2.2.26

Como escrevo

MEU JEITO DE ESCREVER

Estou aqui, ao lado de um pezinho de lírio e tomando um copo de vinho vermelho. Solto e protegido como fosse uma simples formiguinha. Ronronando sensual como os gatinhos de Joyce Ann. Livre como um pássaro livre. Zen. E então fico pensando que meus leitores talvez nem façam ideia de quanto cuidado, quanto tempo, quanta energia, quanto amor — quanta loucura — eu preciso para escrever uma frase assim:

Liberdade a gente tem que ter de sobra, pois, se dela um dia nos roubarem um pedaço, ainda nos resta o suficiente para que a vida não se torne uma desgraça.

Demorei cerca de duas horas para escolher o tema de hoje (11.05.2011) e as palavras que me parecem certas. Para que houvesse cadência, pulsação — e alegria na leitura. E rima. Mas não rima pobre, formal. Eu busco uma rima quase imperceptível. Às vezes, apenas conceitual, como em de sobra e bastante, suficiente. Às vezes, rima sonora, como em pedaço e desgraça. Também me preocupo, nos meus textos, com que a língua não se enrole, se lidos em voz alta. Mesmo subvocalizados, não pode haver tropeços na boca de quem me lê. Até pontuações eu às vezes suprimo visando pausas que não quero. Faltou dizer, mas teu subconsciente certamente já percebeu, que nas sílabas tônicas daquilo que eu preciso — cuidado, tempo, energia, amor e loucura — temos todas as vogais, em ordem crescente: a e i o u. Enfim, eu educo os meus textos como se fossem filhos. Eu os refino e aprimoro, amorosamente, para que dancem no céu da tua boca e mereçam tocar-te o coração.




Além da vida e do amor, há um jogo que também me agrada: é aquele que acontece quando trago para a tela do computador uma poesia que já escrevi. E fico jogando com as palavras e o seu sentido. Passo a noite quase toda mexendo com elas, jogando com elas, acariciando-as, beijando-as, lambendo-lhes as partes mais íntimas, amando-as livremente. Mudo-lhes algum sentido, dou-lhes forma nova, pinto-as de azul. Enriqueço rimas em prol do amor, coloco consoantes de apoio, quebro a estrutura da frase, abandono as regras antigas, invento outras mais gostosas, escrevo, apago, escrevo, pinto, sinto e danço. Se por acaso vou ganhando, vibro e quero sempre ganhar mais. E se perco, a cada jogada sublime que faço, maior é o meu ânimo para jogar de novo, recuperar aquilo que perdi. De qualquer forma, passo a noite toda jogando, em todos os sentidos. Vem a madrugada e já começo a brilhar, metáfora de lux. Então, exaustos de tanto amor, os dois nos vencemos: o poema ganhou de mim, e eu com certeza o venci.



Se algum dia eu ficar famoso, meus blogs e livros serão valiosos e os leitores ficarão perplexos com tanta criatividade... Serei um bestseller. Meus saltos profundos serão louvados. A defesa da liberdade virará moda. Meus biógrafos vão vibrar com “tão extrema sensibilidade”. Traduzido em várias línguas, escreverão teses sobre mim. A Faculdade de Letras da USP vai criar um curso sobre a literatura de Edson Marques. Mas se eu, ao contrário, acabar anônimo, casado, cheio de filhos, e pobre — ou abandonado num manicômio qualquer — todos que lerem estas mesmas linhas (que meu ego acha belíssimas), certamente pensarão: Nossa... como o coitado perdia tempo escrevendo essas bobagens...

Como se vê, tudo é relativo.

