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        <title><![CDATA[Stories by Romy on Medium]]></title>
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            <title>Stories by Romy on Medium</title>
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            <title><![CDATA[A reza da vida não precisa de racionalidade ou de explicação. É apenas isso e acontece.]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Romy]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 14 May 2026 14:16:27 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-05-14T15:10:23.279Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/900/1*OvtbMXW-epHeLUUIuZtpaw.jpeg" /><figcaption>Foto: Cacau no Florestania na Praia de Guaratuba em Bertioga! PS: ela foi abduzida pela cura, assim como sua tutora!</figcaption></figure><p>Para leitura: <a href="https://open.spotify.com/playlist/282JZgBCha8zBaZFhrzsXS?si=193c6b42a2814d0a">Lista de música</a></p><p>Nem tudo na vida precisa de racionalidade ou de explicação. Simplesmente do nada, no final de semana do Dia das Mães fui convidada para muitas experiências que me fariam reconectar comigo. Penso, como mesmo não sendo mãe, como posso, como adulta, ser a mãe da criança interior em mim. Assim como, quando posso ajudar outras crianças interiores feridas. Cuidar é um ato de amor ao próximo, e em minha jornada, cada dia mais quero estar próxima disso.</p><p>Uma vez já fomos puros, nascemos para o mundo. Mas vamos crescendo e vendo as mazelas da vida. Vamos nos moldando e nos ferindo: seja por fatores externos, internos, de vivência ou de vida. Justo, injusto. A gente passa por muita coisa. E o medo vem; a gente racionaliza tudo, até aquilo que não deveria.</p><blockquote>E para se viver é preciso ter esperança, desracionalizar nossa funcionalidade, porque isso não é amor. Não é amor consigo, nem com os outros. É preciso voltar a um estado inocente e puro, como o da nossa criança interior, para tirar o peso das guerras da vida.</blockquote><p>Acordo e tenho um compromisso: uma aula de tênis de teste para ver se volto ao esporte. Agora, com a redução do meu custo de vida desde a saída de São Paulo e a vontade de expandir o corpo, tênis, academia, natação, corrida, bike, tudo isso vem como uma vontade genuína, como o brincar de uma criança. O corpo que não se mexe adoece. A gente precisa de sol, ar puro, água e comida de qualidade na mesa e de dividir a mesa com aqueles que nos nutrem. Essa é a verdadeira qualidade de vida.</p><p>Assim como abrir espaço para a natureza. Ela, no final, sempre vence, até mesmo quando não estivermos mais presentes em nosso plano.</p><p>Assim, após uma grande tragédia, como um naufrágio, pode surgir algo mágico que é a vida e a natureza: corais, animais, vida. É assim que a gente pode se encontrar em nossa pequeneza. A gente é passageiro.</p><p>E a gente precisa ser aventureiro, a gente precisa viver, vivenciar, ver, escutar. A gente precisa viver esse curto período de vida com muito respeito e gratidão, com abertura ao novo e ao diferente, respeitando as diferenças do próximo, dos animais e de cada natureza. Afinal, o que seria um leão ou um veado ou um golfinho ou uma cobra. Todos têm seu espaço e seu papel. E isso é extremamente precioso. Um tesouro. E não precisa de explicação. Apenas estão lá.</p><p>Voltando à minha narrativa desse final de semana, resolvi levar minha cachorrinha, minha companheira fiel, que é um pouco avessa à praia; não gosta de água, de pisar no molhado e coisas do tipo. Curiosamente, um tanto parecida comigo, uma &quot;patricinha&quot; nata ou, como meus amigos da nova cidade dizem, o famoso estereótipo &quot;faria limer&quot;, rs.</p><blockquote>Como comentei, foi um chamado. Muito diferente do que vivenciei antes. É um fato que posso dizer com alegria e surpresa: sempre fui a pessoa que atraía e levava picadas de muitos mosquitos. E isso, mesmo pisando em mato, areia, mata fechada, não aconteceu. Me senti perdoada pela natureza. Ela me deu abertura e isso foi realmente especial e curioso.</blockquote><p>Estávamos negociando com um Airbnb que não deu certo, mas a Pati, dona dessa hospedagem, foi um anjo que cruzou nosso caminho. Indicou mais 4 amigas que ofereciam hospedagem em Guaratuba; entramos em contato e a Silvia, do Florestania Guaratuba, nos respondeu prontamente. Foi uma negociação super tranquila, acolhedora, nas palavras, no trato, na educação. Nos sentimos realmente acolhidas e isso foi além da troca no WhatsApp.</p><p>Chegando lá, encontro uma casa no meio da mata, azul, cor do céu, com elementos gostosos e acolhedores: uma rede na entrada, decoração com elementos de paz como coração, Espírito Santo, velas. Ao redor, muitos frutos, terra fértil, natureza fechada, animais soltos e cheiro gostoso de mata.</p><p>A mana nos mostra a suíte para hospedagem e observo que a casa tem um cheiro ainda mais gostoso. Me sinto segura. Limpa, serena, com puffs coloridos e alegres, arte, livros de filosofia, esotéricos, religiosos, cheia de vidros com ervas de cura, medicina. Ela me oferece frutas e café para começar a nutrir o que chamo de &#39;nutrir minha alma&#39;.</p><p>Com muito cuidado, vamos nos conhecendo; ela me conta como veio parar na praia de Bertioga, que morava em São Paulo, tinha uma vida corrida e emprego extremamente estressante, muito diferente de sua aura (farmada!), que é pacífica, com voz calma, doce, aveludada e de muita escuta ativa. Fala com calma e te ouve com atenção. Não interrompe: só pensei que era uma pessoa evoluída e desapegada do ego. Ela realmente está presente por nós e por si, com intenção.</p><p>Andando pela casa, ela me apresenta os espaços funcionais; depois, me leva para o quintal, que abriga um ambiente místico. Muito bonito e surpreendente: um lago com peixes, um galinheiro com muitas galinhas e pintinhos bem cuidados, e um espaço também muito limpo, mesmo em meio à mata. Uma mesa de piquenique e, o mais impressionante, uma mandala e, ao centro, um local para acender uma fogueira.</p><p>Depois disso, Sil me mostra o sótão da casa, com imagens de Jesus Cristo, chakras e velas, e com o cheiro de ervas; conta que realiza estudos e trabalhos que curam. Medicina, Cacau, Ayahuasca, Rezas, Cantos, Meditação.</p><p>Sou uma pessoa urbana, como comentei, sempre muito produtiva, desconfiada, racional. Competente até demais. Não chegava a ser competitiva, mas sim exigente comigo e com meu entorno. Me surpreendi, sem saber, ao frequentar um espaço totalmente diferente da minha natureza, muito urbana, de &quot;vitrine de moda&quot;. Pensei comigo: existe um motivo maior para eu estar aqui e eu vou acolher isso como um grande aprendizado para minha vida. Vamos? Vamos nessa!</p><p>Depois de um café receptivo e de um papo gostoso com a Sil, fui à praia com a cachorrinha. Andei; ela pisou na água, o que nunca tinha gostado. Sentimos o sol, comemos à beira de um rio. Ao voltar para casa, estávamos com muito sono e dormimos até umas 19:00. Foi um sono reparador; acordei leve e, nisso, a Sil me convidou para tomar um cacau.