senhor quer, eu posso ver algo para passar. Mas talvez seja melhor investir em um intercâmbio, nessa altura do campeonato.</p><p>Alberto: (impaciente, cortando) Porra de intercâmbio, Bob. Você entende de inglês. Eu entendo do meu filho. Ensina mais pro menino.</p><p><em>Benedito fica em silêncio, claramente desconfortável.</em></p><p>Benedito: Bom, a única coisa que resta ensinar seriam reforços pra exames tipo Cambridge… Mas não garanto tan…</p><p>Alberto: (interrompe) Isso!!! Cambridge! Vai ser perfeito! É isso que ele precisa! Eu sabia que podia contar com você!</p><p><em>Benedito assente, sem entender direito.</em></p><p>Alberto: Então, negocio fechado?</p><p><em>Alberto estende a mão com um sorriso largo, olhando Benedito, que devolve o aperto de mão.</em></p><p>Alberto: Ah, e tem mais uma coisinha, quase que eu esqueço haha. Vou te dar um aumento. Mas aí, toda vez que você receber seu salário, você vai devolver uma parte de volta para mim, tá?</p><p>Benedito: (sem entender) Como assim? Parte? Quanto, senhor?</p><p>Alberto: Uma coisa mínima, Bob! Coisa de 2.3 milhões. A contadora vive errando esses detalhes, sabe como é.</p><p>Benedito: (surpreso) Quanto?</p><p>Alberto: (sério, depois sorrindo) Cem mil por mês, meu amigo! (se levanta do sofá e vai em direção a porta) Tá bem na fita! Já pensou? Inglês rendendo esse valor todo! Vê só como o negócio tá bom pra você!</p><p>Benedito: Mas… não faz sentido, eu…</p><p>Alberto: (com um sorriso falso) Pssiu! Nada de discutir isso em voz alta, Bob. Vizinhos, sabe como é. Vamos manter o profissionalismo. Tá tudo alright, né?</p><p>Benedito: (respirando fundo, relutante) … Alright.</p><p>Alberto: Então, vai lá! Que o professor de italiano tá chegando ai.</p><p><em>ALBERTO abre a porta para Bob sair, do outro lado está o professor de italiano</em></p><p>Alberto: MAMAMIA!!! Pode entrar Giovanni! Mi casa, su casa!</p><p>(Bob sai, Giovanni entra e a porta se fecha. Ao fundo é possível ouvir Alberto perguntando se Giovanni gosta de laranja)</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*egb64qM4o3xZBzudzeZQcg@2x.jpeg" /><figcaption>Photo by Natalia Gusakova on <a href="https://unsplash.com/?utm_source=medium&amp;utm_medium=referral">Unsplash</a></figcaption></figure><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=6498d1609b0d" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Eu te entendo, Green Day. Eu te entendo, Datena.]]></title>
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            <category><![CDATA[relato]]></category>
            <category><![CDATA[vida]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Matheus Alves]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 16 Sep 2024 12:11:53 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2024-09-16T13:25:56.195Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h4>Sobre minha relação com o mês de setembro e suas surpresas.</h4><p>Hoje, 15 de Setembro de 2024, eu gostaria de ser o Datena. Isto é, falar “Ibagens” de um jeito super cool, ser adorado por senhoras, e claro, tacar uma cadeira em alguém, só para exprimir um pouco dos meus sentimentos negativos. Hoje não foi um dia fácil na minha vida, assim como não deve ter sido para José Luiz Datena, que simplesmente agrediu o Pablo Marçal com uma cadeira, durante um debate da prefeitura de São Paulo. Dias de luta, dias de guerra e dias de debate com coach. A grande verdade é que o mês inteiro do Datena não deve estar sendo fácil e, nesse quesito, eu já me sinto um ex-apresentador da tv bandeirantes – isso também inclui o Faustão.</p><p>Setembros costumam representar uma montanha-russa emocional na minha vida, com o adendo de que a montanha-russa é a do filme “Premonição 3”: ela começa a desmontar no meio da viagem. Toda vez que chegamos perto deste mês, coisas drásticas acontecem comigo, junto da abertura/fechamento de capítulos não planejados. Sinto quase como se fosse meu ano novo – por algum motivo cósmico, eu sigo o calendário judaico.</p><p>Com o avançar dos setembros, e a compreensão desse meu karma, me veio a percepção de finalmente entender como se sente o Billie Joe Armstrong, vocalista do Green Day, toda vez que ele canta Wake Me Up When September Ends (“me acorde quando setembro acabar”). Não custa nada! Já tem dias inteiros que eu quase perco clicando no botão de “soneca” do alarme mesmo. Se eu me esforçar um pouco mais, acordo no final do mês. Por mim, a gente adota uma escala “urso” de trabalho, onde hibernamos um tempinho e depois voltamos a trampar. Fica a dica trabalhista para os chefs de The Bear.