O texto imediatamente acima foi escrito em 1998, e ainda tem alguma validade. Entretanto, como sou um garimpeiro de verbos incendiados, só gosta de me ler quem já tem fogo e não se espanta. Mas se eu primeiro não tornar as emoções em gostosura, não serei capaz de abrir meu coração para ser lido com ternura por você. Por isso, só me mostro inteiro após o meu encanto, e só te dou estas palavras depois que as refino. Aliás, se eu primeiro não polir as minhas pedras preciosas com amor e liberdade, como poderia eu querer trocá-las por essa tua tão amável luz diamante?


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Toalhinha de crochê que minha Mãe fez pra mim.

31.1.26

Amar de verdade

MEU CONCEITO DE AMOR


Eu te amo quando reconheço teu Direito de Fazer Escolhas.


Amar é permitir sempre. Amar é deixar que o outro vá – ou que fique, se assim o desejar. Amar é ter um respeito absoluto pela própria liberdade e pela liberdade do outro. Amar é compreender sempre. E isso não significa apenas entendimento racional, vai além, muito além: Amar é reconhecer afetuosamente o direito que o outro tem de fazer suas escolhas. Mesmo que essas escolhas eventualmente me excluam.


Mas, se amar significa "reconhecer afetuosamente o direito que o outro tem de fazer suas escolhas" — como eu sempre digo — será que nessa colocação pode estar implícito que devo aceitar as idéias do outro, todas, mesmo as absurdas, e incorporá-las como se fossem minhas, se ele assim o desejar?
Claro que não.
Isto seria uma violência.
Cada um de nós tem um sistema de valores.
Mesmo que seja em nome do amor, a submissão é um horror.


Portanto, amar não significa aceitar todas as escolhas que o outro fizer, mas sim apenas aquelas que não impliquem uma supressão da nossa liberdade pessoal. Porque falta de liberdade causa uma dor imensa. E se causa dor, não é amor. Portanto, se uma determinada escolha feita pelo outro, que diz me amar, contraditoriamente cerceia minha liberdade, ou violenta minha dignidade, me sufoca ou atormenta — então essa escolha me faz mal, e deve ser rechaçada imediatamente, com determinação. Jamais devemos compactuar com quem nos fere ou nos amputa. Sem essa de beijar o carrasco em nome do amor...

Amar de verdade é jamais ter ciúmes, nem medo de perder. Amar é não forçar nada, nem sequer um beijo, nem sequer um abraço. Amar é não fazer perguntas desnecessárias ou indiscretas — muito menos na hora errada. Amar é deixar fluir a relação em todos os sentidos. É incentivar o voo livre que o outro possa estar querendo, e às vezes até mesmo empurrá-lo com ternura para o abismo gostoso do desconhecido profundo. Amar é respeitar com devoção e aplaudir com entusiasmo esse desejo louco de saltar que o outro às vezes tem. (...)


Eu defendo a tese de que o amor deve ser livre. Se não for livre, chame-o de qualquer outro nome — menos de amor. Aliás, é bom perguntar: se o amor não for livre, como será ele, então? Amor preso? Encarcerado? Acorrentado? Será que alguém, com um mínimo de respeito à vida, pode ser contra o amor livre? Sei que esse é um tema complexo, impossível de ser debatido em meia página de um livro meu. 

Mas gosto de supor que sinto-me amado, realmente, quando a pessoa que diz me amar pode olhar-me nos olhos e também dizer, do fundo do coração:


Eu te amo quando não preciso mais dizer te amo.
Eu te amo quando reconheço teu Direito de Fazer Escolhas.
Eu te amo quando respeito tua própria liberdade tanto quanto a minha.
Eu te amo quando compreendo tua vontade de às vezes ficar só.
Eu te amo quando não te sufoco com chiliques ou pressões.
Eu te amo quando ponho afeto entre as nossas distâncias.
Eu te amo quando aplaudo os teus desejos de voar.
Eu te amo quando me convenço de que o ciúme é algo a superar.
Eu te amo quando te ajudo a ser mais livre do que eras quando eu te conheci.
Eu te amo quando a recíproca a tudo isso também é verdadeira.