</p><blockquote>PAUSA PARA O ADENDO — Cacau é o nome da minha cachorrinha, e ela, que tem também uma natureza desconfiada, nesse dia, ficou em harmonia com outros animais da casa: dois cachorros, três gatos e todas as galinhas. A casa não tinha um muro evidente, e a Cacau sempre foge quando tem portão aberto, chuva, ventania. Corre de medo e ansiedade. E tudo isso aconteceu nesse final de semana e ela se manteve calma. Saiu, passeou até pela rua, mas voltou com alegria. Abanava mais ainda o rabo e queria brincar. Deitou-se ao Sol com calmaria também. Dormiu de roncar. Impressionante.</blockquote><p>Tomamos o cacau, conheci e conversei com a Laís, uma professora de yoga também de Guaratuba, que, curiosamente, tenho uma amigona também chamada Laís que também está em momento semelhante. Nos falamos de nossas inseguranças, e celebramos o cacau com respeito e com palavras e intenção bonita, guiada pela Silvia.</p><p>Seguimos em frente, em meio de cantos, ouvir, trocar, conversar, brainstormar. Foram como várias sessões de terapia (psicoterapia!). Fui guiada a conversar sobre coisas da minha vida, do meu passado, momentos felizes e dolorosos também. Foi algo de muito acolhimento e de troca. Nunca vivenciei algo tão profundo. De carinho, afeto e alegria. Mesmo quando falado de dor, foi um alívio e um momento de cura intensa.</p><p>Falei para Silvia que queria vivenciar isso com maestria, mesmo que imperfeita; gostaria de uma experiência tocante. E ela me guiou para isso. Me senti muito segura e acolhida.</p><p>Nós falamos muito, todas nós. Trocamos e isso foi o verdadeiro sagrado feminino. Entendi isso na prática. A cachorrinha está comigo, e a Sil comenta que realizei um sonho dela, ao realizar algo tão importante para mim e para ela, junto dos animais. Eles, aliás, se sentem totalmente convidados na imersão e se demonstram, assim como nós, outros animais, pertencentes à natureza. Ficamos calmos, choramos quando necessário e colocamos para fora aquilo que nos prende: o medo.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/900/1*Cafy4WyUc7hp7XbgP3YcUw.jpeg" /><figcaption>Cacau comigo o tempo todo no ritual. Ela também se entregou e se sentiu muito bem!</figcaption></figure><p>Depois de uma experiência de muita troca, fiquei extremamente leve, falante, lembrando de todos que amo. Fico com muita clareza de como me comunicar com cada um, mesmo distante na mata, liguei para muitas pessoas importantes e mandei mensagens, me reconectando inclusive com uma amiga que não nos falávamos há 14 anos.</p><blockquote>Essa amiga no passado deu uma baita mancada comigo, ela reconheceu isso, e mesmo com medo dela e meu, nos falamos. Foi algo muito importante para mim e para ela, nos reconectarmos para valer. Somos amigas desde infância, e com o pesar da vida, nos afastamos. Foi algo celebrado com muita paz, perdão e alegria. Realmente foi emocionante! E, curiosamente, as nossas crianças se encontraram, assim como no passado. Mesmo dentro de adultas, que muitas vezes foram imperfeitas, desfuncionais e injustas. Nos perdoamos, e a conversa fluiu como se tivesse a encontrado ontem. Demos muita risada e contamos de nossas aventuras. Foi muito enriquecedor e feliz. E desde então, não nos desgrudamos mais. Nos falamos todos os dias desde então.</blockquote><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/872/1*3qHlldjSigMsV4vAIes7LA.jpeg" /></figure><p>No dia seguinte, a Sil nos recebeu com um grande almoço de baião de dois (prato que amo de paixão) e convidou sua rede de contatos do condomínio. Encontrei um espaço com mulheres fortes, sábias, generosas. Sou recebida no Florestania, sem saber, apenas como hospedagem: dormir e ver o mar, passear e correr com minha cachorra pela praia. Mas, saí de lá, com algo mais precioso ainda: a união que mulheres podem encontrar uma nas outras.</p><p>Troquei com mulheres de idades diversas: uma menina de 5 anos, a mãe com 38 anos, a Sil de 50 (que não parece, de uma vitalidade e desconstrução enormes!), uma mulher de 50 anos, sua mãe de 80 anos.</p><p>Aliás, vi essa mãe num lugar da minha mãe, e observando de fora, vi como tem comportamentos semelhantes, e ter esse olhar distante e ao mesmo tempo perto, foi de grande valia para mim. De olhar de forma consciente e de como posso acolher ainda mais a minha mãe. Ela, inclusive, não sabia que estava fora. Foi melhor assim; foi algo para me recolher e voltar melhor à nossa relação. Está tudo bem, mas todo adulto funcional sabe como é difícil muitas vezes nossa relação familiar. E foi um baita insight ter esse olhar de fora, de observação de mãe e filha juntas e pegar essas semelhanças (enormes! Até o jeito de pegar na mão e comentar: como sua mão é linda, eu já tive uma mão assim, que saudade!) — e responder a ela com calma, como já falei certa vez para a minha: sua mão é de guerreira, forte, quem me dera chegar um dia ter as mãos de guerreira, trabalhadora como as suas. Será um privilégio enorme! A Sil sabia disso e ficou impressionada com tamanha coincidência. Ficamos arrepiadas!!!!</p><p>Olhar com mais carinho e admiração, com respeito, aos mais velhos, que muitas vezes perdem sua doçura, sua vontade e se encontram tão machucados. Muitas vezes, despenteados pela vida, mas jamais, devem esquecer esse sorriso da criança interior, mesmo muito distante pelo tempo, sabe? Essa força e esse respeito pela história de cada um. A gente precisa valorizar e se colocar de fato num lugar empático.</p><p>Outro ponto comentado em nossa roda de mulheres tão diferentes, claro, foi o olhar sobre os homens em nossas vidas. Sejam homens bons ou ruins.</p><blockquote>Infelizmente, hoje, sabemos como os homens estão fracos. Sabemos dos poucos e raros que exercem sua masculinidade de forma digna e que merecem nossa atenção. E é tão legal encontrar isso no caminho da vida. Alguém que soma, que fortalece e cuida de você de verdade. Alguém que você confia e deixa ser cuidada. E isso, particularmente para mim é bem difícil.</blockquote><blockquote>E, a gente sabe quem são. A gente tem que valorizar aqueles de valia. Muitas vezes é tão claro como a luz do Sol e não admitimos. E esse insight também veio para mim de forma muito bonita. Fiquei falante, quero falar com ele, toda hora. Falo todos os dias, tenho vontade de contar tudo que penso. Sem medo, sem julgamentos. Sem medo de ser esquecida ou aceita, sem medo de rejeição ou aceitação, afinal, eu sou livre e ele também. Apenas, duas pessoas com o coração e peito aberto. Vivendo suas vidas independentes e somando quando os encontros são realizados. Muito bonito esse amor puro, sem medo, sem posse, sem egoísmo.</blockquote><blockquote>E seja homem, seja mulher, seja criança, seja idoso, como é gostoso compartilhar a vida assim com quem nos nutre pra valer.</blockquote><p>Tomara que um dia você tenha essa abertura como tive. É de extrema gratidão e empatia, pra valer, sem perfumaria, encarar a vida com mais leveza, nos abraçarmos em nossa natureza, aceitarmos nossas imperfeições. E de fato, mudar para um bem maior consigo e com os outros.</p><p>Que seja alegre, duro, de aprendizado, de perdão, de acolhimento pra todos nós. Que nossa natureza seja respeitada e exercida todos os dias. E que a cada momento, possamos evoluir como seres humanos melhores.</p><p>Amém.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=a1dd0572a24d" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Entre tantos passarinhos, há aqueles que vivem]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Romy]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 24 Apr 2026 13:54:06 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-04-24T13:54:06.297Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/640/1*1nkTrlKVA53Dag7Miy_f7A.jpeg" /></figure><p>Imagine-se como um pássaro. Que sempre viveu em uma gaiola e resolveu despir-se do que o prendia. Velhos hábitos, velhos preconceitos, velhos pré-julgamentos.