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        <title><![CDATA[Stories by Ozynha on Medium]]></title>
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            <title>Stories by Ozynha on Medium</title>
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            <title><![CDATA[Porque estudar jornadas completas gera muito mais impacto do que apenas repaginar a interface da…]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Ozynha]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 29 Sep 2025 23:28:12 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2025-09-29T23:47:45.546Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h3><strong>Porque estudar jornadas completas gera muito mais impacto do que apenas repaginar a interface da Netflix.</strong></h3><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*Y9q0KoeFJffc40XE_gkeTA.jpeg" /><figcaption>A imagem mostra várias versões de uma mesma tela</figcaption></figure><p>Existe uma ideia meio romântica de que trabalhar com design é viver em estado de criação artística. Só que o dia a dia de um Product Designer é bem diferente: criar algo do zero é raro. Na maior parte do tempo, a gente está construindo soluções em que a função fala mais alto que o visual.</p><p>E isso não é demérito: não significa que o produto seja ruim, só que ele não nasceu para agradar apenas aos nossos olhos. É justamente aí que está o perigo de limitar seus estudos a redesigns <strong>meramente estéticos</strong>. Exercícios que só trocam cores, tipografias ou estilos de botão dificilmente elevam seu craft: <strong>porque não olham para aquilo que realmente importa: os fluxos, a usabilidade e a experiência do usuário como um todo.</strong></p><h4>O problema dos redesigns superficiais</h4><p>Considere os inúmeros redesigns que circulam pelas redes sociais. Um designer pega uma tela de login do Duolingo e simplesmente reestiliza os componentes visuais, mantendo a estrutura intacta: dois campos de input, um botão principal e alguns links auxiliares. Se a análise parar por aí, o aprendizado é raso e o exercício vira apenas uma vitrine de gosto pessoal.</p><p>Claro, existem estudos de redesign que mergulham em fluxos e usabilidade: e esses sim podem ser muito valiosos. Mas quando o exercício se limita apenas ao campo <strong>estético</strong>, ele deixa de gerar aprendizado real sobre design de produto.</p><h4>O impacto em empresas grandes… e pequenas também</h4><p>Praticar redesigns ajuda, sim: desenvolve repertório visual e habilidade de argumentar escolhas. Mas a realidade em grandes instituições, como <a href="https://www.itau.com.br/">Itaú</a>, <a href="https://www.voegol.com.br/">GOL</a> ou <a href="https://www.airbnb.com.br/">Airbnb</a>, vai além da superfície. O desafio real está em mapear jornadas complexas, estruturar fluxos inteiros e criar funcionalidades que resolvam <strong>dores concretas de pessoas reais</strong>.</p><blockquote>E esse mesmo raciocínio também vale para empresas menores. A diferença é que, nesses cenários, o foco em <a href="https://g4educacao.com/glossario/significado-time-to-market"><strong><em>time to market</em></strong></a><em> </em>e os recursos mais escassos tornam mais difícil investir em redesigns completos. Ainda assim, entender e <em>propor jornadas bem estruturadas pode se tornar um diferencial competitivo poderoso: porque resolve problemas que impactam diretamente a vida do usuário e os resultados do negócio.</em></blockquote><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*83k9B_zyGV1t3khNJG8zJg.jpeg" /><figcaption>Comparativo entre telas iguais, porém com diagramações diferentes.</figcaption></figure><h4>Um case de jornada completa bem-sucedida</h4><p>Um exemplo claro disso é o caso do <a href="https://www.pr-newsroom-wp.appspot.com/2019-08-19/upgraded-spotify-premium-family-plan-value-the-entire-household-will-love/"><strong>Spotify</strong> com o plano familiar.</a></p><p><strong>Problema inicial:</strong> famílias que compartilhavam a conta premium enfrentavam dificuldade para gerenciar pagamentos e perfis individuais. O fluxo era confuso, pouco transparente e gerava atrito tanto para quem administrava quanto para os membros convidados.</p><p><strong>Solução encontrada:</strong> o time de design mapeou toda a jornada: desde o convite de novos integrantes até a cobrança recorrente. Simplificaram telas, criaram notificações claras e definiram papéis distintos (administrador vs. membros).</p><p><strong>Conclusão:</strong> o resultado foi imediato. A adesão ao plano familiar aumentou, a taxa de cancelamento diminuiu e a experiência ficou muito mais fluida. O redesign não se tratava de “embelezar telas”, mas de <strong>resolver atritos reais em uma jornada essencial para o negócio.</strong></p><p>Quando pensamos no trabalho de quem atua em empresas como Itaú, GOL ou Airbnb, é comum imaginar que os designers passem os dias focados em melhorias visuais e grandes redesigns de marca. Talvez essa impressão venha da lógica capitalista que lança novidades a todo momento (muito louco, né?).</p><p>Mas a realidade é bem diferente. O dia a dia de um Product Designer é muito mais sobre pesquisa, construção de raciocínios, mapeamento de evoluções, desenho de novas jornadas e análises de métricas.</p><p>O processo costuma seguir uma cadência clara: em empresas que trabalham com <a href="https://www.atlassian.com/br/agile/scrum">Scrum</a>, o <a href="https://pm3.com.br/blog/product-manager-guia-o-que-faz-salario-como-ingressar-na-profissao/">Product Manager</a> organiza o backlog com os times e lideranças e estabelece metas em releases, que depois são divididas em tarefas em sprints. É dentro desses sprints que os designers recebem desafios: alguns simples, outros que exigem pesquisas profundas, entrevistas com usuários, apoio de profissionais de research e inúmeras reuniões de alinhamento. Tudo isso para resolver problemas reais: como desenhar um fluxo de pagamento via Pix dentro do WhatsApp, por exemplo.