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30.1.26

Alexandre, o Grande

Alexandre, o Grande, com menos de 40 anos já tinha conquistado o Mundo.
Mas, com menos de 50 já estava morto...
Será que adianta?

🟥🟥🟥🟩🟥🟥🟥

Reformulando, para que seja melhor compreendido. Claro que tem gente que morre antes dos 50 sem ter conquistado coisa nenhuma. Mas não é esse o foco desse meu texto. Eu aqui me refiro ao desapego como algo superior à ganância. Eu me lembro de Diógenes preferindo o sol à sombra de Alexandre. Eu me lembro de Jesus e seus lírios do campo e seus pássaros no céu. Me lembro de Henry Miller indo à Europa com vinte dólares atrás de um sonho. E me lembro de mim (que escrevo poesias em vez de fazer uma casa) e também de você (que encontra tempo para ler um poema, em vez de seguir o rebanho).

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Foto minha feita por Claro Jansson.


Afrodite

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Ao final da noite sobraram apenas uma rolha e o hibisco desmaiado... 
❤️🌷

28.1.26

Onde estava Baco ?

Almocei na Haddock Lobo, num restaurante fino, com Mateus Branco e frutos do mar. Duas ou três horas de conversa fiada. Não consegui ver se Baco estava por ali.

Depois, tarde da noite, fui comer galinha caipira numa favela da zona sul. Muita gente, muita música, muito riso. Tomei duas caipirinhas por dez reais. Vi um velhinho que não tinha dinheiro para pagar uma pinga. Dei dois ossos gordos para um cachorro magro. Chorei ao ver uma criança pedir dois reais de vinho doce para a tia doente. Adorei a música Laço Aberto, cantada por não sei quem.

Só sei que Baco estava ali. Dançando feito um louco. E suponho que vocês, aqui, agora, não sabem quase nada dessas coisas maravilhosas que a vida tem.

Há exatamente 14 anos.

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27.1.26

O pico do Amor

Não há nada além do pico. Nas relações de amor, depois que se atinge o pico só se pode cair. Portanto, uma boa solução para os casais amantes pode ser jamais atingir o pico, para evitar o conseqüente risco da queda. Ou, atingido o pico, optar por descer a ribanceira, com todo o cuidado — ou saltar profundo para os braços de um outro novo grande amor.

Mas a maioria morre sem sequer conhecer o pico, e tem gente que chama de pico o que não passa do sopé de uma colinazinha ali na esquina...


O que proponho com minha concepção de amor pode parecer um absurdo, mas é assim que penso, realmente. A lembrança de um grande Amor é infinitamente melhor que o risco de vê-lo morto em meio ao tédio. Portanto, separem-se no pico.


Essa questão do Pico do Amor, e da melhor forma de deixá-lo ou não, é bastante complexa. Mas eu acho que a melhor solução é aquela dos grandes alpinistas: Chegando lá no alto, no pico do K2, fincam uma bandeirinha, curtem seus momentos de glória, entram em transe... e descem para uma nova aventura, um novo projeto, uma nova conquista. 

Depois, vão ao Everest, etc. Pode até ser que um dia voltem ao K2, quem sabe.

Mas, se ficarem lá para o resto da Vida, perde a graça...
Perde completamente a graça!
Eu acho.

Mas cada um é cada outro...



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24.1.26

Não é fácil ser livre

A liberdade é perigosa.


A vida livre é muito arriscada.
A vida livre é uma delícia inesgotável,
mas é também muito insegura — e cheia de surpresas.
Cheia de danças perigosas, de buscas e mudanças,
de riscos e de voos, solavancos, desafios...

Só quem ama a liberdade sobre todas as coisas
é que pode ser livre de verdade.


Só quem dirige o próprio destino

é capaz de arriscar a vida para salvá-la.


Portanto, a liberdade não é pra qualquer um:
os covardes, os medrosos e os coitados,
os dependentes, os desanimados
e todos os que foram educados só pra obedecer
— estes jamais serão livres.

