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        <title><![CDATA[Stories by Sol se pondo em texto on Medium]]></title>
        <description><![CDATA[Stories by Sol se pondo em texto on Medium]]></description>
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            <title>Stories by Sol se pondo em texto on Medium</title>
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            <title><![CDATA[Sobre a chegada dos 30]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Sol se pondo em texto]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 14 Jul 2023 02:18:14 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2023-07-14T02:18:14.506Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>É engraçado como lá pelos meus 20 anos eu jurava que sabia tudo que precisava saber sobre mim mesma. Achava que me conhecia por completo e que sabia exatamente o que queria da vida e como chegaria até lá. Não é nem que as coisas parecessem mais fáceis, mas ter essa iluminação de autoconhecimento parecia causar certa paz. O problema é que metade (ou mais) dessas sabedorias eram alucinações de oásis no meio de um deserto de caos.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*XUqRNvN4WHPOpNQv2cm98Q.jpeg" /></figure><p>Recentemente sinto que todas aquelas certezas ganharam a companhia de uma interrogação, se não foram riscadas por completo. Eu pensava que exista uma versão de mim imutável, firme como concreto e que perduraria pelo tempo. Foi meio frustrante perceber que não é bem assim. Nossa vivência não é mesmo uma linha reta e não temos tanto controle sobre isso.</p><p>Eu até conseguia entender que havia mudado com o passar do tempo, que não era aos 20 quem fui aos 13, mas aí achava que me conhecia o bastante para não descobrir mais nada novo. E aí agora os 30 bate na porta e eu não sei direito quem está aqui, o que quer, o que pretende. Um oceano inteiro de não seis que acaba me trazendo uma sensação de vazio e até medo.</p><p>Eu não sei mais se as coisas que amava fazer ainda são as mesmas, se ainda tenho as mesmas opiniões e se o que antes fazia sentido segue fazendo. É meio desesperador ver todo o castelo de areia que havia construído se desfazendo tão rápido. Mas, depois de muito pensar, entendi que não é um vazio que encaro, e sim uma imensidão de possibilidades.</p><p>Acho que agora é hora de testar coisas novas e re-experimentar as antigas. Colocar aquele pézinho na água para ver se entro mesmo ou recuo. Nunca é tarde para redescobrir quem se é e até repensar escolhas de vida. Pode ser assustador, mas deve até ser saudável viver isso.</p><p>Talvez agora eu goste mais da cor rosa (não sei, vou avaliar), ou comece a comer feijão (kk duvido), ou seja como muitos brincam sobre os 30, dizendo que é a hora de voltar a gostar do que gostava aos 13 (pensando agora, foi nessa idade que comecei a pintar mais as unhas e amar fazer bolos, duas coisas que têm sido poucas das que tenho certeza que amo hoje em dia).</p><p>Ou ainda pode ser que eu seja apenas um grande clichê, vivendo a crise dos 30 como qualquer outro ser humano, mas quem sou eu para pular um rito de passagem tão comum? Se é para passar por isso, vamos lá. Respirar, refletir, repensar e bora.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=7dba9c8f4477" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Sobre o misterioso rapto do tempo]]></title>
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            <category><![CDATA[vida]]></category>
            <category><![CDATA[tempo]]></category>
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            <dc:creator><![CDATA[Sol se pondo em texto]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 04 Dec 2022 21:49:28 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2022-12-04T21:49:28.263Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Acho que descobri algo que tentam esconder da gente. Algo maior do que poderíamos imaginar. Um plano secreto e muito bem arquitetado, colocado em prática com tanta minúcia que poucos vão parar e questionar. E agora vou compartilhar com vocês minha descoberta. Estão prontos? Aí vai: enquanto não estávamos prestando atenção, alguém roubou o tempo.</p><p>Segundos, minutos, horas, dias, meses. Algo tem se alimentado disso sem que percebamos. Está claro para mim, porque qual outro motivo teria para já estarmos no fim do ano de 2022 e eu sentir que os últimos três anos não duraram como deveria?