</p><p>Esse mesmo pássaro, que um dia se via sem saída, que olhava, lá do lado de fora, para outros animais em sua plena consciência de liberdade.</p><p>Enjaulado, enfurnado, o pássaro olha para si sem saída. Ora ou outra, a borboleta o visitava, contava as aventuras no jardim e na sua migração e viagem a outros destinos; afinal, era uma borboleta monarca, que percorria seus 4.000 km de migração. Conta sobre suas desventuras, perrengues, alegrias e fala para seu amigo pássaro como a vida lá fora dá medo, mas era divertida e que um dia deveria se libertar.</p><p>Para o pássaro, estava tudo muito confortável. Recebia de seu dono humano o melhor alpiste, as melhores frutas. Tomava Sol e observava lá de dentro o que tinha lá de fora. Nascido nesse formato de criação, ele nunca teve a experiência de abrir as asas de fato e voar. Ele era um pássaro imponente, com penas amarelas, brilhantes, que reluziam até de forma iridescente. Depois de algum tempo, cresceu a ponto de suas asas precisarem ser cortadas. Era comum e todos ao seu redor não viam necessidade de abrir as asas e voar. &quot;Tá bom. Tá confortável. Estou com minha vida aqui.&quot;- era o pensamento mais comum.</p><p>Certo dia, por um descuido, seu humano deixou sua gaiola aberta. O pássaro percebeu e deixou a curiosidade tomar conta de seu peito. Encostou o bico e as patinhas na gaiola e desceu devagarinho. Com medo de ser percebido, seja por um pedrador ou simplesmente por seus outros companheiros, o pássaro desce sorrateiro até o chão. Conversa com uma minhoca e não sente prazer em comê-la. &quot;Não quero atacar. Quero entender como é aqui embaixo&quot;, diz. A minhoca conta que sua realidade é outra, que pertence à terra. E que ele deveria, ao menos, tentar pertencer ao seu lugar: no topo das árvores, voando feliz e contente entre frutas e flores, com galhinhos para, finalmente, montar um bom lar.</p><p>Com essa conversa, o pássaro entende seu lugar e tenta bater as asas. Fracassa. Tenta. Treina. 1,2,3,1.000 vezes. Bate a cabeça; cai. Mas persiste. Se mantém com a cabeça erguida, respira fundo e consegue!</p><p>Com sua cena mais bonita, plana por todo o jardim, canta de felicidade! E ao voar, sente em suas penas o sopro que é a vida. E pensa: como pude me manter parado por tanto tempo naquela gaiola? Que perda de tempo! O sopro continua como uma melodia, voa ritmado e feliz, &quot;The Forsaken Waltz &quot;. Seus antepassados sopram em seus ouvidos: &quot;Continue!&quot;</p><p>Com curiosidade, <em>&quot;Turk Valsleri&quot;</em> vem, e ele olha a cada detalhe, cada pedaço de vida está em seu lugar, em harmonia. Se sente feliz, realizado e contente. Olha com curiosidade, sem julgamentos, para o seu entorno. Percebe que o gavião está à espreita. Mas entende que o gavião está fazendo o seu papel e que essa é a sua natureza. Respeitou seu espaço, assim como o da minhoca, assim como o da borboleta.</p><p>Ele segue e se depara com montanhas tortuosas, amedrontadoras. Passa por morros e o tempo começa a ficar cinza.</p><p><em>&quot;Dies Irae&quot;</em> ao fundo, com fúria, passa por espaços e vem um vendaval,chuva, passa no meio daqueles precipícios, naquelas montanhas altas.</p><p>Pensa: &quot;como estou alto!!!!&quot; e como um videogame, se protege, acha novas rotas, e se desfaz de obstáculos</p><blockquote>Confutatis maledictis,<br>Flammis acribus addictis,<br>Voca me cum benedictis.</blockquote><blockquote>Oro supplex et acclinis,<br>Cor contritum quasi cinis:<br>Gere curam mei finis.</blockquote><blockquote>Lacrimosa dies illa,<br>Qua resurget ex favílla<br>Iudicandus homo reus:<br>Huic ergo parce, Deus</blockquote><p>E segue em frente; o tempo acalma. Foi apenas uma fase. E que bom que ela passou.</p><p>Segue e um pouco cansado, se encosta no que parece ser uma caverna. Descansa, se recompõe e escuta, do outro lado, um canto desesperado pedindo socorro. O pássaro segue com coragem e percebe um de sua espécie ferido, ele, sem titubear, pega ramos de ervas e o ajuda. Cuidar e se recuperar. Faz ninho, protege. Traz água. E também, se protege. Se recompõe.</p><p>O outro pássaro, após se recuperar, traz amoras e oferece seu ninho. O pássaro, surpreendido, lhe agradece e segue em frente. &quot;Quero meus 4.000 km&quot;, diz.</p><p>O encantamento pela paisagem, pelo nascer e pelo pôr do sol, faz o pássaro ficar encantado, curioso. Pelo caminho, encontra amores, rios, lagos, árvores, florestas, continentas…breves, curtos, longos ou rápidos. Aventuras divertidas. Novas paisagens, novos pássaros, novos animais, novos ambientes.</p><p>&quot;Então é isso. A vida é uma grande distração!&quot; — diz em voz alta.</p><p>Canta, viaja, experimenta o do bom e do ruim. Entende o que cabe em sua vida e o que não cabe.</p><p>Mas, jamais para.</p><p>Quero mais, quero conhecer mais, aprender mais. Pensar mais. Conhecer mais pássaros, mais borboletas, mais minhocas, mais gaviões.</p><p>E assim, seguiu sua vida. Feliz ou triste. Mas sempre de cabeça erguida. A música de sua vida, de sua liberdade? Claro, aquela que indica o amor em suas fases, em sua vida, na alegria de estar livre.</p><blockquote>Tra voi, tra voi saprò dividere il tempo mio giocondo Tutto è follia, follia nel mondo ciò che non è piacer Godiam, fugace e rapido è il gaudio dell’amore È un fior che nasce e muore, né più si può goder Godiam! C’invita, c’invita un fervido accento lusinghier</blockquote><p>&quot;Tudo é fase, tudo é mágico e toda vivência é preciosa&quot;, pensa.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=719f0d14daa5" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Santuário]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Romy]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 02 Apr 2026 12:10:35 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-04-02T12:23:21.788Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Escute:</p><ul><li>Mistério da raça — Luiz Melodia</li><li>Sanctuary — Gabriella Cilmi</li><li>not alone — mehro</li><li>Juna — Clairo</li><li>still — bbno$</li><li>Steeeam — Shelly</li><li>Amoeba- Clairo</li></ul><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*H3x0hd_8j4lMd5xhulqi_g.jpeg" /></figure><p>Criar o próprio santuário é o lugar onde nos encontramos em paz conosco. Acordar naturalmente e sentir o cheiro de mato molhado depois da chuva. Encontrar paz no olhar daquilo que é vivo: do pássaro que vem à sua janela, aquela pequena olhadela do gatinho do vizinho ao acordar do silêncio da madrugada e do som dos grilos lá fora.</p><p>A paz está nessas pequenas coisas. No orvalho da manhã e no cheiro de café quente sendo passado. Recordar da noite anterior com os amigos e a pilha de louça e taças para lavar. A alegria passou por aqui e aqui ela permanece em forma diferente.</p><p>A luz adentra a casa e pede para você despertar. E como é bom respirar. Sentir-se acolhida em seu próprio teto, escolher o sonho que você deseja ter. Como é simples e bela, a vida é ordinária e está nos detalhes.</p><p>A folha da bananeira encobre as pequenas mudinhas que brotam. A sua cachorrinha cheira o chão em busca de uma frutinha que caiu lá do pé de acerola. Ela cheira e cheira e nada encontra. Que engraçado.