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I Cor. 12:4-6

4 “Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo”.

5 E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.

6 “E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos”.

A base da História inicia-se na Trindade Divina e no seu relacionamento entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Há uma perfeita harmonia entre Eles que nos estabelece um modelo a seguir. Veremos como atuam na Bíblia as pessoas da Trindade e veremos qual é o alvo de Deus para nós crescermos como indivíduos e com propósito dentro da História.

A atuação de Deus Pai: no processo bíblico vemos a atuação de Deus Pai no seio da Trindade como Pai do Cristo e do E. Santo. A História do homem, o motor da humanidade é controlado por Deus. Todos os contextos de transformações as quais a História da humanidade passa, tem o dedo de Deus contextualizando tudo segundo Seu querer. Com isto não estou querendo dizer que todas as ações do homem são controladas por Deus. Muitas coisas acontecem com as pessoas são opções delas mesmas no curso de sua vida. Deus jamais quebrará liberdade do livre arbítrio humano. Ele age no macro da história, Ele prepara o contexto para que ela, a História, chegue à conclusão no apocalipse, na consumação dos séculos (Mat. 25). Podemos ver como exemplo o período da Reforma Luterana e como Deus a preparou para que a Reforma alcançasse seu ápice. Vejamos: no começo do século XVI a Europa passava-se por grandes transformações no processo econômico, social, político e religioso. Havia uma insatisfação geral no processo religioso de dominação da Igreja Católica Romana, o cristianismo primitivo dera lugar a um cristianismo mórbido, desvirtuado de sua originalidade. Vários foram os líderes que tentaram antes de Lutero uma reforma religiosa, mas o contexto não estava preparado. No séc. XVI a economia do velho continente havia expandido com as navegações. O crescimento da nova classe denominada de burguesia, movimentou-se uma atividade social constante que abriu novas fronteiras no seio das cidades, e nos mares, as grandes navegações. Com crescimento destes novos ricos o domínio feudal que avalizava a antiga igreja acaba-se por enfraquecer e com ele toda esta classe aristocrata. Os novos burgos crescem e suas ideias mais liberais também tomam curso. Havia uma sede de mudanças, de transformações na sociedade e no pensamento. A ciência passa a questionar alguns dogmas assim como o pensamento teológico. É neste contexto que aparece Lutero com suas teses e que da curso a um processo já iniciado por Deus no contexto mundial, dando origem ao movimento da Reforma.

Deus não traça os detalhes da história, mas traça rumos para que nós humanos possamos chegar a um contexto final que está profetizado e será a nós revelados no livro de apocalipse.

A atuação de Deus Filho: o Cristo atua na preparação da igreja no contexto histórico. Ele atua também no contexto humano preparando pessoas para agirem dentro dos desígnios do Pai para que a história possa seguir dentro da lógica da Trindade. Na igreja, Jesus trabalha chamando, preparando um contexto para conversão de pessoas. Ele estabelece os serviços e talentos que usaremos na igreja. O caminho para que a pessoa seja usada por Deus no Reino é preparado pelo Cristo. A igreja tem sua direção no trabalho de Jesus. É Ele que nos chama como novos revolucionários da fé. Dentro da trindade é o Deus filho. p. ex., quem preparou o monge Lutero e o chamou e o transformou em uma experiência de salvação pela graça, o qual denominou: justificação pela fé.

O Cristo trabalha a igreja para que possa representar o Reino de Deus, por isto, todas nossas orações são feitas em “nome de Jesus”. Ele é o centro do cristianismo, Ele é a inspiração dos profetas, Ele é o verso dos poetas e o desejo dos revolucionários da fé. A atuação social e religiosa do homem na fé, tem sua essência e inspiração última, no Cristo.

A atuação do Deus Espírito Santo: a atuação do Pai abrange o macro contexto, a atuação do Filho abrange social comunitário e a atuação do E. Santo vai abranger a individualidade. Quem é que dentro da trindade fala contigo nas horas de suas noites escondidas? Na oração do silêncio dentro do seu quarto? Quem é que te escuta nas madrugadas de suas lágrimas quando ninguém te vê ou sabe o que se passa contigo? Quem é que geme dentro de ti com gemidos inexprimíveis (Rom.9) e conhece suas mais intimas individualidades, suas fraquezas e seu lado positivo e seus talentos. O trabalho do E. Santo é de compreender, trazer o amor de Deus para seu coração, te eliminar a culpa massacrante, te ensinar e te tocar quando você lê a Bíblia. Ele age na sua individualidade dentro do chamado que o Cristo estabeleceu em você como propósito. O melhor livro para você entender o E. Santo é o clássico de Benny Him (Bom dia Espírito Santo!) e o melhor livro para você entender a atuação da trindade é: “A cabana.” O Espírito caminha no dia a dia contigo te fazendo lembrar as promessas de Deus, é Ele que dá fôlego quando você vê novas curvas na sua caminhada. o E. Santo é amigo, é companheiro, é o parceiro de todas as horas.

Assim sua vida é dirigida por esta conspiração Santa que estabelece o propósito de sua existência. A maior pobreza do homem é sua falta de propósito, quem não acha seu propósito de existência, apenas passou pela vida e não a viveu. A vida dentro do propósito de Quem o criou alcança a essência da existência. Mergulhe dentro da Trindade, aprenda a relacionar com Ela, a adorá-La e siga seu propósito até a eternidade.

Paz,

Pr. Silvério Peres.

No texto abaixo falamos do processo de formação da igreja e como ela começou a dividir-se. A grande pergunta é por que. Porque seria hoje mais opcional a igreja continuar em várias organizações e denominações. Ao analisar o texto podemos chegar a algumas conclusões com respeito à igreja que são reflexões sobre nós mesmos, que somos o corpo integrado de Cristo, unidos para formar a Noiva que será buscada pelo Seu Noivo na consumação dos séculos.

Não afirmo isto categoricamente, pois um dia posso mudar este paradigma, mas hoje acredito que os muitos movimentos cristãos no mundo todo são mais saudáveis para o cristianismo em geral. O homem tem em si uma sede de poder e de permanecer no mesmo, quando este poder conquistado é ameaçado, ele passa a perseguir quem ameaça. No medo das transformações que aparentemente ameaçam o poder ele fixa em dogmas (idéias fixas), ele estanca seu crescimento para impedir que a geração mais nova, mais revolucionária e sedenta por mudanças, possa continuar as transformações. Eles a impedem de colocar suas idéias e planos. Neste medo, nesta ameaça é que a geração antiga expulsa o movimento, justamente, o fôlego novo que vai dar continuidade aquele belo movimento que teve sua origem geralmente em um chamado do Espírito, que está sempre atento aos planos do Pai para não deixar morrer a essência do cristianismo. Assim nascem as denominações: os mais velhos impedem a nova geração revolucionária, estancando o processo e fechando-se em uma denominação; por outro lado, os mais novos, sufocados dentro de si e ansiosos por mudanças, passam a reunir separadamente para não morrer e transformar-se na velha geração acomodada, nascendo mais um movimento, que provavelmente, lá na frente, vão ter os mais novos, que terão uma visão mais arrojada, e estes agora revolucionários passarão a ser os mais velhos que impedirão os mais novos de imprimirem transformações, nascendo assim, mais uma divisão.

