Tuesday, 29 December 2009

Habemus mobili

Ontem, segunda 28, compramos nossos primeiros móveis de verdade, fora a cama, é claro. No sábado, no domingo e na segunda de manhã vimos várias lojas de móveis em vários lugares, mas acabamos fechando negócio aqui do lado, atravessando o túnel sob a linha do trem. A loja se chama "The Sofa Shop" e estava aberta ontem por conta do Boxing Day. Quem estava na loja era um dos sócios, que foi extremamente simpático, como não poderia deixar de ser. Fomos e voltamos duas vezes, depois que escolhemos o que queríamos e medimos tudo umas quatrocentas vezes.

Compramos dois sofás, de 2 e 3 três lugares, o móvel da TV, uma mesa para seis pessoas e cadeiras correspondentes. Como o preço foi muito camarada - pelo menos foi o que achamos - as cores não puderam variar muito pela indisponibilidade de uma maior variedade. Que seja, afinal não podemos ter tudo, não é? A mesa e cadeiras são da cor "dark chocolate" e os móveis são pretos. É claro que vocês perceberam, estamos montando a batcaverna aqui e tem que ser tudo escurinho :-) . Mas vai ficar bem legal, vocês verão depois.

O ponto alto foi ao final quando pudemos conversar com o dono, Alex. Ele é ucraniano, judeu, está há 30 anos aqui em Sydney, veio para cá com 10 anos de idade fugindo do horror comunista, como ele mesmo relatou em algumas passagens de sua própria vida. Por sua vez, a família dele foi da Alemanha para a Ucrânia, fugindo do horror nazista. Realmente foi uma aula de história vivida. O interessante é que ele destacou que pessoas do mundo inteiro vem para cá trazendo sua corrupção autóctone, além de hábitos não muito civilizados e o que ele disse é que aqui não há lugar para isso. Pode-se tentar fazer as mesmas coisas que nos países de origem, mas tenham certeza que as autoridades irão atrás deles até o fim. E não adianta subornar.

Neste momento, abro uma cerveja e olho para o vento batendo nas árvores do lado de fora da janela da sala, enquanto os passarinhos cantam...

Cheers!

Tatiala & Guguru

Dia de cineminha 2

Segunda parte...

Depois que compramos os tickets, fomos procurar algum lugar para comer. Na verdade, já tinha em mente o Hungry Jack's, como é conhecido o Burger King por aqui. É claro, dia de cinema não vamos comer a nossa alfafa e alpiste de todo dia, né ;-) ? Pois bem, voltamos por onde entramos, ou melhor, pelo caminho correto agora, passando pela saída de emergência fatídica.

Chegamos, vimos e pedimos. No HJ's há um sanduíche aqui chamado de Angry Angus, cópia do Grand Angus do McDonalds. Sim! Aqui eles copiam uns dos outros também! Então, pedi o Angry Angus e, vejam só, mais uma surpresa... Comparem as fotos abaixo e me digam se já não uma propaganda enganosa como essa em algum outro lugar :-D :

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O que encontramos...


E o que prometiam (clique no link acima) :-P

A Tati comeu o sanduíche dela, um Chicken Burger que não era burger, inconformada novamente. Tudo bem, é Natal, os sinos tocam, a groselha cai do céu. Ficamos um bom tempo visitando as poucas lojas que estavam abertas na rua e encontramos uma poltrona fantástica, precinho de Boxing Day, mas não compramos, infelizmente.

Finalmente, fomos ä sessão de cinema. Olhem os tickets...

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E a gente, no escurinho do cinema...

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Aqui na Austrália o cinema tem lanterninha! Coisas que você só encontra em Downunder :-) . Olhem a sala antes da sessão, tudo fechado com cortina...


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A sala cheirava a alguma coisa semelhante a banheiro público, mas de leve. Não sabíamos se era da sala mesmo ou de outro lugar; no filme, todo com sotaque inglês de época, mal entendíamos as piadas. Bem, é Natal, tão legal, tem até jornal por aqui :-) .

Mais um dia de aventuras em Sydney, capital de Nova Gales do Sul, na Terra Australis.

Beijos a todos

Tatiala & Guguru

Monday, 28 December 2009

O nome "Austrália"

O nome Austrália vem da palavra em latim australis, que significa "do sul", e sua origem data de lendas do século II de "terra desconhecida do sul" (terra australis incognita). O explorador Matthew Flinders deu o nome para o lugar de Terra Australis, que mais tarde foi abreviado para a forma atual. Anteriormente, quando os holandeses exploraram a área chamaram-na de Nova Hollandicus ou Nova Holanda. Flinders mais tarde renomeou a terra para Australia, em 1804, enquanto estava preso pelos franceses em Maurícia. Quando retornou à Inglaterra e publicou seus trabalhos, em 1814, foi forçado a trocar o nome para Terra Australis pelo almirantado britânico. Tomando conhecimento da preferência de Flinders por Austrália, o governador Lachlan Macquarie, de New South Wales, começou a usar o nome em seus despachos para a Inglaterra. Em 1824 o almirantado britânico finalmente aceitou que o continente deveria ser conhecido oficialmente como Austrália.
A palavra Austrália é pronunciada localmente como AFI[/əˈstɹæɪljə/] ou AFI[/əˈstɹæɪjə/] (IPA). Um costume muito popular entre os falantes da língua inglesa é chamar os australianos (australians) de aussies (lê-se "ózis").

 Da wikipedia.

Tatiala & Guguru, aumentando o conhecimento geral :-) .

Dia de cineminha

Dia 26 de dezembro é Boxing Day aqui. Vou pegar a definição do wikipedia que vai ser muito melhor do que qualquer outra que poderia produzir:

Boxing Day é um feriado bancário e de repartições públicas no Reino Unido, Austrália, Canadá, Alemanha, Gronelândia, Nova Zelândia, Hong Kong, Nigéria e os países da Comunidade das Nações, com uma população maioritariamente cristã. Na África do Sul, este feriado é agora conhecido como o Dia da Boa Vontade. Embora não seja um feriado oficial nos Estados Unidos, o nome de "Boxing Day" para o dia após o Natal tem certa popularidade entre os americanos, especialmente aqueles que vivem perto da fronteira com o Canadá.

