Governo Bush processa Greenpeace por proteger a Amazônia
No dia 17 de maio, o Greenpeace corre o risco de ser declarado uma organização criminosa nos Estados Unidos a pedido do Secretário de Justiça americano, John Ashcroft, sob uma obscura lei de 1872, que foi usada apenas duas vezes em 130 anos - sendo que a última vez foi há mais de 100 anos.
Ativistas do Greenpeace têm sido processados por participar de ações em defesa do meio ambiente ao redor do mundo. Isto não é incomum e estas pessoas estão preparadas para arcar com as consequências de seus atos.
Em algumas semanas, a legislação dos Estados Unidos será usada de uma forma inédita a fim de declarar o Greenpeace como uma organização criminosa nos Estados Unidos, por causa de sua ação pacífica para proteger o mogno brasileiro - espécie considerada atualmente sob risco de extinção de acordo com a Cites (Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas). Vale lembrar que na época da declaração da Cites, muitos governos cumprimentaram o Greenpeace pelos anos de trabalho para proteger a espécie. Agora, um governo está nos processando por fazermos exatamente a mesma coisa.
Enquanto o Greenpeace esperava no porto de Miami, madeireiros, transportadores e importadores do mogno ilegal lucravam e riam da lei. Madeira de origem ilegal continua entrando nos Estados Unidos e em outros países, o submundo do crime continua operando no coração da Amazônia, aqueles que tentam proteger a maior floresta tropical do mundo continuam sendo ameaçados de morte - e morrendo algumas vezes -, e países como os Estados Unidos continuam fracassando para manter os compromissos assumido na Cites para proteger o mogno.