Deus não avaliza ninguém e nem deixou – a não serem os doze primeiros apóstolos – como fundadores de sua igreja. Nos doze primeiros temos nosso fundamento deixado pessoalmente por Jesus, é o que a bíblia chama de: fundamento dos apóstolos. Todos e qualquer movimento tem que estar dentro deste fundamento, senão torna-se uma seita herética: a salvação pela graça, a cruz, o sangue, a ressurreição, batismos, arrependimento, imposição de mãos a deidade do Cristo e sua volta, a ceia, a comunhão, o ide, o louvor, a mordomia financeira, dons, talentos e o proceder ético do Cristão; enfim estes e mais alguns fundamentos não podem ser mexidos, não podem sofrer mudanças, pois são fundamentos. Eles podem ser adaptados a culturas, a épocas: por exemplo: a maneira de evangelizar pode ser adaptada às épocas e culturas, mas a mensagem é a mesma em qualquer língua: Jesus morreu na cruz por nós e através do arrependimento e aceitação do seu sacrifício, somos salvos.

Os movimentos revolucionários são necessários para que a este fundamento permaneça durante os séculos. Lutero, Calvino e outros levantaram contra o autoritarismo Católico Romano, justamente porque eles mudaram os fundamentos do cristianismo, tornando-se uma espécie de cristianismo híbrido. Na contra-reforma católica, muitos fundamentos foram resgatados, mas necessitou-se que revolucionários pudessem levantar-se para mexer na estagnação, no “status quo” religioso Romano. Depois, futuramente Lutero veio a perseguir outros movimentos novos. Sempre que o revolucionário ganha poder, e alcança alvos, quando a geração mais nova se levanta ele persegue o que ele foi um dia.

Você pode perguntar: eu não sou assim e nem quero ser? Como farei para permanecer coerente? Saiba discernir as gerações mais novas o que delas são ambições e rebeldias e o que delas são uma revolução de amor. Deixe-as governar quando sua idade já tiver o frescor da juventude, saiba sair com nobreza da liderança do poder para ser uma liderança do conselho, do amor aonde esta geração vai buscar equilíbrio. É maravilhoso ver um ancião sábio deixar a geração mais nova no poder e ele ficar no conselho desta geração, como mentor, como consultor destes mais novos, como um pregador experiente que traz o mover do Espírito onde passam. Conheço vários anciãos assim, eles deram o lugar aos mais novos, eles são nome referencia aonde passam. Vou te contar um segredo que eles entenderam: quem assim permanece nunca deixa de ser um revolucionário. Conheço um missionário norte-americano que permanece mais revolucionário do que nunca, toda geração revolucionária quer estar com ele, ele manteve o vigor, e mais, ele ama.

Amar é a maior expressão de maturidade no cristianismo e a síntese da revolução latente em todas as gerações. Mantenha assim, não deixem que a chama apague, pois o poder não traz a felicidade, e sim, a simplicidade e o amor.

Deus nos guarde. Paz!

Se alguém te perguntasse um texto na Bíblia que definiria a verdadeira igreja de Cristo, você saberia responder? A definição de igreja em toda estrutura básica teológica de representação do Reino de Deus seria Atos 2:42 a 47. Aqui você tudo que uma igreja necessita espiritualmente e emocionalmente: 1) Doutrina baseada no fundamento dos apóstolos. 2) Oração. 3) Comunhão com o outro e com Deus. 4) Suprimento de necessidades. 5) Ceia. 6) Louvor. 7) Evangelização com simpatia. 8) Compartilhamento financeiro. Esta igreja cresce, e de Jerusalém passa a Samaria, Judéia e até  quase todo Império Romano.

Ela teve dois ataques de divisão no seu nascimento, que se não fosse a unidade dos apóstolos, ensinados pelo Mestre, já na sua infância nasceria dividida e com ramificações heréticas. Foram os dois ataques: – os judaizantes, que achavam que os gentios (todos que não são judeus), deveriam guardar a lei mosaica como os judeus convertidos. Graças ao trabalho de Pedro, Paulo e Tiago, no seu primeiro concílio, eles juntamente com os outros, tiveram uma decisão sábia de não exigir dos gentios que guardassem a lei mosaica, mas que se deixassem conduzir pela santidade do Espírito. O segundo ataque – mais sério – foi do gnosticismo que pregava um cristianismo híbrido com filosofias e seitas, tendo como base de maior heresia a não aceitação da Deidade de Cristo sendo Deus e Homem ao mesmo tempo. Eles, em sua estrutura primitiva, achavam que o corpo era mal e o espírito era divino, assim Jesus apenas entrou no corpo do homem Jesus depois do batismo e saiu antes da morte. Como o corpo é mal, criou leis ascetas para proibirem a carne, anulando a graça de Deus. I João combate o gnoticismo, mostrando a Deidade de Cristo junto à sua humanidade e a nossa necessidade da Graça. Posteriormente, o gnoticismo (Sécs II e III) desenvolve em múltiplos pensamentos: o espiritismo (Séc. XVIII) bebe desta fonte, bem como, muitas outras linhas de pensamentos humanistas e espiritualistas.

O primeiro grande cisma foi chamado de cisma do oriente em 1054 (Séc. XI) que acabará por dividir a igreja em duas: no ocidente a Igreja Católica Apostólica Romana e no oriente a Igreja Ortodoxa. Devido mais a divisão política (que posições teológicas) herdada pela divisão do Império Romano e a mudança da capital para Constantinopla, algumas posições doutrinárias e autoridade papal, o cisma aconteceu. O interessante é que a as divisões seguraram por séculos, mesmo mediante a secularização da doutrina cristã. A grande formação de igrejas em diferentes organizações veio a crescer depois da Reforma Luterana a partir do século XVI.

A reforma trouxe a ênfase e a necessidade do povo comum, e não apenas o clero, de ler a Bíblia, de ter informação na Palavra, de ter revelação na mesma. Isto trouxe grandes reformas ao cristianismo que estava totalmente fora do seu espírito primitivo. O abandono da doutrina mais básica do cristianismo: a revelação da graça, justificação pela fé, bem como a icoplastia (adoração a imagens), levou os reformadores se espalharem por toda Europa dos séculos XVI ao XIX. As chamadas igrejas históricas nascem neste período: Batistas, Presbiterianismo, Metodistas, Anglicana, Luterana, etc. A partir do fim do séc. XIX e começo do XX cresce forte o movimento pentecostal que amplia a divisão de igrejas, culminando o que experimentamos hoje com a liberdade de pensamento da pós-modernidade e na liberdade de expressão, um número mais crescente de novas estruturas de Igreja. Hoje no Brasil nasce mais de uma nova igreja cristã por dia.