A liberdade é muito perigosa.


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Escrito no Restaurante Pedra Baiana SV, em 31.01.2008.


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Pedra Baiana19.04.2010, aniversário do meu Pai.


Hoje estou escrevendo sobre Jesus.
.

21.1.26

As asas, o vento e o sol

Sou minha própria liberdade e tudo aquilo que permite. Sou a luz do meu caminho, sou meu passo, meu galope, meu próprio cavalo, meu cansaço, meu repouso, minha luta e minha dança. Meu sono e meu despertar, minha garganta e minha voz. Sou as palavras que profiro e até mesmo as que eu não digo. Sou a paz, harmonia que se reparte, como tudo, sou aquele que fica e o que parte, o que supõe — e o que dispõe. O criador e a criatura. O coração do cisne negro, as asas do pássaro no voo, o vento, a vela, e o sol.



A última labareda de uma espécie de fogo em extinção.


Continua aqui:



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20.1.26

Sou um vira-lata zen

Se uma pessoa tem charme e gostosura — não precisa de mais nada para manter-me junto dela, deliciosamente solto a seus pés... Não preciso de alianças no dedo anular, nem de cordinhas de seda no pescoço. Não preciso de coleiras. Não preciso de promessas nem de garantias em papel. 

Nas questões do amor, sou só um cãozinho inocente, bonitinho, um verdadeiro vira-lata zen. Mas sou um vira-lata com pedigree. Vivo abanando minhas metáforas pra todo mundo que tem charme, inteligência e gostosura — e que ame a Liberdade sobre todas as coisas.



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Mas também sou às vezes um gatinho zen...

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Diógenes e o Cinismo


18.1.26

Quais são os teus sonhos ?



Quanto tempo você acha que ainda vai viver?

Click no link acima para ver a resposta.


Quantas vezes você hoje meditou sobre a Vida?
Quantos minutos você hoje caminhou sem pressa?
Quanto tempo hoje você acariciou teu corpo e tua alma?
Quais os alimentos saudáveis que você vai comer hoje?
Tem seguido o que te pede o teu próprio coração?
Quanta gostosura existe nos teus atuais relacionamentos?
Quantas pessoas você hoje abraçou de verdade?
Quando foi o teu último grande êxtase?
Quantas vezes você hoje ajudou alguém?
Hoje, quais as coisas boas que você já fez ou vai fazer?
Terá tempo de contemplar a lua e as estrelas?
Como anda o teu Planejamento Estratégico Pessoal?
Quantos anos você supõe que ainda vai viver?
Como vai a tua própria Liberdade?
Quais são os teus Sonhos?

Eis a questão fundamental.


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Em todos os Sentidos.



Eis uma verdade incontestável: todos os grandes mestres — quer religiosos ou não — desde os primórdios da História da Humanidade, nos dizem que o apego é a doença mais grave que pode acometer um ser humano. Olhai os lírios do campo e os pássaros do céu, dizia um deles...
(...)


Aqui vou criar o novo Jardim de Epicuro.


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Click na imagens para ver detalhes

Novo livro meu a ser lançado em Setembro de 2026.



O que eu escrevo é para ser lido sem pressa. O que eu escrevo é para se ler no ônibus, no metrô, no táxi, no avião, na Rodoviária. No banheiro... No hotel. Na cama. No café da manhã. Na praia, no parque, no quintal. No colo amoroso de um grande amor. O que eu escrevo é para ser lido num domingo à noite. É para ser lido na viagem. O que eu escrevo é para ser lido na Vida. Calmamente. Sem pressa.


Experimente-me.
Click acima para ler o poema Mude.




