“Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai. Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem. Porquanto assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e dava-se em casamento, até ao diaem que Noéentrou na arca, e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem. Então dois estarão no campo, um será tomado, e deixado o outro; duas estarão trabalhando num moinho, uma será tomada, e deixada à outra”. (Mat. 24: 36-41).
O que é o ARREBAMENTO? Ele é um resgate SOBRENATURAL de Deus da face do planeta para o encontro com Cristo nos ares sem experimentar a morte, daqueles que amam e servem a Jesus. Seu corpo será transformado como o corpo de Jesus foi transformado depois de Sua morte, aparecendo de maneira visível e sobrenatural aos seus discíplulos. O Ap. Paulo explica de maneira clara como será: I Cor. 15:52-54: no seu novo corpo não haverá mais a morte e nem o que corruptível, será uma nova semente de corpo. Nós estamos debaixo da maldição de um corpo que tem o pecado, que morre, envelhece, adoece, apodrece e sofre. Nosso novo corpo será feito de elementos celestiais e não desta estrutura de átomos que nos constitui. Elementos novos, que não sejam o carbono, o hidrogênio, fundamentais hoje, poderão dar lugar aos elementos químicos perfeitos do céu que nos constituirá em um corpo de felicidade, sem dor. Se você ama o Rei, pare agora e agradeça a Ele o sacríficio de resgate que Ele fez por você.
No livro de apocalipse não mostra claramente o evento do arrebatamento, motivo pelo qual temos que estudá-lo em Mat. 24 e 25 e nos livros aos tessalonicenses. Ele não é uma teoria docética cristã, criada pelos apóstolos, ele foi citado primeiramente por Jesus no texto acima e depois Ele veio revelando nas cartas aos seus discípulos.
As três posições mais aceitas com respeito ao arrebatamento
Sendo todas três **tribulacionista e chamadas também de pré-milenista, pois elas acreditam na tribulação antes do **milênio e que também o interpretam literalmente. Estas três posições têm sido mais aceitas. Elas se dividem no tocante ao tempo do arrebatamento.
O arrebatamento pós-tribulacional, aceito por uma parte da cristandade, não acredita que o arrebatamento possa ocorrer antes da segunda volta pública de Cristo. O pré-tribulacional, com a grande maioria de adeptos, não aceita que o mesmo possa ocorrer depois da tribulação e com a volta de Cristo. Os meso-tribulacionistas acreditam que ele ocorrerá no meio dos sete anos de tribulação.
A visão pós acha que o texto de I Tess 4:16-17 (um dos textos bases da interpretação pré) não pode ser dividido em dois: “nos ares”: 1º – Cristo vem nas nuvens somente para os cristãos e os arrebata da igreja, não é pública esta primeira parte da volta de Cristo, é para o arrebatamento. 2º – Acontece depois a tribulação e a volta pública de Cristo para os que estão na terra. Eles acham que é “engenharia bíblica” entender assim. Enfim esta interpretação não acredita que a volta de Cristo possa ser dividida em duas partes.
Até certo ponto é um pouco polêmico este texto pela interpetração pré-tribulacionista, mas por outro lado podemos ver na visão pré algumas qualidades: A) Ela procura mostrar evidências de que a igreja não passará pela tribulação. Apoc. 3:10 é um destes textos principais onde a igreja é guardada fora da provação que ocorrerá no mundo. B) A tribulação é um período de derramamento da ira de Deus, da qual igreja esta isenta (Ap 6:17; I Tes. 1:10; 5:9). C) Pelo o que se conclui pela visão pré-tribulacionista, ao analisar I Tes. 5: 4-9, combinando com Mat. 24:36-41, o arrebatamento será eminente, ele deixara o mundo em alerta, estarrecido talvez, não fazendo sentido ocorrer assim no armagedom, i. é., no fim, na volta de Cristo.
Assim analisando temos duas considerações a fazer: 1) Quem pregará no período da tribulação (7 anos)? Segundo a visão pós-tribulacionista, o Israel a que se refere depois do capitulo seis até o vinte, às vezes, trata-se da igreja e se cumpre na igreja, podendo ser também o Israel natural, a nação escolhida, o Judeu natural, assim naturalmente a igreja continua na atividade e é ajudada por uma conversão em massa de Judeus, principalmente depois dos últimos três anos e meio da tribulação.
Quanto aos pré-tribulacionista, acredita-se que os preparados, os que estarão firmes com Senhor, em obediência, serão arrebatados assim que manifestar publicamente o anticristo, no início dos sete anos. Muitos não preparados, que não estão firmes na fé cristã, não serão arrebatados, sendo que eles, depois de tanta evidência do arrebatamento, mais consagrados agora, revêem sua posição e se consagram para pregação durante a tribulação. Há um grande problema aqui: qual seu conceito de estar “firme” no Senhor? Há muitos que estão debaixo da lei que se acham mais consagrados e faz disto uma doutrina. Na verdade cada um sabe sua intimidade com Deus. Segundo o Pr Paul (David) Yung Choo, adpeto da visão pré, haverá uma conversão em massa dos judeus (ele associa os 144 mil escolhidos de todas as tribos aos judeus naturais e não à igreja), assim sendo, mesmo com grande parte da igreja arrebatada, haverá muitos pregadores e uma conversão em massa durante a tribulação.
