poema a Oxum



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dentro de mim mora um rio
imenso rio de tantos eus
espelho d’água

 

dentro de mim mora um rio
imenso rio de tantos eus
espelho d’água
labirinto de minhas mil almas

eis o abebé de ouro
diamante e segredos
onde só os olhos lavados
enxergam as imagens
que minha alma escondeu

dentro de mim mora um rio
nascente coração
cachoeira
em mata
em plena doçura
de vida afogando a morte

águas sagradas
eis um rio que me chama
chama, canta, chama

vou, mergulho e fico
ressurjo:
meu rio
meu início
meu final

dentro de mim mora um rio
senhor das minhas belezas
canto manso eleva-me ao orum
eis um rio que me faz rio
que me engradece por me mostrar contínua

canto ao rio
rezo ao rio
chamo o rio
mas meu rio não se chama
meu só se dança por
Oxum

Levemente adaptado do blog Coisa de Macumbeiro.
(Clicar no link para ir à fonte.)
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