Image

Vou no carro e oiço uma música que me chama à atenção na rádio. “Não me é estranha, se calhar não é a primeira vez que a oiço”. Chama-me à atenção por ser nova ou porque já a ouvi naquele anúncio na televisão ou enquanto trabalhava no computador?

Agora tudo é possível: posso ir à descoberta de novas músicas relacionadas com o meu artista favorito (sugestões geradas automaticamente) ou posso ser um Dj produtor da minha própria playlist e personalizá-la com os meus gostos musicais. O Mixcloud X, a nova versão do Mixcloud vai mais longe: torna a marca mais próxima e pessoal – permite a criação de perfis de marca (branding) personalizáveis para os seus parceiros e consumidores, para promoverem os seus conteúdos numa versão áudio da marca. Serão então estes novos sistemas de distribuição e expansão da comunicação das marcas eficazes? Se virmos do ponto de vista de que indivíduos influenciam indivíduos, o ponto forte da proximidade, semelhança, identificação e até mesmo do prisma da igualdade, então sim. Marcas com perfis e indivíduos que se tornam marcas estão juntos, no mesmo espaço. E agora? Sou eu que influencio a marca ou é a marca que me influencia? São influências exteriores (através da rádio e da televisão, por exemplo) ou são influências interiores (ditas da internet e dessa mútua influência marca – indivíduo marca)?

Que confusão…desligo o rádio e o carro e a música que ouvi há pouco não me sai da cabeça: At the end of the day, it’s all about music!

Apesar do aumento inquestionável dos novos sistemas de partilha e, consequentemente, de decisão (leia-se, redes sociais e serviços de streaming/download), a Rádio continua a marcar pontos quando se fala em descobrir “música nova”.

aqui: Broadcast Radio Is Growing In The U.S., Especially Non-Commercial FM.

E quem sabe se, por este caminho, é possível redescobrir a Rádio.

“To combat these negative forces, Time Inc. will abandon the traditional separation between its newsroom and business sides, a move that has caused angst among its journalists. Now, the newsroom staffs at Time Inc.’s magazines will report to the business executives. Such a structure, once verboten at journalistic institutions, is seen as necessary to create revenue opportunities and stem the tide of declining subscription and advertising sales”.

http://www.nytimes.com/2013/12/30/business/media/time-inc-is-preparing-to-head-out-on-its-own.html?_r=1& 

Ontem foi dia de ideias. Muitas. Entre as muitas ideias, muitos comentários, mais ou menos acutilantes sobre o país e as suas pessoas. 
Também dei uma ideia. Quem me conhece sabe que tenho várias. Que surgem do nada e, na maior parte das vezes, são apenas isso. Ideias. Poderia vender ideias?
Quem sabe.
A minha ideia de ontem é boa. Não sou só eu que acho. Algumas pessoas abordaram-me porque acharam uma boa ideia. Houve até quem me questionasse sobre se teria noção de que tinha acabado de oferecer uma ideia, publicamente – podendo ser usada por quem a tenha ouvido – e que é claramente um negócio.
Não seria a primeira ideia que me roubariam uma ideia. Melhor, que outros a descobririam e implementariam. Desta vez, só gostava que se lembrassem de me perguntar se a quero implementar. Se me quero juntar a quem a queira aproveitar. Se quero ajuda para a desenvolver… 
A ideia é simples: criar embaixadores do vinho Português.
O vinho Português, na maior parte dos casos, é bom. Temos vinhos premiados. Temos novos produtores. Os Portugueses gostam de promover o que o país tem de bom. Somos naturalmente comunicativos. Também gostamos de nos sentir importantes. Ser embaixador é ser uma figura de relevo. 
Seleccionados os embaixadores, basta criar cartões de visita com um QR-Code e uma frase que convida a usar esse QR-Code para receber uma garrafa de vinho. Portugal tem cada vez mais pessoas a viver fora de portas. Registam também muitas viagens por motivos profissionais. Porque não, em cada restaurante visitado, perguntar se tem vinho Português. Não havendo, é chamar o chefe de sala, o gerente ou a figura responsável e entregar-lhe o cartão, explicando a mecânica da coisa. Do outro lado, a cada QR-Code corresponde um código gerido por um algoritmo que selecciona uma garrafa de vinho dos produtores afiliados e vinhos seleccionados para teste de produto.
As simple as that.
Simultaneamente, o embaixador informa que existe uma aplicação gratuita para gerir encomendas de vinho Português. À primeira utilização da app, novo QR-Code e nova oferta. Mais uma garrafa para teste de produto. Aleatoriamente. Para que todos os vinhos e produtores tenham as mesmas oportunidades. A partir daí, só encomendando. E pagando.
Multipliquemos isto por muitos países e muitos restaurantes. Seriam, certamente, muitas garrafas de vinho…

O JN registou a minha ideia. Não será como encontrar o Wally, mas também não sou a primeira entrevistada.

 

http://www.jn.pt/live/Atualidade/default.aspx?content_id=3582534

Design a site like this with WordPress.com
Iniciar