sábado, 15 de março de 2014

um dia senti. e senti muito. quis muito aquele sentimento, que afinal não me quis a mim. vi-o partir pela janela, sem sequer me ter deixado acenar-lhe da ombreira da porta. recriminei-me longamente por ter deixado tal janela aberta. como pude não ter pensado que os sentimentos por vezes nos fogem, nos escapam por entre frestas de janelas mal fechadas? durante longas horas ponderei a hipótese de selar toda e qualquer uma que existisse na minha existência.
puxei uma cadeira e abracei-me nas suas costas enquanto me deixava mergulhada naquela dúvida. fixei lentamente todo o redor. e ainda olho.