</p><p>Toda vez que eu me identifico com a música do Green Day, tenho mais certeza de que eu estou com alguma “maldição”. Então decidi nomeá-la: Bruchove. Nome que escolhi graças a piadinha do “Setembrochove?”, uma das bobeiras que mais ouço no mês 9, mas nunca soube responder direito, por não saber se, afinal, chove ou não. Então, é isso, percebi que eu tenho a tal da Bruchove, essa coisa que soa como uma doença crônica.</p><p>A título de estudo científico, vou expor um pouco dos sintomas que pude perceber em minha vida nos últimos 6 anos. Eles vão desde perder um rim a ser corno, de quase morrer de burrice a quase morrer de tristeza. Claro, não é todo ano que eu descubro como meu melhor amigo passou o dia na casa da menina que eu gosto. A intensidade varia e pode até virar algo positivo depois. Já passei por coisas como me apaixonar perdidamente por alguém, perder um celular importante e ter desgostos profundos com situações eleitorais.</p><p>Na verdade, eu suspeito muito de que selei minha maldição quando tatuei um código de barras em minha perna, com um prazo de validade para o dia “01/09”. Fui juvenil. Eu sinto na pele o que é ser um produto orgânico, com prazos. Quem dera eu fosse um industrializado, com bastante conservantes para me livrar da Bruchove que me assola.</p><p>Acho que é isso, vou dormir. Me acorde com uma cadeirada quando setembro acabar.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/368/1*_ib385zhmYvMNwNV16TFpg@2x.jpeg" /></figure><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=bc74d7503493" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
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            <title><![CDATA[Qualquer dia desses, eu vou me afogar.]]></title>
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            <category><![CDATA[reflexão]]></category>
            <category><![CDATA[crônicas]]></category>
            <category><![CDATA[humor]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Matheus Alves]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 02 Jul 2024 17:29:20 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2024-07-02T17:39:23.410Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h3>QUALQUER DIA DESSES, EU VOU ME AFOGAR.</h3><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*uwmU_kIc0beIl18DFvWCsw.png" /></figure><p>É tão mais fácil falar na <strong>camada superficial</strong> das coisas. Até o fato de eu utilizar “coisas” ao invés de especificar o que quero dizer mostra como, no fundo, não quero dizer nada. Fazer piada e discorrer sobre tópicos banais são tão superficiais quanto o próprio “super” em “superficial”. Talvez eu seja só um “ficial” e não saiba, porque algum extremista decidiu generalizar tudo como “super” ficial. Tá vendo? <strong>Beira o nada falar sobre o tudo.</strong></p><p>As aulas de “Metodologia da Pesquisa” na faculdade, além de pessoas mais experientes na vida, me ensinaram que eu preciso nichar melhor os <strong>assuntos</strong> para poder argumentar sobre eles. <strong>É aí que começa o tobogã</strong>. Fui nichando, nichando… quando vi, não queria mais falar sobre o que era inicialmente. O texto era sobre algo e, <strong>a partir de agora, é sobre outra coisa</strong>.</p><p>Eu vou falar sobre como <strong>desistir tem sido mais difícil do que continuar</strong> e como as coisas significam muito pouco e muito “muito” em um looping tedioso. <strong>A vida é sobre altos e baixos, eles dizem…</strong> e eles estão certos… talvez eu seja um deles? Ficar dando e tirando significado das <strong>coisas</strong> é como colorir e descolorir algo no <strong><em>paint,</em></strong> é possível desfazer e refazer… é possível colorir de cinza, ou colorir só metade… é até possível clicar com o baldinho em algum lugar errado e colorir a tela toda sem querer.</p><p>Este é o momento no texto em que eu explicaria, de fato, <strong>o que está acontecendo</strong> e pararia de generalizar tanto, mas <strong>eu não faço terapia</strong> e, talvez por isso, não tenha o que colocar neste parágrafo.</p><p>Continuando. A forma como enxergamos e pensamos todas as coisas muda toda hora. Ou será que<strong> isso é uma coisa de signos específicos?</strong> Não acho. Aliás, não compactuo com isso de “especificidade”, muito menos com o “especificial” ou o “super-especificial”. <strong>Que medo!</strong></p><p>Não é querendo criar casca em cobra, nem inventar ditado, mas me sinto <strong>tanto nada, quanto tanto</strong>. É maravilhoso chegar até o fim de um texto que não diz nada e perceber que</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=26427a53791b" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[EU ESTOU GRÁVIDO]]></title>