Porque dividimos tanto? A resposta está no coração humano. Nós temos um coração ambicioso de poder, de apego ao dinheiro. Veja no primeiro cisma: há uma clara disputa de poder de autoridade entre oriente e ocidente. Diferenças culturais são também causas de divisões em várias ocasiões da história da igreja. O poder de Deus habita em nós, o Sagrado no humano caído. Muitas destas novas denominações nasceram como reformadoras e com a tentativa de unir os cristãos, mas acabam por cresceram e a fazer tudo que criticaram quando ainda eram pequenos revolucionários. Todo movimento que cresce, elefantiza, estrutura-se em departamentalização, acaba por torna-se o mesmo que um dia ele criticou. Ainda é incurável completamente o coração humano, ele é divido por natureza entre o bem e o mal. Não há indícios na Palavra que teremos mais que uma igreja no milênio e muito menos no Céu. Cristo mostra nas cartas as setes igrejas (Apoc. 2 e 3) o constante abandono do homem ao cristianismo primordial, Ele mostra a estrutura do coração humano no sagrado da igreja. Assim nada é novidade. Você já raciocinou se o cristianismo fosse um só e debaixo de uma só estrutura de autoridade, com certeza ela seria tirânica porque o poder corrompe, sendo assim, alguns sempre estarão guardando um cristianismo sincero.

O que nos resta, se temos o coração em uma só unidade do Corpo de Cristo? Resta-nos amar todos os irmãos de qualquer denominação e deixar que o espírito de unidade se processe em nós pessoalmente. Jesus nos deixou claro que Ele começa pelo micro, pelo pessoal. Se você ama seu irmão de qualquer denominação, ou cultura, ou raça, ou nacionalidade, você tem o cristianismo correto no coração. A grande divisão está no espírito das pessoas. Não acredito na maturidade cristã, sem a visão de Corpo, no cristianismo. Não conheço um homem maduro em Deus que não tenha a visão do corpo de Cristo como sendo um. Coração dividido é para os infantis na fé, para sectários.

Temos que tolerar agora, ou se vamos tolerar as muitas denominações até a volta de Cristo? Não sei. Sei do que eu quero: eu quero enxergar em cada irmão um filho legítimo de Deus, quero a unidade de fé em só Salvador e transitar em todas as igrejas cristãs como se estivesse em minha igreja. Cear com todos os novos renascidos e deixar o amor transformar-se em Pão.

Que a paz e a comunhão do Cristo iluminem nossos passos para podermos preparar uma noiva pronta, madura para chegada do Noivo: O Rei! Talvez com vários CGC(S), mas com um só Espírito. Quem ama une, quem quer poder, desagrega.

Na paz do Verbo,

Silvério Peres.

Comecem lendo este texto fantástico de um dos autores que pensa hoje o verdadeiro sentido de ser do cristianismo:

Por Brennan Manning

“O conceito de pecado de Thomas Merton não se centra em atos pecaminosos isolados, mas fundamentalmente no ato de optarmos por uma vida de fingimento. A vida em torno do falso eu gera o desejo compulsivo de apresentar ao público uma imagem perfeita, de modo que todos nos admirem e ninguém nos conheça. “Só pode haver dois amores fundamentais”, escreveu Agostinho, “o amor a Deus, numa negligência do meu eu, ou o amor do eu, numa negligência de Deus.”

Merton disse que a vida dedicada à sombra é uma vida de pecado. Pequei em minha recusa covarde — por temer ser rejeitado — de pensar, de sentir, de agir, de responder e de viver a partir do meu eu autêntico. Recusamos ser nosso verdadeiro eu até mesmo com Deus — e depois nos perguntamos por que nos falta intimidade com ele.

O ódio pelo impostor é na verdade o ódio de si mesmo. O impostor e eu constituímos uma só pessoa. O desprezo pelo falso eu dá vazão à hostilidade, o que se manifesta como irritabilidade geral — irritação pelas mesmas faltas nos outros que odiamos em nós mesmos. “O ódio próprio sempre redunda em alguma forma de comportamento autodestrutivo”.

Este texto leva-nos a uma meditação sobre uma das bases do cristianismo que é a pecabilidade. Qual o verdadeiro pecado? Existem pecadinhos? Pecadões? E a paranóia do pecado que gera cristãos deformados e perdem o verdadeiro sentido de relacionamento com Deus. Batemos na tecla errada ao passar um Deus falso para humanidade perdida no pecado: passamos para a humanidade uma culpa, mas não mostramos onde verdadeiramente ela está. Viver a falsidade pecaminosa do “Eu” falso é a origem dos pecadinhos nominais que falamos todos os dias. Em todo tempo se julgam as pessoas pelos seus atos de pecados, mas não se mostra a elas a origem de seus pecados, a fonte de onde esta água nasce. O macro pecado habita, como Brennan Manning cita Thomas Merton, no falso “Eu”, no impostor. O que é o impostor senão você mesmo vivendo uma mentira sobre si mesmo.

Você engana-se todo tempo tentando mascarar sua dor por dentro da distância da luz. I João diz que quem anda na luz ama seu irmão. Quem ama está encontrando seu verdadeiro EU, aquele que vem para Luz do E. Santo busca o autêntico Eu, que é verdadeiro, sem hipocrisia. Quem não mergulha dentro de si para se conhecer, conhecer suas verdades, vive uma estória de conto de fadas pessoal, vive com “duendes” em suas florestas emocionais. Este é o sentido do texto acima que afirma que o verdadeiro pecado está na vivência da falsidade de si mesmo, da tentativa de passar por alguém que você não é. Quando estou envolto nesta ação de esconder quem sou, me entrego aos pecadinhos nominais que minha carne me leva. Não trato da fonte jorradora, da essência do distanciamento de Deus que é o Pecado (veja que o coloquei em maiúsculo e no singular).

Watchman Nee (pensador cristão perseguido e preso pela revolução popular da china nos anos 60 do século passado), distingue bem pecados de Pecado. Pecado é o pecado original que deve ser tratado em nós, é ele dá origem aos pecados (plural). Viver fora, no “Eu” impostor é viver de mãos dadas com os pecados, mesmos que você não peca “cabeludamente”, se assim podemos dizer, o simples fato de você estar fora de si mesmo, já o leva ao Pecado original, isto é, a independência de Deus, ao orgulho. Condenamos quem adúltera, mas não condenamos que se orgulha! Por quê? Porque quem adultera está visível, está infringindo a sociedade, a ordem social. Quem se orgulha passa despercebido ou até mesmo é elogiado pelos falsos “Eus” colegas de ação e também impostores (atira a primeira pedra…).

É impressionante como Jesus usa sua divina inteligência no trato com as pessoas no evangelho. Veja o próprio Mateus, antes de ser apóstolo do Senhor, era a pior escória da sociedade depois dos fariseus, ele era coletor de impostos para os Romanos que escravizavam seus irmãos. Quando você estuda o sermão da montanha de Mateus 5 a 7, fica-se como que de boca aberta sobre a narração da “outra face”, dos “lírios dos campos e dos pássaros que não guardavam em celeiros”. Mateus teve um encontro consigo, ele mergulhou mais fundo onde somente o E. Santo pode levar-nos e foi transformado do impostor covarde, ao apóstolo amado de Cristo.

