A Escrita da História 2

dezembro 28, 2025

Tha Franco me recomendou considerar considerar A Língua Absolvida, de Elias Canetti. Encontrei versão para leitura livre na internet. Vou considerar. A obra é de memória. Na mesma direção convém dar uma olhada nas memórias de Gore Vidal e outros autores..

Escrita da história

dezembro 25, 2025

Segue link para uma das obras que devo considerar.

Mulheres Nuas

julho 25, 2025

Não é o que você está procurando. É um experimento. Pouca gente tem vindo a este Boteco. Em parte, a explicação se deve à lenta morte dos blogs. Em parte, a frequência reduzida se deve aos assuntos que aqui abordo. Por isso, resolvi fazer um experimento, usando um título apelativo. Vamos ver se funciona. Vamos ver se a freguesia aumenta.

Grito da hora

julho 8, 2025

#hugomottainimigodopovo

#hugomottainimigodopovo

Inimigos do Povo Brasileiro

julho 5, 2025

O link que segue é convocação para manifestação contra os inimigos do povo brasileiro. Coloco ele aqui com a intenção de participar do movimento que se avoluma na Internet para combater medidas de um Congresso que vem se mostrando defensor das elites e contrário a interesses da classe trabalhadora. O movimento cresceu e parece que os inimigos do povo estão acuados. Mas, não podemos parar. Os inimigos do povo têm poder político e financeiro. Nós não. Sobra-nos a vontade de lutar e de assumir compromissos de usar plataformas digitais para isso. Sei que pouco posso fazer neste Boteco. Blogs não são mais populares e pouca gente passa por aqui. Mesmo assim, quero mostrar que este Boteco colabora com a luta. Para tanto, além de divulgar a convocatória para manifestação no próximo dias 10, repito aqui algumas hashtags necessárias:

#hugomottainimigodo povo

#congressoinimigodopovo

Minhas Raízes 2

julho 4, 2025

Cleuza, minha prima, estava à busca de informações sobre data de nascimento de nossos avós, Luiz e Fiica. Pedi ajuda para meus irmãos e outros primos para obter algum registro sobre os pais de meu pai. Pouco encontraram. Lázaro, meu irmão, achou com o Luis, outro irmão, o registro de óbito de minha vó, Fiica, cujo nome era Thereza Maria de Jesus. Ela faleceu aos oitenta e oito anos em 1987. Nasceu, portanto em 1899. O local de nascimento de minha vó é Goinases, um distrito de Capetinga, MG, mais conhecido por Peixotinho. Meu bisavô, segundo o documento chamava-se Joaquin Estevan Fernandes. Minha mãe me disse certa vez que ele tinha era Esteves. Por isso, acho que este Estevan é um erro de cartório. Minha vó não recebeu o sobrenome do marido. Era de Jesus, assim como sua mãe, Bárbara. Sobrenomes de gente pobre pouco revelam sobre laços de família. Por isso, acho que o Fernandes do meu bisavô não sinaliza que ele descendia de outro Fernandes, podia ser um Silva ou, talvez um de Jesus.

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Minhas Raízes

julho 3, 2025

Meu pai era pedreiro. Minha mãe, lavadeira e diarista. Certo dia, uma amiga me disse que eu não deveria revelar minhas origens, considerando tal revelação apelativa. Por isso, durante certo tempo, deixei de falar sobre minhas origens proletárias. Agora não. Falo delas sempre que posso, sem qualquer nota apelativa, mas como forma de explicar algumas coisas que penso e escrevo. Também delas falo ou nelas penso quando amigos de origem burguesa e pequeno burguesa revelam suas origens. Ao falar delas, eles explicam seus sobrenomes, originários de avós que foram barões do café, ou profissionais liberais como médicos, advogados, engenheiros. Mas, essa gente não presta atenção nas minhas origens. Ignoram-nas. Ultimamente tenho insistido em revelar minhas raízes. Ao mesmo tempo, mostro meu desconforto em ouvir narrativas de quem tem ancestrais das classes dominantes e não quer ouvir histórias de quem vem do proletariado.

Cabem aqui algumas palavras sobre meu pai e minha mãe.

Meu pai era neto de italianos e de caipiras, portugueses que se misturaram com índios e eram roceiros em terras da Capetinga. O velho nasceu numa roça pras bandas de São Tomás de Aquino. Deveria ter sido registado com o nome do avô italiano, Santo Barato. Não foi. Houve um erro de cartório e ele acabou ganhando o nome do avô materno, Joaquim. Mas, antes dele, meu bisavô por parte de vó já fora homenageado. Assim, na família havia dois Joaquins, um Barato, meu pai, outro Esteves, meu tio. Joaquim Barato estudou numa escola rural, aquela em que o primário durava três anos e na qual os alunos de todas a séries estudavam na mesma classe. Desde cedo, ele cultivou e colheu café. Ao se casar era meleiro de café numa fazenda em Itirapuã, onde nasci. O cafezal era velho e com pouca produtividade. Por isso meu pai resolveu ir para a cidade, mudou-se para Franca. Não tinha qualquer ofício urbano e durante breve período trabalhou como boia fria. Depois, com meu tio, Waldomiro, aprendeu a profissão de pedreiro. Dos trinta aos oitenta e cinco anos exerceu o ofício. Só parou porque uma enfermidade tolheu-lhe os movimentos das pernas. Aposentou-se, com um salário mínimo, e veio a falecer aos noventa e três anos.

