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A rádio, produzida pelos habitantes, é não só meio de comunicação, mas escola e local de trabalho, dando atenção aos problemas dos moradores, envolvendo-os na produção dos programas, conscencializando cada vez mais pessoas para a importância da participação cívica e envolvimento dos cidadãos no processo de reconstrução da cidade. Ou, como defende DJ Murphy, de Amatari Polo, “um microfone na mão, uma ideia na cabeça, um novo som para a cidade”. Na rádio e através da rádio.

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http://www.briefing.pt/opiniao/21930-chicoco-ou-o-poder-da-radio.html

Vamos aos factos, que são muitas vezes confundidos com clichés: as pessoas podem aceder a todo o tipo de informação e entretenimento, na vastidão da Internet.

Estão a passar grande parte do seu tempo de consumo de media sem contactar com conteúdo mediático no seu sentido tradicional, para consumirem aquilo que, efectivamente, lhes interessa. Seja um vídeo que encontraram no YouTube, produzido por pessoas, como elas, que atinge um milhão de visualizações, ou o trailer do filme que estreia na próxima semana. Pode até ser o trailer do filme que ainda não estreou e que, por acaso do destino, está disponível numa rede P2P, na versão que é (supostamente) apenas disponível para os críticos.

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A Rádio, enquanto meio, É som. Hoje ouvimos rádio em diferentes plataformas, observamo-la carregada de fotos e vídeos (online), mas na sua base, a Rádio faz-se de som.

Muitas foram as transformações sonoras (a forma como a rádio se apresenta) ao longo da nossa história, condicionadas pela tecnologia, pelas derivas da imaginação e pelo pulsar da sociedade. As diferenças são evidentes, e hoje dão-nos vontade de rir; compare-se o estilo da antiga Emissora Nacional com o da actual rádio generalista (ex: Rádio Comercial); ou até a rádio norte-americana ou inglesa, que durante anos e anos estiveram muito à nossa frente (hoje o estilo continua a ser diferente, mas a globalização tende a alisar tudo, os média inclusive).
Mas não precisamos de ser tão radicais na comparação temporal e de estilo. As rádios sempre construiram a sua “imagem sonora” adaptando-a a tendências e estratégias, com alterações mais ou menos profundas.

Alterar a imagem sonora de uma estação é um processo delicado, já que modificações importantes têm consequência nos níveis de percepção do auditório, com a identificação empírica que construiram, sons e vozes que se associam automaticamente a uma rádio, ou seja, a uma “marca”.

E porque a rádio é som, um dos seus elementos mais distintivos é, na minha opinião, o “jingle de estação”. Podem mudar as vozes, as músicas (cada vez menos factores de afirmação – não confundir com “estratégia”), mas se mudarem radicalmente o “desenho sonoro” (separadores, trilhas, jingles promocionais), alteram-se profundamente as ligações perceptivas com o auditório.

Isto para dizer que, em Portugal, uma das rádios (se não mesmo “a” rádio) que melhor soube manter a coerência estética (considerando o no nosso passado recente, talvez desde a “lei da rádio” em 1989), foi a TSF. Com altos e baixos, evidentemente, a TSF sempre foi construída com sons fortes e distintos, cheios, que nos entram pela cabeça adentro.

Qualquer ouvinte minimamente atento consegue identificar a TSF apenas pelo som (nomeadamente as trilhas – ou “tapetes”, como também lhes chamamos), e entre eles, os jingles de estação e promocionais. São uma das “imagens” mais fortes da TSF, e que têm agora um lugar de destaque: a “Pasta dos Jingles”.

Tenho o privilégio de ser colaborador da TSF desde 2004. Sim, é um privilégio estar ali, naquele meio, com aqueles profissionais, todos os dias a aprender com toda a gente, jornalistas e técnicos e locutores.
Para nós que ali fazemos locução de continuidade, a sonoplastia tem um papel de guia, é ela que nos impulsiona a voz e o ritmo, que nos altera a disposição, que nos lança e faz lançar outras vozes, outros sons. O trabalho da sonoplastia é o elemento unificador entre jornalista e locutor, entre estes e os programas/rubricas, é o contínuo que liga a rádio ao ouvinte; é uma das maiores forças da marca TSF.

A sua energia é tão grande que tudo o que escrevi pode ser resumido assim:

(texto e voz de Fernando Alves, sonoplastia de Alexandrina Guerreiro)

Oiçam a “Pasta dos Jingles” AQUI.

