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        <title><![CDATA[Stories by CEUB on Medium]]></title>
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            <title>Stories by CEUB on Medium</title>
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            <title><![CDATA[Violência obstétrica: uma realidade em pleno século 21]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[CEUB]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 02 Aug 2022 14:08:04 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2022-08-02T20:18:13.333Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*HbrhfzyxXFxc9vz-vNlX9g.png" /></figure><p>Agressões verbais e psicológicas, tratamentos desrespeitosos, falta de transparência na entrega das informações, e a impossibilidade da paciente gestante fazer perguntas ou de participar das decisões: esses são alguns dos fatores que descrevem a violência obstétrica, termo relativamente novo e que trouxe reconhecimento para esse tipo de agressão, que as mulheres já sofrem há muitos anos, mas que era tida como normal e já esperada dentro dos procedimentos médicos.</p><p>O assunto repercutiu nas últimas semanas depois que o médico anestesista, Giovanni Quintella, foi preso em flagrante após a equipe de enfermagem conseguir filmar o mesmo abusando sexualmente de uma grávida, sedada, durante cesariana. De acordo com o estudo da Fiocruz, Nascer no Brasil, que entrevistou quase 24 mil mães, sendo a maior pesquisa sobre nascimentos já feita no país, cerca de 45% das mulheres na rede pública brasileira são vítimas de violência obstétrica, na rede particular o índice é de 30%. E, segundo a mesma pesquisa, cerca de 36% das grávidas passam por tratamentos inadequados durante a gestação.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/480/1*wKIpJVE1JJFIA8_gzeS57g.gif" /></figure><p>A professora de Psicologia do CEUB, Francielly Muller, declara que as principais consequências vivenciadas pelas vítimas de violência obstétrica são a baixa autoestima, insegurança no processo da maternidade, a desvalorização de si e o sentimento de inferioridade: “A terapia psicológica pode ajudar a mulher na elaboração dessa vivência da violência para uma reorganização afetiva emocional dela com ela mesma e com o processo no vínculo com o filho, nessa jornada de cura”.</p><p>Como a violência obstétrica compromete a autoconfiança e a autoestima, que são fatores imprescindíveis no processo pós-parto e na amamentação, esse pode sim ser um motivo que pode levar a mulher a desenvolver a depressão pós-parto. “A violência obstétrica não é a única causa, pois a depressão pós-parto é multicausal, mas essa pode sim ser um forte contribuinte” finalizou a professora.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/480/1*nFfJBug6RMwRdEizyx5brA.gif" /></figure><p>A Lei Federal 11.108/2005, conhecida como Lei do Acompanhante, garante às grávidas o direito da presença de acompanhante durante o pré-parto, o parto e o pós-parto nos serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), seja da rede própria ou conveniada. Essa lei é válida tanto para parto normal quanto para cesariana, e a presença do acompanhante não pode ser impedida pelo hospital, médicos, enfermeiros ou qualquer outro membro da equipe de saúde.</p><p>O acompanhante é de escolha da gestante e pode ser o marido, a mãe, uma amiga ou amigo, ou qualquer pessoa de confiança, sem a necessidade de haver parentesco, além disso os médicos e a equipe médica não podem impedir a presença do mesmo em todos os procedimentos que envolvam a grávida.</p><p>Além da Lei do Acompanhante, outras duas resoluções asseguram a presença de uma pessoa indicada pela mulher durante o parto: a Resolução Normativa RN 211/2010 da ANS (Agência Nacional de Saúde), órgão que regula os planos de saúde no país; e a Resolução da Diretoria Colegiada RDC 36/2008 da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).</p><p>A Anvisa estendeu o direito ao acompanhante também à rede privada, ao estabelecer que todos os Serviços de Atenção Obstétrica e Neonatal, sejam públicos, privados, civis ou militares, devem permitir a presença de acompanhante de livre escolha da mulher. Já a resolução da ANS dispõe sobre a obrigatoriedade dos planos de saúde arcarem com as despesas relativas aos acompanhantes das gestantes.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/480/1*myx23Xoydktp1v4jXtiFHA.gif" /></figure><p>A professora de Direito do CEUB, Carolina Costa, explica que o Código Penal não tem um tipo penal específico para violência obstétrica, mas essa pode estar inserida dentro do homicídio, lesão corporal, estupro e violência sexual. “Para que se evite a violência obstétrica o fundamental é a informação, pois na maioria das vezes as vítimas consentem com os médicos e a equipe médica sem questionar, por causa da ausência da informação”.</p><p>Carolina explica que para fazer uma acusação é necessário ter provas, que podem ser áudios, vídeos, laudos médicos e depoimentos testemunhais: “O relato das vítimas, segundo o Supremo Tribunal Federal, tem muita força nesses casos”. A professora Carolina ressalta a importância do depoimento de uma única vítima para revelar uma atuação sistemática, pois pode ser o pontapé inicial para que outras famílias se identifiquem com a violência e também denunciem.</p><p>Nesses casos, o ideal é procurar a Polícia Civil para fazer o registro de boletim de ocorrência, com o máximo de provas possível. O Ministério Público Estadual também possui canais de comunicação para denunciar, além de que a vítima também pode fazer denúncia ao Conselho Federal de Medicina.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/480/1*nWhksft9rP_bQLrLGLvgQw.gif" /></figure><p>Muitas mulheres não têm consciência que sofreram violência obstétrica, pois isso, infelizmente, já faz parte da cultura médica, assim a informação e a conscientização são tão importantes, para elas saberem de todos os direitos de serem ouvidas e respeitadas.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=c51dc6569b1a" width="1" height="1" alt=""><hr><p><a href="https://medium.com/trela/viol%C3%AAncia-obst%C3%A9trica-uma-realidade-em-pleno-s%C3%A9culo-21-c51dc6569b1a">Violência obstétrica: uma realidade em pleno século 21</a> was originally published in <a href="https://medium.com/trela">trela</a> on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.</p>]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Arquitetura e Minimalismo — Quando Menos é Mais]]></title>
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            <category><![CDATA[minimalismo]]></category>
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            <dc:creator><![CDATA[CEUB]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 12 Jul 2022 15:12:06 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2022-07-12T15:13:24.028Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h3><strong>Arquitetura e Minimalismo — Quando Menos é Mais</strong></h3><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*xBcqWY8YrOUKm2H-iJJc_g.png" /></figure><p>Todo mundo já se deparou ou vai passar pelo momento árduo de ter que planejar ou decorar um escritório, casa, apartamento e sala. A verdade é que, mesmo que você não goste ou não entenda de arquitetura e <em>design</em> de interiores, nós <strong>não podemos</strong> fugir delas e nem vê-las como pedras no sapato. Às vezes, a fórmula secreta de ter um espacinho só seu, e que seja a sua cara, é justamente priorizar — como diria o Balu do filme Mogli — o necessário, somente o necessário.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/408/1*JipKbb29mJRCJTh-yI0UgA.gif" /></figure><p>Pensando nisso, uma tendência que oferece soluções simples e mais baratas para você, é o minimalismo. Segundo a professora de Arquitetura e Urbanismo do CEUB, Carolina Menzel: “[o minimalismo] foi uma resposta da arquitetura e <em>design</em> de interiores da década de 20, do século XX, à industrialização e à nova sociedade industrial”, espalhando-se pela pintura, moda, arquitetura, <em>design </em>e virando até um<strong> estilo de vida </strong>para alguns.</p><p>Isso segue o mantra de que tudo precisa ter uma utilidade, evitando objetos de decoração, excessos e estimulando o desapego material, incentivando que a pessoa valorize mais as experiências e momentos. “Móveis metálicos, práticos, empilháveis… que eram colocados em ambientes amplos (planta livre) e arejados (para evitar doenças)”, continua Carolina.</p><p>Se interessou pelo assunto? Então acompanhe os <strong>cinco motivos para considerar o minimalismo na hora de montar ou decorar seu próximo investimento.</strong></p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/498/1*K6qgTinb05xo9ICb_9STkw.gif" /></figure><p>1.<strong> MENOS CUSTO</strong></p><p>Após escolhido o empreendimento recebemos aquele salão vazio, como se fosse um quadro em branco esperando pela primeira pincelada, são tantas possibilidades, tantos móveis, armários e tão pouco dinheiro, mas CALMA, antes de se precipitar, pense no básico, o simples que vai dar significância para o seu lugarzinho.</p><p>Podemos começar falando que você não precisa ter um estilo de vida minimalista para aplicar a filosofia em alguns aspectos da sua vida, ela pode servir de guia para começar a priorizar você e o meio-ambiente aos objetos da sua casa. Isso, consequentemente, diminui os custos que terá eventualmente com móveis, artigos de decoração ou até mesmo na fase de construção do espaço, tirando um quarto, sala ou outro cômodo dos planos originais. “Hoje o minimalismo se associa mais ao desejo de consumir menos em virtude da sustentabilidade” ressalta também a professora Carolina Menzel.