Unknowable InHumanence

Who am I? I was a poet at twenty, a libertine at thirty—I am a stateless, faithless vagabond in a post-ironic cathartic state at forty.

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    Por você sou encantado
    De perto esfuziante
    De longe acabrunhado
    Te amo demasiadamente

    Desculpa ser insolente
    Não posso evitar
    Posso ser delinquente
    Preciso te amar

    Que mimo divino
    Tão bronzeada estás
    Que sentimento genuíno
    Me traz paz

    Minha alma pensativa
    Sempre a afasta
    Demasiadamente a quero
    E isso me devasta

    Não me deixes à deriva
    Neste mar de solidão
    Dá à alma pensativa
    Tua doce redenção.

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    Do olho nasci, morri e vivi
    Vi o mundo pelo qual tanto sofri
    Acabrunhado estive quando te conheci
    Adoentado estou e por isso te escrevi

    No espelho, tornei-me o que fingi
    E desse mundo, sem corpo parti
    Você me ouviu, mas eu menti
    E por isso, não consigo mais viver aqui

    Te quis desesperadamente, mas covardemente corri
    Me arrependo, não te ouvi
    Na ofuscação da minha mente, eu me distraí
    Meu indubitável erro, já admiti
    E foi por isso que parti.

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    Se eu vivesse amanhã, viria ao menos
    Vê-lo sorrindo outra vez meu triste irmão
    Com minha mãe feliz conversaria
    Se eu vivesse amanhã!

    Se eu vivesse amanhã, sentar-me-ia
    Na mesa velha, imaginaria
    Que aurora se abriria em minha manhã!
    Se eu vivesse amanhã!

    Se eu vivesse amanhã, sentiria
    Desespero? Liberdade? Amargor?
    Ah, tanto eu sentiria, vida que valeria fruir!
    Se eu vivesse amanhã!

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    Tupac Amaru II foi um revolucionário do século XVIII que ordenou uma das maiores insurgencias indigenas contra o regime colonial espanhol aqui na América Do Sul na região que hoje é o Peru que estava sob o dominio Espanhol desde o dominio dos Incas no século XVI, a exploração e os abusos que acarretaram nessa grande revolta contra os Espanhóis.

    Sergio Bagú relata que “Para as minas hispanicas, foram empurrados centenas de índios, escultores, arquitetos, engenheiros e astronomos, misturados com a multidão escrava para realizar um grosseiro extenuante trabalho de extração. Para a economia colonial, a habilidade técnica desses individuos não interessava, e eles eram aproveitados como trabalhadores sem qualificação.”.

    Nessa época existia um cacique descendente direto dos imperadores incas, que encabeçou o movimento messiânico e revolucionário de maior envergadura.

    Montado em seu cavalo branco Tupac Amaru II entrou na praça de Tungasuca ao som de flautas e tambores, logo em seguida anunciou que condenaria à forca o corregedor real: Antonio Juan de Arriaga, e determinou a proibição da mita de Potosí. Em seguida expediu uma nova proclamação decretando à liberdade aos escravos e aboliu todos os impostos e o “repartimento” da mão de obra indigena em todas as suas formas.

    Sua luta foi intensa e prometia que quem morresse na guerra sob suas ordens voltaria e desfrutaria às felicidades e riquezas que tenham sido despojadas pelos invasores.

    Traído e torturado junto de sua familia Tupac Amaru II foi entregue e acorrentado aos espanhois. Em seu calabouço tentaram submeter em troca aos nomes de seus apoiadores da rebelião uma oferta de liberdade, Tupac Amaru II com desprezo respondeu: “Aqui não à mais cumplices além de mim e de ti. Tu, como opressor, e eu, como libertador”.

    Então Tupac Amaru II, sua familia e apoiadores foram amarrados pelos seus braços e pernas em cavaços, esquartejados, queimaram seus torços e jogaram suas cinzas no rio Watanay.

    Mataram todos os seus descendentes até o quarto grau.

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    **Referências**

    Galeano, E. *Veias Abertas Da América Latina*: 70–73