Calma ! é o último capítulo e hoje ela não vai falar de amor.
Fecha o ano meio bom e uma outra metade perdendo tempo.
Um ano bem aleatório, não foi ?demasiadamente prolixo.
Ou muita coisa, ou nada. Dependia do acaso ou da sorte,
lançando dados sem saber qual número ia dar ,assim era.
Nenhuma lógica aparente., aos arredores.
No entanto e apesar dessa incompletude, ele sabia como
lidar com ela. A poesia ainda chegava com rebuscadas
metáforas que ela traduzia como podia.
E ficava a imaginar os seus dedos no teclado com força
com um gesto de enfado. Ainda assim , ele vinha.
De comum acordo vão rasgar cartas, alargar avenidas,
desenhar jardins, enfeitar a casa, continuar fotografando o
pôr-do-sol , aquela lua
que ilumina nossas varandas, a chuva ora forte
ora manhosa ,os respingos nas janelas , o sol
esplendorosamente, acontecendo nas nossas manhãs.
Um novo caderno para rascunhar. Talvez.
Sem cartas e confetes, poupam dos anseios
poéticos e das paisagens bucólicas.
O futuro é deles e com certeza vai ser grande, inteiro,
sem jogar dado nem moeda, muito menos imprevisível.
Quem sabe conseguem derrubar essa parede
antes que fique mais longe do vis a vis .
Ou como poderá compor poesia se viver a
cavalgar um unicórnio ?
Fica calmo
ela não fala de amor hoje.
É só confete...
P.S. _( inspirado na poética da amiga Maria João , a quem homenageio,
a quem admiro muito e desejo recuperação da saúde pra voltar ao nosso
convívio, nesse novo ano. Feliz Natal, amiga querida)
(liscosta, em niteroi, rj /dezembro 2025)