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*85GMRPCeKrhKB1FwMhotAQ.gif" /></figure><p>2. <strong>MAIS ORGANIZAÇÃO</strong></p><p>Para muitas pessoas que começam a morar sozinhas ou administrar um lugar novo, a maior dificuldade é a de organizar o espaço. Quem nunca se deparou com a cadeira do quarto repleta de roupas? O minimalismo faz você pensar se precisa mesmo daquela cadeira, ou melhor, se precisa daquele tanto de roupa amontoada. Quando se diminui a quantidade de coisas desnecessárias, fica mais fácil saber onde cada coisa está e ganhar tempo na hora de procurar objetos. Às vezes a bagunça do ambiente também pode refletir no nosso humor e saúde, evitando o acúmulo de poeira, por exemplo, sendo uma das grandes causadoras de alergias e problemas respiratórios.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/640/1*lehfLue8RXjVcQHuKxssuA.gif" /></figure><p>3. <strong>MAIS TEMPO E ESPAÇO PARA VOCÊ</strong></p><p>Menos coisas = menos tempo limpando e arrumando a casa. Com o cotidiano atarefado de quem trabalha e estuda, às vezes o único tempo que temos livre é o fim de semana, mesmo assim, temos que dedicar os dias para fazer faxina por conta do tanto de coisas que deixamos amontoadas. Em vez de se preocupar em limpar, use o tempo para focar em você e em projetos pessoais como viagens, festas, amigos e família.</p><p>4.<strong> QUALIDADE E NÃO QUANTIDADE</strong></p><p>Ter coisas simples com significado e função é muito mais gratificante do que ser dono de diversos objetos que só acumulam poeira. Além disso, o dinheiro que você não gasta, dá para investir em elementos com mais qualidade e durabilidade para o seu espaço.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/800/1*w5Lu0qWkXP5ji1O1EVEO2g.gif" /></figure><p>5.<strong> VOCÊ TAMBÉM AJUDA A NATUREZA</strong></p><p>Quando surgiu, o minimalismo tinha uma proposta de praticidade e anticonsumista e segundo a professora Carolina: “passados 100 anos desse primeiro minimalismo associado ao modernismo, temos de repensar o estilo por conta da mudança da sociedade.” Com isso, pode-se dizer que hoje, com base em questões sociais, os pilares são o meio ambiente e a saúde. A diminuição do consumo e gastos gera menos impacto na natureza, então, por ser minimalista sua casa se torna ambientalmente mais sustentável. Não só isso, mas a diminuição na produção de lixo, já comentada acima, também impacta positivamente o planeta.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/500/1*n1ZRB3-OITEnwtQDEOhM2A.gif" /></figure><p>Para concluir, observamos que uma nova fase da vida pode vir com diferentes formas de pensá-la e talvez o minimalismo seja uma boa alternativa para quem quer viver bem e apenas com o necessário. A sensação de preenchimento pelo acúmulo de coisas pode ser facilmente substituída por outros caminhos à felicidade como relacionamentos, lutas por causas sociais, viagens e muitos outros <em>hobbies</em>. Com o minimalismo, aprende-se que há mais na vida do que posses e mais espaço para você do que para suas coisas.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=f369f8c304d4" width="1" height="1" alt=""><hr><p><a href="https://medium.com/trela/arquitetura-e-minimalismo-quando-menos-%C3%A9-mais-f369f8c304d4">Arquitetura e Minimalismo — Quando Menos é Mais</a> was originally published in <a href="https://medium.com/trela">trela</a> on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.</p>]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Homeschooling: avanço ou retrocesso?]]></title>
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            <category><![CDATA[ceub]]></category>
            <category><![CDATA[educação]]></category>
            <category><![CDATA[homeschool]]></category>
            <category><![CDATA[homeschooling]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[CEUB]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 07 Jul 2022 19:06:09 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2022-07-07T20:03:33.188Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*a9fsoFosK-JV7veCjBNYoQ.png" /></figure><p>No Brasil império e colônia o ensino acabava se tornando atribuição das próprias famílias, que educavam os filhos em casa, devido à falta de recursos e pela impossibilidade do Estado de promover educação para todos. Era comum, também, ver professores particulares e membros da igreja ensinando as crianças.</p><p>Com o passar dos anos, o Estado se desenvolveu e adquiriu mais recursos: a Constituição de 1934 traçou, pela primeira vez, uma política educacional nacional, mas foi com a Constituição Federal de 1988 que a educação passou a ser obrigação do governo e um direito de todos os cidadãos brasileiros, e assim o ensino domiciliar ficou em segundo plano, chegando até a beirar a ilegalidade.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/480/1*8ildf_MUDvlzS596bBw7TQ.gif" /></figure><p>Mas, no final de maio deste ano, chegou ao Senado um projeto que autoriza a educação domiciliar, conhecida como <em>homeschooling</em>: o<a href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/153194"> Projeto de Lei n.º 1.388/2022</a> foi aprovado pela Câmara no dia 19 de maio (como<a href="http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=534328"> PL n.º 3.179/2012</a>) e já está na Comissão de Educação (CE).</p><p>De acordo com o texto, o estudante que ingressar no ensino domiciliar deve estar regularmente matriculado em uma instituição de ensino, que deverá acompanhar a evolução do aprendizado, e pelo menos um dos pais ou responsáveis deve ter escolaridade de nível superior, ou em educação profissional tecnológica em curso reconhecido.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/480/1*01HqHM95j0L21D2_bXhZxg.gif" /></figure><p><strong>Isso é realmente benéfico?</strong></p><p>A professora de psicologia do CEUB, especialista em psicologia infantil, Ciomara Schneider, acredita que o ensino domiciliar vai depender de um projeto pedagógico forte para ser realizado, mas de qualquer forma, o contato com professores habilitados é limitado e o ensino, geralmente, acaba dependendo de alguém da família para acompanhar o processo de aprendizagem da criança, que pode ficar defasado.</p><p>Ciomara explica que a melhoria do ensino no Brasil depende do governo, em ter um direcionamento de verbas mais adequado, que atendam às necessidades do ensino público. “As escolas particulares também possuem vários problemas, mas estes são mais relacionados à proposta pedagógica, que deveria estar sempre em revisão de sua efetividade. Então, neste sentido, não vejo como a educação domiciliar poderia contribuir para a educação em geral” disse a professora.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/500/1*crf53EcLd3M9c99Xfx5FoA.gif" /></figure><p>Dentro de casa as desigualdades podem gritar mais: crianças e adolescentes que não têm conexão aos meios digitais e material didático têm menos acesso à informação, e ficam prejudicados e atrasados no aprendizado com relação às crianças de classes sociais mais afortunadas.</p><p>Simone Cerqueira, professora do CEUB, especialista em psicologia infantil, explica que a desigualdade social já está posta por diversas razões na sociedade, independente do <em>Homeschooling</em>: o próprio fato de existirem escolas públicas sem ensino de qualidade, gerando uma aprendizagem limitada, e, por outro lado, haver escolas privadas que se diferem completamente nas condições apresentadas aos alunos, proporcionando melhores condições de ensino, já é um fator que gera desigualdade social.</p><p>Para Simone, o ensino doméstico só poderá ser uma experiência positiva se a oferta for dada por responsáveis capacitados que proporcionem segurança e proteção à criança, assim como a possibilidade dela se apropriar do conjunto de conhecimentos historicamente sistematizados, e outras formas de interação social.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/480/1*YNN1vHqY3QBBYOqecprbYA.gif" /></figure><p><strong>E como fica o processo de socialização?</strong></p><p>O ensino domiciliar limita o espaço para socialização das crianças e dos adolescentes: interagir com pares de idade, reconhecer-se como pessoa singular e estabelecer relações fora do âmbito familiar são hábitos que fortalecem o caráter e a personalidade e trazem limites necessários para a convivência humana. “Valores fundamentais como ética e espírito social e de comunidade se desenvolvem em contexto de educação coletivo” declarou Ciomara Schneider.</p><p>A ausência das relações sociais poderá repercutir em transtornos psicológicos e na aprendizagem de habilidades sociais, assim como a pandemia de Covid-19 agravou as condições emocionais por causa do isolamento social. Segundo a professora Simone Cerqueira, tudo vai depender do contexto familiar, das condições emocionais dos responsáveis e também da condição emocional/comportamental da própria criança. “Muitas crianças chegam ao atendimento psicológico por encaminhamentos das escolas, dos profissionais que, diferentemente dos pais, têm outro tipo de conhecimento e conseguem melhor analisar a necessidade do atendimento à criança” disse Simone.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/600/1*HW7Zpeha7eng0fC_PTJmDA.gif" /></figure><p>A escola coletiva contribui no sentido de ampliar a visão de mundo, o que é positivo para o desenvolvimento humano na infância e adolescência. A influência por parte da família sempre vai existir, mas o convívio social e a escola ajudam a criança a ter contato com opiniões diferentes e outras realidades, além de sua “bolha” familiar.</p><p>Segundo as professoras, aumentar a resistência para a aprendizagem, dificultar as relações familiares e desgastar a motivação para estudar são as maiores consequências negativas que o <em>Homeschooling </em>pode trazer, devido à deficiência da metodologia de ensino. Sem o conhecimento do desenvolvimento infantil, dos processos de aprendizagem, das estratégias de ensino e dos conhecimentos científicos que têm sido construídos historicamente, os pais / responsáveis podem entregar uma aprendizagem mecânica, repetitiva e sem significado.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/480/1*rViyZy5v36TPlGRetxlNWw.gif" /></figure><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=b3934d759fb8" width="1" height="1" alt=""><hr><p><a href="https://medium.com/trela/homeschooling-avan%C3%A7o-ou-retrocesso-b3934d759fb8">Homeschooling: avanço ou retrocesso?</a> was originally published in <a href="https://medium.com/trela">trela</a> on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.</p>]]></content:encoded>