</p><figure><img alt="Uma foto em tons brancos e cinza em que vemos um relógio de ponteiros como base de um caleidoscópio." src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*CGZ8cwjU1UE9OtdhG4J5dA.jpeg" /><figcaption>Photo by <a href="https://unsplash.com/@yogidan2012?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText">Daniele Levis Pelusi</a> on <a href="https://unsplash.com/?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText">Unsplash</a></figcaption></figure><p>Parece só uma teoria conspiratória sem sentido, mas pensa só: vez ou outra você não tem a sensação que um dia ou semana passou rápido demais? Enquanto outros se arrastam e nunca acabam? Essa criatura que devora o tempo tenta equilibrar as coisas depois de arrancar de nós horas de uma vez só, passando vários dias sem se manifestar (creio eu que isso aconteça, geralmente, durante agosto, o mês infinito). Mas nos últimos anos, talvez motivada pela pandemia, esse ser perdeu o bom senso e mastigou, mastigou, mastigou…</p><p>Acredito que nem ele entenda direito seu descontrole. Uma hora estava tocando os segundos suavemente com as pontas das garras, roubando esses farelos para saciar a fome, e no instante seguindo abria uma boca enorme para caber meses inteiros, esmigalhando cada dia em seus dentes afiados e abastecendo um estômago que pedia por ainda mais.</p><p>Não sei onde a criatura vive e como passa despercebida por todos nós, mas com certeza isso acontece com ajuda de terceiros. Um grupo que ajuda a encobrir o dilaceramento do tempo para que a coisa possa se banquetear em paz. E por isso, sem perceber, piscamos e olha o Natal logo ali! Se não fizermos nada, daqui a pouco será o momento das festas juninas e nem vamos ver o carnaval passar.</p><p>Mas o que fazer para lutar contra esse ser vil e insaciável?</p><p>Também não tenho a resposta, óbvio, ou não estaria tão atormentada com o meu tempo que foi devorado. Agendas? Calendários? Rotinas? Talvez tudo seja uma boa arma para ficarmos atentos e não deixar que levem nossos segundos embora. E também temo que a fera se aproveite dos momentos que nos sentimos mais vulneráveis e fragilizados para abocanhar nosso tempo enquanto tentamos respirar fundo e encarar a vida.</p><p>Não sei se as coisas serão diferentes agora que abri meus olhos. Existe a chance de eu ir pegar algo na geladeira e de repente já ser 14 de julho de 2023 e já ter chegado nos 30 anos do nada. Vamos tentar viver com o tempo que nos resta, cuidando para que ele não seja mais raptado.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=a7007fa4551e" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Sobre tentar compreender por que você não gosta de mim]]></title>
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            <category><![CDATA[amor-proprio]]></category>
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            <category><![CDATA[desabafo]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Sol se pondo em texto]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 23 May 2021 20:28:50 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2021-05-23T20:28:50.892Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Por todo esse tempo, dei o meu melhor para ser o suficiente para você, mas isso não parece te agradar. Não sei o que fazer para que me aceite, embora ter seu carinho, admiração e amor seja tão importante para mim. Seguir com o peso da sua rejeição deixa uma cicatriz enorme, mas dói mais ainda ficar no mesmo lugar, ouvindo todas as coisas negativas que você tem para me dizer. E são muitas, uma mais cruel que a outra. É exaustivo demais. Eu só queria saber o que mais posso fazer para não ser mais assim.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/958/1*RL6D2m7cCvHMLeHfwspgBQ.jpeg" /></figure><p>Por que você me odeia?</p><p>Essa é uma palavra forte, mas não a uso levianamente. É ódio e raiva que despeja em mim, um sentimento tão intenso e que me machuca de uma forma tão imensa que mal sou capaz de enteder. Eu não sei lidar com o seu ódio, porque ele suga toda minha energia sempre que estamos juntas. E estamos sempre juntas.</p><p>Por que o vício em me depreciar?</p><p>Tantas das minhas conquistas se tornam receptáculos vazis no seu modo de ver, e que nunca cansa de impor a mim. Minha alegria é reprimida. Meu valor, desmerecido. Amor-próprio, alvejado. Desejos, julgados. É muito difícil ganhar as brigas que já travamos milhares de vezes…</p><p>Por que mina minha felicidade?</p><p>Me fazendo sentir vergonha ou culpa por estar satisfeita. Ou trazendo dúvidas atona, jogando insegurança e previsões caóticas como temperos. Amargando algo que poderia ter mais equilíbrio.