Words left unspoken

– Are you ok?

– Why do you ask?

– I don’t know, I feel like something’s wrong.

– Nothing’s wrong. Everything’s wrong… I feel like I’m always in some kind of emotional darkness. I can’t get over it, it’s my new normal. I think I’ve learned to accept it. This turmoil inside is not meant to be gone, it’s a part of me and I can’t do anything about it. I don’t know why I even turn to you when I’m feeling like shit in the void. I don’t need you and you make no difference in my life. You are barely there anyways.

Fuck this. I shouldn’t expect you to be. You should be where you belong, in the past. I’ve got this fantasy on my mind that we could’ve been something great. But that’s just to mask the shitty things we’ve done and the fact that we are shitty people. It was never love, it was novelty, fantasy, reckless. We end up leaning on each other prolonging this fantasy of what should’ve been. It’s bullshit.

It was nothing.

I feel nothing.

That’s why I can’t understand why the fuck I keep caring about you, why do I feel the need to keep you “around”. When in fact that just makes me feel worse.

So that’s what’s wrong.

You are right.

Something’s wrong, this is wrong.

We’re wrong.

We were wrong all along, there’s no fucking special connection. It’s just the need to feel something outside this void and you are the one closest.

This is what’s wrong, I don’t have to count on you or need you to be there. That’s messed up. We shouldn’t even be speaking.

We’re toxic to each other and yet we tell this tale that we are kindred spirits in order to maintain this sick connection. You were a good challenge, I’ll give you that. A relationship between us would’ve never work. It would never be possible. You’ve never seen me as I am. You projected this fantasy onto me and I just went along with it. It was nice. The sex wasn’t that good. Sorry, I don’t mean to hurt you, it’s just that doing this makes no fucking sense.

And yet…here we are.

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Pensava que o assunto tinha ficado arrumado mas não ficou. Ainda há páginas soltas. Cheguei a essa conclusão há pouco tempo num dos meus poucos mas emotivos “rants”. Gostava de ter a coragem de te dizer que preciso de falar contigo. São demasiadas as perguntas sem resposta. Perguntas que nunca deixei que me passassem pela cabeça mas que neste momento pairam por aqui.

Preciso de saber.

Até pode parecer tarde demais, depois do facto consumado, do leite derramado e de todo o tempo que passou, mas cada um leva o seu tempo a processar. Há que admitir que não é fácil processar uma relação fantasma, que só fez parte de uma realidade invisível e existia apenas dentro das fronteiras da nossa existência. E ainda que tenha compreendido, que tenhamos agido da maneira mais correcta (e responsável) que me tenha colocado nos teus sapatos, ao olhar para trás, agora vejo, que ficou tanto por dizer.

E a retrospectiva pode ser a pior inimiga. Quando olho para o que foi feito e para o que foi dito com outros olhos, outro coração e mais bagagem de vida, vejo agora o que a minha perspectiva não me permitiu na altura, é daí que surgem novas questões.

Será que também tiveste a mesma capacidade de te colocar nos meus sapatos? Será que sabes o quanto me marcaste e também magoaste?
Foi para ti tão leviano quanto parece? Será que foste sincero nas tuas palavras ou só precisavas de um escape?
Fui eu a tua maneira de escapar à tua dura realidade, nada mais?

Eu desde cedo antecipei o desfecho, a minha intuição tem destas coisas, mas também foi a teimosia que me fez ignora-la. Quando me disseste que não me podias ver mais eu já o sabia dentro de mim. Já sabia porquê mesmo antes de mo revelares e mesmo assim…desejei que cada palavra que me estavas a dizer fosse outra coisa qualquer que não aquilo. Acho que nunca tinha sido tão racional como fui contigo. E mesmo a sentir o rasgão que me deixaste na pele coloquei as minhas emoções de lado. Fui fria e consciente da verdade que se impunha. Filtrei tudo, a dor, a raiva, o desespero, a tristeza.

