20 de janeiro de 2026

Jim Capaldi - Poor Boy Blue 2004

 

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1. Poor Boy Blue (Capaldi, Bonas, Graham) 4:39
2. Edge Of Love (Leeson, Vale, Waters) 3:50
3. Into The Void (Capaldi) 4:58
4. Breathless (Capaldi, Vale) 3:23
5. Getting Stronger (Capaldi, Vale) 4:22
6. Secrets In The Dark (Green) 4:15
7. Long Legs (Capaldi, Vale) 3:33
8. Scream It To The Dark (Green) 2:32
9. California Sunset (Capaldi) 4:01
10. Bright Fighter (Capaldi) 3:31
11. I've Been Changing (Capaldi) 1:46
12. Now Is The Time (Capaldi, Santos) 4:13
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 spotify / via: fissurarock



Blues Eternos: A Despedida Melódica de Jim Capaldi em Poor Boy Blue
Lançado em 2004, Poor Boy Blue de Jim Capaldi é um tesouro do rock com toques de blues, onde melodias cativantes se entrelaçam com riffs de guitarra viscerais e letras reflexivas, evocando as raízes do artista cofundador do Traffic. O álbum pulsa com energia autêntica, misturando rock clássico e influências soul, ideal para fãs que apreciam profundidade emocional e instrumentação rica.
Destaques: "Poor Boy Blue", faixa de abertura com groove contagiante e slide guitar marcante, "Into The Void", uma jornada introspectiva com solos intensos, e "California Sunset", balada evocativa de serenidade. A banda conta com Jim Capaldi nos vocais e bateria, mas brilha com participações especiais como Steve Winwood nos sintetizadores e guitarra, e Gary Moore entregando licks memoráveis, ao lado de outros virtuoses como Sammy Mitchell e Chris Parren. A sonoridade única vem de camadas orgânicas, explorando as raízes musicais de Capaldi com instrumentação clássica.
Curiosidade: o álbum foi gravado em múltiplos estúdios icônicos, como Basing Street e Matrix, em um processo colaborativo que capturou a essência exploratória de Capaldi, coproduzido por ele e Rene Tinner. Outro detalhe fascinante é seu contexto como último trabalho solo, lançado um ano antes de sua morte em 2005, encerrando uma carreira lendária com vitalidade renovada.

19 de janeiro de 2026

Dr. Project Point Blank Blues Band - Eight Blue Balls 2003

 

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1. By The Way (You Look Tonight) (0:53)
2. Johnny Passed Away (6:31)
3. A Cross To Bear (8:00)
4. Blue Ball (4:53)
5. Some Other Place (4:01)
6. Peace Of Mind (3:12)
7. Lazy Mama (5:33)
8. You Are A Natural (3:10)
9. The Mirror (4:57)
10. It's Alright (4:50)
11. You Play (4:21)
12. A House Full Of Blues (3:35)
13. By The Way (You Look Tonight) (3:29)
14. You Give Me A Reason (4:04)
15. Up & Down (4:04)
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O Blues que Explode na Ex-Iugoslávia!
"Eight Blue Balls", o sétimo álbum da Dr. Project Point Blank Blues Band, lançado em 2003. Celebrando 20 anos de carreira, a banda sérvia mantém o fogo do blues vivo, misturando riffs de guitarra afiados com teclados envolventes e uma base rítmica sólida, tudo com um toque rocky que evita o clichê do blues-rock genérico. Liderados por Dragoljub Crncevic na guitarra e vocais, com Darko Grujic nos teclados, Jovan Pejcinovic na bateria e Zoran Milenkovic no baixo, eles entregam composições originais cheias de alma.
Destaques: "By The Way (You Look Tonight)", o rock pulsante de "Johnny Passed Away" e a soulful "A Cross To Bear", com harmônica impecável de John O'Leary (ex-Savoy Brown). Faixas como o instrumental "Blue Ball", o quase funky "Lazy Mama" e "Some Other Place" – que evoca Jarvis Cocker cantando blues – brilham pela energia crua. 
Curiosidade: a versão completa da faixa de abertura simula um gramofone antigo, gravada para capturar um ar nostálgico e surpreender os ouvintes logo de cara.
Contexto histórico: o grupo ajudou a fundar a cena blues na ex-Iugoslávia, resistindo a mudanças políticas. Com bônus como "You Give Me A Reason" (ecoando The Doors) e "Up & Down", este álbum é essencial para quem curte blues com gancho e atitude.