17.1.26

Você também é imortal

Eu não escrevo para o futuro: eu escrevo do futuro. A partir do futuro.  Porque hoje já é futuro — mas muitas pessoas ainda estão no passado. Por isso não me compreendem. Minha linguagem, embora refinada, é bastante simples. Eu uso metáforas e parábolas para facilitar o entendimento daquilo que eu pretendo dizer. O fato de muitas pessoas não me compreenderem (inclusive da minha família) não quer dizer que eu esteja necessariamente errado — nem elas. Apenas não estamos no mesmo tempo. A compreensão de um texto pode demorar muito... Veja, por exemplo, o caso de Jesus: há dois mil anos ele disse coisas maravilhosas que ainda hoje não são compreendidas. Então, por que é que eu, um simples imortal — que em certos aspectos sou bem menos capaz do que Jesus — teria que ser sempre compreendido naquilo que escrevo?


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14.1.26

A metade do infinito

Hoje é quarta-feira. Hoje eu não quero muita coisa. Por isso vou ficar ali na praia, conversando com Netuno, tomando água de coco, olhando sereias, catando conchinhas e sentindo os lábios de Afrodite lamberem-me os pés... Hoje eu não quero muita coisa. Hoje é quarta-feira. Hoje eu só quero abraçar a metade do infinito...





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12.1.26

Minha Vó Vitalina

Hoje uma homenagem à minha inesquecível Vó Vitalina. E ao meu corajoso e libertário bisavô Luiz Marques.

Mais uma coisa sobre minha vó Vitalina. No dia em que voltei da Primeira Comunhão, ela me abençoou duas vezes com o sinal da cruz, me abraçou, deu parabéns, assou um pedaço enorme de queijo branco na palha de milho, tomou um gole demoraaaaado de café preto — e me deu um conselho inesquecível:


Meu filho, quando a Tentação do Pecado passar por você — e for um pecado gostoso — você tem um único caminho a tomar:


Pense em Deus, ponha a mão no coração, olhe para os lados...


...e peque!


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Eu tomando cerveja com minha Mãe no jardim da Casa Azul.


11.1.26

Aleluia Mãe

ImageHoje é aniversário inverso da minha Mãe. E agora me lembro das canções de ninar que ela cantava para que eu não dormisse — do Kyrie Eleison ao Noel Rosa. Eu me lembro do conselho que sempre me deu: que eu nunca deixe de ser Eu. E me lembro do dia em que eu nasci: era um dia de duplas esperanças. Era uma noite de luar azul escandaloso. Era um sábado de aleluias e esperas, de poesia e de romance. Era uma casinha de madeira e primaveras, ao lado de uma roseira branca, no finzinho de uma rua principal. Era hora de metáforas, era hora de loucuras e silêncios. Como toda musa entusiasmada Ela havia sido deflorada com amor e alegria por um louco jogador iluminado — que se chamava Lúiz. Era outra vez madrugada e ela encantada outra vez. Foi então que essa Mulher sagrada decidiu me dar A Luz. E deu. Era o começo de duas histórias de Amor.


Hoje é o aniversário inverso universal da minha Mãe.


Essa foto foi feita há cerca de 20 anos. Logo, ela está hoje um pouco mais velha. Mas continua saudável, sorridente, bem-humorada. Aliás, eu nunca a vi triste. Sempre cantando, sempre alegre, agitando as circunstâncias. Nunca brigamos, eu e ela. Nenhum tapinha, nenhum puxão de orelhas, nenhum olhar de reprovação, nenhum grito, nenhuma admoestação, nenhum gesto de censura contra mim. 




Como sou-lhe o primogênito e (suponho) ainda o preferido, há toda uma mitologia em torno disso.  Meus irmãos não se conformam... Acho que até Einstein explicaria melhor do que Freud essa nossa maravilhosa relação de Amor.

10.1.26

A vida é um Sãbado

Hoje logo de manhã eu tomei um capuccino delicioso no Pão de Açúcar da Vila Nova Conceição, preparado com maestria pela Raquel. Depois encontrei a Paloma numa das minhas Obras de Arte, e mais tarde mergulhei num Sauvignon Blanc Gato Negro com maionese na Padaria Estrela de Higienópolis. E finalmente acabei me lembrando daquele novíssimo Carta Vieja que tomei no Palladium em 2015.


