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]]>Há variantes, mas basicamente, definimos esse ciclo assim:
1. Saindo de casa – jovens solteiros
2. O novo casal
3. Famílias com filhos pequenos
4. Famílias com filhos adolescentes
5. Novamente só os dois (o famoso “ninho vazio”)
6. Famílias no estágio tardio de vida
Cada uma dessas fases traz sua complexidade e dificuldades. E conhecê-las pode ajudar muito.

Primeira das 6 fases do ciclo da vida familiar
Nessa fase há muitos desafios e distrações. E por mais que o jovem tenha sido educado para a vida, não se sente realmente preparado, e algumas coisas assustam, outras distraem.
Mas, por isso mesmo é uma fase de muitos aprendizados e amadurecimento. Ele terá que tomar muitas decisões sozinho e resolver seus problemas sem a ajuda direta dos pais. Terá que abrir seus caminhos e aproveitar as oportunidades. Terá que fazer escolhas importantes, e uma delas é a profissional. A outra é a formação de uma família.
Muitos jovens se sentem perdidos e não conseguem avançar.
Talvez, por uma educação deficiente no lar como:
Fatores geradores de estresse:
Encarar tudo isso com coragem e não recuar diante das dificuldades é um desafio recompensador, mas só os lutadores e persistentes é que conseguirão vencer as barreiras.
O jovem terá que aprender a lidar com suas frustrações e estresses, com as tentativas e erros, com as oportunidades de crescer, e tudo isso gerará o amadurecimento tão esperado!

Segunda das 6 fases do ciclo da vida familiar
Essa é uma fase de muitos sonhos!
O casal tem toda uma vida pela frente e desejam construir muitas coisas juntos. Os planejamentos estão em alta: lado profissional, a casa própria, os filhos, a vida a dois, o planejamento financeiro, as reservas para as emergências, etc.
Tudo é novo e o conhecimento um do outro, mais ainda, mesmo que eles tenham tido um bom tempo de namoro, não é igual à vida juntos. Ter que repartir o mesmo espaço o tempo todo, sentir que não têm a mesma liberdade de antes, perceber que tem algumas coisas que não se encaixam tão bem, ver que seu par não é tão perfeito quanto imaginava…
A rainha parece agora uma bruxa e o príncipe vira um sapo!
Alguns se perguntam: “Será que fiz a escolha certa? Será que deveria ter esperado um pouco mais?”
Não percebem que trouxeram toda uma bagagem anterior para dentro do seu novo lar, querendo que o outro o aceite como ele é, mas não buscam refazer seus conceitos para que as coisas sejam diferentes. Muito diálogo se faz necessário aqui!
É um período de alinhamentos, de se afinarem, de prepararem-se para a vida futura em família, de conversarem muito, tentarem entender um ao outro e de como querem que o seu lar se construa.
Talvez seja interessante esperar um pouco para ter filhos, porém, não tanto, para não acostumarem com a vida de casal e não querer mudar essa realidade.

Terceira das 6 fases do ciclo da vida familiar
A vida no lar muda drasticamente quando os filhos chegam!
O tempo que antes era repartido entre o casal, seus hobbies, trabalho, agora necessita ser dividido ou substituído.
O foco da vida muda! O casal precisa se ajustar a um novo “modus operandi”, parece que tudo passa a girar em torno daquele ‘serzinho’. E é aí que precisam tomar atenção!
Por mais que os filhos exijam o nosso tempo, e será assim por muitos anos, e os nossos sentimentos por toda a nossa vida, as situações precisam ser equilibradas para que o relacionamento do casal não se deteriore. O casal precisa conservar as coisas que os fazem ser um casal, com toda a cumplicidade que isso exige.
A maneira como vão educar os filhos também precisa ser conversada antes deles chegarem para não ocasionar atritos mais tarde, além do que, os filhos aprenderão desde cedo que os pais pensam e falam a mesma linguagem, do contrário poderá haver divisão no lar e as crianças aprenderão a fazer ‘jogos’ com os pais desde cedo, tornando-se verdadeiros ‘ditadores’ dentro de casa.
Depois vem o período escolar com as tarefas, as reuniões de pais, os amiguinhos dos filhos, e por aí vai…
A organização do lar também muda. Cada um deve entender o seu papel e como poderá ajudar para que um só não fique sobrecarregado.