Tommy Castro & the Painkillers – Closer To The Bone (2025)

 

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01. Can’t Catch A Break 3:53 (Tommy Castro & Christoffer Andersen, Tommy Castro Music admin. by Eyeball Music/Eyeball Music, BMI)
02. The Way You Do 3:13 (Jimmy Nolen, Bienstock Publ. Co./Quartet Music, ASCAP)
03. One More Night 3:56 (Johnny “Nitro” Newton, Slamco Music, BMI)
04. Crazy Woman Blues 5:25 (Tommy Castro, Mark Gilbert & Christoffer Andersen, Tommy Castro Music admin. by Eyeball Music/Mark Gilbert Music/Eyeball Music, BMI)
05. Woke Up And Smelled The Coffee 3:05 (Chris Cain, Chris Cain Music admin. by Eyeball Music, BMI)
06. Keep Your Dog Inside 3:48 (Gary Michael Duke & Joe New, M. Duke Music/Smokin Joe Music admin. by BMG Bumblebee, BMI)
07. She Moves Me 3:50 (Johnny Watson & Sam Ling, Booty Ooty Music/Universal Music Careers, BMI)
08. Ain’t Worth The Heartache 3:42 (Tommy Castro, Tommy Castro Music admin. by Eyeball Music, BMI)
09. A Fool For You 3:47 (Ray Charles, Hill & Range Songs, BMI)
10. Freight Train (Let Me Ride) 4:06 (Ron Thompson, Broom Duster Music Publ., ASCAP)
11. Everywhere I Go 3:30 (Randy McDonald, On The Wildside Music, BMI)
12. Bloodshot Eyes 2:54 (Hank Penny & Ruth Hall, Bienstock Publ. Co./Quartet Music, ASCAP)
13. Stroll Out West 3:02 (Eddie Taylor, Taliesin Music admin. by BMG Bumblebee, BMI)
14. Hole In The Wall 2:53 (Brownie McGhee, Next Decade Ent. Inc. obo Julie Music Corp., BMI)
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Tommy Castro Desossa o Blues Puro em "Closer To The Bone"
"Closer To The Bone" (2025), resgatando as raízes do gênero com um swing moderno que cativa de imediato. Influenciado por mestres como Elvin Bishop e Mike Bloomfield, do Paul Butterfield Band, Castro mistura shuffles lentos, riffs acelerados e toques de humor, criando um som cru e divertido, focado em temas clássicos como amor e mulheres problemáticas.
Pontos altos: incluem a slide resonator explosiva em "Freight Train (Let Me Ride)" (4:06), o shuffle viciante de "One More Night" (3:56) e o funky "Stroll Out West" (3:02), com Rick Estrin no harmônica. A banda principal — Castro na guitarra, vocais e resonator; Mike Emerson nos teclados; Randy McDonald no baixo e vocais; Bowen Brown na bateria — ganha reforço de convidados como Chris Cain (piano em "Crazy Woman Blues", 5:25), Billy Branch (harmônica em "Ain’t Worth The Heartache", 3:42) e Deana Bogart (sax em "She Moves Me", 3:50, e "Bloodshot Eyes", 2:54). Christoffer "Kid" Andersen produz e toca múltiplos instrumentos, elevando a produção.
Curiosidade: Castro visou recriar blues "como nos velhos tempos", selecionando três originais e 11 covers, como "A Fool For You" de Ray Charles. Outro detalhe: com 10 Blues Music Awards, incluindo B.B. King Entertainer of the Year em 2023, o álbum injeta duplos sentidos em faixas como "Keep Your Dog Inside" (3:48), ecoando a era dourada do blues.

18 de janeiro de 2026

Itamar Assumpção - Beleléu e Banda Isca de Polícia 1980 (1998)

 

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1. Vinheta I (0:32)
2. Luzia (Itamar Assumpção) 4:21
3. Fon fin fan fin fun (Older Brigo, Itamar Assumpção) 2:22
4. Fico louco (Itamar Assumpção) 5:16
5. Aranha (Rondó, Arrigo Barnabé, Neusa Pinheiro Freitas) 1:14
6. Se eu fiz tudo (Marcio Werneck, Itamar Assumpção) 3:52
7. Vinheta II (0:39)
8. Baby (Itamar Assumpção) 3:46
9. Embalos (Itamar Assumpção) 3:26
10. Nega música (Itamar Assumpção) 2:10
11. Beijo na boca (Itamar Assumpção) 2:23
12. Vinheta radiofônica (1:22)
13. Nego Dito (Itamar Assumpção) 4:31
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Itamar Assumpção: Beleléu, Leléu, Eu – O Caos Criativo que Definiu a Vanguarda Paulista!
"Beleléu, Leléu, Eu", álbum de estreia de Itamar Assumpção com a Banda Isca de Polícia, lançado em 1980 e relançado em 1998, é um marco da cena underground de São Paulo. Fundindo rock experimental, samba distorcido, jazz livre e letras poéticas cheias de ironia, o disco exala rebeldia com arranjos imprevisíveis e a voz magnética de Itamar, que navega entre o teatral e o visceral.
Pontos altos: "Fico Louco", um turbilhão rítmico com percussão pulsante e guitarras cortantes; "Nega Música", minimalista e introspectiva; e "Nego Dito", com baixo groovy de Kiko e guitarra afiada de Jean. Itamar domina como multi-instrumentista (voz, baixo, guitarra, percussão, violão, acordeão, bateria, piano), apoiado por talentos como Paulo Barnabé na bateria, Rondó na guitarra e Luís nos teclados. Vinhetas radiofônicas adicionam um toque narrativo único, como colagens sonoras.
Curiosidade: A gravação ocorreu em estúdios precários de SP, com sessões improvisadas que viravam happenings artísticos, capturando a essência espontânea da banda. Outro detalhe intrigante: Em plena regime militar, o álbum simbolizou resistência cultural, influenciando nomes como Arrigo Barnabé (coautor de "Aranha" e irmão de Paulo).