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Eu te convido a ter coragem

Minha proposta é a Liberdade Absoluta. Eu venho é para semear razões, quebrar paradigmas, romper limites e derrubar padrões. Não trago nenhuma resposta pronta: só faço perguntas. Eu quero é mexer no coração da tua cabeça, carinhosamente. Fazer um delicioso cafuné nos teus neurônios enrolados. Passar um pente fino nos caracóis da tradição empedernida. Quero questionar tuas verdades mais queridas. Chacoalhar tuas convicções inabaláveis. Não vim, portanto, te propor sossego — nem venho te trazer a paz cansada... Eu te convido a ter coragem. Eu te convido a um salto profundo. Um salto escandalosamente profundo em direção à Vida.



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8.1.26

Salvei o quê mesmo?

Ontem eu salvei uma barata.


Eis como tudo aconteceu: Estávamos num restaurante na Zona Sul de SP, cujo dono é um austríaco maluco de nome Andreas Loos, e que nós, por uma série de razões (e de emoções), chamamos de Boteco Divino. Tomei cerveja, discuti Economia com amigos, e ouvi uma música bonita, dançante, alegre, que parece ser Samara. Mas o fato mais interessante da noite foi que salvei uma barata. Assim que entrei num dos banheiros, vi a coitadinha esperneando lá no fundo do vaso, desesperada, quase se afogando.


Eu precisava ser rápido. Então, peguei uma caneta bic, enrolei nela um pouco de papel higiênico, e pronto:  já tinha construído um pequenino guindaste. E foi por ele que ela subiu, arfando, cansadíssima... Depois, quando a coloquei no chão e ela se sentiu segura, olhou-me amorosamente, veio até perto dos meus pés, acenou suas duas anteninhas, me agradeceu sorrindo, e seguiu seu caminho. 

Como se pode notar — ontem eu salvei uma vida!





Esse ontem a que hoje me refiro foi dia 01.01.2013. E eu estava criando a empresa Calçadas do Brasil. A propósito, em 27 de fevereiro de 2012, eu, numa situação similar, já havia salvado uma formiga. E uns tempos depois (dez anos!) eu analisei um pouco mais esse caso da formiguinha, do ponto de vista psicanalítico e filosófico.


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6.1.26

Três tipos de relacionamentos

Eu quero que em 2026 você mantenha apenas três tipos de relacionamentos:

1.
Os que te dão prazer e alegria;

2.
Os que são necessários à tua sobrevivência;

3.
Aqueles que te trazem boas informações ou sabedoria, estimulam a criatividade e te fazem progredir.

E que todos os demais sejam considerados dispensáveis.




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4.1.26

Escolha o caminho da ousadia



Ou você segue o caminho da Tristeza,
arma-se de medo e de falsas alegrias,
arma-se de angústia, fecha os olhos, se acomoda,
e segue o rebanho dos que não sabem;
obedece a regras injustas, não reage, não questiona,
não se aprimora, não lê, não significa,
nem percebe o absurdo em que se mete.
Vende a própria natureza
por duas ou três moedas de aço,
troca a inocência pela responsabilidade apressada,
torna-se respeitável aos olhos da sociedade,
cumpre horários, nunca tem tempo,
preocupa-se com coisas banais.
Comerciante das próprias emoções — já não brinca,
vive correndo, ama com pressa,
esquece-se da lua,
e se torna uma pessoa média, mediana, medíocre,
pequena, cansada e normal...