Bem, é um dia para ir às compras e aproveitar os descontos. Sim, é uma loucura total que dura uns 3 dias, na verdade. Mesmo assim, fomos corajosamente ao cinema, já que vários filmes estreiavam neste dia e não poderíamos perder esta oportunidade de viver mais uma tradição australiana. O filme escolhido foi "Sherlock Holmes", com Robert Downey Jr., Jude Law e grande elenco.

Fomos alegres e sorridentes pegar o trem para o Hurstville Shopping Center, já conhecido nosso e onde era o local mais próximo para a sessão cinéfila. Garoava um pouco, aliás, como já há alguns dias, lembrando um pouco uma certa terra da garoa em outras paragens. Ainda confiantes no sucesso da missão, tomamos o trem e descemos na estação de Hurstville, atravessando a rua e... dando de cara com a porta fechada do shopping. Aliás, várias pessoas estavam passando pela mesma situação. Andamos um pouco mais, procurando alguma entrada ou mera indicação que deveríamos voltar para a toca e acabamos em uma rua lateral do shopping, meio com cara de entrada de mercadorias. Sem o menor aviso - como deve ser, vocês vão ver mais adiante - uma água rosa e cheirando a groselha caiu do céu, seguida por risadas de infantes. Sim, na Austrália as crianças também fazem essas porcarias! Por sorte (?), não pegou em cheio e apenas alguns pingos maiores nos acertaram, mas era uma groselha bem cheirosa. A Tati xingou em bom português aquilo que todos já imaginaram e eu fiquei entre esquecer tudo e ir embora ou correr atrás deles. Olhei para o lado e tinha uma escada de incêndio, com a porta aberta, por onde poderia chegar até onde eles estavam. A passos bem largos, subi todos os lances, passando pelo local onde estavam e fui mais acima. Saí no estacionamento do shopping, de onde podia se ver... os cinemas! A Tati, subindo logo atrás, estava muito inconformada. Olhando em volta e para o lado da entrada do cinema, vimos 3 garotos, de uns 10, 11 anos, entrando no shopping. "São eles", pensei. "Hey there!" em alto e bom tom, lembrando meus tempos de goleiro de futsal, chamei pelos 3, mas somente um parou, meio assustado. Ele já foi falando que não tinha feito nada, que viu outros dois garotos correndo na direção da outra saída. Perguntei mais algumas coisas, ele respondeu até que com coerência e agradeci. Se foram eles ou não, nunca saberemos. Mas, no espírito de Natal e pensando que Deus escreve certo por linhas tortas, se isto não tivesse acontecido, nunca achariamos o cinema.

Fim da primeira parte.

Tatiala & Guguru

Thursday, 24 December 2009

Merry Christmas from Downunder HO HO HO

Olá Pessoal!

Esse é o nosso presente de Natal para vocês. Esperamos que gostem :-) .



Feliz Natal!

Tatiala & Guguru

Wednesday, 23 December 2009

Merry Christmas from Downunder

A todos vocês, família, amigos, leitores fiéis deste blog, eu, Guguru, e Tatiala desejamos um Natal cheio de Paz, Amor, Saúde, com muita Harmonia e Carinho para todos.


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Um Grande Beijo para todos vocês!


Feliz Natal 2009!



Tatiana e Gustavo

Sunday, 20 December 2009

Era um domingão...

... mas não tinha muito sol. Mesmo assim, corajosamente, Tatiala e Guguru saíram para passear até a praia, pois estamos a apenas 2 km do mar! Aqui vão algumas imagens do dia. Porém, ontem fomos ver um coral de final de ano de uma igreja presbiteriana local. Sydney também teve um grande coral ontem, mas só descobrimos hoje. Tudo bem, fica para o ano que vem. Depois de alguma cantoria natalina na frente da biblitoteca aqui de Kogarah, fomos até a casa do Rogério conherecer mais um brasileiro e rever outros. O Miguel, que é da Venezuela e já conhecíamos da praia do primeiro final de semana, faz cerveja em casa e levou alguns exemplares. E não é que ficou muito boa? É uma cerveja tipo Guinness, mas não tão forte. E a nossa torta holandesa foi aprovada! Aliás, está ficando melhor a cada dia que passa. Uma pena que está acabando...

Voltando ao nosso domingo...


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O mar fica no fim da President Avenue, lá no fundo.

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Tatiala, a praia (?) e o mar.


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Um lado...

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.. e o outola lado. Na verdade é maior que isso.

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As famigeradas gaivotas, esperando por qualquer descuido nosso.


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A Tatiala.


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E com seu Guguru.


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O Natal na praia.





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A interpretação livre dos australianos sobre o que é estacionar perto da calçada.

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Como quatro pessoas sentam nesta mesa?

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Uma vista da baía em Rockdale Council.

Bom domingo para vocês :-)

Cheers!

Tatiala & Guguru

Saturday, 19 December 2009

Mico preto, dourado, laranja, azul...

Novato é novato, em qualquer lugar e situação. Estamos aqui, arrumando Little Home, indo e voltando do supermercado com compras e, olhem só, devoluções. Fiquem avisados: creme de leite  não é creamy evaporated milk, é reduced fat cream. Para o Natal com o pessoal aqui, a Tati vai fazer sua ultra-super-premium-maximum torta holandesa, que demanda, é claro, ingredientes bem específicos, além do já mencionado creme de leite. Pois bem, depois da quinta ida ao supermercado no mesmo dia, a Tati, orgulhosa e faceira, estava fazendo a tal torta e não parava de repetir: "Isso aqui vai virar doce-de-leite". Depois da luta para entender o forno, um tal de fan forced oven, um forno elétrico do tamanho dos brasucas com uma rajada de vento dentro, e dos bocais que são chapas - o forno é elétrico, vejam bem - ela conseguiu colocar uma panela com os ingredientes para aquecer e não tinha jeito da mistura resultar no esperado.  Após algumas ligações para a Estela, esposa do Rogerinho, descobrimois que o creme não era aquele e voltamos para o supermercado. Há uma certa vantagem em ter o mercado ao lado de casa, porém o pessoal por lá já deve estar estranhando porque este casal não faz todas as compras de uma só vez.