Quarta das 6 fases do ciclo da vida familiar
A adolescência parece ser uma fase de dramas tanto para a família, como para o próprio adolescente.
Vamos entender um pouquinho essa fase:
Para os pais é uma mudança, que muitas vezes é difícil, porque muitos deles se tornam quase como estranhos em casa.
A relação pais e filhos precisa ser revista e algumas atitudes tomadas a tempo, e isso deve partir dos pais.
Conquistar o coração e a confiança deles não será fácil, mas não é o momento de desistir. Muitas vezes, as atitudes rebeldes deles são uma forma de pedir ajuda e os pais devem entender isso e acolhê-los.
Eles precisam se sentir confortáveis para contar suas preocupações e a maneira de pensar sobre determinadas coisas. Querem ser amados ‘apesar de’, ouvidos sem ‘quês’, assistidos ‘de longe’. Na verdade, até querem que os pais participem dessa nova fase, mas não sabem bem como encaixá-los.
Portanto, pais:

Quinta das 6 fases do ciclo da vida familiar
Fase totalmente diferente!
Nada de crianças e adolescentes! Agora jovens maduros voltando para casa com seus livros ou a pasta de trabalho! Não mais os conflitos da adolescência e sim os conflitos da vida madura que agora já conseguem gerir sozinhos. Há novas pessoas no pedaço: namorados ou namoradas dos filhos. Agora as conversas são sobre: profissão, casamento, casa própria ou aluguel, hobbies… conversas de adultos. A preocupação dos pais agora é com o fim dos estudos dos filhos, com quem vão se casar, se estão em condição de sustentar uma família, se já conseguiram um bom emprego.
É uma nova realidade familiar.
Esse é o período em que os filhos saem de casa para formar suas próprias famílias e será um verdadeiro teste para muitos casais, pois muitos deixaram de cuidar do relacionamento e passaram a cuidar só dos filhos.
O distanciamento, a falta de libido, não querer e não fazer coisas juntos, preferir outras coisas à companhia do cônjuge, não terem assuntos para conversar um com o outro, discussões sem fim, são todos sinais de que algo precisa ser trabalhado.
Em vez de pensar que não há esperança, isso pode ser encarado com um desafio muito recompensador.
Enfim, cada ciclo proporcionará um crescimento familiar considerável, se a família trabalhar essas fases de forma satisfatória. Do contrário poderá haver rupturas dolorosas e traumáticas para todos.
Mas isso não quer dizer que não há esperança!
Ao contrário, será um desafio, que por mais que se torne desgastante, poderá ser também divertido, revelador, promissor e muito recompensador!
O casal necessitará fazer um esforço dobrado para realimentar a relação e, às vezes, dependendo do nível comunicacional, necessitará de uma ajuda profissional também.
O importante é rever o que construíram e deixaram de construir. Relembrar tudo o que passaram juntos, a família que formaram, o tempo que dividiram (mesmo que pequeno) e encontrar o fio que poderá ser esticado novamente. A partir daí busquem seus valores, as coisas em comum, o sentimento que sobrou, sonhar novamente, desenvolver hobbies juntos, viajar… e recomecem.
Orem juntos todos os dias, quantas vezes necessitar!
Um dia de cada vez, uma nova conquista, como no início, quando se conheceram.
O tempo perdido pode ser recuperado, uma nova amizade surgir, um novo amor nascer!
Mas não será tão fácil como quando se conheceram, porém, vale a pena tentar! Acreditem!

Sexta das 6 fases do ciclo da vida familiar
Vivemos numa época em que a busca pela eterna juventude se tornou uma obsessão.
São fórmulas, produtos, procedimentos, alimentação, cuidados mil com o corpo…
Aprende-se desde cedo que envelhecer é algo ruim.
Mas o que é envelhecer?
“O cabelo grisalho é uma coroa de esplendor, e obtém-se mediante uma vida justa.” Provérbios 16:31 NVI
Na nossa visão ocidental, estamos acostumados a ver os dois extremos da vida: criança e idoso, que são como empecilhos e também dão despesa sem produzir. Essa é a visão material/capitalista da nossa era.
Damos um péssimo exemplo aos mais novos quando mostramos isso!
Estamos deixando para trás aqueles que nos criaram e deram de tudo para que chegássemos onde estamos!
Desvalorizando aqueles que abriram os caminhos antes de nós!
Estamos enterrando talentos e dons que já serviram o mundo ou aqueles que estiveram ao seu redor!
Jogando fora o ouro, enquanto valorizamos a lata!
Não estaríamos aqui sem eles!
Por isso:
Eles se vão e nós assumiremos o lugar deles!

Enfim, cada família tem a sua ‘personalidade’ própria. E:
É QUE CRIARÁ A IDENTIDADE DA NOSSA FAMÍLIA ATUAL.
Entender tudo isso nos ajudará a construir sobre um alicerce mais sólido.
NO ENTANTO, SÓ ENTENDER NÃO BASTA!
Necessitamos aprender a trabalhar os aspectos que se fazem necessário para que a nossa família continue num crescimento saudável.
Ajustar as coisas, aprender a ouvir, aprender a falar, entender o outro, crescer juntos, priorizar os momentos do casal e em família, buscarem a Deus em família, ajudar o próximo, criarem preciosos momentos juntos, tudo isso ajudá-los-á a crescerem como família e como indivíduos, produzindo famílias saudáveis numa época tão deteriorada!
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