</p><p>Pisa na terra…luz é vida, pulsação, repete Luiz Melodia.</p><p>Entre todas as escolhas da vida, a vida brasileira cotidiana, muitas vezes sofrida, esses pequenos detalhes são esquecidos.</p><p>Eita, olha lá, o joão-de-barro fez um ninho. É bem no emaranhado dos fios lá da rua. Que curioso!</p><p>E mais um dia vem, e no meu santuário, no meu microuniverso, a natureza me convida a prender os cabelos, varrer a sacada e sair de casa.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=205bd60b8baa" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Tudo muda o tempo todo no mundo ♬]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Romy]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 14 Oct 2025 13:21:00 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2025-10-17T00:16:26.351Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/960/1*W61amK-f3DGayyzpRga-vw.jpeg" /><figcaption>foto: wikipedia</figcaption></figure><p>Tem um ato muito bonito da gente voltar pra gente. Se colocar em internalização, voltar pro casulo, respeitar suas origens e lembrar de onde você veio.</p><p>E com isso, a gente coloca em perspectiva tudo o que a gente passou, e com a sapiência da idade, olhamos nossas escolhas nos últimos 5, 10, 15, 20 anos.</p><p>É difícil acreditar estar mais próximo dos 40 do que dos 20. E é muito legal pensar que a menina de dentro vê uma mulher de hoje que chegou onde queria estar com admiração.</p><p>E como é bom olhar para trás, sem pestanejar, e perceber como é ótimo ser justa consigo, ser legal com os outros, ter senso de perigo e não se colocar em risco, não desrespeitar seu próprio corpo e mente, não ser idiota e se foi é porque foi necessário como uma resposta, uma defesa justa.</p><p>Eu sei, foi um local de muito cuidado e que tive bons exemplos na vida pra gente não se perder, tudo é referência! Mas ao mesmo tempo, o self diz muito independente da situação.</p><blockquote>Esse caminho demora sim, mas nos coloca num lugar de paz e serenidade que não é preciso fugir de onde estamos. É preciso bancar o rolê. É preciso bancar o que prometeu. É preciso ter palavra e compromisso. É preciso ter foco e dedicação.</blockquote><p>É simples, mas ao mesmo tempo, complicado. Demanda energia. E isso requer a escolha difícil que pode ser muitas vezes a sua própria vida.</p><blockquote>A gente não pode se trair. Nunca.</blockquote><p>E olhando com carinho essa trajetória é muito bom olhar para trás e ver que a vida, seja lá karma ou seja lá pela atual situação que estamos passando, traz sempre aprendizado. É digno olhar nossa estrada com o copo cheio e ter carinho e se perdoar no processo. Mas, ao mesmo tempo, é importante que o perdão consigo e com o próximo tenha INTENÇÃO.</p><blockquote>O que é importante para você merecer ser perdoado? Qual é o seu papel como protagonista do caos que você gerou? O que você vai mudar para não repetir com a pessoa, com a próxima pessoa, com o seu entorno?</blockquote><blockquote><strong>O que você, de fato, levará não só como estudo, mas sim como prática em todo o seu cotidiano</strong>?</blockquote><h3>Falar é fácil. Fazer é difícil!</h3><p>Uma coisa que vale lembrarmos é que quando há esperança, há vida. Quando há de perdermos as forças, há de existir sim algo brutal, crú e que dá muito medo, mas tentamos nos apegar a aquele último galho na beira do precipício. E normalmente, é a sorte de termos um lugar para chamarmos de lar que nos acolhe, sem pestanejar. Que bom é ter um lar, que bom é ter esse privilégio. Que bom é ser acolhida. Que bom é ser ouvida. Que bom é ter reencontros que nos nutrem. Que bom é fazer as pazes consigo e com os outros<strong> com intenção.</strong></p><p><strong>E é nesse sentido da vida que se tornam necessários os ciclos.</strong></p><blockquote>Nada volta a ser como antes, e isso é uma maturidade que bate à nossa porta e escancara as nossas escolhas.</blockquote><p>Sejam elas da vida social, afetiva, profissional, da saúde — especialmente ela! Quando os anos vão se passando, como ela é preciosa, meus caros!</p><p>E na verdade, é isso que realmente importa: a gente tá bem consigo, com vitalidade, com vontade de respirar e transbordar nossa personalidade, nosso carisma, nossas vergonhas e mutarmos elas para nossa força e poder de transformação.<strong> E mais do que tudo, transbordar a nossa punção de vida.</strong></p><p><strong>A punção de morte também existe. Parece que de tempos em tempos, morremos por dentro e isso é importante para a mudança.</strong></p><p>Podemos discordar de início, ficarmos revoltados ou em negação. Mas tem algo muito mais profundo e bonito que arranca as máscaras da vaidade <em>(é a raiva mesmo, rs)</em> , de você perceber inclusive, como certas relações são fúteis e literalmente trocas de egos (que preguiça!!!!).</p><blockquote>Você percebe nessa fase de quando está mal quem está por você de verdade. Você percebe quem está por você não vai te ridicularizar, fazer piada ou fazer pouco caso de sua situação.</blockquote><p>E não é vergonha alguma estar assim e pedir colo. Observar quem te oferece esse colo de maneira devida também é um grande indicativo de quem você deve manter em sua vida ou não (separar o joio do trigo!). E isso, faz toda diferença quando se tratam de pessoas muitas vezes feridas também.</p><p>É preciso sim se colocar no lugar do outro, ser compreensivo com as adversidades da vida (sua) e do outro também, claro!</p><p>Mas aquele que te quer bem de verdade jamais te colocaria mais para baixo. Especialmente em situação de fraqueza. Não é desculpa as pessoas te distratarem porque &quot;estão mal também&quot;. Não é culpa do signo ou do ascendente (ahahahha).</p><blockquote>Lembra daquele restinho de dignidade e coloquemos os pés no chão.</blockquote><p>Lembra como você tava torporizado por uma sensação que pode ser boa como droga, mas que te cegava aos olhos nus da realidade. Lembra disso, e faz parte do encantamento e do lado bonito que a vida nos dá, e essa fase sempre passa, quebra a nossa cara…e quando quebra o feitiço, e ainda assim, continuamos a sobreviver e viver. E fica tudo bem.</p><p>É importante lembrar que tem gente que só é feliz se a grama do outro não estiver verde o bastante. Sabe? Feio, né? Vejo isso ilustrado como a forma de um dementador, que suga sua vitalidade aos poucos. Ela se nutre de você e ela tem que tá por cima de você, só assim ela estará bem. E isso, logicamente, não é nada legal.</p><p>Observar a toada desse tipo de atitude é de fato algo bem interessante. <strong>Como movimentos comuns e vulgares se tornam expostos na sua cara, como isso poderia estar te fazendo mal.</strong></p><blockquote>E isso é, de fato, vulgar (não tem outra palavra!). Baixaria. Sem educação, como diria uma grande amiga. Falta muita finesse de gentileza, de generosidade, de alegria genuína. E a gente tem que ser maior que isso. Foca no seu que ninguém enche o saco, rs.</blockquote><p>Vamos estudar, vamos nos cuidar, fazer um esporte, colocar os exames e consultas em dia. Vamos cultivar frutos de gente que a gente admira. Vamos nos aproximar de gente que nutre. Como diz a Márcia Sensitiva: Para de ser LOUCA!</p><h3>E os amigos? Arranjo outros. — Meme clássico de entrevista com Xuxa. Vale para outras coisas também.