Voltamos e fomos ver como poderíamos fazer a troca. Ah, é claro, não foi só o creme de leite esquisito, mas também o chocolate que compramos para a empreitada tinha gosto muito parecido com sebo. Este também deveria ser substituído, pelamordedeus! Após entrarmos no Woolys - o apelido do Woolworths, o Extra local - fomos ao balcão onde, supostamente, deveríamos pedir o reembolso pelos produtos. A moça nos atendeu, sempre polida e eficiente, mas a primeira frase foi uma "chamada": deveríamos ter feito o procedimento antes de entrar no mercado, no mesmo balcão pelo lado de fora. Ela viu os produtos, a nota e disse que tudo bem. "Thank you, thank you, sorry about that" foi a frase do dia. Vão os dois, com os rabinhos entre as pernas, procurar pelos substitutos do creme aguado e do sebo.

Finalizada a missão, passamos numa adega na volta. Aqui você não compra bebidas alcoólicas no supermercado, mas numa bottle shop, às vezes do próprio supermercado, mas fora dele. Fomos comprar a famosa cerveja James Squire, semi-artesanal, que só vende em Sydney. Entramos na adega, escolhi a Golden Ale James Squire e fomos pagar. Usamos o cartão de crédito da Tati e o atendente mostrou o recibo para ela assinar, virando o cartão com a tarjeta da assinatura para cima e... Não estava assinado, é claro. Já olhou com a aquela cara "Bonito, hein?" que parece ser universal. Até disfarçamos e perguntamos se não tinha o chip, o pin e qualquer outra coisa, e ele disse que não. Mas tudo bem: "That's OK", outro frase do dia. Saímos da loja e toda a população de micos da Mata Atlântica nos acompanhava.

Voltamos e a Tati finalmente conseguiu fazer a master-blaster torta holandesa. À noite ainda voltamos ao Woolys para comprar o lanche. Ainda tenho minhas dúvidas a respeito das vantagens de se morar muito perto do mercado...

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A Torta Holandesa, alusiva ao aniversário da Alê, irmã da Tati

Cheers!

Tatiala & Guguru

Friday, 18 December 2009

Choveu!

Quem diria, aqui chove de verdade! A menos de uma chuva tipo "de verão" que caiu quando chegamos, ontem à noite e continuando por esta manhã, a água cai do céu ininterruptamente. Ontem foi um dia bem quente por aqui, com bushfires - aqueles incêndios que todos vocês veem no Jornal da Globo e não, não estão ao lado da gente - pelo oeste de Sydney. Esperamos que tudo se apague e os bombeiros possam voltar a buscar somente gatinhos nos telhados.

Ontem, a fronteira final da limpeza foi alcançada: após uma luta de quase duas horas, a nossa garagem está livre das teias de aranha, folhas e a maior parte do pó centenário que a ocupava. Da próxima vez vou comprar máscara, óculos de proteção e luvas de trabalho pesado. Gostaria de pedir um minuto de silêncio pelas aranhas que caíram em combate e não estão mais entre nós...

Cheerss!

Tatiala & Guguru

Thursday, 17 December 2009

Dia do voo solo

G'Day mates!

Primeiro gostaria de agradecer aos elogios com relação a esta coluna. Provavelmente é a emoção do momento deste seu humilde autor, sem mais pretensões literárias que o presente :-D . Segundo, peço desculpas pelos intervalos maiores entre as publicações, mas acho que vocês compreendem que cuidar da casa, fazer compras todo dia, andar pela cidade de trem, visitar shopping centers (sim, aqui os shoppings se chamam shopping centers!), andar calmamente pelas ruas arborizadas de Kogarah - nosso bairo - toma muuuuuito tempo, então temos que arrumar um espaço para tudo :-) .

Vamos ao fatos, que, segundo o Carlos, contra eles, não há argumentos ;-) ...

 Segunda, 14 de dezembro de 2009. Primeiro dia que saímos eu e Tatiala para caminhos diferentes. Coração batendo mais forte, dinheiro no bolso - pelo menos eu :-) - e prontos para decolar. Vamos ver o que fizemos:

Guguru
1. Loja de ferramentas do turco louco.
Tive que andar um bocado na direção oposta à estação, para onde eu iria depois.
2. Passe do trem que saiu mais barato
A máquina maluca cuspiu de volta o bilhete e 20 centavos. O total era de 5 dólares e 20 centavos, mas recusou minhas moedas.
3. Item misterioso
...
4. Almoço na praça com a gaivota
Elas ficam rodeando você a espera de algum descuido para atacar
5. Caramel Slice na Starbucks
Aos aficcionados em glicose, só provando um para entender ;-) .
6. Volta para Little Home
Com um Caramel Slice para Tatiala

Tatiala
1. Embelezou-se
Coisas de mulher...
2. Ida ao xing ling ver preços de coisinhas
Muita bugiganga, fácil de se perder.
3. Compra de comida para o marido
Tati faz uma amiga na Austrália!

Compramos, finalmente, a escadinha para usarmos dentro de casa. Agora nossos armários poderão ser usados na sua totalidade e as malas podem ser realmente desfeitas. Enchemos o armário embutido de roupas e afins, já parecendo uma casa de verdade. A Tati não pára de falar que está cada vez mais se sentindo... em casa :-) .

Terça, 15 de dezembro. Várias coisas pipocam para fazer, muitas pela internet e pelo telefone. Arrumar a casa requer realmente boa administração.  Nada muito interessante hoje, mas um pequeno revés: a máquina de lavar roupa, já utilizada e aprovada, está vazando algo por baixo. Chamamos a assitência técnica e eles virão segunda-feira que vem. Espero que o Natal não seja comprometido com isso...