E agora, gostava de ter a coragem de te fazer todas as perguntas que te devia ter feito e que ainda quero fazer.
E não é porque quero reavivar seja o que for, magoar-te ou algo assim… é por mim. Acho que o merecia depois do que fui capaz de fazer por ti. Depois de tudo merecia a oportunidade de fechar o capitulo sem dúvidas, sem mágoas e com a verdade. Olhar-te nos olhos sem me sentir tão pequena e tão vazia como quando naquele momento em que tu me disseste adeus.

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Tenho saudades das tuas mãos. Oh meu deus, como tenho saudade das tuas mãos. E eu que nem sou religiosa sinto necessidade de usar esta expressão para dizer o quanto tenho saudades das tuas mãos! 

O vento sopra com força e o cabelo esvoaça loucamente, eu sorrio-te enquanto tu carinhosamente desvias o meu cabelo da cara e me beijas. Como tenho saudades dos teus lábios. Não consegui mais sentir o que sentia contigo quando me beijavas. Cuidadosamente prendes o meu cabelo por detrás da orelha. Beijas-me o pescoço e todo o meu corpo treme. Suspiras ao meu ouvido “adoro-te” mas eu sei que amas. Eu sinto que me amas. Quando me abraças e me puxas bem junto para ti, do cimo do monte, à beira do precipício, vista rio, cheiro a mar. Tu brincas: um dia vamo-nos casar aqui e ris. 
Eu sorrio e encosto a cabeça ao teu peito, junto ao teu coração: eu sei que tu me amas.

E há melhor sensação no mundo?

Só mesmo quando me atiras para a cama, despida de corpo e de alma e me mostras que me amas.
“Adoro-te, ouviste? Adoro-te!”

Eu ouço-te, desde a alma. E acredito, não tenhas dúvidas! As tuas mãos passeiam-se pelo meu corpo, brincam, pululam, provocam. E eu adoro as tuas mãos, o teu toque, o teu jeito, o teu beijo.

Adoro quando me amas e adoro quando me fodes. 

Os nossos corpos fundidos, as nossas almas entrelaçadas, a nossa mente delirante de tanto prazer, os nossos corações em uníssono. 

É lamechas mas que se lixe! É a verdade: mais ninguém me fez sentir como tu, me amou como tu, me fodeu como tu.
E ás vezes, tantas vezes, inesperadamente, sinto saudade. 

De ti. De tudo. De nós. 

Sem mim.

Preciso de falar contigo, consegues ouvir-me? Sim? Ah…

Só queria saber se para ti foi tudo um jogo? Se eu fui uma apenas uma conquista ou até uma mera distracção… Se os teus beijos eram teatro e as tuas juras de amor uma manipulação. Se o meu coração apenas te serviu de entreposto enquanto estavas de passagem.

Estou? Estás a ouvir-me?

Devias ter escolhido o silêncio em vez de dizeres que me amavas, tal como o estás a escolher agora. Não tens resposta ou não queres responder?

Quantas vezes me quis ir embora e tu não deixaste disseste que precisavas de mim. Agora percebo, precisavas de mim para construíres o teu mundo fantasioso paralelo à tua realidade. Mas a tua ilusão era a minha realidade, sabias?

Agora olho-te de longe e nem sei quem és. Fui eu que sonhei ou tu que imaginaste?

Que pessoas fomos nós? Altamente indiferentes ao mundo lá fora… Eu não era eu e tu nem sei, foste alguém que não tu e de repente deixaste de existir. E eu também. Quando deixaste de existir deixei de ser a mesma pessoa e o amor já não era a mesma coisa. A paixão via-me com outros olhos. Deixei de sentir até tudo ficar dormente até deixar de sentir toda a dor e mágoa que restou quando detonaste a minha realidade e abandonaste a tua ilusão. Quando viraste as costas, sorriste, desapareceste, sem rasto, sem memória, sem…mim.

A doença que é amar-te.

Só passou um dia mas parece que voou toda uma eternidade.

Já não te disse olá quando acordei.