Podcasts were designed to serve fresh audio to old-school devices like the original iPods, which can’t connect to the internet on their own. Now that seemingly everything connects to “the cloud,” why would anyone want to to subscribe to things that download stuff?

(…) FM radio has plenty wrong with it, but one thing it still gets right is voice.

read here.

Dizia Francisco Mateus, no post que publicamos aqui no NetFM que “A Rádio mais ouvida é uma coisa que não existe (…) quando se diz que a estação tal é a mais ouvida, está a falar-se realmente de quê?”

Hoje, saiu mais uma vaga do Bareme Rádio. Há pouco, circulei pelo Facebook e deparei-me com o post de João Bacalhau sobre as audiências. E escrevi um post no meu perfil que reproduzo. Porque isto de medir audiências, tem muito que se lhe diga…

Diz o João Bacalhau que há mais pessoas a ouvir rádio. Só isso já é bom. Interessante, contudo, será perceber porquê. Tal será reflexo do desemprego (há mais pessoas disponíveis para contactar com o meio rádio) ou da amostra (Census)? Seria interessante verificar o primeiro caso. Havendo mais pessoas desempregadas, em teoria haveriam, também, menos pessoas a circular de carro, o que significaria, se pensarmos que a rádio é essencialmente escutada de manhã e à tarde (drive time), menos ouvintes. Mas isso, não sabemos, pelo que gostava de poder avaliar a plataforma de escuta. Estão a ouvir em casa? No receptor de rádio? Ou estão a ouvir através do computador, enquanto procuram emprego e enviam Cv’s?…
Isto, naturalmente, pensando que este aumento se relaciona com a maior disponibilidade para ouvir rádio. Porque pode também ser efeito dos concertos e festivais de verão. Afinal, a rádio é uma das grandes fontes de bilhetes. 
Mas pode ser também cansaço visual, isto é, uma programação televisiva de tal forma redundante e cansativa que leva as pessoas a ligar a rádio para o fenómeno de companhia, enquanto estão em casa. Ou?….

“A Rádio mais ouvida é uma coisa que não existe. É impossível saber qual a estação de Rádio mais ouvida em Portugal. Não com os actuais métodos. Chega-se a estes números e a estas conclusões através de métodos obsoletos e desfasados da realidade. E quando se diz que a estação tal é a mais ouvida, está a falar-se realmente de quê?”

Um artigo de Francisco Mateus, para ler na íntegra aqui.

Tuesday’s ended with the most awkward news. The Greek government had just decided to shut down ERT, the greek public broadcaster. I listened to it in a sort of incredulous behavior. Nahhh… It’s not gonna happen. No one closes a public company from one moment to another, I though. Even less radio and TV.

But it actually happened.

Earlier yesterday I gave it a though. And again, it seemed a very strange thing to be happening. I logged into Twitter and found some re-tweets about it. It did happen. And it was still being noticed by several media around the world. I turned the radio on and they were also talking about it. I then logged into Facebook and the world seemed quite the same as everyday: music, cats and dogs, inspirational sentences to finally find a post about ERT. It is amazing to see the differences between online social networks. I read the post and comments finding that somebody was upon it it for several hours. Back to twitter, I found EBU position about the Greek government advising to reverse this decision.
Cuts. Troika. Unbelievable spending. Three major words that express the whole point. Someone in the Greek government made a decision that can only be understood if we see it as unbelievable guts, insanity or something else that I can’t imagine what maybe. Censorship? Hopefully not. Not even major authoritarian regimes and dictators ever did something like this. Well, in the end, these guys did even worse, implementing a media communication structure with no freedom of speech and using it to defende their political views, policies and interests. But stil… In Greece, things went the other way around. The public broadcaster was shut down from one day to another. I don’t follow news in Greece on a regular basis, and I confess to be depending on international media to be updated on the country situation. Nevertheless, I did not heard about intentions, ideas or even public discussion around this matter. Even less about parliament discussions or decisions. Or was there any and I missed it? How can governors make such decision without information leaks and without the parliament voting it?
I don’t know exactly what to think about this situation because I don’t know nor the Greek media context nor the public service media in Greece. But I can say that such a decision is a “cut, cut, cut” decision without thinking about freedom of expression consequences, political  and public information consequences. Or was the ERT so biased that it had to be closed? I don’t believe it.
I know for sure that this was an unprecedented decision that we are still to evaluate what will mean for the near future…. Some updates available at my storify account | READ |

 

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ERT

ERT shutdown | Greece (some news)

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