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        <title><![CDATA[Stories by Santiago Querol on Medium]]></title>
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            <title>Stories by Santiago Querol on Medium</title>
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            <title><![CDATA[Corre]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Santiago Querol]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 15 Sep 2021 21:57:10 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2021-09-15T21:57:10.804Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p><strong>Corre-corre</strong>. Eram 8:23 quando comecei o rascunho na cabeça, fui ligar o computador, 8:24 e, a qualquer momento, 8:25. Fico olhando as luzinhas que se acendem a apagam segundo um código de zeros e uns, ausências e presenças que, num passe de mágica transformam o mundo dentro da tela.</p><p>Corre-corre a água no corpo; na verdade comecei a pensar no texto no banho, e agora uma chaleira piando (?) gemendo, gritando, me interrompe o pensamento. O pai pôs água pra ferver, vai fazer café. Logo é o cheiro do café que vem inundar a casa, as micropartículas desse grão que alguém algum dia resolveu colher, torrar e moer pra então fazer uma infusão <em>diferentona </em>pra tomar e ficar acelerado porque viu animaizinhos comendo e ficando doidões nalgum lugar há muito tempo.</p><p><strong>Volta, corre-corre</strong>. Esse é só um rascunho, um esboço, ou o começo. Parei pra sentar e escrever porque tenho que entregar uma peça do estágio que tive bastante tempo pra fazer e, como muitas tarefas, não me organizei direito e deixei pra última hora. Aí acordei cedo sem que ninguém tenha me dito pra acordar cedo, mas na verdade, sim. Temos umas regras não ditas avassaladoras. Umas cargas invisíveis mais pesadas que o quarto cheio de ouro (dos astecas?) Não sei.</p><p><strong>Volta, corre</strong>. Acordei às 7h com despertador, que antes tava pras cinco e meia, aí acordei, desliguei, voltei pro limbo, naquela ideia de “dá tempo, só mais um pouquinho”. Acordei sem despertador às dez pras sete. Levantei? Não, coloquei o despertador pras sete e pensei “agora vai”. E foi, mais ou menos. Li e fiquei enrolando, até que levantei, dei uma pequena volta no limite que virou o apartamento, ajudei o pai a imprimir um comprovante a partir do celular, sem passar pelo computador, eu acho o máximo, ele reclamando que eu faço tudo muito rápido e aí começo do 0, ponho na mão dele, e vou passando instruções-verbais-<em>only</em>.</p><p>Tudo isso pra dizer o quê? Nada? Não, pra dizer que esse é um rascunho, o início — apesar das coisas não terem “início, meio e fim” como as professoras (mulheres, sim, porque esse papel cabe às mulheres, segundo o mundo) nos ensinaram desde pequenos (e pequenas). <strong>É tudo uma bagunça</strong>, e a gente inventa essas coisas, de contar os dias, meses, estações, semanas, ciclos lunares, anos, décadas, séculos e milênios pra tentar se situar, se organizar. A gente sabe que mora na rua x, <strong>mas onde é que tá o planeta</strong>? Sistema solar, numa curvinha da via-láctea.. tá, mas e aí? No máximo podemos saber a distância de outras galáxias, mas isso não é um endereço absoluto. É tudo relativo, e, inclusive, a gente tá ficando cada vez mais longe dos ETzinhos porque o universo continua em expansão, <strong>ouvi dizer</strong>. Enfim, é tudo relativo.</p><p>Paro por aqui um pouquinho, porque sei que a relatividade é um bom fio do que puxar pra daqui a pouco, quando <em>se-deus-quiser</em> terei terminado a tal da impugnação à contestação e posso voltar à liberdade do papel virtual que me aceita, dos números uns e zeros que por mágica do homem, da humanidade transformam minhas ideias em símbolos num computador e vocês aí, por outra mágica da internet, podem ler e, por outra mágica da linguagem, entender mais ou menos o que eu quis dizer, ou qualquer coisa também, pela mágica da livre interpretação.</p><p>Coisas soltas pra pôr aqui daqui a pouco: dias e noites mas é tudo a mesma coisa, mentiras inofensivas para crianças, confiança e capitalismo, música comercial e eletrônica, e acho que tá de bom tamanho. Descansa aí, daqui a pouco eu volto. São 08:38.</p><p><strong>Corre, corre</strong>. São 18:17. Parei de trabalhar agora há pouco, emendando uma tarefa na outra, entre regar as plantas, almoçar, ir incomodar meus pais com as mãos frias. Anotei aqui que a batata-doce vai dominar o mundo ou a floreira e roubar os nutrientes das outras plantas.</p><p>Meus ombros doem, tenho que pôr uma calça, não porque logo começa o grupo, mas porque vou ter que descer pra ajudar meu pai nas compras enquanto a minha mãe toma um banho pra ficar cheirosa pra nossa despedida — que espero não o seja.