Pecado no singular é raiz que deve ser tratada, pois é ela que dá origem aos pecados nominais. Quando volto meus olhos ao Cristo verdadeiro me vejo por dentro, preocupo com minha origem, com meus temores, com minhas essências, quando olho para o Cristo e vejo no lugar dele a Lei, tiro os olhos da Graça e passo a viver na falsidade do meu desempenho, no meu cristianismo nominal e fútil, no “Eu” impostor.

Andar com Deus Pai é uma caminhada para dentro das jornadas de mim mesmo, até encontrar com o Meu Cristo, esperando para que eu descanse em Sua Graça.

A paz do Verbo,

Silvério Peres.

“Mas, para que os não escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, tira o primeiro peixe que subir, e abrindo-lhe a boca, encontrarás um estáter; toma-o, e dá-o por mim e por ti”. Mateus 17:27

Basta um tempo muito pequeno diante da telinha para você achar o quanto você necessita de ganhar melhor para atender todos os apelos do consumo. Conta-se que certa vez o filósofo Sócrates (séc. V a.c) estava na porta de um comércio em Atenas (cidade estado Grega) e olhava para as mercadorias. O atendente vendo-o observar, perguntou-lhe: – queres comprar algo? Ele respondeu: – estou vendo o quanto de coisas aqui que eu não necessito para ser feliz.

O consumismo cria em nós uma falsa felicidade, principalmente no mundo ocidental onde ele é incentivado já na educação familiar. Não quero dizer que as pessoas não necessitam do básico para viver e nem ser idealista o bastante para afirmar que não necessito de matéria nenhuma para viver. Todos nós temos contas básicas para liquidarmos mensalmente e quando isto falta, nós preocupamos e ficamos com a paz abalada. Depois que o básico é satisfeito: casa, comida, transporte, higiene e educação, nada nos garantem que o TER mais vai contribuir com sua felicidade, a não ser que sua vida resume-se na visão fútil do TER acima do SER. Sócrates quando fala ao vendedor ele diz isto em outras palavras: o quanto necessitamos SER para alcançarmos o prazer de viver.

Quando mais jovem eu tinha um grande sonho de consumo de comprar com meu próprio trabalho, meu carro zero (na casa do meu pai tive diversas vezes esta oportunidade), mas agora era diferente, eu estava comprando para minha própria casa. Confesso que quando consegui fiquei uns três dias em “estado de graça” com o cheiro de carro novo (na época era bem mais difícil tê-los). Passados os três dias o meu “estado de graça” já não era o mesmo. Pensar muito na sua riqueza interior é o maior investimento que você pode buscar na vida. Conhecer suas próprias mazelas, seus medos, reconhecer seu orgulho e os caminhos internos do seu coração. Entrar na jornada da vida e ir mais fundo em um mergulho mais nobre. Fazer de sua vida uma busca incansável é o resumo das principais religiões e sistemas de pensamentos filosóficos. Porque todos buscam isto e maioria ainda não encontrou?

Aqui entra a “moeda na boca do peixe”. Quem falou esta frase? O que ela traz carregada em seu significado?  Jesus ao ser cobrado do imposto que cada cidadão pagava na época, poderia estar preocupado como nós ficamos a cada mês de abril de todo ano quando somos cobrados da declaração do I.R. É profundamente impressionante como ELE viveu a verdade interior de Si mesmo! Como ELE foi capaz de viver está verdade básica de DEUS que todos os povos reconhecem e a maioria dos códigos dos pensamentos acredita. Como DEUS encarnado não poderia ser diferente com ELE, de viver diariamente a verdadeira liberdade humana, que é ser livre de ansiedades do dia a dia; de viver cada momento como sendo o único da vida e cada hora como a mais feliz que a outra. Quero te recordar que hora antes DELE pedir a Pedro que pescasse o peixe e pegasse a moeda, ELE havia dito aos discípulos que era necessário que ELE morresse para a salvação e por todos nós. Como alguém fala em sua morte tão próxima e não entra em estado de tristeza e desânimo. Para que pagar imposto? Vou morrer daqui uns dias? ELE vive cheio de graça até poucas horas antes de sua morte e mesmo na cruz agonizante ELE preocupa com João dizendo: “esta é sua mãe”.

Que domínio ELE tinha sobre seu SER. Quando os soldados perguntam no getsêmani quem é Jesus, ELE diz: “EU SOU!” Eles caem por terra ao ouvirem aquilo. Por quê? Dizendo o mesmo para Moisés, DEUS PAI mostra que este é verdadeiro nome de quem É. Não é o nome que faz a pessoa, mas é o poder de SER. Quando você É, o mundo cai diante de tal poder, porque o poder de DEUS estará em você, você somente SERÁ se você deixar o Grande EU SOU dominar sua vida. Ter a vida dominada, você passa a controlar a própria natureza, como Jesus fez com o peixe e a moeda. Pedro ali representa nossa caminhada como discípulos de CRISTO que estamos pescando pessoas na pregação do evangelho (o peixe) e como discípulos também não deixaremos a moeda, o consumo nos dominar, mas quando necessitamos dela, aprenderemos que os peixes, enviados por DEUS nos sustentará.

Jesus andou, comeu, viveu, dormiu, passou invernos e outras estações e sobreviveu feliz na face da terra. Não tinha imóvel próprio e nem emprego fixo, estável. Somente alguém com prazer de viver poderia dizer palavras como Mateus 6:24-35 (Olhai os lírios, os pássaros…). Quem poderia, a não ser ELE saber que um peixe provavelmente tinha engolido (coisa que não é comum de um peixe fazer) de um provável navio romano afundado, um estáter (moeda romana da época) e que a provisão do SEU PAI já tinha trabalhado para ELE. Não é verdade? Não é isto o cristianismo? Ou estou enganado?

A paz do Verbo,

Silvério Peres.

 

 

1 João 4:18

No amor não há medo; pelo contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor.

O medo é algo que nos acompanha durante a vida e juntamente com o orgulho eles são os pais dos sentimentos. O medo tem três filhas principais: rejeição, culpa e ansiedade. Estes três sentimentos nos derrotam ao impedirmos de caminhar. Muitas pessoas, talvez uma grande maioria, fiquem no caminho preso por um destes três sentimentos ou pelos três. Vamos analisar a profundidade do versículo acima, esta preciosidade que o Espírito santo trouxe de revelação ao nosso Ap. João.

A Rejeição (filha mais velha) > É o medo de não ser aceito pelo outro ou por Deus. A rejeição produz em nós o medo do castigo, que nos leva no afã de fazermos coisas para não sermos rejeitados. Quando empenhamos muito para sermos aceitos, adquirimos outro sentimento fruto dela, chamado de perfeccionismo. Adão teve a rejeição como um dos primeiros sentimentos que teve fora do ambiente do jardim: ele se escondeu, quando ele escondeu pensou: “Deus me rejeitará porque desobedeci”. Ela também, muitas vezes, leva pessoas ao alto grau de ira. As pessoas muito iradas geralmente sentem rejeição, é a maneira que ela tem de se defender deste turbilhão de não aceitação que ela sente, ela agride gritando: “Não me rejeite mais ainda!” O conflito dentro dela é grande e a insatisfação leva à ira. É muito ruim para uma pessoa sentir-se inferior, rejeitada, mesmo que aquele sentimento seja uma fantasia.