</h3><blockquote><strong>E ingenuidade é pensar que tudo voltaria como se fosse a primeira vez. Nunca é, nunca será.</strong></blockquote><p>Um bom paralelo disso, é quando no meio da pandemia comecei assistir ao seriado GOT — Game of Thrones. Uma grande amiga comentou comigo que gostaria de ter a sensação de estar assistindo pela primeira vez. E aquela era a minha primeira. E de fato, se você reassiste (já fiz mais 2x) não é a mesma emoção. Jamais será e que bom que tive contato com isso em minha vida. (menos o final, eu sei).</p><p>Assim como é quando a criança vê pela primeira vez a árvore de Natal, quando fica encantada com as luzes. Quando olhamos pela primeira vez o mar. Quando viajamos sozinhos pela primeira vez. Quando dormimos a primeira vez quando criança, sem fazer xixi na cama, na casa do melhor amiguinho. Quando damos o nosso primeiro beijo na boca. Quando estamos em flow em nosso trabalho e estamos fazendo aquilo que amamos de verdade e acreditamos em nosso potencial… isso pode trazer memórias afetivas, mas que, jamais se repetirão da mesma forma e mesmo que seja o mesmo cenário, a mesma pessoa.</p><p>É incomparável. É injusto compararmos essas sensações e lembranças afetivas e tentarmos repetir isso. Nada fica como é, nada do que é será.</p><blockquote>Nada do que foi será<br>De novo do jeito que já foi um dia<br>Tudo passa, tudo sempre passará</blockquote><blockquote>Zen Surfismo do Lulu Santos e isso é genial!</blockquote><p>Portanto, meus caros, vamos nos abrir pro mundo, dar espaço pro novo, limpar o guarda-roupa, guardar no coração aquilo que é valor para você, aquilo que te fez evoluir, aquilo que te nutre, gente que te faz bem, gente que te anima, gente que te quer bem de verdade. Vai, se joga, se abre pro novo, estuda, se mexe! E PARA DE SER LOUCA — Marcia novamente, rsrs</p><p>Porque o resto é resto. E a gente escolhe o que a gente quer pra vida.</p><p>Vamos cantar Zen Surfismo no karaoke, preste atenção nessa letra que parece non-sense. NÃO É!</p><p>Vamo? Bora, Partiu!!!!!</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=f90ddee352a3" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[De Si e De Ti]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Romy]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 09 Jul 2024 03:17:37 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2024-07-09T03:17:37.343Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/918/1*sXb99NSK7_Or847-hZzMiA.png" /><figcaption>imagem: ♡Nastya Zhidkova♡</figcaption></figure><p>Aqueles que tiveram sua história escrita, lembrada, quando bem colocada</p><p>Se fazem de donos de sua verdade, dormem com travesseiros sem molhar de suor. De sentir, com um sentimento de liberdade, mesmo com contas a pagar, mesmo quando pensam que o peso de sua consciência tragam a solitude. Mesmo que se sintam sozinhas.</p><p>No meio de tantas pessoas, passos rápidos, vento cortante, era o momento de sentir. De parar. De sentir.</p><p>O calor no peito, a dor e o peso de ser querido, mau quisto, invejado. Seja pelo seu pudor e a culpa de permanecer tão simples, claro e transparente.</p><p>Por que sou assim? Pensar era seu pior caminho.</p><p>Entre todas conversas tortas, dizeres de mau gosto, pedaços de mau caminho. Intenção esquisita, torta. Dúbia.</p><p>Viciado em mentir. Quem diria, se aproximou, do coração que é puro e honesto.</p><p>Nuvem cinza em cima da cabeça.</p><p>Sentimento de peso, dor nas ancas, extremos paradoxos se encontram. Se gostam.</p><p>Se equilibram.</p><p>É o dinheiro, é o abençoado, é o perdido.</p><p>Entrelaçado com medo, ansiedade social.</p><p>Mais uma vez, uma dor, um aperto no peito.</p><p>Sentir. O paradoxo de sentir-se bem, ao meio de anjos caídos.</p><p>Saber se enganar, saber cair na armadilha. Vestir a carapuça.</p><p>É veludo, vermelho, denso. Cor de sangue.</p><p>Sujo o manto puro e branco, torna-se rosáceo, vermelho, bordô.</p><p>Mãos entrelaçadas, promessas rasas, mergulho profundo.</p><p>Se perdem, se acham.</p><p>E morrem juntos de si e de ti.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=3d6ec0e0e68b" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Marilinha e Osvaldo]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Romy]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 09 Jul 2024 03:16:51 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2024-07-09T03:16:51.960Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1018/1*4WwqGgYt6pPBFsb_m68-Uw.png" /><figcaption>Foto: Vintage Dancer</figcaption></figure><p>Vestido de alcinha, sapatinho com bolinhas. Laço colorido e óculos gatinho. Marilinha, como chamavam na sua época, se prepara para mais um bailinho.</p><p>Os inhos dessa fofura de história, são propositais.</p><p>De tempos em tempos, Marilinha depois de conseguir sua liberdade, os 18 anos, resolve então dar um jeito na sua vida. Precisa encontrar um marido.</p><p>Jamais imaginou beijar na boca de um estranho, já brincou de médico quando criança, mas, brincou puramente de médico.</p><p>Marilinha, gosta da cor amarela, tem seu cachorrinho chamado lulu, pois quando criança, gostava de ler Luluzinha.</p><p>Seu primeiro bailinho, uma vez que teve pais rígidos, que passaram as boas maneiras de uma boa moça.</p><p>Quando entra no bailinho, se depara com um lindo mocinho, ele toca Summertime, junto de sua banda.</p><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fopen.spotify.com%2Fembed%2Ftrack%2F4bNwLOjTue9QNYVQtaNmkV%3Futm_source%3Doembed&amp;display_name=Spotify&amp;url=https%3A%2F%2Fopen.spotify.com%2Ftrack%2F4bNwLOjTue9QNYVQtaNmkV&amp;image=https%3A%2F%2Fi.scdn.co%2Fimage%2Fab67616d00001e02e2ce9e525ff0c00852c8bf24&amp;key=a19fcc184b9711e1b4764040d3dc5c07&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=spotify" width="456" height="80" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/8f8d0d6d03de72bf213024cecf808e86/href">https://medium.com/media/8f8d0d6d03de72bf213024cecf808e86/href</a></iframe><p>Marilinha, fica com as bochechas coradas. E não acredita, quando se depara com a silhueta daquele moço, o Osvaldo. Ele toca seu violoncelo com esmero. Bate os pés, e divinamente, é levado pelo ritmo.</p><p>Ela chega mais perto. E vê os olhos castanhos de seu moço. Focado, algumas gotinhas de suor escorrem a sua testa. Vê uma bela mocinha, com lábios em formato de coração, olha seu pescoço e suas mãos esmaltadas de vermelho.</p><p>Moça bonita — pensa</p><p>Marilinha, ganha algumas bebidinhas. Fica bobinha alegre e entra no ritmo com as amigas. Torce por Elvis, ou Chuck Berry. É mais novo, né?</p><p>Mas, summertime é repetida, novamente, como bis.</p><p>As pessoas são muito intelectuais nesse lugar — comenta</p><p>Osvaldo, é um rapaz simples. Tem origem humilde, e na igreja, teve contato com o instrumento. Foi paixão pela primeira música. Gostava de tocar jazz, mas às vezes, se arriscava com Elvis também. Entretanto, sem dúvidas, Chuck Berry era mais parecido com ele.</p><p>Marilinha tinha pele alva, pensava em ter filhos daqui 3 anos. Mas ver Osvaldo, deu um calor estranho que não soube explicar. Os olhos profundos, o jeito que tocava com carinho o violoncelo. O ritmo que seus braços e quadris se moviam junto do ritmo musical, era realmente surpreendente.</p><p>Osvaldo, veio de cidade pequena, sonhava ser um astro. E imaginava mocinhas como Marilinha ensandecidas, gritando por seu nome. Seja no seu bailinho particular ou em seus diversos encontros no salão da moda, da vez. De brilhantina.</p><p>Marilinha, gostava de guardar caixinhas de doce.</p><p>Ele, gostava de guardar as cordas de seu instrumento.</p><p>E de tanto se guardarem... Marilinha virou a herdeira da cidade. E Osvaldo? Foi para terra de onde se tirava o ouro dos tolos.</p><p>Acabaram assim, Marilinha e Osvaldo.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=be2839758490" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[O "Novo Normal"]]></title>