        </item>
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            <title><![CDATA[Promovendo a inclusão no ensino superior]]></title>
            <link>https://medium.com/trela/promovendo-a-inclus%C3%A3o-no-ensino-superior-81c737883541?source=rss-effc1fef9311------2</link>
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            <category><![CDATA[diversidade]]></category>
            <category><![CDATA[ensino]]></category>
            <category><![CDATA[inclusão]]></category>
            <category><![CDATA[especial]]></category>
            <category><![CDATA[faculdade]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[CEUB]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 08 Jun 2022 18:59:06 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2022-06-10T17:03:39.940Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*h2qqIyGnmx-KyHFezYeO2g.png" /></figure><p>Você já se sentiu excluído na escola, faculdade ou trabalho? Deixou de participar de algo por não conseguir acompanhar os demais? Já se sentiu um peixe fora d’água? Pois bem, é assim que pessoas com deficiências ou distúrbios psicológicos se sentem todos os dias.</p><p>A inclusão social está ganhando cada vez mais força nos debates atuais, mas ainda é um tema muito raso quando colocado em prática: a sociedade sempre teve dificuldade em acolher PCDs, que acabam sendo excluídos e, muitas vezes, alvo de preconceito, principalmente nos meios acadêmicos e profissionais.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/528/1*hwfX0XU1wi6P6RGkXqJZxg.gif" /></figure><p>A premissa da inclusão parte dos direitos de todos à Educação e à uma vida digna, independentemente das diferenças, de acordo com os princípios da Declaração de Salamanca (Unesco), de 1994, e com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva de Educação Inclusiva, de 2008. Além disso, o Plano Nacional de Educação (PNE) estabelece a obrigatoriedade de pessoas com deficiência frequentarem ambientes educacionais inclusivos.</p><p>Por isso existe o Programa de Atendimento Psicopedagógico e Inclusivo (PAPI), que atende os estudantes público-alvo da educação especial, como deficientes, autistas e com distúrbios e transtornos de aprendizagem, matriculados no CEUB, para tornar a inclusão possível e efetiva no ensino superior.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/640/1*SJGf8ekcmeBCDnZXUn2JJg.gif" /></figure><p><strong>O PAPI</strong></p><p>O PAPI foi iniciado no CEUB em 2019, no Núcleo de Educação à Distância (NEAD) e em disciplinas virtuais da graduação presencial, para identificar e apoiar estudantes da educação especial.</p><p>A partir do conhecimento da necessidade de atenção especial, o NEAD entra em contato com o estudante, que é convidado a uma avaliação diagnóstica específica e planejada exclusivamente a ele, para detalhar suas características e elaborar estratégias personalizadas para promover as ações de educação inclusiva, anexando os critérios de acompanhamento.</p><p>O professor da Educação Especial e Inclusiva, Jefferson Diego, conta que os docentes são orientados e, se necessário, capacitados para receber o aluno e elaborar propostas pedagógicas, garantindo a participação ativa do estudante no processo de aprendizagem e na integração com os demais alunos. Ao final de cada período, é feito um relatório para análise das estratégias de inclusão, conforme o progresso do estudante no curso.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/435/1*Awkb6ieeBk9MneY_Rgciew.gif" /></figure><p><strong>Serviços oferecidos</strong></p><p>Além de serviços básicos de suporte como: reprogramação de prazos de atividades, tempo diferenciado de realização de provas e ferramentas tecnológicas para tradução em Libras, o PAPI também oferece monitoria individualizada, aumento de fontes e contraste, audiodescrição e textos alternativos para imagens.</p><p>O professor declara que o projeto também procura estimular a autonomia e a independência, garantindo o direito à educação continuada em níveis mais elevados, como a pós-graduação, mestrado e doutorado.</p><p>Jefferson também ressalta a importância da propagação de temas voltados à inclusão social, para conscientizar os demais e facilitar o acolhimento: “O programa também produz e divulga, junto à comunidade acadêmica do CEUB, material informativo sobre <em>bullying</em>, questões de gênero, relações étnico-raciais e etc” disse o professor.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/480/1*VWLMZeg_Tykqo5Sc7ChEQg.gif" /></figure><p><strong>O papel na conscientização da sociedade</strong></p><p>Elinaldo Camelo Paiva, aluno de Gestão Pública EAD do 1º semestre, é deficiente visual atendido pelo PAPI, e declara que a plataforma do CEUB é tranquila e fácil de navegar, com gráficos, audiodescrição e programas de leitores de tela que o ajudam na compreensão do conteúdo.</p><p>Ele conta que os professores são bem capacitados para orientá-lo, e que também são muito flexíveis e o liberam para fazer os trabalhos da melhor forma para ele. O aluno também concorda que a biblioteca é bem acessível, com sistema de áudio que lê livros e, mesmo que ele tenha alguma dificuldade, o monitor está sempre disponível para fazer a audiodescrição e auxiliá-lo, enviando arquivos por WhatsApp, gravados em MP3. “Também me sinto à vontade para estudar presencialmente na biblioteca, pois a mesma conta com computadores com programas leitores de tela” defendeu o estudante.</p><p>Robert Meneses, de 21 anos, aluno de Segurança da Informação, possui espectro de autismo e é atendido pelo PAPI. O estudante é apaixonado por Tecnologia da Informação e conta que, por causa da sua dificuldade de socialização e por ser um alvo fácil de críticas e bullying, o EAD foi a melhor opção para ele.</p><p>Ele já fez vários cursos relacionados à TI, como programação e blockchain, e sonha em trabalhar em uma grande empresa e desenvolver um novo software.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/638/1*ioKM54a2c5dOovXFx1D8Eg.gif" /></figure><p>O professor Jefferson entende que estamos passando por um momento de transformação entre o modelo médico da deficiência, onde a pessoa é culpabilizada, e o modelo social da deficiência, onde a culpa é do meio em que se vive e que não oferece condições para sua plena participação: “Somos continuamente convidados a uma reflexão sobre nosso papel em vários aspectos, dentre eles a mudança de atitude em relação ao outro” finalizou o professor.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=81c737883541" width="1" height="1" alt=""><hr><p><a href="https://medium.com/trela/promovendo-a-inclus%C3%A3o-no-ensino-superior-81c737883541">Promovendo a inclusão no ensino superior</a> was originally published in <a href="https://medium.com/trela">trela</a> on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.</p>]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Mulheres x Esporte: Uma Rivalidade Ultrapassada]]></title>
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            <category><![CDATA[olimpiadas]]></category>
            <category><![CDATA[assédio]]></category>
            <category><![CDATA[esporte]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[CEUB]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 01 Jun 2022 19:33:42 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2022-06-02T14:01:53.885Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h3><strong>Mulheres x Esporte: uma rivalidade ultrapassada</strong></h3><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*it6djot78wIrzHr1MUSkBA.png" /></figure><p><strong>Quando a dor do silêncio é maior que o público nas arquibancadas.</strong></p><p>Cabelos molhados, casaco do Brasil, uma medalha de bronze e um grande sorriso no rosto. Se você viu a nadadora Joanna Maranhão no pódio do Pan-americano de 2003, nem devia ter cogitado que, atrás de toda aquela alegria, ela escondia uma dor imensa. Só após cinco anos, a pernambucana teve a coragem de trazer a público que era molestada pelo treinador, desde criança.</p><p>Casos como o de Joanna devem ter acontecido com mais atletas, mas o problema maior disso é que, no Brasil, os números de assédio em ambientes esportivos não são mensurados. Como se a questão não fosse importante o suficiente.</p><p>Por isso, é comum que atletas encontrem barreiras para quebrar o silêncio ou assimilar o que realmente aconteceu. Joanna demorou quase 10 anos para falar sobre os abusos, mas, quando colocou a cara a tapa, tornou-se uma das maiores porta-voz do assunto no Brasil, levando a luta para a sociedade e tendo uma lei contra o abuso de crianças e adolescentes batizada em sua homenagem.</p><p><strong>Mas e o que está sendo feito?