Agora, João quando diz: “O amor lança fora o medo”, ele vai profundo neste sentimento de rejeição. Quando estamos amando a Deus e ao outro, conseqüentemente, estaremos amando a nós mesmos, que é uma das condições do mandamento que Ele nos deu. A maior cura da rejeição é o amor a nós através do amor a Deus e ao outro. Deixamos de preocupar conosco e passamos a ver a dor do outro. Quando sinto a dor do outro, esqueço a minha. Quando sinto também o amor de Deus, conjugo o verbo: aceitação. Sou aceito por Deus, porque seria eu rejeitado pelo meu semelhante? Entendem a profundidade da essência de Deus que é o amor e a profundidade do Ap. João quando o cita?

A Culpa (filha do meio) > A culpa é o medo do castigo pela vida, por Deus, por alguém, enfim, tenho culpa, sou condenado e castigado. A culpa paralisa as pessoas de continuarem seus sonhos, elas ficam patinando no mesmo lugar remoendo seu passado, seus erros. Quando a expressão do versículo diz: “O medo supõe castigo”, está falando do castigo do juízo. João diz aqui que não teremos medo do juízo, pois estamos em Deus, se estamos Nele somos salvos, se estamos no amor estamos em Graça e a Graça é a salvação, ela lança fora o medo da condenação. O amor a si mesmo te livra da culpa também porque te leva a perdoar a si mesmo, que é um dos perdões mais difíceis. Conseqüentemente, quando também perdoamos ao outro e recebemos o perdão dele, me liberto por dentro deste medo revestido de culpa.

A Ansiedade (filha caçula) > A ansiedade é o excesso de preocupação com algo ou alguém, é também um medo disfarçado, é uma fé ao contrário: não acontecerá! Não terei! Não conseguirei! Como o amor lança fora este medo? Através do mergulhar em Deus, do descansar no amor de Deus. Falo isto para você e para mim. Tenho orado encima deste versículo, pois a Palavra de Deus liberta! Ela é como a espada cortante de Hebreus (4:12), vai mais profundo onde não possa ir, vai às raízes do meu ser apodrecidas para saná-las. Jesus quando disse: “Aprendei de Mim que sou manso e humilde de coração” (Mat. 11:29), Ele estava dizendo que sempre estava no descanso de Deus, sem ansiedade, sem os filhos do medo. Estar Nele é saber que o futuro é um sucesso para você.

Assim o amor é cura de Deus para nós, é a libertação para maturidade, para sermos mais felizes: “Deus é amor”. Mergulhar neste sentimento através do Espírito Santo é a prioridade de Deus para nós, é a Sua vontade plena. Beber de Deus significa beber da água do descanso que nos faz aceito incondicionalmente; lança fora a culpa, o medo do castigo; faz-nos enxergar o futuro com os olhos Dele para que vivamos sem ansiedade.

Que Deus nos leve ao amor. É estar nele ou nas trevas da humanidade caída.

Image “Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai. Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem. Porquanto assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e dava-se em casamento, até ao diaem que Noéentrou na arca, e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem. Então dois estarão no campo, um será tomado, e deixado o outro; duas estarão trabalhando num moinho, uma será tomada, e deixada à outra”. (Mat. 24: 36-41).

O que é o ARREBAMENTO? Ele é um resgate SOBRENATURAL de Deus da face do planeta para o encontro com Cristo nos ares sem experimentar a morte, daqueles que amam e servem a Jesus. Seu corpo será transformado como o corpo de Jesus foi transformado depois de Sua morte, aparecendo de maneira visível e sobrenatural aos seus discíplulos. O Ap. Paulo explica de maneira clara como será: I Cor. 15:52-54: no seu novo corpo não haverá mais a morte e nem o que corruptível, será uma nova semente de corpo. Nós estamos debaixo da maldição de um corpo que tem o pecado, que morre, envelhece, adoece, apodrece e sofre. Nosso novo corpo será feito de elementos celestiais e não desta estrutura de átomos que nos constitui. Elementos novos, que não sejam o carbono, o hidrogênio, fundamentais hoje, poderão dar lugar aos elementos químicos perfeitos do céu que nos constituirá em um corpo de felicidade, sem dor. Se você ama o Rei, pare agora e agradeça a Ele o sacríficio de resgate que Ele fez por você.

No livro de apocalipse não mostra claramente o evento do arrebatamento, motivo pelo qual temos que estudá-lo em Mat. 24 e 25 e nos livros aos tessalonicenses. Ele não é uma teoria docética cristã, criada pelos apóstolos, ele foi citado primeiramente por Jesus no texto acima e depois Ele veio revelando nas cartas aos seus discípulos.

As três posições mais aceitas com respeito ao arrebatamento

Sendo todas três **tribulacionista e chamadas também de pré-milenista, pois elas acreditam na tribulação antes do **milênio e que também o interpretam literalmente. Estas três posições têm sido mais aceitas. Elas se dividem no tocante ao tempo do arrebatamento.

O arrebatamento pós-tribulacional, aceito por uma parte da cristandade, não acredita que o arrebatamento possa ocorrer antes da segunda volta pública de Cristo. O pré-tribulacional, com a grande maioria de adeptos, não aceita que o mesmo possa ocorrer depois da tribulação e com a volta de Cristo. Os meso-tribulacionistas acreditam que ele ocorrerá no meio dos sete anos de tribulação.

A visão pós acha que o texto de I Tess 4:16-17 (um dos textos bases da interpretação pré) não pode ser dividido em dois: “nos ares”: 1º – Cristo vem nas nuvens somente para os cristãos e os arrebata da igreja, não é pública esta primeira parte da volta de Cristo, é para o arrebatamento. 2º – Acontece depois a tribulação e a volta pública de Cristo para os que estão na terra. Eles acham que é “engenharia bíblica” entender assim. Enfim esta interpretação não acredita que a volta de Cristo possa ser dividida em duas partes.

Até certo ponto é um pouco polêmico este texto pela interpetração pré-tribulacionista, mas por outro lado podemos ver na visão pré algumas qualidades:  A) Ela procura mostrar evidências de que a igreja não passará pela tribulação. Apoc. 3:10 é um destes textos principais onde a igreja é guardada fora da provação que ocorrerá no mundo. B) A tribulação é um período de derramamento da ira de Deus, da qual igreja esta isenta (Ap 6:17; I Tes. 1:10; 5:9).  C) Pelo o que se conclui pela visão pré-tribulacionista, ao analisar I Tes. 5: 4-9, combinando com Mat. 24:36-41, o arrebatamento será eminente, ele deixara o mundo em alerta, estarrecido talvez, não fazendo sentido ocorrer assim no armagedom, i. é., no fim, na volta de Cristo.

Assim analisando temos duas considerações a fazer: 1) Quem pregará no período da tribulação (7 anos)? Segundo a visão pós-tribulacionista, o Israel a que se refere depois do capitulo seis até o vinte, às vezes, trata-se da igreja e se cumpre na igreja, podendo ser também o Israel natural, a nação escolhida, o Judeu natural, assim naturalmente a igreja continua na atividade e é ajudada por uma conversão em massa de Judeus, principalmente depois dos últimos três anos e meio da tribulação.