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            <category><![CDATA[narrativa]]></category>
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            <dc:creator><![CDATA[Matheus Alves]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 01 Apr 2024 22:20:11 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2024-04-04T15:12:19.558Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Sim, caro leitor. Eu sou um homem cis e estou grávido. Impossível? Eu também achava que era, até sentir as primeiras contrações e náuseas. Pelo visto, sou algum tipo de fenômeno, porque nem o Google nem o ChatGPT sabem como isso é possível. Estou com medo do que está por vir agora. Não é medo de ser pai, acho que vou me sair muito bem, inclusive. Mas e se o mundo descobrir? Ninguém será capaz de entender. Já consigo ver cientistas ficando malucos, crentes ateando fogo em mim e a mídia me acusando de falácia. Não vou ter mais sossego. Agora, imagine a vida da criança que eu parir? Tenho muito medo do que pode acontecer com ela. Por isso, decidi marcar uma consulta no médico para implorar por uma medida de aborto legal – pelo que já pesquisei, vou tentar utilizar a brecha de que a lei só menciona “a gestante”, não vi nada sobre “o gestante”, muito menos “e gestante”.</p><p>Ainda não sei quem é a mãe, mas tenho uma suspeita: um date que tive na terça-feira passada. Foi ótimo, mas ela não vai entender, tadinha, e provavelmente não irá assumir. Sei disso porque dei uma breve pesquisada e vi que a reação é normalmente essa quando um parceiro conta ao outro que está grávido. Ela vai me achar muito “emocionado” também, não é? Imagina? Primeiro date e eu já colocando um filho nosso no mundo. Vai ficar até chato de explicar: “Eu sei que foi num boteco mirrado, com um litrão de Lokal, ao som de um jogo de futebol irrelevante… mas a gente precisa cuidar dessa criança com responsabilidade e afeto”.</p><p>Ninguém sabe ainda. Eu só contei para um amigo de confiança e ele me apoiou em tudo. Será um bom padrinho, caso o aborto não aconteça.</p><p>Estou com medo, e para piorar, tive um pesadelo essa noite. Só vou voltar do médico depois das três da tarde, até lá vou pensar em nomes. Meu filho vai ter nome de Santo – porque meu avô era santista. Quero o nome mais bonito.</p><p>Ok. Vou ao médico agora. Quando voltar, continuo escrevendo.</p><p>Caro leitor, em respeito a você, que leu até aqui, vou continuar escrevendo. Acontece que acabei de voltar do médico e tudo não passou de um mal-entendido. Peço desculpas. Ele apenas pediu para que eu maneirasse mais na cerveja, pois se tratava de um caso de “barriga de chopp”. As contrações e náuseas eram causadas pela mesma, já que provavelmente a Lokal que tomei na terça-feira estava vencida.</p><p>O dinheiro que tinha separado para o aborto, usei para pagar a matrícula da Smart Fit.</p><p>Se algum homem cis já passou por uma situação parecida, peço que me escreva. Esse foi, provavelmente, o episódio mais assustador da minha vida. Não desejo para ninguém.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*VqZDkz01CPUcpBJSJCBd3w@2x.jpeg" /><figcaption>Photo by Liane Metzler on Unsplash</figcaption></figure><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=8b64f31eece4" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[É O FIM DO CARNAVAL?!]]></title>
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            <category><![CDATA[humor]]></category>
            <category><![CDATA[cerveja]]></category>
            <category><![CDATA[comédia]]></category>
            <category><![CDATA[cronicas]]></category>