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            <category><![CDATA[valores]]></category>
            <category><![CDATA[pessoas]]></category>
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            <category><![CDATA[covid19]]></category>
            <category><![CDATA[sociedade]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Romy]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 20 Jul 2020 22:43:18 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2020-07-20T22:43:18.365Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>ou as máscaras estão caindo por aí?</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*0zAzoS0dckPJDgrdffYRwA.jpeg" /><figcaption>Foto de Noelle Otto</figcaption></figure><blockquote><strong>O Novo Normal, sempre existiu, estava ali meio esquecido na bagunça da gaveta. Entre ética, transparência, integridade, convívio e respeito social (entre pessoas), o que era importante estava perdido no meio de muita futilidade</strong> <strong>que esteve e estava em evidência</strong>. <em>Agora é cafona agir no antigo normal, por que agora, somos novamente legais</em>. Estava sempre ali, entre muitos móveis empoeirados por aí.</blockquote><p>Nascemos para produzir, para ser &quot;alguém na vida&quot;, ter uma profissão, uma só, que transmitisse tudo o que simbolizamos como existência. É sobre ter perseverança, foco, estudar, aprender…ser resiliente, superar seus medos, não ser fraco, não demonstrar fragilidade.<em> E o Corona veio, como um pé no freio, &quot;seremos pessoas melhores&quot;</em>. Será que todo esse conhecimento vem sido utilizado de maneira correta? Mesmo antes em tempos pré-pandemia?</p><p>Os &quot;melhores&quot; e de alta performance, conseguem evidência, os extrovertidos mais voz, <em>os que têm dinheiro, mais respeito — independente donde essa riqueza veio</em>. A que ponto chegamos? A que ponto nos classificamos por mera imagem, ou pré conceitos — <em>se é amigável, é fácil. Se chora, é fraco.</em></p><p><strong>O ser humano é mais profundo</strong> e <em>toda nossa existência é ainda baseada na superficialidade. Em títulos, méritos e também fraquezas</em>. <strong>Não condiz, né? Quantidade vs qualidade. Supérfluo e fútil ? Comentários de internet vs livros, histórias, ciência, anos de vivência. Onde chegamos?</strong></p><p>Ninguém é perfeito ou imperfeito,<strong> ninguém é igual a uma amostragem/ amostra de pesquisa</strong>. Existem fatores internos e externos a serem considerados, em diversas situações. Familiares, sociais, amigos, aprendizado, nutrição, educação, assimilação, lógica, etc etc.</p><p>Sendo assim, a <strong>conduta de espaço</strong>, pode ser muito clara para alguns, mas para outros pode ser muito distante. É como segurar um garfo, ou um hashi.<strong> É como ensinar colocar uma camisinha na banana na aula de Educação Sexual e a pessoa, &quot;target&quot;, literalmente, entender que a camisinha é para ser usada na banana. — isso é realidade do Brasil, saia da nossa bolha e verá.</strong></p><p><strong><em>aqui agora, contém ironia, aliás, empatia…</em></strong></p><blockquote><em>Pois, o novo normal agora, é ser cortez, é ser gentil, é ser empático. Ele não faz você consumir à toa, ele te faz umas ofertas mais leves na internet, ele até fechou alguns shoppings por instantes. Ele faz você pensar, nos outros, inclusive. O novo normal, se preocupa com seu espaço físico, com colocar as mãos ao espirrar, para não contaminar os outros ao seu redor. O novo normal, também faz de você uma pessoa boa: você começa a pensar nos outros, na sua diarista, no motorista de ônibus, no porteiro …afinal, eles têm famílias, e não são números. O novo normal também, te diz para pegar leve na sua ambição, que você não precisa apedrejar ou puxar o tapete de ninguém, afinal estamos em crise, e é muito difícil crescer na crise e vamos ter empatia, né?! O novo normal, também te pede tempo, para você ficar mais offline, ter tempo de pensar, de — pelo menos — se reconectar a sua família, aos seus hobbies, aos seus filhos e aos seus pais idosos, ao seu espaço e ao seu tempo. O novo normal, também te pede empatia, por todos, inclusive, olha só! O novo normal, mostrou a desigualdade do Brasil, a violência contra a mulher, a violência estrutural, a violência contra pessoas negras, a violência contra pessoas LGBTQIA+, nossa, olha só?</em></blockquote><blockquote><em>Ainda mais, olha que o novo normal fez você se conectar a sua casa, limpando um box, e que isso não é degradante. O novo normal também, te mostrou o quanto você tem sorte, por poder trabalhar de casa, tempos modernos esses de home office. O novo normal te mostrou como você tem sorte, como você tem privilégios e olha, não foi todo mundo que pôde parar e trabalhar em casa na quarentena sem saber o que comeria no dia, ou se tinha um teto para sobreviver. Ou então, tentando fazer outros sobreviverem.O novo normal mostra como é largado o SUS. O novo normal faz você respeitar e prover segurança para todos, veja bem. O novo normal preza pela sua saúde física, mental, traz acolhimento e amor.</em></blockquote><blockquote><em>O novo normal também expôs blogueiros, que assim, a gente até seguia mesmo sabendo de muitas histórias mal contadas, mas aí bloquearam as redes, para não perderem mais seguidores. Ah, o novo normal, também </em>trouxe<em> influenciadores, que nossa, existiam, que falavam já algum tempo de resoluções, que acolhiam corpos e cores e sexualidades diversas, olha só, o novo normal…olha só!</em></blockquote><blockquote><strong><em>Sejamos pessoas melhores!</em></strong></blockquote><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=1027272cc431" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Contrair tempo, de humanidade]]></title>
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            <category><![CDATA[humanidade]]></category>