Quanto aos pré-tribulacionista, acredita-se que os preparados, os que estarão firmes com Senhor, em obediência, serão arrebatados assim que manifestar publicamente o anticristo, no início dos sete anos. Muitos não preparados, que não estão firmes na fé cristã, não serão arrebatados, sendo que eles, depois de tanta evidência do arrebatamento, mais consagrados agora, revêem sua posição e se consagram para pregação durante a tribulação. Há um grande problema aqui: qual seu conceito de estar “firme” no Senhor? Há muitos que estão debaixo da lei que se acham mais consagrados e faz disto uma doutrina. Na verdade cada um sabe sua intimidade com Deus. Segundo o Pr Paul (David) Yung Choo, adpeto da visão pré, haverá uma conversão em massa dos judeus (ele associa os 144 mil escolhidos de todas as tribos aos judeus naturais e não à igreja), assim sendo, mesmo com grande parte da igreja arrebatada, haverá muitos pregadores e uma conversão em massa durante a tribulação.

Outra questão levantada pela interpretação “pré” seria que uma vez que começa a tribulação de sete anos, segundo a 70ª de Daniel, nós saberíamos quando seria o dia da volta do Senhor, sabendo assim que Ele virá no final dos sete anos, entrando assim em contradição com o Jesus disse que ninguém sabe nem o dia e nem à hora, só o Pai que está no céu, assim não pode ser depois da tribulação. Os “pós” se defendem com a Parábola das virgens (Mat. 25:1). Ela deixa a entender que as virgens prudentes sabiam, não a exata hora, mas o tempo que o noivo vai chegar.

Segundo a visão “pré”, acredita-se ainda que não aparecendo mais à palavra IGREJA depois do capitulo seis é porque esta fora arrebatada, mas a visão “pós” se defende mostrando que as palavras SANTOS e SANTO aparecem em todo livro e que representam a Igreja. E ainda para visão “pré”, o arrebatamento acontece no inicio do capitulo quatro, quando o Espírito diz: “sobe para aqui.” Vê-se ai uma alusão ao arrebatamento da Igreja e o momento seria também de revelação do anticristo de acordo com 2Ts 2:1-4: depois da revelação do “ministério da iniqüidade”, tem-se o início da tribulação.

Segundo a visão “pós” (por Maurício S. Nellis estudioso de escatologia e citando outros), não há base para desmembrar o arrebatamento da volta pública de Cristo (a parousia), cita ele diversos textos da palavra (Mat. 24:29-31; I Cor 15:1-55; I TSE 4:13-18; Luc 14:14; Jo 5:28 e Ap 20:4-6).

Há ainda uma terceira visão pré-milenista também chamada de meso-tribulacionista que acredita que arrebatamento ocorrerá no meio da tribulação, no fim dos três anos e meio chamados também de 1260 dias ou 42 meses com várias citações em quase todo livro de apocalipse. Sendo três anos e meio a metade de sete anos do livro de Daniel.  A base bíblica que utilizam é I cor 15:52 onde eles associam a sétima trombeta, que Paulo cita, com a sétima trombeta do apocalipse. Soando ela na metade da tribulação, ocorrerá o arrebatamento. Eles também associam o arrebatamento com ressurreição das duas testemunhas (Ap 11:3; 11), quando elas são arrebatadas, elas estão figurativamente também, representando à igreja.

Mas independente de visão de interpretação que você tenha, o mais importante e saber e ter certeza do seu encontro com Cristo e permanecer Nele, na graça e em santidade, estado que é conseqüência direta desta graça.

Amar a Deus, a nós mesmos e ao próximo é o caminho que devemos trilhar, e como diz I JO 4:16: o amor lança fora todo medo, principalmente, ali ele fala do medo de não se estar com Ele. Caminho certo e sem erro é o amor. Se você permanece em Cristo não preocupe se o arrebatamento será antes, durante ou depois, esta é a principal razão de ser do arrebatamento: deixar-nos preparados a qualquer hora e qualquer dia para encontrar com o Senhor, como disse PR Russel Shedd no prefácio do livro: “Então fira o fim” (David Ewert): “É de se esperar que a divulgação deste livro traga grandes benefícios para todos os que deixaram que a bendita esperança da vinda do Senhor fosse do centro para a periferia da sua atenção”.

Eu anseio pelo arrebatamento e ele acontecerá, isto que é importante. Eu acho o arrebatamento, primeiramente, uma chamada de Deus para estarmos atentos a qualquer hora, como as virgens prudentes. “Como nos dias de Noé…”. (Mat 24.36.41)

Paz do Verbo,

Silvério Peres

** os sete anos de tribulação são tirados das setentas semanas de Daniel 9 que prevê uma última semana especial (70ª). Ela somente se cumprirá no fim dos tempos dos gentios (nós todos que não somos Judeus), completando assim o número das semanas. Esta última semana está ligada aos últimos sete anos antes da volta de Cristo, chamada também de período de tribulação.

** Milênio: serão 1000 anos neste planeta aonde os arrebatados estarão governando com Cristo (cumprindo os profecias sobre o governo do Cristo). As nações e os que ficaram na face da terra procriarão sem a maldição de gênesis 3, mas ainda neste corpo que temos hoje. A natureza será restaurada, haverá grande paz na terra e Jerusalém será a capital da nações (Sião). Depois dos mil anos, satanás será solto e enganará muitos com sua última investida. Em uma intervensão de Deus tudo será tranformado e o céu e a terra se fundirão em um ambiente celestial. Satanás será preso eternamente e virá o juizo final. Ref: Apoc. 20:2; Icor. 15:25; Isa. 2:1-5; 49:8-12; cap. 60 e 61.

Porque temos dias de desânimo na caminhada com Deus.

Se olharmos a parábola do semeador tiramos muitas lições preciosas. Veja bem a terceira semente: estes espinhos são nosso mundo espiritual e emocional não resolvido. Todos nós passamos por momentos espirituais de desânimos os quais chamamos de deserto, assim o Senhor diz em Luc 8:15: “as que caíram em boa terra e produziram, produziram com PERSEVARANÇA”. Jesus disse que teríamos momentos assim. Nestes momentos de deserto é que nossa vontade está sendo tratada para produzir frutos bons. Todos nós somos humanos e nossa humanidade é dominada por nossa carne: temos ansiedades, rejeições, culpas, medo, etc. Estes sentimentos lutam juntos com nossa carne contra o Espírito que habita em nós (se você ler o cap. 8 de Romanos, você vai entender esta luta). Nossa carne não quer Deus, mas nosso espírito humano sim, pois está ungido pelo Espírito Santo. Assim Gálatas 5:23, coloca como um dos frutos do Espírito Santo: a perseverança. Perseverar significa na Bíblia: permanecer na fé, mesmo sem sentir nada. Permanecer por decisão. Quando não perseveramos, cedemos aos apelos de nossas emoções e à vontade da carne e saímos perdendo. Deus permitiu assim o deserto para que você pudesse vencer em perseverança. Você não necessita alimentar a carne, diferentemente do Espírito em seu espírito, ela luta, sem alimento, contra o Espírito: veja se não é? Nós não queremos orar, não queremos louvar, muitas vezes não queremos ir à igreja: Por quê? É como o Ap. Paulo diz em Romanos: “não consigo fazer o bem que almejo. Miserável homem que sou, quem me livrará do corpo desta morte?” Ele termina dizendo: “graças ao Senhor Jesus que nos deu a graça, Sua unção, podemos agora ter uma luta contra nossa vontade e vencermos.