            <category><![CDATA[carnaval]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Matheus Alves]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 14 Feb 2024 20:09:58 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2024-02-14T20:11:04.811Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h4>SAIBA MAIS</h4><p><strong>Acabou o carnaval, e agora?</strong> Para a alegria de senhoras reacionárias que acham que o carnaval é apenas putaria na rua e incentivo ao alcoolismo — não estou negando — e de todos os outros <em>haters </em>da felicidade alheia, chegou mais uma cinza e chata: quarta-feira de cinzas. Mas, calma, calma, não criemos pânico. Ainda tem pós-bloquinhos para aproveitar até o fim do mês, depois tem “carnaval fora de época”, e depois já chegam os pré-bloquinhos de novo.</p><p>Eu tenho uma opinião forte; <strong>acho que o carnaval é tão plural que não tem como você não gostar</strong>, só não descobriu como gostar ainda. Igual uma cerveja, se você não gosta, é porque provavelmente só não tomou a certa ainda — a variedade é tanta que tem cervejas que nem parecem cervejas. Além disso, é muito brasileira. Um litrão de Brahma <em>represents brazil more than</em> muita coisa, e você não pode negar. A criança brasileira não nasce gordinha, ela nasce com uma barriguinha de chopp; quando cresce vai pra <em>Skola</em> e depois de adulta leva uma vida <em>Bohemia</em>; se tudo der certo, ainda viaja para lugares legais como a <em>Antártica</em> ou o <em>Colorado</em>.</p><p>Uma vez, um professor meio <em>coach</em> que eu tinha no meu primeiro ano de faculdade comentou uma coisa do tipo “gente, vocês precisam ter motivação, senão vão acabar virando aquela pessoa que se contenta só com uma cerveja no final de semana”. Ali me veio um estalo. Talvez essa seja uma boa motivação, na verdade. Qual a necessidade de reduzir essa meta com um tom pejorativo? <strong>Ser feliz com coisas simples é bom demais.</strong> Depender de pouco para ter muito. Toma! Tem outra, eu sinto que a “cerveja do final de semana” é o que movimenta o PIB brasileiro! Já se tornou um dos bens mais preciosos em terras brasileiras! Se alguma nação europeia decidisse colonizar o Brasil hoje em dia, não haveria troca de espelhos, era só um daqueles barrilzinhos de chopp da Heineken, para entrar na minha casa e catequizar toda minha família.</p><p>Me perdi um pouco na analogia da cerveja. Tá tudo bem você preferir tomar outra coisa também, o carnaval em bloquinho tem mais gosto de <em>Beats</em>, na minha opinião. Ainda, daria para refletir o quão importante é a caipirinha de <em>Velho Barreiro</em>.</p><p>Para tudo. Que droga, eu já <strong>não consigo mais dissertar sobre o carnaval sem pensar em marcas de bebida alcoólica</strong>. O que a publicidade fez com a minha cabeça? Eu pensei que estava sendo feliz no carnaval, mas na verdade era tudo uma grande ação para me fazer amar a AmBev. Meu Deus, de repente eu começo a entender as senhoras reacionárias, talvez elas já tenham passado pelo deslumbre do carnaval e perceberam que tudo não passava de uma campanha. Estaria eu me tornando uma dessas senhoras, agora que percebi a grande verdade do carnaval comprado…? Lógico que não, sou do tipo de pessoa que se contenta com uma cerveja no final de semana.</p><p><strong>Enfim, caro leitor, utilize o meu código no <em>Zé Delivery</em> para conseguir cinco reais de desconto no seu próximo pedido: MSYFJ5.</strong></p><p>P.S. Postei um vídeo no meu <em>instagram</em> lendo essa crônica.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/0*OqO-Hg1yZrSjO-uW" /><figcaption>Photo by <a href="https://unsplash.com/@ferranfeixas?utm_source=medium&amp;utm_medium=referral">Ferran Feixas</a> on <a href="https://unsplash.com?utm_source=medium&amp;utm_medium=referral">Unsplash</a></figcaption></figure><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=bf5429a44e8b" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[O SEGREDO QUE NÃO QUEREM TE CONTAR!]]></title>
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            <category><![CDATA[narrativa]]></category>
            <category><![CDATA[humor]]></category>
            <category><![CDATA[reflexao]]></category>
            <category><![CDATA[vida]]></category>
            <category><![CDATA[crônicas]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Matheus Alves]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 01 Feb 2024 14:07:42 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2024-02-01T14:07:42.849Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h4>(Não vou te vender nenhum curso)</h4><p>Ser jovem-adulto é não saber de quase nada, mas achar que sabe de quase tudo. Mas tudo bem, são fases. O bebê, por exemplo, não sabe de nada, chegou zerado de fábrica. A criança também não sabe de nada, mas ela é curiosa e tem a virtude da ingenuidade, então fica tranquila em não saber. O adolescente nem sabe que era para saber de alguma coisa. Já o adulto, não sabe direito se sabe, ele tá sempre em dúvida, o que indica que também não sabe. O idoso até saberia, mas já é tarde, o mundo mudou e ele não sabe de mais nada. Por fim, ninguém descobriu o que era pra saber.