</strong></p><p>Para evitar situações como esta, o site oficial do Comitê Olímpico conta com uma página inteira sobre assédio e abuso nos esportes, citando: homofobia, trotes, abuso sexual, assédio contra mulheres e ocultação de casos como algumas práticas danosas. Além disso, oferece a membros cursos sobre o tema. Este tipo de atitude representa uma luz no fim do túnel para os atletas, mas deixa de fora uma parte importante do esporte — a torcida.</p><p><strong>Torcida, substantivo feminino.</strong></p><p>Está muito enganado quem acha que as mulheres só vieram mostrar interesse por esportes recentemente. No início do século XX, elas sempre estavam presentes em eventos do tipo, esbanjando vestidos longos, enormes chapéus, leques, bolsas e luvas. Este visual era tão característico que o membro da Academia Brasileira de Letras, Henrique Coelho Netto, observando a tensão em que as damas torciam suas luvas em momentos e lances decisivos, adotou a palavra “torcedores” como alternativa à: “aficionados” — ainda usado no português de Portugal como sinônimo de fanático por algum clube ou atleta.</p><p>Contudo, nas multidões felizes que ecoam hinos e trompetas, as mulheres ainda se sentem incomodadas. Tendo predominância masculina, as torcidas de esportes com grande popularidade perpetuam comportamentos estruturalmente machistas, que acabam por afastar o público feminino. As alunas de Educação Física do CEUB revelam que dificilmente iriam a uma partida em estádio desacompanhadas ou apenas com amigas, tendo em vista que precisam tomar cuidado com roupa, olhares maldosos e situações chatas. Já a Professora Hetty Lobo, revela que se preocupa mais com as bagunças na entrada e saída, nos encontros das torcidas e diz que costuma sair antes do fim para evitar situações de conflito.</p><p>Contra isso, muitas mulheres estão se unindo e formando grupos de torcedoras em seus times de futebol. Com a intenção de poder assumir cargos e carregar a bandeira do clube sem repreensão, torcidas organizadas femininas juntam centenas de mulheres. Entre elas o São PraElas, VerDonnas, FluMulher e muitas outras. Estes movimentos ajudam na representatividade e no trabalho de formiguinha que é a desconstrução do machismo estrutural na sociedade. “Nós somos o país do futebol e poderia começar aqui, a gente ser exemplo que aqui a regra funciona. Que a pessoa tenha o prazer de ir ao estádio porque realmente é um espetáculo”, reforça a professora Hetty.</p><p><strong>Problema Além do Esporte</strong></p><p>“O ambiente esportivo é uma extensão do que acontece na sociedade”. Esta fala da aluna Isabel carrega o peso da consciência de saber que, embora progresso seja feito, há ainda um caminho longo a ser percorrido. “eu apanhava muito dos meninos, para eles, serem driblados por uma menina era um afronte gigantesco. Em tese, quando se é criança não temos muito preconceito, mas desde pequeno eles são ensinados a jogarem entre eles e as meninas são sempre mais fracas. Foi uma dificuldade que me fez parar de jogar, continua.</p><p>Quando se é menina e fã de esportes, fica difícil até de dizer que torce para o seu time favorito sem receber a famosa pergunta: Fala o nome de cinco jogadores? “Isso faz com que a menina se retraia muito, nenhuma que eu conheço fica nas arquibancadas mesmo,” completa Isabel.</p><p><strong>Como Lutar Contra Isso?</strong></p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/480/1*D6Mh2vf7iub_BPB86L6tmQ.gif" /></figure><p>“A gente tem sempre que se impor. As meninas têm tudo para desistir, mas ficar ali, persistentes, isso me toca muito.” Revela a professora, que ainda acredita que daqui a dez anos, ou até menos, esta conversa será outra e os avanços, mesmo que devagarmente, vão fazer a diferença. São as pequenas ações e movimentos que mostram que ainda há esperança em gritarmos todos juntos nas arquibancadas.</p><p>A mensagem final vai para os homens, fãs de esporte que acreditam que a igualdade é um passo fundamental em todas as instâncias. Use do seu privilégio para divulgar e ajudar a inserir as causas femininas em discussões e espaços retrógrados. A luta contra a disparidade entre os gêneros começa quando o privilegiado reconhece sua vantagem e desce do pedestal para ajudar o próximo e quando entendemos e respeitamos os limites de cada um.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=349ad9eeb2bf" width="1" height="1" alt=""><hr><p><a href="https://medium.com/trela/mulheres-x-esporte-uma-rivalidade-ultrapassada-349ad9eeb2bf">Mulheres x Esporte: Uma Rivalidade Ultrapassada</a> was originally published in <a href="https://medium.com/trela">trela</a> on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.</p>]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Phishing: não caia em um dos golpes mais comuns na internet]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[CEUB]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 24 May 2022 19:17:52 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2022-05-24T19:45:29.242Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*_NohV-yupJTCNoLCk2Kkrg.png" /></figure><p>A vida cotidiana se tornou mais rápida e eficaz, graças às atuais evoluções tecnológicas que vêm dominando o mundo: hoje em dia, praticamente tudo é possível de ser feito e resolvido no ambiente virtual. A sociedade cada vez mais tem se tornado ativa nos meios digitais, com cerca de 70,3% da população do Brasil, em 2021, tendo sido usuária de redes sociais.</p><p>Como no mundo real existem as coisas boas e as ruins, todas as qualidades do mundo cibernético vieram acompanhadas dos problemas, e os criminosos passaram a adaptar suas estratégias ao ambiente digital, assim surgindo os <em>hackers </em>e os cibercrimes.</p><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fgiphy.com%2Fembed%2F26u4ohUWw4Lwozxm0%2Ftwitter%2Fiframe&amp;display_name=Giphy&amp;url=https%3A%2F%2Fgiphy.com%2Fgifs%2Fnahcardosooficial-no-omg-26u4ohUWw4Lwozxm0&amp;image=https%3A%2F%2Fmedia3.giphy.com%2Fmedia%2F26u4ohUWw4Lwozxm0%2Fgiphy.gif%3Fcid%3D790b761160e2ec489b3cbf616fc973fcde30b00ca2816d7f%26rid%3Dgiphy.gif%26ct%3Dg&amp;key=a19fcc184b9711e1b4764040d3dc5c07&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=giphy" width="435" height="244" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/63e1f2b7dde689b41e50db352fa0dd2b/href">https://medium.com/media/63e1f2b7dde689b41e50db352fa0dd2b/href</a></iframe><p><strong>Você sabe o que é o <em>phishing</em>?</strong></p><p>Se você é bem ativo no e-mail e nas redes sociais, provavelmente já deve ter recebido aquela mensagem estranha, de um remetente suspeito: o que poucos sabem é que isso pode se tratar de <em>phishing</em>, um golpe que faz muitas vítimas até hoje.</p><p>O <em>phishing</em> é um exemplo de crime virtual com clique muito comum e antigo, que consiste em usar fraude, falsificação ou engano para persuadir e manipular as pessoas para obter informações confidenciais. Em outras palavras, os criminosos usam métodos psicológicos que se baseiam em ações emocionais para induzir as pessoas a executarem uma ação, com o objetivo de roubar dados, como credenciais de <em>login</em> ou números de cartão de crédito. Entre os principais <em>phishings</em> estão as vendas <em>online</em> com páginas <em>fakes</em>, <em>links</em> com códigos maliciosos embutidos, redirecionamento de páginas falsas para recadastramento, ou com vírus, dentre outros.</p><p>A maioria dos ataques seguem os mesmos passos: O golpista envia um texto, na maioria das vezes, por <em>e-mail</em>, por um perfil em uma rede social ou ligação telefônica, com o objetivo de se passar por uma organização ou indivíduo de confiança para convencer a vítima a clicar em um <em>link</em>, baixar um anexo e/ou enviar informações solicitadas. Em 2020, a empresa de segurança digital <em>Karspersky</em> anunciou que 19,9% dos internautas brasileiros “caíram” nos golpes dos <em>links</em> falsos.</p><p>Marcelo Carboni Gomes, professor do curso de Segurança da Informação EaD do CEUB, alerta que, além dos <em>sites</em> e <em>e-mails</em> falsos, o ataque pode ocorrer por <em>SMS</em> e <em>aplicativos</em> de conversas, como <em>Whatsapp</em>. A grande maioria das “iscas” está relacionada a vale-compras e promoções irresistíveis, sendo que um único clique no <em>link</em> poderá instalar “aplicativos escondidos”, que farão o estrago. “A ação poderá ocorrer tanto no ambiente residencial quanto no empresarial, e é importante estarmos atentos às interações duvidosas”, declara o professor.</p><p>Os resultados de um <em>phishing</em> bem sucedido podem variar de gravidade e, com o advento das redes sociais e dos aplicativos, principalmente os de banco, o phisher tem acesso a mais informações pessoais sobre seus alvos do que nunca. Com todos esses dados à disposição, os criminosos podem adaptar, com precisão, os ataques às rotinas, desejos e circunstâncias da vida de suas vítimas.</p><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fgfycat.com%2Fifr%2Ffrayedpaltryjerboa&amp;display_name=Gfycat&amp;url=https%3A%2F%2Fgfycat.com%2Ffrayedpaltryjerboa&amp;image=https%3A%2F%2Fthumbs.gfycat.com%2FFrayedPaltryJerboa-size_restricted.gif&amp;key=a19fcc184b9711e1b4764040d3dc5c07&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=gfycat" width="640" height="368" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/9b4aa0c99112f4814b9ea9582a9f65fc/href">https://medium.com/media/9b4aa0c99112f4814b9ea9582a9f65fc/href</a></iframe><p><strong>O termo <em>phishing</em></strong></p><p>O termo <em>phishing</em> vem de “f<em>ishing</em>”, que em inglês significa “pescar”, pois o criminoso atrai a vítima com uma “isca” para fisgar-la. O ph em “<em>phishing</em>” vem de “<em>phreaking</em> de telefone” que surgiu em meados de 1900, no qual os “<em>phreaks</em>”, ou seja, os fraudadores, faziam experimentos com as redes de telecomunicações para descobrir como elas funcionavam.