</p><p>Enfim, acho que o que tinha pensado antes era algo sobre relatividade e o tempo não parar, ficções científicas que a gente vive na nossa realidade <strong>que também é ficção</strong>. Mas não sei mais, não dá tempo. Vou mandar, porque tô com pressa, e algum dia continuo.</p><p>Até porque é tudo um contínuo espaço-tempo, não? Quando eu retomar, ainda vai ser presente. Então, até já.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=f85d8ac98c46" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Loucura]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Santiago Querol]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 15 Nov 2018 13:40:54 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2018-11-15T13:40:54.002Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>[03:01, 12/11/2018] Santiago Querol: Às vezes eu tenho mta vontade de falar tudo pras pessoas</p><p>[03:01, 12/11/2018] Santiago Querol: Deixar tudo certinho</p><p>[03:01, 12/11/2018] Santiago Querol: Bem explicadinho</p><p>[03:01, 12/11/2018] Santiago Querol: To make sure we’re on the same page</p><p>[03:01, 12/11/2018] Lara Vitale: Vc tem essa vontade mesmo</p><p>[03:01, 12/11/2018] Lara Vitale: É do seu ser</p><p>[03:01, 12/11/2018] Lara Vitale: Esclarecer</p><p>[03:01, 12/11/2018] Lara Vitale: Não deixar margens pra duvidas</p><p>[03:01, 12/11/2018] Santiago Querol: Mas mtas vezes as pessoas acham que o simples fato de falar sobre algo</p><p>[03:02, 12/11/2018] Santiago Querol: Significa mais que isso</p><p>[03:02, 12/11/2018] Santiago Querol: <strong>Aí eu me calo</strong></p><p>[03:02, 12/11/2018] Lara Vitale: Mas muitas pessoas não aceitam sabe, te vem como chato ou coisa assim</p><p>[03:02, 12/11/2018] Santiago Querol: <strong>Pela possibilidade de ser mal interpretado</strong></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=8eff21393874" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Escola de inglês]]></title>
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            <category><![CDATA[poesia]]></category>
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            <category><![CDATA[poetry]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Santiago Querol]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 08 Mar 2016 01:24:12 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2017-05-31T20:02:46.332Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<p>Escola de inglês</p><p>de espanhol</p><p>de francês</p><p>de alemão</p><p>Queremos gritar em todas as línguas</p><p>o nada que temos a dizer</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=f1a16b49bd8d" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Cecy pour toujours Cecy]]></title>
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            <category><![CDATA[poetry]]></category>
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            <dc:creator><![CDATA[Santiago Querol]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 07 Jan 2016 17:47:57 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2016-01-07T17:47:57.226Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/717/1*rru-9q5vtqqcvA305fM68Q.jpeg" /><figcaption>Porto Alegre, 1978</figcaption></figure><p><em>Para Cecy…</em></p><p>Recebo a notícia de que Cecy morreu.<br>Mas Cecy não morre!<br>Ela está viajando por Marselha,<br>Côte d’Azur ou Paris<br>Resolvendo palavra-cruzada no trajeto.</p><p>Cecy est ici et va bien,<br>Horinha dessas aparece<br>Com seu jeitinho de beija-flor buliçoso.</p><p>Encantada aqui, admirada ali,<br>Com seu viço de menina travessa,<br>Cecy toujours charmant,<br>Cecy pour toujours Cecy.</p><p>Rodeada de brisa poética<br>Deixava os almoços, os cafés<br>E os amigos, cheios de magia<br>E horas longas de alegria.</p><p>Cecy, de asas sem fronteiras, <br>Ora por aqui, ora por lá,<br>Cosmopolita, sempre passava por aqui<br>Contando suas andanças.</p><p>Cecy, comme c’est bon<br>Ter você no pensamento<br>E sua poesia morar por perto</p><p>Dizem que você morreu.<br>Mas quem é ser de criação<br>Não morre nunca.</p><p>Certa ocasião trouxe-me de lembrança<br>Um poema escrito por Quintana<br>E fotos do Bresson, do maio de 68 em Paris.<br>Ainda me deve uma gravata francesa.</p><p>Quando chegar da viagem,<br>Apareça!</p><p>Saudades de ti, Cecy.</p><p><a href="https://www.facebook.com/haga.fabiano"><em>Fabiano</em></a><em>​<br>Maringá, 18.03.2015</em></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=7b97f19e2b85" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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