Quarta-feira, 16 de dezembro. Fomos bater perna no Hurstville Shopping Center, que não tem exatamente uma cara de shopping center tradicional, parece mais uma galeria que foi aumentada, mas tem muitas lojas e é relativamente perto daqui. Compramos panelas, formas, tigelas, duas colheres e, o mais importante, um boné para mim :-) . Presente de Natal, da Nike, dry-fit, muito cool ;-P .  Ao final do dia, Rogerinho e Estela vieram fazer uma visita. Como a Estela é arquiteta, já está nos ajudando a ter ideias para arrumação da casa, quando começar a pingar din-din do trabalho.

Vamos passar o Natal com os outros brasileiros, em Hornsby, que é um pouco longe daqui, mas tudo bem. O que importa é o Espírito de Natal. Nem o pernil é tão interessante assim.

Bem, é isso por enquanto.

Cheers!

Tatiala & Guguru

Sunday, 13 December 2009

Estamos no campo :-)

Como existem muitas árvores por aqui, existem muitos pássaros também. Ao final da tarde é uma cantoria só, com diversas espécies de pássaros desfilando pelas árvores, muros e janelas. A qualquer hora do dia é possível ouvir um canto ou outro pelas ruas. Novamente fomos abençoados com um lugar cheio de verde e muito agradável. Já o cheiro da comida dos vizinhos no corredor e as baratinhas... :-D :-D :-D

Cheers!

Tatiala & Guguru

Algumas fotinhos

Nós no Hyde Park à noite, perto do nosso hotel. Estas fotos foram tiradas com o meu celular, então deem um desconto :-) .

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Vista da Little Home e da rua ao entardecer.

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E, finalmente, o ônibus que pegamos para ir até o Rockdale Plaza, todo pronto para o Natal.

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Cheers!

Tatiala & Guguru

Mudamos!

Ontem à noite mudamos de vez para Little Home. O colchão foi aprovado, felizmente. E, obviamente, não foi sem emoção: descobrimos que na Austrália existem dois tipos de baratas: a alemã, de 5 a 15 mm de comprimento, e a americana, de 35 a 55 mm de comprimento. E é algo, digamos, bem comum por aqui, afinal, não existiam predadores naturais para estes bichos que vieram nos navios europeus. Pois bem, demos muita sorte porque descobrimos que por aqui só vem as alemãs. UFA! E as "armadilhas" para estes pequenos e adoráveis insetos são bem eficientes. Já temos várias pela casa :-) . Mas não se assustem, o quarto de hóspedes ainda não foi invadido :-D .

Cheers!

Tatiala & Guguru

Little Home

Após calorosas discussões que duraram cinco segundos, chegamos à conclusão que o nome mais apropriado é "Little Home"e não "Little House", como dito anteriormente. Por favor, atualizem suas anotações. Obrigado :-P .

Tatiala & Guguru

Friday, 11 December 2009

Lava roupa todo dia...

Começamos a arrumar a nova Casinha. Para quem não sabe, esse é o nosso codinome para o ap da Whitaker e agora, provavelmente, será Little House :-) . Ontem, para celebrarmos, fomos ao Circular Quay, onde fica a Opera House, para um jantar à beira da Sydney Harbour Bridge. Encontramos um enorme navio de turismo ancorado nas docas, o Diamond Princess. Foi a sensação da noite, para todos os que estavam por lá. Jantamos com o navio bem na nossa frente e, realmente, é um peixe grande. Quando íamos embora, o navio tocou seu "apito". Estava partindo à noite para sua jornada. O mais interessante é que ele sai de lado, depois de ré e, na frente da Sydney Harbour Bridge, vira 90 graus e segue rumo ao Oceano Pacífico. Foi a atração da noite, parando até uma festa que estava acontecendo ao lado da Opera House. Estas fotos foram feitas com o meu celuleba, então estão meio assim-assim, mas já é uma prova ;-)

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E onde está a faxina? Bem, hoje o dia todo foi de faxina. Recebemos a cama, colchão, geladeira, máquina de lavar, TV, enfim, nossas utilidades domésticas. Toimamos um pequeno susto quando chegaram a geladeira e as outras coisas, pois nos disseram que teria um saldo a pagar. Quando fomos pagar, houve uma pequena confusão na loja e os valores ficaram um pouco confusos. Só faltava termos que pagar a mais, depois de tanta barganha. Porém o motorista ligou para a loja e virou para mim perguntando: "Você é do Brasil? Eles sabem quem é você na loja!" . Marcamos, não ;-) ?

Limpamos qiuase tudo, compramos (de novo?) mais umas coisinhas para a casa e voltamos para o hotel, ainda nosso quartel-general por enquanto. No caminho de volta, atravessando a mesma avenida de sempre, vindo do parque, a Tati viu dois cavalos da polícia. Chegando mais perto, vimos que eram duas policiais e que tinha um pano vermelho por cima da parte de trás dos cavalos e algo estranho, também vermelho, nas cabeças. Pois não era que os cavalinhos estavam fantasiados de rena? Coisas que você só vê em Sydney. Infelizmente, não temos as fotos desles, mas da próxima vez....

Cheers!

Tatiala & Guguru

Wednesday, 9 December 2009

A Casinha é nossa!

Assinamos o contrato do apartamento hoje e já estamos com a chave. A partir de amanhã começaremos a arrumação. Uma nova etapa já começa por aqui, para nós. Obrigado a toda a torcida, orações e simpatias :-) . Ah, e tem dois quartos. Quem não se importar de dormir em colchão inflável já pode começar a fazer as malas ;-) .

Cheers!

Tatiala & Guguru

Ganhamos na loto!