</p><p>Por que acha que não mereço ser amada?</p><p>Odeio o tanto que me fez acreditar nisso e como tem sido difícil tirar essa ideia da minha cabeça. Não quero acreditar que, assim como você faz parecer, não sou digna de ser amada, de ser cuidada, de receber carinho e afeto.</p><p>Nem ao menos sei dizer quando foi que começamos essa dança desajeitada e sem sintonia. Pisões, tropeços, falta de ritmo. Parece uma eternidade. Já me acostumei com você ali, ou pelo menos fingi que sim. Mas sempre doeu e ainda dói.</p><p>Só quero acreditar mais em mim, menos em você. Acreditar que meu melhor basta e que não errar nunca foi parte do plano. Que não estou sozinha e posso procurar abraços quando precisar. Que a caminhada pode ser difícil, mas não precisa ser impossível. Eu posso. Eu consigo. Eu sou.</p><p>Não quero mais ceder.</p><p>Ruir.</p><p>Desmoronar.</p><p>Quero pegar os cacos para construir, me entender, aceitar.</p><p>O que não é fácil, você se fortaleceu demais na minha retirada, mas sei que os resultados fazem a batalha valer a pena. E quem sabe, um dia, tiro você de mim, ou pelo menos desfruto da leveza de não te escutar.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=5ecaba089ca2" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Sobre aceitar o estranhamento de se sentir só]]></title>
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            <category><![CDATA[aceitação]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Sol se pondo em texto]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 27 Apr 2021 19:59:10 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2021-05-02T19:49:17.725Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Desde que me lembro por gente, me sinto orgulhosa de ficar bem sozinha, obrigada. Digo sozinha em todos os sentidos possíveis. Nunca me incomodei em estar na companhia apenas dos meus pensamentos e passar horas e horas comigo mesma. Com o passar do tempo, outras pessoas começaram a me parabenizar por ser assim, e acho que é aí que tudo se complica.</p><figure><img alt="Foto de um pote de vidro com uma flor dentro e ao fundo vemos o céu meio rosado e o que parece ser o sol bem ao fundo." src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*ePWkEWgUL3pnq_NIbJI4Lg.jpeg" /><figcaption>Photo by <a href="https://unsplash.com/@nada_gamal?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText">Nada Gamal</a> on <a href="https://unsplash.com/?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText">Unsplash</a></figcaption></figure><p>Ficar bem sozinha não é um problema por si só; pelo contrário, na verdade. Acredito que isso seja algo positivo, afinal, precisamos mesmo aprender a gostar de nossa própria companhia, porque muitas vezes é tudo o que temos. Nascemos só e morremos só, esse tipo de coisa. Mas nem sempre estar sozinha quer dizer encarar, de fato, a solidão.</p><p>Como disse, sempre gostei de ficar sozinha. Ouvindo música, lendo, escrevendo, assistindo algo. Era eu e mais um milhão de coisas preenchendo esses momentos, o que, de certa forma, afastava meu pensamento do “estar só”. Eu costumava brincar sozinha, dançar sozinha, inventar um mundo inteiro sozinha. Até hoje tem muita coisa que faço só eu e eu mesma, o que, na verdade, não me incomoda, mas recentemente — no meio de uma pandemia global em que o isolamento e distanciamento social são essenciais — me peguei encarando o quanto realmente estou confortável com a solidão.</p><p>Antes de continuar, preciso esclarecer que não estou falando sobre ter ou não pessoas em sua vida. Sempre fiz amizade com facilidade e tenho pessoas incríveis ao meu redor, mas muitas vezes acabo sendo mais introspectiva e preferindo momentos sozinha. Outra vezes ficar sozinha já é meu automático (o que provavelmente é um problema), porque foi meu mecanismo durante boa parte da vida. Estou falando de um sentimento que vai além de ter ou não amigos, ter ou não pessoas queridas presentes no seu dia a dia (e nem sei se isso faz muito sentido, mas segura minha mão e vamos juntos nessa jornada reflexiva).</p><p>Ouvi muitas vezes de amigos o quanto me admiravam por ser tão “forte”, força essa que consiste em não me importar de estar sozinha (de novo, em todos os sentidos possíveis). Como “forte” sempre foi visto como algo positivo, um orgulho dentro de mim era alimentado. Então era bom eu ficar sozinha? Então sou forte se fico na minha e não preciso de outras pessoas? Então é assim que <em>preciso </em>ser? Claro que não era algo que percebia estar fazendo no momento, e acho que só agora estou começando a entender (oi, terapia!) como acabei me colocando no topo de uma torre e fiz de mim mesma o dragão que guarda esse isolamento.