            <category><![CDATA[coronavirus]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Romy]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 25 Mar 2020 20:30:54 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2020-03-25T20:34:56.406Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>É tempo de se ter humanidade.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*Lb7shX34axvbKfrd2cE-aA.jpeg" /></figure><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FKQetemT1sWc%3Ffeature%3Doembed&amp;display_name=YouTube&amp;url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DKQetemT1sWc&amp;image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FKQetemT1sWc%2Fhqdefault.jpg&amp;key=a19fcc184b9711e1b4764040d3dc5c07&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=youtube" width="854" height="480" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/6c6a38fc857cb19c413f18ee53cddcd9/href">https://medium.com/media/6c6a38fc857cb19c413f18ee53cddcd9/href</a></iframe><p>O Sol lá fora vem, entra em minha janela e aquece o lavar das mãos.</p><p>É esse Sol de outono, que estaria lá fora. Respirando o ar puro ao observar as folhas, em tons diversos de cobre, caírem ao chão.</p><p>De longe, ouço uma mãe e sua criança brincando. Imagino-os perto do parquinho da praça. Escuto risos contaminantes ecoando entre prédios no meio da cidade cinza. É acolhedor, ouvir e sentir que o mundo ainda pode sorrir.</p><p>Depois de sentir o corpo aquecer, e talvez o vento gelado balançar meus cabelos e alguns deles brancos, sigo observar o sol adentrar a janela. Fecho os olhos e penso.</p><p>&quot;Aqueles fios brancos que não me incomodam mais.&quot;</p><p>A idade, assim como o clima de outono, traz equilíbrio. Serenidade, paz e traços de introspecção intensa ao entender que o passar do tempo é importante, é natural e traz a nossa beleza de formas diferentes.</p><p>Histórias são como os traços e cores daquela folha, assim como o riso contínuo daquela criança.</p><p>Tudo tem seu tempo. Ter e criar paz, momentos de contemplação para algo cíclico e simples da vida. Ao mesmo tempo, ter esperança, que dias melhores virão.</p><p>Sobre nossos traços e nossos lastros, os cabelos, as rugas e as mãos calejadas trazem lembranças de lutas, memórias ainda não póstumas, e dos momentos que levamos para a memória de uma vida inteira. Escrevo, talvez, para eternizar esse momento, afinal, a arte persiste.</p><p>Penso: Ora, talvez, esses sinais existam por esse motivo. Para nós nunca nos esquecermos da nossa essência: seja ela de momentos bons, ou ruins sejam nossas atitudes boas e ruins, as marcas existem para todo dia lembrarmos de nossas escolhas e o caminho que traçamos. Elas podem incomodar, mas o principal é o ponto de vista a ser encarado. É de nossa escolha enxergar e como iremos enfrentar.</p><p>E que essas mesmas marcas também nos acolham, para que nos poupemos de insensibilidade, que enxerguemos com olhos leves, tudo aquilo que foi construído e o por quê desse &quot;carimbo&quot; existir.</p><p>Dê tempo ao tempo, disseram</p><p>Em tempos que o tempo para, é tempo de refletirmos. É tempo de escrevermos.</p><p>Tempo, de pensar, estruturar e questionar.</p><p>Tempo de mudar, melhorar</p><p>Tempo de tentar</p><p>Tempo de falhar</p><p>Tempo de descobrir novas soluções</p><p>e tempo de nos sentirmos sós.</p><p>Assim como, valorizar o tempo de nossas escolhas.</p><p>E investir tempo, no tempo que a vida possa nos proporcionar alegria.</p><p>É tempo também, de revisarmos o que gera essa alegria.</p><p>É tempo de entender, esclarecer.</p><p>Tempo de chorar, tempo de sofrer.</p><p>Tempo de acalmar e tempo de ver que vai passar.</p><p>E é tempo de apreciar o tempo.</p><p>Ter tempo.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=2041f2a97224" width="1" height="1" alt=""><hr><p><a href="https://medium.com/poetofthesoul/contrair-tempo-de-humanidade-2041f2a97224">Contrair tempo, de humanidade</a> was originally published in <a href="https://medium.com/poetofthesoul">PoetOfTheSoul</a> on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.</p>]]></content:encoded>
        </item>
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            <title><![CDATA[Para se ter uma boa comida]]></title>
            <link>https://medium.com/@romy_________________/para-se-ter-uma-boa-comida-afb0f9774d32?source=rss-c271d1d9ddf2------2</link>
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            <category><![CDATA[comidinhas]]></category>
            <category><![CDATA[romy-arita]]></category>
            <category><![CDATA[aventuras-gastronômicas]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Romy]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 18 Mar 2019 01:57:28 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2019-03-18T02:03:54.401Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h3>Para se ter uma Boa Comida</h3><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*EiOezXqCxq70_WIR80mfKw.jpeg" /><figcaption>Ambientação para uma boa comida</figcaption></figure><p>Para se ter uma boa comida é necessário um bom preparo, paciência e afeto. E para ter uma ocasião singular, senta-se à mesa quem tem boas intenções.</p><p>A mesa posta com esmero tem velas para alumbrar e flores para aconchegar. Uma boa toalha de mesa, traz um toque macio e agradável para todos os convidados. Veja que esses detalhes fazem toda diferença!</p><p>As técnicas são as mais diversas e para chegar num bom resultado é necessário começar com uma boa entrada, um prato principal de tirar o fôlego e uma doçura com sabor de quero mais.</p><h3>ENTRADAS</h3><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*mLtm9etfXQXVTZ64hpQgcQ.jpeg" /><figcaption>Entradas para todos os gostos. Uma boa tábua traz diversidade!</figcaption></figure><p>As entradas podem ser ousadas. Por exemplo, o uso de pimenta que gera vasodilatação e aguça todos os sentidos. Ostras frescas são uma boa pedida também, trazendo sofisticação e imponência nessa entrada. Será triunfal, garantimos!</p><p>Agora, para os mais clássicos, pode-se usar também um pouco de salsa, que limpa o paladar, assim como a cenoura, a maçã e a água com gás fazem. Tudo para deixar a boca limpa para os próximos passos. Uma sopa ou uma boa salada, podem ser gracejos cordiais. Mas, um pouco mais do mesmo. Vale aqui tentar de tudo um pouco. Já pensou sobre?</p><h3>PRINCIPAL</h3><p>No prato principal, devemos focar na expectativa do comensal. É lá que ele vai degustar o que há de melhor na comida. Portanto, pegue pelo estômago devagarzinho. Um carboidrato para dar energia e uma boa base para a montagem, seja uma massa ou um arroz. Depois, a proteína que deve ser bem temperada, para trazer lembrança e vontade de repetir o prato. Complemente o tempero da carne com alguma bebida marinada, garantimos que fará tremenda diferença no sabor!</p><p>O intuito do prato principal, quem sabe, é até esquecer da sobremesa! É nesse momento que você ouvirá suspiros e as mais diversas sonoridades. Preste atenção, afinal, é aí que você chegará ao clímax gastronômico. O ritmo, é importante. Acompanhe o compasso e acrescente algum molho que falta, ou então, simplesmente encha a taça de vinho. É essencial também servir um pouco de água para recuperar o fôlego. Afinal, esse presente é sempre bom durar um pouco mais (é literalmente, um presente, não é mesmo?).</p><p>Importante: neutralizar o paladar também faz parte do processo, portanto, vá rápido ou devagar quando necessário. E pergunte sempre! Seja cordial com seu(s) convidado(s).</p><h3>SOBREMESA</h3><p>Ahhhh, a sobremesa. Aquela, que você é abraçado e fica num ninho de conforto. É uma das partes mais carinhosas da confraternização! É quando também os comensais dizem: &quot;estava tudo delicioso&quot;. Não é muito prazeroso ouvir isso?!</p><blockquote>É como um segredo. Afinal, só sabe disso tudo quem já compartilhou dessa mesa!</blockquote><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=afb0f9774d32" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Comprometimento e ansiedade]]></title>
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            <category><![CDATA[escolhas]]></category>
            <category><![CDATA[ansiedade]]></category>
            <category><![CDATA[comprometimento]]></category>