</p><p>E é justamente aí que mora o aprendizado. Ao longo deste artigo, vou te mostrar na prática como estudar jornadas completas e se tornar <em>casca grossa</em> em construção de fluxos. Minha promessa é simples: você vai sair daqui entendendo melhor como esses processos funcionam: e só esse entendimento já é um passo enorme para compreender de fato como o mercado de design de produto opera.</p><h4>Boas práticas para construir um racional sólido em Product Design</h4><p>Comece pela pesquisa: o desk research é seu melhor amigo. Antes de qualquer protótipo, pesquisar é essencial.</p><ul><li>Explore relatórios, documentações, sites oficiais e conteúdos institucionais da empresa escolhida.</li><li>Verifique se já existe um Design System disponível (alguns são públicos, como Material Design, Wise e até kits da comunidade do Figma como o da Netflix e Airbnb).</li><li>Use IA para organizar referências, mas não dependa só dela: entender o processo de pesquisa faz parte da sua formação como designer.</li></ul><p><strong>Outros tipos de pesquisa além do desk research:</strong></p><ul><li>Pesquisa de campo: conversar com usuários reais ou potenciais.</li><li>Análise de concorrência: comparar como empresas diferentes resolvem problemas similares.</li><li>Benchmarking cruzado: observar soluções de outros segmentos (hotelaria, logística, e-commerce, games etc.).</li><li>Pesquisa em redes sociais e fóruns: Reddit, Twitter/X, TikTok e grupos de usuários trazem percepções valiosas.</li><li>Testes exploratórios: experimentar de fato outros produtos, navegando como se fosse um usuário comum.</li></ul><h4>Estruture ideias e mapeie jornadas</h4><p>Com as primeiras ideias anotadas (em post-its, blocos de notas ou no FigJam), o próximo passo é afunilar suas pesquisas.</p><ul><li>Capture telas de produtos que oferecem a mesma funcionalidade ou jornada que você quer propor.</li><li>Registre o que funciona bem e o que não funciona nesses produtos.</li><li>Vá além do óbvio: se for pesquisar sobre hospedagem no Airbnb, compare também com jornadas de aluguel de carros, reserva de ingressos de cinema ou até processos de checkout em e-commerce.</li></ul><p>O objetivo aqui é visualizar a <strong>estrutura da jornada</strong>: quais telas o usuário vai percorrer, quais ações ele vai tomar, onde ele clica e o que acontece em seguida. Antes de pensar em botão quadrado ou redondo, pense no <strong>caminho completo</strong>.</p><h4>Analise referências visuais de forma crítica</h4><p>Só depois de ter um esqueleto da jornada definido é que entram as referências visuais.</p><ul><li>Observe como o produto organiza botões (principal vs. secundário).</li><li>Analise uso de cards, hierarquia de títulos e parágrafos, espaçamentos e grids.</li><li>Compare essas decisões com as diretrizes do Design System da marca (se existir).</li></ul><p>Aqui, o exercício é <strong>criar repertório visual dentro do contexto do produto</strong> e não apenas escolher o que você acha bonito.</p><h4><strong>Materialize suas ideias</strong></h4><ul><li>Monte wireframes simples, um sitemap ou até rascunhos em papel para organizar as telas.</li><li>Evolua para protótipos no Figma, aplicando as diretrizes de design da empresa.</li><li>Esse é o momento de inovar, mas também de testar a disciplina: <strong>seguir o Design System ajuda a sentir na pele como seria projetar realmente dentro daquela plataforma.</strong></li></ul><h4><strong>Não basta desenhar: conte a história do que fez</strong></h4><ul><li>Monte uma apresentação clara, seja para o Behance, LinkedIn ou portfólio pessoal.</li><li>Estruture como um <strong>case de design</strong>: problema identificado → pesquisa → insights → solução → resultado esperado.</li><li>Treine como defenderia a ideia diante da própria empresa (ex.: Netflix).</li></ul><blockquote>Lembre-se: é a pesquisa que sustenta seus argumentos. Sem ela, sua solução fica apenas no campo do “eu acho bonito”.</blockquote><p>No fim das contas, Product Design não é só sobre pixels perfects. É sobre resolver problemas de gente de verdade. Um redesign bonito sem base é só vitrine: já uma jornada bem pensada muda o jogo de verdade. Quando você começa pelo problema, pesquisa a fundo, desenha os fluxos, respeita o design system e costura tudo numa boa narrativa, você sai do “acho que” e vai para o “tá aqui a prova”.</p><p>E é justamente por isso que estudar jornadas completas gera muito mais impacto do que APENAS repaginar a interface da Netflix: porque o valor não está em trocar a cor do botão, mas em entender o caminho inteiro que o usuário percorre. É ali, nas dores e nas microdecisões da experiência, que o design realmente faz diferença.</p><blockquote><strong>Sobre mim</strong><br>Eu sou <a href="https://www.linkedin.com/in/helloozy/">Ozynha</a>, Product Designer focada em Design Systems e construção de jornadas complexas. Atuei em ecossistemas de grande escala (Itaú, Rede D’Or, GOL, entre outros), cuidando de tokens, componentes, documentação, acessibilidade e processos. Apaixonada por pesquisa e por transformar descobertas em decisões de produto. Também gosto de explorar 3D e IA para prototipação mais avançada. Vamos tomar um cafezinho?</blockquote><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=c212f89dd391" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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