Minha mãe é da Capetinga. José Pimenta, meu avô, morreu muito jovem. Patrocínia, minha vó, já tinha três filhos, um menino e duas meninas. Ficou com o menino e deu as meninas para outros criarem. Minha mãe foi adotada por um tio avô, José Queirós. Teve um vida de certo conforto enquanto o pai adotivo era vivo. Depois, com uma mãe adotiva que não tinha qualquer trabalho, passou necessidades. Mas, estudou. Fez o ensino primário completo de quatro anos. Casou-se aos vinte anos e foi viver na roça em que meu pai era meeiro de café. Teve, outra vez, uma vida razoavelmente confortável, pois meu pai tinha ganhos bem maiores que um simples roceiro. Depois, na cidade, voltaram os períodos de necessidade. Minha mãe fez o que pode para ajudar meu pai. Foi operária de fábrica de tecidos, empregada de armazém de café. Mas, essa vida operária durou pouco. Ela então teve que ganhar algum dinheiro trabalhando como diarista e lavadeira. Perto dos oitenta anos ainda era lavadeira. Nessa idade, deixou de trabalhar para fora. E viveu ainda muitos anos, vindo falecer aos noventa e oito.

Minha mãe ganhou o sobrenome de seu pai adotivo, Queirós. O sobrenome, porém, não era de uma família estabelecida como tal. Manuel, meu trisavô, filho de uma mulher escravizada e de um fazendeiro, foi criado, em Passos, por dependentes de seu pai, na qualidade de liberto. Ainda jovem, deixou Passos e se mudou para Capetinga. Na época, já que não tinha sobrenome, resolveu escolher um, Queirós. Antes dele, não há qualquer Queirós na família. E minha mãe deve ser a última da linhagem a conservar o sobrenome de meu trisavô.

Tico Tico: Brederodes

junho 6, 2025

Narro aqui história breve. Me veio à cabeça o nome Brederodes. Foi algo que ouvi ou vi na infância, Mas eu não tinha lembrança de onde vinha isso. Aí fiz o que se faz nos dias de hoje, pedi ajuda ao Google. Vieram informações sobre o sobrenome Brederode. Com certeza não era o que eu procurava. Aprofundei a busca. Apareceu então o que talvez ficou guardado na minha memória: o nome de um personagem de histórias em quadrinhos. Mais particularmente, um personagem que ocupou inicialmente as páginas da revista Tico Tico. Num número de 1933, a revista publica uma história de Brederodes que trago para cá. Aproveitei para acrescentar mais duas páginas para que eventuais leitores vejam como era a Tico Tico, um marco das histórias em quadrinhos no Brasil.

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IA: crítica de Matthew Crawford

junho 4, 2025

E Why we Drive, Matthew Crawford aborda IA a partir do ato de dirigir. Ela analisa o que rola com os carros autônomos na confluência entre conveniência e liberdade. Submeti uma resenha do livro de Crawford à Perplexity, pedindo a ela que gerasse um poema a Vinicius de Moraes resumindo a resenha. Eis como a coisa andou:

(Meu pedido) Escreva um poema, imitando Manuel Bandeira, tendo em vista review do livro Why we Drive?, do Matthew Crawford. O endereço da review é https://www.theguardian.com/books/2020/jul/06/why-we-drive-by-matthew-crawford-review-artificial-intelligence-driverless-cars

Solução da Perplexity:

Por que dirigimos, amor, nesta estrada
Que o futuro quer sem mãos, sem alma,
Onde o carro é só máquina calada,
E o homem perde a vida que embala?

Dirigir é dança, é toque, é canto,
É o corpo que sente o mundo inteiro,
É o risco, o prazer, o encanto,
É o coração que pulsa por inteiro.

Mas vêm os robôs, frios, sem desejo,
Com seus olhos de luz e cálculo exato,
Querem tomar o volante, o ensejo,
De quem ama o asfalto e o fato.

Ah, meu bem, não deixemos o amor morrer
Na máquina que não sabe sentir,
Pois só quem dirige sabe viver,
E só o homem pode o mundo construir.

Assim, entre o aço e o sonho,
Eu canto a vida que insiste em ser,
Dirigir é amar, é estar risonho,
É o verbo no infinito do prazer.

Num dos itens sobre Vinicius e análise da resenha sobre o livro de Crawford, aparece o seguinte texto da Perplexity:

Vinicius, com sua linguagem apaixonada e sensível, poderia revelar o conflito entre a frieza da lógica binária dos carros autônomos e a riqueza da moral humana, que não se reduz a cálculos ou probabilidades. Ele destacaria a poesia do gesto humano ao volante, a responsabilidade, o medo, o amor e a liberdade que se perdem quando o controle é entregue a uma máquina. Essa perspectiva poética ampliaria a discussão para além da técnica, mostrando que dirigir é também um ato de vida, emoção e escolha ética profunda, difícil de ser replicada por um algoritmo.

Assim, o lirismo de Vinicius de Moraes traria uma voz que questiona o avanço tecnológico não só pela eficiência, mas pela alma e pela ética que só o humano pode carregar, tornando o debate sobre carros sem motorista mais sensível e filosófico, e menos apenas técnico ou utilitarista.

Nara em NYC

maio 27, 2025

Nara, minha filha, diplomata, promove arte brasileira em NYC


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