</p><p>Esse nome foi utilizado pela primeira vez em 1996 pela provedora norte-americana de serviços de internet, <em>America Online</em> (AOL), quando a organização sofreu ataques de <em>crackers</em>, que criavam contas falsas por meio do uso de cartões de crédito para envio de spams a usuários, com fins de obter informações sensíveis, sendo que a corporação criou a primeira forma de prevenção desses ataques por meio do uso de selos de autenticação.</p><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fgiphy.com%2Fembed%2F26tk0aLx4Aj4lxx3W%2Ftwitter%2Fiframe&amp;display_name=Giphy&amp;url=https%3A%2F%2Fgiphy.com%2Fgifs%2Fseason-9-the-simpsons-9x13-26tk0aLx4Aj4lxx3W&amp;image=https%3A%2F%2Fmedia4.giphy.com%2Fmedia%2F26tk0aLx4Aj4lxx3W%2Fgiphy.gif%3Fcid%3D790b76117ab51b9097e362a6ca73f99ed31eea55eaa568b4%26rid%3Dgiphy.gif%26ct%3Dg&amp;key=a19fcc184b9711e1b4764040d3dc5c07&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=giphy" width="435" height="333" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/72d590aec46b0b9765a710954a74f2b2/href">https://medium.com/media/72d590aec46b0b9765a710954a74f2b2/href</a></iframe><p><strong>Como se proteger</strong></p><p>A maioria dos <em>phishings</em> vêm acompanhados de características em comum, como: o remetente desconhecido, a urgência dos criminosos para que a vítima realize alguma ação o mais rápido possível, anexos no corpo da mensagem, principalmente arquivos compactados, erros ortográficos e oportunidades incríveis, como ofertas de emprego.</p><p>O professor Marcelo Gomes entrega algumas dicas para o uso seguro de ferramentas digitais:</p><ol><li>Criar senhas sem significado e sem entregar informações pessoais, como nomes de familiares, <em>pets</em> e datas comemorativas;</li><li>Escolher senhas com, no mínimo, 8 caracteres (o ideal são 14 caracteres), combinações de letras maiúsculas e minúsculas, números e caracteres especiais, com troca a cada trimestre;</li><li>Utilizar redes sociais com, pelo menos, duplo fator de autenticação (senha e biometria), de forma a inibir a tentativa de troca de sua senha por terceiros não autorizados;</li><li>Avaliar a exposição de dados pessoais, como endereço, data de nascimento, fotos, números de documentos em redes sociais;</li><li>Pensar bem no momento de aceitar novos amigos em redes sociais em função de possíveis perfis <em>fakes</em>;</li><li>Habilitar nas opções de privacidade que somente amigos diretos em grupos de redes sociais possam visualizar suas postagens.</li></ol><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fgiphy.com%2Fembed%2FwpoLqr5FT1sY0%2Ftwitter%2Fiframe&amp;display_name=Giphy&amp;url=https%3A%2F%2Fgiphy.com%2Fgifs%2Fdog-computer-wpoLqr5FT1sY0&amp;image=https%3A%2F%2Fmedia4.giphy.com%2Fmedia%2Fv1.Y2lkPTc5MGI3NjExOWpxZDJ1dW5hYm96Z3d0cjYwcnd1MnFraHB4Y2h4aHZkdTA4am9qcyZlcD12MV9pbnRlcm5hbF9naWZfYnlfaWQmY3Q9Zw%2FwpoLqr5FT1sY0%2Fgiphy.gif&amp;key=a19fcc184b9711e1b4764040d3dc5c07&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=giphy" width="435" height="315" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/e811f06cfe0e7ee8ba3696d35a8fa435/href">https://medium.com/media/e811f06cfe0e7ee8ba3696d35a8fa435/href</a></iframe><p><strong>Quais são os passos que uma vítima de <em>phishing</em> deve seguir?</strong></p><p>As vítimas de <em>phishing</em>, ou de outros crimes cibernéticos, podem recorrer à Lei dos Crimes Cibernéticos (Lei nº. 12.737/2012), que tipificou como crimes algumas infrações relacionadas ao meio digital. A lei traz mais segurança ao usuário, além de punir golpistas e ameaças no âmbito virtual, e dentre algumas das práticas que a lei busca inibir, estão a invasão de dispositivos, adulteração ou destruição de dados, além da obtenção de conteúdo pessoal sem a devida permissão.</p><p>Recentemente, também entrou em vigor a Lei nº. 14.155 de 2021, que agravou ainda mais as penas, como invasão de dispositivo, furto qualificado e estelionato no meio virtual. Com isso, cada vez mais a legislação brasileira passa a cuidar mais das ameaças virtuais comuns, somando às outras legislações, como o Marco Civil da Internet e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).</p><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fgiphy.com%2Fembed%2FbAplZhiLAsNnG%2Ftwitter%2Fiframe&amp;display_name=Giphy&amp;url=https%3A%2F%2Fgiphy.com%2Fgifs%2Finternet-jim-carrey-working-bAplZhiLAsNnG&amp;image=https%3A%2F%2Fmedia3.giphy.com%2Fmedia%2Fv1.Y2lkPTc5MGI3NjExN25tb2NuaTBrOTh3ZGRiOHE5cGQ5YnZscDY2bDJpZmpyZjlicThtdSZlcD12MV9pbnRlcm5hbF9naWZfYnlfaWQmY3Q9Zw%2FbAplZhiLAsNnG%2Fgiphy.gif&amp;key=a19fcc184b9711e1b4764040d3dc5c07&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=giphy" width="435" height="261" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/e149384e955e14a7aa4d29272951a777/href">https://medium.com/media/e149384e955e14a7aa4d29272951a777/href</a></iframe><p>Como a informação é um bem muito valioso para as organizações, ela deve ser tratada como prioridade, para a garantia da confidencialidade, integridade e disponibilidade dos recursos de TI, e dos meios para a proteção das informações no combate aos crimes digitais, como no caso do <em>phishing</em>.</p><p>É cada vez mais comum o emprego de profissionais de Segurança da Informação em diversos cenários: organizações públicas e privadas, em investigações policiais envolvendo crimes cibernéticos, no desenvolvimento de soluções seguras, e ainda na entrega de diversos serviços de TI, atuando para manter os dados em cuidados precisos e desenvolvendo estratégias para que não ocorra nenhum vazamento.</p><p>Como a perícia de crimes digitais é uma das principais áreas da Segurança da Informação, e é fundamental nas investigações de corrupção, roubo de dados e vazamento de informações, o curso de Segurança da Informação vem se tornando cada vez mais necessário e popular na sociedade. Por ter a melhor infraestrutura de ensino superior de Brasília, além da parceria com o <em>Google for Education</em>, o curso de Segurança da Informação do CEUB recebeu nota 5 na avaliação do Ministério da Educação (MEC).</p><p>Fique ligado nas nossas dicas para não cair em golpes virtuais!</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=55125e39698e" width="1" height="1" alt=""><hr><p><a href="https://medium.com/trela/phishing-n%C3%A3o-caia-em-um-dos-golpes-mais-comuns-na-internet-55125e39698e">Phishing: não caia em um dos golpes mais comuns na internet</a> was originally published in <a href="https://medium.com/trela">trela</a> on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.</p>]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Cancelamento: ódio mobiliza afetos]]></title>
            <link>https://medium.com/trela/cancelamento-%C3%B3dio-mobiliza-afetos-bd5b4a072dae?source=rss-effc1fef9311------2</link>
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            <category><![CDATA[cultura-do-cancelamento]]></category>
            <category><![CDATA[ceub]]></category>
            <category><![CDATA[cancelamento]]></category>
            <category><![CDATA[uniceub]]></category>
            <category><![CDATA[saúde-mental]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[CEUB]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 12 Nov 2021 12:36:09 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2021-11-12T12:36:09.409Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*YXijekqJDMq5QVu1QQLJhA.png" /></figure><p>Oito da manhã, foto do <em>look</em>. Ao meio dia, um registro do almoço naquele restaurante refinado. Às três da tarde, uma mensagem motivacional e, no fim do dia, <em>selfie</em> na academia.</p><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fgiphy.com%2Fembed%2F3o6gDUnVIFwzh6pvyg%2Ftwitter%2Fiframe&amp;display_name=Giphy&amp;url=https%3A%2F%2Fgiphy.com%2Fgifs%2Fzendaya-3o6gDUnVIFwzh6pvyg&amp;image=https%3A%2F%2Fmedia2.giphy.com%2Fmedia%2F3o6gDUnVIFwzh6pvyg%2Fgiphy.gif%3Fcid%3D790b7611215eee7aafa84a5b74e05613e0ff3077d2548e38%26rid%3Dgiphy.gif%26ct%3Dg&amp;key=a19fcc184b9711e1b4764040d3dc5c07&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=giphy" width="435" height="244" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/c178759236fb667cb51921f35fba2085/href">https://medium.com/media/c178759236fb667cb51921f35fba2085/href</a></iframe><p>Estamos vivendo em uma sociedade onde todos querem ver e serem vistos e, para isso, precisamos nos alimentar das imagens do cotidiano dos nossos seguidores e abastecê-los com imagens da nossa rotina. Para o Professor de Psicologia do CEUB, Juliano Moreira Lagoas, esse é um dos aspectos que caracterizam a contemporaneidade. <em>“Temos necessidade de transformar a nossa própria vida num espetáculo que possa ser curtido pelo outro de forma contínua e compulsiva”</em>, afirma o psicanalista.</p><p>Para o professor, essa exposição pode gerar vulnerabilidade. Isso, segundo ele, faz com que as pessoas estejam, o tempo todo, tentando provar ou demonstrar para as outras que elas existem, que as suas experiências são admiráveis e que merecem esse amor dos seguidores, mesmo que seja através de um <em>like.</em> A existência do usuário se torna dependente da aprovação ou das curtidas dos outros.