18 de novembro de 2008

POR CIMA DA BLUSA

Chamar um adolescente de tarado é quase um pleonasmo. Nessa fase, adoramos ônibus lotado, metrô igual a lata de sardinha, desde que haja mulheres a nossa volta. Nunca vi um adolescente reclamar por ser sanduichado entre dois peitos e uma bunda. Você já?

E é com essa idade que desenvolvemos nossas técnicas para enxergar aquilo que queremos. Foi então que aprendi a detectar, por exemplo, se uma mulher estava usando sutiã ou não. Olhar por cima da blusa virou um esporte: primeiro, verificar se há alguma alça. Depois, ver se tem marca de sutiã nas costas ou nos seios. Se estiver usando sutiã, ver se ele é daquele tipo duro, que acaba deixando um espaço que mostra um pouco do que queremos ver. E, no final, temos uma coleção de imagens para inspiração.


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Conforme o tempo passa, diminuímos nossa cara-de-pau e aprendemos a ser discretos. Entram em cena os óculos escuros, que atrapalham a visão mas deschavam a nossa intenção. Não somos mais tão tarados como antes, mas as técnicas... essas a gente nunca esquece.

10 de novembro de 2008

PRIMA DONNA

Eu tinha doze anos, ela devia ter mais ou menos o dobro da minha idade. Sempre tive uma queda por ela. Na verdade não era queda: era tesão mesmo! Ela gostava de me abraçar bem de perto, muitas vezes colando o corpo no meu. Às vezes, eu a abraçava por trás e sua mão ia deslizando até... bem, algumas coisas não eram possíveis de ser controladas. Eu me encostava nela sempre que possível, adorava aquele jogo, e me masturbava feito um louco pensando em tudo o que gostaria de fazer.

É claro que nada era dito. As regras eram essas e, é claro, eu sempre sairia perdendo. Eu, ainda pré-adolescente, nunca teria a iniciativa e ela também não. O grande problema: era minha prima de primeiro grau.

ImageImageAté que um dia, na casa de seu pai em Minas Gerais, estava procurando papel e lápis para escrever. Tinha idéia para um conto, que acabou não saindo lá muito bom, mas foi um bom exercício. Perguntei para o meu primo e ele me mandou buscar com ela. Entrei em sua suíte, totalmente aberta, e encontrei-a nua, de costas, diante do espelho do banheiro, preparando-se para tomar banho.

Não esperava vê-la assim; saí correndo, assustado, e ela fez que nem viu. Aquela imagem nunca saiu da minha cabeça. Até hoje me pego pensando como teria sido se eu tivesse entrado, falado com ela, ou se ela tivesse resolvido tirar a minha virgindade daquele jeito, no susto. Mas essa é mais uma daquelas coisas que vão ficar para sempre na fantasia.