É, mas não foi muito :-( . Jogamos na OZLotto, uma das loterias por aqui. O primeiro prêmio vai para os que acertam 7 números em 45 e estava acumulada em AUD$ 45,000,000.00, ou seja, quarenta e cinco milhões de dólares australianos, um número que em qualquer moeda soa bem :-) . Acertamos 4 números e recebemos AUD$ 20.80. Já que a aposta foi de AUD$ 1.10, até que foi um bom investimento. Pagou o almoço, um cappuccino, sorvetes do McDonalds e ainda sobrou AUD$ 1.75! Vamos ver na próxima.

Cheers!

Tatiala & Guguru

Tuesday, 8 December 2009

E olhem quem estava dirigindo o ônibus...

Fomos até um parque um pouco mais longe e olhem quem encontramos na volta. Não vi o Rudolph, mas devia estar por perto :-D .

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Cheers!

Tatiala & Guguru

Batman!

Hoje, voltando do Woolys - o Extra local - vimos novamente um MONTE de morcegos, sobrevoando o Hyde Park. Como é horário de verão, ainda era dia às 7.30 pm e eles devem ter saído para o jantar. Pelo jeito são frutígeros, senão todo o povo que estava por lá não estaria tão tranquilo. Ou talvez a ignorância seja realmente uma benção... De qualquer modo, um belo espetáculo da natureza.

Tatiala & Guguru

Monday, 7 December 2009

Reflexões

Hoje fazemos uma semana de Austrália. Os nossos planos estão indo melhor do que imaginávamos, estamos conhecendo melhor a terra, suas qualidades e defeitos. O sol por aqui realmente é forte, castigante. Protetor solar é artigo de primeira necessidade, sem dúvida nenhuma.

Fizemos um vai-e-vem pelas ruas do centro, voltando para o posto do RTA - o DETRAN daqui - para ver se poderíamos usar alguma outra tradução das nossas cartas de motorista. Explico: quando fomos lá na semana passada, disseram-nos que a tradução que trouxemos não seria aceita e que teríamos que fazer uma no Community Relations Commission, pela bagatela de 70 dólares australianos cada! A Tati fez questão de voltar ao RTA para perguntar se não poderíamos usar outra, feita pelo AMES, outro órgão que serve ao governo e que poderia fazer de graça. Então, quando estávamos subindo pela escada rolante da estação de trem para chegar à rua do RTA, um senhor, de uns 1,60 m de altura, com uma mala enorme e um jeito de sem-teto local - sim, eles também existem por aqui - entrou logo na nossa frente, puxando a dita mala. Como era realmente grande, a tal mala não encaixou direito no degrau da escada rolante e começou a cair. Ele, no desespero, tentou segurar algo que deveria ter quase o seu peso e desequelibrou, caindo para trás. Como eu estava dois degraus abaixo, consegui segurar tudo, colocando o meu peso para frente. Meio assustado, ele conseguiu se levantar e segurar a mala, agradecendo gentilmente. Caso não estivéssemos ali, seria um acidente bem feio, quase de desenho animado, com o senhor rolando escada abaixo com a mala.

Fiquei pensando na "conjunção dos astros" e "na mão de Deus" que nos colocou naquele horário e naquele lugar para evitar a tragédia maior de alguém que já tem a vida bem dura. No processo, quase machuquei o dedo e ele ficou preocupado com isso, mas nenhuma gota de sangue foi derramada :-) . Uma semana atrás, estávamos viajando para cá, meio sem saber o que realmente encontraríamos. Fomos abençoados com muita ajuda e um caminho bem tranquilo a ser trilhado inicialmente, hoje fomos novamente abençoados com a oportunidade de ajudar alguém em apuros.

Fico me perguntando se realmente existem coincidências...

Como eu aprendi a um tempo atrás, se você quiser falar com Deus é sempre melhor entrar na fila de agradecimentos, pois a de pedidos é muito, muito maior.

Cheers! (Algo como "Viva!" ou "Salve!" ou "Valeu!" por aqui)

Tatiala & Guguru

Vamos a la playa!

Olá pessoal!

Sábado fomos encontrar com os outros brasileiros para um churrasco na praia. Fomos para Shelly Beach, uma praiazinha perto de Manly Beach,  a Ubatuba local. Quando falo em churrasco, o conceito australiano é um pouco diferente, apesar do pessoal ser brasileiro. Eles disseram que não poderiam levar a grelha desta vez então... O jeito australiano é uma chapa comunitária, onde várias pessoas fazem o churrasco ao mesmo tempo. Bem, eu que tenho raízes gaúchas estou sendo generoso com a palavra churrasco. É uma chapa mesmo, elétrica, com um buraco no meio para escorrer líquidos e afins. Pelo menos é gratuita :-) . Compramos uma carne no mercado local, tipo bife mesmo, e levamos. Vimos de tudo por lá: gente esquentando cogumelo, ovo, legumes, linguiças diferentes, cortando carne com tesoura. É uma festa multicultural. O pessoal não é só brasuca, tem venezuelanos também. Mas cada dia que passa temos visto cada vez mais gente de todo o mundo por aqui, pelo menos no centro de Sydney. Bem, esquentamos nossas carnes e aproveitamos o domingo. Ao nosso lado tinha um grupo de capoeira, com brasileiros e outros bichos fazendo um sambinha para australiano ver e ouvir, mas o churrasco deles era na grelha. Ah, uma pontinha de inveja surgiu :-) . Ficamos até umas 6 da tarde e foi o nosso primeiro contato com os brasileiros amigos do Rogerinho. Cada um tem uma experiência diferente com a Austrália, uns até querem voltar para o Brasil. Vamos passar o Natal com o mesmo grupo e a Tati disse que fará várias tortas holandesas. Vamos ver, vamos ver...

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A prova que estávamos lá!

No domingo, fomos a Bronte Beach, uma praia que conhecemos rapidamente quando estivemos aqui em setembro. Esse sim foi um dia típico australiano de praia. As pessoas vão desde vestidas de jeans, tênis e casaco até as que ficam de topless e ninguém está aí.