</p><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fgiphy.com%2Fembed%2F26FL8srd2MiCh2JmU%2Ftwitter%2Fiframe&amp;display_name=Giphy&amp;url=https%3A%2F%2Fgiphy.com%2Fgifs%2Fchordoverstreet-chord-overstreet-26FL8srd2MiCh2JmU&amp;image=https%3A%2F%2Fmedia3.giphy.com%2Fmedia%2F26FL8srd2MiCh2JmU%2Fgiphy.gif%3Fcid%3D790b7611b9bc22e017dce9abd8a7c24feb4fadc5fb119e9f%26rid%3Dgiphy.gif%26ct%3Dg&amp;key=a19fcc184b9711e1b4764040d3dc5c07&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=giphy" width="435" height="435" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/0e118813cca5f0f9b514d8c814945a7e/href">https://medium.com/media/0e118813cca5f0f9b514d8c814945a7e/href</a></iframe><p>Quando uma pessoa percebe que sua foto não gerou a visibilidade desejada, que seu alcance foi pequeno e, portanto, não obteve audiência nesse palco de espetáculos, a sua frustração faz com que ao invés de dar uma curtida, ela comece a agredir e “cancelar” outros usuários.</p><p><em>“Eu agrido porque passo a interpretar que é do outro a culpa da minha angústia. O outro que é responsável pelo meu mal estar”</em>, reflete Lagoas.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1000/1*-sofZfTMeBsPgC81b-C70g.gif" /></figure><p>Segundo o dicionário <em>on-line</em> Michaelis, a palavra ‘<a href="https://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/cancelar/">cancelar</a>’ está associada a, pelo menos, cinco significados. Todos eles estão relacionados ao ato de suspender ou tornar sem efeito compromissos, como reuniões, aulas, consultas ou serviços como TV por assinatura, internet, plataformas de <em>streaming,</em> entre outros.</p><p>O que o dicionário Michaelis ainda não aponta é que esse verbo passou a ser usado também como sinônimo de boicote às pessoas (famosas ou não), sobretudo na internet. Tal fenômeno está tão comum nas redes sociais que alguns especialistas afirmam estarmos vivendo uma era conhecida como ‘<strong>cultura do cancelamento</strong>’.</p><p>Geralmente, o cancelamento ocorre quando uma determinada pessoa recebe grande quantidade de críticas, <em>unfollows</em> e bloqueios após algum discurso ou atitude considerada condenável, seja na internet ou fora dela. Sim, uma atitude passível pode ocorrer <em>offline</em> e ter, na internet, apenas a visibilidade necessária para repercussão.</p><p>O cancelamento envolve, além do boicote, o incentivo para que outras pessoas não consumam os produtos ou serviços além da pressão para que marcas e instituições vinculadas a essas pessoas rompam seus contratos e patrocínios.</p><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fgiphy.com%2Fembed%2FIdxlrHSqHeXBdCgyyJ%2Ftwitter%2Fiframe&amp;display_name=Giphy&amp;url=https%3A%2F%2Fgiphy.com%2Fstickers%2Frefinery29-unbothered-r29-IdxlrHSqHeXBdCgyyJ&amp;image=https%3A%2F%2Fmedia3.giphy.com%2Fmedia%2FIdxlrHSqHeXBdCgyyJ%2Fgiphy.gif%3Fcid%3D790b76115c56b14f33f9f2439f564d0d5c089070782e7509%26rid%3Dgiphy.gif%26ct%3Ds&amp;key=a19fcc184b9711e1b4764040d3dc5c07&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=giphy" width="435" height="435" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/3b838a063bf3fcc62a8f7806e8542772/href">https://medium.com/media/3b838a063bf3fcc62a8f7806e8542772/href</a></iframe><p>O professor Juliano explica que a cultura do cancelamento se constrói a partir da anulação da dimensão subjetiva, da interioridade, da intimidade e da privacidade. O sujeito fica sem recursos para lidar com as suas angústias e com o seu mal-estar . Dessa forma, a sua agressão gera uma resposta ofensiva e isso cria um ambiente de animosidade, em que os nervos estão à flor da pele e isso certamente torna esse universo mais propenso às práticas de cancelamento.</p><p>“<em>O cancelamento também implica na constituição de novos laços identificatórios não é só uma ruptura. Não é amor ou ódio. É amor e ódio ao mesmo tempo. Os processos identificatórios implicam essa dimensão ambivalente. Por isso que a cultura do cancelamento não é só de ruptura dos laços sociais e dos vínculos afetivos. Ela também é uma cultura de produção de laços sociais. As pessoas se conectam e inclusive se amam entre si a partir do momento que descobrem que elas odeiam a mesma coisa ou que elas odeiam o mesmo traço nesse outro que passou então agora a ser cancelado e não fazer parte mais do grupo</em>”.</p><p>O cancelamento que aparentemente se manifesta como uma forma de protesto contra determinada pessoa, celebridade ou não, é capaz de promover uma dimensão de satisfação que sustenta a sua prática e alimenta essa cultura.</p><p>Em meio à espetacularização do cotidiano e do uso desenfreado das redes sociais, é preciso refletir que, fora das telas, temos uma vida diferente do que é apresentado. O processo de endeusamento das pessoas, onde elas são vistas como seres isentos de erros precisa ser desfeito. Todos os seres humanos são passíveis de falhas e, por isso, merecem ser tratadas com respeito e empatia. É importante lembrar da máxima: ‘Nunca faça para os outros o que você não gostaria que fizessem para você’. Antes de cancelar, reflita se você não seria capaz de cometer o mesmo erro.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=bd5b4a072dae" width="1" height="1" alt=""><hr><p><a href="https://medium.com/trela/cancelamento-%C3%B3dio-mobiliza-afetos-bd5b4a072dae">Cancelamento: ódio mobiliza afetos</a> was originally published in <a href="https://medium.com/trela">trela</a> on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.</p>]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[O elefante está na nossa sala]]></title>
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            <category><![CDATA[morte]]></category>
            <category><![CDATA[luto]]></category>
            <category><![CDATA[saúde-mental]]></category>
            <category><![CDATA[ceub]]></category>
            <category><![CDATA[uniceub]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[CEUB]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 03 Nov 2021 17:59:41 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2021-11-03T17:59:41.795Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*h8HpyzccfIO4v3DK_2PMVQ.png" /></figure><p>O que sabemos sobre a morte? Começar o texto com essa pergunta pode parecer um pouco agressivo, mas com toda a atmosfera pandêmica que nos cerca há dois anos, passou da hora de tirarmos o peso desse elefante da sala.</p><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fgiphy.com%2Fembed%2FQ8m62jDeUwn7wIBYry%2Ftwitter%2Fiframe&amp;display_name=Giphy&amp;url=https%3A%2F%2Fmedia.giphy.com%2Fmedia%2FQ8m62jDeUwn7wIBYry%2Fgiphy.gif&amp;image=https%3A%2F%2Fi.giphy.com%2Fmedia%2FQ8m62jDeUwn7wIBYry%2Fgiphy.gif&amp;key=a19fcc184b9711e1b4764040d3dc5c07&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=giphy" width="435" height="326" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/b756b07e31f01f75dc4adaf089347b8c/href">https://medium.com/media/b756b07e31f01f75dc4adaf089347b8c/href</a></iframe><p>Estudos sobre o impacto do luto nas relações sociais começaram a ganhar importância após a 2ª Guerra Mundial, que levou embora milhões de vidas ao redor do mundo e contribuiu para outras perdas relacionadas ao poder econômico dos países, à insegurança e principalmente aos vínculos humanos. A morte recebeu um profundo significado atrelado ao fim da esperança, e falar sobre o peso deste assunto tornou-se um dos maiores tabus entre os povos ocidentais. A professora Francielly, do curso de Psicologia, explica melhor:</p><p><em>“A questão da finitude é um ponto sensível para nós que fazemos parte de uma nação ocidental. O fim da vida em um dado tempo cronológico é por si só angustiante, e a morte é o grande ‘marco’ dessa questão. Nós falamos pouco sobre o luto porque olhamos para a perda com muito lamento, como se ela não fizesse parte do nosso processo existencial.”</em></p><h3><strong>Você pensa no que pode perder?</strong></h3><p>Essa reflexão é provavelmente a mais importante que precisamos fazer em nossa história de vida. Volte alguns passos. Na sua infância, você se lembra de ouvir histórias com finais em que a princesa não acordava após o beijo do príncipe encantado? Indo um pouco além, se lembra de alguma vez em que seus pais precisaram mentir quando um animalzinho de estimação faleceu? Tudo isso acontece porque nós não estamos habituados a nos preparar para a perda. Não queremos lidar com a finitude de processos naturais, de momentos de prazer ou de companhias.</p><p>“<em>Lidar com o fim da vida como parte inevitável e que pode ser visto como integrante de um processo de existência neste mundo aliviaria bastante o sentimento de peso que o luto agrega em si. Ignorar a finitude de todas as coisas faz com que o luto seja um assunto tão complexo e tão difícil de ser tocado.” </em>— explica a professora Fran.</p><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fgiphy.com%2Fembed%2Fpncpd012ij3qw%2Ftwitter%2Fiframe&amp;display_name=Giphy&amp;url=https%3A%2F%2Fmedia.giphy.com%2Fmedia%2Fpncpd012ij3qw%2Fgiphy.gif&amp;image=https%3A%2F%2Fi.giphy.com%2Fmedia%2Fpncpd012ij3qw%2Fgiphy.gif&amp;key=a19fcc184b9711e1b4764040d3dc5c07&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=giphy" width="435" height="352" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/91199a081447acf19dd9b3b93c81a4f6/href">https://medium.com/media/91199a081447acf19dd9b3b93c81a4f6/href</a></iframe><p>A pandemia escancarou as portas para muitos sentimentos que não aprendemos a lidar. Mesmo para quem não perdeu entes queridos para a doença, acompanhar as notícias ou encarar outros tipos de perda também se tornou um processo difícil. O luto não está ligado apenas à perda de pessoas, mas também às perdas materiais necessárias à sobrevivência, como emprego, moradia, poder aquisitivo e outras situações que são derivadas de uma crise como essa. Então por que não estamos falando diretamente sobre o assunto em nosso cotidiano?