reVISÕES
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
previsões no Correio da Manha...a um ano de distancia!
vamos lá ver se este acertou ou se apenas mandou um "bitaite" prós tótós...
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"Tudo indica que a realidade vai acelerar na corrida às presidenciais. É curioso como, quando ainda falta quase um ano para irmos a votos, as eleições para Belém despertam já tanto interesse, tantas movimentações e tantos cálculos políticos. Sinal da importância do cargo. Os portugueses gostam verdadeiramente do Presidente da República que é eleito, independentemente da margem da vitória. Cada Presidente acaba, de uma maneira ou de outra, por ser o Presidente de todos nós, e isso é sintoma do profundo laço emocional que nos une ao chefe do Estado. Por outro lado, o anterior Presidente não se pode recandidatar, e a escolha do senhor que se segue deverá ter implicações para uma década. Será, portanto, uma longa campanha, e o lote de candidatos começa a definir-se. André Ventura promete oficializar em fevereiro. Se houver más sondagens, terá dificuldade em desistir. Marques Mendes é o candidato para manter a Presidência ligada ao PSD. E à direita é tudo, com a eventual junção de um nome liberal para marcar o ponto, tal como, aliás, à esquerda, farão o PCP e o Bloco. Mais a sério, António José Seguro ou Mário Centeno, ou os dois, tentarão o pleno dos votos do PS para conseguirem chegar à segunda volta. Ao lado, ou acima dos partidos, vai correr Gouveia e Melo. Sendo Ventura divisivo, sobram os outros quatro nomes. Um deles deverá ser o próximo chefe do Estado."
comentariado e jornalistado!
acham que esta sondadeira e este comentador têm condições para continuar a comentar?
lá no paraíso deles, Álvaro Barreirinhas Cunhal, voltará a aconselhar:
premonições!
Se tudo correr como demonstra a tendência, a 2° volta das Presidenciais será entre Marques Mendes e Seguro. A cereja em cima do bolo seria Cotrim e Ventura a ultrapassar o Almirante. Não é impossível e em certa medida é até desejável.
Neste cenário, qq que fosse a votação de Ventura, mesmo o 3° lugar com menos % que nas legislativas representa uma derrota para o lider do Chega. Em qq caso, a votação de Cotrim demonstra que o candidato tem potencial, apesar de não ser confiável, ja que de dois em dois anos, procura um novo cargo.
No campeonato dos mixurucos da extrema esquerda, tanto me faz, mas o facto de Catarina Martins estar à frente, demonstra o grande erro de Anacleto Louçã ao a ter substituido pela gémea Mortágua.
Vamos acompanhando.
17 Novembro 2025
previsão premonitória para as Eleições Presidenciais 2026
em 05Jan2025 a minha
Previsão dos Resultados das Presidenciais Portugal 25 Jan 2026 – 1 Mar 2026
Previsão dos Resultados das Presidenciais Portugal 25 Jan 2026 – 1 Mar 2026
1ª volta "Ka
Malo"
27,84 %
André Ventura 23,15 %
"An uk as"
21,95 %
"Ó der ico"
7, 07 %
2ª volta "Ka Malo" 58,55 %
André Ventura 41,45 %
domingo, 18 de janeiro de 2026
Jornalismo, activismo e a tentação de substituir o leitor
O artigo de Miguel Morgado que serve de base a esta reflexão acerta num ponto essencial que muitos fingem não ver: a crise do jornalismo contemporâneo não é, antes de mais, tecnológica, nem resulta de um qualquer “algoritmo maligno”. É uma crise moral, epistemológica e, sobretudo, uma crise de missão. O problema não é o excesso de redes sociais; é a demissão de uma parte significativa do jornalismo da função que justificou, historicamente, a sua autoridade.
Durante décadas — séculos, mesmo — a imprensa foi uma das colunas mestras do regime das liberdades. Não porque “defendesse a democracia”, mas porque informava. Não porque educasse moralmente o cidadão, mas porque lhe fornecia matéria-prima factual suficiente para que pudesse formar o seu próprio juízo. O texto recorda bem que a imprensa não sobreviveu à erosão das restantes sedes de autoridade por acaso: sobreviveu porque se impôs como autoridade factual, e não como consciência política substituta.
É aqui que se dá a ruptura contemporânea. Quando o jornalista deixa de se ver como mediador da realidade e passa a encarar-se como “guardião da democracia”, o seu trabalho deixa de ser regido por critérios de verdade factual e passa a ser orientado por juízos normativos. O resultado é inevitável: selecção de temas, enquadramentos enviesados, silêncios estratégicos, amplificações artificiais. Tudo isto não em nome da verdade, mas em nome de uma causa — ainda que apresentada como nobre.
O artigo desmonta com clareza essa confusão fatal. Defender a democracia é um objectivo político legítimo, mas não é um critério jornalístico universal. O que um jornalista considera “defesa da democracia” será sempre discutível, contingente e ideologicamente marcado. Ao assumir esse papel, o jornalista abdica da única coisa que o distingue do activista: a suspensão do juízo político em favor da exposição rigorosa dos factos.
A consequência não é apenas teórica; é prática e visível. A perda acelerada de credibilidade dos media tradicionais não resulta de campanhas externas, nem de populismos digitais, mas da percepção crescente de que a informação deixou de ser apresentada como realidade a conhecer e passou a ser apresentada como realidade a interpretar “correctamente”. Quando isso acontece, o leitor deixa de confiar, não porque discorda das conclusões, mas porque percebe que alguém decidiu pensar por ele.
O exemplo de instituições outrora reputadas, como a BBC, ilustra bem este fenómeno. Ao assumirem explicitamente a missão de “defender a democracia”, acabaram por comprometer a sua própria autoridade factual. Não por conspirarem, mas por confundirem funções: trocaram a exigência da verdade pela pedagogia política.
Miguel Morgado lembra algo fundamental e hoje quase subversivo: a guarda da democracia
não pertence ao jornalista, mas ao cidadão. A imprensa serve a democracia quando informa; trai-a quando tutela. Nenhuma sociedade livre precisa de jornalistas-pastores a conduzir consciências; precisa de jornalistas rigorosos que aceitem a modéstia da sua função.
Num tempo exigente, em que a tentação de “fazer o bem” pela via da manipulação informativa parece irresistível, este texto cumpre uma função saudável e rara: recentra o debate onde ele sempre deveria ter estado. Não na moral do jornalista, mas na sua missão. Não na causa que defende, mas na verdade que relata.
A democracia não se protege infantilizando o público. Protege-se tratando-o como adulto. E isso começa, inevitavelmente, por um jornalismo que volte a saber o que é - e, sobretudo, o que não é.
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