</p><p>Numa tentativa de manter essa “força” que descreviam em mim e deixar de lado uma vulnerabilidade que poderia apresentar justamente o contrário, eu me vi negando a solidão. Podia sim estar sozinha, mas nunca me permitia me sentir só. Reprimia qualquer tristeza sobre isso, escondendo (não só dos outros, como também de mim mesma) onde dava. Claro que isso não duraria, porque não existe lugares suficientes dentro da gente para soterrar algo tão imenso quanto um sentimento — menos ainda quando se está há mais de um ano em distanciamento social e pensando demais sobre estar sozinha.</p><p>É difícil fazer essa mudança interna, porque mesmo compreendendo que não faz sentido nenhum pautar o que é ou não força em cima de sentimentos e vulnerabilidade (nem sei direito o que é ser forte ou fraca nesse mundo, para ser sincera), uma partinha da gente pode continuar sendo incisiva e lançando um auto julgamento cruel, fazendo com que nos sintamos bobos por nos vermos em solidão e incomodados ou triste com isso.</p><p>E onde quero chegar com tudo isso? Não faço ideia! A vida é complexa demais para eu entender onde meus pensamentos estão me levando, mas vou deixar aqui uma tentativa de compreender minha própria reflexão: ignorar sentimentos, principalmente quando não são positivos e trazem uma carga de tristeza junto, é muito tentador, PORÉM, a gente precisa aceitar tudo o que sentimos, coisas boas e ruins.</p><p>É muito difícil entender algumas coisas sobre a gente, e fica mais complicado ainda quando estamos ocupados enterrando sentimentos que precisam ser encarados para ser compreendidos e superados (ou não, às vezes faz parte, ser humano é esquisito assim). Eu passei tempo demais vendo o lado bom de me sentir bem sozinha e ignorando a pontinha de tristeza que vinha junto, aquela solidão que eu fingia que não via e que nem por isso deixava de existir, escapando dos esconderijos para vários lados.</p><p>Acho estranho me sentir só. E ruim. E triste. E eu preferia não sentir nada disso, mas a vida é o que é.</p><p>Algumas vezes só precisamos aceitar.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=cde13531dc25" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Sobre minhas coisas favoritas]]></title>
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            <category><![CDATA[alegria]]></category>
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            <dc:creator><![CDATA[Sol se pondo em texto]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 20 Apr 2021 02:30:09 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2021-05-02T19:50:02.426Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="Foto de uma mão segurando um aparelho que solta diversas bolhas de sabão para o alto. Ao fundo podemos ver árvores meio fora de foco." src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*9T_XNLlRHJ_g7DjWuZyAPA.jpeg" /><figcaption>Photo by <a href="https://unsplash.com/@verkei?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText">Kei</a> on <a href="https://unsplash.com/?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText">Unsplash</a></figcaption></figure><p>Bolha de sabão. Chá com mel. Andar descalça. Fazer cafuné em mim mesma. Assistir filme comendo pipoca. Tomar vários banhos quentes. Coxinha. Dançar sozinha de madrugada. Ler em dia frio. Pessoas se apaixonando. Meu aniversário. Banho de chuva. Desenhos animados. Os bigodinhos da gata no meu rosto me acordando de manhã. Sorvete de brigadeiro. Céu estrelado. Ligar para os meus pais. A energia do Natal. Sentir o vento. A risada da minha sobrinha. As vozes das pessoas. Começar a escrever algo. Tortinha de morango. Encontrar amigues pra conversar e comer. O gostinho do uísque na boca. Bubbaloo de uva. O número 7. Me cobrir com edredom. Terapia. Passar o dia assistindo coisas, ignorando a vida. Bolo de chocolate com morango. Receber mensagens queridas de leitores. Tomar sol em dia frio. All-Star. Cheiro de café. Receber e-mail elogiando um trabalho que passei horas achando que não tava bom. Fandangos. Dobrar minha orelha. Ficar pensando no passado. A cor azul. Meu cabelo.</p><blockquote>“When I’m feeling sad, I simply remember my favorite things and then I don’t feel so bad.” (Rodgers e Hammerstein)</blockquote><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=78fa99844314" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[sobre o tal dia do beijo.]]></title>