Continuas a surgir no meu pensamento enquanto as horas se arrastam pela sala vazia, não te consigo ver mas ainda te consigo sentir.

Há um vazio mudo nas palavras.

Arrasto-me pelo silencio da mágoa. A única coisa que ficou. Mágoa, solidão, medo, saudade, amor. Tudo o que resta mas não chega, tudo o que dói mas não parte. Permanecem para me recordar o quanto fazes falta, mesmo não estando.

Que raio de merda é esta a paixão?

Ouço-te dizeres-me num sussurro que me amas, a medo, porque sabes que estamos condenados ao nada. E eu também o sei. Sempre soube. Mas dizes na mesma e o amor cai como uma pedra no nosso coração. Destruidor. Totalmente o oposto daquilo que achamos que o amor é: destrói, amarra, magoa, fere, rasga, ensurdece, amarga, distancia, endurece, quebra, queima.

E se 24 horas sem ti pareceram uma vida…

Tinhas de aparecer e levar tudo de mim contigo. Arrancaste-me a alma e agora não consigo mais amar. Não consigo pensar no nunca ou no sempre.

Quero arrancar esta doença do meu peito.

Quero apagar a tua presença do meu corpo.

Quero tapar o vazio da tua ausência.

Não. Quero sair da impossibilidade.

Pára de respirar no meu ombro e de me beijar o pescoço, não aguento mais continuar a saber que ainda me amas e que ainda te amo. Este amor doente, decadente, moribundo.

Sem espaço, sem tempo nem circunstância.

Condenado à morte desde o primeiro eterno segundo.

Deixou-nos a sentença da saudade e da distância.

 

“Não penses em mim”

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Era a última coisa que me dizias sempre que te despedias de mim. Como poderia eu não pensar em ti, era um truque teu, assim tinhas a certeza que ficavas marcado no eco das tuas palavras.

Por vezes era o que de desejava, não pensar em ti, pelo menos assim não me sentia constantemente invadida pela tua presença ausente. Conseguia sentir os teus beijos, mesmo que não me estivesses a beijar. Conseguia sentir-te a km de distância, cada vez mais perto do meu coração. “Não penses em mim”… Pfff, que brincadeira de mau gosto essa. Arrancavas palavras do meu peito como se fossem tuas. Amo-te, quero-te, tenho-te. E levianamente dizias-me, autoritário, não te esqueças de mim. Como se fosse possível ignorar as marcas de quando rasgaste o meu coração e guardaste em ti todos os pedaços, garantindo que eu era só tua. De mais ninguém. Sabias que era improvável esquecer-te. Como poderia, já fazias parte de mim e esquecer-te seria quase como renegar-me. Viveria incompleta.

E num abraço sufocante ias embora, sem olhar para trás, cobarde.

E eu ficava a tentar não esquecer, a tentar não pensar.

 

A casa está fria.

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In obscuro libertas praevalet by LaCrisi

A casa está fria,
A porta aberta.
Mas eu não consigo sair.
Não quero sentir isto mas não consigo evitar. O meu coração está em guerra aberta com a razão.
Não, não quero pensar mais, não quero sentir mais. Esta inconstância rasga-me por dentro! Sinto a frieza à qual já não sou indiferente.
Sinto as minhas emoções a puxar-me para um lugar tão escuro que nem consigo perceber ao certo se ele existe mesmo.
Senso de normalidade desgastada, de paz invertida, indiferença dilacerante.
Indiferença dilacerante.
E tudo o que surge exacerba a podridão. E tudo o que se esconde potencia o negrume.
Eu não sou mais quem sou.
E as amarras cortam-se com a ponta fina da navalha, demora o seu tempo e dói que se farta! E ouço os gritos estridentes de dor, mas sou a única. Mais ninguém ouve, mais ninguém compreende.
Este silêncio ensurdecedor.
Mais ninguém sabe.

Sabes?