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Bronte Beach

Ficamos embaixo de um muro de pedra, eu na sombra e a Tati tentando tirar a marca da camiseta do dia anterior. Ao nosso lado apareceu um casal de noivos, tirando fotos com padrinhos e madrinhas justo onde estávamos. O mais engraçado é que tinha uma mulher deitada e ela ficou entre o fotógrafo e o casal posando, tudo na maior naturalidade.

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Noivos na praia

A água é realmente bem fria, apesar do sol e o céu de brigadeiro. Almoçamos e voltamos para o hotel, tudo isso com o transporte público daqui. Aliás, o pessoal vai de toalha no ombro no ônibus, prancha de surfe e outros apetrechos, já prontos para as ondas locais. Isso realmente é fantástico por aqui. Cada um pode usar, carregar, pintar o rosto, colocar uma cesta de fruta na cabeça que ninguém nota, ninguém desdenha. Pelo menos não publicamente. Há uma liberdade e respeito muito grandes.

Arrumamos as malas, melhorando a distribuição das roupas, comemos um bom sanduba, com salada e queijo cheddar magro e demos por encerrado o final-de-semana.

É isso aí. Ah, finalmente tomei, não uma, mas duas James Squire, uma das top cervejas por aqui.

 Tatiala & Guguru

Sunday, 6 December 2009

Compras!

Sexta-feira, dia de compras. Fomos ao Supa Centa Moore Park, atrás da Harvey Norman, uma cadeia de lojas com móveis, eletroeletrônicos e afins. Depois de uma indecisão sobre qual ônibus tomar, entramos no Metrobus 20, uma linha nova aqui em Sydney, um bumba todo vermelho e bem bacana. O motorista consegue até abaixar mais o ônibus para quem tem dificuldade subir :-O ! Chegamos lá e fomos bater perna nas lojas de móveis. Na segunda loja que entramos, um vendedor solitário, muito atencioso, começou a mostrar as camas. Como não somos minhocas, ele perguntou depois de algumas trocas de palavras: "Where are you from?" . A resposta, previsível, trouxe a seguinte réplica: "Bom, então vamos falar português" . Rafael Santos, nascido na boa Porto Alegre, há 4 anos em solo canguru. Ficou até contente quando encontrou conterrâneos :-) . O Rafael foi muito simpático e já foi dizendo que para brasileiro tinha mais desconto. Bem, saímos de lá com a cama praticamente comprada. A ideia era ver em outras lojas, mas isso nem aconteceu. Entramos depois na Bing Lee, onde o lema é "Tudo é negociável". Vimos geladeira, TV, máquina de lavar, de secar, micro-ondas, ferro de passar e outros. A Tati, é claro, assumiu o comando e foi negociar até onde podia. Interessante que toda a inibição com o inglês sumiu de repente e falava como uma verdadeira koala.

Saímos da Bing Lee e fomos ä Harvey Norman, nosso alvo primário. Fomos fazendo a ladainha toda de novo, passando produto por produto. O Michael, o vendedor que nos atendeu, também foi muito atencioso. Ficamos umas 3 horas no loja, entre escolher e pagar. A Tati, novamente, totalmente integrada ao esporte local da pechincha, novamente assumiu a ponta. Resuma da ópera: temos cama, máquinas de lavar e secar, geladeira, ferro, tábua, micro-ondas, TV, aspirador. O mais engraçado é que não tínhamos dinheiro com a gente, só o cartão de crédito do Brasil, e não tínhamos avisado a operadora sobre o uso dele no exterior. Hmmm, o que fazer então? Como estávamos com o netbook, perguntei se poderíamos usar a rede wireless deles (internet sem fio, para os leigos), o que fomos prontamente atendidos. Liguei para a Visa e acertei tudo em 5 minutos. Pronto, a compra estava garantida. Não é formidável a tecnologia :-P ?

Voltamos para a casa e comemoramos com Pizza Hut e uma garrafa de Carlton Draught, uma cerveja australiana. Mais uma missão cumprida em tempo recorde :-D .

Beijos e Abraços

Tatiala & Guguru

Thursday, 3 December 2009

Resumindo...

Em três dias de Austrália, conseguimos:
  • Emprego 
  • Moradia 
  • Celular 
  • Internet 
  • Máquina de cortar cabelo (muito importante para mim) 
Só estamos esperando alguém pular de trás de um muro gritando "É a pegadinha do Mallandro!!!"

:-P

Tatiala & Guguru

Dias dois e três - A Entrevista e a nova Casinha

Os fatos relatados a seguir ocorreram em 2 e 3 de dezembro. Vejam como as coisas são rápidas deste lado do mundo ;-) .

Depois de uma hora apenas de sono (minha) durante à noite, levantamos e a Tati fez café-da-manhã em casa! Olha só, já estamos praticamente no ritmo de autênticos moradores. Tudo bem que foi pãozinho esquentado no micro com queijo e suco de laranja com manga de tetrapac. Um luxo! Saímos bem cedo, umas oito e meia da manhã, para não chegar atrasado na Entrevista. Acabamos chegando em Kogarah, bairro ao sul de Sydney onde fica o St. George Bank e onde o Rogerinho mora, muuuuuuuuuuuuuito cedo, quase uma hora antes da entrevista. Como tínhamos muito tempo, ficamos passeando pelo "centrinho" de Kogarah, onde tem a estação de trem, um Woolys, mini-shopping, várias lojinhas na rua, açougue e... várias imobiliárias! Aqui eles colocam o que existem para vender a alugar no vidro da frente, colado, então é só ficar olhando e escolher.