</p><p><em>“Falar sobre a morte também é falar sobre a vida. Quando fugimos de conversar sobre o assunto em qualquer faixa etária, estamos negando uma parte muito importante da nossa condição humana. Se houver um espaço em que podemos falar sobre a dor, onde o luto possa ser expressado e vivenciado sem nenhum tipo de julgamento, é aí que temos a chance de construir uma saúde emocional adequada para essas pessoas.”</em> — ressalta a professora.</p><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fgiphy.com%2Fembed%2F3oKIP9Mkgy0ninvQ0U%2Ftwitter%2Fiframe&amp;display_name=Giphy&amp;url=https%3A%2F%2Fmedia.giphy.com%2Fmedia%2F3oKIP9Mkgy0ninvQ0U%2Fgiphy.gif&amp;image=https%3A%2F%2Fi.giphy.com%2Fmedia%2F3oKIP9Mkgy0ninvQ0U%2F200.gif&amp;key=a19fcc184b9711e1b4764040d3dc5c07&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=giphy" width="435" height="179" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/d70902272b4bea45c38dcc19caf9d055/href">https://medium.com/media/d70902272b4bea45c38dcc19caf9d055/href</a></iframe><p>Um ambiente de compreensão tornou-se ainda mais necessário em um momento como esse. Ao se distanciar do sentimento de dor e de angústia atrelado ao luto, ele não fica esquecido, mas pode caminhar como uma sombra que está sempre nos perseguindo de alguma forma. Não devemos enfrentar tudo isso sozinhos. Falar com a nossa rede de apoio é uma das principais estratégias que precisamos adotar. Embora os sentimentos sejam individuais, é preciso entender que não somos os únicos a vivenciar essa experiência de angústia e que respeitar a dor do outro ajuda a construir um processo mais saudável.</p><p>“<em>Estamos todos nos esforçando para conseguir encontrar as melhores versões de nós mesmos em meio ao caos que estamos vivenciando. Buscar um suporte emocional e afetivo nesse momento, ter a dor validada, aceita e acolhida por alguém é algo muito fundamental para lidar com o luto. Outra coisa importante também é não ter pressa e viver o luto no seu tempo, desligando-se dos ‘manuais’ que nos dizem como devemos nos sentir. Com afeto, não é preciso ter pressa.”</em> — complementa a professora.</p><p>Levantar um elefante é uma tarefa impossível para uma pessoa só. Com as pessoas que nos cercam, podemos aos poucos levá-lo para fora da sala sem que ninguém se machuque no processo. :)</p><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fgiphy.com%2Fembed%2FxT4uQzQonigoNfse7C%2Ftwitter%2Fiframe&amp;display_name=Giphy&amp;url=https%3A%2F%2Fmedia.giphy.com%2Fmedia%2FxT4uQzQonigoNfse7C%2Fgiphy.gif&amp;image=https%3A%2F%2Fi.giphy.com%2Fmedia%2FxT4uQzQonigoNfse7C%2F200.gif&amp;key=a19fcc184b9711e1b4764040d3dc5c07&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=giphy" width="435" height="240" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/63a9105ef65910d51e34c9a8694679eb/href">https://medium.com/media/63a9105ef65910d51e34c9a8694679eb/href</a></iframe><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=ce451c0c3d97" width="1" height="1" alt=""><hr><p><a href="https://medium.com/trela/o-elefante-est%C3%A1-na-nossa-sala-ce451c0c3d97">O elefante está na nossa sala</a> was originally published in <a href="https://medium.com/trela">trela</a> on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.</p>]]></content:encoded>
        </item>
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            <title><![CDATA[Crianças na internet: o que separa a privacidade da segurança?]]></title>
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            <category><![CDATA[ceub]]></category>
            <category><![CDATA[criança]]></category>
            <category><![CDATA[segurança-da-informação]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[CEUB]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 22 Oct 2021 18:22:05 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2021-10-22T18:22:05.205Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*23aP5jRbtRAMBYADQXInZw.jpeg" /></figure><p>A internet e as redes sociais se tornaram protagonistas na vida de boa parte da população, e essa conectividade tem seus pontos positivos e negativos. Uma coisa não podemos negar: elas estão abrindo cada vez mais espaço para a diversidade, com pessoas de diferentes idades criando conteúdo. Os influenciadores digitais são a nova febre e do vovô ao neném, todos querem ser famosos na internet. Por isso, vamos falar um pouco sobre os impactos e benefícios das crianças influencers com a ajuda das nossas professoras de Psicologia, Pedagogia e Direito. Vem com a gente!</p><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fgiphy.com%2Fembed%2FMtqip7Jor0DgAvzn6U%2Ftwitter%2Fiframe&amp;display_name=Giphy&amp;url=https%3A%2F%2Fmedia.giphy.com%2Fmedia%2FMtqip7Jor0DgAvzn6U%2Fgiphy.gif&amp;image=https%3A%2F%2Fi.giphy.com%2Fmedia%2FMtqip7Jor0DgAvzn6U%2Fgiphy.gif&amp;key=a19fcc184b9711e1b4764040d3dc5c07&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=giphy" width="435" height="411" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/761249d9f4812516b797c98ed01a3389/href">https://medium.com/media/761249d9f4812516b797c98ed01a3389/href</a></iframe><p><strong>Qual é o impacto dessa exposição na infância das crianças?</strong></p><p><em>“Quando estamos falando da exposição de crianças na internet, temos vários ângulos para analisar, mesmo dentro do Direito. Um dos aspectos é se isso está prejudicando, neste momento, a sua educação. Se a criança está trocando a sala de aula e o aprendizado por essas exposições, isso precisa ser revisto com cautela.</em>” Renata Vilas Bôas — Profa do curso de Direito no CEUB.</p><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fgiphy.com%2Fembed%2F3o6Mb480rSmySjt7AA%2Ftwitter%2Fiframe&amp;display_name=Giphy&amp;url=https%3A%2F%2Fgiphy.com%2Fgifs%2Fseason-15-the-simpsons-15x20-3o6Mb480rSmySjt7AA&amp;image=https%3A%2F%2Fmedia0.giphy.com%2Fmedia%2F3o6Mb480rSmySjt7AA%2Fgiphy.gif%3Fcid%3D790b76115638398898f0e56f7830615ab95817b188d3e696%26rid%3Dgiphy.gif%26ct%3Dg&amp;key=a19fcc184b9711e1b4764040d3dc5c07&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=giphy" width="435" height="328" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/82587aa06d7e5516f86aca23748bb4eb/href">https://medium.com/media/82587aa06d7e5516f86aca23748bb4eb/href</a></iframe><p>Precisamos lembrar ainda dos perigos e armadilhas presentes na rede, que podem ser uma grande ameaça para a integridade física e psicológica dos jovens expostos a esse tipo de situação, como os abusos, conteúdos destinados a outras faixas-etárias, incitação ao suicídio, bullying, assédio e discursos de ódio.</p><p>Recentemente, duas pessoas do DF foram vítimas de um grupo que induzia crianças e adolescentes ao suicídio, segundo o delegado Ricardo Viana, chefe da 6ª DP: “<em>A vítima, aparentemente, por meios próprios, teria ingerido a substância para testar os efeitos dela, no intuito de cometer o autoextermínio. Porém, ao perceber os efeitos graves da substância, a jovem teria pedido socorro aos pais, ainda dentro da residência, quando contou o que havia feito. Apesar do atendimento imediato, a jovem não resistiu e veio a falecer em um hospital da Região Leste da cidade”</em>.</p><p>Durante as investigações a polícia do DF apurou que uma das vítimas participava de um grupo virtual denominado CTBus (<em>Catch the Bus</em>), expressão em inglês utilizada para se referir ao cometimento de suícidio.</p><p><strong>Esses casos ressaltam a importância do diálogo entre mães, pais e filhos para que estejam atentos às mudanças de comportamento dos jovens, além de saber a quais assuntos e conteúdos eles estão se expondo na internet.</strong></p><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fgiphy.com%2Fembed%2FjsHbmcLdkciju%2Ftwitter%2Fiframe&amp;display_name=Giphy&amp;url=https%3A%2F%2Fmedia.giphy.com%2Fmedia%2FjsHbmcLdkciju%2Fgiphy.gif&amp;image=https%3A%2F%2Fi.giphy.com%2Fmedia%2FjsHbmcLdkciju%2Fgiphy.gif&amp;key=a19fcc184b9711e1b4764040d3dc5c07&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=giphy" width="435" height="320" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/2ef4f4aa1c8cd3e2cdc208a9ab3425ee/href">https://medium.com/media/2ef4f4aa1c8cd3e2cdc208a9ab3425ee/href</a></iframe><p>Além de se manterem seguros, é preciso que crianças e adolescentes anônimos tenham uma visão realista a respeito da vida de quem trabalha na internet.</p><p><em>“Virar influenciador, ser famoso, ter muitos seguidores e ganhar dinheiro com isso tem sido o sonho de muitas crianças e adolescentes, mas a vida é real e a gente tem que passar por todas as fases, não dá pra pular etapas, a criança precisa viver a infância, suas aprendizagens e não se iludir tanto com isso.”</em> Ciomara Schneider — Profa de Psicologia no CEUB.</p><p>Outro ponto importante é a relação da criança com o trabalho na internet, que embora seja visto por diversão para alguns, a execução de atividades remuneradas e publicidade para marcas é configurada como trabalho infantil, classificado como crime pelo Código Penal Brasileiro.</p><p><em>“Quando estamos falando do youtuber ou do influencer, a ideia é: uma criança que utiliza sua fala e sua interação com os outros para poder vender produtos, mas ela tem que se arrumar e dentro do perfil esperado pelo público, isso faz com que a parte corporal dessa criança passa a ter uma atenção e cuidado maior do que se tivesse no mundo real não teria,o que acaba prejudicando a infância.” </em>Ressalta a professora Renata.</p><p><strong>Impactos de uma vida tão exposta:</strong></p><p>Os dados digitais das crianças podem ser utilizados para diferentes finalidades, desde roubo de identidade, cyberbullying, uso indevido de imagens e vídeos por pedófilos, até outras ameaças à segurança.