</p><p>Não estou falando de saber sobre emoções ou sobre disciplinas escolares/vocacionais. Isso é outro papo. Também não estou falando da tradução de “sabre” no inglês. Estou me referindo ao SABER, sabe?</p><p>Também não tem nada a ver com filosofia, Aristóteles diz que o “saber” consiste na busca da verdade, quer dizer, dos princípios e causas do real, e que essa busca é empreendida por meio da arte, da ciência e da sabedoria. Mas, senhoras e senhores, tem um grande porém aqui: Aristóteles já viveu. Logo, passou as fases descritas no primeiro parágrafo e, logo, não sabe de merda nenhuma.</p><p>Aparentemente, existe um grande segredo durante a vida, que não te contam – com exceção de alguns coachs e vendedores de curso, eles vão “te contar o que ninguém te conta”. Seria o verdadeiro “saber”, os amigos que fazemos no caminho? Brincadeira. A grande verdade é que ninguém sabe responder.</p><p>O ser humano conseguiu inventar segredos e perguntas sem respostas, e como se não fosse suficiente, ele ainda cria um detentor de todas as respostas: Deus. Mas, tem outro grande porém aqui também: o ser humano, sem saber das coisas, começa a duvidar da veracidade dessa figura parecida com o Luciano Hulk em “Quem Quer Ser um Milionário”, que tem respostas mas não conta, fica esperando você acertar, e de quebra humilha pobres.</p><p>Coloquei meu pensamento banal sobre a existência humana na frente da filosofia e da religião? Sim. Mas o fato de eu ser um jovem-adulto e escrever tudo isso que escrevi só prova a veracidade da afirmação inicial deste texto: ser jovem-adulto é não saber de quase nada, mas achar que sabe de quase tudo.</p><p>Enfim, compre meu curso por apenas R$9,99 mensal. Brincadeira.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*wycdqqGj1W7DFWwv-qH1hQ@2x.jpeg" /><figcaption>Photo by Rajiv Perera on Unsplash</figcaption></figure><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=cc30d5771c63" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
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            <title><![CDATA[GARAGENS & NÓS]]></title>
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            <category><![CDATA[humor]]></category>
            <category><![CDATA[amor]]></category>
            <category><![CDATA[comédia]]></category>
            <category><![CDATA[romance]]></category>
            <category><![CDATA[crónica]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Matheus Alves]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 24 Jan 2024 22:30:09 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2024-01-24T22:30:09.800Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h4>Um pensamento cômico sobre nossas disponibilidades em relações</h4><p>Já pensou sobre sua disponibilidade emocional hoje? Após uma reflexão sobre nossas aberturas e lacres amorosos, entendi que tudo não passa de uma garagem. Às vezes aberta, às vezes fechada; às vezes lotada, às vezes com alguma vaguinha; de vez em quando ela tá até vazia, mas não é qualquer um que pode ou quer estacionar lá.</p><p>Algumas têm portão automático e são particulares; outras são pontos espalhados pelos centros urbanos, algumas se transformam até em franquias, de tanta vaga. Já vi garagem em reforma e garagem quebrada, com terapeuta consertando. Tem garagem que parece de shopping, você até se perde se não decorar que parou na fileira H do terceiro andar.</p><p>Algumas te querem fora dali tão rápido, que mais parecem zona azul. Uma engraçada é a garagem de apreensão da blitz, você bebeu e foi parar lá. Mas a pior que tem é o ferro velho. Afinal, você está lá sem querer estar, não consegue sair e ainda te amassam quando bem entender.</p><p>Mas atenção: todo mundo estaciona também. E não é porque você deixou alguém estacionar na sua, que você estaciona na dela. Pode ser que tenham algumas burocracias, como o dia de rodízio ou a quantidade de multas acumuladas. A diferença nas aberturas amorosas de cada um é o que torna um match tão especial. E quando “match” bem, melhor ainda…</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*UJESglKSjn6EHwStStjJdA@2x.jpeg" /><figcaption>Photo by Yucel Moran on Unsplash</figcaption></figure><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=a32955bed1bf" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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