Chegando a hora da entrevista, voltamos para o St George Bank, um prédio moderno e "ecologicamente correto". Aliás, várias coisas por aqui são assim, sendo os australianos ativistas ferrenhos desta verve ecológica. Bem, aqui é o continente mais seco do mundo e é uma questão de sobrevivência, acima de tudo. Cheguei lá, chamei pelo Rogerinho que desceu e conversamos um pouco. Ás 10 e alguns minutos, desceram o Rajiv, o gerente da área, e a Aida, a responsável pelo projeto. Achei que tinha reconhecido os dois pela descrição do Roger (o apelido australiano dele) e me levantei. Ao nosso lado estava outro homem, provavelmente um outro candidato para alguma vaga, e os dois se viraram para ele, perguntando se era o Gustavo, isso em alto e bom tom. Para o meu espanto e da Tati, o cara disse que era e começou a conversar com os dois. Segundo a Tati ele estava meio nervoso e nem ouviu o nome. Eu fiquei ali, meio esperando a deixa para dizer que eu era o Gustavo e então, passados alguns segundos de tensão, falaram novamente o meu nome e o homem virou e disse que se chamava Eric. Era a deixa. Cheguei mais perto, apresentei-me e trocamos algumas risadas sobre o ocorrido. Legal, tudo estava mais descontraído e parecia que ia correr tudo bem. Apresentei a Tati e a Aida até perguntou se ela queria ir junta para a entrevista! Ela ficou, não querendo acrescentar mais pimenta no chili :-P . Fomos até uma pequena sala de reunião lá mesmo no saguão, que é bem arejado, aberto, com televisão LCD enorme (duas!) e cheio de planta, além de um pé direito até o céu :-D . Sentamos, respirei fundo, conversamos algumas coisas para quebrar o gelo e fiquei esperando pela sabatina técnica. A primeira pergunta foi algo como "quando você pode começar". Quebrou minhas pernas! Esperava tudo menos isso. Mesmo assim, o Rajiv me perguntou também se eu tinha alguma dúvida e pedi um explicação geral do que era o trabalho, o que foi feito prontamente pela Aida. Tudo durou uns 20 minutos e saí bem "abalado" :-D . A Tati dizia que eu estava totalmente aéreo, o que pode ser verdade já que eu não me lembro. De qualquer modo, vini, vidi et, decidamente, vinci. Mas confesso que fui beneficiado por alguns anjos da guarda que vieram comigo no avião e que já estavam por aqui...

Saímos de lá e fomos ver um cantinho nas imobiliárias da região. Achamos alguns pretendentes, mas uma em especial nos chamou a atenção. Conseguimos ver antes do almoço com o Rogerinho, que nos convidou para almoçar na casa dele (ele mora a 5 minutos a pé do trabalho) e foi quando pudemos conhecer a Bellinha, a filha recém-nascida dele. Com relação ao ap, vamos lá: terceiro andar de prédio baixinho de três andares, com escada, sem elevador, com tijolo aparente na sala como parte do detalhe de decoração e teto nos corredores do tipo "chapiscado". Já viram algo assim, por exemplo, na av. José Maria Whitaker, 742? Pois é, é isso mesmo. Imaginem se não fechamos. E o melhor é que também está a 5 minutos a pé do trabalho. Para encerrar o dia, fomos buscar com o Mariano, outro brasileiro que veio na mesma época do Roger, um modem via rádio para internet, ou seja, ele se conecta via ondas de rádio com a internet e agora nós temos acesso online em, praticamente, qualquer lugar de Sydney. Um dia de conquistas. Infelizmente, temos plena consciência que isso não é o usual, que somos ponto fora da reta e que só foi possível graças à torcida, orações, rezas bravas, simpatias, amizade e carinho de todos vocês, para o quê seremos eternamente gratos. Ah, o ap tem dois quartos, um já para quem quiser vir passar uma temporada em Downunder.

Finalmente tive uma noite de sono decente, talvez pelo alívio geral e tudo estar correndo realmente melhor que o esperado.

Nota do blogueiro: vimos um quase acidente, onde um taxista quase bateu no outro, que parou de repente. Buzinas para todos os lados e um deles saiu do carro gritando. Realmente, um acontecimento histórico em Sydney :-D . Bom saber que por aqui também existem seres humanos ;-) .

Beijos e Abraços

Tatiala & Guguru

O Caminho da Nova Terra

Oi Pessoal,

A Karina estava certa mesmo. O avião sai de Buenos Aires e vai para o sul, passando pela Antártida e chegando a Sydney "por baixo". Curtam as imagens ;-) .

Tatiala e Guguru

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Wednesday, 2 December 2009

Day One!

Depois de uma noite mais ou menos dormida, acordei antes (BEM antes) da Tati e saí para ver o Hyde Park. Este parque fica bem no centro do CBD (Central Business District - o centro de negócios, o centro mesmo, onde tem a Opera House, a ponte, etc, etc) e tem o Anzac Memorial. Anzac - Australia and New Zealand Armed Corps, forças armadas da Austrália e Nova Zelândia - é um dos ícones de guerra que traduzem parte do espírito da Austrália. Passeei um pouco, vendo a vai e vem dos madrugadores. Como todo centro, muita gente indo trabalhar e fazendo exercício.

Depois que a Tati acordou, fomos tomar café na rua (isso ainda vai mudar ;-) ) e fomos procurar uma internet para falar com o Brasil. Após um café até que não tão caro, fomos ao Westpac, nosso banco por aqui e ativamos nossa conta em todas as suas capacidades. Nós chamamos nossa agência de "a bonitona" porque é enorme e parece aqueles bancos de filme, em um prédio tradicional e com decoração antiga. Din-din está garantido agora, não vamos morrer de fome. Conseguimos também fazer a inscrição no Medicare, o sistema de saúde pública daqui, então já estamos assegurados neste quesito também. Tudo isso antes do almoço! Aliás, almoçamos em um dos vários bares com jogos de azar, que por aqui é legalizado e, segundo nos contaram, o vício de jogo é um problema meio sério por aqui e existem organizações que cuidam dos viciados. Voltamos para o hotel e fomos dar uma "dormidinha de 15 minutos" que durou quase 4 horas. Jet lag é fogo mesmo!