</p><p><em>“A criança e o adolescente não devem ter vida pública nas redes sociais. Não sabemos quem está do outro lado da tela. O conteúdo compartilhado publicamente, sem critérios de segurança e privacidade, pode ser distorcido e adulterado por predadores em crimes de violência e abusos nas redes internacionais de pedofilia ou pornografia, por exemplo”</em>, explica a coordenadora do Grupo de Saúde Digital da Sociedade Brasileira de Pediatria, Evelyn Eisenstein. Via Agência Brasil</p><p>A exposição de crianças e adolescentes na internet ocupa a 5ª posição no ranking do Disque 100, canal utilizado para denunciar os crimes cibernéticos como pedofilia, pornografia infantil e cyberbullying ou qualquer outra violência praticada contra alguém por meio da internet e outras tecnologias virtuais com o objetivo de agredir, perseguir, ridicularizar ou assediar.</p><p>No Brasil ainda não existem medidas legislativas e penais que regulam a privacidade das crianças na internet. Assim, a publicação de uma foto aparentemente simples pode ter diversas interpretações e prejuízos, mesmo depois de anos.</p><p><strong>E existem pontos positivos?</strong></p><p><em>“Podemos destacar uma outra possibilidade que se apresenta das crianças na mídia, que é o registro da sua expressão espontânea. Nesse caso, nós temos garantido seu direito à liberdade e a manifestação dos seus talentos individuais, então, quando temos essa expressão espontânea divulgada, observamos uma democratização da visibilidade das crianças e uma manifestação de diferentes regiões do país e de diferentes classes sociais.” </em>Rhaisa Pael Farias — Profa da Pedagogia no CEUB</p><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fgiphy.com%2Fembed%2FMDZODDKuhoj8dWmul7%2Ftwitter%2Fiframe&amp;display_name=Giphy&amp;url=https%3A%2F%2Fgiphy.com%2Fgifs%2Fjustviralnet-funny-magic-kid-MDZODDKuhoj8dWmul7&amp;image=https%3A%2F%2Fmedia3.giphy.com%2Fmedia%2FMDZODDKuhoj8dWmul7%2Fgiphy-downsized-large.gif%3Fcid%3D790b76115cf5279e516d282bd9d3dda5c57cfee50c523bd9%26rid%3Dgiphy-downsized-large.gif%26ct%3Dg&amp;key=a19fcc184b9711e1b4764040d3dc5c07&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=giphy" width="435" height="322" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/aad727ff873f4ce43fc664ce3c61287c/href">https://medium.com/media/aad727ff873f4ce43fc664ce3c61287c/href</a></iframe><p><strong>É possível encontrar um equilíbrio entre a vida real e a virtual?</strong></p><p><em>“Para que isso aconteça com um certo equilíbrio, os pais têm que acompanhar de perto, conversar bastante para que essa criança não se perca da sua vida normal de estudar, fazer amigos reais e não só esses pela internet. Então, é responsabilidade dos pais monitorar e manter essa criança dentro de uma vida normal.”</em> Acrescenta Ciomara.</p><p>A verdade é que os tempos são outros e mães, pais e responsáveis precisam estar sempre atentos, não apenas sobre exposição de crianças na internet, mas também com o conteúdo que consomem e os reflexos disso na vida e no futuro. Seja famosa ou anônima, toda criança merece ser respeitada, protegida e crescer aproveitando o melhor que a vida e a infância têm a oferecer.</p><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fgiphy.com%2Fembed%2FuFWHBZWNIulNu%2Ftwitter%2Fiframe&amp;display_name=Giphy&amp;url=https%3A%2F%2Fgiphy.com%2Fgifs%2Fdog-baby-adorable-uFWHBZWNIulNu&amp;image=https%3A%2F%2Fmedia3.giphy.com%2Fmedia%2FuFWHBZWNIulNu%2Fgiphy.gif%3Fcid%3D790b76110ea2aebd91a6e33266d0bf1b806171100b4ed526%26rid%3Dgiphy.gif%26ct%3Dg&amp;key=a19fcc184b9711e1b4764040d3dc5c07&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=giphy" width="435" height="320" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/65c694d31983faeaad9ea47f3340d49d/href">https://medium.com/media/65c694d31983faeaad9ea47f3340d49d/href</a></iframe><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=b53764df6180" width="1" height="1" alt=""><hr><p><a href="https://medium.com/trela/crian%C3%A7as-na-internet-o-que-separa-a-privacidade-da-seguran%C3%A7a-b53764df6180">Crianças na internet: o que separa a privacidade da segurança?</a> was originally published in <a href="https://medium.com/trela">trela</a> on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.</p>]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Marketing Digital com Data Science: uma fórmula de sucesso]]></title>
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            <category><![CDATA[marketing-digital-brasil]]></category>
            <category><![CDATA[uniceub]]></category>
            <category><![CDATA[ceub]]></category>
            <category><![CDATA[marketing]]></category>
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            <dc:creator><![CDATA[CEUB]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 27 Jul 2021 19:30:01 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2021-07-27T19:30:01.901Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*mFoKF7gmyX5sO6hSfKXT0Q.png" /></figure><p>Sabe o melhor dos dois mundos? Então, o Marketing Digital &amp; Data Science (que em bom português significa ciência de dados) é a junção que faltava para entendermos todas as dinâmicas da relação com o consumidor e desenvolver a capacidade de imaginar experiências, produtos e serviços na atualidade. Quer saber mais? Vem com a gente!</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/400/1*Z2CwOsDfI9Mcf58DLHk9iQ.gif" /></figure><p>Vamos de spoiler: saber captar, tratar e criar estratégias a partir dos dados são as competências que serão mais valorizadas nos próximos anos. Uma área de “mão na massa” e com foco prático. É só um pouco do que o curso de Marketing (Digital &amp; Data Science) propõe.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/480/1*HdkGgW3sKi0Jy1yKglu7aQ.gif" /></figure><p>O mundo pós-pandemia trará novos desafios e uma grande necessidade de adequação às novas realidades. Com isso, os profissionais mais atualizados terão mais facilidade para lidar com esses desafios. Para se ter ideia, só no E-Commerce, o Brasil teve aumento de 13 milhões de novos consumidores em 2020, atingindo R$ 87 bilhões em vendas. Uma marca histórica, conforme apontam os dados do relatório Webshoppers 43.</p><h3><strong>Mas afinal, o que é Data Science?</strong></h3><p>É uma área interdisciplinar que envolve matemática, estatística, programação, machine learning, solução de problemas e a habilidade de capturar, limpar, preparar e alinhar os dados. É a coleta de dados de diversas fontes para analisar e auxiliar na tomada de decisões e gerar insights.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/480/1*e2wXOq8Ed5uXOkiv9S27bA.gif" /></figure><p><em>“Já o Marketing Digital é o conjunto de atividades e estratégias utilizadas por uma empresa para vender em ambientes digitais. Para isso, a companhia faz uso de diferentes tecnologias que incluem, por exemplo, sites, blogs, e-mail marketing, buscadores como o Google e redes sociais, como Facebook, Instagram, Linkedin, WhatsApp, Twitter e Youtube. O principal objetivo do marketing digital é aumentar a exposição da marca para os consumidores e, consequentemente, as vendas.”</em> (Via <a href="https://www.techtudo.com.br/noticias/2020/07/o-que-e-marketing-digital-entenda-e-veja-dicas-para-aplicar-na-empresa.ghtml">TechTudo</a>)</p><p><strong>Eu sei que você deve estar se perguntando em qual momento o Marketing Digital se cruza com a Ciência da Dados para se tornar a fórmula do sucesso.</strong></p><p>A partir dos dados obtidos pelas técnicas do Data Science, é possível traçar estratégias mais efetivas e benéficas para o cliente. O que permite compreender melhor o público-alvo de cada segmento e o que os consumidores procuram e querem.</p><p>Esses dados são valiosíssimos para as equipes de comunicação e marketing, já que é possível antecipar tendências futuras, estipular metas e caminhos para que sejam alcançados os melhores resultados.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/370/1*CFh3U0Bre8okpuf9LE8-Cw.gif" /></figure><p>O Marketing Digital e Data Science além de fundamentais para o sucesso das organizações e empresas, juntam duas das áreas mais promissoras: tecnologia e marketing/comunicação. Já que nosso dia a dia está cada vez mais conectado.</p><p>Pensando em capacitar os melhores profissionais para a área, <strong>o CEUB criou o curso de </strong><a href="https://www.uniceub.br/pdp/graduacao/adminsitracao-negocios-e-servicos/marketing-246"><strong>Marketing (Digital &amp; Data Science),</strong></a><strong> graduação tecnológica </strong>de 2 anos que vai te preparar para atuar em cargos como: Etnógrafo de Dados, Gestor de conteúdo, Gestor de Marketing para E-Commerce, Chief Marketing Officer e tantas outras que são altamente relevantes e rentáveis.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/447/1*ZDTTJm2UBCz_uz4ippYkIg.gif" /></figure><p><strong>Para saber sobre o curso e aproveitar a promoção de lançamento, </strong><a href="https://www.uniceub.br/pdp/graduacao/adminsitracao-negocios-e-servicos/marketing-246"><strong>clique aqui</strong></a><strong>.</strong></p><p>Seja o profissional que o mercado tanto procura, vem com a gente!</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=caecfc59bb0e" width="1" height="1" alt=""><hr><p><a href="https://medium.com/trela/marketing-digital-com-data-science-uma-f%C3%B3rmula-de-sucesso-caecfc59bb0e">Marketing Digital com Data Science: uma fórmula de sucesso</a> was originally published in <a href="https://medium.com/trela">trela</a> on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.</p>]]></content:encoded>
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