Nosso emocional também luta contra o Espírito de Deus. Nós, quando encontramos com Deus, nosso mundo interior fica como que iluminado: todos os nossos recalques aparecem à luz do Espírito Santo. Nada em nós fica descoberto diante de Deus quando somos consagrados ao Espírito. Todos nós trazemos uma história de vida que forma o que somos, e, toda história tem que ser revista por nós, Deus nos leva neste caminho (é o que diz a letra de Jangadas – canção do meu cd 25 anos que está sendo lançado). A maioria de nós trazem marcas inconscientes e conscientes dos nossos passados, e querendo ou não, as memórias assimilam fatos e situações de vida em nós e assim é formado nosso caráter. Por termos emoções mal resolvidas, todos temos altos e baixos em Deus e com a Igreja, assim temos que lutar com nossa vontade emocional mal resolvida para submetê-la a Deus. O caminho de Deus para nós é sempre um chamado ao crescimento, de ir vencendo a caminhada.

Agora, preste atenção: muitas vezes quando começamos a entender a Deus mais profundamente,  nosso campo emocional, se não estivermos espertos, observando, ele nos boicota para não alcançarmos o melhor de Deus, porque, como expliquei, ele luta contra a vontade do Espírito. Nós nos boicotamos para o melhor de Deus para nós, este processo é inconsciente até que o descobrimos, ai podemos estar atentos para que quando o sucesso de Deus bater em nossa porta, não vamos nos deprimir, boicotar portas abertas, realizações que estão para ser conquistadas. É impressionante como nós damos um jeito de não realizarmos nossos sonhos. Às vezes é mais difícil o prazer da realização que o caminho de perseverança para chegar nela. Enquanto estamos lutamos, estamos eufóricos, quando conseguimos: deprimimos. A mesma dificuldade de obter o sucesso, às vezes, é a mesma de permanecer nele em paz.

Não há ninguém na história que lhe deu com o sucesso melhor que Jesus! Já observou? Ele fugia para os montes quando todos queriam tocar-Lhe, descia para Galiléia ou Jerusalém quando queria se mostrar ao povo. Ele não era focado na fama, mas no sucesso da realização de Deus para Ele. Ele sabia o lugar do deserto (Luc. 4) e sabia o altar da fama sem deixar do seu foco em qualquer situação destas.

Assim estejamos crescidos para passarmos pelos desertos e depois podermos curtir os frutos sem auto-sabotarmos. Seria bom se tivéssemos a maturidade de Jesus, não é verdade?

Na paz do Verbo,

Silvério Peres.

Frases do Facebook de Silvério Peres

Publicado: 26 de maio de 2012 em Uncategorized

 obs: Pode reproduzí-las desde que coloque o autor. (obrigado)

“Fé não é coragem. A coragem é importante, mas ela pode andar sozinha, conquistar sozinha, ter sucesso individual. A fé sim, quando ligada ao amor, volta os olhos para as grandes conquistas, para a esperança e ainda abençoa o outro”. (Silvério Peres).

“Existe culpa gerada pelo Espírito, mas a maioria vem de nossos corações culpados.”(Silvério Peres)

“Mais importante que a chegada é viver a caminhada.” (Silvério Peres)

“Não pergunte a si mesmo o que o mundo precisa. Pergunte a si mesmo o que lhe mantém vivo e ativo, e vá fazer isto; porque o mundo precisa de pessoas vivas e ativas.” (Gil Bailie)

“Loucos são aqueles que amam o VERBO e faz DELE o caminho de chegada e a beleza das suas pegadas…” (Silvério Peres)

“A saga do verdadeiro homem é ter o coração indomável pela bravura selvagem e a ternura do amor trilhando as pegadas do seu caminhar, assim estará mais perto de ser imagem e semelhança de Deus.”( Silvério Peres)

“Aqueles que buscam os mistérios em Deus são os poetas das essências e profetas da existência, rasgam o céu em oração, e de ternura pelo outro, os leva consigo.”( Silvério Peres)

“Eu não sou santo, nem pecador compulsivo, sou apenas dependente da Graça. Sem o Verbo eu seria + uma folha de outono que cai, um rio que seca com o estio. Mesmo não sendo ou querendo ser algo, Ele me fez adorador e líder, se Ele não quiser mais, serei apenas a folha ou o rio, pois sei q. ainda q. figueira não floresça… Esperarei Nele”. (Pr. Silvério Peres)

“Amar profundamente o Senhor da vida, O Cristo, nos faz acreditar que temos um projeto de vida para ser vivido e nos levará a crer que nossa vida fará a diferença na face da terra, que não passaremos em “branco” por esta existência”. (Pr.Silvério Peres)

“O silêncio para o homem o faz ficar irado, mas para Deus é ele quem mais fala”. (Silvério Peres)

“Existe uma igreja brasileira no subterrâneo da mídia, mas na altura do Trono, que quer viver um cristianismo sem os apelos farisaicos e sem a “santidade” ascética fora da graça. São pastores que amam, que estão dando sua vida pela igreja”. ( Silvério Peres)

“É melhor chorar enquanto planta do que colher o fruto dos perversos.” (Silvério Peres)

“Deixe de ser super-crente e reconheça que tem dias maus em nossas vidas. O melhor é perguntar: Deus o que queres me ensinar? Faça como David: sou fraco e necessitado, porém o Senhor cuida de mim”. ( Silvério Peres)

‎”Não sou super pastor e nem super crente, sou apenas um homem simples e que tem suas crises e amadurece com elas, não tenho grandes coisas, mas tenho algo raro, pérola na aljava: Sinceridade com Deus.”(Pr. Silvério Peres)

“Quando a ganância governa o púlpito, o cristianismo sai pelos fundos da igreja.”(Silvério Peres)

Lideres: “Nem todos os seus a sua volta são águias, algumas até parecem por um tempo. Para ser águia a tempestade de si mesmo tem que ser vencida e a espada nunca descansa.” ( Silvério Peres)

“Perdoar é como soltar um prisioneiro e descobrir que ele era você.” (autor desconhecido)

 

“A palavra pastor estará em desuso, pelos maus testemunhos ou farisaísmo, não pelo que significa. Ser pastor é um dos dons ministeriais da Igreja, mas hoje, este dom aderiu aos moldes religiosos. Na verdade mestres, evangelistas, profetas e pastores (Ef. 4:11) são aqueles que querem ser parecidos – em constante processo de crescimento, sem o estigma de santãos – com Aquele que eles seguem: O Verbo”. (Pr. Silvério Peres)

I João resume: “quem ama o Senhor guarda seus mandamentos. Quais as evidências disto: manter comunhão com o Pai, amar o outro, andar na justiça. Por acaso alguém irá para o inferno andando assim? Se você pensa diferente disto, seu Deus é carrasco, pequeno e humano”. (Silvério Peres)