Para minimizar custos, fomos ao supermercado Woolworths, conhecido como Woolys, e compramos várias coisas para comer no hotel, já que temos um forno microondas e geladeirinha no nosso quarto. Depois de farto e saboroso jantar de comida congelada, parti para o ataque para passar roupa, já que 'A' entrevista de emprego é dia 1/12. Quase queimei as calças e tive que passar duas camisas. Bem, o ferro de passar não tem vapor (sim, tem ferro e tábua no quarto), mas venci a batalha.

Como dormimos à tarde, à noite foi, digamos, não dormida por mim e a Tati desmaiou. Alguns dormem, outros velam pelo sono dos outros :-P .

Beijos e Abraços

Tatiala e Guguru

Chegamos!

Vou narrar os acontecimentos a partir do momento que passamos a alfândega no Brasil. Antes disso foi só aquela despedida de praxe, com vários lenços e água para todo lado :-P .

Achamos o nosso portão, 9, e ficamos revendo o quanto fizemos até aquele ponto. A partir daquele momento colocaríamos toda nossa preparação em prática, mas estávamos tranquilos, pois a ajuda e o carinho de todos estava conosco. Mas que é bravo, é :-D . Entramos no avião da TAM, voo 6460 com destino a Buenos Aires. A Tati já não gostou porque era na fileira do meio, bem no meio mesmo, nos assentos do meio de quatro assentos. BEM no meio. Tudo bem, eram só duas horas e meia de viagem, apesar do portenho ao meu lado, um cara bem grande, ter cruzado os braços e ocupado uns 12/10 do espaço, ou seja, meu espaço. Tudo bem, nós nos classificamos para a Copa na frente deles. A TAM serviu um café-da-manhã meio sem-vergonha, com um pão meio seco. Bem, pelo menos a balinha de caramelo estava boa. Uma coisa que eles não fizeram foi verificar, na hora da aterrissagem, se todos os passageiros estavam com os assentos na posição vertical e se as fivelas estavam fechadas. Serviços e serviços!

Chegamos ao aeroporto de Buenos Aires, EZE - sigla que ainda desconheço totalmente - e fomos ver aonde era o check-in para Sydney. Aeroporto comprido e não achávamos um funcionário para dar alguma informação, mas tudo bem. Por fim, vimos um balcão cheio de... brasileiros(!), voltando para a Pátria Amada, em uma fila enorme. Perguntei para os funcionários onde era o balcão da quantas e era lá mesmo, porém, não tinha ninguém na fila... ainda. No meio do caminho, a Tati, sempre muito simpática e solícita, fez amizade com uma mulher que estava também indo para Downunder (=Austrália), a Margarete. Ela tem duas filhas que moram em Darwin, uma está grávida. Detalhe: não falava um 'A' de ingLês. Fizemos o check-in, setnamos, conversamos, o voo atrasou, conversamos e, então, embarcamos.

Nota do blogueiro: quando vierem para cá, escolham Qantas, apesar da TAM.

Uma palavra descreve o serviço da Qantas: sensacional! O avião é um Boeing 747-400 ER, um pássaro BEM grande. Eles entregam o menu, pode-se tomar vinho e cerveja australianos, a comida é boa, tem lanche, sorvete, bebidas, enfim, um conforto só. E estávamos na classe econômica, sem maiores regalias. O momento de tensão pré-voo foi quando disseram que só tinham dois lugares juntos ou no meio ou na janela, sem corredor. A Tati, sabiamente, escolheu a janela e, para nossa, surpresa - anotem os números das poltronas, 52-A e 52-B - na frente da nossa fileira, tinha uma parede e não outros assentos, então tinha espaço de sobra para esticar as pernas e sair para o banheiro. No corredor, estava a Diane, uma australiana que tinha indo até o Polo Sul de navio, além de outros lugares no Chile e na Argentina. E ela tinha uns 60 anos, segundo a Tati. Conversamos bastante e já deu para esquentar o inglês. O cérebro está começando a funcionar, ainda bem :-) . Um detalhe curioso da viagem: quando o avião sai de Buenos Aires, ele não vai para leste, como pensávamos, mas vai para o sul, indo por cima da Antártida para a Austrália. Como é verão, o tempo todo foi dia durante a viagem. Vimos as geleiras e tiramos várias fotos que serão liberadas em breve :-) .

Depois de muita comida. alguns filmes e quatorze horas de voo, chegamos a Sydney, novamente descendo naquela pista sobre o mar, uma imagem já conhecida. Desta vez, passamos pela imigração sem nenhuma pergunta, afinal, não somos mais estranhos à terrinha aqui. Fomos pegar as malas e agora é que a história esquenta. É claro, não podia passar tudo assim, sem nada para contar com emoção. Fomos à nossa esteira para pegar as malas e, realmente, das cinco, quatro apareceram muito rapidamente. E a outra... a outra... a outra... Nada! Por fim, quando todos já tinham indo embora - na verdade, para outra fila de inspeção - vi a Margarete se degladiando com uma funcionária do aeroporto, ela em português, a funionária, obviamente, em inglês. Fui ajudá-la e descobrimos que várias pessoas, a maioria brasileiros que vieram de Buenos Aires, ficaram com as malas por lá. Bem, quatro de cinco já um bom começo, como eu disse para a funcionária da Qantas. Aliás, eles foram, de novo, sensacionais, prestativos atenciosos e já estamos com a mala de volta, Parece que foi mexida, mas está tudo lá. A Margarete tinha conexão para Darwin e não soubemos se ela conseguiu pegar a tempo. Torcemos para tenha conseguido!

Nesta história toda, o Rogerinho ficou esperando pela gente, já na dúvida se realmente chegaríamos no dia, porém foi recompensado com o Chocotone, que SIM!, chegou inteiro e passou sem problemas com a alfândega. Dica: basta declarar que está trazendo alimento e mostrar, na embalagem original. Chegamos ao hotel, saímos para comer alguma coisa e encontrar uma internet WIFI. Voltamos e desmaiamos... até as três da manhã para mim e umas oito para a Tati. Bem, jet lag afeta cada um de um jeito, né?

É isso aí, estamos aqui!

Beijos e Abraços

Tatiala e Guguru