Ou você escolhe o caminho da Ousadia,
compreende, se aprofunda, vai mais longe, realiza,
respeita o ser humano que existe em você mesmo,
resgata a própria vida e o sorriso,
rompe de vez com o passado agonizante,
procura defender a verdade, a justiça e a poesia,
acorda e assopra o fogo da alma que dormia,
cavalga o cavalo negro, cego e alado
das paixões gostosas e sublimes,
enche o peito de coragem, corações e relâmpagos,
acende de novo esse vulcão que é o teu corpo,
deixa a própria cabeça plena de agora,
de ternura e de vertigem,
e parte em busca de Aventura, de Amor e Liberdade.


É uma simples questão de escolha.


Qual é o teu caminho? 







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2.1.26

Minha Mãe

Hoje é Aniversário da minha Mãe. Por isso, eu sigo só o sinal que não aponta, e que partiu de dentro do meu próprio coração. Estou aqui, nesta ensolarada conjunção de fatores, escrevendo, olhando nuvens de sorvete no céu do Paraná, ouvindo corruíras, pardais e bem-te-vis, uma algazarra de sons por sobre mim. Tomando café com amor, e pensando nessa mulher que me gerou, Iracy. Saudades me cobrem os olhos. Ela sabe fazer pão recheado com queijo branco. Ela mesma escolhe o trigo, prepara a massa com a magia das próprias mãos. Ainda de madrugada, ela fica fazendo o pão e cantarolando baixinho, como se fosse um mantra.

Agora mesmo um tiziuzinho pousou ali no canto do terraço e ficou me olhando, cantou três vezes e foi-se embora. Mas deu tempo de dizer-lhe que vá contar à minha Mãe, agora mesmo, que estou aqui, pensando nela. Você sabia que o tiziu sempre salta quando canta? Se não me engano, se for preto é macho e se for esverdeadinho é fêmea. Lindo pássaro. Canta saltitando. E fico pensando: Será que o salto precede o canto, ou será que o canto precede o salto? Não sei... Só sei, Mãe, é que o pão que me alimenta é um produto do teu trigo
.



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1.1.26

A vida tem dois caminhos

Os grandes mestres sempre nos disseram que a vida tem dois caminhos: o caminho da doença e o caminho da cura. Mas algumas pessoas, infelizmente, optam pelo caminho da doença, supondo erradamente ser este o mais correto. É compreensível, mas não vai dar certo. Entretanto, há uma solução (emocional e racional ao mesmo tempo), que requer coragem e disciplina: abrir-se à experiência do aprendizado. Abrir os olhos, o coração e o cérebro — e subir nos ombros de um grande mestre, até para ver mais longe. E fazer da Liberdade a razão maior da própria Vida.


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30.12.25

Já estamos no fim do ano

JÁ ESTAMOS NO FIM DO ANO... E você continua aí, do mesmo jeito, andando pelas mesmas ruas, girando as mesmas chaves para abrir as mesmas portas? Sentado nas mesmas cadeiras, ao lado das mesmas mesas, fazendo sempre as mesmas coisas? Com os mesmos amigos, os mesmos amores, a mesma visão do mundo? Com os mesmos medos e preconceitos? Abraçando as mesmas pessoas, tocando os mesmos corpos, com o mesmo jeito, os mesmos toques, e o mesmo estilo? A mesma instável estabilidade? Repetindo a mesma angustiante rotina? 




Onde está a coragem de mudar, a coragem de criar?


Onde aquela gostosura tão buscada? 

Onde estão aqueles sonhos todos?


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28.12.25

É a vida...

 

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Com base na tese que defendo no livro Teoria do Acaso, só somos o que somos porque fomos o que fomos. O destino não passa de uma inegável sucessão de acasos. A liberdade é sempre condicionada pela base material da existência. 

Se meu bisavô não tivesse raptado amorosamente sua amada Vitalina em 1905, eu nem sequer existiria. Se alguém batesse à porta da casa do meu Pai minutos antes de ele transar com minha Mãe no dia em que fui gerado, eu também jamais existiria.

Isso vale inclusive pra você.


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