            <category><![CDATA[responsabilidade-afetiva]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Romy]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 10 Dec 2018 00:55:11 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2018-12-10T00:55:11.644Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*OP6RC92-DjB3IZhpvzII2w.jpeg" /><figcaption>Tudo há um caminho, uma escolha: como lidar com a sua ansiedade e como se compromete consigo e com os outros.</figcaption></figure><p>Desde que o mundo é mundo e gente surgiu no mundo, aprendemos no bê-a-bá da ciência que o que nos diferencia dos outros animais é a nossa incrível habilidade de nos comunicarmos e pensarmos bastante.</p><p>E com o passar dos tempos, muito foi estudado, desde nosso surgimento até a nossa capacidade de pensar e questionar, e teoricamente, sermos pessoas melhores. Assim por seguir.</p><p>Aí, surgiu a pós modernidade, quando tudo é líquido, rápido demais e incerto. E umas das mazelas, por consequência disso, é a ansiedade.</p><p>Estamos numa era (teoricamente) que tem a liberdade em voga. Livre para falarmos o que pensamos e isso também afeta nossos relacionamentos.</p><p>Sensacional, ter liberdade é ótimo! Mas, o que fazer com TODO esse corpinho sensual da Liberdade? E a insegurança que dá de repente, ao pensar que muitas vezes não acompanhamos o ritmo frenético de informações, mensagens, cobranças, internet e notificações no celular? Pois é, a gente se sente impostor na própria carne: a tensão vem, o pensamento repetitivo de “PRECISO RESOLVER ISSO LOGO” , de maneira totalmente desagradável, vem à tona.</p><p>Mas, é preciso reorganizar a cabeça. O que às vezes é um baita peso para suas costas, muitas vezes — grande parte — são coisas que nossa cabeça aumenta um milhão de vezes como instinto de preservação. Sabe o termo “ou vai ou racha’?</p><p>Agora, sobre o comprometimento. Ele tem um peso bem diferente nesse sistema atual. E foi gourmetizado com palavras bonitas como o<em> “mindfulness”,</em> que soa leve — assim como o script pede. Mas, nada mais é do que a consciência: de estar presente, focado, consciente…e comprometido.</p><p>Lembrando, o comprometimento vale para todo e qualquer tipo de relação humana: sua família, seu parceiro, seus amigos, seus colegas…e com você mesmo.</p><p>E comprometimento vem muito associado com escolhas importantes — a.k.a assustadoras- como um casamento, um trabalho, um filho. Uma responsabilidade que a gente tem muito medo de não dar conta. E, por muitas vezes estarmos enfraquecidos, nos podamos para boas oportunidades por medo de arriscar.</p><p>Mas, o que estamos falando é sobre algo importante de como a falta de comprometimento pode afetar as pessoas, especialmente, as que estão ansiosas. São pesos que teoricamente se complementam — sim, é necessário tensão para haver mudanças positivas.</p><blockquote>A ansiedade gera um comprometimento.</blockquote><blockquote>Um comprometimento gera uma ansiedade.</blockquote><p>Estes estados são complementares e quando não estão alinhados podem gerar stress, ruídos de comunicação, raiva e pode ser muito destrutivo para essa pessoa que se sente assim.</p><p>Mas, e quando não se há comprometimento empático, de duas partes diferentes? Aí sim, o ruído pode ser destruidor e o julgamento vem à tona. “Que falta de caráter” “Que irresponsável” ou então, a mais popular:</p><blockquote>“Que cuzão.”</blockquote><p><em>A indiferença é algo que pode ser interpretado como o cuzão</em>. E precisamos dela sim, para reflexão, para dar um tempo e para fortalecer o nosso ego,<strong> porque é importante ser importante para você mesmo.</strong></p><p>Mas, assim como todo relacionamento, sempre tem um que se doa mais que o outro, e os nervos podem se acalentar quando há visivelmente uma falta de comprometimento de uma das partes.</p><p>Imagine você na sua rotina:</p><ul><li>Acorda cedo para correr, pois tem comprometimento com sua sanidade mental e todo o seu corpo</li><li>Depois disso, vai no ônibus lotado com um monte de trânsito e o motorista está fazendo o seu melhor, o máximo possível para chegar a tempo e seguro(comprometimento).</li><li>De repente vem um babaca que está atrasado e fica forçando o motorista a correr mais porque só ele que importa (cuzão).</li><li>Aí, você chega ao seu trabalho e vê suas pendências na sua <em>lista de to do´s </em>e coloca prioridade nos prazos (comprometimento).</li><li>Quando aparece do nada uma bucha que estava parada com um outro (cuzão) que não respeitou o prazo. Ok, ele estava na verdade doente (coitado, retiramos o cuzão), mas o imprevisto já deveria ter sido previsto (não deu um tempinho ai no seu deadline, pois é, cuzão não, babaca sim).</li><li>Depois disso você tem uma reunião às 9:30 e está lá na sala às 9:28 (comprometimento), e lá você espera mais 60 min porque o Joãozinho diretor se atrasou (ok, imprevistos acontecem — mas não toda hora, estamos de olho). E tem a Mariazinha que é júnior e ainda tá na facul que ela tem bolsa, mora onde o Judas perdeu as botas e chegou 5 minutos depois (coitada, suando feito uma porca). Ok, nessa dai a gente vai vendo: perdoam a uma hora, mas os 5 minutos são colocados em pauta (bando de cuzão).</li><li>Depois disso vocês fazem um planejamento da equipe e cada um tem uma responsabilidade semanal, mensal, entre outros. E os prazos, são indicados, assim como, os chorinhos de prazos também.</li><li>Ai você se empenha e tenta negociar os prazos, avisa, dá atenção e quando vai atrasar, fala e dá satisfação (comprometimento). Já o seu colega, não e ele te prejudica e te deixa indisposto várias vezes (cuzão).</li><li>Dai você sai sugadão do trabalho. Vai encontrar aquele/a crush depois do expediente e — estava- animadão/ona, mas na hora, sua cabeça começa a doer.</li><li>Ai você manda um whatsapp avisando que infelizmente não vai rolar e está passando mal, pede desculpas e pergunta se pode remarcar (comprometimento)</li><li>Então o/a crush em questão está online e não te responde. Você sai do whatsapp, e volta depois de uma hora e nada. O/a crush online novamente e nada (cuzão/ona)</li><li>Dai você preocupado, liga e nada. E ainda pergunta de forma amigável: “oi, só para te avisar, não vou conseguir ir, mil desculpas” (comprometimento).</li><li>Depois o crush responde no dia seguinte: “oi, tava no happy hour e tava loco/a ahahhaah mal ai” — cuzão/ona (esqueceu o date e fez a pessoa, com dor de cabeça, ficar preocupada)</li></ul><blockquote>No final da história: dê uma satisfação, porque tudo nessa vida, a gente depende de ser atendido…quem nunca passou por isso?</blockquote><p>Mas, você já não pensou em quantos ruídos de comunicação podem ser evitados e quanto stress a consideração evita? E a ansiedade (ruim) de esperar gera? Imprevistos acontecem, e <strong>tudo pode ser conversado.</strong></p><p>O comprometimento é uma forma básica de respeito, de educação. E ter ansiedade é um gatilho positivo de mudança, mas, como tudo na vida, depende de muitas partes, suas doses e outros poréns.</p><p>E você? Já se questionou se vem sendo comprometido com os outros ao redor? E contigo ? Suas escolhas são conscientes?</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=c1fc9263bbfc" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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