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            <category><![CDATA[escritos]]></category>
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            <category><![CDATA[dia-do-beijo]]></category>
            <category><![CDATA[contos]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Sol se pondo em texto]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 13 Apr 2021 23:36:58 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2021-05-02T19:50:30.477Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h3>Sobre o tal dia do beijo</h3><p>Para comemorar esse dia em que muitas pessoas estão por aí com zero beijos na vida, decidi presentear (ou torturar?) vocês com essa ceninha (ou conto pílula?). Só por que deu vontade de escrever algum casal novo e uma história bem rapidinha. Segue aí!</p><figure><img alt="Foto da silhueta de duas pessoas, com um zoom bem próximo das bocas delas se tocando. No canto superior direito tem uma leve luz que parece vir do sol." src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*PjeCY6QF7KTdqKrn3mBk6g.png" /><figcaption>Photo by <a href="https://unsplash.com/@alejandraquiroz?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText">Alejandra Quiroz</a> on <a href="https://unsplash.com/s/photos/kiss?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText">Unsplash</a></figcaption></figure><h3>Alex, Fê e a fiança</h3><p>— Eles não vão soltar a gente.</p><p>— Babacas…</p><p>— São seus amigos.</p><p>Fê agarrou dois dos vários bambus que formavam a cela improvisada ao redor e os balançou, gritando para chamar atenção das pessoas culpadas pela prisão. O grupo de jovens apenas olhou para trás, rindo e dando de ombros, mas ignorando o pedido por liberdade e voltando a comer pipoca perto da fogueira.</p><p>— <em>Eram</em> meus amigos — murmurou Fê.</p><p>— Isso é uma bobagem. — Alex passou os dedos pelo cabelo. — Eles não vão deixar a gente aqui a noite inteira, né?</p><p>Fê sabia do que os amigos eram capazes, e sim, eles deixariam se fosse preciso. Afinal, o conceito da prisão na festa junina era exatamente esse: ficar ali até pagar a fiança. Fê nunca se incomodara com a brincadeira, até achava divertida, o problema era o preço que eles queriam que pagasse…</p><p>— Sim, acho bem possível — garantiu Fê. — Só vão soltar a gente quando a festa terminar.</p><p>Alex bufou e passou a mão no rosto. Fê se sentia horrível, até porque era por culpa sua que estavam ali. Seus amigos bem sabiam o quanto Fê gostava de Alex e estavam cansados de todo o lenga-lenga, então decidiram que aquela noite, ao som de música sertaneja e cheiro de quentão, tudo seria resolvido.</p><p>— Tá — disse Alex, respirando fundo. — Então vamos resolver logo isso. — Fê virou-se na direção de Alex com os olhos arregalados. — O quê? Eu não quero ficar aqui a noite toda. Eu amo festa junina, espero o ano todo por isso. Não vou passar a noite nessa prisão tosca. Vamos pagar logo essa fiança.</p><p>— Você… quer que a gente se beije?</p><p>Sim, porque obviamente o plano infalível dos amigos de Fê era esse: pedir um beijo do “casal” como fiança. O rosto de Fê esquentou só de pensar, e mais uma vez se viu feliz por ter o tom de sua pele mais escuro.</p><p>Alex deu de ombros.</p><p>— É só um beijo, né?</p><p>Fê sabia que não era bem assim. Seu estômago se revirou sem parar só de pensar nisso, então como podia ser algo tão simples? Respirando fundo, respondeu despretensiosamente:</p><p>— É, é só um beijo. Tudo bem. Vamos lá.</p><p>Fê e Alex se viraram, se encarando. Os olhos de Alex eram castanhos tão escuros que quase pareciam pretos; buracos negro que tragavam cada pedacinho de Fê. Seus corpos se aproximaram, como se atraídos automaticamente. E foi quando a mão de Alex se ajeitou na nuca de Fê que o mundo inteiro deixou de existir.</p><p>Seus lábios se tocaram, quentes e macios. O peito de Fê subia e descia com a respiração descompassada, mas Alex não se importou. Acabando com a hesitação, suas bocas se moveram ritmadas em um beijo que começou singelo e tímido, mas que não demorou muito para se tornar ávido e desejoso. As mãos de Fê agarram o tecido da camisa de Alex, puxando seu corpo para ainda mais perto e fazendo o beijo se tornar mais intenso, mais prazeroso, mais cheio de vontade. Seus corpos se encaixavam de um jeito perfeito e seus movimentos pareciam ensaiados, cada toque e cada carícia acrescentando o tempero certo para o momento.