Olá Pessoal,
Estou morrendo de saudades!!!!!!!
Andei sumida do nosso cantinho, é que sinceramente não tenho tido muito que escrever, vou correr o risco desse post parecer depressivo, mas é o que estou sentindo e não tenho muito com quem compartilhar, pois sou bem complicada para colocar o que sinto em palavras para as pessoas que estão a minha volta.
Enfim, vou começar a minha sessão lamentação, quem não quiser ler, fica a vontade para sair dessa página... rsss
Sinto-me bem diferente da maioria das pessoas, isso me frustra muito, é algo que tem me incomodado muito ultimamente, pois sinto que tenho perdido muitas oportunidades na vida, justamente por ser essa pessoa tão diferente... Outro dia assisti um filme que se chama “Somos todos diferentes”, que me chamou muito a atenção, embora, o filme trate da dislexia, coisa que eu não tenho (mas não posso afirmar isso com 100% de verdade....rssss).
Resumo do filme: O filme conta a história de uma criança que sofre com dislexia e custa a ser compreendida. Ishaan Awasthi, de 9 anos, já repetiu uma vez o terceiro período (no sistema educacional indiano) e corre o risco de repetir de novo. As letras dançam em sua frente, como diz, e não consegue acompanhar as aulas nem focar sua atenção. Seu pai acredita apenas na hipótese de falta de disciplina e trata Ishaan com muita rudez e falta de sensibilidade. Após serem chamados na escola para falar com a diretora, o pai do garoto decide levá-lo a um internato, sem que a mãe possa dar opinião alguma. Tal atitude só faz regredir em Ishaan a vontade de aprender e de ser uma criança. Ele visivelmente entra em depressão, sentindo falta da mãe, do irmão mais velho, da vida… e a filosofia do internato é a de disciplinar cavalos selvagens. Inesperadamente, um professor substituto de artes entra em cena e logo percebe que algo de errado estava pairando sobre Ishaan. Não demorou para que o diagnóstico de dislexia ficasse claro para ele, o que o leva a por em prática um ambicioso plano de resgatar aquele garoto que havia perdido sua réstia de luz e vontade de viver.
Enfim, vendo esse filme de certo modo me identifiquei com a história por que me sinto assim, muitas vezes, incompreendida, tendo que construir outra pessoa que não faz parte de mim, pois sou tímida, às vezes covarde, solitária, difícil de mostrar sentimentos (tudo isso na esperança de me proteger das decepções), sou mega emotiva (choro com tudo), não sou nada engraçada, tenho neuras com meu corpo (principalmente meus seios), sou insegura demais, tenho vergonha de me expressar, enfim... Como disse uma amiga minha, sou meio infantilizada, pois tenho 31 anos, mas me posiciono como se tivesse 18 anos... Se tenho algum problema psicológico? Não sei, só sei que assim sou eu e não consigo mudar e toda vez que tento me sinto ridícula, tentando parecer sempre com alguém que é mais sociável.
Mas a minha pergunta é: será que realmente preciso mudar para que as pessoas possam me valorizar? Será que ser eu mesma não basta? Será que para consegui encontrar um grande amor e construir uma família eu tenha que de fato mudar a meu jeito? São perguntas que tenho me feito e tento encontrar uma forma de como fazer isso acontecer, mas confesso que não é nada fácil, não é uma questão de acordar e dizer: Ops! Hoje vou ser diferente e fazer tudo diferente do que tenho feito até aqui. É uma questão bem mais complexa e que demanda muito mais do que simples esforços...
Bom, ninguém tá entendendo nada, né? Mas estou querendo um socorro, onde encontrar, confesso que não sei. Dentro de mim tem uma confusão de sentimentos, uma tortura que me persegue noite dia, que me deixa triste e me sentindo solitária. Dentro de mim há um grito que sufoco cada dia, cada segundo; uma bomba que quer explodir a cada dia e eu tento contê-la a todo custo... Desequilibrada, eu? Talvez, esteja mesmo... Eu quero ser livre, que quero me libertar de mim mesma... eu quero e desejo para 2012, mais autonomia sobre a minha vida, não que eu dependa de fato de alguém, mas sempre estou esperando que os outros me digam o que preciso ou não fazer para ter algo, sempre coloco a opinião dos outros, antes das minhas.... Chega!!!!!!!! Eu quero fazer e acontecer, eu preciso disso, para sentir que de fato estou VIVA!!!!!!!!!!!
È isso, pronto falei. Ufa!!!!!!
P.S.: Escrevi este post ao longo do dia, e fui tendo vários sentimentos, mas um nunca me abandonou, que foi a grande tristeza de não consegui fazer tudo isso ser diferente.