Portimão de Ferragudo

Sabes quando por vezes passas num lugar e és catapultada no tempo e no espaço? E o teu coração aperta um bocadinho. E tu sentes aquele nó na garganta. Daquele beijo trocado. Do abraço. Da voz dele que ecoa no teu peito. E fechas os olhos com tanta força, porque queres que essa memória não fuja. E abres os olhos e ele está ali, mas não está. E sentes todo esse fogo que te queima por dentro. E ardes na fúria que te consome no peito. Quase que sentes o seu cheiro. E sentes as mãos dele que te puxam. E tu sabes que queres ir mas tens medo. E cerras os olhos com força. Não queres voltar a sentir aquilo que só tu sabes o que é. Uma paixão tão boa que dói. E está mesmo ali, adormecida debaixo da tua pele. Faz-te muita impressão. E tu até pensas que é outra coisa que te incomoda, mas não… é aquele animal que vive dentro de ti mas ninguém conhece. Só ele. Ele sabe quem tu és mas ao mesmo tempo não sabe. E tu desesperas. São gritos sem voz aprisionados dentro de ti, naquele momento em que respiras fundo e engoles a saudade em seco. Às vezes preferias não recordar mas… tu sabes que não queres nunca esquecer. A maneira como ele te fazia sentir mulher e ao mesmo tempo menina. Como foi bom e como doeu ao mesmo tempo. Quando ele te disse que te amava e tu… sabias que o amavas. Mas continuas a sentir aquele desespero.  Como se ele segurasse o teu coração e o apertasse demasiado. Sabes quando passas nesses lugares que têm o vosso nome escrito por todas as paredes, pedras de calçada, grãos de areia. E mais ninguém vê, só tu e ele. Por mais tempo que passe. E cerras o punho  prometendo não pensar mais nisso. Mas não consegues. Porque quando viras na outra esquina sabes que foi ali que ele também olhou para ti. E tu sabias mas nada disseste. E  assim desapareceu com a brisa. E tu continuaste. Sabes?

Hot Cup of Emptyness

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Costumava chegar a casa, vestia o robe quente e enrolava-se no sofá com uma chávena de chá. Nunca ligava a televisão ou o rádio. Abria sempre uma brecha da janela, mesmo que estivesse frio, para poder ouvir os sons da rua. As vozes longíquas, os carros a passar, o som da chuva. E ficava na sala sala pouco iluminada a ouvir e a pensar. A pensar no quanto ainda sentia falta dele e se isso era sequer possível passado tanto tempo. ÁS vezes pensava que já não era saudade a sério, era o corpo que sentia falta de sentir falta e agarrava-se aos últimos resquicios de sentir. Há muito tempo que já não sentia. E quando pensava nele já não era com aquele aperto, apenas respirava fundo, por se sentir a afogar no nada.
Tentava esquecê-lo mas o seu corpo não a deixava e a sua mente insistia em relembrar o quanto ainda o amava e odiava nos seu sonhos.
E ficava sentada no silêncio mas numa guerra interna e insana, não sabia estar no nada mas não conseguia sair dele, portanto bebia o seu chá quente e tentava esquecer…depois vestia-se e saía de casa e no bar mais próximo tentava voltar a sentir algo com alguém diferente, mas não conseguia. Quando ele saiu deixou-a vazia. Saiu sem nada dizer, nem ela percebeu, roubou-a, deixou-a e desapareceu. Ficou ela, a casca do seu ser, sem nada. Sem amor, sem emoções, dormente, silenciosa. Vazia.

Uma Cascata Química de Emoções

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Existe algo de extraordinário na memória. Quando quero esquecer, não consigo. Quando quero lembrar, não acontece. E como basta um aroma, um sabor, uma palavra para despoletar uma memória que por si gera uma cascata de emoções que me causam um síndrome de coração apertado. E ando o dia todo a rever um filme que conheço tão bem quanto a minha pele. O filme da nossa vida, que passa incessantemente na minha mente em forma de curta-metragem. E quando penso em ti acho que é a maneira que o meu coração tem de dizer “não te esqueças!”. E como poderia?

Tanto me faz sorrir como me pesa na alma, é o peso intermitente da saudade.

 

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