</p><p>Quando Alex se afastou, as respirações estavam misturadas, os corações batiam no mesmo ritmo e um olhar intenso e ainda cheio de desejo sustentava o outro que se encontrava no mesmo estado. Minutos pareceram séculos, e Fê queria que nunca tivesse terminado.</p><p>— Aeeeeeee! — os gritos vinham de pelo menos cinco pessoas que se aproximaram das grades de bambu. — Finalmente! Agora sim, estão livres.</p><p>Ao se afastarem por completo e se ajeitarem, Fê logo sentiu falta do calor da proximidade do corpo de Alex, do toque de Alex, do gosto de Alex… de Alex.</p><p>A porta da prisão se abriu, mas Fê e Alex continuaram se encarando por um tempo. Talvez por mais tempo do que perceberam, porque foi só depois de uma das amigas de Fê pigarrear que Alex deu um passo para trás e saiu da prisão. Fê estava quase triste com o afastamento, mas Alex fez questão de olhar por cima dos ombros e murmurar antes de ir embora:</p><p>— A gente se vê.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=7e2d38fe6eb1" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Sobre a vontade de escrever]]></title>
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            <category><![CDATA[escritore]]></category>
            <category><![CDATA[escrita]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Sol se pondo em texto]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 12 Apr 2021 16:27:55 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2021-05-02T19:50:34.487Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Eu nunca esqueço de uma aula de literatura que tive no cursinho, em que a professora falou, de um jeito muito profundo e intenso, a seguinte frase: “escritor que não escreve deixa a alma morrer”.</p><figure><img alt="Sobre uma mesa de madeira está, no topo, uma xícara branca com café, algumas frutinhas vermelhas ao lado direito com folhas verdes ao lado. Na parte de baixo, está uma folha em branco uma caneta vermelha sobre ela." src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*PBQ_RZVWEGJ3vyN1RSqOzA.png" /></figure><p>Isso ficou gravado em mim de um jeito que toda vez em que eu pensava em largar tudo e nunca mais escrever, ouvia a voz dessa professora. Mesmo quando passei uns bons anos escrevendo quase nada, lá na época da graduação, volta e meia eu parava para derramar umas palavrinhas no papel por me lembrar disso.</p><p>E apesar de parecer super dramático e exagerado, ela não estava errada.</p><p>Não acho que esse alerta tenha sido sobre produtividade. Não é sobre escrever sem parar o tempo todo, ninguém é uma máquina. É sobre a escrita ser algo essencial na vida de algumas pessoas; a única forma de conseguirem sossegar a mente e acalmar a alma.</p><p>Minha cabeça está o tempo todo inventando histórias e criando enredos e personagens. Às vezes são só coisas desconexas e aleatórias que nunca viram nada, outras é algo mais completo que vai para frente, ou ainda pode ser algo isolado que se junta com outra ideia no futuro e vira alguma coisa. A questão é que meu cérebro está sempre assim, num ritmo intenso. Se eu não colocasse parte disso para fora, vai saber o que poderia acontecer. Se a alma de fato não morresse, a mente poderia no mínimo pifar.</p><p>E eu nem falo só de escrever ficção, apesar de ter citado personagens e enredos. Escrever é aliviar a alma de qualquer forma. Eu sempre fui de ter diários (apesar de ser péssima em mantê-los), volta e meia me sinto bem ao jogar meus sentimentos no papel. E às vezes gosto de escrever textos como este, o motivo principal de eu ter ressuscitado o medium. Queria de novo ter este cantinho para escrever umas coisas que dão vontade, mas sem me cobrar por produtividade ou recorrência. Só um pedacinho da internet para jogar textos despretensiosos e ajudar a manter a alma viva.</p><p>Bom, a conclusão é que eu amo as palavras. Gosto de colocar uma do lado da outra e ver o que elas podem construir juntas, brincando de jogar uma para lá e mexer outra para cá, buscando a melhor forma de transmitir o que quero. Minha vida seria, de fato, bem mais sem graça se assim não o fizesse.</p><p>Se como eu, você também tem a mente povoada de ideias e o gosto pelas letras, fica a mensagem da minha professora. Quando bater a vontade, quando sentir que só isso pode te ajudar, quando for o essencial para levar seus pensamentos ao mundo, ou mesmo sem um motivo ou objetivo certo: escreva.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=dabb0182ea76" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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