Outra questão levantada pela interpretação “pré” seria que uma vez que começa a tribulação de sete anos, segundo a 70ª de Daniel, nós saberíamos quando seria o dia da volta do Senhor, sabendo assim que Ele virá no final dos sete anos, entrando assim em contradição com o Jesus disse que ninguém sabe nem o dia e nem à hora, só o Pai que está no céu, assim não pode ser depois da tribulação. Os “pós” se defendem com a Parábola das virgens (Mat. 25:1). Ela deixa a entender que as virgens prudentes sabiam, não a exata hora, mas o tempo que o noivo vai chegar.
Segundo a visão “pré”, acredita-se ainda que não aparecendo mais à palavra IGREJA depois do capitulo seis é porque esta fora arrebatada, mas a visão “pós” se defende mostrando que as palavras SANTOS e SANTO aparecem em todo livro e que representam a Igreja. E ainda para visão “pré”, o arrebatamento acontece no inicio do capitulo quatro, quando o Espírito diz: “sobe para aqui.” Vê-se ai uma alusão ao arrebatamento da Igreja e o momento seria também de revelação do anticristo de acordo com 2Ts 2:1-4: depois da revelação do “ministério da iniqüidade”, tem-se o início da tribulação.
Segundo a visão “pós” (por Maurício S. Nellis estudioso de escatologia e citando outros), não há base para desmembrar o arrebatamento da volta pública de Cristo (a parousia), cita ele diversos textos da palavra (Mat. 24:29-31; I Cor 15:1-55; I TSE 4:13-18; Luc 14:14; Jo 5:28 e Ap 20:4-6).
Há ainda uma terceira visão pré-milenista também chamada de meso-tribulacionista que acredita que arrebatamento ocorrerá no meio da tribulação, no fim dos três anos e meio chamados também de 1260 dias ou 42 meses com várias citações em quase todo livro de apocalipse. Sendo três anos e meio a metade de sete anos do livro de Daniel. A base bíblica que utilizam é I cor 15:52 onde eles associam a sétima trombeta, que Paulo cita, com a sétima trombeta do apocalipse. Soando ela na metade da tribulação, ocorrerá o arrebatamento. Eles também associam o arrebatamento com ressurreição das duas testemunhas (Ap 11:3; 11), quando elas são arrebatadas, elas estão figurativamente também, representando à igreja.
Mas independente de visão de interpretação que você tenha, o mais importante e saber e ter certeza do seu encontro com Cristo e permanecer Nele, na graça e em santidade, estado que é conseqüência direta desta graça.
Amar a Deus, a nós mesmos e ao próximo é o caminho que devemos trilhar, e como diz I JO 4:16: o amor lança fora todo medo, principalmente, ali ele fala do medo de não se estar com Ele. Caminho certo e sem erro é o amor. Se você permanece em Cristo não preocupe se o arrebatamento será antes, durante ou depois, esta é a principal razão de ser do arrebatamento: deixar-nos preparados a qualquer hora e qualquer dia para encontrar com o Senhor, como disse PR Russel Shedd no prefácio do livro: “Então fira o fim” (David Ewert): “É de se esperar que a divulgação deste livro traga grandes benefícios para todos os que deixaram que a bendita esperança da vinda do Senhor fosse do centro para a periferia da sua atenção”.
Eu anseio pelo arrebatamento e ele acontecerá, isto que é importante. Eu acho o arrebatamento, primeiramente, uma chamada de Deus para estarmos atentos a qualquer hora, como as virgens prudentes. “Como nos dias de Noé…”. (Mat 24.36.41)
Paz do Verbo,
Silvério Peres
** os sete anos de tribulação são tirados das setentas semanas de Daniel 9 que prevê uma última semana especial (70ª). Ela somente se cumprirá no fim dos tempos dos gentios (nós todos que não somos Judeus), completando assim o número das semanas. Esta última semana está ligada aos últimos sete anos antes da volta de Cristo, chamada também de período de tribulação.
** Milênio: serão 1000 anos neste planeta aonde os arrebatados estarão governando com Cristo (cumprindo os profecias sobre o governo do Cristo). As nações e os que ficaram na face da terra procriarão sem a maldição de gênesis 3, mas ainda neste corpo que temos hoje. A natureza será restaurada, haverá grande paz na terra e Jerusalém será a capital da nações (Sião). Depois dos mil anos, satanás será solto e enganará muitos com sua última investida. Em uma intervensão de Deus tudo será tranformado e o céu e a terra se fundirão em um ambiente celestial. Satanás será preso eternamente e virá o juizo final. Ref: Apoc. 20:2; Icor. 15:25; Isa. 2:1-5; 49:8-12; cap. 60 e 61.