“Mais louco que o universo é o céu, ele é a multiplicidade da virtude e a overdose do amor”. (Silvério Peres)

“A prova que os anjos e demônios andam aqui conosco é o universo paralelo (está sendo estudado) tipo III. Em dimensões diferentes eles invadem nosso universo atômico. Agora basta você saber qual você quer: dos anjos caídos ou da unção de Deus”. (Silvério Peres)

“O Verbo passeia na lua cheia do meu coração”. (Silvério Peres)

“A existência escorria pelas minhas mãos, nunca conseguiria dominá-la, mas o VERBO chegou e trouxe sentido ao que nada tinha e flores a minha primavera”. (Silvério Peres)

“Viver a contracultura é viver de novo o Cristo hoje. Não concebo nós cristãos sermos avalistas da “sociedade equilibrada.” O altruísmo, a generosidade, o amor cristão são em si revolucionários, quem nasce em Cristo já se torna um. Paz!” (Silvério Peres)

“A principal coisa na vida, é não ter medo de ser humano” ( Pablo Casals)

“Ser perfeccionista não é fazer alguma coisa mais, ou melhor, ou buscar sempre a excelência; mais sim ter a convicção emocional errônea de que a perfeição é o único caminho para a aceitação pessoal. É a convicção de que somente seremos aceitos como pessoas se formos perfeitos.” (autor desconhecido)

Sobre o amor: “Basta uma atitude de querer se doar, basta uma semente e o trigo nascerá. Amar é se doar e o bem pra nós será, será, será…”(Silvério Peres – Canção: o trigo)

“Deus criou a multiplicidade de personalidades, sendo nós Sua imagem, temos que aceitar as diferenças que há entre nós, senão estaremos dizendo que Deus é tirano, ou um Criador sem gosto, sem inteligência, sem criatividade”. (Silvério Peres)

Existem três gerações evangélicas no Brasil: 1) Geração coca-cola. 2) Geração Red Bull. 3) Geração Matte amargo. A primeira não vê, não pensa, não questiona. A segunda quer somente ver anjos, ou voar, não têm líderes, só “escutam diretamente de Deus.” A terceira quer oração, adoração e transformação, mesmo que para isto, temos que passar por um período amargo. (Silvério Peres)

                             Na paz do Verbo,

                                                               Silvério Peres.

 

“Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo. Por isso também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; E quem nela crer não será confundido.” (1Pedro 2:5-6)

 

Hoje estamos recebendo nas t.v(s) e mídia em geral um bombardeio de maus testemunhos e escândalos na disputa de poder de líderes cristãos no país. Nós perdemos o respeito da sociedade que vê na igreja evangélica um meio de enriquecimento fácil e ludibrio de pessoas inocentes, sem falar da transformação da igreja em “business”. O último senso sobre as religiões no país traz um aumento muito grande de cristãos que vivem fora da igreja: são pessoas machucadas e decepcionadas; filhos de evangélicos que se dizem cristãos, mas não freguentão igreja e outros.

Haveria necessidade da igreja? Ela existe para sustentar os “bons costumes”? A moral? Qual seria a utilidade dela? O que a Palavra de Deus diz sobre o Corpo de Cristo? O que é o Reino de Deus?

Você necessita da igreja porque você sozinho não é o Corpo de Cristo, você é o templo do Espírito (ICor. 6:19), mas você não forma sozinho o Corpo de Cristo em todas as suas funções, a igreja em si. Veja o que o Ap. Pedro diz ai encima: “somos pedras vivas que, edificados, formamos a casa espiritual”. Cada um de nós é um “tijolo” desta casa espiritual chamada igreja, a união das pedras vivas, sob a Pedra Angular, que é Cristo, forma a igreja, a noiva.

“Pois nós somos cooperadores de Deus; vocês são lavoura de Deus e edifício de Deus. Conforme a graça de Deus que me foi concedida, eu, como sábio construtor, lancei o alicerce, e outro está construindo sobre ele. Contudo, veja cada um como constrói”. (1 Coríntios 3:9-10).

Veja que o Ap. Paulo usa o plural: “vós sois”. Veja que não é no singular, não é você sozinho que prevalece sobre as portas do inferno, é a pluralidade, é a comunidade. Nós estamos sendo construídos juntos como casa espiritual, como lavoura de Deus. Como lavoura de Deus nós representamos aqui o Seu Reino, a igreja como Corpo de Cristo é a representação do Reino de Deus na terra. Mas sendo assim ela não deveria ser mais cristã e menos pagã? Deveria, mas não está sendo! Isto não quer dizer que Deus vai desistir da igreja como Reino. Existirão sempre reformadores em todas as épocas. Existirão sempre profetas nos “vales de ossos secos” para mandá-los ressuscitarem. Deus não é homem para desistir de Seu plano. O Livro de Apocalipse aponta para a noiva, para o resgate dela, para o crescimento do Reino de Deus em luta com o anticristo.

Leia ICor 12:12-31 >>> Cada de nós é chamado com seus dons e talentos para formarmos o Corpo de Cristo. Nem todos são olhos, nem todos são mãos. Todos nós fomos criados com talentos (5, 2 ou 1 – parábolas dos talentos – Mat. 25). Este Corpo é dirigido por talentos especiais de lideranças (apóstolos, profetas, evangelistas, pastores, mestres e outros), talentos espirituais e talentos de serviços. Todos têm um lugar especial que Deus criou. A má utilização do corpo de Cristo cairá na responsabilidade destes líderes. “Quanto a você, na sua individualidade, também, não pode culpar a igreja e a Deus pelo engano que te chateou ou te levou para fora do Corpo” – “maldito o homem que confia no homem, que faz da humanidade mortal a sua força e seu coração se afasta do Senhor.” (Jer. 17:5). Entenda meu irmão (a), você é chamado por Deus para ser uma pedra viva de edificação do Seu Reino, você também é corpo, é parte do Reino. Em hebreus 10:24-25, o Ap. Paulo nos exorta a estimularmos em amor uns aos outros, não deixando, assim, de congregar-nos. Pode parecer jargão evangélico, mas você é fagulha que vai esmorecendo, apagando, quando está em “carreira solo”, i. é, fora da igreja. Nossa fé necessita do outro, do calor do Espírito Santo que atua bem mais forte na congregação, do que na individualidade.

Existem escândalos, existem igrejas e igrejas. Se você procurar na sua cidade você achará uma liderança sincera querendo fazer um trabalho sincero. Você achará igrejas denominacionais ou independentes que te confortará.

O sagrado e o profano habitam em nós. Nós somos esta dualidade que traz a consciência, a inteligência, obras fantásticas de Deus em nós, juntos com a dureza dos nossos corações e maldade humana. Enquanto estamos neste mundo caído trazemos em nós os efeitos da queda, isto não quer dizer que não podemos deixar de ser sinceros com nossa fé. A sinceridade e o amor são a base hoje de uma Nova Reforma da Igreja. Sigamos então…

Na paz do Verbo,

Pr. Silvério Peres.